Harry Potter E as Relquias da Morte

J. K. Rowling


ndice:
 Captulo 01 - A Ascenso do Lorde das Trevas  3
 Captulo 02 -  In Memorandum 10
 Captulo 03 - Partida dos Dursley 18
 Captulo 04 - Os Sete Potters 26
 Captulo 05 - O Guerreiro Cado 36
 Captulo 06 - O Vampiro de Pijama 52
 Captulo 07 - O Testamento de Alvo Dumbledore 68
 Captulo 08 - O Casamento 79
 Captulo 09 - Um Lugar para se Esconder 91
 Capitulo 10  - A Histria de Monstro 100
 Captulo 11 - O  Suborno  113
  Captulo  12  - Magia  Poder 122
 Captulo 13  -  Comisso  de  Registro  para  Nascidos Trouxas 134
 Capitulo 14 - "O Ladro" 149
 Captulo 15 -  A  vingana  dos Duendes 157
 Captulo 16 - Godric's Hollow 176
 Captulo 17 - O Segredo de Bathilda 189
 Captulo 18 - A vida e  mentiras  de  Alvo  Dumbledore  202
 Captulo 19 - A Corsa Prateada 209
 Captulo 20 - Xenfilo  Lovegood  221
 Captulo 21 - O Conto dos Trs Irmos 230
 Captulo 22 - As Relquias  da Morte 243
 Capitulo 23 - Manso dos Malfoy 257
 Captulo 24 - O Fabricante de Varinhas 278
 Captulo 25 -  Chal  das  Conchas  297
  Captulo  26  - Gringotes 306
 Captulo 27 - O Esconderijo Final  319
  Captulo  28  -  O Espelho Perdido 326
 Captulo 29 - O diadema perdido 337
 Captulo 30 -  A demisso de Severo Snape 347
 Captulo 31 - A  Batalha  de  Hogwarts  367
 Captulo 32 - A varinha mais velha 383
  Captulo  33  -  A  Histria  do Prncipe 396
 Captulo 34 - A floresta novamente 419
 Captulo 35 - King`s Cross 427
 Captulo 36 - A falha no plano 436
  Eplogo  -  Dezenove  anos depois 449


Captulo 01 - A Ascenso do Lorde das Trevas


Os dois homens apareceram do nada, separados por apenas alguns metros na
estreita rua iluminada pela lua. Por um momento  eles  ficaram  parados,
cada um com a sua  varinhas apontada para o peito do outro, ento, ao se
reconhecerem, guardaram suas varinhas debaixo de suas capas e  comearam
a andar apressadamente na mesma direo. 

- "Novidades?" Perguntou o  mais  alto  dos  dois.    -  "As  melhores."
Respondeu Severo Snape.

A rua era cercada  esquerda por pequenas amoreiras, e  direita por uma
fileira de altos arbustos cuidadosamente podados. As  longas  capas  dos
homens balanavam  ao redor de seus tornozelos enquanto caminhavam. 

- "J pode ser demasiado tarde," disse Yaxley, suas feies arredondadas
ficando fora de vista a medida que galhos desgarrados  de  suas  rvores
bloqueavam a luz do  luar. "Foi um  pouco  mais  complicado  do  que  eu
imaginava. Mas eu acho que ele ficar satisfeito. Voc est confiante de
que a sua recepo ser boa?"

Snape concordou afirmativamente mas no se aprofundou no  assunto.  Eles
viraram  direita, em uma larga garagem que dava acesso   rua.  A  alta
fileira de arbustos  continuava  distncia,  alm  dos  impressionantes
portes de ferro trabalhados que  barravam  o  caminho  dos  homens.  Em
silncio, ambos levantaram  seus  braos  esquerdos    numa  espcie  de
cumprimento e atravessaram os portes,  como  se  este  fosse  feito  de
fumaa. 

As amoreiras abafavam  os  sons  dos  passos  dos  homens.  Ouviu-se  um
farfalhar em algum lugar  direita. Yaxley sacou sua varinha e apontou-a
por cima da cabea de  seu companheiro, mas a fonte sonora provou-se ser
apenas um pavo albino varrendo majestosamente de uma ponta a  outra  do
topo do arbusto.

- "Ele sempre fez bem a si mesmo,  Lcio.Paves..."  Yaxley  guardou  de
volta sua varinha debaixo de sua capa com um grunhido.

Um belo casaro se destacava na escurido ao final do caminho  estreito,
com luzes piscando nas janelas brilhantes do trreo. Em algum  lugar  no
jardim escuro, atrs  dos arbustos, uma fonte soava curta e grave abaixo
de seus ps, enquanto Snape e Yaxley se apressavam em direo  porta da
frente, que se abriu para dentro com  a aproximao  deles,  embora  no
houvesse ningum visvel capaz de abri-la.

O hall de entrada era grande, pouco iluminado, e suntuosamente decorado,
com um magnfico carpete cobrindo a maior parte do  cho  de  pedra.  Os
olhos dos retratos  nas paredes seguiram Snape e Yaxley assim  que  eles
passaram. Os dois homens pararam em uma  pesada  porta  de  madeira  que
levava  prxima sala, hesitaram pelo  tempo    de  um  pulsar  de  seus
coraes, at que Snape girou a maaneta de bronze.

A sala de estar estava cheia de pessoas em  silncio,  sentadas  em  uma
grande  e  ornamentada  mesa.  Os  mveis  costumeiros  da  sala   foram
empurrados bruscamente em direo  s paredes. A iluminao vinha de uma
fogueira estalante acesa em uma bela lareira de mrmore  cercada  de  um
espelho banhado a ouro. Snape e Yaxley se demoraram por  um  momento  na
entrada.  medida que seus olhos se acostumaram   falta  de  luz,  eles
tomaram conscincia do detalhe mais estranho da cena: uma figura  humana
aparentemente  inconsciente estava pendurada de cabea para baixo  acima
da mesa, girando vagarosamente como se estivesse suspensa por uma  corda
invisvel, refletida no espelho  e na superfcie polida da mesa  abaixo.
Nenhuma das pessoas prximas a essa situao  singular  estavam  olhando
para ela, exceto por um jovem plido sentado praticamente  abaixo  dela.
Ele parecia incapaz de evitar olhar para cima de minuto em minuto.

- "Yaxley, Snape," falou uma voz aguda e clara  da  cabeceira  da  mesa,
"Vocs esto quase atrasados."

O interlocutor estava  sentado  diretamente    frente  da  lareira,  de
maneira que era difcil, a princpio,  aos  recm  chegados,  distinguir
mais que sua silhueta.  medida  que chegaram mais  perto,  no  entanto,
sua face brilhou atravs da penumbra,  careca,  um  rosto  ofdico,  com
rasgos estreitos no lugar de narinas e olhos  vermelhos  e    brilhantes
cujas pupilas eram verticais. Ele era to plido que parecia  emitir  um
brilho perolado.

- "Severo, aqui," disse Voldemort, indicando o assento  imediatamente  
sua direita, "Yaxley, ao lado de Dolohov."

Os dois homens tomaram seus lugares definidos. A maioria dos olhares  na
mesa seguia Snape, e foi com ele que Voldemort falou primeiro.

- "E ento?" - "Meu Lorde, a Ordem da Fnix pretende tirar Harry  Potter
de seu atual lugar de segurana no prximo Sbado, ao anoitecer."

O interesse ao redor da mesa mudou perceptivelmente. Alguns enrijeceram,
outros ficaram inquietos, todos olhando para Snape e Voldemort.

- "Sbado,... ao anoitecer," repetiu  Voldemort.  Seus  olhos  vermelhos
fitando os  pretos  de  Snape  com  tanta  intensidade  que  alguns  dos
observadores desviaram o olhar,  aparentemente receosos que eles  mesmos
seriam atingidos pela ferocidade do olhar.  Snape,  no  entanto,  olhava
calmamente no rosto de Voldemort, e aps alguns momentos,   a  boca  sem
lbios de Voldemort se curvou no que parecia ser um sorriso.

- "Bom, muito bom. E essa informao vem de-" - "-da fonte sobre a  qual
discutimos." disse Snape. - "Meu Lorde." Yaxley se  curvou  para  frente
para olhar para Voldemort e Snape. Todos os rostos se viraram para ele. 

- "Meu Lorde, eu ouvi outra coisa."

Yaxley esperou, mas Voldemort no falou, ento ele continuou.

- "Dawlish, o Auror, deixou escapar que Potter no  vai  ser  mudado  de
lugar antes do dia trinta, que  a que precede o dia  de  ele  completar
dezessete anos.

Snape estava sorrindo.

- "Minha fonte me disse que h planos de dar um alarme falso; esse  deve
ser o referido. No h dvida que um  Feitio  Confumdus  foi  posto  em
Dawlish. No seria a  primeira vez, ele  conhecido por ser suscetvel a
tais artifcios." - "Eu posso lhe  assegurar,  meu  Lorde,  que  Dawlish
parecia estar muito certo do que disse," disse Yaxley. -  "Se  ele  est
sob feitio, obviamente ele vai parecer confiante." disse Snape

- "Eu lhe  garanto,  Yaxley,  que  o  escritrio  dos  Aurores  no  vai
desempenhar papel na proteo de Harry Potter. A Ordem acredita que  ns
estamos infiltrados no Ministrio."

- "A Ordem supe uma coisa corretamente ento, n?" disse um homem baixo
e gordo sentado no muito distante de  Yaxley,  ele  deu  uma  risadinha
forada que ecoou aqui  e ali por toda a mesa. 

Voldemort no riu. Seu olhar havia se detido acima, em direo ao  corpo
que girava vagarosamente, e ele parecia perdido em pensamentos. 

- "Meu Lorde," Yaxley continuou,  "Dawlish  acredita  que  um  esquadro
inteiro de Aurores vai ser usado para transferir o garoto-"

Voldemort levantou uma grande mo branca, e Yaxley  parou  de  uma  vez,
olhando amargamente  medida que Voldemort se virou para Snape.

- "Onde eles vo esconder o garoto em seguida?"

- "Na casa de um dos participantes da Ordem" disse Snape. "O  lugar,  de
acordo com a fonte, recebeu toda  proteo  que  a  Ordem  junto  com  o
Ministrio pode dar. Eu  acredito que a chance de o pegarmos  assim  que
ele estiver l  pequena, meu Lorde, a  no  ser  que  o  Ministrio,  
claro, tenha sido derrotado antes do  prximo  sbado,    o  que  talvez
dar-nos-ia  oportunidade  de  descobrir   e    desfazer    encantamentos
suficientes para passar pelos restantes."

-"Bom,Yaxley?" Voldemort  chamou-o  atravs  da  mesa,  a  luz  do  fogo
refulgindo estranhamente em seus olhos  vermelhos.  "O  Ministrio  ser
derrotado at o prximo Sbado?"

Mais uma vez, todas as cabeas giraram. Yaxley ajeitou seus ombros. 

- "Meu Lorde, eu tenho boas notcias em relao  isso.  Eu  consegui  -
com grande dificuldade, e depois de muito esforo - lanar uma  maldio
Imperius em Plus Thicknesse."

Muitos daqueles sentados em volta de  Yaxley  pareceram  impressionados,
seu vizinho de cadeira, Dolohov, um homem  com  uma  grande  e  estranha
face, deu um tapinha em  suas costas.

- " um comeo," disse Voldemort, "Mas Thicknesse    apenas  um  homem,
Scrimgeour deve estar cercado de  nossa  gente  antes  que  eu  aja.  Um
atentado mau-sucedido  vida  do Ministro, pode  me  retroceder  um  bom
caminho.

- "Sim - meu Lorde - isso  verdade -  mas  voc  sabe,  como  Chefe  do
Departamento de Aplicao das Leis  da  Magia,  Thicknesse  tem  contato
regular no somente com o    ministro,  bem  como  todos  os  chefes  de
departamento do Ministrio. Ser fcil, creio eu, agora que ns temos um
oficial de patamar to elevado sob nosso controle,  subjugar os  outros,
e ento eles podem todos trabalhar juntos para derrubar Scrimgeour."

- "Isso se o nosso amigo Thicknesse no for  descoberto  antes  que  ele
tenha convertido o resto," disse Voldemort. "Em  qualquer  ritmo,  ainda
continua sendo improvvel  que o Ministrio seja meu  antes  do  prximo
sbado. Se ns no podemos alcanar o garoto em seu destino, ento  isso
deve ser feito enquanto ele viaja."

- "Ns estamos em vantagem aqui, meu Lorde." disse Yaxley,  que  parecia
determinado a receber algum tipo de aprovao. "Agora ns  temos  muitas
pessoas posicionadas  dentro do Departamento de  Transporte  Mgico.  Se
Potter Aparatar ou usar a rede de Fl, ns saberemos imediatamente."   -
"Ele no far nenhum dos dois," disse Snape. "A Ordem est evitando todo
tipo de transporte que seja controlado ou regulado pelo Ministrio, eles
desconfiam de  tudo que tenha a ver com o mesmo."

- "Melhor ainda." disse Voldemort. "Ele vai ter que se  mover  em  campo
aberto. Mais fcil de peg-lo, sem dvidas."

Mais uma vez Voldemort fitou o corpo que girava  vagarosamente  enquanto
ele continuou

- "Eu mesmo vou atrs do garoto.  J  houve  muitos  erros  no  que  diz
respeito  Harry Potter. Alguns deles foram meus  prprios.  O  fato  de
Potter viver se deve mais  a meus erros do que aos seus triunfos."

O grupo em volta da mesa observou  Voldemort  apreensivamente,  cada  um
deles, atravs de sua expresso. Com medo de serem  culpados  por  Harry
Potter continuar  existindo.    Voldemort,  no  entanto,  parecia  estar
falando mais consigo mesmo do que para qualquer um deles,  ainda  atento
ao corpo inconsciente acima dele.

- "Eu no fui cuidadoso, e  tambm  fui  frustrado  pela  sorte  e  pela
chance, esses estraga prazeres de todos os planos mais  bem  elaborados.
Mas eu sei melhor agora,  eu entendo coisas que eu no  entendia  antes,
eu devo ser a pessoa que mata Harry Potter, e eu vou ser."

Com essas palavras, como que em resposta    elas,  um  repentino  berro
ressoou. Um terrvel grito profundo de misria e  dor.  Muitos  dos  que
estavam na mesa olharam  para baixo, surpresos pelo som que parecia  ter
vindo debaixo de seus ps. 

- "Rabicho?" falou Voldemort, sem mudar o seu tom baixo e sbrio, e  sem
tirar os olhos do corpo que girava acima, "Eu  j  no  te  falei  sobre
manter o nosso prisioneiro  quieto?"

- "Sim, m-meu Lorde," engasgou um pequeno homem na metade da  mesa,  que
estava sentado to profundamente em sua cadeira que a princpio  parecia
desocupado. Agora  ele saltava de  sua  cadeira  e  disparava  da  sala,
deixando nada mais atrs dele que um curioso brilho de prata.   -  "Como
eu estava falando" continuou Voldemort, olhando mais  uma  vez  para  as
tensas faces de seus seguidores. "Eu entendo agora, eu  posso  precisar,
por exemplo,  emprestar uma varinha de um de vocs antes que eu v matar
Potter."

As faces  sua volta entraram em choque, ele pareceu ter  anunciado  que
queria um brao de um deles emprestado.

- "Sem voluntrios?" disse Voldemort, "Vamos ver... Lcio, eu  no  vejo
razo para voc ainda ter uma varinha."

Lcio olhou para cima. Sua pele parecia amarela e feita de  cera  sob  a
luz do fogo, seus olhos eram profundos e sombrios. Quando ele falou, sua
voz estava embargada. 

- "Meu Lorde?" - "Sua  varinha,  Lcio.  Eu  estou  requisitando  a  sua
varinha." - "Eu..."

Malfoy olhou de lado para sua esposa. Ela estava parada logo    frente,
quase to plida quanto ele,  seu  longo  cabelo  loiro  cado  em  suas
costas, atravs  da  mesa    os  dedos  finos  de  sua  esposa  fecharam
brevemente em seu punho. Ao toque dela, Malfoy ps a mo  em  seu  robe,
sacou uma varinha e a passou para Voldemort, que a segurou  em frente  a
seus olhos vermelhos, examinando-a atentamente. - "Do que ela   feita?"
- "Ulmeiro, meu Lorde" sussurrou Malfoy. - "E o  ncleo?"  -  "Drago  -
corao de drago." - "Bom." disse  Voldemort.  Ele  sacou  sua  prpria
varinha e comparou  os  comprimentos.  Lcio  Malfoy  fez  um  movimento
involuntrio, por uma frao de  segundo,  pareceu    que  ele  esperava
receber a varinha de Voldemort em troca da sua. O gesto no foi ignorado
por Voldemort, cujos olhos apertaram maliciosamente.  - "Te dar a  minha
varinha, Lcio? Minha varinha?"

Alguns dos presentes deram risadinhas.

- "Eu dei a voc a sua liberdade, Lcio, isso no   o  suficiente  para
voc? Mas eu tenho notado que voc e a sua  famlia  parecem  menos  que
felizes. O que h com  a minha presena em  sua  casa  que  o  incomoda,
Lcio?" - "Nada - nada, meu Lorde." - "Tais mentiras Lcio..."

A voz suave parecia continuar a sair como  um  chiado  de  cobra,  mesmo
depois da boca cruel ter parado de se movimentar. Um ou dois dos  bruxos
quase no seguraram um  tremido assim que o chiado comeou a ficar  mais
alto; alguma coisa pesada pde ser ouvida deslizando  atravs  da  mesa,
embaixo dela. 

A cobra imensa emergiu e escalou lentamente a cadeira de Voldemort.  Ela
se levantou, aparentemente sem fim, e veio a  descansar  nos  ombros  de
Voldemort. Seu pescoo  da espessura da coxa de um  homem;  seus  olhos,
com  seus  orifcios  verticais  no  lugar  de  pupilas,  no  piscavam.
Voldemort tocando a criatura distraidamente  com  seus    longos  dedos,
ainda olhando para Lcio Malfoy.

- "Porqu os Malfoy parecem to infelizes com seu bando?  No    o  meu
retorno, minha ascenso ao poder, o que eles sempre proclamaram  desejar
por tantos anos?" - "Mas  claro meu Lorde," disse Lcio Malfoy. Sua mo
tremia  enquanto  ele  secava  o  suor  de  seu  lbio  superior.   "Ns
desejvamos isso - ns ainda  desejamos."    esquerda  de  Malfoy,  sua
mulher fez um estranho gesto  de  afirmao,  seus  olhos  desviados  de
Voldemort e da cobra.   sua  direita,  seu  filho,  Draco,  que  esteve
olhando  o corpo inerte pendurado, olhou rapidamente Voldemort e desviou
o olhar em seguida, aterrorizado com o contato visual. 

- "Meu Lorde," disse uma mulher  morena  na  metade  da  mesa,  sua  voz
modificada pela emoo. " uma  honra  t-lo  aqui,  na  casa  de  nossa
famlia. No h honra maior que  essa."

Ela sentava ao lado de sua irm, diferente dela na aparncia,  com  seus
cabelos negros e olhos de  plpebras  pesadas,  assim  como  tambm  era
diferente em seu comportamento;  enquanto Narcissa estava sentada rgida
e impassvel, Bellatrix estava curvada em direo a Voldemort,  como  se
palavras no pudessem demonstrar o seu anseio por   contato  fsico  com
ele.

- "No h prazer maior," repetiu Voldemort, sua cabea  virou  um  pouco
para um lado enquanto ele analisava Bellatrix.  "Isso  significa  muito,
Bellatrix, vindo de voc."

Seu semblante se encheu de cor, seus olhos lacrimejaram de prazer.

- "Meu Lorde sabe que eu falo nada alm da verdade!" -  "No  h  prazer
maior...mesmo comparado com o evento feliz que  eu  fiquei  sabendo  que
aconteceu com a sua famlia essa semana?"

Ela o fitou, seus lbios partidos, evidentemente confusa.

- "Eu no sei do que voc est falando, meu Lorde." - "Eu estou  falando
da sua sobrinha, Bellatrix. E sua tambm, Lcia e Narcissa.  Ela  acabou
de se  casar  com  o  lobisomem,  Remo  Lupin,  vocs  devem  estar  to
orgulhosos." Houve uma erupo de gargalhadas desrespeitosas ao redor da
mesa,  muitos  se  curvaram  para  frente  para  uma  troca  de  olhares
contentes, alguns bateram na mesa com  seus punhos. A grande cobra,  no
gostando da baguna, abriu a sua boca exageradamente  e  chiou  nervosa,
mas os Comensais  da  Morte  no  prestaram  ateno,  embriagados    de
felicidade pela humilhao  de  Bellatrix  e  dos  Malfoy.  O  rosto  de
Bellatrix, recentemente inundado de felicidade, ficou rubro. 

- "Ela no  nossa sobrinha, meu Lorde." ela gritou em meio  balbrdia,
"Ns - Narcissa e eu - nunca colocamos os olhos em nossa irm depois que
ela se casou com  o sangue-ruim. Aquela peste no tem  nada  conosco,  e
nem a besta com a qual ela se casou." -  "E  o  que  voc  diz,  Draco?"
perguntou  Voldemort,  e  apesar  de  sua  voz  ser  baixa,  ela  passou
claramente por todo o barulho e excitamento,  "Voc  vai  ser  bab  dos
filhotinhos?" 

A hilaridade tomou conta; Draco Malfoy olhou em terror para seu pai, que
estava olhando para seu prprio colo, e depois cruzou o olhar com  o  de
sua me. Ela balanou  sua cabea  imperceptivelmente,  ento  voltou  a
olhar letargicamente para a parede oposta. 

- "J basta." disse Voldemort, acariciando a cobra raivosa, "J basta"

E as risadas pararam de uma s vez.

- "Muitas de nossas mais tradicionais rvores genealgicas se tornam  um
pouco doentes com o passar  do  tempo,"  ele  disse  enquanto  Bellatrix
olhava para ele, sem flego  e implorando. - "Vocs devem podar as suas,
no devem, para mant-las saudveis?  Cortar  fora  aquelas  partes  que
ameaam a sade do resto." - "Sim, meu  Lorde."  sussurrou  Bellatrix  e
seus olhos se enchiam de lgrimas de gratido  novamente.  "Na  primeira
chance!" - "Voc a ter" disse Voldemort. "E em sua famlia, assim  como
no mundo... ns vamos cortar fora  a  praga  que  nos  infesta  at  que
somente os sangue-puro restaram..."  Voldemort  levantou  a  varinha  de
Lcio  Malfoy,  apontou  ela  diretamente  para  a  figura  que   rodava
vagarosamente, suspensa acima da mesa, e deu um pequeno giro.  A  figura
voltou a vida com  um  grunhido  e  comeou  a  lutar  contra  barreiras
invisveis.

- "Voc reconhece nosso convidado, Severo?" perguntou Voldemort

Snape ergueu seus olhos para o rosto virado de cabea pra  baixo.  Todos
os Comensais da Morte estavam olhando para o prisioneiro agora, como  se
lhes tivesse sido  dada    permisso  para  demonstrar  curiosidade.  
medida que girava para encarar a luz do fogo,  a  mulher  disse  em  uma
aguda e aterrorizada voz. 

- "Severo, me ajude!" - "Ah sim," disse  Snape  enquanto  a  prisioneira
virava de devagar de volta. -  "E  voc,  Draco?"  perguntou  Voltemort,
acariciando o focinho da cobra com a mo livre. Draco concordou com  sua
cabea de maneira boba. Agora que a mulher havia  acordado, ele  parecia
ser incapaz de continuar olhando para ela. 

- "Mas voc no fazia disciplina dela," disse Voldemort.  "Para  aqueles
que no sabem, ns estamos reunidos  aqui  hoje    noite,  por  Charity
Burbage que, at recentemente,  lecionava na Escola de Magia e  Bruxaria
de Hogwarts!"

Houve pequenos barulhos de compreenso ao  redor  da  mesa.  Uma  mulher
brega, de  dentes  pontudos  gargalhou.  -  "Sim...  Professora  Barbage
ensinava s crianas bruxas tudo sobre os trouxas... como eles  no  so
muito diferentes de ns..."

Um dos Comensais da Morte bateu no cho. Charity Burbage girou  a  ponto
de fitar Snape novamente. 

- "Severo... por favor...por favor..." -  "Silncio,"  disse  Voldemort,
com mais um movimento com a  varinha  de  Malfoy,  e  Charity  ficou  em
silncio como se tivesse sido calada. "No  contente  em  corromper    e
poluir as mentes das  crianas  bruxas,  semana  passada,  a  Professora
Burbage, escreveu uma apaixonada defesa sobre os sangue-ruims no Profeta
Dirio. Os bruxos,   ela  diz,  devem  aceitar  esses  ladres  de  seus
conhecimentos  e  magias.  A  diminuio  dos  sangues-puros  ,  diz  a
Professora Burbage, uma circunstncia mais que desejvel...   Ela  faria
todos  ns  casarmos  com  trouxas...  ou,  no   duvido    nada,    com
Lobisomens..."

Ningum riu dessa vez. No havia como no discernir a raiva e o desprezo
na voz de Voldemort. Pela terceira vez, Charity Burbage girava e  fitava
Snape. Lgrimas  saam de seus olhos e escorriam em seus cabelos.  Snape
olhou de volta pra ela, praticamente  impassvel,  enquanto  ela  girava
para longe dele novamente. 

- "Avada Kedavra" 

Um flash de luz verde iluminou cada canto da sala. Charity caiu, com  um
barulho ressoante, na mesa abaixo, que  rachou  e  quebrou.  Vrios  dos
Comensais da Morte pularam  para trs em suas cadeiras,  Draco  caiu  da
sua prpria cadeira e foi para o cho. 

- "Jantar Nagini" disse Voldemort suavemente, e a grande cobra  rastejou
de seus ombros em direo ao cho de madeira polido.

Crditos: Traduo: Marcosmva Reviso: Anja Marotta 


Captulo 02 - In Memorandum

Harry estava sangrando.  Apertando  sua  mo  direita  com  a  esquerda,
ofegando, ele empurrou a porta de seu quarto. Houve um barulho de  loua
quebrando. Ele tinha tropeado  numa xcara de ch frio  que  estava  no
cho, do lado de fora da porta de seu quarto. "O que--?"  Ele  olhou  em
volta,  o  nmero  quarto  da  Rua  dos  Alfeneiros   estava    deserto.
Possivelmente, a xcara de ch foi a idia  de  Duda  de  uma  armadilha
inteligente. Mantendo  sua mo que sangrava elevada, Harry juntou  cacos
da xcara com a outra mo e jogou no cesto de lixo j visivelmente cheio
dentro do seu quarto. Ento ele foi em  direo ao banheiro para colocar
seu dedo sob a torneira. Era  estpido,  realmente  irritante,  que  ele
ainda teria quatro dias sem poder realizar mgicas... mas ele tinha  que
admitir que aquele corte profundo no seu dedo  poderia t-lo  derrotado.
Ele nunca aprendeu como curar ferimentos, e agora  ele  estava  pensando
que - particularmente em vista dos seus planos imediatos - isto era  uma
falha sria na sua educao em  magia.  Fazendo  uma  nota  mental  para
perguntar a Hermione como faz-lo, ele usou um grande chumao  de  papel
higinico para absorver  o mximo de ch que conseguiu antes  de  voltar
para o seu quarto e bater a porta atrs de si.  Harry  havia  gastado  a
manh esvaziando completamente seu malo da  escola  pela  primeira  vez
desde que o arrumara, h seis anos atrs. Nos primeiros anos  de  escola
ele meramente havia mexido nos trs quartos superiores de seus pertences
e substitudo ou atualizado os mesmos, deixando  uma  camada  de  coisas
inteis no fundo -  penas velhas, olhos de besouros dissecados,  ps  de
meia sem par. Minutos antes,  Harry  havia  mergulhado  sua  mo  nessas
coisas, experimentado uma dor lancinante no  dedo anelar da mo  direita
e ao retir-la viu que estava cheia de sangue. Ele continuava agora  com
um pouco mais de cuidado. Ajoelhando ao lado  do  malo  novamente,  ele
apalpou o fundo e, acabou achando  um  velho  broche  que  alternava  os
dizeres APIE CDRICO  DIGGORY  e  POTTER  FEDE,  um  velho  e  quebrado
bisbilhoscpio, e um medalo de ouro onde o bilhete assinado  por  R.A.B
esteve escondido, ele finalmente  descobriu o objeto pontudo  que  havia
causado o dano. Ele reconheceu logo o que era.  Era  um  pedao  de  uns
cinco centmetros do espelho encantado que seu padrinho,  Sirius,  havia
dado a ele. Harry colocou-o de lado e, cuidadosamente, vasculhou o malo
em busca do restante dele, mais nada mais restava alm de  vidro  modo,
que  se agarrava  firmemente  nas  camadas  mais  profundas  como  areia
brilhante. Harry se sentou e examinou o pedao afiado  com  o  qual  ele
havia se cortado,  no  vendo  nada  alm  do  seu  prprio  olho  verde
brilhante refletido de volta. Ento ele  colocou o fragmento em cima  do
Profeta Dirio daquela manh, que continuava na cama  sem  ser  lido,  e
tentou suprimir a onda crescente de memrias amargas, as punhaladas   de
arrependimento e saudosismo, que a descoberta do espelho quebrado  havia
causado por estar junto com o resto do lixo no malo.  Levou  outra  ora
para esvazi-lo completamente, jogar fora  os  itens  sem  utilidade,  e
distribuir o restante em pilhas de acordo com que ele iria  precisar  de
agora  em diante. Seus uniformes de escola e  de  quadribol,  caldeiro,
pergaminho, penas e a maioria dos seus livros didticos foram empilhados
em um canto, para serem deixados  para trs. Ele  imaginou  o  que  seus
tios fariam com eles, queimariam na calada da noite, provavelmente, como
se fossem evidncia de um crime horroroso. Suas roupas  de trouxa,  Capa
da Invisibilidade, kit de poes, alguns livros, o lbum  de  fotografia
que Hagrid dera para ele, uma  pilha  de  cartas  e  sua  varinha  foram
colocados  em uma mochila velha. No bolso  frontal  estavam  o  Mapa  do
Maroto e o medalho com o bilhete assinado por  R.A.B,  dentro  dele.  O
medalho ocupava esse lugar de honra  no por ser  valioso  -  no  senso
comum ele era intil - mas sim pelo alto custo que pagara para  obt-lo.
Isso deixou um monte considervel de jornal em sua escrivaninha ao  lado
de sua coruja branca Edwiges: um para cada dia que Harry  havia  passado
na Rua dos Alfaneiros  neste vero. Ele se levantou do cho, se recomps
e se dirigiu para sua escrivaninha. Edwiges no se movimentou quando ele
comeou a folhear os jornais, jogando-os na pilha de  lixo um por um.  A
coruja estava adormecida, ou at mesmo fingindo, ela  estava  brava  com
Harry por causa do limitado tempo em que ela era permitida ficar fora de
sua gaiola naquele momento.  medida que  se  aproximava  ao  comeo  da
pilha de jornais, Harry diminuiu o ritmo, procurando por uma situao em
particular que ele sabia ter acontecido pouco tempo    depois  dele  ter
chegado na Rua dos Alfaneiros para o vero; ele se  lembrava  que  havia
uma pequena meno em  cima  da  manchete  a  respeito  da  renncia  da
professora  para Estudo dos Trouxas em Hogwarts. Por  fim  o  encontrou.
Virando para a pgina dez, ele se afundou na cadeira da  escrivaninha  e
releu o  artigo  pelo  qual  esteve    procurando.  LEMBREM-SE  DE  ALVO
DUMBLEDORE Por Elphias Doge Eu conheci Alvo Dumbleadore aos  onze  anos,
em nosso primeiro dia em Hogwarts. Nossa  atrao  mtua  se  devia  sem
dvidas ao fato de ambos nos sentirmos deslocados.  Eu  havia  contrado
sfilis Draconiana logo antes de chegar   escola,  e  assim  mesmo  no
sendo mais contagiosa, a viso de minhas marcas e meu tom esverdeado no
encorajava  muitos a se aproximarem de mim. No  que  o  concernia,  Alvo
havia chegado a Hogwarts sob o  fardo  de  uma  notoriedade  indesejada.
Praticamente um ano antes, seu pai,   Percival,  foi  condenado  por  um
ataque selvagem e de conhecimento geral  a  trs  jovens  trouxas.  Alvo
nunca tentou negar que seu pai (que estava condenado  morte em Azkaban)
havia cometido esse crime; pelo contrrio, quando eu tomei coragem  para
perguntar a  ele sobre isso, me  afirmou  que  sabia  que  seu  pai  era
culpado. Alm disso, Dumbledore se recusava a falar  sobre  o  ocorrido,
apesar de muitos  tentarem  persuadi-lo    disso.  Alguns,  alm  disso,
estavam dispostos a endossar a atitude de seu pai, e assumiam  que  Alvo
tambm odiava trouxas. Eles no podiam estar mais enganados. Assim  como
qualquer um que conheceu Alvo pode atestar, ele nunca revelou de maneira
remota qualquer tendncia anti-trouxas, e alm  disso,  seu  determinado
apoio aos direitos   dos  Trouxas  renderam  muitos  inimigos  nos  anos
subseqentes. Em questo de meses, porm, a fama do prprio Alvo comeou
a se sobrepor  de seu pai. Ao final do  primeiro  ano  ele  nunca  mais
seria conhecido como o filho do Anti-Trouxas,  mas como nada menos que o
mais brilhante estudante j visto na escola. Aqueles de ns que tnhamos
o privilgio de ser seus amigos, nos beneficiamos do seu exemplo,   para
no falar de  sua  ajuda  e  encorajamento,  com  os  quais  ele  sempre
demonstrou generosidade. Ele confessou para mim mais tarde na vida,  que
ele sabia desde aquela  poca que o seu maior prazer  se  encontrava  em
lecionar. Ele no apenas ganhou cada prmio que a escola oferecia,  como
tambm mantinha contato regular com os mais notveis nomes do  mundo  da
magia naqueles dias, incluindo  Nicolau Flamel, o celebrado  alquimista,
Batilda Bagshot, a notvel historiadora, e Adalberto Waffing, o  terico
da magia. Muitos de seus trabalhos encontraram espao    em  publicaes
conhecidas como Transfigurao  Hoje,  Desafios  em  Encantamentos  e  O
Prtico  Pocionista.  A  carreira  futura  de  Dumbledore  parecia   ser
meterica, e a  nica questo era quando ele iria se tornar Ministro  da
Magia. Apesar de ser dito algumas  vezes  nos  anos  seguintes  que  ele
estava quase aceitando o emprego, ele  nunca teve ambies Ministeriais.
Trs anos depois de comearmos Hogwarts  o  irmo  de  Alvo,  Aberforth,
chegou  escola. Eles no eram parecidos; Aberforth nunca foi centro das
atenes, e, ao contrrio  de Alvo, preferia argumentar atravs do duelo
ao invs de utilizar a discusso racional. No entanto,  errado sugerir,
como alguns fazem, que os irmos no eram  amigos. Eles se  relacionavam
to confortavelmente quanto dois garotos to diferentes podiam fazer. Em
justia  Aberforth, deve-se admitir que viver  sombra  de    Alvo  no
deve ter sido uma experincia agradvel.  Sendo  continuamente  ofuscado
era um risco ocupacional ser seu amigo, e no deve ter sido  mais  fcil
como irmo.  Quando Alvo e eu deixamos Hogwarts, ns tnhamos a inteno
de seguir o caminho tradicional  poca, visitando e  observando  bruxos
estrangeiros, antes de perseguirmos    nossas  carreiras  separadas.  No
entanto, a tragdia interferiu. Na vspera de nossa  viagem,  a  me  de
Alvo, Kendra, morreu, tornando Alvo arrimo de famlia. Eu adiei    minha
viagem o suficiente para prestar minhas homenagens no funeral de Kendra,
e ento parti para o que seria uma jornada solitria. Com um irmo e uma
irm mais  novos para tomar conta, e com  pouco  dinheiro  deixado  para
eles, no havia como Alvo me acompanhar. Aquele foi o perodo das nossas
vidas em que tivemos menos contato, eu escrevi para  Alvo,  descrevendo,
talvez insensivelmente, as maravilhas  da  minha  jornada,  de    quando
escapei por  pouco  de  quimeras  na  Grcia  at  as  experincias  dos
alquimistas  egpcios.  As  suas  cartas  me  diziam  pouco  sobre   seu
dia-a-dia, que eu imaginava  ser frustrante e tedioso para um  mago  to
brilhante. Imerso em minhas prprias experincias, foi com horror que eu
ouvi, ao final do meu ano de viagens, que mais    uma  tragdia  atingiu
Dumbledore: a morte de sua irm, Ariana. Apesar de Ariana ter gozado  de
uma sade precria por muito tempo, a temporada aps a morte de sua me,
teve um profundo efeito em ambos os irmos. Os mais prximos  de Alvo  -
e eu me incluo como um sortudo nesse meio - concordam que os sentimentos
de responsabilidade de Alvo pela morte de Ariana (apesar  de  obviamente
ele no  ter culpa nenhuma), deixaram sua marca  nele  para  sempre.  Eu
voltei para casa e encontrei um jovem rapaz que  tinha  experimentado  o
sofrimento de uma pessoa muito mais velha; Alvo  estava  mais  reservado
que antes, e com o  corao muito  menos  brilhante.  Em  adio    sua
misria, a perda de Ariana no levou a uma reaproximao  entre  Alvo  e
Aberforth, mas a um estranhamento. (Em tempo  isso  iria  mudar  -  anos
mais tarde eles restabeleceram uma relao, se no prxima,  pelo  menos
cordial). No entanto, a partir daquela poca, ele raramente falava    de
seus pais ou de Ariana, e seus amigos  aprenderam  a  no  mencion-los.
Outras penas vo descrever os triunfos dos anos seguintes.  As  inmeras
contribuies de Dumbledore  para  o  conhecimento  Bruxo,  incluindo  a
descoberta dos 12 usos    de  sangue  de  drago,  que  beneficiaro  as
geraes por vir, assim como a sua  sabedoria  que  ele  demonstrou  nos
vrios julgamentos que fez quando Chefe da Suprema Corte    dos  Bruxos.
Ainda se diz, que nenhum duelo bruxo se comparou quele entre Dumbledore
e Grindelwald em 1945. Aqueles que testemunharam, descreveram o terror e
respeito  que sentiram ao observar  esses  dois  extraordinrios  bruxos
duelarem. O triunfo de Dumbledore e suas conseqncias para o  mundo  da
magia, so considerados  um  ponto    de  mudana  na  histria  mgica,
comparvel  introduo do Estatuto Internacional de Segredo ou   queda
d'Aquele-que-no-deve-ser-nomeado. Alvo Dumbledore nunca  foi  orgulhoso
ou vaidoso; ele podia encontrar algo a se valorizar em qualquer um,  por
mais que parecesse insignificante ou cabisbaixo, e eu  acredito que suas
perdas iniciais o beneficiaram com uma grande humanidade e simpatia.  Eu
vou sentir falta de sua amizade mais do que eu posso  falar,  mas  minha
perda  no  nada comparada com a perda do mundo da magia. Que ele era o
mais inspirador e mais amado de todos os diretores de  Hogwarts  no  se
pode questionar. Ele morreu  como vivia: trabalhando sempre para um  bem
maior, e como sempre, disposto a estender a mo para  um  garotinho  com
sfilis Draconiana como ele estava no dia em que  o conheci.

Harry terminou de ler mais continuou a observar a figura que acompanhava
o obiturio. Dumbledore estava com o seu familiar e gentil sorriso,  mas
ao olhar por cima  de seus oclinhos de meia-lua, ele  deu  a  impresso,
at mesmo em uma foto, de olhar  atravs  de  Harry,  cuja  tristeza  se
fundia  com  um  sentimento  de  humilhao.  Ele  pensou  que  conhecia
Dumbledore bem, mas desde que leu  esse  obiturio  ele  foi  forado  a
reconhecer que  ele  mal  o  conhecia  na  verdade.  Nunca  havia  antes
imaginado  a infncia ou a juventude de  Dumbledore;  era  como  se  ele
apenas houvesse existido como Harry o conheceu, respeitvel, de  cabelos
prateados  e  velho.  A  idia  de  um    Dumbledore  adolescente    era
simplesmente estranha, como tentar imaginar uma Hermione estpida ou  um
Explosivim amigvel. Ele nunca havia imaginado  perguntar    Dumbledore
sobre  o  seu  passado.  Sem  dvida  pareceria  estranho,  at    mesmo
impertinente, mas na verdade, era de conhecimento  geral que  Dumbledore
participou daquele duelo lendrio com Grindelwald,  e  Harry  no  havia
pensando em perguntar a Dumbledore como foi que aconteceu, e  nem  sobre
qualquer outra de suas  conquistas  famosas.  No,  eles  haviam  sempre
discutido Harry, o passado de Harry, o futuro de  Harry,  os  planos  de
Harry... e parecia agora  que, apesar de seu futuro ser to  perigoso  e
incerto, que ele havia perdido oportunidades nicas quando ele falhou em
perguntar a Dumbledore mais sobre  ele,  mesmo    sabendo  que  a  nica
pergunta  pessoal  que  ele  havia  feito  ao  seu  diretor,  foi,   ele
suspeitava, a nica que Dumbledore no respondeu  honestamente.  "O  que
voc v quando voc olha no espelho?" "Eu me vejo segurando  um  par  de
grossas meias de l." Depois de pensar demoradamente, Harry  arrancou  o
obiturio do Profeta, dobrou-o cuidadosamente,  e  o  enfiou  dentro  do
primeiro volume de Defesa Mgica Prtica e seu  Uso Contra as Artes  das
Trevas. Ento ele jogou o resto do jornal na pilha de  lixo  e  virou-se
para encarar o quarto. Estava muito mais arrumado. As nicas coisas  que
continuavam fora do lugar eram o Profeta Dirio do dia, ainda em cima da
cama, e sobre ele o pedao do espelho quebrado. Harry andou  atravs  da
sala, afastou o  fragmento  de  espelho  do  Profeta  Dirio  do  dia  e
desdobrou o jornal. Ele tinha apenas olhado a manchete quando retirou  o
jornal  enrolado do correio coruja naquela  manh  e  jogou-o  de  lado,
depois de constatar que no falava nada  sobre  Voldemort.  Harry  tinha
certeza que o Ministrio estava  pressionando o  Profeta  para  suprimir
notcias sobre Voldemort. E apenas naquele momento, entretanto, ele  viu
o que havia deixado passar. Na metade inferior da capa  do  jornal,  uma
pequena manchete pairava acima de uma pequena  foto  de  Dumbledore  que
caminhava parecendo estar com pressa.

DUMBLEDORE - FINALMENTE A VERDADE? A  ser  lanada  semana  que  vem,  a
histria chocante do gnio imperfeito que  considerado por muitos  como
o maior Bruxo de sua gerao. Desfazendo-se da sua popular    imagem  de
serenidade e sabedoria de barba prateada, Rita Skeeter revela a infncia
conturbada,  a  juventude  transviada,  os  desafetos  vitalcios  e  os
segredos culposos  que Dumbledore levou para sua tumba. POR QU o  homem
cotado para ser Ministro  da  Magia  se  contentou  em  permanecer  como
diretor? QUAL era o real propsito da  organizao    secreta  conhecida
como a Ordem da Fnix? COMO foi que Dumbledore  encontrou  seu  fim?  As
respostas para essas e outras perguntas so exploradas na explosiva nova
biografia A Vida e as Mentiras de Alvo  Dumbledore,  por  Rita  Skeeter,
entrevistada exclusivamente  por Betty Braithwaite, na pgina 13.

Harry abriu o jornal e achou a pgina 13. O artigo  era  encabeado  por
uma foto mostrando outro rosto familiar; uma mulher  usando  culos  com
gemas com cabelos encaracolados,    seus  dentes  cerrados  naquilo  que
claramente era pra ser um sorriso de vitria, apontando seus dedos  para
ele. Fazendo o melhor possvel para  ignorar  essa  imagem    nauseante,
Harry continuou a ler. Pessoalmente, Rita Skeeter  muito mais  calorosa
e suave que os seus famosos retratos de pena sugerem.  Cumprimentando-me
no hall de sua aconchegante residncia,    ela  me  leva  diretamente  
cozinha para uma xcara de ch, uma fatia de bolo ingls e  comeamos  a
falar das ltimas fofocas. " Bem, obviamente, Dumbledore   o  sonho  de
qualquer bigrafo," diz  Skeeter.  "Uma  vida  longa  e  ocupada.  Tenho
certeza que meu livro ser o primeiro de uma srie de  muitos."  Skeeter
certamente estava a postos. Seu  livro  de  900  pginas  foi  terminado
apenas 4 semanas depois da misteriosa morte de Dumbledore em Junho. Eu a
questionei sobre  como ela gerenciou essa obra super rpida. "Oh, quando
voc j foi uma jornalista por tanto tempo como eu  fui,  trabalhar  com
prazos curtos se torna natural. Eu sabia que o  mundo  da  Magia  estava
clamando pela  histria completa e eu queria ser a primeira a contemplar
essa  necessidade."  Eu  menciono  a  recente,   amplamente    publicada
declarao de Elphias Doge, Consultor Especial para a Suprema Corte  dos
Bruxos e amigo de longa data de Alvo Dumbledore,  de  que  "O  livro  de
Skeeter contm menos verdades que uma carta de  um  sapo  de  chocolate.
Skeeter curva sua cabea para trs e ri. " Querido Dodgy! Eu  me  lembro
de entrevist-lo alguns anos atrs sobre os direitos dos sereianos, Deus
o abenoe. Completamente gag, parecia estar  pensando  que    estvamos
sentados no fundo do Lago  Windermere,  ficava  me  falando  para  tomar
cuidado com as trutas." E as acusaes de Elphias Doge de impreciso  j
ecoaram em muitos lugares. Ser que Skeeter realmente sente  que  nossas
quatro curtas semanas foram o suficiente para  obter uma viso  geral  e
completa da vida longa e  extraordinria  de  Dumbledore?  "  Oh,  minha
querida" sorri Skeeter, envolvendo  carinhosamente  minhas  mos.  "Voc
sabe to bem quanto eu quanta informao pode ser gerada por uma  sacola
gorda cheia  de Galees, uma recusa de ouvir a palavra 'no' e uma  bela
e afiada Pena de repetio-rpida! As pessoas estavam  ansiosas  por  se
livrar das sujeiras de Dumbledore  de qualquer maneira. Nem todos pensam
que ele foi  to  maravilhoso,  voc  sabe  -  ele  pisou  vrios  calos
importantes. Mas o velho Doge pode descer do hipogrifo, porque  eu  tive
acesso a uma fonte pela  qual  os  principais  jornalistas  dariam  suas
varinhas, uma delas, nunca falou em pblico antes sobre sua  proximidade
com Dumbledore  durante a mais turbulenta  e  perturbante  fase  de  sua
juventude". A publicidade agressiva da biografia de  Skeeter  certamente
sugere que ela ir chocar todos aqueles  que  acreditam  que  Dumbledore
teve uma vida inculpvel. Eu perguntei  a ela qual a maior surpresa  que
ela descobriu. "Agora, deixe disso. Betty, eu no estou destacando  isso
para todos comprarem o livro!" sorri Skeeter. "Mas eu  prometo  a  todos
que ainda pensam que Dumbledore era  claro como sua barba  que  ser  um
despertar difcil! Digamos que ningum que  o  ouviu  sua  fria  contra
Voc-saber-quem teria sonhado que ele se interessou  pelas  Artes    das
Trevas na mocidade! E para um bruxo que  passou  seus  ltimos  anos  se
declarando tolerante, ele no era precisamente liberal  quando  ele  era
mais jovem! Sim, Alvo  Dumbledore teve um passado  extremamente  escuro,
para no  mencionar  sua  famlia  extremamente  suspeita,  que  ele  se
esforou para esconder." Eu pergunto se Skeeter  est  se  referindo  ao
irmo de Dumbledore, Aberforth cujo julgamento pela  Suprema  Corte  dos
Bruxos por abuso da magia causou um escndalo secundrio    quinze  anos
atrs. Oh, Aberforth  apenas um cisco do monto de sujeira",  escarnece
Skeeter. "No, no, eu estou falando sobre muito pior que um  irmo  com
uma fraqueza por perder  tempo    cabras,  pior  at  mesmo  que  o  pai
anti-trouxas. Dumbledore no pde manter qualquer  um  deles  quieto  de
qualquer maneira, eles eram ambos condenados pela  Suprema  Corte    dos
Bruxos. No, so a me e  da  irm  que  me  intrigam,  e  um  pouco  de
insistncia revelou um ninho de histrias - mas, como  eu  disse,  vocs
tero que esperar pelos  captulos 9 a 12 para detalhes completos.  Tudo
o que eu posso falar agora  que  eu  entendo  porqu  Dumbledore  nunca
falou como quebrou o nariz." Deixando os podres familiares de lado, ser
que Skeeter nega o brilhantismo que levou Dumbledore   muitas  de  suas
descobertas mgicas? " Ele era um crnio", ela concorda, "apesar de  que
agora muitos se questionam se ele pode levar todo o crdito por todas as
suas supostas conquistas. Como eu revelo  no captulo 16, Ivor Dillonsby
diz que j havia descoberto oito usos  do  sangue  de  drago  antes  de
Dumbledore 'emprestar' seu trabalho." Mas a importncia  de  alguns  dos
feitos de Dumbledore, no podem, eu me arrisco a dizer, ser  negados.  E
sobre a sua famosa vitria sobre o  bruxo  Grindelwald?  "Oh,  agora  eu
estou grata de voc ter mencionado  Grindelwald,"  diz  Skeeter  com  um
sorriso tentador "Eu receio  que  aqueles  que  acreditam  cegamente  na
vitria espetacular  de Dumbledore devem se preparar para  uma  bomba  -
quem sabe uma bomba de bosta. Negcios muito sujos. Tudo que irei  falar
 que no tenham absoluta certeza que houve  mesmo  um  duelo  lendrio.
Depois de terem lido meu livro, as pessoas podem ser foradas a concluir
que Grindelwald simplesmente conjurou um guardanapo branco da ponta   de
sua varinha e ficou quieto!" Skeeter se recusa a revelar qualquer coisas
mais nesse assunto intrigante, ento nos direcionamos para a relao que
ir fascinar seus leitores mais do que qualquer  outra. " Oh, sim" disse
Skeeter, consentindo rapidamente, "Eu dediquei um captulo inteiro  para
a relao Potter-Dumbledore. Ela tem  sido  chamada  de  insalubre,  at
mesmo  sinistra. Mais uma vez, seus leitores tero que comprar meu livro
para ter acesso  toda histria, mas no h  dvida  de  que  Dumbledore
interessou-se alm do normal   por  Potter  pelo  que  se  diz.  Se  era
realmente para o interesse do garoto - bom, ns veremos.  certamente um
segredo  conhecido  de  que  Potter  teve  a  mais  conturbada       das
adolescncias. Eu pergunto se Skeeter ainda est em  contato  com  Harry
Potter,  a  quem  ela  fez  uma  entrevista  famosa  ano  passado;   uma
consensuosa entrevista na qual Potter falou  exclusivamente sobre a  sua
convico  de  que  Voc-Sabe-Quem  teria  voltado.   "Oh    sim,    ns
desenvolvemos um elo prximo," diz Skeeter. "O pobre Potter  tem  poucos
amigos  de  verdade,  e  ns  nos  encontramos  num  dos  momentos  mais
desafiadores de  sua vida - O Torneio Tribruxo. Eu sou provavelmente uma
das poucas pessoas vivas que pode dizer que conhece o  verdadeiro  Harry
Potter." O que  nos  leva  diretamente  aos  vrios  rumores  que  ainda
circulam sobre as ltimas horas de Dumbledore. Ser que Skeeter acredita
que Potter esteve l quando Dumbledore  morreu?  "  Bom,  eu  no  quero
falar demais - est tudo no livro - mas testemunhas oculares  dentro  do
castelo de Hogwarts viram Potter sair correndo da cena  momentos  depois
que Dumbledore caiu, pulou ou  foi  empurrado.  Potter  mais  tarde  deu
evidncias contra Severo Snape, um grande desafeto de Potter. Ser  tudo
o que parece? Cabe  comunidade  bruxa decidir - assim  que  eles  lerem
meu livro." Com essa intrigante deixa, eu me retirei. No h dvidas que
Skeeter escreveu um best-seller instantneo. As legies de adoradores de
Dumbledore, podem tambm estar  tremendo, sobre o que  est  prximo  de
ser revelado sobre o seu heri.

Harry chegou ao final  do  artigo,  mas  continuou  encarando  a  pgina
inexpressivamente. Repulso  e  fria  subiram  nele  como  vmito;  ele
levantou o jornal e o arremessou,  com toda sua fora, na  parede,  onde
se uniu ao resto do lixo amontoado perto da lixeira  transbordante.  Ele
comeou a andar cegamente pelo quarto, abrindo gavetas vazias e  pegando
livros para devolv-los ao mesmo lugar, sem conscincia  do  que  estava
fazendo, com frases  fortuitas do artigo de Rita ecoando em sua  cabea:
Um captulo inteiro sobre sua relao com Dumbledore... foi  chamada  de
insalubre, at mesmo sinistra... Ele se    interessou  pelas  artes  das
trevas quando jovem... Eu tive acesso a uma fonte pela  qual  a  maioria
dos jornalistas daria  sua  varinha...  "Mentiras!"  Harry  berrou  pela
janela e viu que o vizinho da casa ao lado parou  o  cortador  de  grama
para olhar nervosamente para  cima  antes  de  recomear.  Harry  sentou
bruscamente na cama. O pedao quebrado de espelho saiu voando para longe
dele, ele o pegou e ficou girando em seus dedos, pensando em  Dumbledore
e nas  mentiras com as quais  Rita  Skeeter  o  estava  difamando...  Um
claro do mais  brilhante  azul.  Harry  congelou.  Seu  dedo  machucado
passando na ponta afiada do espelho novamente. Ele havia imaginado isso,
ele deve ter imaginado.  Ele olhou por cima de seu ombro, mas  a  parede
era da cor pssego que a Tia Petnia havia  escolhido.  No  havia  nada
azul aqui que o espelho pudesse refletir. Ele  olhou dentro do fragmento
de espelho novamente e no viu nada, alm  do  seu  prprio  olho  verde
olhando em resposta pra ele. Ele havia imaginado isso, no  havia  outra
explicao, porqu ele esteve  pensando  no  seu  falecido  diretor.  Se
alguma coisa era certa, era que os  olhos  azuis  brilhantes    de  Alvo
Dumbledore nunca mais o penetrariam com seu olhar.

CRDITOS:  Traduo - Gabi Moraes  Reviso: Anja Marotta 

Captulo 03 - Partida dos Dursley

O som da porta da frente batendo ecoou escadaria acima e uma voz bradou,
"Oh! Voc!" Dezesseis anos sendo chamado assim no deixaram  dvidas  ao
Harry  que  seu  tio  o  chamava,  apesar  disso,  ele  no    respondeu
imediatamente Ele ainda estava pensando  no fragmento  do  espelho  que,
por um segundo, ele pensou ter visto o olho de Dumbledore. No foi antes
de seu tio acrescentar, "GAROTO!", que Harry saiu vagarosamente  da cama
e se dirigiu para a porta do quarto, parando para colocar  o  pedao  do
espelho quebrado na mochila cheia de coisas  que  ele  levaria  consigo.
"Voc est demorando!" gritou Tio Valter quando Harry apareceu  no  topo
da escadaria. "Venha aqui embaixo agora. Quero falar  com  voc!"  Harry
desceu as escadas, suas mos enfiadas nos bolsos da  cala.  Quando  ele
olhou na sala de estar,  l  estavam  os  trs  Dursleys.  Eles  estavam
prontos para a partida;  Tio Valter em uma velha  e  surrada  jaqueta  e
Duda, o grande, loiro e musculoso primo de  Harry,  em  uma  jaqueta  de
couro. "Sim?" disse Harry. "Sente-se!", disse Tio Valter. Harry levantou
suas sobrancelhas. "Por favor!", adicionou Tio Valter, se retraindo como
se a palavra estivesse afiada em sua garganta.  Harry se  sentou  Embora
ele pensou que sabia o que estava por vir Seu tio comeou  a  andar  pra
cima e pra baixo. Tia  Petnia  e  Duda  seguindo  seus  movimentos  com
expresses  ansiosas. Finalmente, sua grande cara vermelha se fechou  em
concentrao. Tio Valter parou em frente  Harry e disse. "Eu  mudei  de
opinio", ele disse. "Que surpresa", disse Harry. "No  use  esse  tom".
Comeou Tia Petnia em uma voz estridente,  mas  Vlter  Dursley  acenou
para se acalmar. "Isto tudo no faz sentido", disse Tio Vlter, enquanto
mirava Harry com os olhinhos de um pequeno porco. " Eu  decidi  que  no
acredito numa palavra disto. Ns vamos  ficar aqui, no  vamos  a  lugar
nenhum." Harry olhou para seu tio sentindo uma mistura de exasperao  e
diverso. Vlter Dursley tinha mudado de idia a  cada  vinte  e  quatro
horas durante as ltimas quatro  semanas, empacotando e desempacotando e
rearrumando o carro em cada mudana. O momento favorito de  Harry  tinha
sido um quando Tio Vlter, sem saber  que  Duda  havia    colocado  seus
alteres na mala na ltima vez, tinha tentado iar a bagagem de volta  do
porta-mal e tinha desmontado com um ganido de dor. "De acordo com voc",
disse Vlter Dursley, enquanto retomava seus passos para um lado e  para
outro da sala de estar, "Ns. Petnia, Duda e eu, corremos perigo de   -
de" "alguns 'da minha laia' , certo?" disse Harry. "Bem, eu no acredito
nisto", Tio Vlter repetiu, parando novamente em  frente  a  Harry.  "Eu
estive acordado a noite toda pensando, e acredito  que  seja  uma  trama
para  conseguir a casa." "A casa?"  repetiu  Harry.  "Que  casa?"  "ESSA
casa!" gritou Valter, a veia em sua fronte comeando  a  pulsar.  "NOSSA
casa! Os preos das casas esto nas alturas por aqui! Voc nos quer fora
do caminho,  e ento voc far essa sua coisa de hocu-pocus e  antes  de
percebermos voc colocar a casa em seu nome. "Voc est  fora  de  si?"
perguntou Harry. "Uma trama para pegar esta casa? Voc   realmente  to
estpido quanto parece? "No se atreva!" gritou Tia Petnia,  mas  outra
vez, Valter a  acalmou.  Desconsiderando  sua  aparncia  aqui,  ao  que
parecia, no era nada como o perigo que ele esperava. "Somente  no  caso
de voc ter esquecido," disse Harry, "Eu j tenho uma casa, meu padrinho
me deixou uma. Ento por que eu iria querer esta?  Todas  as  lembranas
felizes?" Houve silncio. Harry pensou que devia ter  impressionado  seu
tio com seu  argumento.  "Voc  diz,"  disse  Tio  Valter,  comeando  a
caminhar novamente, "que essa  coisa  de  Lord--"  "--Voldemort,"  disse
Harry impaciente, "e ns falamos disso centenas de vezes. Isso  no  sou
eu dizendo,  fato. Dumbledore lhe disse ano passado,  e  Kingsley  e  o
Sr. Weasley..." Valter Dursley arqueou seus cotovelos com raiva, e Harry
pensou que seu tio estava tentando esquecer a  relao  de  visitas  no
anunciadas, alguns dias nas frias  de vero de Harry,  de  dois  bruxos
crescidos. A chegada de Kingsley Schakelbot e Artur Weasley veio como  o
mais desagradvel choque para os Dursleys. Harry teve que   admitir  que
Mr. Weasley uma vez havia demolido metade da sala de estar, seu  retorno
no poderia ser esperado como um prazer para Tio Valter. "Kingsley  e  o
Sr. Weasley explicaram tudo tambm," Harry disse sem piedade, "Quando eu
fizer dezessete, o feitio de proteo que me  mantm  a  salvo  vai  se
quebrar,  e isso expe vocs tanto quanto a mim. A Ordem est  certa  de
que Voldemort vir at vocs, para tortur-los para tentar me  encontrar
ou achando que se te seqestrarem  eu viria e tentaria resgat-los."  Os
olhos dos dois se encontraram. Harry estava certo de que no momento eles
estavam pensando a mesma coisa. Ento Tio Valter caminhou  at  Harry  e
este disse, "Voc  tem que se esconder e a Ordem quer ajudar. Eles esto
oferecendo proteo sria, a melhor que h." Tio Valter no disse  nada,
mas continuou a caminhar pra cima e pra baixo. L fora o sol se  abaixou
sobre os telhados. O regador de grama do vizinho estalou novamente.  "Eu
pensei que havia um  Ministrio  da  Magia?"  perguntou  Vlter  Dursley
abruptamente. "E existe", disse Harry surpreso. "Ento, por que eles no
podem nos proteger? Me parece que, como vtimas inocentes,  culpados  de
nada, alm de acolher um homem marcado, ns devemos nos qualificar  para
proteo governamental!" Harry riu, ele no podia se  segurar.  Era  to
tpico de seu tio colocar as esperanas em  algum  rgo,  mesmo  dentro
desse mundo que ele no gostava nem confiava. "Voc ouviu o  que  o  Sr.
Weasley e Kingsley  disseram,"  Harry  respondeu.  "Ns  achamos  que  o
ministrio foi infiltrado." Tio Valter foi caminhando at  a  lareira  e
voltou, respirando to pausadamente que seu bigode preto  ondulava,  sua
face ainda prpura de concentrao. "Tudo bem," ele  disse,  parando  em
frente  a  Harry  outra  vez.  "Tudo  bem,  vamos  dizer,  pelo  bem  da
argumentao, que aceitemos essa proteo. Eu ainda no  entendo  porqu
no podemos ter aquele Kingsley." Harry tentou no rolar seus olhos  pro
alto, mas com dificuldade. Esse tpico tambm j  havia  sido  discutido
uma dzia de vezes. "Como eu te falei," ele disse entre dentes cerrados,
"Kingsley est protegendo o trou-- Quero dizer, seu Primeiro  Ministro."
"Exato - Ele  o melhor!" disse Tio Valter, apontando para a tela de  tv
em branco. Os Dursleys haviam visto Kingsley no  noticirio,  caminhando
discretamente junto  ao Primeiro  Ministro  dos  Trouxas  enquanto  este
visitava um hospital. Isto, e o fato de que Kingsley  havia  se  tornado
mestre em se vestir como um trouxa, sem mencionar  uma  certa  entonao
em sua profunda voz, fez com que os Dursley tratassem Kingsley como  sem
dvida jamais trataram qualquer bruxo, mesmo que seja verdade  que  eles
nunca o viram com seu brinco. " Bom, ele  est  ocupado,"  disse  Harry.
"Mas Hestia Jones e Ddalo Diggle so muito  melhores  pro  trabalho..."
"Se ns tivssemos visto mais alguns currculos.." comeou  Tio  Valter,
mas Harry perdera a pacincia. Se levantando, ele avanou contra o  tio,
agora apontando para  a tv ele mesmo. "Esses acidentes no so acidentes
- as batidas e exploses e descarrilamentos e tudo que  aconteceu  desde
que  vimos  as  notcias  pela  ltima    vez.    As    pessoas    esto
desaparecendo,esto morrendo e  ele quem est por trs.  Voldemort.  Eu
lhe falei inmeras vezes isto, ele mata trouxas por diverso. At  mesmo
a nvoa. Elas so  causadas por dementadores e  se  voc  no  puder  se
lembrar do que eles so, pergunte ao seu filho!" Duda  empurrou  a  boca
com as mos para fecha-la. Com os olhos nos seus pais e em  Harry  nele,
ele abaixou lentamente e perguntou "h mais deles?" "mais?"  riu  Harry.
"Mais do que os dois que nos atacaram, voc quer dizer?"  Claro  que  h
centenas, milhares nestes tempos, vendo como eles se alimentam de medo e
desespero-" Tudo bem, tudo bem" interrompeu Vlter  Dursley.  "Voc  tem
razo--" "Eu espero que sim," disse Harry, "porque assim  que  eu  tiver
dezessete, todos eles, Comensais  da  Morte,  Dementadores,  talvez  at
Inferi - que significa corpos mortos  encantados por um bruxo maligno  -
estaro livres para encontrar voc e certamente vo te atacar. E se voc
se lembra a ltima vez que tentou ganhar de um bruxo,  eu acho que  voc
concordaria que precisa de ajuda." Houve um breve  silncio  no  qual  a
distante lembrana de Hagrid esmagando  uma  porta  de  madeira  pareceu
atravessar os anos. Tia Petnia estava olhando para Valter,  Duda estava
fitando Harry. Finalmente Tio Valter disse "Mas e quanto a meu trabalho?
E quanto a escola de Duda? Eu no acho que essas coisas importem para um
punhado de bruxos sem teto..." "Voc no entende?"  disse  Harry.  "Eles
iro te torturar e matar como fizeram aos meus pais!" "Pai," disse  Duda
em voz alta, "Pai... Eu vou com essas pessoas da Ordem." " Duda,"  disse
Harry, "pela primeira vez na sua vida, voc est sendo racional."    Ele
sabia que a  batalha  estava  vencida.  Se  Duda  estava  amedrontado  o
suficiente para aceitar ajuda da Ordem, seus pais o  acompanhariam.  No
haveria questionamentos  sobre serem afastados de seu lar. Harry  checou
o relgio de parede. "Eles estaro aqui em cerca de cinco minutos,"  ele
disse, e quando nenhum dos Dursley  respondeu,  ele  deixou  a  sala.  A
perspectiva de se separar - provavelmente pra  sempre - de sua tia,  tio
e primo era algo que ele podia contemplar  alegremente,  mas  certamente
havia algo estranho no ar. O que voc diz a algum aps dezesseis   anos
de desgosto slido? De volta ao seu quarto, Harry tateou  sem  rumo  sua
mochila, depois despejou algumas sementes de  coruja  aos  arredores  da
gaiola de Edwiges. Eles caram na parte de  baixo, onde ela os  ignorou.
"Ns vamos sair logo," Harry disse a ela.  "E  ento  voc  poder  voar
novamente." A campainha tocou. Harry hesitou, ento saiu de seu quarto e
desceu as escadas. Era demais esperar que Hestia e Ddalo  lidassem  com
os Dursley sozinhos. "Harry Potter!" gritou uma voz excitada, no momento
em que Harry abriu a porta. Um  pequeno  homem  de  cartola  estava  lhe
fazendo uma profunda reverncia. "Uma honra,  como  sempre!"  "Obrigado,
Ddalo" disse Harry, dirigindo um pequeno e embaraado sorriso  Hestia,
de cabelos negros. " muito legal da sua parte fazer isso... Eles  esto
por aqui,  minha tia, meu tio  e  meu  primo..."  "Bom  dia  pra  vocs,
parentes do Harry Potter!" disse Ddalo, alegremente, adentrando a  sala
de estar. Os Dursley no pareceram felizes pelo adentramento; Metade  de
Harry esperava outra mudana de opinio. Duda foi-se pra  perto  de  sua
me ao sinal dos bruxos. "Eu vejo que vocs esto prontos. Excelente!  O
plano, como Harry te disse,  bem simples," disse  Dedalus,  puxando  um
imenso relgio de bolso para fora de seu casaco  e  o  examinando.  "Ns
devemos partir antes de Harry. Devido ao perigo em usar  mgica  em  sua
casa - Harry ainda  menor de  idade,  poderia  dar  ao  ministrio  uma
desculpa  pra prend-lo - ns devemos dirigir umas dez milhas  ou  mais,
antes de desaparatar no local seguro que ns escolhemos pra vocs.  Voc
sabe dirigir, eu presumo?" ele  perguntou ao  Tio  Valter,  polidamente.
"Se eu sei...?  claro que eu sei dirigir!" disse Tio Valter. "Muito bom
da sua parte, senhor, muito bom. Eu  pessoalmente  ficaria  confuso  com
todos aqueles botes e alavancas," disse Dedalus. Ele estava  claramente
sob a impresso  de que estava envergonhando Tio Valter, e  este  estava
visivelmente perdendo a confiana no plano a  cada  palavra  que  Ddalo
dizia. "No sabe nem  ao  menos  dirigir,"  ele  sussurrou,  seu  bigode
ondulando com a indignao, felizmente nem  Ddalo  ou  Hestia  pareciam
conseguir ouv-lo. "Voc, Harry," Ddalo continuou,  "voc  espera  aqui
por sua guarda. Houve uma pequena mudana nos arranjos..." " O que  voc
quer dizer?" disse Harry na hora. "Eu pensei que Olho-Tonto viria  e  me
levaria por  Aparatao?"  "No  vai  dar,"  disse  Hstia.  "Olho-Tonto
explicar." Os Dursley, que estavam ouvindo tudo  isso  com  olhares  de
preocupada incompreenso em suas faces, se  assustaram  quando  uma  voz
alta gritou "Apressem-se!"  Harry  olhou    na  sala  inteira  antes  de
perceber que a voz viera do relgio de bolso de Ddalo. "Bem certo,  ns
estamos com um horrio  bem  apertado"  disse  Ddalo,  olhando  em  seu
relgio e o colocando de volta em  seu  casaco.  "Ns  estamos  tentando
sincronizar  sua sada da casa  com  a  Desaparatao  de  sua  famlia,
Harry, alm do que,  o  encanto  se  quebra  no  momento  em  que  todos
estiverem indo para locais seguros." Ele se  virou pros Dursley. "Ento,
todos prontos pra ir?" Nenhum deles o respondeu. Tio Valter ainda estava
fitando, plido, o volume no bolso do  casado  de  Ddalo.  "Talvez  ns
devssemos esperar no Hall, Ddalo,"  murmurou  Hestia.  Ela  claramente
sentiu que seria falta de tato da parte deles  ficar  na  sala  enquanto
Harry e os  Dursley trocavam amorosos e  possivelmente  chorosos  adeus.
"No h necessidade," Harry  disse,  mas  Tio  Valter  fez  de  qualquer
explicao desnecessria dizendo alto, "Bom, acho que isto   um  adeus,
garoto." Ele levou seu brao direito  frente  para  apertar  a  mo  de
Harry, mas no momento final pareceu  incapaz  de  faz-lo,  e  meramente
fechou seu punho e comeou a balan-lo  pra frente e pra trs  como  um
metrnomo. "Pronto, Dudinha?" perguntou Tia Petnia, evitando olhar  pra
Harry. Duda no respondeu, mas permaneceu no lugar  com  sua  boca  meio
aberta, lembrando a Harry um pouco do  gigante  Grope.  "Venha,  ento,"
disse Tio Valter. Ele j havia chegado    sala  de  estar  quando  Duda
murmurou, "Eu no entendo." "Por qu ele no est  vindo  conosco?"  Tio
Valter e Tia Petnia pararam onde estavam,  fitando  Duda  como  se  ele
tivesse dito que queria se tornar uma bailarina.  "O  que?"  Tio  Valter
disse alto. "Por que ele no est vindo tambm?" perguntou  Duda.  "Bom,
ele... ele no quer," disse Tio Valter, virando parar olhar pra Harry  e
adicionando, "Voc no quer, quer?" "Nem um pouco," disse Harry.  "Viu?"
Tio Valter disse a Duda, "Agora venha, estamos indo." Ele  atravessou  a
sala. Eles ouviram a porta da frente abrir, mas Duda no se  moveu  aps
alguns pequenos passos. Petnia parou tambm. "O que agora?" rosnou  tio
Valter, parado na porta. Parecia que Duda estava lutando com um conceito
muito difcil para se descrever com palavras. Aps  vrios  momentos  de
aparente luta interna dolorosa ele disse, "Mas  pra onde ele est indo?"
Tia Petnia e Tio Valter olharam um pro outro. Estava claro que Duda  os
estava assustando. Hestia Jones quebrou o  silncio.  "Mas...  voc  com
certeza sabe pra onde seu primo est  indo?"  ela  perguntou,  parecendo
confusa. "Claro que sabemos," disse Valter. "Ele est saindo  com  gente
da sua laia, no est? Claro, Duda, vamos indo pro carro, voc  ouviu  o
homem, estamos com pressa." Outra vez, Valter  Dursley  marchou  o  mais
longe que pde da porta da frente, mas Duda no se  moveu.  "Saindo  com
gente da nossa laia?" Hestia parecia ofendida.  Harry  nunca  vira  essa
atitude antes. Bruxos e bruxas pareciam chocados com o fato  de  que  os
parentes mais  prximos dele tinham  pouco  interesse  no  famoso  Harry
Potter. "Est tudo  bem,"  Harry  disse  a  ela.  "No  importa,  mesmo"
 "No importa?"  repetiu  Hestia,  sua  voz  aumentando  gradativamente.
"Essas pessoas no percebem pelo qu voc passou? Em que tipo de  perigo
voc est? A posio nica  em  que  voc  se  encontra  no  corao  do
movimento anti-Voldemort?" "Errrr-- no," disse Harry. "Eles  acham  que
eu sou uma perda de espao, mas eu estou acostumado..." "Eu no acho que
voc seja uma perda de espao." Se Harry no tivesse visto os lbios  de
Duda mexerem, ele no teria acreditado.  Ele  fitou  Duda  por  bastante
tempo antes de aceitar que fora seu primo que havia dito   aquilo.  Duda
estava    vermelho.    Harry    estava    embaraado    e       chocado.
"Bem...eh...obrigado, Duda." Outra vez Duda pareceu  lutar  contra  seus
pensamentos fortemente antes de dizer  "Voc  salvou  minha  vida."  "Na
verdade no," disse Harry.  "Era  a  sua  alma  que  o  dementador  iria
pegar..." Ele olhou  curiosamente  para  seu  primo.  Eles  no  tiveram
basicamente nenhum contato no ltimo vero ou  antes,  desde  que  Harry
voltara para a rua dos Alfeneiros antes  do tempo e ficara em seu quarto
tanto tempo. Agora pareceu a Harry, em contrapartida, de que a xcara de
ch  gelado  em  que  ele  tropeara  no  tinha  sido  uma  brincadeira
afinal... Apesar de meio tocado, ele estava aliviado de que Duda parecia
ter acabado com sua habilidade de expressar seus sentimentos. Aps abrir
a boca uma ou duas vezes mais, Duda se rendeu a um  silncio  escarlate.
Tia Petnia caiu em lgrimas. Hestia Jones deu a ela um olhar  aprovador
que mudou para neutralidade quando Tia Petnia correu e abraou Duda  ao
invs de Harry. "To...doce...Dudinha..."  ela  suspirou  em  seu  peito
macio. "Um...garoto...to...amvel...d..dizendo obrigado..."  "Mas  ele
no disse obrigado!" disse Hestia Jones indignada, "Ele apenas falou que
no achava que Harry era um desperdcio de espao!" "Sim, mas  vindo  de
Duda isso    quase  um  'Eu  te  amo,'"  disse  Harry,  dividido  entre
preocupao e uma vontade de rir enquanto Tia  Petnia  se  agarrava  em
Duda como  se este tivesse acabado de  salvar  Harry  de  um  prdio  em
chamas. "Ns estamos indo ou no?" rosnou Tio Valter, reaparecendo outra
vez na porta da sala de estar. "Eu  pensei  que  tivssemos  um  horrio
apertado!" "Sim, sim ns estamos..." disse Ddalo, que estava assistindo
a essas trocas com um ar de incredulidade e agora parecia  se  recompor.
"Ns realmente precisamos partir,  Harry..."
       Ele avanou e pegou na mo de Harry com  ambas  as  mos  "...boa
sorte! Espero nos encontrarmos novamente! As esperanas do  Mundo  Bruxo
esto sobre seus ombros!" " Ah...", disse Harry "...certo! Obrigado."  "
Adeus,  Harry!",  disse  Hstia  tambm  apertando  sua  mo.    "Nossos
pensamentos vo com voc" " Espero que tudo d certo", disse Harry dando
uma olhadela para Tia Petnia e Duda. " Oh, Tenho certeza  de  que  tudo
isso acabar bem!" disse Diggle, balanando seu chapu ao deixar a sala.
Hstia o seguiu.

       Duda gentilmente se desvencilhou das garras de sua me e caminhou
at Harry que teve que reprimir um desejo de amea-lo com magia.  Ento
Duda    estendeu    sua        grande        e        rosada        mo.
 "At , Duda," disse Harry sob o olhar de censura de  Tia  Petnia,  "os
dementadores colocaram uma  nova  personalidade  em  voc?"  "No  sei",
murmurou Duda. "Te vejo por a, Harry." "Sim..." disse Harry,  apertando
a mo de Duda e a balanando. "Talvez. Se cuida, Grande D."  Duda  quase
sorriu, ento saiu da sala. Harry ouviu seus passos  pesados  saindo,  e
ento uma porta de carro bateu. Tia Petnia, cuja face estava  enterrada
em seu leno, olhou em volta com o som. Ela  no  parecia  ter  esperado
ficar sozinha com Harry. Nojentamente guardando seu  leno em seu bolso,
ela disse "Bem...Adeus", e caminhou at  a  porta  sem  olhar  pra  ele.
"Adeus," disse Harry.  Ela parou e olhou pra trs. Por um momento, Harry
teve o sentimento estranho de que ela queria dizer algo a ele.  Ela  lhe
deu um estranho e trmulo olhar e pareceu  parar no comeo de uma  fala,
mas ento, com um pequeno aceno de cabea, ela saiu a da sala  atrs  de
seu marido e filho. CRDITOS: Traduo - Gabi Moraes    Reviso  -  Anja
Marotta 2 reviso e correo ortogrfica: Cristina 


Captulo 04 - Os Sete Potters

Harry correu de volta para  seu  quarto,  chegando    janela  no  exato
momento em que pudera ver o carro dos Dursley partindo.  Era  visvel  o
chapu de Dedalus entre Tia  Petnia e Duda no banco de  trs.  O  carro
virou  direita no fim da Rua dos Alfeneiros, suas janelas brilharam  em
vermelho por um momento durante aquele pr do sol,  e ento o  carro  j
havia ido.

Harry pegou a gaiola de Edwiges, sua Firebolt e suas mochilas,  deu  uma
ultima olhada em seu anormalmente arrumado quarto, e fez seu caminho  de
volta ao hall, onde  ele deixou a gaiola, vassoura e bagagem  ao  p  da
escada. A claridade estava diminuindo mais  rapidamente  agora,  o  hall
cheio de sombras na luz do anoitecer. Houve  o  estranho  sentimento  de
estar parado ali no silencio e saber que ele estava para deixar  a  casa
pela ultima vez. H muito, quando ele  era  deixado  para  trs  sozinho
enquanto os Dursleys saiam para curtir, as horas de solido eram  raras.
Parando somente para comer algo bom da frigideira, ele corria para  cima
para jogar no computador  de Duda ou assistir TV.  Ele  teve  um  sbito
momento de felicidade ao lembrar desses tempos, era como lembrar de algo
precioso que ele havia perdido.

"Voc no quer dar  uma  ultima  olhada  neste  lugar?"  ele  perguntou.
Edwiges, que  permanecia  com  a  cabea  embaixo  da  asa.  "  Ns  no
voltaremos aqui de novo. No quer  relembrar  os  bons  momentos?  Quero
dizer, olhe s para esse capacho.  Que  memrias...  Duda  soluou  aqui
depois que eu o salvei dos dementadores ... Acontece  que  ele    estava
grato depois de  tudo,  voc  pode  acreditar?...  E  no  ultimo  vero,
Dumbledore veio por essa porta da frente..." Harry  perdeu  a  linha  de
seus pensamentos por um instante e Edwiges no fez nada para ajuda-lo, e
sim, continuou com sua cabea embaixo de  sua  asa.  Harry  voltou  suas
costas para a porta da frente.

"E bem aqui embaixo, Edwiges - Harry abriu a porta embaixo das escadas -
era onde eu costumava dormir! Voc no me conhecia ento - Droga, isto 
pequeno, eu tinha  me esquecido..." Harry olhou em volta  os  sapatos  e
sombrinhas empilhados, lembrando de como ele costumava acordar todas  as
manhas,  olhando  para  cima  por  dentro  da    escadaria,    a    qual
freqentemente abrigava uma ou duas aranhas. Aqueles haviam sido os seus
dias antes dele saber qualquer coisa sobre  sua  verdadeira  identidade;
antes dele descobrir  como seus pais haviam sido mortos ou porque coisas
estranhas sempre aconteciam a  sua  volta.  Mas  Harry  ainda  conseguia
lembrar dos sonhos que o perturbavam, at mesmo  naquela  poca;  sonhos
confusos envolvendo raios verdes, e uma vez - Tio Vlter quase  bateu  o
carro quando Harry contou - uma moto voadora. 

Houve um repentino, ensurdecedor barulho vindo de algum lugar por perto.
Harry levantou-se bruscamente e bateu  sua  cabea  no  topo  da  porta.
Parando apenas para utilizar alguns  dos  preferidos  palavres  de  Tio
Vlter, ele voltou para a  cozinha,  enfiando  a  cabea  para  fora  da
janela que dava para o jardim.

A escurido parecia estar se agitando, o ar estava tremulo.  Ento,  uma
por uma, figuras comearam a  aparecer  a  medida  que  os  feitios  de
Desilusionamento eram retirados.  Dominando a cena estava Hagrid, usando
um capacete e culos de proteo, sentado em uma enorme motocicleta  com
um banco lateral de carona preto acoplado. Em toda  a sua volta,  outras
pessoas estavam desmontando de suas vassouras, e, em dois casos, cavalos
esquelticos pretos com asas. Abrindo de mal jeito a porta  dos  fundos,
Harry correu at o meio deles. Houve uma gritaria geral de  cumprimento,
enquanto Hermione jogou seus braos em volta dele,  Ron deu  um  tapinha
em suas costas e Hagrid disse: "Tudo certo Harry?  Pronto  para  irmos?"
"Definitivamente," disse Harry, sorrindo para todos a sua volta "Mas  eu
no esperava tantos de vocs!"  "Mudana de planos,"  disse  Olho-tonto,
que estava segurando dois enormes sacos cheios, e o qual o  olho  girava
rapidamente, alternando entre Harry, a casa, o jardim  e o cu, com  uma
velocidade impressionante. "Vamos para um lugar coberto antes  de  falar
disso com voc." Harry guiou-os para a cozinha  onde,  rindo  e  batendo
papo,  assentados  em  cadeiras,  sentaram-se  sobre    as    brilhantes
superfcies de Tia Petnia, ou recostaram-se  contra    seus  impecveis
aparelhos. Ron, alto e magricela; Hermione, seus cheios  cabelos  presos
para trs em uma longa trana; Fred e George, sorrindo idnticos;  Bill,
mal  cicatrizado e com cabelos longos; Sr.  Weasley,  de  rosto  gentil,
ficando calvo j, seus culos j um pouco tortos; Olho-tonto, desgastado
pelas batalhas, com uma  perna, seu olho mgico  se  movendo  no  lugar;
Tonks, cujo cabelo curto estava no seu favorito tom de rosa pink; Lupin,
com mais cabelos brancos e mais rugas; Fleur,  esbelta e linda, com seus
cabelos loiros platinados; Quim, careca e de ombros largos; Hagrid,  com
seus cabelos e barbas selvagens, meio agachado  para  sua  cabea    no
bater no teto; Mundungo Fletcher, baixinho, todo sujo,  e  envergonhado,
com seus olhos baixos e cabelos opacos. O corao de  Harry  parecia  se
encher e brilhar  com essa viso. Ele sentiu  um  inacreditvel  carinho
por todos, at mesmo Mundungo, o qual ele tentou estrangular  na  ultima
vez que haviam se visto.  "Quim, pensei  que  voc  estava  cuidando  do
Primeiro Ministro." ele disse do outro lado da sala. "Ele pode se  virar
sem mim por uma noite" disse Quim. "Voc    mais  importante."  "Harry,
adivinhe?!" Disse Tonks de seu lugar no alto da maquina  de  lavar,  ela
mostrou a ele sua mo esquerda, um  anel  se  encontrava  l.  "Voc  se
casou?" Harry gritou, olhando de Lupin para ela. "Sinto muito  que  voc
no pode  estar  l,  Harry,  foi  bem  discreto."  "Isso    brilhante,
parabns" "Ok, ok, ns teremos tempo para uma conversa agradvel depois"
disse Moody, e o silencio reinou sobre a cozinha. Moody pos seus sacos a
seus ps e se voltou para   Harry.  "Assim  como  Dedalus  provavelmente
contou-te, ns abandonamos o  plano  A.  Pius  Thicknesse  tem  prestado
ateno, o que nos traz um grande problema. Ele tornou    ato  digno  de
priso conectar essa casa  rede de Flu, colocar uma Chave de Portal pra
c, Aparatar ou Deasaparatar daqui. Tudo em nome da sua  proteo,  para
prevenir  de Voc-Sabe-Quem chegar at  voc.  Totalmente  sem  sentido,
levando em conta que o feito  de  sua  me  j  faz  isso.  O  que  ele
realmente fez foi impedir voc de sair    daqui  seguramente."  "Segundo
problema, voc  menor de idade, o que significa que voc  ainda  tem  o
Trao sobre voc." "Eu no -"  "O  Trao,  o  Trao!"  disse  Olho-tonto
impacientemente "o encanto  que  detecta  atividades  mgicas  perto  de
menores, o jeito de o Ministrio encontrar menores infratores!  Se voc,
ou  qualquer  um  aqui,  utilizar  uma  magia  para  transportar   voc,
Thicknesse ir saber disso, e junto com ele os Comensais da Morte.  "Ns
no podemos esperar o Trao ser quebrado, porque no momento em que  voc
atingir a maior idade, voc perder toda a proteo que sua me lhe deu.
Resumindo:  Thicknesse pensa  que  te  encurralou.  "  Harry  no  podia
ajudar, apenas concordar com o desconhecido  Thicknesse.  "Ento  o  que
faremos?" "Ns iremos usar o nico mtodo que nos restou, o nico mtodo
que o Trao  no  pode  detectar  pois  no  dependemos  de  magia  para
utiliza-lo: Vassouras, Trestalios,  e a moto de Hagrid." Harry podia ver
defeitos naquele plano, contudo, ele  segurou  sua  lngua  para  dar  a
Olho-Tonto a chance de continuar: "Agora, o feitio de sua  me  somente
ir quebrar sobre 2 condies: quando voc atingir a idade, ou" -  Moody
gesticulou ao redor da impecvel cozinha - "Voc no   mais  chame  este
lugar de casa. Voc, sua tia e seu tio tero os caminhos separados  esta
noite, em total entendimento que  jamais  vo  viver  juntos  novamente,
certo?" Harry concordou.  "Ento  dessa  vez,  no  haver  volta,  e  o
encanto se quebrar assim que voc sair do seu alcance. "Ns  escolhemos
quebr-la  mais  cedo,  pois  a  nica  alternativa    esperar      por
Voc-Sabe-Quem vir e matar-te quando completar 17 anos" "O que ns temos
ao  nosso  favor    que  Voc-Sabe-Quem  no  sabe  que   estamos    te
transportando esta noite. Ns deixamos escapar uma falsa  pista  para  o
Ministrio: Eles  acham que voc  no  sair  at  o  dia  30.  Contudo,
estamos lidando com Voc-Sabe-Quem, ento ns no podemos contar com que
ele realmente saiba a data errada. Ele provavelmente  tem  os  Comensais
da Morte patrulhando os cus em toda essa rea, s para o  caso.  Ento,
ns providenciamos para uma dzia de casas diferentes  toda  a  proteo
que  poderamos. Todas elas parecem possveis lugares os quais usaramos
para esconder-te, todas tem alguma ligao com a Ordem;  minha  casa,  a
casa de Quim, a casa da  tia da Molly, Muriel  -  voc  pegou  a  idia"
"Yeah" Disse Harry, no totalmente  confiante  pois  ele  podia  ver  um
grande furo naquele plano. "Ns iremos para a casa dos  pais  da  Tonks.
Uma vez que  voc  estiver  dentro  dos  limites  dos  encantamentos  de
proteo que l colocamos, voc poder utilizar uma chave  de portal at
 Toca. Perguntas?" "Err - Sim" Disse Harry " Talvez eles no  saibam  a
qual das 12 protegidas casas eu estou indo primeiro,  porm  no  ficar
bvio uma vez que - contou rapidamente -  14 de ns estivermos  indo  em
direo a casa dos pais de Tonks? "Ah" disse Moody  "Eu  me  esqueci  de
dizer o ponto-chave. Quatorze de ns no estaro voando para a casa  dos
pais de Tonks. Ir haver 7 Harry Potters voando atravs  dos cus hoje a
noite, cada um deles com um companheiro, cada par  indo  para  uma  casa
diferente" De dentro de sua capa Moody agora retirou uma garrafa do  que
parecia lama. No havia motivos para ele dizer qualquer  outra  palavra;
Harry havia entendido todo o  plano imediatamente. "No"  Ele  disse  de
forma audvel, sua voz ecoando pela cozinha "Corta essa!"  "Eu  disse  a
eles que voc reagiria dessa forma" disse Hermione. "Se vocs pensam que
eu deixarei 6 pessoas se arriscarem dessa forma -" "-porque  a primeira
vez para todos ns," disse Ron. "Dessa vez  diferente, fingindo ser  eu
-" "Bem, nenhum de ns deseja isso Harry" Disse Fred "Imagina se algo d
errado e ns continuarmos magrelos de culos  para  sempre."  Harry  no
riu.  "Vocs no podem fazer isso sem minha cooperao,  vocs  precisam
de mim para  dar-lhes  algum  cabelo"  "Exatamente,  no  tem  como  ns
continuarmos com o plano sem voc cooperar" disse George. ",  treze  de
ns contra um cara que no pode usar magia; no  temos  nenhuma  chance"
disse Fred. "Engraado" disse Harry "muito engraado" "Se tiver que  ser
 fora, ento ser." rosnou Mody, seu olho  mgico  agora  tremendo  um
pouco enquanto olha para  Harry.  "Todos  aqui  so  maiores  de  idade,
Potter,  e esto todos dispostos a se arriscar" Mundungo deu de ombros e
fez careta; O Olho mgico de Moody logo o fitou, fora de  seu  campo  de
viso. "No vamos mais discutir. O tempo  est  passando.  Eu  quero  um
pouco  de  teu  cabelo,  garoto,  agora!"  "Mas  isso    ruim,  no  h
necessidade -" "No h necessidade" enfatizou Moody "Com  Voc-Sabe-Quem
l fora e metade do Ministrio ao seu lado? Potter, se  tivermos  sorte,
ele ter engolido a falsa pista e  estar planejando te pegar somente em
seu aniversrio, mas ele seria louco em no ter  um  ou  dois  comensais
vigiando-te,  o que eu faria. Eles podem  no  ter  sido    capazes  de
pegar-te ou a esta casa enquanto o encantamento de sua me ainda existe,
mas  s ele se quebrar e eles tero  conhecimento  desse  lugar.  Nossa
nica chance   usar estes chamarizes. At mesmo Voc-sabe-quem no pode
se dividir em 7" Harry encontrou o olhar de Hermione e  o  desviou  logo
aps. "Ento Potter - Um pouco de teu cabelo,  por  favor"  Harry  olhou
para Ron de relance, este sinalizou um apenas-o-faa. "Agora" irritou-se
Moody. Com todos o observando, Harry estendeu sua mo  at  sua  cabea,
agarrou um punhado de cabelo, e puxou. "timo" disse  Moody,  pegando  o
vidro de poo "Aqui, por  favor."  Harry  jogou  o  cabelo  no  liquido
lamacento. No momento em que houve contato em sua  superfcie,  a  poo
comeou a se modificar e ento se tornou, por fim,  um  claro    dourado
brilhante.  "Ah, voc parece muito mais apetitoso do que Crabbe e Goyle,
Harry" Disse Hermione, antes de perceber as sobrancelhas  levantadas  de
Ron, corando levemente ela disse  "Ah, voc entendeu o ponto -  a  poo
de Goyle tinha gosto de Bicho  Papo."  "Certo  ento.  Falsos  Potters,
alinhem-se aqui, por favor," disse Moody. Ron, Hermione, Fred, George  e
Fleur se alinharam em frente a impecvel pia de Tia Petnia. "Falta  um"
disse Lupin. "Aqui" disse Hagrid grosseiro,  e  levantou  Mundungo  pelo
pescoo e o colocou ao lado de Fleur, que franziu o nariz  claramente  e
mudou de lugar para entre Fred e George. "Eu sou um soldado, eu preferia
ser um protetor" disse Mundungo "Cala-te" bracejou Moody "Como eu j  te
disse,  seu  verme  invertebrado,  qualquer  Comensal  da   Morte    que
encontrarmos  ter  a  inteno  de  capturar  Potter,   no    mat-lo.
Dumbledore  sempre  dizia  que    Voc-sabe-quem    desejaria    mat-lo
pessoalmente. Os protetores so aqueles que mais tem  o  que  temer;  os
Comensais da Morte vo querer mat-los" Mundungo no parecia  exatamente
tranqilizado, mas Moody j estava pegando meia dzia de copos de dentro
de sua capa, os quais ele distribuiu, antes pondo um  pouco    de  Poo
Polissuco em cada um. "Todos  juntos,  agora..."  Ron,  Hermione,  Fred,
George, Fleur e  Mundungo  beberam.  Todos  eles  engasgaram  e  fizeram
caretas de nojo a medida que a poo atravessava suas gargantas; de  uma
vez, suas feies comearam a borbulhar e a distorcer como  cera quente.
Hermione e Mundungo  estavam  crescendo;  Ron,  Fred  e  George  estavam
encolhendo; seus cabelos estavam escurecendo, os  de  Hermione  e  Fleur
pareciam estar  sendo puxados para dentro da  cabea.  Moody,  um  tanto
desconcertado, estava agora afrouxando os ns dos largos sacos  que  ele
havia trazido consigo. Quando ele endireitou-se, havia 6  Harry  Potters
engasgando  e cuspindo  sua frente. Fred e George voltaram-se um para o
outro e disseram ao mesmo tempo, "wow - Estamos idnticos!" "Eu no sei.
Penso que continuo um pouco  mais  bonito"  Disse  Fred  examinando  seu
reflexo na chaleira. "Bah" disse Fleur, checando a si mesma na porta  do
microondas "Gui, no me olhe - estou 'errvel'." "Aqueles  os  quais  as
roupas esto um pouco  largas,  eu  tenho  menores  aqui"  disse  Moody,
indicando o primeiro saco, "e vice versa. No  esqueam  os  culos,  h
seis  pares no bolso lateral. E quando estiverem vestidos, h bagagem no
outro saco. O Harry verdadeiro  pensou  que  aquilo  era  a  coisa  mais
estranha  que  ele  j  havia  visto,  e  ele  j  havia  visto   coisas
extremamente estranhas. Ele observou como seus  seis clones  vasculharam
os sacos, procurando as roupas, pondo culos,  guardando  suas  prprias
coisas. Ele sentiu como pedindo a eles para demonstrarem um  pouco  mais
de respeito pela sua privacidade a medida que eles comearam a trocar de
roupas tranquilamente, claramente mais relaxados em mostrar seu corpo do
que    estariam    se        fossem      os        seus        prprios.
 "Eu sabia que Ginny estava mentindo sobre aquela tatuagem," disse  Ron,
olhando para baixo para seu peito nu.  "Harry,  sua  viso    realmente
terrvel"  disse  Hermione,  enquanto  colocava  seus  culos.  Uma  vez
vestidos, os falsos Harrys pegaram suas bagagens e gaiolas  de  corujas,
cada uma contendo uma coruja branca empalhada, vindas do  segundo  saco.
"timo" disse Moody, quando o stimo Harry terminara de  se  vestir,  j
com o culos e aguardava com a bagagem pronta. Os  Harrys  encararam-no.
"Os pares sero estes:  Mundungo viajar comigo, de vassoura -" "Por que
eu estou com voc?" Grunhiu o Harry mais  perto  da  porta  dos  fundos.
"Porque voc  um dos que precisa ser vigiado," Rosnou Moody, e Mundungo
no saiu da mira de seu olho mgico "Arthur e Fred-"  "Eu  sou  George,"
disse o gmeo para o qual Moody estava apontando "Vocs no podem  parar
de nos confundir nem quando somos Harry?" "Desculpa, George -" "S estou
te  enchendo,  sou  o  Fred  na  verdade  -"  "Basta  de   inutilidades"
enraiveceu-se Moody "O outro - George ou Fred ou qualquer um que seja  -
voc esta com Remo. Senhorita Delacour - " "Eu estou levando Fleur em um
testrlio," disse Gui "Ela no  muito f de vassouras" Fleur andou  at
seu lado, com um olhar bobo, que Harry desejou com todo o corao  nunca
mais ver sem seu rosto de novo. "Senhorita Granger com Quim,  tambm  de
testrlios -" Hermione pareceu tranqilizada ao responder o  sorriso  de
Quim; Harry sabia que Hermione tambm no era muito intima de vassouras.
"O que deixa voc e eu, Ron!" disse Tonks, empolgada, acenando para ele.
Ron no parecia to satisfeito quanto Hermione.  "E  voc  esta  comigo,
Harry. Tudo certo?" disse  Hagrid,  parecendo  um  pouco  ansioso.  "Ns
estaremos na moto, vassouras e testrlios no suportam  meu  peso,  veja
s.  E voc no cabe no assento  comigo  junto,  portanto  voc  ir  no
carrinho lateral." "Est timo" disse Harry, no totalmente certo disso.
"Ns achamos que os Comensais da Morte estaro esperando que voc esteja
em uma vassoura," disse  Moody,  que  pareceu  adivinha  como  Harry  se
sentia. "Snape teve muito  tempo para dizer a eles tudo  que  ele  nunca
disse antes, ento  caso  sejamos  perseguidos  por  qualquer  Comensal,
estamos crentes que ele ir escolher um dos Potters   que  est  em  uma
vassoura, tudo certo ento," Ele continuou  carregando  o  saco  com  as
roupas dos falsos Potters e caminhou para a porta, "Acredito  que  temos
trs minutos  at antes de sair. No tranque a porta de trs,  isso  no
manter os Comensais da Morte fora quando eles vierem.  Vamos..."  Harry
se apressou pra pegar sua mochila, Firebolt e  a  gaiola  de  Edwiges  e
seguiu o grupo at o  escuro  jardim.  Por  todos  os  lados,  vassouras
estavam voando para mos . Hermione j havia recebido ajuda de Quim para
subir no grande testrlio negro. Fleur subira no outro com  Bill. Hagrid
estava parado, pronto para partir ao lado de sua moto, culos postos. "
essa!  essa a moto de Sirius?" "Ela mesma" disse Hagrid, sorrindo  para
Harry. "E a ultima vez que voc esteve nela, eu podia te pegar  com  uma
mo." Harry no pode evitar se sentir-se um pouco humilhado  medida que
entrava  dentro  do  carrinho  lateral.  Ele  acabou   ficando    vrios
centmetros abaixo de todo mundo:  Ron sorriu  debochado    viso  dele
sentado como uma criana num carrinho de bate-bate.  Harry  colocou  sua
mochila e vassoura perto dos ps e enfiou a gaiola  de  Edwiges    entre
seus joelhos. Ele estava extremamente desconfortvel.  "Arthur mexeu  um
pouco nela", disse Hagrid, alheio ao desconforto de Harry. Ele sentou na
moto, que fez um leve barulho e afundou  um  pouco  no  cho.  "Ela  tem
alguns  truques agora. Esse aqui foi idia minha." Ele apontou  para  um
boto roxo perto do velocmetro.  "Por  favor,  seja  cuidadoso  Hagrid"
disse o Sr. Weasley, que estava ao lado deles, segurando sua vassoura. "
Eu ainda no estou certo se isso era aconselhvel e certamente     para
ser usado somente em emergncias." "Tudo  certo,  ento."  Disse  Moody.
"Todos prontos, por favor. Eu quero que todos ns saiamos ao mesmo tempo
ou todo o trabalho de distrao estar perdido." Todos concordaram com a
cabea. "Segure firme agora, Ron." Disse Tonks, e Harry viu Ron  mostrar
uma cara forada, cupalda a Lupin antes de colocar as  mos  na  cintura
dela. Hagrid ligou a motocicleta.    Ela  rugiu  como  um  drago,  e  o
carrinho lateral comeou a  vibrar.  "Boa  sorte,  para  todos."  Gritou
Moody. "Vejo vocs todos em uma hora na Toca.  No  trs.  Um...  Dois...
TRS!"  Houve um grande rugido  de  moto,  e  Harry  sentiu  o  carrinho
lateral dando uma boa arrancada. Ele estava cortando o  ar  rapidamente,
seus olhos enchendo de lgrimas levemente, seus  cabelos  ventavam  para
fora de seu rosto. Em volta dele, vassouras levantavam   vo  tambm;  a
longa calda negra de um testrlio passou por ele. Suas pernas, apertadas
dentro do carrinho lateral devido a gaiola de Edwiges e sua mochila,  j
doam  e comeavam a ficar dormentes. To grande era seu desconforto que
ele quase esqueceu de dar uma ultima olhada  no  nmero  4  da  Rua  dos
Alfeneiros; no momento em que    ele  olhou  pela  beirada  do  carrinho
lateral, ele no mais podia dizer qual era.  E ento, de  nenhum  lugar,
do nada, eles estavam cercados. Pelo menos trinta  figuras  encapuzadas,
voando, formaram um grande circulo em volta de onde os membros da  Ordem
surgiram alheios - Gritos, uma exploso de  raios  verdes  de  todos  os
lados, Hagrid gritou e a moto girou. Harry perdeu a noo de  onde  eles
estavam. As luzes  da rua acima dele, gritos ao  redor,  ele  estava  se
agarrando ao carrinho por amor a vida. A gaiola de Edwiges, a Firebolt e
a mochila escaparam por entre seus joelhos- "No -  AJUDA!"  A  vassoura
girou tambm, mas ele conseguiu segurar a ala da mochila e  o  topo  da
gaiola quando a moto girou para a posio normal  de  novo.  Um  segundo
alivio, e ento  outro jato de luz verde. A coruja piou e caiu  no  cho
da gaiola. "No - NO!" A motocicleta foi a toda velocidade para frente;
Harry vislumbrou Comensais da Morte encapuzados espalhando-se    medida
que Hagrid disparou atravs do circulo.  "Edwiges -  Edwiges  -"  Mas  a
coruja permaneceu imvel e pattica como um brinquedo  no  cho  de  sua
gaiola. Ele no podia aceitar, e seu terror pelos outros foi primordial.
Ele olhou por  cima de seu ombro e viu uma massa de  gente  se  movendo,
feixes de luz verde, dois pares de pessoas em  vassouras  se  afastando,
mas ele no podia dizer quem eram -  "Hagrid, ns temos que voltar,  ns
temos  que  voltar!"  ele  gritou  em  meio  ao  rugir  trovejante    da
motocicleta, puxando sua varinha,  colocando  a  gaiola  de  Edwiges  no
cho, se recusando a acreditar que ela havia morrido.  "Hagrid,  VOLTE!"
"O meu trabalho  lev-lo l a salvo, Harry!"  berrou  Hagrid.  "Pare  -
PARE!" Harry gritou, porm quando olhou para trs novamente, dois  jatos
de luz verde passaram por pouco de sua orelha: Quatro comensais da morte
tinham deixado  o crculo e estavam a persegui-los, mirando  nas  largas
costas de Hagrid. Hagrid desviou-se, porm os Comensais estavam na  cola
da moto; mais jatos, e Harry teve  que se  enfiar  no  carrinho  lateral
para evit-los. Esgueirando-se ele gritou "Estupefaa!" e um  raio  saiu
de sua varinha, criando um vo entre os quatro Comensais    da  Morte  
medida que eles desviavam.  "Segure-se Harry, essa  pra  eles!"  gritou
Hagrid, e Harry olhou justo na hora que Hagrid esmurrou um espesso  dedo
em um boto verde prximo ao medidor de combustvel.   Uma  parede,  uma
slida parede negra, surgiu pelo exaustor. Esticando seu pescoo,  Harry
a viu expandir-se no meio do ar. Trs Comensais desviaram-se bruscamente
e a evitaram, mas o quarto no teve  tanta  sorte;  Ele  desapareceu  de
vista e ento caiu como um pedregulho por detrs, sua  vassoura  quebrou
em pedacinhos. Um de seus  companheiros diminuiu para salv-lo, mas  ele
e a parede voadora foram engolidos pela escurido   medida  que  Hagrid
retomou o guidom e acelerou. Mais  'feitios  da  morte'  passaram  pela
cabea de Harry  vindos  dos  dois  Comensais  restantes;  eles  estavam
mirando em Hagrid. Harry reagiu com feitios estuporantes:   vermelho  e
verde  colidiram  no  meio  do  ar,  em  um  espetculo    de    fascas
multicoloridas, e Harry lembrou-se um pouco de  fogos  de  artifcio,  e
ento dos Trouxas abaixo  os quais no tinham idia  do  que  ocorria  -
"Aqui vamos  ns  de  novo.  Harry  segure-se!"  gritou  Hagrid,  e  ele
pressionou um segundo boto. Desta vez uma grande teia saiu do exaustor,
mas os Comensais da Morte  estavam preparados  para  isso.  No  somente
desviaram, mas o companheiro que  havia  voltado  para  salvar  o  amigo
inconsciente voltara. Ele surgiu repentinamente da escurido    e  agora
trs deles estavam perseguindo a motocicleta, todos  soltando  feitios.
"Agora vai Harry, segura firme!" gritou Hagrid, e Harry o viu meter toda
a mo em um boto roxo ao  lado  do  medidor  de  velocidade.    Com  um
inconfundvel barulho, chamas de  drago  saram  do  exaustor,  quente,
branca e azul, e a motocicleta atingiu a velocidade de uma  bala  com  o
som de metal  desvencilhando.    Harry  viu  os  Comensais  de  a  Morte
desviarem bruscamente para evitar a  chama  mortal,  e  ao  mesmo  tempo
sentiu o  carrinho  lateral  balanar-se  sinistramente:  Suas  conexes
metlicas com a moto haviam rachado com a fora da acelerao.  "Ta tudo
bem, Harry" berrou Hagrid, agora com o corpo muito para  trs  devido  a
velocidade; ningum estava conduzindo agora e o carrinho lateral comeou
a  girar  violentamente.  "Esta  tudo  sobre  controle  Harry,  no   se
preocupe!" Hagrid gritou, e de dentro do bolso de sua jaqueta ele  puxou
sua sombrinha  rosa  e  florida.  "Hagrid!  No!  Deixa  que  eu  fao!"
"Reparo!"    Houve  um  bang  ensurdecedor  e   o    carrinho    lateral
desvencilhou-se  da  moto  completamente;  Harry  voou   para    frente,
impulsionado pelo mpeto do vo da  moto,  ento  o  carrinho    lateral
comeou a perder altura - Desesperado, Harry apontou sua varinha para  o
carrinho lateral e gritou  "Wingardium  Leviosa!"  O  carrinho  levitou,
desestabilizado,  mas  ao  menos  continuava  no  ar.  Ele  teve  alguns
segundos, porm, novos feitios passaram por ele: Os trs  Comensais  da
Morte  estavam se aproximando.  "Estou indo, Harry!"  Hagrid  berrou  do
meio da escurido, mas Harry pde sentir o carrinho  comear  a  desabar
novamente: agachando-se o mximo que conseguira, ele    apontou  para  o
meio das figuras na escurido e gritou "Impedimenta!" O feitio  atingiu
o Comensal do meio  bem  no  peito:  Por  um  momento,  o  homem  estava
absurdamente perdido ao bater em uma  barreira  invisvel:  Um  de  seus
companheiros  quase bateu com ele - Ento o carrinho comeou a cair para
valer, e o Comensal restante lanou um feitio muito prximo a Harry que
ele teve que se abaixar bruscamente, batendo  um  dente    na  beira  do
assento - "Estou indo Harry, estou indo!" Uma grande mo pegou as vestes
de Harry e o puxou para  fora  do  carrinho;  Harry  pegou  sua  mochila
enquanto foi puxado para o assento na motocicleta e se encontrou  costas
com costas com Hagrid. Enquanto eles subiam, fora do  alcance  dos  dois
comensais restantes, Harry cuspiu  o  sangue  para  fora  de  sua  boca,
apontou sua varinha  para o carrinho caindo e  gritou  "Confringo!"  Ele
sentiu uma  pssima  ponta  de  culpa  por  Edwiges  quando  o  carrinho
explodiu; o Comensal da Morte mais prximo fora jogado para fora de  sua
vassoura e caiu; seu  companheiro voltou e desapareceu; "Harry, Eu sinto
muito, sinto muito." Gemeu Hagrid "Eu no deveria ter tentado reparar  o
carrinho eu mesmo - eu no sei fazer nada -" "Isso  no    um  problema
agora, s continue voando!" Harry gritou de volta, avistando  mais  dois
Comensais que emergiram da escurido, se aproximando.   medida  que  os
feitios iam passando por eles, Hagrid desviava: Harry sabia que  Hagrid
no ousaria usar o 'boto  do  fogo  do  drago'  novamente,  com  Harry
espremido  ali, de forma to insegura. Harry mandou  feitio  depois  de
feitio de volta contra seus perseguidores, mal os segurando. Ele mandou
outro  feitio  Impedimenta:  o    Comensal  mais  prximo    desviou-se
bruscamente e seu capuz caiu, e pela luz vermelha do feitio Harry  pde
reconhec-lo - Stanley Shunpike - Stan - 

"Expeliarmus!" Harry gritou. " ele,  ele,  o verdadeiro!" O grito  do
Comensal chegou a Harry mesmo com todo  o  barulho  da  moto:  No  outro
momento, ambos os perseguidores ficaram para  trs  e  desapareceram  de
vista. "Harry, o que houve?" berrou Hagrid. "Para onde eles foram?"  "Eu
no sei!" Mas  Harry  estava  com  medo:  O  Comensal  encapuzado  havia
gritado: " o verdadeiro!" Como ele sabia? Ele olhou fixamente em  volta
para a escurido e sentiu a ameaa.  Onde eles estavam?  Ele  subiu  com
dificuldade no assento para olhar para frente e agarrou-se as costas  de
Hagrid. "Hagrid, faz a coisa do fogo do drago  de  novo,  vamos  embora
logo!"  "Segura  firme  ento  Harry!"  Houve  novamente   um    barulho
inconfundvel e a chama branca, quente saiu pelo exaustor: Harry  sentiu
ele mesmo voltando para trs do pequeno assento, Hagrid  afundou    para
trs  tambm,  mal  mantendo  o  controle  do  guidom  -  "Eu  acho  que
despistamos eles Harry, eu acho mesmo!" gritou  Hagrid.  Mas  Harry  no
estava convencido: O medo corria por ele quando ele  olhava  da  direita
para esquerda a procura de perseguidores que ele sabia que viriam... Por
que  eles haviam ficado para trs? Um deles ainda possua uma varinha...
 o verdadeiro ... eles disseram isso depois da  tentativa  de  desarmar
Stan... "Estamos quase l Harry, quase l!" disse Hagrid. Harry sentiu a
moto baixar um pouco, apesar das luzes l no cho  ainda  parecerem  to
distantes quanto estrelas. Ento a cicatriz em sua  testa  queimou  como
fogo: ao mesmo tempo que um Comensal da Morte apareceu em cada  lado  da
moto, duas maldies da morte erraram Harry por    milmetros,  lanadas
por trs - E ento Harry o viu. Voldemort estava voando como  fumaa  no
vento, sem vassoura ou trestlio  para  segura-lo,  sua  cara  de  cobra
brilhando na escurido, seus  dedos    brancos  levantando  sua  varinha
novamente -  Hagrid deixou escapar um grito de medo e  foi  com  a  moto
para um repentino mergulho. Se agarrando pela prpria vida, Harry mandou
feitios estuporantes de qualquer  jeito na  noite  rodopiante.  Viu  um
corpo passar por ele em queda e soube que acertou um  deles,  mas  ento
ele ouviu uma exploso e viu fagulhas vindo do motor; a moto   espiralou
pelo ar, completamente fora de controle- Jatos de luz verde passaram por
eles novamente. Harry no fazia idia do que era  cima,  ou  o  que  era
baixo: sua cicatriz ainda  queimava,  ele  esperava  morrer  a  qualquer
segundo. Uma figura encapuzada em uma vassoura estava logo  sua frente,
ele a viu levantar seu brao - "NO!" Com  um  grito  de  fria,  Hagrid
jogou-se da moto at o Comensal; para seu horror, Harry viu ambos caindo
pra longe de sua viso,  seus  pesos  combinados  eram  muito  para    a
vassoura - Mal segurando-se a motocicleta decadente  com  seus  joelhos,
Harry ouviu Voldemort gritar, "Meu!" Estava acabado: Ele no  podia  ver
ou ouvir onde Voldemort estava; ele vislumbrou outro Comensal  da  Morte
voando e ouviu, "Avada-" Assim como a cicatriz de Harry forou seu olhos
a se fechar, sua varinha agiu por conta prpria. Ele a sentiu  empunhada
em sua mo como um im, viu um esguicho de   fogo  dourado  atravs  dos
seus olhos semi-abertos, ouviu um crack e um grito de fria. O  Comensal
restante berrou; Voldemort gritou, "No!"- De alguma forma, Harry  achou
seu nariz alguns centmetros do boto do fogo de drago. Ele  o  apertou
com sua outra mo e a moto lanou mais fogo no ar,  se  lanando  direto
para o cho. "Hagrid!" Harry chamou, segurando-se  na  moto.  "Hagrid  -
Accio Hagrid!" A moto aumentou a velocidade, puxada diretamente  para  a
terra. Cara a cara com o guidom, Harry no via mais nada a  no  ser  as
distantes luzes cada vez mais perto:  ele ia bater e no havia nada  que
ele podia fazer. De trs dele veio outro  grito  "Sua  varinha,  Selwyn,
d-me sua varinha!" Ele sentiu Voldemort antes de v-lo. Olhando para os
lados, ele visualizou os olhos vermelhos e tinha certeza  que  seriam  a
ultima coisa que  ele  veria:  Voldemort    estava  se  preparando  para
atac-lo mais uma vez - E ento Voldemort sumiu. Harry olhou para  baixo
e viu Hagrid jogado no cho embaixo dele. Ele puxou forte o guidom  para
evitar  bater  nele,  tateou  atrs  do  freio,    mas  com  um  barulho
estrondoso, o cho tremia, ele caiu direto em um poo de lama.

Crditos:

Traduo: Marcosmva Reviso: Leuo 

Captulo 05 - O Guerreiro Cado

"Hagrid?" Harry esforou-se para se levantar dos escombros  de  metal  e
couro que o encobriam, suas mos afundaram em uma poa de gua enlameada
quando tentou se levantar.  Ele no conseguia entender  aonde  Voldemort
tinha ido e esperava que ele emergisse da escurido a qualquer instante.
Algo quente e mido estava escorrendo pelo seu  queixo abaixo e pela sua
testa. Ele rastejou para fora da lagoa e tropeou em uma massa gigante e
escura, que era Hagrid.

"Hagrid? Hagrid, fale comigo -" 

Mas a escura massa no se mexeu.

"Quem est ai?  Potter? Voc  Harry Potter?"

Harry no conseguiu distinguir a voz do homem. Ento uma  mulher  gritou
"Eles bateram, Ted! Bateram no jardim!"

A cabea de Harry estava girando.

 "Hagrid" ele repetiu estupidamente, e seu joelhos cederam.

A prxima coisa que ele soube foi de estar encostando-se em  coisas  que
pareciam ser almofadas, com  a  terrvel  sensao  de  queima  em  suas
costelas e seu brao direito.   Seu  dente  perdido  havia  crescido.  A
cicatriz em sua testa ainda latejava. 

"Hagrid?" 

Ele abriu seus olhos e viu que estava deitado em um sof  no  familiar,
em uma simples sala de estar.  Sua  mochila  estava  no  cho  um  pouco
distante, mida e lamacenta.  Um homem com cabelos  claros  e  barrigudo
estava olhando para Harry ansiosamente. 

"Hagrid est bem, filho" - disse o homem - "minha esposa  est  cuidando
dele agora. Como voc se sente? Tem algo mais quebrado?  Eu  curei  suas
costelas, seu dente  e brao, alis, Ted Tonks - Pai da Ninfadora"

Harry levantou-se rapidamente: as luzes estalaram  em  frente  aos  seus
olhos, e ele se sentiu nauseado e instvel.

"Voldemort..."

"No se preocupe agora" disse o homem pondo a mo no ombro de Harry e  o
empurrando de volta para as almofadas. "Aquilo foi uma batida cruel!  De
qualquer forma, o  que aconteceu? Deu algo errado  com  a  moto?  Arthur
Weasley de novo, ele e aquela adorao por trouxas dele?"

"No." disse Harry com a cicatriz latejando  como  um  ferimento  aberto
"Comensais da Morte, vrios deles - ns fomos perseguidos."

"Comensais da Morte?" Disse Ted bruscamente "Do que voc  est  falando?
Comensais da morte? Eu pensei que eles  no  soubessem  que  voc  seria
transportado hoje".

"Eles sabiam." disse Harry.

Ted Tonks olhou para o teto como se pudesse ver atravs dele o  cu  que
estava acima.

"Bem, ns sabemos que nosso encanto protetor nos segura, no ? Eles no
sero capazes de se aproximar em um raio de cem metros deste lugar".

Agora Harry entendia porque Voldemort havia desaparecido: tinha  sido  o
ponto em que a motocicleta cruzou a barreira do encanto da Ordem.

Ele apenas esperava que eles continuassem com o trabalho:  Ele  imaginou
Voldemort, cem metros  sua frente como eles  disseram,  procurando  uma
maneira de penetrar  no que Harry via como uma grande bolha invisvel.

Ele balanou suas pernas para fora do sof;  precisava  ver  Hagrid  com
seus prprios olhos antes que pudesse acreditar que ele estava vivo. Ele
mal tinha se levantado,  contudo, quando uma porta  se  abriu  e  Hagrid
deslizou por ela, sua cara coberta com lama e sangue, um pouco fraco mas
milagrosamente vivo.

"Harry!"

 Apoiado sobre duas delicadas muletas, ele atravessou o assoalho que  os
separava, e deu em Harry um abrao de partir costelas.  "Graas  a  Deus
Harry, como ns conseguimos  sair dessa? Eu pensei, por um momento,  que
ns dois iramos morrer."

", eu tambm, nem acredito -"

 Harry interrompeu o abrao. Avistou a mulher que tinha entrado na  sala
por trs de Hagrid. 

"Voc!" ele gritou, e enfiou sua mo dentro de  bolso,  mas  ele  estava
vazio. 

"Sua varinha est comigo, filho." Disse Ted, dando um tapinha  no  brao
de Harry. "Ela caiu logo ao seu lado, eu a peguei. E  essa  com  a  qual
voc estava gritando   minha esposa".

"Oh, m-me desculpe"

Ao entrar na sala, a semelhana da  Sra.Tonks  com  sua  irm  Bellatrix
ficou muito menos acentuada: Seu cabelo era de um castanho claro, e seus
olhos eram largos e  amveis. De qualquer maneira, ela  olhou  de  forma
to simptica depois  da  exclamao  de  Harry,  que  no  poderia  ser
Bellatrix.

O que aconteceu  nossa filha?" Ela quis saber. "Hagrid disse que  vocs
foram cercados. Onde est Ninfadora?"

""Eu no sei," disse Harry. "Ns no sabemos o que houve  a  nenhum  dos
outros."

Ela e Ted trocaram olhares. Uma mistura de medo e culpa agarrou Harry ao
ver suas expresses. Se qualquer um deles morrer, era  sua  culpa,  tudo
sua culpa. Ele havia  consentido com o plano, dando a eles seu cabelo...

"A Chave de Portal" ele disse, lembrando-se de tudo repentinamente. "Ns
temos que ir para a Toca e descobrir -  ento  seremos  capazes  de  nos
comunicar com Tonks,  uma vez que ela...".

"Nossa filha estar bem, Andrmeda," disse Ted "Ela sabe se cuidar,  ela
vm andado com os Aurores todo esse tempo.  A  Chave  de  Portal    por
aqui," disse ele se dirigindo  para Harry. 

"A Chave est programada para funcionar daqui a trs minutos,  se  vocs
quiserem ir...". "Sim, ns  queremos,"  disse  Harry.  Ele  agarrou  sua
mochila, jogando-a sobre os ombros. "Eu..."    Ele  olhou  para  a  Sra.
Tonks, desejando se desculpar por deix-la amedrontada e dizer  que  ele
se sentia responsvel, mas no lhe ocorreram palavras para tanto. 

"Eu direi a Tonks - Dora -  Para  comunicar-se  com  vocs,  quando  nos
encontrarmos. Obrigado por nos abrigar, obrigado por tudo. Eu..." 

Ele estava satisfeito por deixar a  sala  e  seguiu  Ted  Tonks  por  um
pequeno corredor at um quarto. Hagrid veio aps eles, se abaixando para
evitar bater a cabea  no topo da porta.

"Aqui estamos, filho. Aqui est a Chave de  Portal."  Sr.  Tonks  estava
apontando para uma pequena e  prateada  escova  de  cabelo  na  mesinha.
"Obrigado" disse Harry, estendendo a mo  para  a  escova  o  seu  dedo,
pronto para ir. "Espere um instante" disse Hagrid, olhando a sua  volta.
"Harry, cad a Edwiges?" "Ela... ela foi atingida," disse Harry,

Foi ento que lhe caiu a ficha: Ele se envergonhou de si mesmo quando as
lgrimas escorreram de seus olhos. A coruja havia  sido  sua  companhia,
sua grande conexo  com o mundo mgico at mesmo quando ele era obrigado
a voltar para a casa dos Dursleys.

Hagrid estendeu a grande mo e deu tapinhas dolorosos em seu obro.

 "No importa," ele disse grosseiramente. "No  importa.  Ela  j  tinha
vivido muito..."

"Hagrid!" alertou  Ted  Tonks,  quando  a  escova  brilhou  em  um  azul
brilhante e Hagrid s pusera o dedo na ultima hora.

Com um puxo na altura do umbigo, como  se  um  gancho  e  uma  corda  o
estivesse  levando,  Harry  foi  puxado    para    o    nada,    girando
incontrolavelmente, seu dedo colou na  Chave  de  Portal  quando  ele  e
Hagrid foram empurrados para longe do Sr. Tonks. Um segundo  depois,  os
ps de Harry bateram no cho duro, e  ele  sentiu  suas  mos  e    seus
joelhos apoiados no gramado da Toca. Ele ouviu gritos. Jogando de lado a
escova de cabelo, Harry  levantou-se  bambeando  um  pouco,  e  viu  Sra
Weasley e Gina descendo  as escadas da porta  dos  fundos,  onde  Hagrid
tambm tinha desmoronado na aterrissagem.

"Harry? Voc  o verdadeiro Harry? O que houve? Onde esto  ou  outros?"
perguntou a Sra. Weasley apreensiva.

"Como assim? Ningum mais esta de volta?" Harry desesperou-se.

A resposta  pergunta de Harry estava clara  pela  expresso  plida  do
rosto da Sra. Weasley.

"Os Comensais da Morte estavam nos  esperando"  Harry  contou-lhe.  "Ns
fomos abordados no momento em que nos separamos - eles sabiam que  seria
esta noite - Eu no  sei o que aconteceu a  nenhum  dos  outros,  quatro
deles correram atrs de ns, foi tudo o que podemos fazer para fugir,  e
ento Voldemort apareceu."

Ele podia perceber o tom de auto-justificativa em sua voz, o  necessrio
para que ela entendesse o porqu dele no saber o que acontecera a  seus
filhos, mas...

"Graas a Deus voc est bem" ela disse, puxando-o para  um  abrao  que
ele no achou que merecia.

"Voc no tem conhaque, tem, Molly?" perguntou Hagrid um pouco  agitado.
"Para fins medicinais?"

Ela podia t-lo feito atravs de magia, mas quando  se  retirou  para  o
interior da casa torta, Harry sabia que ela desejava esconder seu rosto.
Ele se voltou para  Gina, e ela respondeu ao seu pedido  de  informaes
silencioso.

"Rony e Tonks deveriam ter voltado primeiro, mas eles perderam sua Chave
de Portal, ela voltou sem eles," ela disse,  apontando  uma  enferrujada
lata de leo que repousava  sobre o cho ali perto. "E aquele ali,"  ela
apontou para um tnis velho, "devia vir junto com  papai  e  Fred,  eles
deviam ser os segundos. Voc e Hagrid eram os terceiros  e," ela  checou
o relgio, "se eles tiverem conseguido, Jorge e Lupin estaro  de  volta
em um minuto."

Sra. Weasley reapareceu carregando uma garrafa de conhaque, o  qual  ela
entregou a Hagrid. Ele o abriu e o tomou imediatamente. 

"Me!" gritou Gina, apontando para um local a uma pequena distncia.
  Uma luz azul apareceu no meio da escurido. Ela se tornou maior e mais
brilhante rapidamente e de repente Lupin e Jorge apareceram,  girando  e
ento caindo. Harry  soube imediatamente que algo estava  errado:  Lupin
estava carregando Jorge, que permanecia  inconsciente  e  tinha  a  cara
coberta de sangue.

 Harry correu para frente e agarrou as pernas de Jorge.  Juntos,  ele  e
Lupin carregaram Jorge para dentro da casa e atravs da  cozinha  at  a
sala, onde o colocaram  sobre o sof. A lmpada caiu em cima  de  Jorge,
Gina parou de respirar e o estmago  de  Harry  embrulhou.  Faltava  uma
orelha de Jorge. Aquele lado da cabea e do pescoo  estavam banhados de
um sangue escarlate.  No antes da Sra. Weasley estar agarrada ao filho,
Lupin pegou Harry pelo brao e o arrastou, sem muita gentileza, de volta
para a cozinha, onde Hagrid ainda tentava  facilitar o seu  acesso  pela
porta de trs. 

"Oi!" disse Hagrid indignado. "Solte ele! Solte o Harry!"

Lupin o ignorou.

"Qual criatura estava no canto de  minha  sala  quando  Harry  Potter  a
visitou pela primeira  vez  em  Hogwarts?"  ele  disse,  dando-lhe  umas
sacudidas. "Responda-me!"

"A - era um grindylow no tanque, no era?"

Lupin soltou Harry e caiu contra um armrio na cozinha.

"O que voc queria com isso?" berrou Hagrid

"Me desculpe, Harry, mas eu tinha que conferir," disse Lupin alarmado. "

"Precisamos ter cuidado. Voldemort sabia  que  voc  seria  transportado
hoje e as nicas pessoas que poderiam ter  contado  estavam  diretamente
ligadas ao plano. Voc  podia ser um impostor"

"Ento por que voc no conferiu se eu era eu mesmo?" perguntou  Hagrid,
ainda brigando com a porta.

"Porque voc  meio-gigante." Disse Lupin, olhando diretamente nos olhos
de Hagrid. "A Poo Polissuco no faria efeito em voc, pois s funciona
em humanos.".

"Ningum da Ordem diria a Voldemort que eu  estaria  sendo  transportado
esta noite," disse Harry. Esta idia era desprezvel para ele,  ele  no
acreditaria se soubesse  que algum da Ordem era um Comensal da Morte

 "Voldemort s me alcanou no final, ele no sabia qual deles eu era  no
incio, se ele soubesse do plano, saberia que eu era o que estava com  o
Hagrid desde o comeo".
  "Voldemort alcanou vocs?" disse Lupin aterrorizado.  "O  que  houve?
Como voc escapou?".

Harry explicou como os Comensais da Morte o reconheceram como verdadeiro
Harry, como  eles  abandonaram  a  perseguio,  e  como  eles  chamaram
Voldemort, que apareceu  pouco antes de ele e Hagrid chegarem a casa dos
pais de Tonks.

"Eles reconheceram voc? Mas como? O que voc fez?"

"Eu..." Harry tentou lembrar. Toda a jornada pareceu um borro de pnico
e confuso. "Eu vi Stan Shunpike... voc sabe, o cara que era o condutor
do Noitibus? E  eu tentei desarm-lo ao invs de... Bem, ele no sabia o
que ele estava fazendo, sabia? Ele devia estar sobre efeito da  maldio
Imperius!"

Lupin o observou. "Harry, a hora de desarmar passou! Essas pessoas esto
tentando te capturar e te matar! Ao menos faa-os ficarem  inconscientes
se no esta preparado  para matar!"

"Ns estvamos centenas de ps no ar! Stan no era ele mesmo, e caso  eu
o tivesse feito ficar inconsciente ele teria cado, e teria  morrido  da
mesma maneira que  se  eu  tivesse  usado  Avada  Kedavra!  Expelliarmus
salvou-me de Voldemort dois anos  atrs."  Harry  adicionou  desafiador,
Lupin o estava lembrando o aluno da Lufa-Lufa  Zacharias Smith,  o  qual
estava rindo de Harry por este querer ensinar a AD como desarmar.

"Sim, Harry" disse Lupin  com  compostura,  "  e  um  grande  nmero  de
Comensais da Morte testemunharam aquilo acontecendo! Perdoe  me,  mas  
uma coisa muito pouco usual,  sobre o caso de  morte  iminente.  Repetir
isso hoje na frente dos Comensais os quais  j  haviam  testemunhado  ou
ouvido falar sobre a primeira ocasio foi quase suicdio!""

"Ento voc acha que eu deveria ter matado Stan Shunpike"?  Disse  Harry
nervoso.

"Mas  claro que no," disse Lupin, " mas os Comensais  da  Morte  -  ou
melhor, a maioria das pessoas! - esperariam que voc atacasse de  volta!
Expelliarmus  uma magia  muito til, Harry, porm os Comensais  parecem
ter em mente que esta  sua marca registrada, e eu o alertaria para  no
deixar que isso acontea."

Lupin estava fazendo com que Harry se sentisse idiota, e ainda havia  um
gro de desafio dentro dele.

"Eu no vou acabar com pessoas s porque elas  ficam  no  meu  caminho."
Disse Harry. "Esse  o trabalho de Voldemort."

Lupin  pareceu  perdido  por  um  momento.  Finalmente,  tomou-se    por
satisfeito e se espremeu para  passar  pela  porta  entreaberta.  Hagrid
pegou uma cadeira, desajeitado,  e sentou-se; esta se desmoronou embaixo
dele. Ignorando sua mistura de maldio e desculpas, Harry se dirigiu  
Lupin novamente.

"Jorge ficar bem?"

Todas as frustraes de Lupin em relao  Harry pareceu se esvair com a
pergunta 

"Imagino que sim, no momento no h como recolocar sua orelha,  mas  ele
ficar bem...".

Havia um barulho no lado de fora, Lupin saiu pela  porta,  Harry  saltou
por cima das pernas de Hagrid, e correu  a  toda  a  velocidade  para  o
jardim.

Duas figuras apareceram no jardim, e enquanto Harry  corria  em  direo
deles, percebeu que eles eram Hermione,  agora  retornando  para  a  sua
aparncia normal, e  Quim,    ambos  com  expresso  cansadas,  e  ento
Hermione lanou-se nos braos de Harry,  mas  Quim  no  mostrou  nenhum
prazer em relao  aparncia de nenhum deles. Por cima  dos  ombros  de
Hermione, Harry o viu levantar sua mo  e  apont-la  para  o  peito  de
Lupin.


"As ltimas palavras que Alvo Dumbledore falou ainda pairam sobre  ns."
"Harry  a maior esperana que ns temos,  devemos  cofiar  nele"  disse
Lupin calmamente. Quim  apontou  sua  varinha  rapidamente  para  Harry,
fazendo o garoto se sobressaltar.  Lupin  interrompeu.  "  ele,  eu  j
conferi!"

"Certo, certo" disse Quim enquanto guardava sua varinha no bolso interno
de suas vestes. "Mas algum nos traiu!  Eles  sabiam,  eles  sabiam  que
seria essa noite...".

" o que parece," replicou Lupin. "mas  aparentemente  eles  no  sabiam
sobre os Sete Harrys...".

"Isso no  grande consolo." retorquiu Quim. "Quem mais voltou?"

"Somente Harry, Hagrid, Jorge e eu." Hermione tinha um pequeno  arranho
nas costas de sua mo.

"O que houve com vocs?" perguntou Lupin se dirigindo  Quim.

"Fomos seguidos por cinco, consegui ferir dois deles, e tive de matar um
outro," respondeu Quim,  "e  ns  vimos  Voc-Sabe-Quem  tambm,  ns  o
perseguimos, mas ele conseguiu  escapar rapidamente. Remo, ele    capaz
de...".

"Voar" completou Harry. "Eu o  vi  tambm,  ele  veio  atrs  de  mim  e
Hagrid".

"Mas por que ele parou de te seguir?!" exclamou  Quim  "Eu  no  consigo
entender porque ele fugiu. O que o fez mudar de direo?".

"Harry viu uma pequena parte do rosto de  Stan  Shunpike"  disse  Lupin.
"Stan?" repetiu Hermione confusa. "Pensei que  ele  estivesse  preso  em
Azkaban, no?"

Quim soltou um melanclico sorriso.

"Hermione,  bvio que ele fugiu de Azkaban, com a queda do Ministro. Eu
o procuraria na Travessa do Tranco, se quer saber. Mas, Remo, o que est
acontecendo com  voc? Onde est o Jorge?".

"Ele perdeu uma orelha..." respondeu Lupin, sua voz falhando.

"Perdeu uma...?" disse Hermione com a voz embargada.

"Obra do Snape!" sussurrou Lupin lentamente.

"Snape?" engasgou-se Harry. "No pode ser...".

"Ele perdeu sua capa, durante a perseguio. Sectumsempra foi sempre uma
especialidade do Snape. Eu desejaria poder falar  que  me  vinguei,  mas
tudo o que eu pude  fazer foi manter Jorge na vassoura  depois  que  ele
foi ferido, ele estava perdendo muito sangue."

Todos ficaram em um silncio mtuo, contemplando o cu azul-marinho. No
havia nenhum movimento, no havia estrelas reluzentes, e a lua  nova  se
escondia por trs  de uma nuvem particularmente grande. Onde  estaria  o
Rony? Onde estaria Fred e o Sr.  Weasley?  Onde  estavam  Gui  e  Fleur?
Mundungo, Olho-Tonto e Tonks? Estariam todos  bem?

"Harry, nos d uma ajuda aqui!" Chamou Hagrid da porta onde  ele  acabou
entalando de novo.  Feliz por fazer algo, Harry o puxou, depois entraram
na cozinha e voltaram a sala de estar onde a Sra. Weasley e  Gina  ainda
continuavam olhando Jorge. A Sra Weasley  estava limpando  o  sangue,  e
pela lmpada Harry pode ver um buraco onde deveria  estar  a  orelha  de
Jorge.

"Como ele est?"

Sra Weasley olhou em volta e  disse  'No  posso  faz-la  crescer.  No
quando foi removida por Magia Negra..mas podia ser pior...pelo menos ele
est vivo!'

"..'".Disse Harry. 'Graas a Deus. '

Escutei mais algum no jardim?' Perguntou Gina.

"Hermione e Quim."

"Graas a Deus."  Gina  murmurou.  Eles  trocaram  olhares,  Harry  quis
abra-la, confort-la, ele nem se importava que a Sra Weasley estivesse
ali, mas antes que ele  seguisse impulso houve um grande 'crec' vindo da
cozinha. 

"Eu provarei que sou verdadeiro, Quim, depois de ver  meu  filho,  agora
saia da minha frente se voc souber o que  realmente bom pra voc!"

Harry nunca escutou Sr. Weasley falar daquele jeito. Ele entrou na  sala
de estar, sua cabea quase careca misturando-se com  suor.  Fred  estava
logo atrs dele, ambos  plidos mas sem machucados. 

"Arthur!'" exclamou Sra Weasely. 'Graas a Deus.'

"Como ele est?"

Sra. Weasley ficou de joelhos ao lado de Jorge. Pela primeira vez  desde
que Harry o conhecera, Fred parecia sem palavras.  Ele ficou boquiaberto
atrs do sof olhando o estado do gmeo, como se no quisesse  acreditar
no que estava vendo.  Talvez pelo som da chegada de Fred e Sr.  Weasley,
Jorge soltou um suspiro.

"Jorge, como se sente?" Murmurou Sra. Weasley. 

Os dedos de Jorge pararam num lado da cabea. 

"Como um anjo."

Qual o problema dele?" Perguntou Fred parecendo horrorizado.  "Perdeu  o
juzo?O crebro foi afetado?"

"Um anjo." Repetiu Jorge abrindo os olhos  e  olhando  para  seu  irmo.
'Veja bem, sou sangrado. Santo, Fred. Entendeu?'

Sra. Weasley prendeu a respirao mais do que nunca. O rosto de Fred  se
empalideceu ainda mais. 

"Pattico" Ele disse para Jorge. "Pattico! Com o mundo todo  preocupado
com a maldita orelha, voc diz sangrado?"

"Ah bem" Disse Jorge limpando a lagrima da me. "Voc  agora  vai  poder
nos diferenciar me."

Ele olhou em volta.

"Oi Harry. - Voc  Harry, certo?"

"Sim, sou." Respondeu Harry chegando perto do sof.

"Bem, pelo menos ns conseguimos trazer voc  salvo." Disse Jorge. "Por
que Rony e Gui no esto em volta da minha cama?"

"Eles ainda no voltaram, Jorge." Respondeu  Sra  Weasley.  Harry  olhou
para Gina e mencionou para ela o seguir at l fora. Enquanto  caminhava
pela cozinha ela falou em voz baixa. 

"Rony e Tonks devem voltar daqui a pouco. Eles no  tiveram  uma  viagem
longa, Tia Muriel no  muito longe daqui."

Harry no disse nada. Ele vinha tentando  afastar  seu  medo  desde  que
chegou  Toca, mas agora parecia completamente dominado por ele,  dentro
da sua pele, incomodando  a garganta  e  machucando  o  peito.  Enquanto
caminhavam pelo jardim, Gina pegou sua mo. 

Quim caminhava de um lado para o outro, olhando para o cu toda vez  que
se virava. Harry lembrou-se do Tio Valter passando pela sala de estar h
milhes de anos  atrs. Hagrid, Hermione e Lupin estavam em p  ombro  a
ombro, observando em silncio. Ningum olhou em  volta  quando  Harry  e
Gina juntaram ao silncio dos trs.

Os minutos passaram como se fossem anos. A brisa mais delicada fez  eles
sobressaltarem e virarem em direo ao vento ou a alguma  rvore  com  a
esperana de que algum  membro  da  Ordem  pudessem  aparecer  entre  as
folhas. E ento uma vassoura se materializou diretamente  sobre  eles  e
foram em direo ao cho.

"So eles!" Gritou Hermione.

Tonks aterrizou no cho, jogando terra e pedrinhas pra todos os lados. 

"Remo!" Gritou ela enquanto largava a vassoura e se jogava nos braos de
Lupin. O rosto de Lupin estava imvel branco.  Parecia  ser  incapaz  de
falar. Rony caminhava  em direo a Harry e Hermione. "Voc  esta  bem."
Ele murmurou, antes de Hermione de abra-lo com fora. 

"Pensei, pensei que..."

"Estou bem." Disse  Rony  dando  uma  tapinha  de  leve  nas  costas  de
Hermione.  "Estou timo."

"Rony foi muito bem." Disse Tonks amvel ainda abraada em  Lupin.  "Uma
maravilha. Acertou  um  comensal  bem  na  cabea  e  quando  voc  est
diretamente sob ataque em  cima de uma vassoura..."

"Mesmo?" Perguntou Hermione mirando Rony, ainda com seus braos em volta
do pescoo do ruivo.

"Sempre tem uma surpresa" ele disse quebrando a  tenso  "Ns  fomos  os
ltimos a voltar?"

"No" disse Gina "Gui e Fleur, Olho Tonto e Mundungo ainda no voltaram.
Eu vou avisar o papai e a mame que voc est bem, Rony..."

Ela correu para dentro da casa. 

"O que aconteceu?" perguntou Lupin gritando, como se estivesse bravo com
Tonks.
  "Belatriz" disse Tonks "Ela me queria tanto  quanto  quer  Harry.  Ela
tentou me matar. Eu desejei acert-la... Mas ns definitivamente ferimos
Rodolfo. Ento ns fomos  para a Tia Muriel de Rony, e perdemos a  chave
de portal e ela estava nos chingando..."

Um msculo estava pulsando no maxilar de Lupin. Ele se mexeu mas pareceu
incapaz de dizer qualquer coisa.

"Ento o que aconteceu a todos vocs?" Perguntou Tonks se  virando  para
Harry, Hermione e Quim.

Eles recontaram as histrias de  suas  prprias  jornadas,  mas  a  cada
momento que passava a  falta  de  Gui,  Fleur,  Olho-Tonto,  e  Mundungo
parecia esmag-los como gelo,  sua mordida gelada cada vez mais  difcil
de ignorar.

"Eu tenho que voltar para Downing Street, tinha que estar l a uma  hora
atrs," disse Quim finalmente, depois de uma ltima espiada no cu.  "Me
informem quando eles  voltarem".

Lupin suspirou. Como uma onda para os outros, Quim se foi pela escurido
em direo ao porto. Harry achou que ouviu  o  mais  nauseante    "pop"
quando Quim desaparatou diante dos terrenos da Toca.  O  Sr.  e  a  Sra.
Weasley desceram correndo os degraus de trs, Gina atrs deles. Os  dois
abraaram Ron antes de se virarem para Lupin e Tonks.

"Muito obrigado," disse a  Sra.  Weasley,  "pelos  nossos  filhos"  "No
precisa agradecer, Molly," disse Tonks.

"Como est o Jorge?" perguntou Lupin.

"O que h de errado com ele?" Rony completou.

"Ele perdeu..." Mas o final da frase de Sra Weasley foi interrompido por
um grito geral. Um testrlio apareceu  vista  e  pousou  alguns  passos
deles. Gui e Fleur deslizaram deles,  cansados, porm no feridos.

"Gui! Graas a Deus, graas  a  Deus..."  A  Sra.  Weasley  correu  para
abraar Gui Olhando em  direo  ao  seu  pai,  Gui  disse  "Olho  Tonto
morreu..." 

Ningum falou nada. Ningum se moveu.  Harry  sentiu  que  alguma  coisa
atrs estava caindo, caindo atravs da terra, o deixando para sempre. 

"Ns o vimos" disse Gui, Fleur assentiu,  ouviu-se  um  pedao  de  pano
rasgando, as luzes  da  cozinha  acenderam  "Aconteceu  depois  que  ns
quebramos o crculo, Olho Tonto  e Mundungo estavam perto da gente, eles
estavam indo para a direo norte tambm. Mundungo apavorou-se. Eu  ouvi
ele chorando, Olho Tonto tentou par-lo, mas ele  desapareceu. No havia
nada que  pudssemos  fazer.Ns  tnhamos  meia  dzia  deles  no  nosso
encalo" A voz de Gui falhou.

"Claro que vocs no podiam ter feito nada" disse Lupin.

Eles se levantaram olhando um ao outro. Harry no conseguia se conformar
com isso, Olho- Tonto morto, no poderia  ser...  Olho  Tonto,  era  to
resistente, to bravo,  um sobrevivente consumado...

Por ltimo teve a impresso de todos estavam alvoroados, embora ningum
dissesse isso, no havia mais o que esperar no jardim, e,  em  silncio,
seguiram Sr. e Sra.  Weasley para dentro da Toca, e, enraram na sala  de
estar, onde Fred e Jorge estavam rindo.

"O que est errado?" perguntou Jorge olhando para as suas  faces  quando
entraram." "O que aconteceu? Quem est..."

"Olho Tonto" disse o Sr. Weasley "Morto!"

Os gmeos ficaram em choque. Ningum parecia saber o  que  fazer.  Tonks
estava chorando silenciosamente. Ela tinha estado perto de  Olho  Tonto.
Harry sabia, ela era  a favorita dele e sua protegida no  Ministrio  da
Magia. Hagrid que tinha sentado  no  cho  num  canto  onde  havia  mais
espao, estava limpando os olhos com um leno  feito sob medida que mais
parecia uma toalha de mesa. 

Gui rodeou a mesa e pegou uma garrafa de Whisky com alguns copos. 

"Aqui." disse ele  entregando  12  copos  cheios  para  cada  um  deles,
elevando o dcimo terceiro ao alto "Ao Olho Tonto!"

"Ao Olho Tonto!" eles disseram e beberam. 

"Ao Olho Tonto" ecoou Hagrid, um pouco tarde, com um soluo.

O whisky de fogo queimou  a  garganta  de  Harry.  Pareceu  queimar  por
dentro,  amenizando  o  clima  e  dando  uma  sensao  de  irrealidade,
queimando-o como se sentisse coragem. 

"Ento Mundungo desapareceu?" disse Lupin, quem tinha esvaziado  o  copo
para pegar outro.

A atmosfera mudou pela primeira vez. Todos  olharam  tensos,  observando
Lupin, esperando que ele fosse adiante, ligeiramente  com  medo  do  que
pudessem ouvir.

"Eu sei o que voc est pensando" disse Gui "E eu quero saber tambm,  e
alguma maneira eles parecem estar esperando  por  ns,  no  esto?  Mas
Mundungo no pode ter  nos trado. Eles no  sabiam  que  seriamos  Sete
Harrys, o que os confundiu quando ns nos separamos, e no,  caso  de  se
esquecerem, foi Mundungo quem sugeriu um pouco  do plano.  Por  que  ele
no contaria o ponto principal? Eu acho que Mundungo entrou em pnico, 
to simples. Ele no queria vir em primeiro lugar, mas Olho Tonto    fez
ele vir, e Voc-Sabe-Quem estava no encalo deles.  o  suficiente  para
fazer as pessoas entrarem em pnico."

"Voc-Sabe-Quem atuou exatamente  como  Olho  Tonto  esperava"  guinchou
Tonks "Ele sempre disse que Voc-Sabe-Quem esperaria que  ele  estivesse
com o Harry verdadeiro.  O membro mais  resistente,  o  mais  hbil  dos
Aurores.  Ele  perseguiu  Olho  Tonto  primeiro,  como  quando  Mundungo
desapareceu, ele passou a perseguir Quim..." 

"Sim, e elessss estavaaaam todos muito bem" cortou Fleur,  "maaaas  isso
aindaaa  nnnnno  explica  como  eles  sabiammmm  que  ns   estvammmos
mmmudando o Arry hoje  nnnnoite,   exxxplica?  Algum  deve  terrrr  se
descuidado. Algum deixou escaparrrr a data parrrra algum de fora.   a
nica exxxplicao parrrra eles  saberrrrem  sobre  a  data,    mas  no
sobrrrre o plano inteirrrro." 

Ela brilhou em volta deles todos, mesmo com os cortes, seu  rosto  ainda
estava bonito, silenciosamente ningum ousou contradiz-la. O nico  som
que quebrou o silncio  foi o soluo de Hagrid atrs de seu leno. Harry
olhou de relance para Hagrid, que se tinha arriscado para salvar a  vida
de Harry - Hagrid que o amava - em quem  ele confiava, que uma vez tinha
dado a Voldemort uma informao crucial em troca de um ovo de drago... 

"No" disse Harry alto e todos olharam para ele, surpresos. O whisky  de
fogo parecia ter ampliado a  sua  voz.  "Eu  quero  dizer...  Se  algum
cometeu um erro e deixou  alguma coisa escapar,  eu  sei  que  eles  no
deixaram escapar porque queriam. No foi de  propsito."  Harry  repetiu
mais ruidosamente tanto quanto ele deveria ter falado   "Ns  temos  que
confiar uns nos outros. Eu confiei em todos vocs, e  eu  no  acho  que
algum nesta sala queria me entregar ao Voldemort."

Mais silncio seguiu suas palavras. Eles estavam olhando para ele, Harry
sentiu um pequeno calor novamente, e bebeu  mais  um  pouco  para  fazer
efeito. Enquanto bebia,  ele pensou em  Olho  Tonto,  Olho  Tonto  teria
dispensado a voluntariedade de  Dumbledore  para  confiar  nas  pessoas.
"Muito bem, Harry!" disse Fred inesperadamente. 

"Viva, orelha, orelha" disse Jorge olhando rpido para Fred, cujo  canto
da boca estava machucada.

Lupin estava ouvindo com uma expresso estranha quando  ele  olhou  para
Harry. Estava perto de sentir pena. 

"Voc acha que eu sou um tolo?" exigiu Harry.

"No, eu acho que voc se parece com o  Tiago"  disse  Lupin  "Eu  teria
esperado a mesma atitude dele, ele  teria  a  mesma  confiana  em  seus
amigos."

Harry sabia que Lupin estava se referindo a quando seu  pai  tinha  sido
trado por um amigo, Pedro Pettigrew. Ele se sentiu irritado. Ele queria
discutir, mas Lupin  tinha se afastado dele, e sentou com  seu  copo  do
outro lado da mesa, e tinha se dirigido  Gui "Existe trabalho a  fazer.
Eu posso perguntar ao Quim se..."

"No! Eu farei, eu irei!" disse Gui uma vez.
  "O corpo de Olho Tonto, ns precisamos recolh-lo!" disse Lupin.

"Podemos?" comeou o Sr. Weasley apelando para Gui. 

"Devemos esperar" disse Gui "A no ser que os comensais j tenham pego!"

Ningum falou, Lupin e Gui disseram adeus e saram. 

O resto deles deixaram-se cair nas cadeiras, exceto Harry que  j  tinha
levantado. De repente a morte era uma presena iminente.

 "Eu tenho que ir tambm." disse Harry.

Dez pares de olhos viraram para ele.

"No seja teimoso, Harry."  disse  a  Sra.  Weasley  "Sobre  o  que  ns
estvamos falando?"

"Eu no posso ficar aqui." Ele esfregou a cicatriz,  estava  ardendo  de
novo, como acontecera no ano anterior. "Vocs esto em  perigo  enquanto
eu estiver aqui. Eu  no quero..."

"NO SEJA TOLO!" disse a Sra. Weasley, "Tudo essa noite foi  feito  para
traz-lo aqui a salvo, e Graas a Deus funcionou! Essa noite  voc  est
seguro aqui. E a Fleur  concordou em fazer o casamento aqui,  melhor  do
que na Frana. Ns arranjamos tudo, ento ns podemos ficar juntos e..."

Ele no entendia, ela estava fazendo ele se sentir pior, no melhor.

"Se Voldemort me procurar, eu estarei aqui..."

"Existem dezenas de lugares que voc poderia estar agora, Harry!"  disse
a Sra. Weasley "No existe jeito de saber qual casa voc est."

"Eu no estou preocupado comigo,  estou  preocupado  com  vocs."  disse
Harry.  "Ns sabemos." disse a Sra. Weasley inquieta.  "Mas  se  voc  o
fizer teremos que nos arriscar igual essa noite."

"Ele no vai a lugar algum" rosnou Hagrid "Depois de tudo o que  fizemos
voc quer sair daqui?"

", e a minha orelha sangrando?" disse Jorge.

"Eu sei que..."

"Olho Tonto no iria querer..."

"EU SEI!" berrou Harry.

Ele se sentiu incompreendido e incomunicvel: Eles pensam  que  ele  no
sabia o que tinham feito por ele, no entendem que essa era precisamente
a razo dele querer  ir agora, antes que eles  sofram  mais  do  que  j
tinham sofrido? Havia  um  silncio  inbil,  na  qual  a  sua  cicatriz
continuou a arder, como da ltima  vez  que  foi  quebrado    pela  Sra.
Weasley. 

Onde est Edwiges, Harry? - ela perguntou - Ns  podemos  coloc-la  com
Pitchinho e damos a elas o que comer.

Ele no poderia contar a ela a verdade. Ele  tinha  bebido  o  resto  do
Whisky de Fogo para evitar responder a essa pergunta.

"Espere at sairmos de novo,  Harry"  disse  Hagrid  "Escapou  dele  bem
quando ele estava no pice da luta"

"No era eu" disse Harry rapidamente "Era minha varinha.  Minha  varinha
agiu por contra prpria!"

Depois de  alguns  minutos,  Hermione  disse  gentilmente  "Mas  isso  
impossvel, Harry. Voc quer dizer que voc fez mgica sem querer.  Voc
deve t-la alcanado instintivamente.  "

"No." disse Harry "A moto estava caindo. Eu no conseguia te falar onde
Voldemort estava, mas minha varinha girou na minha mo,  o  encontrou  e
disparou um feitio  nele, e na mesma hora eu reconheci.  Eu  nunca  fiz
aparecer uma chama dourada antes."

"Frequentemente" disse o Sr. Weasley "Quando voc exerce presso  sob  a
situao voc pode produzir feitios que nunca sonhou. Algumas  crianas
o fazem frequentemente,  mesmo antes de serem treinadas..."

"Mas no foi assim" disse Harry gritando atravs dos dentes. A  cicatriz
dele estava queimando. Ele estava furioso e frustado: odiava a idia  de
que eles estavam  imaginando que Harry pudesse ter  poderes  iguais  aos
que Voldemort tem.

Ningum disse nada. Ele sabia que ningum  acreditava  nele.  Agora  ele
vinha pensando nisso, ele  nunca  tinha  ouvido  falar  de  varinha  que
produzia feitios  por  conta    prpria.  A  cicatriz  dele  continuava
ardendo, ele no poderia gemer alto. Deu a desculpa que queria tomar  ar
fresco e deixou a sala. Quando ele cruzou  o  jardim  escuro,  o  grande
testrlio esqueltico fechou as asas de morcego e  recomeou  a  pastar,
Harry parou na porta olhando fixamente  para  fora    olhando  o  jardim
excessivamente grande, ele esfregou sua cicatriz pensando em Dumbledore.
Dumbledore acreditaria nele, ele sabia disso. Dumbledore teria dito como
e porqu a  varinha  de  Harry  tinha  agido  independentemente,  porque
Dumbledore sempre tinha  as respostas, ele sabia  tudo  sobre  varinhas,
tinha explicado a Harry a grande conexo existente entre a varinha  dele
e de Voldemort... Mas Dumbledore, como Olho  Tonto, Sirius  Black,  como
pais dele, como sua coruja, todos  tinham  ido  para  onde  Harry  nunca
poderia falar com eles novamente. Ele sentia a garganta doer e no tinha
nada a ver com Whisky de Fogo. Ento, do nada, a dor  da  cicatriz  dele
piorou, embrenhado na cicatriz, ele fechou os olhos, escutando  uma  voz
em sua cabea.

"Voc me contou que o problema seria resolvido usando outras varinhas!"

E teve uma  viso  na  mente  de  um  velho  homem  mentindo,  gritando,
terrvel, prolongado pelos gritos, um grito de agonia... "No,  no,  eu
imploro a voc, no..."

"Voc mentiu para Voldemort, Olivaras."

"Eu no... Eu juro que no..."

"Voc procurou ajudar o Potter, ajudou-o a escapar!"

"Eu juro que no... Eu sei a diferena de  uma  varinha  quando  deveria
funcionar!"

"Explique, ento o que aconteceu. A varinha de Lcio est destruda!"

"Eu no entendo... A conexo... Existe apenas... Entre duas  varinhas...
"

"Mentira."

"Eu imploro..."

E Harry viu a mo branca  aumentando  para  pegar  a  varinha  e  sentiu
Voldemort arder de raiva, viu a frgil mo do homem no  cho,  contorcia
em agonia...

"Harry?"

Acabou to rapidamente quanto veio. Harry levantou na escurido,  o  seu
corao disparado, a cicatriz ainda doa. Estava vendo dificis momentos
antes de Rony e  Hermione    aparecerem.    "Harry,  volte  para  casa."
Hermione chamou "Voc no est pensando em nos deixar,  no  ?"  ""Voc
tem que ficar aqui." disse Rony batendo em suas costas.

"T tudo bem?" perguntou Hermione, perto o  suficiente  olhando  para  a
face de Harry "Voc parece terrvel!"

"Bem," disse Harry "eu provavelmente pareo melhor do que Olivaras..."

Quando ele terminou de contar o que tinha visto, Rony olhou normal,  mas
Hermione parecia assustada.

"Mas isso tinha que ter parado! Sua cicatriz - no devia  estar  fazendo
isso mais.  Voc no deve fazer conexo com ele  de  novo  -  Dumbledore
queria que voc fechasse sua mente!."

Enquanto ele no tinha resposta, ela prendeu o abrao dele.

"Harry, ele est penetrando no Ministrio e no jornal  e  na  metade  do
Mundo Bruxo! No deixe que ele entre em sua mente tambm!"

Crditos: Traduo:Marcosmva Reviso: Anja Marotta 

Captulo 06 - O Vampiro de Pijama O choque causado pela  perda  de  Olho
Tonto abateu a casa nos dias seguintes; Harry continuava esperando v-lo
entrar pela porta de trs como os outros membros da  Ordem, que entravam
e saiam para trazer  notcias.  Harry  sentia  que  nada  alm  de  ao
acalmaria aquele sentimento de culpa e dor e  ele  deveria  iniciar  sua
misso  de encontrar e destruir os Horcruxes  o  mais  rpido  possvel.
"Bem, ns no podemos fazer nada a respeito  dos-"  Rony  mexeu  a  boca
formando a palavra Horcruxes "at que voc tenha 17 anos. Voc ainda tem
o Rastreio sobre voc.  E ns podemos planejar  aqui  como  em  qualquer
outro lugar, no podemos? Ou," ele diminui sua  voz  at  sussurrar  "ou
voc pensa que j sabe onde os Voc-sabe-o-que    esto?"  "No,"  Harry
adimitiu. "Eu acho que a Hermione esteve fazendo um pouco  de  pesquisa"
Disse Rony "Ela disse que estava guardando-a para quando  voc  chegasse
aqui." Eles estavam sentados na mesa do caf da manh; o Sr.  Weasley  e
Gui tinham acabado de sair para o trabalho. A Sra. Weasley tinha  subido
as escadas para acordar Herminone  e  Gina,  enquanto  Fleur  tinha  ido
tomar um banho. "O Rastreio vai ser quebrado no dia 31", disse Harry, "o
que significa que eu s preciso ficar aqui mais quatro dias.  Depois  eu
posso--" "Cinco dias" Rony o corrigiu com firmeza. "Ns temos que  ficar
para o casamento. Elas vo nos matar se ns no formos." Harry  entendeu
"elas" como sendo Fleur e a Sra Weasley. " s  um  dia  a  mais"  disse
Rony, quando Harry pareceu se revoltar. "Elas no percebem  o  quanto  
importante--?" "Claro que no." Disse Rony. "Elas no tm nem  idia.  E
j que voc mencionou , quero  conversar  com  voc  sobre  isso."  Rony
lanou um olhar ao corredor, atravs da porta, para conferir se  a  Sra.
Weasley ainda no estava voltando, e  inclinou-se  para  mais  perto  de
Harry. "A mame est tentando tirar isso de mim e da Hermione.  Mas  ns
no estamos dispostos a contar. Ento, ela vai tentar descobrir de  voc
agora, por isso prepare-se.  O papai e o Lupin  tambm  j  perguntaram,
mas quando ns dissemos que Dumbledore te disse  para  no  contar  para
ningum alm de ns, eles  desistiram.  Mas  a  mame  no.    Ela  est
determinada em descobrir." A premonio de Rony tornou-se verdadeira  em
horas. Um pouco antes do jantar, a Sra. Weasley separou Harry dos outros
pedindo-o para ajud-la a identificar uma meia    masculina  a  que  ela
pensou ter vindo da sua mochila. Uma vez que  ela  o  tinha  curvado  na
minscula copa, fora da cozinha, ela comeou. "Rony e  Hermione  parecem
pensar que vocs trs esto abandonando Hogwarts" comeou ela,  num  tom
leve e casual. "Oh," disse Harry "Bem, . Ns estamos sim." A mquina de
lavar roupas se mexeu sozinha, torcendo o que parecia ser uma das vestes
do Sr. Weasley. "Posso perguntar porque  vocs  esto  abandonando  seus
estudos?" Disse a Sra. Weasley. "Bem,  Dumbledore  me  deixou...  coisas
para fazer." Murmurou Harry. "Rony e Hermione sabem sobre elas,  e  eles
querem vir tambm." "Que tipo de 'coisa'?" "Me desculpe, eu no  posso-"
"Bem, francamente, acho que eu e Arthur temos o direito de saber,  e  eu
tenho certeza que o Sr. e a Sra. Granger  concordariam!"  disse  a  Sra.
Weasley. Harry esteve  com medo daquele "ataque  de  pais  preocupados".
Ele forou-se a olhar diretamente  dentro  dos  olhos  dela,  percebendo
assim que o fez que eles eram do mesmo tom castanho  que os de  Gina.  E
isso no ajudou. "Dumbledore no queria que mais ningum soubesse,  Sra.
Weasley. Eu sinto muito, Rony e Herminone no precisam  vir,    escolha
deles--" "Eu no entendo por que voc tem que ir tambm!" ela  insistiu,
desistindo de todas as pretenses agora. "Voc  muito jovem, tem  muito
pela frente! No faz sentido,  se  Dumbledore  tivesse  trabalho  a  ser
feito, ele tinha toda a Ordem ao seu comando!  Harry,  voc  deve  t-lo
entendido mal. Provavelmente ele estava falando de alguma  coisa que ele
gostaria de ter feito, e voc achou que ele queria dizer que voc--" "Eu
no entendi mal" disse Hary. "Era pra mim." Ele entregou de volta a  ela
a meia que supostamente ele  foi  identificar,  que  era  estampada  com
juncos dourados. "E no  minha, eu no suporto  o  Puddlemere  United."
"Oh, claro que no."  disse  Sra.  Weasley  com  repentina  e  um  tanto
enfraquecedora volta ao seu tom de voz normal.  "Eu  devia  saber.  Bem,
Harry, enquanto voc continuar  aqui conosco, voc  no  se  importa  em
ajudar nos preparativos do casamento de Gui e Fleur,  no  ?  Ainda  h
muita coisa pra fazer." "No - eu -    claro  que  no."  disse  Harry,
desconcertado pela rpida mudana de assunto. "  muito  gentil  da  sua
parte" respondeu ela, e sorriu saindo da copa.  A  partir  da,  a  Sra.
Weasley manteve Harry, Rony e Hermione to ocupados com os  preparativos
para o casamento que eles mal tinham tempo pra  pensar.  A  mais  gentil
explicao para esse comportamento teria sido que a Sra. Weasley  queria
distra-los para no pensarem em  olho  tonto  e  o  terror  da  recente
jornada. Depois de dois  dias sem parar de limpar talheres,  enfeites  e
flores do jardim, desgnomizar o jardim  e  ajudando  a  Sra.  Weasley  a
cozinhar vrias fornadas de canaps, contudo, Harry  comeou a suspeitar
de outro motivo. Todos os trabalhos que ela os deu pareciam deixar  ele,
Rony e Hermione longe  um  do  outro;  ele  no  tinha  tido  chance  de
conversar  sozinho com os dois desde a primeira noite, quando ele  havia
contado a eles sobre a tortura de Voldemort ao Sr.  Olivaras.  "Eu  acho
que a mame acha que deixando vocs separados pode parar com os  planos,
que vai ser capaz de adiar sua partida."  Gina  disse  a  Harry  em  voz
baixa, enquanto  arrumavam a mesa para o jantar na terceira noite de sua
estadia l. "E ento o que ela acha que vai acontecer?" Harry sussurrou.
"Algum mais pode matar Voldemort enquanto ela est nos  segurando  aqui
fazendo cata-ventos dourados?" Ele falou sem pensar, e viu  o  rosto  de
Gina empalidecer. "Ento  verdade?" ela disse "  isso  que  voc  est
tentando fazer?" "Eu - no - eu estava brincando." disse Harry  evasivo.
Eles fixaram o olhar um no outro, e havia alguma coisa a mais do  que  a
expresso de choque de Gina. Subitamente Harry  veio  prevenido  de  que
essa era a primeira vez  que ficava sozinho com ela desde aquelas  horas
no canto separado dos terrenos de Hogwarts. Ele tinha certeza de que ela
estava relembrando-os tambm. Ambos deram  um pulo  quando  a  porta  se
abriu,  e  Sra.  Weasley,  Kingsley  e  Gui  entraram.   Eles    estavam
freqentemente junto com outro membro da Ordem para  jantar  agora,  por
que  a  Toca  substituiu  o  nmero  12  no  Largo  Grimmauld  como    o
quartel-general.  Sra.    Weasley  explicou  que  depois  da  morte   de
Dumbledore, o Guardio  do  Segredo,  cada  uma  das  pessoas  pra  quem
Dumbledore confidenciou a localizao do Largo Grimmauld,  se tornou  um
guardio do segredo. "E como h cerca de vinte de ns, era bom dissolver
o poder do Feitio Fidelius. Vinte vezes so muitas  oportunidades  para
os Comensais da Morte conseguirem o segredo  de algum. Ns no  podemos
esperar que isso acontea para  fazer  alguma  coisa."  "Mas  certamente
Snape contaria aos Comensais da Morte o endereo  agora?"  falou  Harry.
"Bem, Olho-Tonto colocou um par de maldies contra Snape pro caso  dele
voltar l novamente. Esperamos que ambas sejam fortes  o  bastante  para
deix-lo fora de l  e segurar sua lngua se ele tentar  falar  sobre  o
lugar, mas no podemos ter certeza. Teria que estar insano pra continuar
usando como quartel-general  agora  que  sua    proteo  tornou-se  to
vacilante." A cozinha estava to cheia esta noite  que  era  difcil  de
manejar garfos e facas. Harry encontrou-se abarrotado ao lado  de  Gina;
as coisas no ditas que tinham acabado   de  passar  entre  eles  o  fez
desejar que estivessem separados por  um  pouco  mais  de  pessoas.  Ele
estava tentando to duramente evitar tocar seu  brao  que  no  poderia
simplesmente cortar seu  frango.  "Nenhuma  noticia  sobre  Olho-Tonto?"
Harry  perguntou  a  Gui.  "Nada."  respondeu  Gui.  Eles  no   estavam
habilitados a celebrar um funeral para Moody, por que Gui e Lupin haviam
falhado em recuperar o corpo dele. Estava difcil  para  descobrir  onde
ele  poderia ter cado, dado a escurido e a  confuso  da  batalha.  "O
Profeta Dirio no falou uma palavra sobre sua morte ou sobre a busca do
corpo." disse Gui. "Mas isso no  significa  muito.  Ele  est  bastante
quito por esses dias." "E eles ainda no convocaram  uma  audio  sobre
toda a magia por menor de idade que eu usei escapando dos  Comensais  da
Morte?" Harry falou olhando para o Sr. Weasley,  que negou com a cabea.
"Por que eles sabem que eu no tenho escolha ou por que eles no  querem
que eu conte ao mundo que Voldemort me  atacou?"  "O  ltimo,  eu  acho.
Scrimgeour no quer admitir que Voc-Sabe-Quem    to  poderoso  quanto
ele, no depois que Azkaban viu uma fuga em massa." ", por  que  contar
ao povo a verdade?" disse Harry, agarrando sua faca to apertado que ela
caiu na cicatriz atrs da sua mo direita, escrita  contra  a  pele:  Eu
no devo contar mentiras. "No tem ningum no Ministrio preparado  para
subtitu-lo?" perguntou Rony nervoso. " claro,  Rony,  mas  as  pessoas
esto amedrontadas" respondeu Sr. Weasley. "amedrontadas que elas  sejam
as prximas a desaparecer, seus filhos os prximos a  serem    atacados!
Existem rumores estranhos rondando; eu no acredito que a professora  de
Estudo dos Trouxas demitiu-se de Hogwarts. Ela no  vista  h  semanas.
Enquanto  isso Scrimgeour permanece calado no seu escritrio  todo  dia;
eu s espero que esteja trabalhando em um plano."  Houve  uma  pausa  na
qual a Sra. Weasley magicamente empilhou os pratos  e  serviu  torta  de
ma. "Ns temos que decidir come voc vai ser disfarrado, Arry", disse
Fleur, uma vez que todos tinham pudim. "Parra  o  casamento."  adicionou
ela, quando ele a olhou  confuso. "Clarro, nenhum de  nossos  convidados
so Comensais da Morte, mas ns no podemos garrantir que eles no  iro
deixar 'escapar' alguma coisa depois de terrem    tomado  champagne."  A
partir da, Harry deduziu que ela estava suspeitando  de  Hagrid.  "Sim,
bem lembrado." disse Sra. Weasley da ponta da mesa,  onde  ela,  com  os
culos na ponta do seu nariz, examinava uma imensa  lista  de  trabalhos
que ela tinha rabiscado  em um pedao de pergaminho muito longo. "Agora,
Rony, voc j limpou seu quarto?" "Por que?" exclamou Rony  batendo  sua
colher na mesa e fixando os olhos em sua me "Por que o meu quarto  deve
ser arrumado? Eu e o Harry estamos nos sentindo bem  com ele  assim!"  "
Ns estaremos celebrando o casamento do seu irmo aqui em  poucos  dias,
jovenzinho-"  "E  eles  vo  casar  no  meu  quarto?"  perguntou    Rony
furiosamente "No! Por isso que em nome  de  Merlin  deixe-"  "No  fale
desse jeito com a sua me!" disse o Sr. Weasley firmemente "E faa o que
ela falou!" Rony zangado com seus pais, pegou a colher e atacou a  torta
de ma. "Eu posso ajudar, algo dessa baguna  meu" Harry disse a Rony,
mas a Sra. Weasley o cortou. "No, Harry, querido! Ser melhor  se  voc
ajudar Arthur com as galinhas, e Hermione,  eu  ficaria  grata  se  voc
mudasse os lenis de Monsieur e Madame Delacour, voc   sabe  que  eles
esto chegando amanh s onze horas da manh." Quando Harry seguiu  para
fora, havia pouco para fazer com as galinhas.  "No    necessrio,  er,
dizer isso para Molly", o Sr. Weasley disse para Harry, bloqueando   seu
acesso at o galinheiro, "mas, er, Ted Tonks me mandou quase tudo o  que
sobrou da moto do Sirius e,  er,  eu  estou  escondendo  -  quer  dizer,
guardando  -  os  pedaos    l.  Coisas  fantsticas:  h  um  cano  de
escapamento, eu acho que o nome  esse, a mais magnfica bateria, e ser
uma grande oportunidade de descobrir como  os  freios    funcionam.  Vou
tentar colocar tudo junto novamente quando a Molly  no  -  quer  dizer,
quando eu tiver tempo." Quando eles  retornaram  para  a  casa,  a  Sra.
Weasley no estava em nenhum lugar a vista, ento Harry correu escadaria
acima para o quarto de Ron. "Estou arrumando, estou  arrumando-!  ah,  
voc", disse Ron aliviado, assim que Harry entrou no quarto. Ron  deitou
na cama, de onde ele tinha,  evidentemente,  acabado    de  levantar.  O
quarto estava to bagunado quanto havia estado toda a semana;  a  nica
mudana  que Hermione estava agora sentada no  canto  mais  longe,  seu
gato fofo  e cor de gengibre,  Bichento  a  seus  ps,  olhando  livros,
alguns deles os quais  Harry  reconheceu  como  dele,  em  duas  enormes
pilhas. "Oi Harry," disse ela, enquanto ele sentou em sua cama. "E  como
voc fez pra se livrar?" "Oh, a me do Ron esqueceu que ela tinha pedido
pra Gina e eu pra mudarmos os lenis ontem", disse Hermione. Ela  jogou
Numerologia e Gramtica em uma pilha e A  ascenso e a queda  das  Artes
das Trevas em outra. "Ns estvamos falando sobre Olho-Tonto," Ron disse
a Harry. "Eu acredito que ele tenha sobrevivido." "Mas Gui o  viu  sendo
atingido pela Maldio da Morte," disse  Harry.  "Sim,  mas  Gui  estava
sendo atacado tambm," disse Ron. "Como ele  pode  ter  certeza  do  que
viu?" "Mesmo se a Maldio da Morte no o acertou, Olho-Tonto ainda caiu
de muitos metros de altura", disse Hermione, agora  folheando  Times  de
Quadribol da Inglaterra  e Irlanda em sua mo. "Ele poderia ter usado um
feitio de Escudo-" "Fleur disse que a varinha dele vou da  mo  dele,"
disse Harry. "Bom, tudo bem, se voc quer que ele esteja  morto,"  disse
Ron grunhinho, colocando seu travesseiro de uma forma mais  confortvel.
"Claro que no queremos que ele esteja morto!" disse Hermione, parecendo
chocada. " pssimo que ele esteja morto! Mas estamos sendo  realistas".
Pela primeira vez, Harry imaginou o corpo de Olho-Tonto, quebrado como o
de Dumbledore, ainda com aquele olho girando sobre seu apoio. Ele sentiu
uma facada de repulsa  misturada com uma vontade  bizarra  de  rir.  "Os
Comensais da Morte provavelmente se organizaram para no deixar  pistas,
 por isso que ningum o  achou,"  disse  Ron  pensativo.  "Sim",  disse
Harry, "Como quando Bart Crouch se transformou em um osso e se enterrou
no jardim da frente do Hagrid. Eles provavelmente transfiguraram Moody e
o  empalharam-" "No!" gritou Hermione. Espantado, Harry olhou em  tempo
de v-la cair em lgrimas sobre sua cpia do Dicionrio de Feitios. "Oh
no," disse Harry, lutando pra levantar da velha cama, "Hermione, eu no
estava  querendo  chatear-"  Mas,  com  um  grande  rangido   de    cama
enferrujada, Ron pulou imediatamente da cama  e  chegou  antes.  Com  um
brao em volta de Hermione, ele procurou  no  bolso  do  seu  jeans    e
retirou algo que parecia um guardanapo amassado que ele havia usado para
limpar o forno mais cedo. Rapidamente retirando sua varinha, ele apontou
para o pano e  disse, "Tergeo." A varinha aspirou a maioria da  sujeira.
Parecendo mais satisfeito com ele mesmo, Ron passou  o  guardanapo  para
Hermione. "Oh... obrigada Ron... me desculpe..." Ela  assoou o  nariz  e
soluou. " to ho-horrvel, no?  L-Logo  depois  de  Dumbledore...  Eu
ap-apenas nunca imaginei Olho-Tonto morrendo,  de  alguma  maneira,  ele
parecia    to  forte!"  "Sim,  eu  sei,"  disse  Ron,   dando-lhe    um
apertozinho. "Mas voc sabe o que ele nos diria se ele estivesse aqui?"
"V-Vigilncia constante." disse Hermione, esfregando seus  olhos.  "Isso
mesmo," disse Ron, confirmando. "Ele nos diria para aprender com  o  que
aconteceu com ele. E o que eu aprendi  a no confiar naquele  pequenino
covardezinho,  Mundungo." Hermione deu uma gargalhada e seguiu em frente
para pegar mais dois livros. Um segundo depois que Ron tirou o brao dos
ombros dela, ela deixou cair O Livro Monstruoso  dos Monstros em seu p.
O livro se libertou do cinto que o prendia e abocanhou apetitosamente  o
calcanhar de  Ron.  "Desculpe-me,  desculpe-me!",  Hermione  choramingou
enquanto  Harry  tirava  o  livro  da  perna  de  Ron  e  o  reamarrava,
fechando-o.

"A propsito, o que voc est fazendo  com  todos  esses  livros?"  Rony
perguntou, mancando de volta para a cama dele.  "Estou  apenas  tentando
decidir  quais  livros  levaremos  conosco",  disse  Hermione.   "Quando
estivermos procurando pelos Horcruxes." "Oh, claro," disse Ron, dando um
tapa em sua prpria testa. "Eu esqueci que iremos caar o  Voldemort  em
uma  biblioteca  mvel."  "Ha  ha,"  disse  Hermione,  olhando  para   o
Dicionrio de Feitios, "Eu imagino... ser  que  precisaremos  traduzir
runas?  possvel... Acho melhor levarmos esse, para    ter  segurana."
Ela deixou cair o dicionrio na maior das duas pilhas e pegou  Hogwarts,
uma histria. "Ouam," disse Harry. Ele sentou-se ereto. Ron e  Hermione
olharam para ele com uma mistura de resignao e desafio.  "Eu  sei  que
vocs disseram depois do funeral de Dumbledore que  vocs  gostariam  de
vir comigo," Harry comeou. "L vem  ele,"  Rony  disse  para  Hermione,
virando os olhos. "Quer saber, eu  acho  que  vou  levar  Hogwarts,  uma
histria. Mesmo que no voltemos para l. Eu no acho  que  me  sentiria
bem se eu no o tivesse comigo -" "Ouam!", disse Harry novamente. "No,
Harry, voc vai ouvir," disse Hermione. "Ns vamos com  voc.  Isso  foi
decidido meses atrs - anos, na verdade." "Mas-" "Cale a  boca,"  Ron  o
advertiu. "-vocs tem certeza que pensaram sobre tudo?" Harry  insistiu.
"Vamos ver," disse Hermione, arremessando Viagens com Trasgos  na  pilha
de descartes com um olhar ameaador. " Eu estive empacotando livros  por
dias, ento estamos  prontos para sair no momento imediato  de  qualquer
notcia, que para sua informao incluiu fazer algumas mgicas realmente
complicadas, pra no mencionar, contrabandear  todo o estoque  de  Poo
Polissuco de Olho-Tonto bem debaixo do nariz da me de Rony." "Eu tambm
modifiquei a memria de meus pais para que  eles  se  convenam  de  que
realmente se chamam Wendell e Mnica Wilkins, e que a  ambio  de  suas
vidas  mudar  para a Austrlia, o que eles fizeram agora. Isso  tudo  
para tornar mais difcil para Voldemort segu-los e interrog-los  sobre
mim - ou voc, porque infelizmente,  eu contei a  eles  um  pouco  sobre
voc." "Assumindo que eu sobreviva  nossa caada  pelos  Horcruxes,  eu
procurarei Mame e Papai  e  vou  retirar  o  encantamento.  Se  eu  no
sobreviver - bem, eu acho que lancei  um encantamento bom  o  suficiente
para mant-los seguros e felizes. Wendell e Mnica Wilkins no sabem que
eles tm uma filha, entendeu?" Os olhos de Hermione estavam  mergulhados
em lgrimas novamente. Rony pulou da cama, colocou seu  brao  em  volta
dela mais  uma  vez,  e  franziu  a  testa  para  Harry,  como    que  o
repreendendo pela falta de tato. Harry no conseguiu pensar em nada  pra
dizer, pelo fato de ser altamente  no-usual  da  parte  de  Rony  estar
ensinando algum  a lidar com tato. "Eu - Hermione, sinto muito - eu no
-". "Voc percebe que  Rony  e  eu  sabemos  perfeitamente  o  que  pode
acontecer se formos com voc? Bom, ns  sabemos.  Rony,  mostre  para  o
Harry o  que  voc  fez."  "No,  ele  acabou  de  comer,"  disse  Rony.
"Continue, ele precisa saber!" "Oh,  t  bom.  Harry,  venha  c."  Pela
segunda vez Rony retirou seu brao de  volta  de  Hermione  e  rumou  em
direo a porta. "Venha." "Porqu?" Harry perguntou, seguindo Rony  para
fora do  quarto  pelo  estreito  corredor.  Descendium,  murmurou  Rony,
apontando sua varinha para o teto baixo. Um  alapo  abriu  sobre  suas
cabeas e uma escada  escorregou  para  baixo,  at  seus  ps.  Um  som
horrvel,  som  de  fungado,  meio  gemido  saiu  do  buraco   quadrado,
juntamente com um desagradvel cheiro de esgoto aberto. " seu  vampiro,
no ?" perguntou  Harry,  que  na  verdade  nunca  havia  encontrado  a
criatura que algumas vezes aparecia a noite  silenciosamente.  "Sim  ,"
disse Rony, subindo a escada. "Venha e d uma olhada nele." Harry seguiu
Rony pelos poucos e curtos degraus at o estreito sto.  Sua  cabea  e
ombros estavam no cmodo antes dele ter viso da  criatura  enroscada  a
poucos metros  dele, quase adormecido na escurido com sua  grande  boca
totalmente aberta. "Mas ele... ele parece... normalmente  vampiros  usam
pijamas?" "No," disse  Rony.  "Eles  tambm  no  costumam  ter  cabelo
vermelho ou aquela quantidade de pstulas." Harry contemplou a criatura,
levemente revoltada. Era humana em forma e  tamanho,  e  estava  usando,
agora que os olhos de Harry estavam acostumados  escurido, o  que  era
claramente um velho  pijama  de  Rony.  Ele  tambm  tinha  certeza  que
vampiros eram geralmente mais magros  e  carecas,  certamente  no  eram
cabeludos e cobertos  de bolhas prpuras. "Ele sou eu, v?" disse  Rony.
"No,"  disse  Harry.  "No  entendi."  "Vou  te  explicar  tudo  quando
voltarmos pro meu quarto, esse cheiro est me impregnando," disse  Rony.
Eles desceram a escada, e Rony colocou-a de volta no teto, e juntaram-se
novamente  Hermione, que ainda estava  escolhendo  livros.  "Assim  que
sairmos, o vampiro vir e viver aqui  embaixo  no  meu  quarto,"  disse
Rony. "Acho que ele est ansioso para isso - bem, na verdade,   difcil
dizer, porque  tudo que ele consegue fazer  gemer e  babar  -  mas  ele
confirma bastante  com  a  cabea  quando  menciono  isso.  De  qualquer
maneira, ele ser eu com pustulose aguda.  Bom,  no?"  Harry  meramente
olhou confuso. "Sim, !" disse Rony, claramente frustrado por Harry  no
ter compreendido a genialidade do plano.  "Olha,  quando  ns  trs  no
voltarmos para Hogwarts novamente, todos  pensaro  que  Hermione  e  eu
devemos estar com voc, certo? O que significa que os Comensais da Morte
iro direto at nossas famlias pra checarem  se  eles  tem  informaes
sobre onde voc est." "Mas felizmente vai parecer que eu sa com  Mame
e Papai; muitos dos que  so  nascidos  trouxas  esto  pensando  em  se
esconder no momento," disse Hermione. "Ns no  podemos  esconder  minha
famlia toda, parecer muito  egosmo  e  eles  no  podem  simplesmente
largar seus empregos," disse Rony. "Ento ns colocaremos em prtica   a
histria de que eu estou seriamente doente com pustulose aguda ,  que  
porque eu no posso voltar para a escola.  Se  algum  vier  investigar,
Mame ou Papai podem  mostrar a eles o vampiro na minha cama, coberto de
pstulas. A pustulose  muito contagiosa, por isso eles no  vo  querer
chegar perto do vampiro. E no vai importar  que ele no consegue  dizer
nada tambm, porque voc realmente no consegue, uma vez que o fungo  se
espalhou por sua vula." "E sua me e seu pai esto concordando com  seu
plano?" perguntou  Harry.  "Papai  sim.  Ele  ajudou  Fred  e  George  a
transformar o vampiro. Mame... bom,  voc  viu  como  ela  .  Ela  no
aceitar que vamos at que ns tenhamos ido." Fez  silncio  no  cmodo,
quebrado apenas por leves baques de Hermione,  que  continuava  a  jogar
livros em uma pilha ou outra. Rony sentou, olhando-a, e Harry olhava  de
um para o outro, incapaz de dizer qualquer  coisa.  As  medidas  tomadas
para proteger suas famlias fizeram-no perceber, mais que qualquer coisa
que poderiam ter  feito, que eles  realmente  iriam  com  ele  e  sabiam
exatamente o quo perigoso isso seria. Ele queria dizer a eles o  quanto
aquilo significava para ele, mas simplesmente  no  conseguia  encontrar
palavras suficientes. Atravs do silncio vieram  os  sons  abafados  da
Sra. Weasley gritando quatro andares abaixo. "Gina provavelmente  deixou
um pouco de sujeira em algum porta guardanapo" disse Rony "eu no sei  o
porque os Delacours tem que chegar 2 dias antes do casamento" A irm  da
Fleur  a dama de honra, ela precisa estar aqui para o ensaio  e  ela  
muito  pequena  para  vir  sozinha"  disse  Hermione  enquanto  meditava
indecisamente sobre  Frias com o Yti. "Bem, convidados no vo  ajudar
a diminuir o nvel do stress da  mame"  disse  Rony.  "O  que  a  gente
precisa decidir" disse Hermione jogando Teoria de Defesa em Magia dentro
da bolsa sem uma segunda olhada e pegando O Manual de Educao em  Magia
na  Europa " aonde vamos depois de sair daqui, eu sei  que  voc  disse
que quer ir  Godric's Hollow primeiro, Harry, e eu te  entendo,  mas...
bem... ns no deveramos  fazer dos horcruxes nossa prioridade ?" "  Se
a gente soubesse onde os horcruxes esto eu concordaria com voc"  disse
Harry, que no acreditou que Hermione entenderia seu desejo de voltar  
Godric's Hollow.  O tmulo de seus pais  era  somente  parte  do  que  o
atraia para l: ele tinha um forte e inexplicvel sentimento  de  que  o
lugar guardava respostas para ele. Talvez  fosse simplesmente porque foi
l que ele sobreviveu ao feitio mortal  de  Voldemort,  agora  que  ele
estava encarando o desafio de repetir o feito, Harry foi arrastado  para
o lugar onde tudo aconteceu, esperando entender. "Voc no acha que  tem
a possibilidade de Voldemort manter um  espio  em  Godric's  Hollow  ?"
perguntou Hermione "ele deve esperar que voc volte para l para visitar
o tmulo de seus pais uma vez que voc est livre  para  ir  aonde  voc
quiser ?"  Isso  no  havia  ocorrido  a  Harry.  Enquanto  ele  tentava
encontrar um contra argumento, Rony falou evidentemente seguindo a mesma
linha de pensamento que ele. "Esse R.A.B " ele disse  "voc  sabe,  quem
roubou o verdadeiro medalho?" Hermione negou com a cabea.  "Ele  disse
no bilhete que ele iria destruir, no disse ?" Harry  abriu  seu  malo,
vasculhou e puxou o horcrux falso onde o bilhete  de  R.A.B.  continuava
colado. "Eu roubei o horcrux verdadeiro e tenho a inteno de destru-lo
o mais rpido que eu conseguir " Leu Harry. "Bem e se  ele  realmente  o
destruiu?" disse Rony. "Ou ela" interps Hermione. "Que seja" disse Rony
" s vai ter sobrado uma para ns destruirmos" "Sim, mas mesmo assim ns
ainda vamos ter que procurar o verdadeiro  medalho  no  vamos?"  disse
Hermione " para descobrir se foi destrudo ou no". "E uma vez que ns o
tenhamos em mo, como se destri  um  horcrux  Harry?"  perguntou  Rony.
"Bem" disse Hermione "eu tenho pesquisado isso". "Como?" perguntou Harry
"eu no pensei que tivesse nenhum livro sobre horcruxes  na  biblioteca"
"Eles no estavam"  disse  Hermione  ficando  rosa  "Dumbledore  retirou
todos, mas ele - ele no  destruiu  eles".  Rony  pulou  endireitando-se
olhando-a estreitamente. "Como em nome da cala de merlin voc conseguiu
colocar a mo nesses livros sobre horcruxes?" "No foi  roubado!"  disse
Hermione olhando de Harry  para  Rony  um  pouco  de  desesperada  "eles
continuam sendo livros de  biblioteca  mesmo  que  Dumbledore  os  tenha
tirado  das prateleiras. De qualquer forma se ele realmente  queria  que
ningum chegasse a eles, eu tenho certeza que ele faria isso  ser  muito
mais difcil." "V logo ao ponto!" disse Rony. "Bem...foi  fcil"  disse
Hermione com a voz fraca "eu s fiz o feitio  convocatrio,  voc  sabe
accio, e eles voaram da janela da  sala  do  Dumbledore  direto  para  o
dormitrio das meninas." "Mas quando voc fez isso?" perguntou  Harry  a
Hermione com um misto  de  admirao  e  incredulidade.  "Logo  aps  ao
funeral dele... do Dumbledore " disse Hermione  com  a  voz  mais  fraca
ainda logo depois que ns concordamos em largar a escola e ir atrs  dos
horcruxes.  Quando eu subi as escadas  para  guardar  as  minhas  coisas
apenas me ocorreu que quanto mais a gente  soubesse  sobre  eles  melhor
seria... e eu estava sozinha l... ento  eu tentei... e  funcionou  ...
eles voaram direto da janela aberta e eu os  guardei."  "Ela  engoliu  e
ento disse implorando," eu no acredito que Dumbledore  ficaria  bravo,
no  como se a gente fosse usar a informao para fazer um horcrux  ?"
"Voc est nos ouvindo reclamar?" disse Rony "onde esto esses livros de
qualquer maneira?" "Hermione procurou por um momento e  ento  tirou  da
pilha um grande livro, escrito em uma apagada letra preta. Ela olhou  um
pouco nauseada e segurou como se fosse  algo recentemente morto. "Esse 
um que d instrues especficas de como se fazer um  horcrux.  Segredos
das Artes das Trevas  um livro horrvel, realmente terrvel,  cheio  de
magia negra.  Eu imagino quando Dumbledore retirou este da biblioteca...
se ele no o fez antes  de  se  tornar  diretor,  aposto  que  Voldemort
conseguiu todas as informaes que ele   precisava  aqui."  "Porque  ele
teve que perguntar para Slughorn como se faz um Horcrux se ele j  tinha
lido tudo l?"  perguntou  Rony.  "Ele  s  perguntou  a  Slughorn  para
descobrir o que aconteceria se voc dividisse  sua  alma  em  7  partes"
disse Harry "Dumbledore tinha certeza que Riddle  j  sabia  fazer    um
horcrux quando perguntou a Slughorn sobre eles. Eu acho  que  voc  esta
certa Hermione, ele pode facilmente ter tirado a informao  daqui."  "E
quanto mais eu leio sobre eles"  disse  Hermione  "mais  horrveis  eles
parecem, e eu acredito menos ainda que ele realmente fez seis. Avisa  no
livro o quo instvel  voc deixa o resto da sua alma repartindo ela,  e
isso fazendo apenas um horcrux!" Harry  se  lembrou  do  que  Dumbledore
disse sobre Voldemort falando de um "mal  necessrio"  "No  tem  nenhum
jeito de se colocar  junto  de  novo  ?"  perguntou  Rony.  "Sim"  disse
Hermione com um sorriso " mais seria excruciantemente dolorido" "Porque?
como se faz isso?" perguntou Harry. "Remorso" disse Hermione. "voc  tem
que se arrepender  muito  do  que  fez.  Tem  uma  anotao  de  rodap.
Aparentemente  a  dor  disso  pode  te  destruir.  Eu  no  consigo  ver
Voldemort se atentando a isso de algum jeito,  vocs  conseguem?"  "No"
disse Rony, antes que Harry pudesse responder. "Ento  diz  nesse  livro
como destruir os horcruxes?" "Sim"  disse  Hermione,  agora  virando  as
frgeis pginas como se examinasse seus ttulos "porque avisa aos bruxos
das trevas o quo forte eles tem que fazer o  encantamento    neles.  De
tudo que eu li, o que Harry fez com o dirio de Riddle foi um dos poucos
jeitos de destruir um horcrux."  "O  que?  perfurar  com  uma  presa  de
basilisco?" perguntou Harry. "Bem, que sorte que ns  temos  um  estoque
to grande  de  presas  de  basilisco,  ento"  disse  Rony  "eu  estava
imaginando o que a gente iria fazer com elas." "No precisa ser presa de
basilisco" disse Hermione pacientemente "tem que ser  alguma  coisa  to
destrutiva que o horcrux  no  possa  reparar  a  si  mesmo.  Veneno  de
basilisco tem apenas um antdoto, e  incrivelmente raro." "Lgrimas  de
fnix" disse Harry , balanando a cabea "Exato" disse Hermione" o nosso
problema  que existem muito poucas substncias destrutivas como  veneno
de basilisco, e elas so todas perigosas de carregar por  a  com  voc.
Esse  um problema que a gente  vai  ter  que  resolver,  pense,  porque
rasgar, amassar ou amaldioar o horcrux no far o  trabalho,  voc  tem
que pensar  alm de reparos mgicos." "Mas mesmo que se arranque a coisa
que vive l dentro" disse  Rony  "porque  o  pedao  de  alma  no  pode
simplesmente fugir e ir viver em outra  coisa?"  "Porque  um  horcrux  
exatamente o oposto de um ser humano." Vendo que Harry e Rony a  olhavam
completamente confusos, Hermione se apressou "olha, se  eu  pegasse  uma
espada agora, Rony, e atacasse voc eu no causaria nenhum  dano  a  sua
alma." "O que  um grande conforto para mim, com  certeza"  disse  Rony.
Harry riu. "Deveria ser mesmo! Mas o meu ponto  que qualquer coisa  que
acontea com  seu  corpo,  sua  alma  vai  sobreviver,  intocada"  disse
Hermione "mais no  assim com  os  horcruxes.    O  fragmento  de  alma
dentro, depende do que a contm ,  um corpo encantado, para sobreviver.
No pode existir sem isso." "O  dirio  meio  que  morreu  quando  eu  o
perfurei" disse Harry,  lembrando  a  tinta  surgindo  como  sangue  das
pginas perfuradas, e os gritos dos pedaos da alma de Voldemort   sendo
banida." "E uma vez que o dirio foi propriamente destrudo, o pedao de
alma guardado nele no pode mais existir. A Gina  tentou  se  livrar  do
dirio antes de voc. Jogando  fora, mas  obviamente  voltou  novo  como
antes." "Espera a" disse Rony "o pedao de alma estava possuindo a Gina
no estava? Como isso funciona ento?" "Enquanto o objeto que  contm  a
alma estiver intacto, o pedao de alma pode sair e entrar em  algum  se
essa pessoa estiver muito prxima do objeto. Eu no quero  dizer segurar
por bastante tempo. No tem nada a ver com tocar" ela falou  mais  antes
que o Rony pudesse falar "eu  quero  dizer  emocionalmente  perto.  Gina
colocou  o corao naquele dirio, ela se fez incrivelmente  vulnervel.
Voc est com problemas se voc fica muito dependente  de  um  horcrux."
"Eu imagino, como Dumbledore destruiu o anel?" disse  Harry  "porque  eu
no  perguntei  a  ele?  eu  nunca  realmente..."  A  voz    dele    foi
desaparecendo: ele estava pensando em todas as coisas  que  ele  deveria
ter perguntado para Dumbledore, e como,  desde  que  o  diretor  morreu,
pareceu  a Harry que  ele  havia  perdido  muitas  oportunidades  quando
Dumbledore estava vivo, de descobrir mais, de descobrir tudo. O silncio
estava predominando quando a porta do quarto se abriu com um balano  da
parede. Hermione tremeu e derrubou  o  Segredos  das  Artes  das  Trevas
Bixento tremeu  debaixo da cama, saindo indignado; Rony  pulou  da  cama
caindo numa pilha de embalagens de sapo de chocolate e bateu sua  cabea
na parede oposta, e Harry instintivamente  pegou sua  varinha  antes  de
perceber que estava olhando para a  Sra.  Weasley,  cujo  cabelo  estava
bagunado e  cujo  rosto  estava  contorcido  de  raiva.  "Me  desculpem
interromper esse bate papo" ela disse com a voz tremendo "tenho  certeza
que todos vocs precisam de descanso... mas tem presentes  de  casamento
estocados  em meu quarto que precisam sair e eu tive a impresso de  que
vocs concordaram em ajudar." "Ah sim" disse Hermione, olhando apavorada
enquanto ela se punha de p, mandando livros voando em todas as direes
"ns vamos... nos desculpe." Com um olhar angustiado de  Harry  e  Rony,
Hermione se apressou para fora do quarto atrs da Sra. Weasley. "  como
ser um elfo domstico"  reclamou  Rony  baixinho"  ainda  massageando  a
cabea enquanto ele e Harry andavam "exceto  pela  falta  de  satisfao
pelo trabalho. Quanto  antes for esse casamento, mais feliz eu ficarei."
"!" disse Harry "a ns no teremos nada pra  fazer,  exceto  achar  os
horcruxes... Vai ser como feriado no vai?"  Rony  comeou  a  rir,  mas
quando viu o enorme tamanho da pilha de presentes esperando por eles  no
quarto da Sra. Weasley , parou abruptamente. Os Delacours  chegariam  na
manh seguinte as  11  horas.  Harry,  Rony,  Hermione  e  Gina  estavam
sentindo um pouco de ressentimento pela famlia da Fleur a essa  altura.
E foi com uma graa doentia que Rony subiu as escadas para colocar terno
e Harry para arrumar os cabelos. Uma vez que eles foram todos espertos o
suficiente, eles  foram  para  fora  no  ensolarado  jardim  receber  os
visitantes. Harry nunca viu o lugar  to  arrumado.  O  caldeiro  e  as
velhas botas que normalmente ficavam nas escadas da porta de trs tinham
ido embora, substitudos por duas  novas plantas colocadas  do  lado  da
porta em largos vasos, embora no houvesse brisa,  as  folhas  ondularam
suavemente dando um efeito agradvel. As galinhas  foram    expulsas,  o
quintal foi varrido, e o jardim ao lado foi podado, contudo Harry ,  que
gostava do jardim em seu estado original, achou que o lugar  estava  sem
graa  sem o seu usual contingente de gnomos.  Ele  perdeu  a  conta  de
quantos encantamentos de segurana foram  colocados  sobre  as  lareiras
pela ordem e pelo ministrio, tudo  o  que  ele  sabia    que  no  era
possvel  pra mais ningum viajar diretamente para  os  lugares.  O  Sr.
Weasley tinha ido encontrar os Delacours no topo  da  colina  l  perto,
quando eles chegassem por chave de  portal.  O  primeiro  som  deles  se
aproximando foi uma anormal risada berrante, que  estava  vindo  do  Sr.
Weasley, que apareceu no porto momentos depois, carregado de   bagagens
e liderando uma linda mulher loira que usava longas vestes  verdes,  que
poderia ser a  me  de  Fleur.  "Maman!"  chorou  Fleur,  correndo  para
abra-la. "Papa!" Monsieur Delacour no era nem um pouco atraente  como
sua esposa; ele tinha a cabea pequena e extremamente aprumada, com  uma
pequena barba preta pontuda. Contudo  ele parecia naturalmente  bem.  Se
jogando sobre a Sra. Weasley, ele a beijou duas vezes em cada  bochecha,
deixando-a sem graa. "Voc teve tanto trrabalho" disse ele com uma  voz
profunda "a Fleur nos disse que voc tem trrabalhado muito." "Ah no tem
sido nada, nada" disse a Sra. Weasley,  "nenhum  trabalho  mesmo."  Rony
liberou seus sentimentos dando um chute num gnomo que  estava  pendurado
numa das novas plantas. "Querida dama!" disse Mounsieur  Delacour  ainda
segurando as mos da Sra. Weasley entre as suas  "ns  estamos  honrados
com a aproximao da unio de nossas famlias!   Deixe-me  aprrensentarr
minha esposa, Apolline." Madame Delacour deslisou para  frente  e  parou
para beijar a Sra. Weasley tambm. "Enchante" disse  ela,  "seu  esposo
nos contou vrrias historrias impressionants!" O  Sr.  Weasley  deu  uma
risada manaca. A Sra. Weasley lanou a ele um olhar, que fez ele  ficar
imediatamente em silncio e assumir uma expresso apropriada para  ficar
ao lado da cama de um amigo doente. "E clarro  vocs  conhecerram  minha
filha mais nova Gabrielle!" disse monsieur  Delacour.  Gabrielle  era  a
Fleur em miniatura. 11 anos, com cabelos louro prateados  na  altura  da
cintura, ela deu a Sra. Weasley um sorriso e a abraou, ento  lanou  a
Harry  um olhar. Gina limpou a garganta alto. "Bem, entrem" disse a Sra.
Weasley educadamente, e ela levou os Delacours para dentro da casa,  com
muitos "no, por favor" e "depois de voc" e "nada a ver." Os  Delacours
logo se mostraram,  prestativos  e  agradveis  hspedes.  Eles  estavam
satisfeitos com tudo e entusiasmados com os preparativos  do  casamento.
Monsieur Delacour  providenciou tudo desde a decorao at os sapatos da
dama de honra. "Charmant!"  Madame  Delacour  se  comprometeu  mais  com
feitios caseiros e propriamente limpou  tudo  num  instante;  Gabrielle
seguiu a sua irm mais velha  para  ajud-la  do  jeito  que  pudesse  e
falando rapidamente em francs. No interior, a toca no  foi  construda
pra acomodar tantas pessoas. O Sr. e a Sra. Weasley estavam dormindo  na
sala, deixando de lado os protestos de Monsieur e    Madame  Delacour  e
insistindo para que eles ficassem com o quarto deles.  Gabrielle  estava
dormindo com Fleur no antigo quarto de Perci, Gui estava  dividindo  seu
quarto  com Carlinhos, seu padrinho, uma  vez  que  Carlinhos  viera  da
Romnia. Oportunidades para fazer planos juntos se tornaram virtualmente
no existentes e foi  com  desespero  que  Harry,  Rony  e  Hermione  se
voluntariaram para alimentar as  galinhas s para escapar da casa cheia.
"Mas ela ainda no nos deixou  sozinhos"  reclamou  Rony,  e  a  segunda
tentativa deles de um encontro no jardim foi desfeita pela  apario  da
Sra. Weasley carregando  uma sexta de roupas em seus braos. "Muito bem,
vocs alimentaram as galinhas " disse ela se aproximando deles " melhor
expulsarmos elas de novo antes que o homem chegue para colocar  a  tenda
do casamento"  explicou ela parando para descansar  no  galinheiro.  Ela
parecia exausta "Millamant Marquises Mgicas... eles so muito bons. Gui
os trouxe...  melhor vocs ficarem  dentro da casa enquanto eles  esto
aqui. Harry eu devo dizer que  complicado organizar um casamento, tendo
todos esses feitios de segurana pelo lugar." "Sinto muito" disse Harry
balbuciando. "No seja tolo querido" disse a Sra. Weasley "eu  no  quis
dizer... bem, voc est seguro isso   o  que  importa!  Na  verdade  eu
estava querendo te perguntar como voc  quer celebrar  seu  aniversario,
Harry. 17 anos,  um dia importante." "Eu no  quero  uma  festa"  disse
Harry rapidamente, enfrentando a tenso que pairava sobre todos.  "Srio
Sra. Weasley, s um jantar normal vai estar bom...  um dia    antes  do
casamento--" "Se voc esta certo disso querido. Eu convidarei Remo  e  a
Tonks, posso? e que tal o Hagrid?" "Vai ser timo" disse Harry "mas  por
favor, no quero causar problemas." "De jeito nenhum, de  jeito  nenhum,
nao  um problema" ela o olhou,  analisando-o  com  os  olhos,  e  ento
sorriu tristemente, levantando-se e indo embora. Harry observou como ela
mantinha a varinha perto da lavanderia, e ento derrubou  roupas  no  ar
para segur-las e de repente ele sentiu uma grande onda de remorso  pela
inconvenincia e a dor que estava dando a ela. Crditos:  Traduo: Gabi
Moraes Reviso: Shadow

Captulo 07 - O Testamento de Alvo Dumbledore

Ele estava andando por entre uma estrada montanhosa na fresca e azul luz
matinal. Longe e abaixo, misturada na neblina, estava a  sombra  de  uma
pequena cidade. Era  o homem que ele estava procurando, ele  estava  ali
embaixo, quem ele precisava tanto que mal conseguia pensar, o homem  que
tinha as respostas...  as  respostas  para    o  seu  problema...?  "Oi,
acorde!" Harry abriu os olhos. Estava novamente deitado no colchonete no
quarto bagunado de Rony. O sol no  havia  nascido  ainda  e  o  cmodo
estava escuro. Pichitinho estava  dormindo com a cabea embaixo  de  sua
fina asa. A cicatriz na testa de  Harry  estava  ardendo.  "Voc  estava
falando enquanto dormia." "Estava?"  "Sim.  'Gregorovitch.'  Voc  ficou
falando 'Gregorovitch.' " Harry no estava usando seus culos; a face de
Rony parecia levemente  embaada. "Quem  Gregorovitch?" "No  sei!  Era
voc que estava dizendo." Harry  friccionou  sua  testa,  pensando.  Ele
tinha a vaga idia de que j havia ouvido falar desse  nome  antes,  mas
ele no conseguia se lembrar onde. "Acho que Voldemort  est  procurando
por ele." "Pobre homem"  Disse  Rony  zeloso.  Harry  se  sentou,  ainda
esfregando sua cicatriz, um pouco  mais  acordado.  Ele  tentou  lembrar
exatamente o que havia visto no sonho, mas tudo que lhe  veio  na  mente
foi um horizonte na montanha e um pedao  de  um  vilarejo  em  um  vale
profundo. "Acho que  ele  est  fora  do  pas."  "Quem?  Gregorovitch?"
"Voldemort! Acho que ele est em algum lugar fora  do  pas,  procurando
Gregorovitch. No parece com nenhum lugar da Gr-Bretanha." "Voc estava
dentro da mente dele de novo?"  Rony  parecia  preocupado.  "Faa-me  um
favor, no diga nada  Hermione" Disse Harry. "Embora ela espere que  eu
d um jeito de parar de ver essas  coisas  em  sonhos..."  Ele  fitou  a
pequena gaiola de Pitchi pensativo... Por que o  nome  Gregorovitch  era
to familiar? "Eu acho," ele disse calmamente,  "Ele  tem  alguma  coisa
haver com Quadribol. Tem alguma conexo, mas eu, eu no  sei  exatamente
qual." "Quadribol?" Perguntou Rony.  "Tem  certeza  que  voc  no  est
pensando  em  Gorgovitch?"  "Quem?"  "Dragomir  Gorgovitch,  artilheiro,
transferido para os Chuddley's Cannons por uma contrato recorde h  dois
anos. Recorde pela goles mais rpida da temporada." "No." Disse  Harry.
"Definitivamente no estou pensando em Gorgovitch." "Eu tambm acho  que
no." Disse Rony. "Bem, de qualquer modo  Feliz  Aniversrio."  "Uau,  
mesmo... eu esqueci. Agora eu tenho 17!" Harry  pegou  sua  varinha  que
estava do lado do colchonete, apontou para a bagunada escrivaninha onde
havia deixado seus culos e  disse:  "Accio  culos."  Embora  estivesse
apenas um pouquinho longe, Harry sentiu  algo  imensamente  satisfatrio
vendo os culos indo at ele, at o objeto lhe machucar o olho. "Limpo."
Avisou Rony. Revelando a remoo do Rastreio, Harry fez os pertences  de
Rony flutuarem dentro do quarto, acordando Pitchinho que comeou a bater
as asas em volta da gaiola.  Harry    tentou  fazer  os  laos  de  seus
cadaros por magia (o resultado no demorou  mais  que  alguns  segundos
para serem desamarrados) e puramente por prazer, transformou as   roupas
de laranjas do Chuddley Cannons de Rony num azul brilhante. "Eu  poderia
fazer suas coisas voarem tambm." Avisou Rony rindo quando  Harry  parou
imediatamente. "A est seu presentes. Desembrulhe logo aqui, no  para
minha  me ver." "Um livro?" Disse Harry pegando o embrulho  retangular.
"Um pouco da tradio de chegada, no ?" "No   o  livro  da  escola."
Disse Rony. "Isso vale ouro: 20 Maneiras Seguras Para Enfeitiar Bruxas.
Explica tudo que voc deve saber sobre garotas. Se eu tivesse  tido esse
livro ano passado eu saberia exatamente como me  livrar  da  Lil  e  eu
saberia como chegar na... Enfim, Fred e Jorge me deram uma cpia , e  eu
aprendi muito  com isso. Voc ficaria surpreso, no se resolve tudo  com
feitios, tambm." Quando eles  chegaram  na  cozinha,  encontraram  uma
pilha de presentes esperando em cima da  mesa.  Gui  e  o  Sr.  Delacour
estavam  terminando  seus  cafs  da  manha,  enquanto    Sra.   Weasley
conversava com eles com a frigideira na mo. "Artur me  disse  para  lhe
desejar um Feliz aniversrio, Harry." Disse a Sra. Weasley olhando  para
ele. "Ele teve que sair mais cedo para trabalhar. Mas ele voltar   para
o jantar. Nosso presente  o de cima." Harry sentou,  pegou  o  embrulho
quadrado que ela indicou e desembrulhou. Dentro havia um  relgio  muito
parecido com o que Rony havia ganhado no seu aniversrio de  17 anos  do
Sr. e da Sra. Weasley. Era dourado, com estrelas rodando  no  lugar  dos
ponteiros. " de tradio dar um relgio a um bruxo quando este se torna
maior de idade."  Disse  Sra.  Weasley  observando  Harry  ansiosamente.
"Estou com medo de no ser to novo  como o de Rony, o meu irmo  Fabian
a quem ele pertencia no era muito cuidadoso com seus pertences, tem uma
depresso nas costas (do relgio), mas.." O resto do  discurso  da  Sra.
Weasley foi perdido. Harry levantou-se e a abraou. Ele  tentou  colocar
todas  as  palavras  entaladas  naquele  abrao  e  talvez  ela    tenha
percebido, pois ela deu um tapa de leve nas costas dele quando a soltou,
ela moveu a mo com a varinha fazendo que um pedao de bacon  voasse  da
frigideira para o   cho.  "Feliz  Aniversrio,  Harry"  Disse  Hermione
caminhando pela cozinha e colocando seu presente no topo da pilha.  "No
 muito, mas espero que goste. O que  voc  deu  pra    ele?"  Perguntou
Hermione a Rony que parecia no escut-la. "Vamos, abra logo o  presente
de Hermione". Disse Rony. Ela tinha lhe dado um bisbilhoscpio novo.  Os
outros pacotes continham uma navalha encantada de Gui e Fleur ("Ah  sim,
issto lhe dar o melhorrr barrbead que voc  j viu."  Lhe  assegurou  o
Sr. Delacour, "mas voc tem que dizer clarrament o  que  deseja...  caso
contrrarrio voc pode terrminarr com um pouco  mens  de  cabele  do  que
gostarrie..."),  chocolates  dos  Delacours  e  uma  caixa  enorme    de
Gemialidades Weasley do ltimo lote de  Fred  e  Jorge.  Harry.  Rony  e
Hermione no sentaram a mesa, pois a chegada de Madame Delacour, Fleur e
Gabrielle, fez a cozinha ficar insuportavelmente lotada.  "Carrego  isso
pra voc." Disse Hermione, pegando os presentes  de  Harry  enquanto  os
trs voltavam para cima. "Estou quase  pronta,  s  estou  esperando  as
calas do  Rony secarem ---" A raiva de Rony foi interrompida pelo abrir
de uma porta no primeiro andar. "Harry poderia vir aqui por um momento?"
Era Gina. Rony abruptamente deu um pulo, mas  Hermione  o  segurou  pelo
cotovelo e o levou para o andar de cima. Nervoso, Harry seguiu Gina  at
o quarto dela. Ele nunca  havia  entrado  l  antes.  Era  pequeno,  mas
brilhante. Havia um pster imenso da banda mgica As  Esquisitonas  numa
parede, e na outra parede uma figura de  Gwenog Jones, capito do  nico
time de  Quadribol  composto  s  por  garotas,  Holyhead  Harpies.  Uma
escrivaninha parada em frente a janela aberta, que pareceu a parte    do
jardim que uma vez ele e Gina haviam jogado Quadribol  com  um  time  de
dois contra dois junto com Rony e Hermione. A bandeira dourada no  mesmo
nvel da janela. Ginny olhou para o rosto do Harry,  respirou  fundo,  e
disse. "Feliz aniversrio." " ...obrigado." Ela estava olhando para ele
profundamente, mas ele encontrou uma dificuldade de olhar de  volta  nos
olhos de Gina, era como ficar olhando uma luz  brilhante.  "Bela  vista"
Disse ele fracamente apontando para a janela. Ela o ignorou.  Harry  no
podia culp-la. "Eu no sabia o que dar a voc." Ela  disse.  "Voc  no
precisava me dar nada." Ela tambm ignorou. "Eu no sabia o que  poderia
ser til. Nada muito grande porque voc no poderia levar com voc." Ele
olhou para ela. Ela no estava temerosa, isso era uma  das  coisas  mais
fantsticas sobre Gina, ela raramente ficava assustada. Ele  pensou  que
ter seis irmos  talvez a houvesse enrijecido.  Ela  deu  um  passo  pra
perto dele. "Ento eu pensei, eu gostaria que voc levasse com voc algo
que me lembrasse, sabe, se voc conhecer alguma veela quando voc  tiver
fazendo sei l o qu." "Para ser sincero acho que a chance para  namoros
vo  ser  quase  mnimas."  "Essa    a  linha  crucial  que  eu  estava
procurando." Ela sussurrou e  depois  ela  o  beijou  como  se  nunca  o
houvesse feito, Harry correspondia o beijo e a sensao era   melhor  do
que um Whisky de fogo, ela era a nica coisa  real  no  mundo,  Gina,  o
sentimento dela, uma mo nas costas dela e a outra no seu longo, macio e
cheiroso cabelo. A porta abriu-se violentamente atrs deles, e  eles  se
afastaram rapidamente. "Oh,  desculpe."  Disse  Rony.  "Rony!"  Hermione
estava logo atrs dele, parecendo um pouco sem ar. Houve um  silencio  e
ento Gina disse com uma voz doce. "Bem, feliz aniversario,  Harry."  As
orelhas de Rony estavam  escarlates,  Hermione  parecia  nervosa.  Harry
queria bater a porta na cara deles, mas foi  como  se  um  clima  pesado
tivesse entrado quando  a porta se abriu, e o momento  brilhante  acabou
como uma bolha de sabo explodindo. Todas as razes para ter terminado o
namoro com Gina, pra ficar bem longe dela,   pareceram  ter  entrado  no
quarto com Rony, e toda a felicidade esquecida  foi  embora.  Ele  olhou
para Gina, querendo dizer alguma coisa, que no sabia exatamente o  que,
mas ela virou a cara. Ele achou que ela tinha sucumbido em lgrimas. Ele
no podia  fazer nada pra confort-la na frente do Rony. "Eu  vejo  voc
depois." Disse Harry e seguiu os outros dois. Rony  desceu  as  escadas,
passou pela cozinha lotada, Harry estava dando uma distncia  segura  de
Rony e Hermione olhava assustada para  ele.  Assim  que  ele  chegou  no
jardim com a grama cortada, Rony se voltou para  Harry.  "Voc  terminou
com ela! O que est fazendo beijando ela por a?" "Eu no estou beijando
ela por a." Disse Harry enquanto Hermione tentava parar a discusso dos
dois. "Rony..." Mas Rony levantou a  mo  fazendo  gesto  para  Hermione
ficar  em  silencio.  "Ela  estava  realmente  embaraada  quando   voc
terminou..." "E eu tambm. Voc sabe porque eu acabei, e no  porque eu
queria." "... mas voc vai beijar ela agora e ela vai ter esperanas de
te namorar de novo." "Ela no  idiota,  ela  sabe  que  isso  no  pode
acontecer, ela-- ela tambm no est esperando que a gente se case ou--"
Assim que disse isso, uma imagem  vvida  de  Gina  num  vestido  branco
formou-se  na  mente  de  Harry,  casando  com  um  alto,  sem  rosto  e
desagradvel estranho. Em um  momento,  um  redemoinho  pareceu  atingir
Harry: O futuro de Gina era livre e sem omisses, onde quer  que  ele...
Harry no conseguia ver nada a sua frente, alem  de Voldemort. "Se  voc
continuar agarrando ela toda vez que tem a chance--" "No vai  acontecer
de novo." Disse Harry duramente. O  dia  estava  sem  nuvens  mas  Harry
sentiu que o Sol desapareceu. "Okay?" Rony pareceu um pouco  com  raiva,
um pouco envergonhado. Ele comeou a andar pra frente e para trs por um
momento, depois disse, "Certo,  ento,  bem    isso...  ok."  Gina  no
procurou  outro  encontro  com  Harry  pelo  resto  do  dia,  nem  mesmo
demonstrou com um olhar  ou  gesto  que  eles  dividiram  mais  que  uma
conversa educada no quarto  da ruiva. Nem mesmo a chegada  de  Carlinhos
veio como um  alvio.  Apenas  providenciou  um  momento  de  distrao,
observando Sra. Weasley forar Carlinhos a sentar, levantando  a varinha
ameaadoramente e anunciando que ele precisava de  um  corte  de  cabelo
urgente. Como o jantar do aniversario de Harry iria aumentar  a  cozinha
da Toca antes da chegada de Carlinhos, Lupin, Tonks,  e  Hagrid,  vrias
mesas foram postas at o fim  do  jardim.  Fred  e  Jorge  transformaram
algumas lanternas roxas, todas com um  grande  numero  17  para  segurar
entre os convidados. Graas aos servios da Sra. Weasley,  a  ferida  de
Jorge estava limpa, mas Harry ainda no havia se acostumado com o buraco
do lado da cabea dele, mesmo com as  vrias  piadas  dos  gmeos  sobre
isso. Hermione fez algumas flmulas douradas e prpuras  sarem  de  sua
varinha e colocou-as nas arvores e  nos  arbustos.  "Legal"  Disse  Rony
enquanto Hermione transformava as  folhas  das  macieiras  em  douradas.
"Voc realmente tem o dom para isso." "Obrigado, Rony!" Disse  Hermione,
ambos parecendo alegres e confusos. Harry virou, rindo  para  si  mesmo.
Ele teve uma vaga idia do que ele ia encontrar num dos  captulos    da
cpia de 20 Maneiras Seguras para Enfeitiar  Bruxas,  ele  encontrou  o
olhar de Gina e sorriu antes de se lembrar da promessa que fez a Rony  e
rapidamente arrancou  uma conversa com o Sr. Delacour. "Saiam da frente.
Saiam da frente!" Cantou Sra. Weasley saindo da porta com o que  parecia
ser um gigante Pomo de ouro do tamanho de uma bola de vlei flutuando na
frente dela. S ento Harry percebeu que era seu bolo de aniversrio que
a Sra. Weasley suspendia com sua varinha. Melhor do que correr  o  risco
carregando sobre  o cho. Quando o bolo finalmente chegou na  metade  da
mesa, Harry falou. "Parece incrvel, Sra.  Weasley."  "Ah,  no    nada
querido." Ela disse com afeio ao menino. Por trs dela, Rony ergueu  o
polegar para ele e moveu os lbio formando a palavra  "Boa!"  Por  volta
das sete horas, todos os convidados haviam chegado, conduzidos pela casa
por Fred e George, que os havia esperado no final  do  corredor.  Hagrid
honrou a  ocasio com seu melhor (e mais horrvel) terno marrom.  Embora
Lupin sorrisse enquanto apertou a mo de Harry, Harry percebeu seu olhar
um pouco  infeliz.  Ao  contrrio,    Tonks  ao  lado  de  Lupin,  olhou
simplesmente radiante. "Feliz aniversrio, Harry " ela  disse  dando  um
abrao repentino nele. "Dcimo stimo, eh!" disse  Hagrid  enquanto  ele
aceitava uma taa de vinho de Fred "Seis anos desde que nos encontramos,
no  Harry? Voc pode se lembrar?" "Vagamente" disse Harry, sorrindo de
volta para Hagrid. "No foi quando voc derrubou a porta da frente,  deu
um rabo de porco pra Duda e me contou que eu era um  bruxo?" "Eu esqueci
os detalhes", Hagrid disfarou, "Tudo certo, Rony,  Hermione?"  "Estamos
bem" disse Hermione. "Como  vai  voc?"  "Er,  nada  mal.  Tenho  estado
ocupado, temos uma nova ninhada de  unicrnios.  Eu  mostrarei  a  vocs
quando estiverem de volta-"  Harry  trocou  olhares  significativos  com
Rony e Hermione enquanto Hagrid procurava em seus bolsos. "Aqui.  Harry-
no conseguia pensar em algo para te dar, ento me lembrei  disso."  Ele
retirou uma  pequena    e  ligeiramente  peluda  bolsa,  com  um  grande
barbante, evidentemente para ser usado ao redor do  pescoo.  "Mokeskin.
Escondem qualquer objeto e ningum, a no ser o  dono  pode  retir-los.
Elas so raras. So sim." "Hagrid, obrigado!"  "No  h  de  que"  disse
Hagrid acenando com a sua gigantesca mo. "E l est  Carlinhos,  sempre
adorei ele-- Ei, Carlinhos!" Carlinhos aproximou-se, acenando  sua  mo,
enquanto seus cabelos curtos esvoaavam ao  vento.  Ele  era  menor  que
Rony, com um grande nmero de queimaduras  e  riscos    em  seus  braos
fortes e musculosos. "Ol Hagrid, como est indo?" "Excelentemente  bem.
Como  vai  Norberto?"  "Norberto?"  perguntou  Carlinhos  pensativo.  "O
rabo-crneo  Noruegus?  Deve  estar  ligando  para  Norberta  agora..."
"Norberta?" assustou-se Hagrid. "Ele tem uma garota?"  "Claro..."  disse
Carlinhos rindo. "O que voc est dizendo?" perguntou Hermione. "Ele tem
vrios vcios" disse Carlinhos. Ele olhou por cima do ombro e abaixou  a
voz. "Gostaria que o papai estivesse aqui,  ele  apressaria  as  coisas.
Mame est  triste." Todos olharam em direo a Sra. Weasley. Ela  fazia
uma tentativa de convencer a Madame Delacour a sair do porto.  "Imagino
que teremos de comear sem o Artur," gritou ela, sua  voz  ecoando  pelo
jardim. "Ele deve estar ocupado... Oh!" Todos olharam ao mesmo tempo: um
relmpago de luz cruzou o jardim acima das mesas, terminando em um  belo
conjunto de doninhas prateadas e brilhantes, e todos puderam    ouvir  a
voz do Sr. Weasley. "Ministro da Magia chegando comigo."  O  Patrono  se
dissolveu, deixando a famlia de Fleur apreensiva. "Ns  no  deveramos
estar aqui," disse  Lupin  com  sua  voz  grave.  "Harry,  me  desculpe,
explicarei alguma outra hora--". Ele segurou o pulso de Tonks;  eles  se
encaminharam at a cerca, escalaram-na, e desapareceram de vista. A Sra.
Weasley olhou preocupada. "O Ministro-- Mas por  qu--?  No  entendo--"
Mas no havia tempo para discutir; um  segundo  depois,  o  Sr.  Weasley
apareceu do lado de fora da  porta,  acompanhado  por  Rufo  Scrimgeour,
ligeiramente srio com seus  cabelos grisalhos. Os dois  atravessaram  o
jardim, pisando firme na grama, todos se sentaram em  silncio,  olhando
para frente. Scrimgeour estava perto das lanternas,  e  Harry  pode  ver
que ele estava muito mais velho que a ltima vez que o  vira,  plido  e
preocupado.  "Desculpe  a  intromisso,"  disse  Scrimgeour,    enquanto
irrompia da porta. "Especialmente por perceber que estou  invadindo  uma
festa." Seus  olhos  se  fixaram  por  um  momento  no  enorme  bolo  de
aniversrio. "Parabns!" "Obrigado," disse Harry. "Eu gostaria de ter um
conversa em particular com voc," comeou Scrimgeour. "Com o Sr.  Ronald
Weasley e com a Srta. Hermione Granger tambm."  "Com  a  gente?"  disse
Rony, parecendo surpreso. "Por que  com  a  gente?"  "Contarei  a  vocs
quando estivermos em um lugar  mais  privado,"  disse  Scrimgeour.  "Tal
lugar existe?" Ele olhou para o Sr. Weasley. "Sim, claro"  disse  o  Sr.
Weasley, que pareceu nervoso. "A, er, sala de estar, por que voc no  a
usa?" "Voc pode mostrar o  caminho,"  disse  Scrimgeour  a  Rony.  "Sua
presena no ser necessria, Artur." Harry viu o Sr. Weasley trocar  um
olhar preocupado com a Sra. Weasley, enquanto eles se  dirigiam  para  a
sala de estar. Enquanto voltavam a casa em silncio, Harry  sabia que os
outros dois estavam pensando o mesmo que ele, Scrimgeour  descobrira  de
algum jeito que eles estavam planejando abandonar  Hogwarts.  Scrimgeour
no falou enquanto eles passavam pela cozinha bagunada,  em  direo  
sala de estar d'A Toca. Quando chegaram  sala, Scrimgeour sentou-se  na
poltrona  que o Sr. Weasley costumava ocupar, deixando o  sof  restante
para os trs garotos, quando os trs sentaram-se Scrimgeour  falou.  "Eu
tenho algumas perguntas para cada um de  vocs,  e  eu  acho  que  seria
melhor fazer tais perguntas individualmente. Se voc dois"  ele  apontou
para Harry e Hermione  "pudessem esperar l em  cima,  comearei  com  o
Ronald." "Ns no iremos  lugar algum," disse Harry. "Voc  pode  falar
com todos ns juntos, ou com nenhum." Scrimgeour lanou um frio e spero
olhar a Harry. Ele teve a impresso que  o  Ministro  esperava  que  no
levasse em conta  as  hostilidades  que  haviam  ocorrido  anteriormente
entre eles. "Tudo bem, todos juntos" ele disse. Ele limpou sua garganta.
"Eu estou aqui, como vocs  sabem,  por  conta  do  testamento  de  Alvo
Dumbledore." Harry, Rony e  Hermione  se  entreolharam.  "Uma  surpresa,
aparentemente! Vocs no esto cientes que Dumbledore deixou  algo  para
vocs?" "Para todos ns?" disse Rony.  "Para  mim  e  Hermione  tambm?"
"Sim, para todos -" Mas Harry interrompeu. "Dumbledore morreu h mais de
um ms. Por que demorou tanto para nos darem algo que ele deixou?"  "No
 bvio?" disse Hermione, antes que Scrimgeour pudesse responder.  "Eles
queriam examinar o que ele nos deixou. Vocs no  tinham  o  direito  de
fazer isso!" Sua  voz aumentou gradativamente. "Tenho todo  o  direito,"
disse  Scrimgeour  dissimulativamente.  "o   decreto    para    confisco
justificvel d ao ministrio o poder de  confiscar  o  contedo  de  um
testamento-" "Essa lei foi criada para impedir que bruxos passem adiante
artefatos de magia negra," disse Hermione. "E o ministrio,  eu  suponho
tem poder suficiente para apreender  os pertences ilegais dos  falecidos
antes de pass-los adiante. O Senhor esta dizendo que Dumbledore  estava
tentando nos passar algo amaldioado?" "Seu plano  seguir  carreira  no
Ministrio da Magia,  Granger?"  perguntou  Scrimgeour.  "No,  eu  no,
retrucou Hermione."Eu espero fazer algo bom pelo mundo."  Rony  Riu,  Os
olhos de Scrimgeour fitaram ele e voltando outra vez na direo de Harry
Falou: "Porque eles decidiram deixar-nos ter nossas  coisas  agora?  No
penso que isso seja um pretexto para mant-los." "No,  isso  acontecer
porque 31 dias passaram," disse Hermione prontamente.  "Eles  no  podem
manter os objetos por mais que isso a no ser que eles  provem  que  so
perigosos. Certo?" "Voc diria que era prximo ao  Dumbledore,  Ronald?"
Scrimgeour perguntou, ignorando  Hermione.  Rony  olhou  alarmado.  "Eu?
No-- no realmente- foi sempre Harry quem-" Rony olhou  ao  redor  para
Harry  e  Hermione,  para  ver  Hermione  dando  a  ele  um  olhar  tipo
pare-de-falar-agora, mas a catstrofe  estava  feita.  Scrimgeour  olhou
como  se tivesse ouvido exatamente o que esperava, e queria  ouvir.  Ele
voou para cima de Rony como uma pssaro de  rapina.  "Se  voc  no  era
muito prximo do Dumbledore, como voc responde pelo fato  dele  ter  te
lembrado no testamento dele? Ele fez pouqussimos  pedidos  pessoais.  A
grande    maioria  das  suas  posses  -  sua  biblioteca  privada,  seus
instrumentos mgicos, e outros  itens  pessoais  -  foram  deixados  pra
Hogwarts. Porque voc pensa que voc foi   incluso?"  "Eu...  no  sei,"
disse Rony. "eu... quando eu digo  que  nos  ramos  prximos...  eu  me
refiro, eu acho que ele gostava de  mim..."  "Voc  est  sendo  modesto
Rony, disse Hermione. Dumbledore era muito prximo de voc." Isso estava
intrigando Harry em um ponto, pelo que ele sabia Rony e Dumbledore nunca
haviam sado juntos e  nem  tinha  contato  direto  ou  algo  que  fosse
significante.  Entretanto, Scrimgeour no pareceu escutar. Colocou  suas
mos no bolso e puxou uma longa maleta muito maior do que a  que  Hagrid
havia dado para Harry. De dentro  dela ele tirou  um  trecho  de  folha,
desenrolando e comeou a ler: "Este   o  testamento  de  Alvo  Percival
Wulfrico Dumbledore." Sim isto .. "Para Ronald Bilius Weasley, eu deixo
meu Apagueiro, na esperana de que ele se lembrar  como se  usa  isso."
Scrimegeour examinou e guardou o objeto antes  que  Harry  visse:  olhou
algo como um isqueiro de prata de cigarro mas logo soube  que  o  objeto
tinha o poder de sugar  toda a luz de um  lugar  e  restaur-lo  com  um
simples clique. Scrimegeour inclinou-se e passou o Apagueiro  para  Rony
que o examinou e brincou por entre os dedos olhando   espantado.  "  um
objeto valioso," disse Scrimgeour, olhando Rony. "Pode  at  ser  nico.
Certamente  design do prprio Dumbledore. Porque  ele  haveria  de  ter
deixado  pra  voc    um  item  to  raro?"  Rony  balanou  sua  cabea
negativamente, parecendo desnorteado. "Dumbledore lecionou a milhares de
alunos," Scrimgeour continuou." Agora os nicos que ele  lembra  em  seu
testamento so vocs trs. Por que isso? Que uso ele  achou    que  voc
daria ao apagueiro Sr.Weasley?" "Apagar luzes, acredito," murmurou Rony.
"O que mais eu poderia fazer com  isso?"  Evidentemente  Scrimgeour  no
tinha sugestes. Depois de se inclinar para Rony por um momento ou dois,
ele virou-se de volta para o testamento de Dumbledore. "Para a senhorita
Hermione Jean Granger, deixo minha cpia de "Contos de Beedle o  Bardo",
na esperana de que ela o achar interessante e instrutivo."  Scrimgeour
havia retirado agora um pequeno livro que parecia to  antigo  quanto  a
cpia de "Segredos das Artes  das  Trevas".  Seu  encadernamento  estava
manchado e descascando  em alguns lugares. Hermione  pegou  o  livro  de
Scrimgeour sem dizer nada. Ela segurou o livro na palma  de  sua  mo  e
fixou o olhar para ele. Harry viu que o ttulo   estava  em  runas;  ele
nunca havia aprendido a l-las. Enquanto ele olhava,  uma  lgrima  caiu
nos smbolos entalhados. "Porqu voc acha que  Dumbledore  te  deixaria
esse livro, Senhorita Granger?" perguntou Scrimgeour. "Ele... ele  sabia
que eu gostava de livros," disse Hermione com uma voz fina, enxugando os
olhos com a manga da blusa. "Mas porqu esse livro  em  especial?"  "No
sei. Ele deve ter pensado  que  eu  gostaria  dele."  "Voc  alguma  vez
discutiu  cdigos,  ou  mtodos  de  passar  mensagens  secretas,    com
Dumbledore?" "No, no," disse Hermione,  ainda  limpando  os  olhos  na
manga. "E se o Ministrio no achou nenhum cdigo escondido nesse  livro
em 31 dias, duvido que eu encontre." Ela segurou um soluo. Eles estavam
todos to prximos  que  Rony  moveu  com  dificuldade  seu  brao  para
coloc-lo em volta dos ombros de Hermione. Scrimgeour virou-se   para  o
testamento. "Para Harry Tiago Potter," ele leu, e as entranhas de  Harry
se contraram em repentina excitao," Eu deixo o Pomo de Ouro  que  ele
capturou em sua primeira partida  de Quadribol  em  Hogwarts,  como  uma
lembrana da recompensa de ser perseverante  e  habilidoso."  Assim  que
Scrimgeour retirou a minscula bola de ouro, em  formato  de  noz,  suas
asas prateadas bateram fracas, e Harry no conseguiu evitar o sentimento
de anticlmax. "Por que Dumbledore  te  deixaria  esse  Pomo  de  Ouro?"
perguntou Scrimgeour. "No fao idia," disse Harry. "Pelas  razes  que
voc acabou de ler, eu creio... para me lembrar do  que  eu  consigo  se
eu... perseverar e tudo mais." "Voc acha que  uma lembrana  simblica
ento?" "Acho que sim," disse Harry. "O que mais poderia ser?"  "Sou  eu
quem fao as perguntas," disse Scrimgeour, deslocando sua  cadeira  para
mais perto do sof.  O  anoitecer  estava  chegando  l  fora  agora;  a
movimentao para  alm das janelas pareciam fantasmagoricamente brancas
por cima da cerca. "Eu percebi que seu bolo de aniversrio tem o formato
de um Pomo de Ouro," disse Scrimgeour para Harry "Porqu ser?" Hermione
gargalhou alto. "Oh, no pode ser uma referncia ao fato de Harry ser um
grande apanhador,  muito bvio," ela  disse.  "Deve  ter  uma  mensagem
secreta de Dumbledore escondida no  glac!"  "No  acho  que  haja  nada
escondido no glac," disse Scrimgeour, "mas um Pomo de Ouro seria um bom
esconderijo para um objeto pequeno. Voc sabe o porqu, tenho  certeza."
Harry deu de ombros, Hermione, no entanto, respondeu: Harry  pensou  que
responder questes corretamente era um hbito j to intrnseco que  ela
no conseguia segurar  essa urgncia. "Porque Pomos de Ouro tem  memria
corporal," ela disse. "O qu?" disseram Harry e  Rony  juntos;  os  dois
consideravam  que  o  conhecimento  de  Hermione  por   Quadribol    era
negligente. "Correto," disse Scrimgeour. "Um Pomo de Ouro no  pode  ser
tocado por pele sem proteo antes de  ser  solto,  nem  mesmo  por  seu
criador, que usa luvas. Ele carrega  consigo um encantamento  pelo  qual
ele pode identificar o primeiro ser humano que colocar suas  mos  sobre
ele, em caso de uma captura  disputada.  Esse  pomo"  ele  levantou    a
pequena bolinha de ouro "lembrar o seu toque, Potter." "Me  parece  que
Dumbledore, que tinha uma prodigiosa habilidade mgica, esquecendo  suas
falhas, pode ter encantado esse Pomo  de  Ouro  para  que  ele  se  abra
somente  a voc." O corao  de  Harry  estava  batendo  um  pouco  mais
rpido. Ele tinha certeza que Scrimgeour estava certo. Como ele  poderia
evitar pegar o Pomo com sua mo desprotegida   na  frente  do  Ministro?
"Voc no me diz nada," disse Scrimgeour. "Talvez voc j saiba o que  o
Pomo contm?" "No," disse Harry,  ainda  imaginando  como  ele  poderia
aparentar tocar o Pomo sem realmente faz-lo. Se ao menos  ele  soubesse
Legilimncia, se realmente soubesse e pudesse ler a mente  de  Hermione;
ele conseguia praticamente ouvir o crebro dela zumbindo ao lado   dele.
"Pegue," disse Scrimgeour baixinho. Harry encontrou os olhos amarelos do
Ministro e sabia que ele no tinha outra opo a no ser obedec-lo. Ele
segurou sua mo e Scrimgeour direcionou-se para  frente    e  colocou  o
Pomo,  devagar  e  cautelosamente,  na  palma  da  mo  de  Harry.  Nada
aconteceu. Assim que os dedos de Harry se fecharam  em  torno  do  Pomo,
suas asas cansadas  se agitaram e permaneceram paradas. Scrimgeour, Rony
e Hermione continuaram encarando avidamente para  a  bola,  parcialmente
oculta, como se ainda houvesse esperana  de  que  se  transformaria  de
alguma maneira. "Isso foi  dramtico,"  disse  Harry  aliviado.  Rony  e
Hermione  riram.  "  s  isso  ento,  no  ?",  perguntou   Hermione,
retirando-se  do  sof.  "No  tudo,"  disse  Scrimgeour,  que   parecia
mau-humorado agora. "Dumbledore te deixou uma segunda herana,  Potter."
"O que ?" perguntou Harry, novamente agitado. Scrimgeour no  tornou  a
ler o testamento dessa vez. "A espada de Godrico Grifinria," ele disse.
Hermione e Rony ficaram tensos. Harry olhou  em  volta  procurando  pelo
sinal do  rubi  entalhado,  mas  Scrimgeour  no  retirou  a  espada  da
algibeira de couro, que em todo  caso parecia muito pequena para  conter
a espada. "Ento onde est?" Harry perguntou  surpreso.  "Infelizmente,"
disse Scrimgeour, "aquela espada no era de Dumbledore,  para  ser  dada
assim.  A  espada  de  Godrico  Grifinria    uma  artefato   histrico
importante,  e portanto, pertence--" "Pertence a Harry!" disse  Hermione
furiosa. "A espada o escolheu, foi ele quem a achou, ela  veio  at  ele
pelo Chapu Seletor--" "De acordo com confiveis  fontes  histricas,  a
espada pode se presentear a qualquer Grifinrio que valha a pena," disse
Scrimgeour. "Isso no a faz propriedade exclusiva  do Sr.Potter,  o  que
quer que Dumbledore tenha decidido." Scrimgeour coou seu queixo  com  a
barba malfeita,  debochando  de  Harry.  "Porqu  voc  acha--?"  "--Que
Dumbledore me daria a espada?"  disse  Harry,  lutando  para  se  manter
calmo. "Talvez ele achasse que ficaria legal na minha parede." "Isso no
 uma  piada,  Potter!",  grunhiu  Scrimgeour.  "Foi  porque  Dumbledore
acreditou que somente a espada de Godrico Grifinria poderia derrotar  o
Herdeiro da Sonserina?  Ele queria te dar aquela espada, Potter,  porqu
ele acreditava, assim como muitos, que voc   o  destinado  a  destruir
Aquele-Que-No-Deve-Ser-Nomeado?" "Teoria  interessante,"  disse  Harry.
"Algum j tentou alguma vez enfiar uma espada em  Voldemort?  Talvez  o
Ministrio devesse colocar algumas pessoas nessa funo,   ao  invs  de
gastar seu  tempo  recolhendo  Apagueiros  ou  encobrindo  as  fugas  de
Azkaban. Ento  isso que voc tem  feito,  Ministro,  trancado  em  seu
escritrio, tentando  foradamente abrir o Pomo? Pessoas esto  morrendo
- eu quase fui uma delas - Voldemort me perseguiu por trs pases, matou
Olho-Tonto Moody, mas o Ministrio no  se  pronunciou  quanto  a  isso,
no?E voc ainda espera  que  cooperemos  com  voc!"  "Voc  foi  longe
demais!" gritou Scrimgeour, levantando-se: Harry  ficou  em  p  tambm.
Scrimgeour rumou em direo a Harry e o apertou forte  no  peito  com  a
ponta de  sua varinha; isso fez um buraco na camiseta de Harry,  como  o
de um cigarro aceso. "Ha!" disse Rony, pulando e  erguendo  sua  prpria
varinha, mas Harry disse: "No! Voc quer dar a ele  uma  desculpa  para
nos prender?"  Lembraram-se  que  vocs  no  esto  na  escola?"  disse
Scrimgeour respirando forte contra o rosto de Harry.  "Lembraram-se  que
eu  no  sou  Dumbledore,  que  perdoou  sua  insolncia  e  falta    de
subordinao? Voc deve usar essa cicatriz como uma coroa,  Potter,  mas
no  da conta  de um garoto de 17  anos  me  dizer  como  fazer  o  meu
trabalho!  tempo de voc aprender um pouco de respeito!"  "  tempo  de
conquistar respeito." disse Harry. O  cho  tremeu;  um  som  de  passos
correndo, e ento a porta  que  leva  at  a  sala  de  estar  se  abriu
violentamente e Sr. e  Sra.Weasley  correram  para  dentro.  "Ns--  ns
pensamos  ter  ouvido--"  comeou  Sr.Weasley,  olhando    completamente
alarmado para Harry e o  Ministro  ligados  nariz  com  nariz.  "--vozes
altas," terminou Sra.Weasley. Scrimgeour deu dois na direo  de  Harry,
olhando rapidamente para o buraco que ele havia feito em  sua  camiseta.
Ele parecia arrependido por sua falta de controle. "Foi-- no foi nada,"
ele grunhiu. "Eu... lastimo sua atitude," ele disse, olhando  Harry  nos
olhos uma vez mais. "Voc deve  estar  pensando  que  o  Ministrio  no
deseja  o que vocs - o que Dumbledore - desejava. Ns devemos trabalhar
juntos."  "No  gosto  de  seus  mtodos,  Ministro,"    disse    Harry.
"Lembra-se?" Pela segunda vez, ele levantou seu pulso direito e  mostrou
para Scrimgeour a cicatriz ainda branca atrs de sua mo,dizendo "Eu no
devo contar mentiras". A expresso  de Scrimgeour endureceu ainda  mais.
Ele se virou sem mais nenhuma palavra e saiu do cmodo. A  Sra.  Weasley
se apressou depois dele; Harry a ouviu parar na porta  dos fundos.  Aps
um minuto ou quase isso, ento ela gritou, "Ele  se  foi!".  O  que  ele
queria?" perguntou o Sr.Weasley, olhando para  Harry,  Rony  e  Hermione
quando Sra.Weasley veio correndo de volta at eles. "Queria  nos  dar  o
que Dumbledore nos deixou," disse Harry. "Eles tinham acabado de liberar
o contedo de seu testamento." L fora no  jardim,  sobre  as  mesas  de
jantar, os trs objetos que Scrimgeour entregou a eles foram passados de
mo em mo. Todos exclamavam pelo apagador e "Contos  de Beedle o Bardo"
e lamentavam o fato de Scrimgeour ter se recusado a entregar  a  espada,
mas nenhum deles conseguia dar nenhuma  sugesto  de  porque  Dumbledore
teria  deixado para Harry um velho Pomo. Enquanto Sr.Weasley examinava o
apagador  pela  terceira  ou  quarta  vez,  Sra.Weasley  tentava  dizer,
"Harry, querido, todos  esto  terrivelmente  famintos  e  no  queremos
comear sem voc. Posso servir  o  jantar  agora?"  Todos  eles  comeram
apressadamente e depois de um rpido coro de "Parabns a voc" e  muitos
pedaos de bolo, a festa terminou. Hagrid, que tinha sido convidado para
o casamento no dia seguinte  mas  era  muito  volumoso  para  dormir  na
pequena Toca, saiu para armar uma tenda para ele mesmo no campo ao lado.
"Encontre-nos l em cima," Harry sussurrou para Hermione, enquanto  eles
ajudavam Sra. Weasley a rearrumar o jardim. "Depois que todos  estiverem
dormindo." No quarto do soto, Rony  examinava  seu  Apagador,  e  Harry
enchia a carteira de Hagrid, no com dinheiro, mas  daqueles  itens  que
eles mais gostava, aparentemente sem    valor,  entre  eles  o  Mapa  do
Maroto, o pedao do espelho encantado de Sirius e o medalho de R.A.B. .
Ele amarrou a carteira apertado e colocou-a em volta de  seu    pescoo,
ento sentou-se segurando o velho Pomo e assistindo suas asas  cansadas.
Finalmente,  Hermione  bateu    porta  e  entrou  na  ponta  dos   ps.
"Muffiato," ela sussurrou, balanando sua varinha em direo s escadas.
"Achei que voc no aprovasse  esse  feitio"  disse  Rony.  "Os  tempos
mudam," disse Hermione. "Agora, mostre-nos o Apagador." Rony obedeceu de
uma vez. Segurando na sua frente, ele  apertou  o  Apagador.  A  lmpada
solitria que eles haviam acendido se apagou rapidamente."O fato  que,"
sussurrou  Hermione na escurido, "Ns poderamos  ter  conseguido  isso
com o P da Escurido Instantnea". Ouviu-se um pequeno "click" e a bola
de luz da lmpada voltou ao teto  e  iluminou  todos  novamente.  "Mesmo
assim,  legal," disse Rony, se defendendo. "E pelo que  eles  disseram,
foi Dumbledore que inventou o Apagueiro!!" "Eu sei, mas  certamente  ele
no deixou com voc s pra nos ajudar a apagar as luzes!" "Voc acha que
ele sabia que o Ministrio confiscaria seu testamento e examinaria  tudo
que ele nos deixou?" perguntou Harry.  "Com  certeza,"  disse  Hermione.
"Ele no poderia nos dizer no testamento porqu ele estaria nos deixando
essas coisas, mas  o  testamento  no  explica..."  "...porqu  ele  no
poderia ter nos deixado uma pista enquanto ele estava  vivo?"  perguntou
Rony. "Bom, exatamente," disse  Hermione,  agora  folheando  "Contos  de
Beedle o Bardo". Se essas coisas so importantes o suficiente pra passar
por debaixo do nariz do Ministrio,  vocs pensariam que ele  teria  que
ter nos deixado um porqu... a menos que seja bvio?" "Ele pensou errado
ento, no?" disse Rony. "Eu  sempre  disse  que  ele  tinha  uma  mente
brilhante e tudo mais, mas louco. Deixar para o Harry um velho Pomo--  a
troco  de qu?" "No fao  a  mnima  idia,"  disse  Hermione.  "Quando
Scrimgeour fez voc pegar o Pomo, Harry, eu tinha certeza  de  que  algo
iria acontecer!" "Sim, bem," disse Harry, sua pulsao  acelerou  quando
ele ergueu o Pomo em seus dedos. "Eu  no  iria  me  esforar  muito  na
frente do Scrimgeour, no  mesmo?" "O que voc quer  dizer?"  perguntou
Hermione. "O Pomo que eu peguei na minha primeira partida de Quadribol?"
disse Harry. "No se lembram?" Hermione  parecia  simplesmente  confusa.
Rony, no entanto, engastou, apontando louco de Harry  para  o  Pomo  at
conseguir  recuperar  sua  voz.  "  aquele  que  voc  quase  engoliu!"
"Exatamente," disse  Harry,  e  com  seu  corao  batendo  rpido,  ele
pressionou  sua  boca  contra  o  Pomo.  No   abriu.    Frustrao    e
desapontamento tomaram conta de Harry: ele abaixou a esfera dourada, mas
ento Hermione gritou: "Escrita! H algo escrito nele,  rpido,  olhem!"
Harry quase deixou cair o Pomo em meio a surpresa e  agitao.  Hermione
estava mesmo certa. Gravado  por  sobre  a  leve  camada  dourada,  onde
segundos antes no havia  nada, havia quatro  palavras  escritas  com  a
fina e inclinada caligrafia que Harry reconheceu ser de Dumbledore:  "Eu
abro ao fechar." Ele mal tinha lido as  palavras  e  elas  desapareceram
novamente. "Eu abro ao fechar... ao fechar... eu abro ao fechar" Mas no
importou o quanto eles repetiam as palavras,  com  variadas  entonaes,
eles se encontraram incapazes de  deduzir  qualquer  coisa  mais.  "E  a
espada," disse Rony depois, quando eles tinham finalmente abandonado  s
tentativas de adivinhar o significado da inscrio no Pomo. "Porqu  ele
queria que Harry ficasse com a espada?" "E  porque  ele  no  podia  ter
simplesmente me falado?" disse Harry baixinho. "Eu estava l, ela estava
l na parede de seu escritrio durante todas as nossas tarefas  pelo ano
passado! Se ele queria que eu ficasse com a  espada,  ento  porque  ele
simplesmente no a entregou para mim?" Ele sentiu-se to pensativo  como
se estivesse  sentado num exame com uma questo que  ele  deveria  saber
responder na sua frente, seu crebro lento e sem resposta. Teve algo que
ele perdeu em suas longas conversas  com Dumbledore ano passado? Deveria
ele saber o que tudo isso significava? Ser que Dumbledore esperava  que
ele entendesse? "E esse livro"  disse  Hermione,  "Contos  de  Beddle  o
Bardo"... nunca nem ouvi  falar  de  tais  contos!"  "Voc  nunca  ouviu
"Contos de Beedle o Bardo"?" disse Rony incrdulo.  "Voc  t  brincando
n?" "No, no estou," disse Hermione surpresa. "Voc conhece?"  "Mas  
claro que sim!" Harry olhou-os, divertindo-se. O fato de Rony  ter  lido
um livro de que Hermione nunca havia ouvido falar era quase  impossvel.
Rony, no entanto, ficou amuado com  a surpresa deles. "Ah, vamos!  Todas
as velhas histrias infantis so do Beedle no so? "A Fonte da  Fortuna
Justa"... "O Bruxo e o caldeiro saltitante"... "Coelhinho Babbity e seu
toco tagarelante." "Como?" disse Hermione dando risadinhas.  "Como    o
nome do ltimo?" Sai fora!"dise Rony,  olhando  desacreditado  de  Harry
para Hermione. "Voc deve ter ouvido sobre o Coelhinho Babbity--" "Rony,
voc sabe muito bem que Harry e eu fomos  criados  por  Trouxas!"  disse
Hermione. "Ns no ouvamos histrias como essas quando ramos pequenos,
ns ouvamos "Branca de neve e os Sete Anes", e Cinderella--" "O que  
isso, uma doena?"  perguntou  Rony.  "Ento  isso  so  histrias  para
crianas?" perguntou Hermione, apertando as  runas.  "Sim."  disse  Rony
incerto. "Quer dizer,  que  se  ouve,  sabe,  que  todas  essas  velhas
histrias vieram de Beedle. Eu no sei como elas  so  em  suas  verses
originais." "Mas eu fico pensando porque Dumbledore achou que eu deveria
l-las?" Algo estalou escada abaixo. "Provavelmente   Carlinhos,  agora
que Mame est dormindo, escapando para recompor seu cabelo," disse Rony
nervoso. "Isso mesmo, ns deveramos nos  deitar,"  sussurrou  Hermione.
"No devemos acordar tarde amanh." "No," concordou  Rony.  "Um  brutal
assassinato triplo feito pela me do noivo poderia deixar mais animado o
casamento. Vou apagar a luz." Ento ele apertou o Apagador mais uma  vez
assim que Hermione saiu  do  quarto.  Crditos:  Traduo:  Ryrysounders
Reviso: Gabi Moraes

Captulo 08 - O Casamento As trs horas da  tarde  seguinte  encontraram
Harry, Ron, Fred e Jorge ao lado da grande marquise branca instalada  no
pomar, esperando pela chegada dos convidados  do casamento. Harry  havia
tomado uma grande dose da Poo Polissuco e agora era uma  cpia  de  um
garoto ruivo trouxa morador do vilarejo de Ottery St. Cathpole, de  quem
Fred havia roubado cabelos usando um Feitio convocatrio. O  plano  era
apresentar Harry como o "Primo Barny" e acreditar que o grande nmero de
parentes Weasley  conseguiria  camufl-lo.  Todos  os  quatro  seguravam
planos indicando onde sentar, ento podiam ajudar as pessoas a encontrar
suas cadeiras. Um exrcito de garons vestidos de branco havia   chegado
h uma hora, juntamente com uma banda  de  jaquetas  douradas,  e  todos
esses bruxos j haviam sentado a  uma  curta  distncia  dali,  sob  uma
rvore. Harry podia  ver uma fumaa azulada de cachimbo que saa  de  um
determinado ponto. Logo atrs de Harry, a entrada da  marquise  revelava
montes e montes de frgeis cadeiras douradas enfileiradas a cada lado de
um longo carpete roxo. Os postes  de    suporte  estavam  encimados  com
flores brancas e douradas. Fred e Jorge haviam atado um enorme cacho  de
bales dourados sobre o ponto exato onde  em  breve  Gui  e  Fleur    se
tornariam marido e mulher. L  fora,  borboletas  e  abelhas  esvoaavam
preguiosamente sobre a grama que recobria o  jardim.  Harry  estava  um
pouco desconfortvel.  O garoto trouxa cuja aparncia ele  havia  tomado
era um pouco mais gordo que ele, e suas roupas eram quentes e  apertadas
demais para um dia de vero.  -  Quando  eu  me  casar,  -  disse  Fred,
afrouxando o colarinho de sua prpria camisa, - no vou me aborrecer com
essas tolices. Vocs podero vestir o que quiserem,  e vou  colocar  uma
Maldio do corpo preso na Mame at que tudo termine. - Ela no  estava
to m essa manh, na verdade - disse Jorge.  -  Chorou  um  pouco  pelo
Percy no ter vindo, mas quem quer ele por aqui? Caramba, se  segurem  -
a vem  eles, veja! Figuras coloridas brilhantes apareceram, uma a  uma,
nos limites do  jardim.  Dentro  de  minutos,  uma  procisso  havia  se
formado, que comeou a serpentear pelo jardim  at  a  marquise.  Flores
exticas e pssaros  enfeitiados  enfeitavam  os  chapus  das  bruxas,
enquanto  pedras  preciosas  brilhavam  nos  plastres  dos  bruxos:  um
murmrio  de excitao crescia mais e mais, soterrando o som das abelhas
conforme a multido se aproximava do local. -  Excelente,  acho  que  vi
algumas primas veela, -  disse  Jorge,  esticando  o  pescoo  para  ver
melhor. - Elas vo precisar  de  ajuda  para  entender  nossos  costumes
ingleses,  vou cuidar delas... - No to depressa, seu  apressadinho,  -
disse Fred, e assim que  os  grasnidos  de  bruxas  de  meia  idade  que
lideravam a procisso passou, ele disse - Aqui, permellez    moi  ajudar
vous - para um par de belas garotas francesas, que riram e deixaram  que
ele as ajudasse a alcanar seus lugares. Jorge teve  que  lidar  com  as
bruxas de  meia idade e Ron se encarregou do velho amigo  de  Ministrio
do Sr Weasley, Perkins, enquanto um casal  de  velhinhos  surdos  seguiu
para a ala que Harry cuidava. - Olha, - disse uma voz familiar que o fez
sair da marquise e ver Tonks e  Lupin  na  frente  da  fila.  Ela  havia
deixado seu cabelo loiro para a ocasio. - Arthur nos   disse  que  voc
era o nico com cabelos encaracolados. Sinto muito pela noite passada  -
ela complementou, em um sussurro quando Harry os deixou  na  nave.  -  O
Ministrio  tem se mostrado bastante anti-lobisomem no momento e achamos
que nossa presena no ajudaria em nada. - Est  bem,  eu  compreendo  -
disse Harry, falando mais com Lupin que com Tonks. Lupin deu  a  ele  um
pequeno sorriso, mas quando se virou novamente, Harry viu que sua   face
expressava as linhas do sofrimento. Ele  no  entendeu,  mas  no  havia
tempo para pensar no assunto: Hagrid estava causando alguns  distrbios.
Sem entender as  orientaes de Fred, ele se sentara no sobre  o  banco
magicamente aumentado e reforado, preparado para ele na ltima fileira,
mas sobre cinco assentos que agora  pareciam uma grande pilha de palitos
de fsforos dourados. Enquanto o Sr. Weasley arrumava o estrago e Harrid
berrava desculpas para quem quisesse ouvir, Harry correu de volta para a
entrada, para ver Rony cara a cara  com    o  bruxo  de  aparncia  mais
excntrica. Levemente estrbico,  com  cabelos  brancos  na  altura  dos
ombros e com textura de algodo doce, ele  usava  uma  capa  cuja  borla
oscilava em frente ao seu nariz e uma viseira  amarelo-ovo.  Um  smbolo
estranho, parecido com um olho triangular, resplandescia de uma corrente
dourada em seu pescoo. - Xenofilius Lovegood - ele disse, estendendo  a
mo para Harry, - minha filha e eu vivemos logo alm da colina, foi  to
gentil que os bons Weasley tenham nos convidado.    Mas  acho  que  voc
conhece minha Luna? - ele completou, virando-se para Rony. - Sim - disse
Rony. - Ela no est com voc? -  Ela  est  demorando  porque  resolveu
entrar naquele encantador jardinzinho para dizer oi para os gnomos,  que
gloriosa infestao!  interessante como alguns poucos  bruxos conseguem
perceber o quanto ns podemos aprender com os sbios e pequenos  gnomos.
Ou, para dar o nome correto, os Gernumbli Garensi. - Os nossos  conhecem
vrios excelentes palavres, - disse Rony, - mas acho  que  foi  Fred  e
Jorge que ensinaram a eles. Ele levava  um  par  de  feiticeiros  at  a
marquise quando Luna entrou correndo. - Ol, Harry - ela disse. -  Er...
meu nome  Barny - respondeu ele, corando. - Oh, voc mudou isso tambm?
- ela respondeu, com os olhos brilhando. - Como voc sabia...? - Ah,  s
pela sua expresso - ela disse.  Como  o  pai,  Luna  vestia  uma  roupa
amarelo brilhante, que combinava com um grande girassol que havia em seu
cabelo. Uma vez superado o brilho  de  tudo  aquilo,  o  efeito    geral
chegava a ser agradvel. Ao menos no havia rabanetes pendurados em suas
orelhas.  Xenofilius,  que  estava  absorto  em  uma  conversa  com   um
conhecido, perdeu o dilogo entre Luna e  Harry.  Deixando  o  bruxo  de
lado, ele se virou para a filha, que segurava  um dedo ao dizer - Papai,
olhe! Um dos gnomos me mordeu mesmo! Que maravilha! Saliva de  gnomos  
altamente benfico - disse o Sr. Lovegood, analizando o  dedo  machucado
de Luna e as marcas ensangentadas das mordidas. - Luna,  meu  amor,  se
voc  sentir  algum  talento  germinando  hoje  -  talvez  uma  urgncia
inesperada em cantar pera ou declamar em seriano - no remprima!  Voc
pode ter sido  presenteada pelos Germumblies! Rony, passando na  direo
oposta, deixou escapar uma fungada alta. - Rony pode rir  -  disse  Luna
serenamente para Harry, enquanto ele conduzia ela e Xenofilius para seus
assentos - mas  meu  pai  tem  feito  muitas  pesquisas  sobre  a  magia
Gernumbli. - Verdade? - disse Harry, que h tempos  havia  decidido  no
desafiar os peculiares pontos de vista de Luna ou  de  seu  pai.  -  Tem
certeza que no quer colocar nada  nesse machucado, ento?  -  Oh,  est
bem - disse Luna, chupando o dedo com ar sonhador  e  medindo  Harry  de
alto a baixo. - Voc parece esperto. Falei para o papai  que  a  maioria
das pessoas  provavelmente usaria tnicas, mas ele acha que devemos usar
as cores do sol em casamentos, para dar sorte, sabe? Enquanto ela seguia
o pai, Ron reapareceu com uma bruxa mais velha enganchada em seu  brao.
O nariz pontudo, os olhos avermelhados e  o  chapu  rosa  de  plumagens
davam  a ela um ar de flamingo de mau humor. - ...  e  seu  cabelo  est
muito comprido, Ronald, por um momento achei  que  voc  fosse  Ginevra,
pelas barbas de Merlin, o  que  Xenofilius  Lovegood  est  usando?  Ele
parece  um omelete. E quem  voc? - ela perguntou  para  Harry.  -  Oh,
sim, Tia Muriel, este   nosso  primo  Barny.  -  Outro  Weasley?  Vocs
procriam como gnomos. Harry Potter no est aqui? Eu queria  conhec-lo,
achei que ele fosse seu  amigo,  Ronald,  ou  voc  estava  s  contando
vantagem? - No... Ele no pde vir... - Hmm. Deu uma desculpa, foi? No
to destemido como parece  nas  fotos  da  imprensa,  ento.  Eu  estava
ensinando  noiva a melhor maneira de usar minha tiara  -  ela    grigou
para Harry - feita por goblins, sabe, e que est na famlia h  sculos.
Ela  uma bela garota, mas... francesa. Bem, bem, ache um bom lugar para
mim, Ronald,  tenho cento e sete anos e  no  devo  ficar  em  p  tanto
tempo. Rony lanou um olhar cheio de significados a Harry quando  passou
e no reapareceu por algum tempo: na prxima vez que se  encontraram  na
entrada, Harry havia mostrado    para  uma  dzia  de  pessoas  os  seus
lugares. A marquise j estava quase cheia, e pela primeira vez no havia
fila do lado de fora. - Um pesadelo, Muriel - disse Rony,  esfregando  a
testa na manga. - Ela costumava vir para o Natal todos os anos, at que,
graas a Deus, ficou ofendida quando Fred  e Jorge jogaram uma bomba  de
bosta sob sua cadeira na hora da janta. Papai sempre disse que ela  deve
ter tirado os dois do testamento - como se eles ligassem,  eles    esto
ficando mais ricos que qualquer um da famlia, logo eles vo...  Uou!  -
ele completou, piscando rapidamente quando Hermione chegou correndo  at
eles - Voc  est maravilhosa! - Sempre esse tom  de  surpresa  -  disse
Hermione, apesar de sorrir. Ela usava um vestido  lils  esvoaante  com
sapatos de salto alto; seu cabelo estava  macio  e  brilhante.    -  Sua
tia-av Muriel no  concorda,  eu  acabei  de  encontr-la  l  em  cima
enquanto ela entregava a tiara a Fleur. Ela disse:  "Oh,  querida,    a
nascida-trouxa?" e depois  "M postura e quadris estreitos". - No  leve
para o lado pessoal, ela  rude com todo mundo - disse Rony.  -  Falando
da Muriel? - perguntou Jorge, emergindo da marquise juntamente com Fred.
- Sim, ela acabou de me dizer  que  minha  orelha  est  torta.  Morcega
velha. Gostaria  que o velho Tio Billius ainda  estivesse  conosco;  ele
era risada certa em casamentos. - No foi ele que viu um Grim  e  morreu
vinte e quatro horas depois? - perguntou Hermione. - Bom, , ele  estava
meio estranho perto do fim - concordou  Jorge.  -  Mas  antes  de  ficar
doido, ele era a vida e alma das festas - disse fred.  -  Ele  costumava
derramar uma garafa inteira de Whisky de fogo  e  ir  para  a  pista  de
dana,  erguer a tnica e comear a lanar buqus de flores de seus... -
Sim, parece encantador - disse Hermione, enquanto  Harry  gargalhava.  -
No sei por qu, nunca se casou - disse Rony. - Voc me espanta -  disse
Hermione. Eles riam tanto que ningum notou o ltimo convidado, um jovem
rapaz com cabelos escuros e um grande nariz curvo e sobrancelhas negras,
at ele mostrar o convite  a Rony e dizer, com os olhos em  Hermione:  -
Foc est linda. - Viktor! - ela gritou, e derrubou  sua  pequena  bolsa
bordada, que fez um barulho desproporcional  ao  seu  tamanho.  Enquanto
lutava, corada, para recolher as coisas,  disse - Eu  no  sabia  que...
Caramba...  adorvel ver... Como vai voc? As orelhas  de  Ron  estavam
novamente vermelhas. Depois de olhar para o convite de Krum, como se no
acreditasse em uma palavra do  que  estava  escrito,  ele  falou,  muito
alto: - Como voc est aqui? - Fleur me confidou - disse Krum, franzindo
as sobrancelhas Harry, que no tinha nada contra Krum, apertou sua  mo;
ento, sentindo que seria prudente  preservar  Krum  da  proximidade  de
Rony, se ofereceu para mostrar a ele  seu lugar. - Seu amigo  no  ficou
feliz em me ver - disse Krum quando entrou na marquise agora cheia. - Ou
ele  um parente? - completou, olhando para o cabelo ruivo cacheado   de
Harry. - Primo - Harry murmurou, mas  Krum  no  estava  escutando.  Sua
apario havia causado  um  pequeno  tumulto,  principalmente  entre  as
primas veelas. Ele era, apesar de  tudo, um famoso jogador de Quadribol.
Enquanto as pessoas esticavam seus pescoos  para  dar  uma  boa  olhada
nele, Rony, Hermione, Fred e Jorge vieram apressados pelo   corredor.  -
Hora de sentar - Fred disse a Harry - ou seremos atropelados pela noiva.
Harry, Rony e Hermione sentaram na  segunda  fileira  atrs  de  Fred  e
Jorge, Hermione parecia rosada  e  as  orelhas  de  Rony  ainda  estavam
escarlates. Aps uns momentos  ele sussurrou para Harry: - Voc viu  que
ele  deixou  uma  estpida  barbicha?  Harry  lanou  um  grunhido   sem
comentrios. Um sentimento de ansiosa  antecipao  enchia  a  tenda,  o
murmrio geral quebrado por ocasionais jorros de risadas nervosas. O Sr.
e a Sra. Weasley percorreram o corredor,  sorrindo e  acenando  para  os
parentes; o Sr. Weasley usando um  novo  conjunto  de  ametista,  tnica
vermelha com um chapu combinando. Um momento depois,  Gui  e  Carlinhos
surgiram na frente da marquise,  ambos  usando  tnicas  vermelhas,  com
grandes rosas brancas nas casas dos  botes;  Fred  uivou  baixinho    e
surgiram risadinhas das primas veela. Ento a audincia ficou silenciosa
quando a msica escorreu do que pareciam ser bales dourados. -  Oooooh!
- disse Hermione, girando em seu assento para olhar para a  entrada.  Um
grande suspiro  coletivo  foi  lanado  das  bruxas  e  bruxos  reunidos
conforme Monsieur Delacour caminhava e conduzia. Fleur usava um  vestido
branco muito simples  e parecia  emitir  uma  forte  radiao  prateada.
Geralmente sua radiao tornava todos menores comparativamente, hoje ela
embelezava a todos que a percebiam. Ginny   e  Gabrielle,  ambas  usando
vestidos dourados, pareciam ainda mais bonitas que o  normal,  e  quando
Fleur o alcanou, Gui no parecia jamais ter encontrado Fenrir Greyback.
- Senhoras e Senhores - disse uma voz musical aguda, e  com  um  pequeno
choque, Harry viu  o  pequeno  bruxo  de  cabelos  em  tufos  que  havia
presidido o funeral de Dumbledore,  parado  agora  em  frente  a  Gui  e
Fleur. - Estamos aqui reunidos para  celebrar  a  unio  de  duas  almas
fiis... - Sim, minha tiara combinou com tudo maravilhosamente  -  disse
Tia Muriel com um sussurro spero. - Mas devo dizer  que  o  vestido  de
Ginevra est um pouco curto. Gina olhou em volta, sorrindo, piscou  para
Harry, ento rapidamente olhou para a frente de novo. A mente  de  Harry
viajou para longe da marquise, de volta s tardes  ocupadas  a  ss  com
Gina nas partes  desertas  do  terreno  da  escola.  Elas  pareciam  to
distantes; j pareciam boas demais para ser  verdadeiras,  como  se  ele
estivesse  roubando horas brilhantes da vida de uma pessoa  normal,  uma
pessoa sem cicatriz com forma de raio  na  testa...  -  Voc,  Guilherme
Arthur, aceita Fleur Isabelle...? Na primeira fila,  a  Sra.  Weasley  e
Madame  Delacour  estavam  fungando  lacrimosas  em  seus  lenos.  Sons
semelhantes a trompetes vieram da parte de trs da marquise avisaram   a
todos que Hagrid havia sacado um de seus lenos do tamanho de toalhas de
mesa. Hermione se virou e acenou com a cabea para Harry, com  os  olhos
cheios de lgrimas. - ... ento eu os declaro  amarrados  pela  vida.  O
bruxo de cabelos em tufos agitou a varinha sobre as  cabeas  de  Gui  e
Fleur e uma chuva de estrelas prateadas caiu sobre eles, em espirais  ao
redor de suas  agora    entrelaadas  silhuetas.  Quando  Fred  e  Jorge
comearam  os  aplausos,  os  bales  dourados  sobre  suas  cabeas  se
romperam; aves do paraso e pequenos sinos dourados voaram   e  planaram
sobre eles, juntando suas canes e tilintares ao fragor do  aplauso.  -
Senhoras e senhores - chamou o bruxo de cabelo  de  tufos,  -  se  vocs
puderem,  se  levantem!  Todos  se  ergueram,  Tia  Muriel    reclamando
audivelmente; ele agitou a varinha novamente. A tenda sob  a  qual  eles
estavam sentados ergueu-se graciosamente no ar enquanto  as  paredes  de
canvas da marquise sumiram, assim, parecia que elas eram mantidas por um
dossel de postes dourados, com uma vista  gloriosa  do  pomar  iluminado
pelo  sol e a cidade ao fundo. A seguir,  um  jorro  de  ouro  derretido
espirrou do centro da tenda formando uma brilhante pista  de  dana;  as
cadeiras pairaram e se agruparam ao redor de pequenas  mesas com toalhas
brancas, e os garons de jaquetas douradas circularam at  um  pdio.  -
Legal! - disse Rony, aprovadoramente, enquanto  os  garons  surgiam  de
todos os lados, alguns carregando jarras prateadas de suco  de  abbora,
cerveja amanteigada  e  whisky  de  fogo,  outros  empilhando  tortas  e
sanduches. - Ns devemos parabeniz-los! - disse Hermione,  ficando  na
ponta dos ps para ver o lugar onde Gui e Fleur haviam  desaparecido  no
meio de uma multido de amigos. - Teremos tempo depois, - respondeu Ron,
dando de ombros e agarrando trs cervejas amanteigadas  de  uma  bandeja
que passava, e entregando uma para Harry. - Hermione,  se segura,  temos
que encontrar uma mesa... No a! No perto da Muriel! Rony atravessou o
caminho da pista de dana vazia,  olhando  para  os  lados;  Harry  teve
certeza que ele queria distncia de Krum. Quando eles alcanaram o outro
lado  da marquise, a maioria das mesas estavam ocupadas.  A  mais  vazia
era aquela em que Luna sentava-se sozinha. - Tudo bem  se  ficarmos  com
voc? - perguntou Rony. - Oh sim! - ela disse alegremente. -  Papai  foi
at entregar o presente de Gui e Fleur. -  O  que  ser?  Um  suprimento
vital de Gurdyroots? - Perguntou Rony. Hermione foi chutar sua perna sob
a mesa, mas invs disso acertou Harry. Com os olhos  lacrimejantes  pela
dor, Harry perdeu o fio da conversa por alguns momentos. A banda comeou
a tocar. Gui e Fleur tomaram a pista de dana  primeiro,  sob  aplausos.
Depois de um tempo, Sr. Weasley levou Mme. Delacour at a pista, seguido
pela  Sra. Weasley com o pai de Fleur. -  Gosto  desta  msica  -  disse
Luna, marcando o tempo do compasso semelhante a valsa e alguns  segundos
depois ela levantou e  foi  at  a  pista  onde  fez  um  pequeno  giro,
sozinha, com os olhos fechados e ondulou os braos. - Ela   tima,  no
? - disse Rony, admirado. - Sempre original. Mas o sorriso sumiu de seu
rosto de uma vez: Victor Krum sentara no lugar vago  de  Luna.  Hermione
pareceu satisfeita, mas dessa vez Krum no viera por ela. Com um   olhar
azedo no rosto, ele disse: - Quem  aquele homem de amarelo? - Aquele  
Xenofilius Lovegood, ele  pai de uma amiga nossa - disse Rony. Seu  tom
pungente indicava que no havia nada de emgraado em Xenofilius,  apesar
da clara  provocao. - Venha danar - ele acrescentou abruptamente para
Hermione. Ela olhou em volta, novamente satisfeita, e se levantou.  Eles
desapareceram rumo  pista de dana. - Ah, eles esto juntos,  agora?  -
Krum perguntou, momentaneamente distrado. - Er... mais ou menos - disse
Harry. - Quem  foc?  -  perguntou  Krum.  -  Barny  Weasley.  Eles  se
cumprimentaram. - Barny, foc conhece pem esse Lovegood?  -  No,  eu  o
conheci apenas hoje. Por qu? Krum  olhou  sobre  seu  copo  e  observou
Xenofilius, que estava conversando com diversos feiticeiros ao  lado  da
pista de dana. - Porque - disse  Krum,  -  se  ele  no  fosse  um  dos
confidados da Fleur, eu o tessafiaria, aqui e agorra, para  ferr  aquela
assinatura imunda sopre seu peito.  -  Assinatura?  -  perguntou  Harry,
olhando tambm para Xenofilius. Um  estranho  olho  triangular  brilhava
sobre seu peito. - Por qu? O que h  com  aquilo?  -  Grindewald.    o
smpolo de Grindewald. - Grindewald... O Bruxo das Trevas que Dumbledore
derrotou? - Exatamente. Os msculos da mandbula de Krum  se  contraram
como se estivesse mastigando, ento ele disse: - Grindewald matou muitas
pessoas. Meu av, por exemplo. Claro, ele no era poderoso  neste  pas,
dizem que temia Dumbledore... e te fato, feja como  tudo  acapou.    Mas
este - disse, apontando o dedo para Xenofilius - este  seu smpolo,  eu
reconheci de imetiato: Grindewald o esculpiu em uma parede em Durmstrang
quando era um  aluno. Alguns idiotas o copiaram em seus lifros e  roupas
querendo chocar, querendo parecer impressionantes... at que pessoas que
perderam mempros familiares para   Grindewald  comearam  a  f-los  com
outros  olhos.  Krum  estalou  os  dedos  e  lanou  outro  olhar   para
Xenofilius. Harry ficou perplexo. Parecia incrivelmente improvvel que o
pai de Luna fosse um partidrio das Artes  das Trevas, e ningum mais na
tenda parecia haver reconhecido o smbolo triangular.  -  Voc...  er...
tem certeza que  de Grindewald? - No me engano - disse Krum friamente.
- Passei por esse smpolo durante frios anos, conheo-o pem. - Bom,  h
uma chance - disse Harry - que Xenofilius no  saiba  exatamente  o  que
significa, os Lovegood so bem... incomuns. Ele poderia  facilmente  ter
pego em algum   lugar  e  achado  que    um  pedao  da  cabea  de  um
Crumple-Horned Snockack ou algo assim. - Um pedao de qu? - Bem, Eu no
sei o que eles so, mas aparentemente ele e a filha sempre passam ferias
e feriados procurando por eles...  Harry achou  que  estava  fazendo  um
pssimo trabalho ao tentar explicar Luna e seu pai. - Essa  a  filha  -
ele disse, apontada para Luna, que ainda danava sozinha,  ondulando  os
braos ao redor da cabea como algum que tentasse arremessar  anes.  -
Porr que ela est facendo aquilo? - perguntou Krum. - Provavelmente est
tentando se livrar de um Wrackspurt - disse  Harry,  que  reconheceu  os
sintomas. Krum pareceu no entender se Harry estava zombando  dele.  Ele
tirou a varinha de dentro da tnica e fez com ela um gesto significativo
sobre a coxa; fagulhas saram  da ponta da  varinha.  -  Gregorovitch  -
disse Harry em voz alta, e Krum comeou, mas Harry estava muito excitado
para se preocupar; a memria havia voltado a ele quando viu a varinha de
Krum. Olivaras pegando-a e examinando-a cuidadosamente antes do  Torneio
Tribruxo. - O que  tem  ele?  -  Krum  perguntou,  intrigado.  -  Ele  
fabricante de varinhas! - Eu sei disso - volveu  Krum.  -  Ele  fez  sua
varinha. Ento eu pensei... Quadribol... Krumd olhava para  ele  mais  e
mais intrigado. - Como foc sape que Gregorovitch fez minha  farinha?  -
Eu... eu li em algum lugar. Acho - disse  Harry  -  em  uma  revista  de
fs... - ele improvisou e Krum olhou para ele amolecido. - No sapia que
discutiam a minha farinha nas refistas de fs - ele  disse.  -  Ento...
Er... Onde est Gregorowitch atualmente? Krum pareceu confuso. - Ele  se
aposentou h muitos anos. Fui um dos ltimos a comprar  uma  farinha  de
Gregorovitch. So as melhores...  Embora,  claro,  eu  saipa  que  focs
ingleses costumam  comprar as de  Olivaras.  Harry  no  respondeu.  Ele
fingiu  observar  os  danarinos,  como  Krum,  mas   estava    pensando
furiosamente. Ento Voldemort estava procurando por um famoso fabricante
de  varinhas, e Harry no atinara com o motivo. Era certamente por causa
daquilo que a varinha de Harry havia feito quando Voldemort o perseguira
pelos cus. A varinha  de azevinho e  pena  de  fnix  havia  vencido  a
emprestada, algo que Olivaras no havia previsto ou  compreendido.  Ser
que Gregorowitch saberia? Seria  ele  realmente    mais  habilidoso  que
Olivaras, ser que ele saberia segredos de  varinhas  que  Olivaras  no
sabia? - Essa garota  muito ponita - dise Krum, trazendo Harry de volta
 realidade. Krum apontava para Gina, que havia se juntado a Luna. - Ela
tampm  sua parente? - Sim - disse Harry, repentinamente irritado. -  E
ela est saindo com algum. Um carinha ciumento. Um  cara  grande.  Voc
no gostaria de se encontrar com ele. Krum grunhiu: - Qual a fantagem  -
disse ele, secando sua taa  e  levantando-se  novamente  -  de  ser  um
jogador de Quadribol  famoso  internacionalmente  se  todas  as  garotas
ponitas  j tm algum? E saiu de perto da mesa,  deixando  Harry  livre
para apanhar um sanduche de um garon que passava ali perto e  dar  uma
volta pela pista de dana. Queria avisar Rony  do que  havia  descoberto
sobre Gregorovitch, mas ele estava danando com Hermione bem no meio  da
pista. Harry se apoiou em um dos pilares dourados e observou  Gina,  que
agora danava com Lino Jordan, o amigo de Fred  e  Jorge,  tentando  no
ficar ressentido pela promessa  que fizera a Rony. Ele nunca havia ido a
um casamento antes, ento no sabia dizer se as celebraes  dos  bruxos
so diferentes das dos trouxas, embora estivesse certo  que  as  ltimas
no deveriam ter um bolo de casamento com duas pequenas  fnix  em  cima
que voavam quando o bolo fosse cortado, ou  garrafas  de  champagne  que
flutuavam  insuportavelmente    sobre  a  multido.  Conforme  a   tarde
avanava, mariposas comeavam a pousar sobre o dossel,  agora  iluminado
por lanternas douradas voadoras,  a  festana  ficava  cada    vez  mais
descontrolada. Fred e Jorge j haviam desaparecido na escurido  com  um
par de primas de Fleur; Carlinhos, Hagrid e um bruxo  gordinho  cantavam
alegremente  "Ode a um Heri" em um canto.  Perambulando  pela  multido
tentando escapar de um tio bbado de Rony que havia  cismado  que  Harry
era seu filho, Harry mirou um velho bruxo sentado sozinho em uma   mesa.
Sua nuvem de cabelos brancos o  deixava  mais  parecido  com  um  antigo
dente-de-leo. Ele era  vagamente  familiar  para  Harry.  Esforando  o
crebro, Harry subitamente  percebeu que era  Elphias  Doge,  membro  da
Ordem da Fnix e autor do obiturio de Dumbledore.  Harry  se  aproximou
dele. - Posso me sentar? - Claro, claro - disse Doge; ele tinha uma  voz
rouca, ligeiramente asmtica. Harry se inclinou para perto dele.  -  Sr.
Doge, eu sou Harry Potter. Doge engasgou. - Meu menino! Arthur me  disse
que voc estaria aqui, disfarado... Estou to  contente,  to  honrado!
Tremendo de satisfao nervosa, Doge derramou sobre Harry  uma  taa  de
champagne.  -  Pensei  em  escrever  para  voc  -  sussurrou  -    aps
Dumbledore... O choque... E para voc, tenho certeza... Os olhos  midos
de Doge brilharam com lgrimas repentinas. - Vi  o  obiturio  que  voc
escreveu para o Profeta Dirio - disse Harry. - No sabia  que  conhecia
to bem o Professor Dumbledore. - To bem como qualquer um - disse Doge,
enxugando os olhos com um guardanapo. - Eu certamente o conhecia h mais
tempo, sem contar Aberforth... E no sei por que,  ningum  nunca  conta
com Aberforth. - Falando no Profeta Dirio... No sei se o Sr. viu,  Sr.
Doge...? - Por favor, me chame de Elphias, caro rapaz.  -  Elphias,  no
sei se voc viu a entrevista que Rita Skeeter deu  sobre  Dumbledore?  A
face de Doge ficou imediatamente avermelhada. - Oh sim,  Harry,  eu  vi.
Aquela mulher, ou urubu, seria um termo mais adequado, ela positivamente
me importunou a falar com ela, tenho vergonha de dizer que fui um  tanto
rude, disse que era uma, uma truta intrometida, o que resultou como voc
viu, em indiretas a respeito da minha sanidade. - Bom, nessa  entrevista
- Harry continuou - Rita Skeeter declarou  que  o  Professor  Dumbledore
estava envolvido com as  Artes  das  Trevas  quando  era  jovem.  -  No
acredite em uma nica palavra! - disse Doge, de  uma  vez.  -  Nem  uma,
Harry! No deixe que nada macule suas memrias de Alvo Dumbledore! Harry
olhou para a face constrita e enrugada de Doge e sentiu  no  segurana,
mas frustrao. Ser que Doge realmente achava que seria to fcil,  que
Harry poderia  simplesmente escolher no acreditar? Ele no entendia que
Harry precisava ter certeza, saber tudo? Talvez Doge houvesse suspeitado
dos sentimentos de Harry, pois pareceu preocupado. - Harry, Rita Skeeter
 uma maldita... Mas foi interrompido por um cacarejo estridente. - Rita
Skeeter? Oh, eu a amo, sempre leio sua coluna! Harry e Doge olharam para
cima e viram Tia Muriel parada  ali,  com  as  plumas  danando  em  seu
chapu, uma taa de champanhe na mo. - Ela  est  escrevendo  um  livro
sobre Dumbledore, vocs sabem! -  Ol,  Muriel  -  disse  Doge.  -  Sim,
estvamos justamente discutindo... - Voc a,  me  d  sua  cadeira!  Eu
tenho cento e sete anos! Mal o ruivo primo Weasley pulou de seu assento,
parecendo alarmado, e a Tia  Muriel  mergulhou  nele  com  surpreendente
agilidade e se acomodou entre Doge e Harry. - Ol, novamente, Barry ou o
que quer que seja - disse a Harry. - Agora, o que vocs estavam  falando
da Rita Skeeter, Elphias? Sabe, ela est escrevendo uma  biografia    de
Dumbledore. Mal posso esperar para ler. Devo lembrar de  encomendar  uma
cpia na Floreios e Borres! Doge parecia srio e solene, mas tia Muriel
secou a taa em um gole e estalou os dedos ossudos para  um  garom  que
passava voltar a ench-la. Ento, tomou  um  grande    gole,  arrotou  e
disse: - No precisam ficar me olhando como um par de sapos  empalhados!
Antes de se tornar to respeitado e reverencivel e tudo o  mais,  houve
uns rumores engraados sobre  Alvo! - Fofocas.  -  disse  Doge,  ficando
novamente rubro. - Voc pode dizer isso, Elphias - cacarejou Tia Muriel.
- J notei como voc patinou sobre os trechos de  assuntos  naquele  seu
obiturio! - Sinto muito que voc tenha pensado isso - disse Doge, ainda
mais frio. - Garanto que escrevi de corao. - Oh,  todos  sabemos  como
voc idolatrava Dumbledore; ouso mesmo dizer que voc ainda acha que ele
seja um santo mesmo que isso signifique esquecer o que ele fez  com  sua
irm Aborto! - Muriel! - exclamou Doge. Um arrepio que no tinha nada  a
ver com a champanhe gelada foi sentido dentro do peito de Harry. - O que
voc quer dizer? - ele perguntou a Muriel. - Quem disse que a irm  dele
era um aborto? Pensei que ela estivesse  doente.  -  Ento  voc  pensou
errado, no , Barry? - disse tia  Muriel,  parecendo  deliciada  com  o
efeito de suas palavras. - De qualquer forma, como voc poderia  esperar
saber  algo sobre esse assunto? Tudo aconteceu muitos anos antes de voc
ser sequer um pensamento, meu querido, e a verdade  que aqueles de  ns
que j eram vivos nunca  souberam o que realmente aconteceu. Por isso eu
no posso esperar para ver o que Skeeter descobriu!  Dumbledore  manteve
sua irm quieta por muito tempo! - No    verdade!  -  ofegou  Doge.  -
Absolutamente falso! - Ele nunca me disse que a irm  era  um  aborto  -
disse Harry, sem pensar, ainda gelado por dentro. - E por que motivo ele
diria isso a voc? - guinchou Muriel, se remexendo um pouco  no  assento
enquanto tentava focalizar Harry. - O motivo pelo qual Alvo nunca  falou
de Ariana - comeou Elphias, com a voz embargada pela emoo -  ,  devo
imaginar, muito claro. Ele esteve to devastado com  sua  morte...  -  E
por que ningum mais a viu, Elphias? - grasnou Muriel. - Por que  metade
de ns sequer sabamos que ela existia at que eles carregaram o  caixo
para fora da  casa e fizeram um funeral para ela? Onde  estava  o  santo
Alvo enquanto Ariana esteve trancada no poro? Certamente  brilhando  em
Hogwarts, e deixando para l o que  acontece em sua prpria  casa!  -  O
que voc quer dizer com trancada no poro? - perguntou Harry. - O que  
isso?  Doge  parecia  miservel.  Tia  Muriel  cacarejou  novamente    e
respondeu: - A me de Dumbledore era uma mulher  terrvel,  simplesmente
terrvel. Nascida trouxa, embora eu j tenha ouvido que ela  fingia  ser
pura... - Ela nunca fingiu nada assim!  Kendra  era  uma  boa  mulher  -
sussurrou Doge, angustiado, mas Tia Muriel o ignorou. -    o  que  voc
diz, Elphias, mas explique, ento, por que ela nunca foi a  Hogwarts!  -
disse Tia Muriel. Ela voltou-se para Harry. - em  nossa  poca,  Abortos
eram  freqentemente renegados, embora fosse um extremo  aprisionar  uma
garotinha em casa e fingir que ela no existia... - Estou dizendo,  isso
no aconteceu! - disse Doge, mas Tia Muriel  apenas  revirou  os  olhos,
ainda se dirigindo a  Harry.  -  Abortos  eram  normalmente  enviados  a
escolas trouxas e encorajados a integrar a  comunidade  trouxa...  Muito
melhor que tentar encontrar para eles um lugar no mundo    mgico,  onde
sempre seriam  cidados  de  segunda  classe,  mas  naturalmente  Kendra
Dumbledore nem sonharia em deixar a filha ir a uma  escola  trouxa...  -
Ariana era delicada! - disse Doge, desesperadamente. - Sua sade  sempre
foi frgil para permitir que ela... - Para permitir que  ela  sasse  de
casa? - cacarejou Muriel. - E  ainda  assim  ela  jamais  foi  levada  a
Hospital St. Mungus e nenhum  Curandeiro  jamais  a  viu?  -  Realmente,
Muriel, como voc pode saber se... - Para sua informao,  Elphias,  meu
primo Lancelot era um Curandeiro em St.  Mungus  naquela  poca,  e  ele
falou para minha famlia em estrita confidncia que Ariana    nunca  foi
vista ali. Tudo muito suspeito achava Lancelot!  Doge  parecia  estar  
beira das lgrimas.  Tia  Muriel,  que  parecia  enormemente  satisfeita
consigo mesma, estalou os dedos em busca de mais champanhe. Harry pensou
nebulosamente  em  como  os  Dursley  j  haviam  feito  ele  se  calar,
trancado-o, mantido-o em segredo, tudo pelo crime de ser um bruxo. Teria
a irm de Dumbledore sofrido  o mesmo destino ao contrrio:  aprisionada
por sua falta de magia? E teria Dumbledore realmente deixado-a ao  sabor
do seu destino enquanto ia para Hogwarts e mostrava    ser  brilhante  e
talentoso? - Agora, se Kendra  no  houvesse  morrido  antes  -  resumiu
Muriel - eu diria que foi ela que acabou com Ariana... - Como voc pode,
Muriel! - grunhiu Doge - Uma me matar a prpria  filha?  Pense  no  que
est dizendo! - Se a me em questo for capaz de  aprisionar  a  prpria
filha por anos a fio, por que no? - volveu Tia Muriel,  pensativamente.
- balance a cabea o quanto quiser,  Elphias. Voc esteve no funeral  de
Ariana, no? - Sim, estive - disse Doge, com os lbios trmulos - E  foi
a situao mais triste e desesperadora que posso me lembrar. Alvo estava
com o corao partido... - Seu corao no era a  nica  coisa.  No  se
lembra que Aberforth quebrou o nariz de  Alvo  a  caminho  da  cerimnia
fnebre? Se Doge j parecia aterrorizado antes disso, no  era  nada  em
comparao com seu aspecto agora. Muriel poderia t-lo  apunhalado.  Ela
cacarejou em voz alta e tomou  outro gole de champanhe, que escorreu por
seu queixo. - Como voc... - crocitou Doge. Minha me era amiga da velha
Bathilda Bagshot - disse Tia Muriel, alegremente. -  Bathilda  descreveu
tudo para minha me e eu escutei atrs da porta. Uma rixa ao    lado  do
caixo. Pelo que Bathilda disse, Aberforth gritou que era tudo culpa  de
Alvo, que Ariana estava morta e ento socou  sua  cara.  De  acordo  com
Bathilda, Alvo  sequer se defendeu, e isso j foi  bem  esquisito.  Alvo
poderia ter destrudo Aberforth em um duelo com as duas  mos  amarradas
nas costas. Muriel tomou ainda mais  champanhe.  A  narrativa  de  todos
aqueles escndalos parecia entret-la  tanto  quanto  horrorizava  Doge.
Harry no sabia o que pensar, em que  acreditar. Ele queria a verdade  e
ainda assim tudo o que  Doge  fazia  era  ficar  ali  sentado  repetindo
fracamente que Ariana estivera doente. Hary mal  podia  acreditar    que
Dumbledore no tivesse interferido se tamanha crueldade que  acontecesse
dentro de sua prpria casa, e ainda assim, havia  algo  indubitavelmente
estranho na histria. - E vou dizer mais - continuou  Muriel,  soluando
alto ao pousar a taa. - Acho  que  Bathilda  entregou  o  ouro  a  Rita
Skeeter. Todas essas notas na entrevista da Skeeter    sobre  uma  fonte
importante perto dos Dumbledores... Deus sabe  que  ela  esteve  por  l
durante toda essa coisa com a Ariana, e  poderia  ser  ela!  -  Bathilda
jamais falaria para rita Skeeter - sibilou Doge. - Bathilda  Bagshot?  -
Harry disse. - A autora de Histria da Magia? O nome  estivera  impresso
na capa de um dos livros escolares de Harry, embora  ele  admitisse  que
no lera com muita ateno. - Sim - disse Doge, se agarrando   pergunta
como um homem que se afoga a uma bia. - Uma das melhores  historiadoras
mgicas e velha amiga de Alvo. - Meio  gag  atualmente,  ouvi  dizer  -
acrescentou Tia  Muriel  animadamente.  -  Se    assim,    ainda  mais
vergonhoso para Skeeter tomar vantagem dela - disse  Doge,  -  e  nenhum
crdito pode ser dado ao que Bathilda diz! - Oh, h maneiras  de  trazer
de volta as memrias, e tenho certeza que  Rita  Skeeter  conhece  todas
elas - disse Tia Muriel. - Mas mesmo se Bathilda  estiver  completamente
lel, tenho certeza que ainda tem velhas fotografias, talvez at cartas.
Ela conhecia os  Dumbledores  h  anos...  Bem,  valeria  uma  viagem  a
Godrics Hollow, acredito.  Harry,  que  estivera  tomando  um  gole  de
cerveja amanteigada, engasgou. Doge bateu em suas  costas  enquanto  ele
tossia, olhando para Tia Muriel por entre as lgrimas.  Quando  recobrou
o controle da voz, ele perguntou: - Bathilda Bagshot  mora  em  Godric's
Hollow? - Oh sim, ela est  l  h  uma  eternidade!  Os  Dumbledore  se
mudaram para l depois que Percival foi preso, e ela era a vizinha. - Os
Dumbledore moravam em Godric's Hollow? - Sim, Barry, foi o que eu acabei
de dizer - reiterou Tia Muriel. Harry se sentiu drenado,  vazio.  Nunca,
jamais, em seis anos, Dumbledore havia dito a  Harry  que  ambos  haviam
vivido e perdido pessoas queridas em Godric's Hollow.  Por qu? Ser que
Llian e Tiago haviam  sido  enterrados  perto  da  irm  e  da  me  de
Dumbledore? Teria ele visitado suas sepulturas, talvez caminhado  at  a
de Llian  e de Tiago para isso? E ele nunca contara a  Harry...  Jamais
se importou em dizer... E qual  a  importncia  disso  tudo,  Harry  no
poderia explicar nem para si mesmo, mas mesmo assim sentia que era quase
uma mentira no contar a ele que tinham essas   experincias  em  comum.
Ele se ergueu, mal notando o que acontecia ao seu redor, e no  percebeu
que Hermione surgira da multido at que ela se  deixasse  cair  em  uma
cadeira ao seu lado. Eu simplesmente no  posso  mais  danar...  -  ela
ofegou, tirando um dos sapatos e esfregando a sola do  p.  -  Rony  foi
procurar mais cervejas amanteigadas.  um pouco  estranho, eu acabei  de
ver Victor se afastando do pai da Luna, parecia que eles discutiram... -
ela baixou a voz, olhando para ele - Harry, voc  est  bem?  Harry  no
sabia por onde comear, mas isso no importava, naquele momento,  alguma
coisa grande e prateada baixou do dossel at a pista de dana.  Gracioso
e brilhante, o lince pousou levemente no meio dos  danarinos  atnitos.
Cabeas se viraram conforme os mais prximos absurdamente congelaram  no
meio da dana.  Ento a boca do patrono se abriu e ele falou com  a  voz
profunda e lenta de Kingsley Shaklebolt: - O Ministro  caiu.  Scrimgeour
est morto. Eles esto chegando.

Crditos Traduo: Marcela Souza Reviso: Shadow


Captulo 09 - Um Lugar para se Esconder
  Tudo parecia confuso, devagar.  Harry  e  Hermione  pularam  de  p  e
puxaram suas varinhas. Muitas pessoas estavam comeando a  perceber  que
algo estranho tinha acontecido;  cabeas ainda  estavam  se  virando  em
direo ao gato prateado quando ele desapareceu. O silncio se infiltrou
em ondas frias do lugar onde o  patrono  tinha  estado.    Ento  algum
gritou.  Harry e Hermione se jogaram no meio da multido que  estava  em
pnico.  Convidados  corriam  em  todas  as  direes,  muitos   estavam
desaparatando; os encantamentos  que    protegiam  a  Toca  tinham  sido
quebrados.  "Rony!" Hermione gritou "Rony,  onde  voc  est?"  Enquanto
eles traavam seu caminho atravs da pista de dana, Harry  viu  figuras
encapuzadas e mascaradas aparecendo  na  multido;  ento  viu  Lupin  e
Tonks, suas varinhas  levantadas e escutou os dois gritarem:  "Protego!"
Um grito que foi repetido por todos os lados - " Rony, Rony,!"  Hermione
chamou meio chorosa enquanto ela e Harry eram empurrados por  convidados
aterrorizados. Harry agarrou sua mo para ter certeza que eles no    se
separassem enquanto um jato de luz passava pelas suas cabeas, se era um
feitio de proteo ou algo mais sinistro ele no sabia-  E  ento  Rony
estava l. Ele segurou o brao livre de Hermione, e Harry sentiu ela  se
virar no lugar; viso e som se  extinguiram,  enquanto  a  escurido  se
pressionava  sobre ele; tudo que ele pode sentir era a mo de  Hermione,
enquanto ele se apertava atravs do tempo e espao, para longe da  Toca,
longe dos Comensais da Morte que  chegavam, longe talvez,  de  Voldemort
em pessoa...  "Onde estamos?!" disse a  voz  de  Rony.  Harry  abriu  os
olhos. Por um momento ele pensou que eles ainda  no  tinham  deixado  o
casamento: eles ainda pareciam estar certados por pessoas.    "Tottenham
Court Road." arfou Hermione "Ande, s ande, precisamos achar algum lugar
para vocs se trocarem."  Harry fez o que ela tinha  pedido.  Eles  meio
que andaram meio que correram toda rua escura e larga repleta de alegres
luzes noturnas e ladeada lojas fechadas, estrelas  brilhando sobre eles.
Um nibus de dois andares passou fazendo barulho e um grupo de "bbados"
olharam para eles enquanto eles passaram.  Harry  e  Ron  ainda  estavam
vestindo roupas de gala.  "Hermione, ns no temos nada para vestir" Ron
disse a ela enquanto uma jovem mulher abriu um sorriso amarelo quando  o
viu.    "Por  que  eu  no  tive  certeza  que  estava  com  a  capa  de
invisibilidade?" disse Harry, reclamando da sua  prpria  estupidez.  "O
ano    passado    inteiro    eu    mantive    ela    comigo          e-"
 "Est tudo bem, eu estou com a capa. Eu tenho roupa para  vocs  dois."
Disse Hermione. "Apenas tentem agir naturalmente at que - isso vai  dar
-"  Ela os guiou ate uma rua lateral mais abaixo, depois para  o  abrigo
de uma travessa escura.  "Quando voc disse que tinha a Capa  e  roupas,
voc..." disse Harry franzindo as sobrancelhas para Hermione que  estava
carregando nada exceto sua pequena e adornada  bolsa, na qual ela estava
mexendo.  "Sim, elas esto aqui."  Disse  Hermione  e  para  uma  grande
surpresa de Harry e Rony ela tirou uma cala jeans, um  casaco,  algumas
meias marrons, e finalmente a prateada  capa de invisibilidade.    "Mas,
como...?"    "Feitio  de  extenso  indetectvel."   disse    Hermione.
"Complicado, mas eu acho  que  eu  fiz  certo,  de  qualquer  forma,  eu
consegui esconder tudo que ns precisamos aqui   dentro."  Ela  olhou  a
bolsa que parecia frgil e balanou um pouco, e isso ecoou como  se  uma
carga de vrios  objetos  pesados  se  mexesse  dentro  da  bolsa.  "Ah,
maldio... devem  ter sido os livros" ela disse mexendo dentro da bolsa
"e eu tinha separado eles por matria... Ah, bem. Harry    melhor  voc
pegar a capa de invisibilidade, Rony,    apresse-se  e  se  troque...  "
"Quando foi que voc fez isso  tudo?!"  Harry  perguntou  enquanto  Rony
tirava sua roupa. "Eu te disse, na Toca. Eu tinha o  essencial  guardado
h dias, voc sabe, caso ns precisssemos fazer uma  sada  rpida.  Eu
guardei sua mochila hoje de manh, Harry,  depois de voc se  trocar,  e
coloquei aqui... eu simplesmente  tive  um  pressentimento..."  "Voc  
incrvel,  realmente,"  Rony  disse  entregando  a  ela   suas    roupas
empacotadas. "Obrigada" disse Hermione dando um pequeno sorriso enquanto
ela colocava as roupas dentro da bolsa. "Harry,  por  favor,  coloque  a
capa!" Harry jogou a capa por trs de seus ombros e  sobre  sua  cabea,
desaparecendo. S agora ele estava  comeando  a  avaliar  o  que  tinha
acontecido. "Os outros - todos no casamento-" "No podemos nos preocupar
com eles agora", sussurrou Hermione " voc que  eles  esto  procurando
Harry, e ns s vamos deixar os outros em um perigo maior se voltarmos."
"Ela est certa" disse Rony que parecia saber que Harry estava prestes a
argumentar, mesmo sem poder ver seu rosto. " A maioria da  Ordem  estava
l, eles vo cuidar  dos outros." Harry afirmou com a cabea, depois  se
lembrou que no podiam v-lo e disse "O.k." mas ele  pensou  em  Gina  e
sentiu um borbulho cido em seu estmago. "Vamos, acho melhor  continuar
andando." disse Hermione Eles subiram de volta a rua  e  depois  para  a
avenida principal novamente, onde um grupo de homens do  outro  lado  da
rua estava cantando e cambaleando pela calada.   "S  por  curiosidade,
por que Tottenham Court Road?"Rony perguntou pra Hermione. "No tenho  a
menor idia, simplesmente veio  minha cabea, mas eu tenho certeza  que
estamos a salvo, no mundo Trouxa, no  o lugar que eles esperam que ns
estejamos." "Verdade." Disse Ron olhando em volta "Mas voc no se sente
um pouco -  exposta?"  "Existe  outro  lugar?"  Perguntou  Hermione,  se
encolhendo enquanto o homem do outro lado da rua comeou a assobiar como
um lobo para  ela.  "Ns  com  certeza  podemos    reservar  quartos  no
Caldeiro Furado, podemos? E Largo Grimmauld est descartado  porque  se
Snape chegar l... Talvez ns pudssemos tentar  a  casa  de  meus  pais
embora  eu ache que tem uma chance deles irem ver se ns  estamos  l...
Ah, eu queria que eles se calassem!" "Tudo bem  querida?"o  mais  bbado
dos homens na outra calada estava gritando "Aceita um drinque? Anime-se
e venha tomar um gole!" "Vamos nos sentar em  algum  lugar."  disse  ela
rigidamente enquanto Rony abria sua  boca  para  gritar  algo  de  volta
"Veja, isso vai ser o suficiente, aqui dentro!"  Era  um  esfarrapado  e
pequeno caf 24 horas. Havia uma camada leve  de  sujeira  em  todas  as
mesas com tampo de frmica, mas pelo menos estava vazio. Harry  deslizou
para uma mesa primeiro, e Rony se sentou perto dele, oposto a  Hermione,
que estava de costas para a entrada e no  estava  gostando  disto:  ela
olhava sobre seu ombro  to frequentemente que  parecia  estar  com  uma
contrao muscular. Harry no gostava de  estar  parado,  andar  dava  a
impresso de eles terem um objetivo. Debaixo da  capa ele  podia  sentir
os ltimos vestgios da Poo Polissuco o deixando, suas  mos  voltavam
ao seu comprimento e forma normais. Ele tirou seus culos do bolso e  os
colocou novamente. Depois de um minuto ou dois, Rony disse: "Vocs sabem
no estamos to longe do Caldeiro Furado aqui,  ali em  Charing  Cross
-" "Rony, no podemos!" disse Hermione, de primeira. "No para ficar l,
mas para saber  o  que  est  acontecendo!"  "Ns  sabemos  o  que  est
acontecendo! Voldemort tomou o Ministrio, o  que  mais  ns  precisamos
saber?" "Ta bom, ta bom, s foi uma idia!" Eles caram em  um  silencio
incmodo. A garonete que mastigava chiclete  passou  e  Hermione  pediu
dois capuccinos: como  Harry  estava  invisvel  iria  parecer  estranho
pedir um para ele.  Dois trabalhadores entraram  no  caf  e  deslizaram
para a mesa do lado e Hermione diminuiu sua voz  a  um  sussurro.    "Eu
sugiro que ns devemos encontrar um lugar calmo para  desaparatar  e  ir
para o campo. Quando chegarmos l, ns  poderemos  mandar  uma  mensagem
para a Ordem." "Voc pode fazer aquela coisa do Patrono  falante?"  Rony
perguntou. "Eu tenho praticado e acho que sim."  Disse  Hermione.  "Bem,
contanto que isso no os coloquem  em  problemas,  apesar  de  que  eles
possam j ter sido capturados. Deus,  revoltante." Completou Rony dando
um gole no seu  fumegante e cinzento caf. A garonete ouviu e  disparou
a Rony um olhar de desprezo enquanto saia  para  anotar  os  pedidos  de
novos clientes. O maior dos dois recm  - chegados, que era loiro e  bem
grande, agora que Harry tinha parado para observar, acenou que ela fosse
embora. Ela o encarou, afrontada. "Vamos indo  ento,  no  quero  beber
essa porcaria" disse Rony. "Hermione,  voc  tem  dinheiro  trouxa  para
pagar por isso?" "Sim, eu peguei todas as minhas economias  da  poupana
antes de ir para a Toca, aposto  que  todos  os  trocados  esto  a  no
fundo", acenou Hermione pegando sua bolsa.

Os dois trabalhadores fizeram movimentos idnticos e Harry os imitou sem
perceber o que fazia: todos os trs tinham puxado  suas  varinhas.  Rony
alguns segundos depois  percebendo o que estava acontecendo, pulou sobre
a mesa, puxando Hermione para baixou do banco tirando -a do  caminho.  A
fora do feitio dos Comensais da Morte devastou    a  parede  azulejada
onde a cabea de Rony acabava de estar, quando Harry,  ainda  invisvel,
gritou "Estupefaa".  O comensal loiro e alto foi atingindo por um  jato
vermelho bem no rosto, ele desmoronou para o lado, inconsciente.  O  seu
companheiro, incapaz de ver quem  lanou    o  feitio,  disparou  outro
contra Rony: cordas negras e brilhantes saram da ponta de sua varinha e
amarraram Rony dos ps  cabea - a garonete gritou e saiu correndo  em
pela porta - Harry lanou outro Feitio Estuporante no Comensal da Morte
que havia prendido Rony, mas o feitio errou, e ricocheteou na janela  e
atingiu a garonete  que caiu diante da  porta  de  entrada.  "Expulso",
gritou o comensal da morte, e a mesa atrs da qual Harry se escondia foi
pelos ares.A fora da exploso o jogou contra a parede e ele sentiu  sua
varinha  deixar sua  mo  enquanto  sua  capa  escorregava.  "Petrificus
Totallus" Gritou Hermione de fora da confuso e  o  comensal  caiu  para
frente como uma esttua indo para o cho estraalhando  uma  mistura  de
porcelana,  mesa  e  caf.  Hermione  rastejou  para  fora  do  banco  ,
sacudindo cacos de vidro de seu cabelo  e  tremendo  toda.  "D-Diffindo"
disse apontando a varinha para  Ron  que  rugiu  de  dor,  enquanto  ela
rasgava jeans dele no joelho deixando um corte profundo. "Oh,  desculpe,
Ron, minhas  mos esto tremendo. Diffindo!" As  muitas  cordas  caram,
Rony ficou de p e sacudindo seus braos, para voltar a senti-los. Harry
pegou sua varinha e se curvou sobre todos os escombros onde  o    largo,
loiro Comensal da Morte estava estatelado  no  banco.  "Eu  deveria  ter
reconhecido, ele estava l na noite  que  Dumbledore  morreu"  disse.  E
virou o Comensal da Morte mais escuro com o p, os olhos dele se moveram
rapidamente  entre Harry, Rony e Hermione.  "Esse a  o Dolohov"  falou
Rony "Reconheci do velho cartaz de  procurado.  Acho  que  o  grando  
Thorfinn Rowle."

"No importa como eles se chamam!" falou Hermione "um pouco histrica "O
importante : como eles nos encontraram? E o que vamos fazer com  eles?"
De algum modo seu pnico pareceu clarear as idias de Harry. "Tranque  a
porta," Harry disse a ela "e Rony desligue as luzes" Ele  olhou  para  o
paralisado Dolohov e pensou to rpido quanto Hermione trancou a porta e
Rony usou o Apagueiro para trazer a escurido para o  caf.  Harry  pde
ouvir  os homens que mais cedo cantaram  Hermione,  gritando  com  outra
garota ao longe. "O que ns vamos fazer com eles?" sussurrou  Rony  para
Harry na  escurido,  depois  ainda  mais  baixo.  "Mat-los?  Eles  nos
matariam, eles acabaram de tentar faz-lo." Hermione  tremeu  e  deu  um
passo para trs, Harry balanou a cabea. "Ns s precisamos apagar suas
memrias" explicou Harry "  melhor assim, vai tir-los de cena.  Se  os
matarmos, ser obvio que estivemos aqui." "Voc  o chefe," falou  Rony,
parecendo profundamente aliviado "Mas nunca fiz um  Feitio  de  Memria
antes." "Nem eu" falou Hermione "Mas eu  sei  a  teoria."  Ela  respirou
profunda e calmamente, apontou sua varinha para a  testa  de  Dolohov  e
falou "Obliviate." De repente, os olhos de Dolohov ficaram desfocados  e
sonhadores. "Brilhante", disse Harry dando-lhe um tapinha nas costas.  "
Cuide do outro e da  garonete,  enquanto  eu  e  Rony  limpamos  aqui."
"Limpar?"  disse  Rony,  olhando  ao  redor  para  o  caf  parcialmente
destrudo "Por qu?" " Voc no acha que  eles  podem  adivinhar  o  que
aconteceu se eles acordarem e se encontrarem em um lugar que parece  ter
acabado de ser bombardeado?"  "Ta  bom..."  Rony  sofreu  um  pouco  pra
conseguir retirar a varinha de seu bolso. "No  de se  admirar  que  eu
no consiga pegar minha varinha, Hermione. Voc pegou meus jeans velhos,
eles esto apertados" "Oh, me desculpe" sussurrou Hermione,  e  enquanto
arrastava a garonete  para  longe  da  vista  da  janela,  Harry  ouviu
Hermione murmurar uma sugesto de outro lugar onde  Rony poderia guardar
a sua varinha. Uma vez que o Caf havia voltado a sua  condio  normal,
eles  colocaram  os  Comensais  de  volta  na  mesa  que  estavam  e  os
endireitaram para ficarem de frente um para  o outro. "Mas como eles nos
acharam?", falou Hermione olhando de um homem inerte para o outro. "Como
eles sabiam onde estvamos?" Ela se virou para Harry. "Voc -  voc  no
acha Harry que ainda tenha seu Rastreio em voc, acha Harry?" "No  pode
ter" disse Rony "O Rastreio acaba aos 17 anos,  a lei dos  bruxos,  no
se pode por um Rastreio em um  adulto".  "At  onde  voc  sabe,"  falou
Hermione. "E se os Comensais da Morte descobriam um jeito de por  um  em
uma pessoa de 17 anos?" "Mas Harry no chegou perto de  um  Comensal  da
morte nas ltimas 24 horas. Quem voc supem ter  posto  o  Rastreio  de
volta no Harry?" Hermione no respondeu. Harry  se  sentiu  contaminado,
sujo: foi isso que realmente fez com que os Comensais o achassem? "E  se
eu no posso usar magia, e vocs no podem usar magia perto de  mim  sem
denunciar nossa  localizao..."  ele  comeou.    "Ns  no  vamos  nos
separar" falou Hermione firmemente.  "Ns precisamos de um lugar  seguro
para nos esconder" disse Ron "D-nos um tempo  para  pensar  nas  coisas
direito". "Largo Grimmauld", disse Harry; Os outros  dois  gemeram  "No
seja estpido, Harry. Snape pode entrar l". "O pai do  Rony  disse  que
eles puseram azaraes contra ele - e mesmo que eles no funcionem"  ele
comeou antes que Hermione pudesse interromp-lo." E da? Eu juro,   no
tem nada que eu gostaria mais do que  encontrar  Snape"  "  Mas  -  "  "
Hermione, para onde mais iramos?   a  nossa  melhor  chance.  Snape  
apenas um Comensal, se eu ainda tenho o Rastreio  em  mim,  teremos  uma
multido deles atrs de  ns, aonde  quer  que  formos."  Ela  no  teve
argumentos, embora parecesse que ela  gostaria  de  t-los.Enquanto  ela
destrancava a porta, Rony usou o Apagueiro para reacender  as  luzes  do
caf. Ento,  Harry contou at trs e eles reverteram o feitio das trs
vtimas e antes que a garonete e ambos os comensais pudessem fazer mais
do que continuar adormecidos,  Harry, Rony e  Hermione,  se  viraram  no
lugar e desapareceram, na apertada escurido mais  uma  vez.    Segundos
depois, os pulmes de Harry se  encheram  agradecidos  e  ele  abriu  os
olhos: eles agora estavam em p no  meio  de  uma  pequena  e  miservel
quadra.Casas altas  e rsticas, olhavam para eles por todos  os  lados.O
nmero 12 era visvel  para  eles,  que  tinham  sido  avisados  da  sua
existncia por Dumbledore, o guardio do segredo.  Eles se apressaram em
alcanar a porta, verificando a cada passo se estavam sendo seguidos  ou
observados. Eles subiram correndo os degraus de pedra, e Harry bateu  na
porta primeiro, com a varinha.  Eles  ouviram  uma  srie  de  "cliques"
metlicos e barulhos de correntes, ento a porta se abriu com um  gemido
e eles correram pela  soleira da porta.  Quando  Harry  fechou  a  porta
atrs deles, as velhas lmpadas de gs voltaram  vida,  espalhando  luz
cintilante ao longo do corredor. E estava  exatamente  como  Harry    se
lembrava: misterioso, teias de aranhas, filas de cabeas  de  elfos  nas
paredes lanando estranhas sombras sobre  as  escadas.  Longas  cortinas
negras cobriam o retrato  da me de Sirius. A  nica  coisa  que  estava
fora do lugar era a perna de trasgo onde se punham  os  guarda-chuvas  e
que estava cado para o lado como  se  Tonks  tivesse    tropeado  nela
novamente.    "Eu  acho  que  algum  esteve  aqui"  sussurrou  Hermione
apontando em direo  perna de Trasgo.

"Isso pode ter acontecido enquanto a  Ordem  partia"-  Ron  murmurou  em
resposta."

"Ento, cad  essas  azaraes  que  eles  colocaram  contra  o  Snape?"
perguntou Harry.

"Talvez elas s sejam ativadas se ele aparecer?" sugeriu Ron

Ainda estavam juntos no capacho, de costas para a porta, amedrontados em
se mover mais para dentro da casa.

"Bem, no podemos ficar aqui para sempre", disse Harry e deu um passo  
frente

"Severus Snape?".

A voz de Olho-Tonto Moody sussurrou da escurido,  fazendo  com  que  os
trs dessem um pulo  para  trs,  assustados.    "No  somos  o  Snape",
esganiou Harry, antes que alguma coisa o varresse  como  vento  frio  e
enrolasse sua lngua para dentro, sendo impossvel falar. Antes que  ele
tivesse tempo para senti-la em sua  boca,  no  entanto,  sua  lngua  se
endireitou novamente.  Os outros dois pareciam ter experimentado a mesma
sensao desagradvel. Rony estava fazendo barulhos estranhos e Hermione
estava                                                       gaguejando:
 "Essa d-deve ser a ma-maldio da lngua presa que olho tonto fez  para
S-Snape". Desajeitado, Harry deu mais um passo  frente. Alguma coisa se
moveu na sombra no final do hall, e antes que qualquer um deles  pudesse
dizer outra palavra, uma figura  emergiu do carpete, alta, cor de poeira
e terrvel; Hermione berrou, assim como a  senhora  Black,  quando  suas
cortinas se abriram. A figura acinzentada deslizava  em direo  a  eles
cada vez mais rpido, com seus cabelos e barba prateados e compridos com
a esvoaando atrs dele. O rosto cadavrico, sem carne, com  as  rbitas
oculares vazias: horrivelmente familiar, assustadoramente alterado,  ele
levantou um brao horrendo apontando para Harry.

"No", gritou Harry e embora ele tenha  erguido  sua  varinha,  no  lhe
ocorreu nenhum feitio "No, no fomos ns! Ns no matamos voc". 

Na palavra "matamos" a figura explodiu  numa  imensa  nuvem  de  poeira:
tossindo, os olhos cheios  de  gua,  Harry  olhou  em  volta  para  ver
Hermione agachada junto a porta,  com as mos na cabea e Rony  tremendo
dos  ps    cabea  apertando  o  ombro  dela  e  dizendo  "Ta...  tudo
bem...foi...embora"

A poeira se aglutinou ao redor de Harry como  nvoa,  envolvendo  a  luz
azul do lampio a gs, enquanto a senhora Black continuava a gritar.

"Sangue ruins, escria, esttuas da vergonha, motivo de vergonha na casa
de meus pais-"

"CALE A BOCA" berrou Harry apontando  a  varinha  para  ela,  e  com  um
estrondo e um jato de fagulhas vermelhas, as  cortinas  se  fecharam  de
novo, silenciando-a. 

"Aquele... Aquele era..." balbuciou Hermione, enquanto Rony a ajudava  a
ficar de p. 

" Yeah" disse Harry "Mas no era realmente ele, era? Era somente  alguma
coisa para assustar Snape". 

Teria funcionado, imaginou Harry, ou Snape apenas se livraria da  figura
casualmente, como matou o verdadeiro Dumbledore? Nervos ainda  tremendo,
ele liderou os outros  dois para o hall superior, meio que esperando que
um novo terror se revelasse, mas nada  se  moveu,  exceto  por  um  rato
passando rpido pelo assoalho. 

"Antes de irmos mais longe, acho melhor conferirmos" sussurrou Hermione,
e ela levantou sua varinha "Homenum Revelio". Nada aconteceu.

"Voc acabou de ter um grande choque" disse Rony "O que isso deveria ter
feito?". 

"Fez o que eu queria que fizesse"  falou  Hermione,  um  pouco  rspida.
]"Isso era um feitio para revelar presenas humanas e  no  h  ningum
aqui alm de ns!". 

"Velho e empoeirado" falou Ron olhando para o pedao de carpete do  qual
a figura cadavrica havia se elevado. 

"Vamos subir" disse Hermione, com um olhar assustado para o mesmo  lugar
e liderou caminho acima pelas escadas barulhentas para sala  de  pintura
no primeiro andar. 

Hermione balanou sua varinha para acender  a  antiga  lmpada  de  gs,
ento, tremendo ligeiramente na arejada sala, ela sentou no sof com  os
braos apertados em volta  de si. Rony atravessou a sala at a janela  e
moveu a pesada cortina de veludo alguns centmetros. 

"No consigo ver ningum l fora", reportou Rony "E vocs acham que,  se
Harry ainda tem o Rastreio nele, eles deveriam ter nos seguido at aqui.
Eu sei que eles  no podem entrar na casa, mas - O que foi, Harry?".

Harry tinha dado um grito de dor: sua cicatriz doera  de  novo  como  se
algo tivesse passado pela sua cabea como um raio brilhante na gua. Ele
viu uma sombra imensa  e sentiu uma enorme fria enorme atravs  de  seu
corpo, violenta e breve como um choque eltrico. 

"O que voc viu" perguntou Ron, avanando em Harry "voc o viu na  minha
casa?"

"No, eu s senti raiva - ele est realmente bravo". 

"Mas isso poderia ser n'A Toca?", falou alto Ron. "O que mais? Voc  viu
alguma coisa? Ele estava amaldioando algum?" 

"Eu senti raiva, eu no sei dizer." 

Harry se sentia mal e confuso e Hermione no ajudou quando disse em  voz
assustada:

 "Sua cicatriz de novo? Mas o que est acontecendo? Eu pensei  que  essa
ligao havia sido fechada!" 

"Fechou por um tempo" murmurou Harry; com a cicatriz ainda doendo o  que
tornou difcil ele se concentrar. "Acho que comea a se abrir  novamente
quando ele perde  o controle, era assim que costumava ser". 

"Mas ento voc tem que fechar sua mente!"  disse  Hermione  esganiada.
"Harry, Dumbledore no queria que voc usasse essa ligao,  queria  que
voc acabasse com ela,  era por isso que  deveria  aprender  Oclumncia!
Seno o Voldemort pode plantar imagens falsas na sua  cabea,  lembre-se
-"

"Eu lembro sim, obrigado" falou Harry entre dentes; ele no precisava de
Hermione lembrando que uma vez Voldemort  j  usou  essa  mesma  ligao
entre eles para lev-lo  a uma armadilha, nem que isso resultou na morte
de Sirius. Ele queria no ter contado a eles o que  ele  viu  e  sentiu;
isso  fazia  de  Voldemort  mais  ameaador,  como    se  ele  estivesse
pressionado contra a janela fora da sala, a dor na sua  cicatriz  estava
crescendo e ele brigava com isso: como resistir a nsia de vmito.

Ele deu as costas  para  Rony  e  Hermione  fingindo  examinar  a  velha
tapearia da rvore da famlia Black na parede. Ento  Hermione  tremeu:
Harry empunhou sua varinha  novamente e se virou  para  ver  um  patrono
prateado aparecer pela janela da sala de pinturas e  parar  no  cho  em
frente deles, onde se solidificou em forma de doninha  que falou  com  a
voz do pai de Rony. 

"Famlia salva, no responda, estamos sendo observados."

O Patrono se dissolveu em nada. Rony deixou escapar um  rudo  entre  um
ganido e um suspiro e se deixou cair no sof: Hermione se juntou  a  ele
agarrando seu brao.

"Eles esto bem, Eles esto bem" ela murmurou,  Rony  respondeu  com  um
meio sorriso e a abraou.

"Harry," disse ele por cima do ombro de Hermione "Eu..."

"No  problema", disse enjoado pela dor em sua cabea." a sua famlia,
claro que voc est preocupado, eu sentiria do mesmo jeito em relao  a
eles". Ele pensou  em Gina "Eu me sinto deste jeito."

E a dor em sua cicatriz estava atingindo o pico,  queimando  como  tinha
feito no jardim da Toca. Fracamente, ele escutou Hermione dizer: "Eu no
quero ficar sozinha.  Podemos usar sacos  de  dormir  que  eu  trouxe  e
acamparemos aqui esta noite?" 

Ele ouviu Rony concordar. Ele no podia lutar contra  a  dor  por  muito
mais tempo: ele tinha de sucumbir...

"Banheiro" ele murmurou e deixou a sala o  mais  rpido  que  pode,  sem
correr.  Ele quase no conseguiu: trancou a porta atrs dele com as mos
tremendo, ele segurou sua pesada cabea  e  caiu  no  cho,  ento  numa
exploso de agonia, ele sentiu   a  raiva,  que  no  pertencia  a  ele,
possuir sua alma, viu uma longa sala iluminada apenas  pela  lareira,  o
grande e loiro Comensal da Morte no cho, gritando e se contorcendo,   e
uma figura mais esguia  sobre  ele,  varinha  esticada,  enquanto  Harry
falava em um tom forte, frio em sem misericrdia.

"Mais, Rowle, ou devemos terminar e  alimentar  Nagini  com  voc?  Lord
Voldemort no est certo se perdoar dessa vez...Voc me chamou de volta
por isso, para me dizer  que Harry Potter escapou de novo? Draco,  d  
Rowle prova do nosso descontentamento... faa isso, ou sinta  minha  ira
voc mesmo!"

Uma lenha caiu no  fogo:  chamas  reacenderam,  sua  luz  correndo  pela
aterrorizada e pontuda face branca - com uma idia de emergir  de  guas
profundas Harry aspirou  profundamente e abriu seus  olhos.  Ele  estava
esticado no cho negro e frio de mrmore, seu nariz  a  centmetros  uma
das caudas de serpente de  prata  que  sustentavam  a  grande  banheira.
Sentou-se direito.  O  rosto  magro  e  petrificado  de  Malfoy  parecia
marcado a ferro dentro de seus olhos. Harry estava  enjoado  com  o  que
tinha visto e com uso que Voldemort  dava  a  Draco.  Houve  uma  brusca
batida na porta e Harry pulou assim que ouviu a voz de Hermione.

"Harry, voc quer sua escova de dente? Eu a tenho aqui".

"Sim, valeu," disse ele, lutando para manter sua voz casual enquanto ele
se levantava para deix-la entrar.

Crditos: Traduo: JULY WULFRIC 1 Reviso: Gabi Moraes  2    Reviso:
Anja 


Capitulo 10 - A Histria de Monstro

Harry acordou na manh seguinte, enrolado em seu saco de dormir no  cho
da sala. Dava para ver um  pedao  do  cu  entre  as  cortinas.  Estava
fresco, o cu estava azul  claro como tinta de escrever, em algum  lugar
entre a noite e o amanhecer, e tudo estava quieto exceto  pela  longa  e
profunda respirao de Rony e Hermione. Harry  olhou os rabiscos  negros
que tinha feito ao seu lado. Rony teve um pouco de  coragem  e  insistiu
que Hermione dormisse no sof, ento ele poderia  ver  a  silhueta  dela
acima dele. O brao dela curvado para o cho e perto dos dedos de Rony o
que fez Harry pensar que tinham cado no sono de mos dadas. A idia fez
com ele se sentisse  estranhamente s. Ele olhou para o teto escuro, com
a teia de aranha no lustre. H menos de vinte e quatro horas atrs,  ele
estava sob a luz do Sol na entrada da tenda, esperando  os convidados. O
que pareceu uma vida toda. O que iria acontecer agora? Ele se deitou  no
cho e pensou nas Horcruxes, na  aterrorizante  e  complexa  tarefa  que
Dumbledore  tinha deixado para ele...  Dumbledore...  A  dor  que  vinha
sentindo desde a morte de Dumbledore era diferente agora.  As  acusaes
que ele tinha ouvido de Muriel no casamento pareciam ter entrado em  seu
crebro  como coisas doentias, infectando  as  memrias  que  ele  tinha
daquele bruxo idolatrado. Ser que  Dumbledore  deixaria  todas  aquelas
coisas acontecerem? Ser que ele  era  igual  a  Duda  que  assistia  ao
menosprezo e abuso sem que aquilo o atingisse? Poderia ele ter virado as
costas para uma irm que vinha  sendo  aprisionada  e  escondida?  Harry
pensou em Godric's Hollow, nos  sepulcros  que  Dumbledore  nunca  tinha
mencionado; ele  pensou  nos  misteriosos  objetos  que  sem  explicao
deixaram Dumbledore doente,  e do ressentimento que crescia nas  trevas.
Por que Dumbledore nunca  tinha  contado  para  ele?  Por  que  ele  no
explicou? Na verdade Dumbledore se preocupava com Harry?  Ou Harry tinha
sido nada mais que uma ferramenta para  ser  polida  e  afiada,  mas  na
verdade, nunca havia confiado nele?
         Harry  no  podia  continuar  mentindo  por  nada  e  ter  como
companhia pensamentos cruis como aqueles. Desesperado por fazer  alguma
coisa, por distrao, ele  saiu do saco de dormir, pegou sua varinha,  e
engatinhou para fora do quarto. Na sada ele murmurou "Lumus", e comeou
a subir as escadas com a luz que vinha de sua  varinha. No segundo andar
estava o quarto onde ele e Rony tinha  dormido  da  ultima  vez  em  que
estiveram ali; ele olhou l dentro. As portas do  guarda-roupas  estavam
abertas  e as roupas de cama tinham sido jogadas ao redor. Harry lembrou
da perna de trasgo l embaixo. Algum tinha procurado a casa desde que a
Ordem a tinha deixado. Snape?  Ou talvez  Mundungo,  que  havia  roubado
muitas coisas antes e depois da morte de  Sirius?  Harry  olhou  algumas
vezes para o retrato de Fineus Nigellus Black, o tatarav    de  Sirius,
mas ele estava vazio, no mostrava nada, a no ser um pano de fundo  que
se estendia. Fineus Nigellus estava evidentemente passando  a  noite  na
sala da  diretoria de Hogwarts. Harry continuou a subir as  escadas  at
que chegou na parte mais alta, onde s haviam duas portas. Uma em frente
a ele, tinha uma pequena placa contendo a palavra  SIRIUS.  Harry  nunca
havia entrado no  quarto  de  seu  padrinho  antes.  Empurrou  a  porta,
abrindo-a, mantendo sua varinha no alto para  que  a  luz  corresse  to
extensamente  quanto possvel. O quarto tinha um  tamanho  considervel.
Havia uma cama grande com uma cabeceira de madeira entalhada, uma janela
alta obscurecida por longas cortinas  de veludo, e um  lustre  revestido
de poeira grossa ainda com velas, e havia cera slida dependurada neste,
como gotas congeladas. Uma fina pelcula de poeira cobria   os  retratos
nas paredes e a cabeceira da cama, uma teia de  aranha  estava  entre  o
lustre e o alto do grande armrio de madeira, e enquanto Harry adentrava
o quarto,  ouvia o correr de ratos  perturbados.  O  Sirius  adolescente
tinha emplastrado as paredes com muitos psteres e retratos que deixavam
a vista pouco do papel de parede prata-cinzento. Harry  poderia  somente
supor que os pais de Sirius tinham sido incapazes de remover  o  Feitio
Adesivo Permanente que os prendia na parede, porque era certo  que  eles
no apreciariam o gosto  de seu  filho  mais  velho  para  a  decorao.
Sirius pareceu ter tentado,    sua  maneira,  irritar  os  pais.  Havia
diversas bandeiras da Grifinria, vermelhas e douradas,   para  acentuar
sua diferena de todo o resto da  famlia  que  pertenceu    Sonserina.
Havia muitos retratos de motocicletas de trouxas, e tambm  (Harry  teve
que admirar  os nervos de Sirius), diversos psteres de garotas  trouxas
de biquni; Harry sabia que eram trouxas porque permaneciam  paradas  em
seus retratos, seus sorrisos e  seus olhos estavam congelados no  papel.
Isto em contraste  nica fotografia bruxa nas paredes,  um  retrato  de
quatro estudantes de Hogwarts que  estavam  abraados,    rindo  para  a
cmera. Com um pulo de prazer, Harry identificou  seu  pai,  seu  cabelo
preto desarrumado na parte de trs  como  o  de  Harry,  e  seus  culos
igualmente  desgastados.  Ao  lado  dele    estava  Sirius,   de    cara
ligeiramente arrogante, mas sendo o mais jovem e mais feliz deles, e to
vivo como Harry nunca o tinha visto. Do lado direito  estava  Pettigrew,
o mais baixo de todos,  gordo  e  de  olhos  aquosos  ao  mirar  Sirius,
parecendo se sentir muito bem pela sua incluso no grupo mais  legal  de
todos, com os to admirados  e rebeldes Tiago e Sirius.    esquerda  de
Tiago estava Lupin, com as vestes surradas, mas  tinha  o  mesmo  ar  de
surpresa deleitada em encontrar-se neste grupo, e  de    ser  adorado  e
includo, ou foi simplesmente porque Harry soube que tinha  sido  assim,
que viu estes pensamentos no retrato? Tentou tir-lo da parede, era dele
agora,  apesar de tudo... Sirius tinha-lhe  deixado  tudo.  Mas  no  se
movia. Sirius no quis dar  chances  a  seus  pais  para  redecorar  seu
quarto. Harry olhou em volta, para o assoalho. O  cu  l  fora  crescia
brilhante: Um eixo de luz revelou bocados de papel, livros,  e  pequenos
objetos dispersados sobre o tapete.  Evidentemente, o quarto  de  Sirius
havia sido vasculhado tambm, embora seu  contedo  parecesse  ter  sido
julgado, na maior parte, inteiramente intil. Alguns dos livros   haviam
sido agitados a ponto de perderem suas capas,  e  as  pginas  dispersas
estavam sobre o assoalho. Harry se  abaixou,  pegou  algumas  folhas  de
papel e examinou-as. Ele reconheceu uma como parte de uma  velha  edio
de 'Histria da Magia', de Batilda Bagshot, e outro   pertencente  a  um
manual de moto. O terceiro  estava  escrito    mo  e  amarrotado.  Ele
desamassou. Querido Almofadinhas, Obrigado, obrigado  pelo  presente  de
aniversrio do Harry!  o favorito dele. Um ano de idade e  j  tm  uma
vassoura de brinquedo, ele parece muito agradecido. Estou  mandando  uma
foto para voc ver. Voc sabe que s sobe dois ps do cho e  ele  quase
matou o gato e quebrou um vaso horrvel que a Petnia me mandou  para  o
Natal  (sem ressentimentos)? Claro que Tiago achou divertido,  fala  que
ele vai ser um timo jogador de Quadribol, mas teremos que tirar toda  a
decorao e no tirar os   olhos  deles  quando  ele  for  montar  nela.
Tivemos um tranqilo ch de aniversrio, s ns e a  velha  Batilda  que
sempre foi gentil conosco e se apaixonou por Harry. Sentimos  muito  por
voc no ter vindo,  mas a Ordem vem primeiro, e outra que Harry  muito
novo para saber que  o aniversrio dele! Tiago est  ficando  um  pouco
calado aqui, ele tenta no mostrar isso  mas eu posso dizer - alm disso
Dumbledore est com a Capa de Invisibilidade  dele,  ento  sem  chances
para pequenos passeios. Se voc pudesse nos visitar, ele ficaria   muito
animado. Rabicho esteve aqui no final de semana passado. Parecia que ele
estava para baixo, mas deve ser por causa do  McKninnons;  eu  chorei  a
noite toda quando  fiquei sabendo. Batilda vem aqui quase todos os dias,
ela  uma senhora fascinante e nos conta as  maravilhosas  histrias  de
Dumbledore. No sei se ele ficaria feliz se soubesse!  Eu  no  sei  at
que ponto acreditar, porque na verdade parece incrvel que Dumbledore...
Os sentimentos de Harry pareciam estar desnorteados. Ele  permaneceu  um
tempo parado, segurando o milagroso papel em seus dedos soltos  enquanto
dentro dele um tipo  de silenciosa erupo mandava felicidade  e  mgoa,
misturando quantidades iguais em suas veias. Arrastando-se at  a  cama,
ele sentou-se. Ele leu a carta novamente, mas no  extraiu  mais  nenhum
significado dela e se limitou a analisar  a  caligrafia  na  carta.  Ela
fazia os "g" da mesma maneira que ele.  Ele procurou na carta,  cada  um
deles parecia um pequeno lampejo por detrs  do  vu.  A  carta  era  um
tesouro incrvel, provava que Llian Potter havia vivido de fato,    que
sua mo calorosa j havia roado esse  pergaminho,  riscando  com  tinta
essas letras, essas palavras, palavras  sobre  ele,  Harry,  seu  filho.
Enxugando impacientemente os olhos molhados, ele releu  a  carta,  dessa
vez  atentando  para  seu  significado.  Era  como  ouvir  a  uma    voz
semi-conhecida. Eles tinham um gato... talvez tenha morrido como os seus
pais em Godric's Hollow... ou se foi quando no havia mais ningum  para
aliment-lo... Sirius tinha lhe  dado sua primeira vassoura... Seus pais
tinham conhecido Batilda  Bagshot;  Ser  que  foi  Dumbledore  quem  os
apresentou? Dumbledore ainda  tinha  a  sua  capa  da  invisibilidade...
havia algo estranho a... Harry parou, ponderou as palavras da me.  Por
que Dumbledore pegou a capa de Tiago? Harry lembrava claramente  de  seu
diretor lhe falando anos atrs "No preciso   da  capa  para  me  tornar
invisvel" Talvez algum membro menos habilidoso da Ordem tenha precisado
e Dumbledore tenha agido como um  intermediador?  Harry  foi  adiante...
Rabicho esteve aqui... Pettigrew o traidor parecia abatido?  Ele  estava
consciente de estar vendo Tiago e Llian pela ltima vez?  E  finalmente
Batilda de novo que contou histrias incrveis sobre Dumbledore.  Parece
incrvel que Dumbledore- Que Dumbledore o que? Mas havia inmeras coisas
que pareciam incrveis sobre Dumbledore, que ele uma  vez  tinha  tirado
notas baixas no teste de transfigurao o que  tenha sido atingindo pela
Azarao do Bode como Aberforth... Harry se levantou e vasculhou o cho,
talvez o resto da carta estivesse em algum lugar por ali. Ele agarrou os
papeis, agindo com ansiedade, com pouca considerao  por quem procurava
anteriormente, ele puxou gavetas abertas, chacoalhou os livros, subiu em
uma cadeira para alcanar a parte superior do guarda  roupa  e  rastejou
debaixo da cama e da poltrona. Por ltimo, deitou com a  cara  no  cho,
ele viu o que parecia um pedao  amassado  de  papel  de  baixo  de  uma
gaveta. Quando ele puxou, pareceu ser a fotografia de  Harry    da  qual
falou a carta. Um beb de cabelos negros entrava e saa de foco com  uma
vassourinha  e  um  par  de  pernas  que  deviam  pertencer   a    Tiago
perseguindo-o. Harry  guardou a  fotografia  no  bolso  com  a  carta  e
continuou olhando para  a  segunda  folha.  Quinze  minutos  depois,  no
entanto, ele foi forado a concluir que o resto  da  carta  de  sua  me
havia sido extraviado. Tinha simplesmente se  perdido  nos  16  anos  de
espao desde o dia em que foi escrita, ou ela foi levada por  quem  quer
que tenha vasculhado a casa? Harry releu  a  primeira  folha  novamente,
dessa vez procurando  por pistas sobre o que poderia conter  de  valioso
na segunda parte da carta. A  sua  vassoura  de  brinquedo  dificilmente
seria interessante para comensais da morte...  A nica coisa til  seria
uma  possvel  informao  sobre  Dumbledore.  Parecia   incrvel    que
Dumbledore-- o qu? "Harry? Harry? Harry!" "Estou aqui" ele respondeu "O
que aconteceu"? Ouviu o barulho de passos do lado de  fora,  e  Hermione
adentrou-se. "Acordamos e no  sabamos  onde  voc  estava"  falou  sem
flego. Ela se virou e gritou por cima do ombro, "Rony! Eu o  encontrei"
"timo! Diga  a  ele  que  ele    um  idiota".  "Harry  voc  no  pode
simplesmente desaparecer, por favor, ficamos aterrorizados. Por que voc
subiu at aqui?" Ela olhou em volta "O que  voc  estava  fazendo?"  Ele
mostrou a carta de  sua  me.  Hermione  pegou  e  leu  enquanto  ele  a
observava. Quando ela chegou ao fim da pgina ela olhou para  ele.  "Oh,
Harry..." "E tem mais isso." Ele deu a ela a foto amassada,  e  Hermione
sorriu do beb entrando e saindo da cena  numa  vassoura  de  brinquedo.
"Andei procurando o resto da carta" disse Harry  "Mas  no  est  aqui."
Hermione deu uma olhada na sala. "Voc fez essa baguna?  Ou  algum  j
tinha feito quando voc chegou?" "Algum andou procurando antes de  mim"
disse Harry.  "Eu  imaginei,  todos  os  cmodos  que  eu  passei  foram
revirados" respondeu Hermione "do que eles estavam  atrs?"  "Informao
da Ordem se for Snape" "Mas no  acha  que  ele  j  sabe  de  tudo  que
precisa? Quero dizer, ele fazia parte da Ordem, no fazia?" "Bom"  disse
Harry  tentando  formular  uma  teoria  "E  quanto    informao  sobre
Dumbledore? A segunda parte da carta, por exemplo. Voc sabe quem  essa
Batilda que  minha me  menciona?"  "Quem?"  "Bathilda  Bagshort  autora
de--" "--de 'Histria da Magia'" falou Hermione interessada "ento  seus
pais a conheciam? Ela era uma incrvel historiadora da  magia."  "E  ela
ainda est viva" disse harry "ela vive em  Godric's  Hollow,  a  tia  de
Rony, Muriel falava sobre ela no casamento. Ela conhecia  a  famlia  de
Dumbledore tambm.  Uma pessoa interessante de se falar, no ?" Teve um
pouquinho de compreenso demais no sorriso que Hermione deu a Harry. Ele
pegou a carta e a fotografia e ps  na bolsa ao redor  de  seu  pescoo,
para que no ficassem olhando e se perdesse.  "Eu  entendo  porque  voc
gostaria de falar com ela sobre Dumbledore tambm" disse Hermione   "Mas
isso no nos ajudaria na nossa busca pelas Horcruxes,  ajudaria?"  Harry
no respondeu e ela se apressou. "Harry eu sei que voc  realmente  quer
ir a Godric's  Hollow, mas eu estou com medo. Os comensais da Morte  nos
acharam ontem. Isso me faz acreditar cada vez mais que no deveramos ir
ao lugar onde seus pais esto enterrados.  Tenho certeza que eles  esto
esperando que voc os visite."  "No    apenas  isso"  respondeu  Harry
evitando olh-la "Muriel disse coisas sobre Dumbledore no casamento,  Eu
quero saber a verdade...". Ele disse a Hermione tudo o  que  Muriel  lhe
dissera no casamento. Quando ele terminou, Hermione disse "Mas    claro
que entendo porque isso o deixa chateado, Harry--". "No estou chateado"
mentiu "Eu apenas quero saber  se    ou  no  verdade--"  "Harry,  voc
realmente acha que vai chegar  verdade atravs de  uma  mulher  maldosa
como  Muriel  ou  Rita  Skeeter?  Como  pode  acreditar  nelas?  Voc  o
conhecia". "Eu pensei que conhecia" murmurou. "Mas voc sabe o que h de
verdade em tudo que Rita escreveu sobre voc? Doge est certo, como voc
pode deixar essas pessoas  sujarem  as  lembranas  que  voc  tem    de
Dumbledore?"  Ele  olhou  ara  os  lados  tentando  no  demonstrar  seu
ressentimento. Ento era isso: Ele tinha de escolher em  que  acreditar.
Ele queria  a  verdade,  porque  todo  mundo    parecia  estar  tentando
dissuadi-lo? "Podemos ir para a cozinha?",  sugeriu  Hermione  aps  uma
pequena pausa "Arranjar  alguma  coisa  para  o  caf  da  manh?".  Ele
concordou, de m vontade, e a seguiu pelo patamar, passou  pela  segunda
porta e saiu. Havia profundos  arranhes  nas  pinturas  abaixo  de  uma
pequena marca que ele  no notara no  escuro.  Ele  parou  no  alto  das
escadas para ler. Era uma pequena e pomposa marca, aparentemente escrita
 mo, o tipo de coisa que Percy Weasley  gravaria    na  porta  de  seu
quarto. No entre Sem a permisso expressa de Rgulo  Arturo  Black  Uma
excitao tomou conta de Harry, mas ele no estava certo do por qu. Ele
leu a marca novamente. Hermione j estava um  lance  de  escadas  abaixo
dele. "Hermione" disse em uma voz surpreendentemente calma "suba  aqui".
"Que foi?" Perguntou ela. "Acho que encontrei R.A.B." Houve  um  suspiro
alto, e Hermione subiu correndo os degraus. "Nas cartas de sua me?  Mas
eu no vi--" Harry balanou a cabea e apontou para a marca de  Rgulus.
Ela leu e depois apertou o brao  de  Harry  com  tanta  fora  que  ele
estremeceu. "O irmo de Sirius?" ela sussurrou. "Ele era um Comensal  da
morte" disse Harry "Sirius me falou sobre ele, Rgulus se juntou a  eles
ainda muito jovem, mas ele se arrependeu e tentou sair - ento eles    o
mataram." "Faz sentido!" gritou Hermione feliz "Se ele era  um  comensal
tinha acesso direto a Voldemort. E se ele ficou desencantado,  ele  pode
ter desejado derrubar Voldemort". Ela largou Harry, se inclinou sobre  o
corrimo e  gritou  "RONY,  Rony  suba  aqui,  rpido".  Rony  apareceu,
aprumado, minutos depois com sua varinha na mo. "O  que  aconteceu?  Se
for uma aranha gigante novamente, eu quero tomar caf antes  de--".  Ele
parou em frente   marca  da  porta  de  Rgulos,  que  Hermione  estava
apontando silenciosamente. "O qu, esse era o irmo de Sirius, no  era?
Rgulos ... Arturo... R.A.B. O medalho - vocs no acham que--"  "Vamos
descobrir" disse Harry. Ele empurrou a porta, estava trancada.  Hermione
apontou a varinha para maaneta e disse "Alohomorra". Houve um click e a
porta se  abriu largamente. Eles entraram timidamente olhando tudo a sua
volta atentamente. O quarto de rgulos era menor que o de Sirius, embora
tivesse a mesma aparncia da antiga grandeza.  Onde Sirius era diferente
de sua famlia, Rgulus parecia ser exatamente igual. As cores  verde  e
prata da Sonserina estavam por toda a  parte  no  dossel  da  cama,  nas
paredes, na janela. O braso da famlia Black  estava  pintado  sobre  a
cama junto do seu lema, "Toujors Pur". abaixo disso, havia  uma  coleo
de recortes jornais amarelados   postos  juntos  formando  uma  colagem.
Hermione  atravessou  a  sala  para  examin-los.  "So   todos    sobre
Voldemort," disse Hermione "Rgulo parece ter sido f anos antes de  ter
se juntado aos Comensais da morte..." Um pouco de  poeira  levantou  das
cobertas  quando  Hermione  sentou-se  para  ver  os  recortes.   Harry,
entrementes havia notado uma outra fotografia. O time de quadribol    de
Hogwarts estava sorrindo e acenando na imagem. Ele se aproximou e viu  o
braso com serpentes em seus peitos: Sonserina. Rgulos  era  facilmente
discernvel como  o garoto sentado no meio da fila da frente. Ele  tinha
os mesmos cabelos escuros e a mesma expresso arrogante e desdenhosa  do
irmo, embora fosse menor mais magro  e menos bonito do que Sirius fora.
"Ele era apanhador" disse Harry. "O que?" disse vagamente  Hermione  que
ainda estava entretida com a colagem de Voldemort. "Ele est sentado  no
meio da fileira da frente  onde fica  o  apanhador...  esquece",  disse
Harry ao perceber que ningum estava ouvindo. Rony estava  com  as  mos
nos  joelhos procurando debaixo do armrio,  Harry  olhou  em  volta  do
quarto procurando um provvel lugar para esconder coisas e se  aproximou
da mesa. Ainda  assim,  algum    tinha  andado  por  ali  antes  deles,
notavelmente as gavetas haviam sido revirados recentemente, havia  muita
poeira, mas nada de valor: quinquilharias velhas, agenda  e uma lata  de
tinta amassada que deixou resduo em tudo que tinha na gaveta.  "Tem  um
jeito mais fcil" disse Hermione,  enquanto  Harry  limpava  seus  dedos
sujos de  tinta  no  jeans,  ela  levantou  a  varinha  e  disse  "Accio
medalho". Nada aconteceu, Rony  que  vinha  procurando  nas  dobras  da
cortina desgastadas, pareceu  desapontado.  "  isso,  ento?  No  est
aqui?". "Ou, ainda pode estar aqui, mas sob  um  feitio  de  conteno"
explicou Hermione "Vocs sabem n,  um  encantamento  para  impedir  que
sejam convocados magicamente". "Da mesma forma que Voldemort colocou  na
bacia de pedra na caverna," disse  Harry,  recordando  como  tinha  sido
incapaz de convocar o medalho falsificado. "Como ns iremos encontr-lo
ento?",  perguntou  Rony.  "Ns  vamos  procurar  manualmente,"   disse
Hermione. " uma idia boa," disse Rony, virando os olhos,  e  voltou  a
examinar as cortinas. Vasculharam cada polegada do quarto  por  mais  de
uma hora, mas foram forados, finalmente, a concluir que o medalho  no
estava l. O sol tinha agora nascido; sua luz os  deslumbrou  at  mesmo
pelas janelas  encardidas.  "Poderia  estar  em  outro  lugar  da  casa,
entretanto"  disse  Hermione  em  um  tom  conciliador  enquanto    eles
caminhavam escada abaixo: Como Harry e Rony estavam sem  coragem,    ela
parecia ter se tornado a mais determinada. "Se  ele  tivesse  conseguido
destruir isto ou no, ele ia querer manter isto escondido de  Voldemort,
no iria? Lembra  de todas essas coisas terrveis que  tivemos  que  nos
livrar de quando estivemos aqui pela  ltima  vez?  Aquele  relgio  que
atirou parafusos a todo o mundo e  essas  batas    velhas  que  tentaram
estrangular Rony; Rgulo poderia ter posto l para proteger o  lugar  em
que est escondido o medalho, embora ns no percebssemos  isto  na...
na..." Harry e Rony a olharam. Ela estava parada em p com p no meio do
ar, com o olhar intrigante de quem tinha tido  sua  memria  apagada  h
pouco; os olhos dela ficaram  at fora de foco. " ... na ocasio, "  ela
terminou em um  sussurro.  "Algo  errado?"  perguntou  Rony.  "Havia  um
medalho." "O que?" disseram Harry e Rony juntos. "No armrio  da  sala.
Ningum conseguia abrir. E ns... ns..." Harry se  sentia  como  se  um
tijolo tivesse deslizado abaixo pelo trax  no  estmago  dele.  Ele  se
lembrou. Ele tinha a coisa e eles passaram  adiante,  cada  um  tentando
achar um modo de abri-lo. E foi jogado em um saco de lixo, junto  com  a
'caixa de p de verruga' e a caixa de  msica  que  tinha  deixado  todo
mundo sonolento... "Monstro roubava e escondia muitas  coisas  de  ns."
disse Harry. Essa era a nica chance, a unica  fraca  esperana  que  os
restava e ele estava decidido a levar at  o fim. "Ele tinha uma  grande
quantidade de coisas no seu armrio na cozinha, Vamos."  Ele  desceu  as
escadas dois degraus por vez, os outros dois atrs  dele.  Eles  fizeram
tanto barulho que acordaram o quadro da Me de Sirius enquanto  passavam
pelo  hall. "Sangues-ruins, escrias..." Ela gritou  com  eles,  e  eles
desceram ao poro da cozinha e bateram a porta atrs deles. Harry correu
atravs da cozinha at a porta  do quarto  de  Monstro  e  escancarou-a.
Existiam uns cobertores velhos e sujos onde o elfo uma vez dormira,  mas
no havia pistas de que ele continuava ali, Monstro    havia  sumido.  A
nica coisa que existia era uma  velha  cpia  de  Natureza  nobre:  Uma
Arvore Genealgica Bruxa. Negando-se a acreditar nos  seus  olhos  Harry
remexeu  os cobertores. Um rato morto caiu no cho. Rony gemeu  enquanto
se jogou em uma cadeira da cozinha, Hermione fechou seus  olhos.  "Ainda
no acabou" Harry disse, e ele aumentou a voz e chamou "Monstro".  Houve
um grande estalo e o elfo domstico que Harry to relutantemente  herdou
de Sirius, apareceu de lugar nenhum na frente da vazia e  fria  lareira:
pequeno, tamanho   de  meio-humano  sua  plida  pele  enrugada  caindo,
cabelos brancos saltando de suas  orelhas  pontudas,  ele  ainda  estava
usando as horrveis vestes de quando os trs  o conheceram,  e  o  olhar
que ele dava a Harry dizia que sua atitude  quanto    mudana  de  dono
tinha mudado tanto quanto suas vestes. "Mestre" disse  Monstro  com  sua
voz de sapo  fazendo  uma  reverncia  muito  profunda,  murmurando  aos
joelhos dele,"de volta  casa de minha Senhora com o traidor Weasley   e
a sangue-ruim..." "Eu lhe probo que chame qualquer um  de  'traidor  do
sangue' ou ' sangue-ruim'" grunhiu Harry. Ele teria visto Monstro, com o
nariz  de  focinho  dele  e  seus  olhos  sanguinolentos,     como    um
distintamente indesejado objeto, mesmo se no tivesse trado Sirius. "Eu
tenho uma pergunta para voc,"  disse  Harry,  o  corao  dele  batendo
bastante rpido enquanto ele olhava para baixo em direo ao elfo, "e eu
ordeno que voc responda  isto com a  mais  pura  verdade.  Entendeu  "?
"Sim, Mestre" disse Monstro, fazendo  outra  reverncia:  Harry  viu  os
lbios dele movendo-se em silncio indubitavelmente formando os insultos
que agora estava proibido  de articular. "Dois anos atrs," disse Harry,
o corao dele martelando  agora  contra  as  costelas  dele  "havia  um
medalho de ouro grande no armrio da sala. Ns o jogamos fora.  Voc  o
roubou?" Houve um momento de silncio durante  o  qual  Monstro  encarou
Harry. Ento ele disse, "Sim". "Onde est agora?" perguntou  para  Harry
triunfante enquanto Rony e Hermione pareciam alegres. Monstro fechou  os
olhos como que para no ver nem ouvir as reaes deles  para  a  prxima
palavra dele. "Se foi." "Se foi?", ecoou Harry. " O que voc quer  dizer
com se foi?"  O  elfo  tiritou.  Ele  balanou.  "Monstro"  disse  Harry
duramente, "eu o ordeno--" "Mundungo Fletcher," coaxou o elfo, os  olhos
dele ainda apertados. "Mundungo Fletcher roubou tudo: Senhorita Bella  e
Senhorita Cissy quadros, as luvas de minha Senhora,  a Ordem de  Merlin,
Primeira Classe, os clices com o emblema da famlia, e--  e--"  Monstro
estava lutando para respirar: O trax oco dele estava subindo e descendo
rapidamente, ento os olhos dele se  arregalaram  ele  soltou  um  grito
sangrento. "--e o medalho, Mestre o medalho  de  Rgulo,  Monstro  fez
errado, Monstro falhou nas ordens dele!" Harry  reagiu  instintivamente:
enquanto Monstro tentou pegar a p, ele se lanou para o elfo.  O  grito
de Hermione se misturou com o de Monstro, mas Harry berrou  mais    alto
que ambos: "Monstro, eu ordeno que voc fique aqui ainda!" Ele sentia  o
elfo gelado e o soltou. Monstro deitou  sobre  o  cho  de  pedra  frio,
lgrimas que  esguichando  de  seus  olhos.  "Harry,  deixe-o"  Hermione
sussurrou. "Ento  ele  pode  se  bater  com  a  p?"  resmungou  Harry,
ajoelhando fora do armrio com a mo  cheia  dos  tesouros  do  Monstro.
"Monstro disse para o ladro covarde que  parasse, mas Mundungo Fletcher
riu e-- e ento correu". "Voc disse que o medalho  de Rgulos", disse
Harry. "Por que? De onde veio?  O  que  Rgulo  teve  a  ver  com  isto?
Monstro, sente-se e me  conte  tudo  o  que  voc  sabe    sobre  aquele
medalho, e tudo o que Rgulo tem a ver com isto!"  O  elfo  se  sentou,
enrolado como uma bola, colocou a  face  molhada  entre  os  joelhos,  e
comeou a balanar para frente e para trs. Quando ele falou, a voz  foi
ecoando pela cozinha. "Mestre Sirius  fugiu,  foi  uma  boa  libertao,
porque ele era um menino ruim e sem dinheiro e partiu o corao de minha
Senhora com os modos sem lei dele.  Mas  Mestre    Rgulo  teve  orgulho
prprio; ele sabia honrar ao nome Black e a  dignidade  do  puro  sangue
dele. Durante anos ele falou que Lorde das Trevas  ia  trazer  os  magos
para  reger os trouxas e os nascidos-trouxas... e quando  ele  completou
dezesseis  anos,  Mestre  Rgulo  uniu-se  ao  Lorde  das  Trevas.   To
orgulhoso, to orgulhoso, to feliz  por servir..." "E um  dia,  um  ano
depois que ele se juntou ao Lorde das Trevas, Mestre Rgulo desceu at a
cozinha para ver Monstro. Ele sempre gostou de Monstro. E Mestre  Rgulo
disse... ele disse..." O velho elfo balanou mais  rapidamente.  "...ele
disse que o Lord das Trevas precisava de um elfo".  "Voldemort  precisou
de um elfo?" Harry repetiu e deu uma  olhada  ao  Rony  e  Hermione  que
olharam da mesma maneira confusa como ele fez. "Oh sim," gemeu  Monstro.
"E Mestre Rgulo tinha oferecido Monstro. Era uma honra,  Mestre  Rgulo
disse, uma honra para ele e para  Monstro  que  deveria  fazer  qualquer
coisa que o Lorde das Trevas pedisse... e depois  v-voltar  para  casa."
Monstro balanou ainda mais rapidamente, a respirao dele  entrando  em
soluos. "Assim Monstro foi para o Lorde das Trevas. Ele no contou para
Monstro o que eles iam fazer, mas levou  Monstro  com  ele  para  um  de
caverna perto do mar.  E  dentro    da  caverna  havia  um  grande  lago
preto..." O cabelo na nuca de  Harry  se  arrepiou.  A  voz  de  Monstro
parecia vir do interior da gua negra. Ele viu o  que  tinha  acontecido
to claramente como se ele tivesse    estado  presente.  "...  Havia  um
barco..."  Claro  que  havia  um  barco,    Harry    vira    o    barco,
fantasmagoricamente verde e pequeno, enfeitiado para carregar um  bruxo
e uma vtima at a ilha no  centro.  Assim,  ento,    havia  sido  como
Voldemort tinha testado as  defesas  que  cercavam  o  Horcurx;  pegando
emprestada uma criatura dispensvel, um  elfo  domstico...  "Havia  uma
bacia cheia de poo na ilha. O Lord das Trevas fez com  que  Monstro  a
bebesse..." O elfo tremeu da cabea aos ps. "Monstro bebeu, e  enquanto
Monstro bebia,  ele  viu  coisas  terrveis...  o  interior  de  Monstro
queimava... Monstro chorou para o Mestre  Rgulo  salv-lo,  ele  chorou
por sua Senhora Black, mas o Lord  das  Trevas  apenas  riu...  Ele  fez
Monstro beber toda a poo... Ele colocou um medalho  dentro  da  bacia
vazia... Ele encheu a bacia  com mais poo." "E ento o Lord das Trevas
foi embora, deixando Monstro na ilha..." Harry pde ver acontecendo. Ele
visualizou a  face  ofdica  e  branca  de  Voldemort  desaparecendo  na
escurido, aqueles olhos vermelhos fixados impiedosamente  no  derrotado
elfo  que  a  morreria  em  minutos,  quando  ele  sucumbisse      sede
desesperadora  que  a  poo  causava  em  sua  vtima...  Mas  aqui,  a
imaginao de Harry no pde ir longe,    seno  ele  no  saberia  como
Monstro escapou. "Monstro precisava de gua, ele engatinhou para a borda
da ilha e bebeu do lago negro... e mos, mos mortas, saram da  gua  e
arrastaram Monstro para o fundo do  lago..." "Como voc escapou?"  Harry
perguntou, e no ficou surpreso de se ver sussurrando. Monstro  levantou
sua feia cabea e olhou para Harry com seu mais  mortal  olhar.  "Mestre
Rgulo disse a Monstro pra voltar" ele disse. "Entendi,  mas  como  voc
escapou dos Inferi?" Monstro  no  parecia  entender...  "Mestre  Rgulo
disse a Monstro pra voltar" ele repetiu. "Eu sei mas..." "Bem,    bvio
num  Harry? Ele desaparatou." Disse Rony. "Mas  no  se  pode  aparatar
naquela caverna" Harry disse "A no ser que  Dumbledore..."  "Mgica  de
elfo no  como mgica de bruxo, ?" Disse Rony, "Eu quero  dizer,  eles
podem aparatar e desaparatar em Hogwarts,  enquanto  ns  no  podemos."
Houve um silncio e Harry digeriu aquilo. Como pde Voldemort cometer um
erro destes? Mas mesmo ele pensando nisso, Hermione falou e voz sua  era
fria. " claro, Voldemort subjugaria as maneiras de um elfo, assim  como
todos os puros-sangues que os tratavam como animais... Nunca  ocorreu  a
ele que os elfos tm mgicas  que ele no possui... " "A maior  lei  que
um elfo segue  a ordem de seu dono" disse Monstro. "Monstro tinha  sido
ordenado a vir pra casa, ento ele veio." "Bem, ento voc fez o que foi
mandado, no fez?" Monstro balanou sua cabea mais  rpido  que  nunca.
"Ento o que aconteceu quando  voc  voltou?"  Harry  perguntou  "O  que
Rgulo disse quando voc contou a ele o que havia  acontecido?"  "Mestre
Rgulo estava muito  preocupado,  muito  preocupado"  murmurou  Monstro.
"Mestre Rgulo disse a Monstro pra se esconder e no  sair  de  casa.  E
depois de um tempo,  Mestre Rgulo veio falar com Monstro no seu armrio
  noite,  e  Mestre  Rgulo  estava  estranho,  diferente  do    usual,
perturbado, Monstro poderia dizer....  E  ele  pediu    a  Monstro  para
lev-lo  caverna, a caverna que  Monstro  tinha  ido  com  o  Lord  das
Trevas." E ento eles foram, Harry podia v-los claramente, o  assustado
velho elfo e o magro apanhador das  trevas  que  se  parecia  tanto  com
Sirius. Monstro sabia como abrir    a  entrada  selada  para  a  caverna
interna, sabia como fazer surgir o pequeno barco, e desta vez foi o  seu
amado Rgulo que navegou com ele at a Ilha que continha    a  bacia  de
poo... "E ele fez voc beber a poo?" perguntou  Harry  enojado.  Mas
Monstro tremeu sua cabea e emudeceu. Hermione levou as mos    boca  e
pareceu entender algo. "Mestre Rgulo tirou do  seu  bolso  um  medalho
como o que o Lord tinha" disse Monstro, com  lgrimas  escorrendo  pelos
dois lados de seu longo nariz "E ele disse a  monstro  para  peg-lo  e,
quando a bacia estivesse vazia,  pra  trocar  os  medalhes..."  Monstro
comeou a tremer e gritar. Harry se concentrou bastante para entend-lo.
"E ele ordenou Monstro pra sair sem ele. Ele disse a Monstro pra ir  pra
casa, e nunca contar a minha senhora o que ele  havia  feito,  mas  para
destruir o primeiro  medalho. E ele  bebeu  toda  a  poo,  e  Monstro
trocou os medalhes, assistiu Mestre Rgulo ser sugado pela gua, e...."
"Oh Monstro". Murmurou Hermione que estava chorando, ele se  ajoelhou  e
tentou abraar o elfo, e de uma vez ele se levantou, chorando e  fugindo
dela, obviamente cheio  de repulsa... "A sangue-ruim tocou Monstro,  ele
no permitir isto, o que diria a Senhora dele?" "Eu j lhe  disse  para
no cham-la de 'sangue-ruim'!" grunhiu Harry, mas o elfo j  estava  se
castigando: Ele caiu no cho e bateu a  cabea  dele  no  cho.  "Pare--
pare!" Hermione chorou. "Oh, voc no v agora o quo doente ele est, o
modo que eles tm que  obedecer?"  "Monstro--  parado,  parado!"  gritou
Harry. O elfo deitou no cho, arquejando e  tiritando,  com  muco  verde
brilhando ao redor de seu nariz, uma contuso j  florescendo  na  testa
plida  onde  ele  tinha  se  golpeado,    os  olhos   dele    inchados,
sanguinolentos e nadando em lgrimas. Harry nunca tinha visto  nada  to
lamentvel. "Ento voc trouxe  para  a  casa  o  medalho,"  ele  disse
implacavelmente, "E voc  tentou  destru-lo?"  "Nada  que  Monstro  fez
machucou o medalho," gemeu o elfo. "Monstro tentou tudo, tudo o que ele
soube,  mas  nada,  nada  funcionou...  tantos  feitios  poderosos   na
cobertura,  no abriria... Monstro se castigou,  ele  tentou  novamente,
ele se castigou, ele tentou novamente, Monstro no obedeceu  as  ordens,
Monstro no pde destruir o medalho!  E a Senhora dele estava  furiosa,
porque Mestre Rgulo tinha desaparecido, e Monstro no lhe pde contar o
que tinha acontecido, no, porque Mestre Rgulo tinha lhe   p-p-proibido
que contasse  para  qualquer  um  da  f-f-famlia  o  que  aconteceu  na
c-caverna..." Monstro comeou a soluar to forte  que  no  havia  mais
nenhuma palavra coerente. Lgrimas fluram  das  bochechas  de  Hermione
enquanto ela assistia ao Monstro, mas  ela no ousou toc-lo  novamente.
At mesmo Rony que no era f de Monstro olhou  inquieto.  Harry  sentou
novamente em seus calcanhares e balanou a cabea, tentando  clarear  as
coisas. "Eu no o entendo, Monstro," ele  finalmente  falou.  "Voldemort
tentou te matar, Rgulo morreu para derrubar Voldemort, mas  voc  ainda
assim estava feliz em trair  Sirius por Voldemort? Voc estava feliz  em
ir at Narcissa e Bellatrix, e passar informaes para Voldemort atravs
delas..." "Harry, Monstro no pensa assim,"  disse  Hermione,  enxugando
seus olhos com as costas das mos. "Ele  um  escravo,  elfos-domsticos
so usados para o mal, at para  tratamentos brutais,  o  que  Voldemort
fez a Monstro no  muito diferente que isso. O que uma guerra de bruxos
significa para um elfo como o Monstro? Ele  leal s   pessoas  que  so
agradveis com ele, e a Sra. Black deve ter sido,  e  Rgulo  certamente
era, ento ele servia a eles de bom grado e apegou-se s  suas  crenas.
Eu sei  o que voc vai dizer," ela  continuou  quando  Harry  comeou  a
protestar... "Que Rgulo  mudou  sua  opinio...  mas  ele  no  pareceu
explicar isso ao Monstro, pareceu? E eu acho que sei porqu, Monstro e a
famlia de Rgulo estariam a salvo  se eles continuassem como  a  antiga
linhagem de puros-sangues.  Rgulo  estava  tentando  proteger  a  todos
eles." "Sirius --" "Sirius foi horrvel com Monstro, Harry, e no   to
agradvel assim, voc sabe que  verdade,  Monstro  havia  ficado  muito
tempo sozinho quando Sirius veio morar  aqui, e ele estava provavelmente
morrendo por um pouco de afeio. Eu estou certa e que Sra. Cissy e Sra.
Bella foram perfeitamente adorveis com Monstro quando  ele saiu,  ento
ele as fez um favor e contou tudo o que elas desejavam saber. Eu  sempre
disse  que  os  bruxos  iriam  pagar  por  como   eles    tratam    seus
elfos-domsticos.  Bem, Voldemort pagou... assim como Sirius." Harry no
teve resposta. Enquanto olhava Monstro soluar no cho, e ele lembrou  o
que Dumbledore tinha dito uma vez a ele, poucas horas depois da morte de
Sirius:  "Eu no acho que Sirius alguma vez viu Monstro como algum  que
tem sentimentos como os humanos..." "Monstro," disse Harry "quando  voc
se sentir a vontade  pra  isso,  pode  se  sentar",  passaram-se  alguns
minutos at que Monstro sasse do silncio. Ento ele se colocou    numa
posio sentada com os joelhos perto dos olhos como uma pequena criana.
"Monstro, eu vou  te  pedir  pra  fazer  uma  coisa"  disse  Harry,  ele
vislumbrou Hermione em busca de assistncia.  Ele  queria  dar  a  ordem
gentilmente, mas ao mesmo tempo  ele no poderia fingir que no era  uma
ordem. Entretanto, a mudana no seu tom de voz  pareceu  ter  ganhado  a
aprovao da menina: Hermione sorriu encorajando-o. "Eu quero que  voc,
por favor, v e ache Mundungo Fletcher. Ns precisamos achar o medalho.
Onde o medalho do Mestre Rgulo est.  muito importante, ns  queremos
terminar o trabalho que Mestre Rgulo comeou, ns queremos garantir que
ele no morreu em vo...." Monstro abriu seus punhos e olhou para  Harry
"Achar Mundungo  Fletcher?"  ele  gemeu...  "E  traga-o  aqui  ao  Largo
Grimmald" disse Harry. "Voc acha que  poderia  fazer  isso  por  ns?".
Enquanto Monstro levantou, Harry inspirou, pegou a  bolsa  de  Hagrid  e
pegou a Horcrux falsa, na qual Rgulo colocou o bilhete para  Voldemort.
"Monstro, eu queria, hmm, te dar isso", pressionando o medalho nas mos
de Monstro. "Isso pertenceu a Rgulo e tenho certeza  que  ele  gostaria
que voc tivesse isso  em retribuio do que voc  fez..."  "Na  mosca,"
disse Rony enquanto o elfo olhava pro medalho, deixava escapar um  uivo
de choque e  dor,  e  se  jogava  novamente  no  cho.  Passou-se  quase
meia-hora  para  acalmar  Monstro,  que,  devido  ao  xtase  por    ser
presenteado com uma relquia da Famlia Black, ficou muito fraco para se
agentar nas  prprias pernas. Quando finalmente ele  pde  caminhar  um
pouco, todos o acompanharam ao  seu  armrio,  assistiram-no  guardar  o
medalho a salvo em seus cobertores sujos  e assegurou-se  de  que  eles
cuidariam do medalho enquanto ele estivesse fora. Ento  ele  fez  duas
reverncias compridas para Harry e Rony, e at mesmo  um  engraado    e
breve espasmo na direo de Hermione que pareceu  uma  tentativa  de  um
cumprimento respeitoso, antes de Desaparatar com o barulho habitual.

Crditos: Traduo: Cinthia Segantini  Reviso: Gabi Moraes 2 Reviso:
Anja 


Captulo 11 - O Suborno

Se Monstro pde escapar  de  um  lago  cheio  de  Inferi,  Harry  estava
confiante que a captura de Mundungus levaria, no mximo, algumas  horas.
Ele andou pela casa toda   a  manh  numa  expectativa  elevada.  Porm,
Monstro no  retornou  aquela  manh  ou  at  mesmo  aquela  tarde.  Ao
anoitecer, Harry se sentia desencorajado e ansioso e uma  ceia  composta
principalmente de um po mofado  no  qual  Hermione  tinha  tentado  uma
variedade de Transfiguraes malsucedidas, no ajudava em nada.  Monstro
no  voltou  no  dia  seguinte,  nem  no  prximo.  Porm,  dois  homens
encapuzados tinham aparecido no quadrado em frente ao nmero doze e eles
permaneceram l  de noite, olhando em direo  casa que no podiam ver.
"Comensais de morte, sem dvida", disse Rony, como ele, Harry e Hermione
olhavam das janelas da sala. "Eles sabem que ns estamos aqui?" "Eu acho
que no", disse Hermione, parecendo amedrontada "ou eles teriam  enviado
Snape atrs de ns, no teriam?" "Vocs no acham que ele esteve aqui  e
foi  atingido  pela  maldio  da  lngua  presa?"    perguntou    Rony.
 "Sim", disse Hermione, "caso contrrio ele poderia  contar  aos  outros
como entrar, no ? Mas eles esto vigiando provavelmente  para  ver  se
ns aparecemos. Eles  sabem  que  o  Harry  possui  a  casa,  afinal  de
contas." "Como eles poderiam--?" comeou o Harry. "Testamentos de bruxos
so examinados pelo Ministrio,  se  lembra?  Eles  sabero  que  Sirius
deixou o lugar para voc." A presena dos Comensais da Morte do lado  de
fora aumentou o humor sinistro dentro do nmero doze.  Eles  no  tinham
ouvido uma palavra sobre qualquer um fora do Largo   Grimmauld  desde  o
Patrono do Sr. Weasley e a tenso estava comeando a se fazer  perceber.
Inquieto e irritvel, Rony tinha desenvolvido  um  hbito  irritante  de
brincar  com o Apagueiro no bolso  dele;  isto  irritou  particularmente
Hermione que passava o tempo de espera pelo Monstro estudando Os "Contos
de Beedle o Bardo" e no gostou  das luzes piscando.  "Pra  com  isso!"
ela resmungou, na terceira noite da ausncia de Monstro, quando todas as
luzes desapareceram da sala novamente. "Desculpa, desculpa!" disse Rony,
enquanto clicava o apagueiro devolvendo luzes. "Eu no sei  por  que  eu
estou fazendo isto!" "Bem,  voc  no  pode  achar  algo  til  para  se
ocupar?" "Como ler histrias infantis?" "Dumbledore deixou  este  livro,
para mim Rony-" "E ele deixou o  apagueiro  para  mim,  talvez  eu  deva
us-lo!" Incapaz de continuar, Harry deslizou para fora da sala,  o  que
nenhum dos dois percebeu por estarem brigando. Ele foi desceu as escadas
em direo  cozinha que ele  visitava constantemente por acreditar  que
era onde Monstro reapareceria. No meio do caminho ele ouviu  batidas  na
porta, e os trincos metlicos destrancando.  Cada  nervo  de  seu  corpo
parecia em alerta: ele tirou sua varinha, se escondeu nas  sobras  junto
s cabeas decapitadas de elfos, e esperou. A porta  abriu:  ele  lanou
um olhar rpido ao corredor da  entrada  e  viu  uma  figura  encapotada
entrar no corredor e fechar a porta atrs de si. O intruso deu um  passo
a frente e a voz de Moody  perguntou "Severo Snape?" Ento a  figura  de
poeira no fim do corredor apareceu apontando  sua  mo  morta.  "Eu  no
matei voc, Alvo", disse uma voz baixa. A maldio se quebrou: A  figura
de poeira explodiu novamente e era impossvel enxergar  o  recm-chegado
atravs da nuvem cinza densa. Harry apontou a varinha  para  o  meio  da
nuvem. "No se mexa!" Ele tinha esquecido do retrato da Sra.  Black:  ao
som do seu grito, as cortinas que escondiam o quadro se  abriram  e  ela
comeou a berrar, "Mestios imundos infectando    minha  casa-"  Rony  e
Hermione vieram descendo as escadarias  atrs  de  Harry,  apontando  as
varinhas, como ele, para o intruso no corredor que levantava os  braos.
"Cessar fogo, sou eu, Remo!" "Oh, graas  Deus", disse Hermione  fraca,
enquanto apontava sua varinha para a Sra. Black no mesmo  instante;  com
um estrondo, as cortinas se fecharam novamente   e  o  silncio  reinou.
Rony tambm  abaixou  sua  varinha,  mas  Harry  no.  "Mostre-se!"  ele
respondeu. Remo avanou na claridade, as mos ainda erguidas em um gesto
de rendio. "Eu sou Remo John Lupin,  um  lobisomem,  tambm  conhecido
como Aluado, um dos quatro criadores  do  Mapa  do  Maroto,  casado  com
Ninfadora, tambm conhecida como Tonks,  e eu o ensinei  a  produzir  um
patrono Harry, e o seu tem forma de veado." "Ah, certo", disse o  Harry,
enquanto abaixava sua varinha, "eu tinha que  conferir,  no?"  "Falando
como seu ex-professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, eu  concordo
totalmente. Rony, Hermione, vocs no deveriam  baixar  sua  guarda  to
rpido." Eles desceram as escadas at ele. Embrulhado em uma grossa capa
de viagem preta, eles os mirou exausto, porm feliz  em  v-los.  "  Nem
sinal de Severo, ainda?" ele perguntou. " No" disse Harry "O  que  est
havendo? Esto todos bem?" " Sim" disse Lupin "Mas estamos  todos  sendo
vigiados. H uma dupla de Comensais da Morte na praa em frente-" "  Ns
sabemos-" " Eu tive que aparatar bem colado  porta para que eles no me
vissem. Tenho certeza de que eles no  sabem  que  voc  est  aqui,  ou
teriam enviado mais gente; Eles  esto espalhados por todos  os  lugares
que possam ter alguma ligao com voc, Harry. Vamos descer as  escadas,
Tenho muitas coisas para lhe contar, e eu quero saber  o  que  aconteceu
quando voc deixou a Toca!  Eles  entraram  na  cozinha,  onde  Hermione
apontou  sua  varinha  para  a  lareira.  Um  fogo  comeou  a  crepitar
instantaneamente. Isso gerou a sensao de aconchego  nas  paredes    de
pedra escura, e se refletiu na  grande  mesa  de  madeira.  Lupin  puxou
algumas cervejas amanteigadas de dentro de sua capa de viagem, e eles se
sentaram. "Eu estive aqui h trs dias, mas eu tinha que me livrar de um
Comensal da Morte me puxando pela capa" disse Lupin "Ento, vocs vieram
para c depois do casamento?" "No"  disse  Harry  "S  depois  que  ns
fugimos de uma dupla de Comensais da Morte  num  caf  na  rua  Totenham
Court." Lupin cuspiu sua cerveja amanteigada. "O qu?" Eles explicaram o
que tinha acontecido. Quando terminaram, Lupin olhou perplexo. "Mas como
eles  te  encontraram  to  rpido?    impossvel  seguir  algum   que
desaparata,  a  menos  que  voc  agarre  a  pessoa  na  hora  que   ela
desaparatar!" "E no parece que eles estavam apenas passeando  pela  rua
Totenham Court para matar o tempo, parece?" disse Harry. "Ns  estvamos
pensando." disse Hermione lentamente "Harry poderia ainda  ter  o  sinal
nele?" "Impossvel" disse Lupin. Rony  sorriu  convencido,  e  Harry  se
sentiu muito aliviado "Alm de tudo, eles saberiam que o Harry est aqui
se ele ainda tivesse o sinal  nele, no saberiam?  Mas  eu  no  consigo
entender como eles  rastrearam  voc  na  rua  Totenham  Court,  isso  
preocupante, realmente preocupante." Ele pareceu transtornado, mas  como
Harry estava preocupado, aquilo podia esperar. "Diga-nos o que aconteceu
depois que partimos, ns no tivemos notcias desde que o  pai  de  Rony
disse que a famlia estava a salvo!"  "Bom Quim nos salvou" disse  Lupin
"graas ao aviso dele os convidados  do  casamento  puderam  desaparatar
antes deles chegarem!" "Eles eram Comensais da Morte ou funcionrios  do
ministrio?" "Uma mistura,  mas  devemos  consider-los  a  mesma  coisa
agora" disse Lupin "Haviam dezenas deles, mas eles no sabiam  que  voc
estava l Harry. Artur ouviu um rumor  de  que  eles  tentaram  torturar
Scrimgeour para falar de voc, antes de mat-lo; se for verdade, ele no
te  entregou!"  Harry  olhou  para  Rony  e  Hermione;  suas  expresses
refletiam a mesma mistura de choque e gratido que ele sentia. Ele nunca
gostou muito de Scrimgeour, mas se o que  Lupin  dizia  era  verdade,  a
ltima coisa que ele fez foi tentar proteger  Harry.  "Os  Comensais  da
Morte revistaram a Toca de cima a baixo" Lupin comentou "Eles acharam  o
vampiro, mas no quiseram chegar perto e ento eles interrogaram os  que
restavam de ns por horas. Eles estavam tentando  conseguir  informaes
sobre voc, Harry, mas  claro que ningum de fora  da  Ordem  sabe  que
voc estava l!" "Ao mesmo tempo em que  eles  estavam  acabando  com  a
cerimnia, mais Comensais da Morte estavam arrombando todas as casas  de
membros  da  Ordem  no  pas.  Sem  mortes"    acrescentou  ele  rpido,
esclarecendo a questo "eles foram speros. Eles queimaram completamente
a casa de Ddalo Diggle, mas como voc sabe ele no estava l, e    eles
usaram a maldio Cruciatus na  famlia  de  Tonks.  De  novo,  tentando
arrancar onde  voc  estava  depois  que  esteve  l.  Eles  esto  bem,
abalados, obviamente, mas  bem." "Os Comensais  da  morte  passaram  por
todas aquelas armadilhas de segurana?" perguntou Harry, se lembrando de
como elas foram efetivas quando ele bateu no jardim  dos pais de  Tonks.
"O que voc tem que entender Harry,  que os Comensais  da  Morte  agora
tm toda a  fora  do  ministrio  ao  lado  deles"  disse  Lupin  "Eles
conseguiram o poder  de  agir    de  forma  brutal  sem  medo  de  serem
identificados como fugitivos. Eles planejaram  superar  cada  mgica  de
defesa que colocamos contra eles, e  uma  vez  dentro  da  casa,    eles
estavam completamente certos do motivo por terem vindo." "E eles tem uma
desculpa por estarem tentando arrancar notcias  sobre  o  paradeiro  de
Harry das pessoas?" "perguntou Hermione, com uma voz fina.  "Bem"  disse
Lupin. Ele hesitou, ento tirou uma edio do Profeta Dirio. "Aqui" ele
disse, estendendo ela sobre a mesa para Harry "Voc iria saber mais cedo
ou mais tarde de qualquer forma. Esse  o  pretexto  deles  por  estarem
atrs de  voc!" Harry desdobrou o papel.  Uma  imensa  fotografia  dele
cobria toda a primeira pgina. Ele leu a linha em baixo dela:  Procurado
para interrogatrio sobre a morte de Alvo  Dumbledore  Rony  e  Hermione
deram urros de raiva, mas Harry no disse nada. Ele jogou o jornal fora;
ele no queria ler mais: Ele sabia  o  que  iriam  dizer.  Ningum  alm
daqueles  que estavam no topo da torre no dia em que  Dumbledore  morreu
sabia quem havia realmente o matado, como Rita  Skeeter  j  havia  dito
para todo o mundo bruxo. Harry    havia  sido  visto  fugindo  do  lugar
momentos depois de Dumbledore  ter  cado.  "Sinto  muito  Harry"  Lupin
disse. "Ento os Comensais da Morte tomaram o  profeta  dirio  tambm?"
perguntou  Hermione  furiosamente.  Lupin  acenou  com  a  cabea.  "Mas
certamente as pessoas percebem o que est havendo?" "O golpe sbito  foi
liso e  virtualmente  silencioso"  disse  Lupin  "A  verso  oficial  do
assassinato de Scrimgeour  o que ele renunciou; ele foi substitudo por
Pio  Thicknesse, que est sob a maldio Imperius." "Por  que  Voldemort
no se declara ministro da magia?" perguntou Rony. Lupin riu.  "Ele  no
precisa, Rony. Efetivamente ele    o  ministro,  mas  por  que  ele  se
sentaria atrs de uma mesa do ministrio? A marionete dele,  Thicknesse,
est tomando conta  dos negcios do dia-a-dia, deixando Voldemort  livre
para estender seus poderes para alm do ministrio. "Naturalmente muitas
pessoas deduziram o que est havendo: foi uma mudana muito dramtica na
guarda do ministrio nos ltimos dias, e muitos  esto  suspeitando  que
Voldemort deve estar por trs disso. De qualquer forma, esse  o  ponto:
eles suspeitam. Eles no confiam uns  nos  outros,  sem  saber  em  quem
confiar; eles tm medo  de  falar,  no  caso  de  suas  suspeitas  serem
verdade e suas  famlias  poderem  ser  atacadas.  Sim,  Voldemort  est
fazendo um jogo muito bom. Declarando ele mesmo como    ministro  talvez
provocasse uma  rebelio;  Permanecendo  mascarado  ele  gera  confuso,
incerteza, e medo!" "E essa mudana dramtica na guarda  do  ministrio"
disse Harry "Envolve colocar o mundo bruxo atrs de  mim,  ao  invs  de
Voldemort?" "Essa  certamente uma parte disso" disse Lupin "e esse  um
truque de mestre. Agora que Dumbledore est morto, voc - o  garoto  que
sobreviveu - com certeza seria  um smbolo de resistncia  a  Voldemort.
Mas sugerindo que voc teve culpa na morte de um antigo heri, Voldemort
no apenas jogou uma recompensa por sua  cabea,  mas    tambm  plantou
dvida e medo naqueles muitos que protegeriam voc!" "Enquanto  isso,  o
ministrio comeou a caar bruxos nascidos trouxas" Lupin apontou para o
Profeta Dirio "Olhe na pgina dois!" Hermione virou as  pginas  com  a
mesma expresso de desgosto que ela usou quando estavam  lendo  Segredos
das Artes das Trevas. "Registro de nascidos trouxas!" ela leu  revoltada
"O ministro da magia est  exigindo  um  exame  dos  chamados  'Nascidos
trouxas' para saber como eles vieram a adquirir  os poderes mgicos."  "
Uma pesquisa recente feita pelo departamento de mistrios revela  que  a
mgica s pode ser passada de pessoa para pessoa  quando  os  bruxos  se
reproduzem.  No  existem    provas  de  que  ancestrais  bruxos  tenham
existido, conseqentemente, os nascidos trouxas s podem  ter  adquirido
esse poder por roubo ou fora bruta." "O ministrio est  determinado  a
acabar com os usurpadores de poder mgico, e para esse  fim  enviou  uma
convocao para todo nascido trouxa se apresentar para a recm    criada
Comisso de Registros de Nascidos Trouxas". "As  pessoas  no  deixariam
isso acontecer" disse  Rony.  "Est  acontecendo  Rony"  disse  Lupin  -
"Nascidos trouxas esto sendo caados enquanto falamos!" "Mas como  eles
acham que se poderia 'roubar' mgica?"  disse  Rony  "  intrigante,  se
houvesse como roubar mgica no  haveria  abortos,  haveria?"  "Eu  sei"
disse Lupin "Mas de qualquer forma, a menos que voc  possa  provar  que
tem um parente bruxo na famlia, ser  considerado  como  tendo  poderes
mgicos ilegais  e ter que ser punido." Rony olhou para Hermione, ento
disse "E se puros-sangues e  mestios  quiserem  um  nascido  trouxa  na
famlia? Eu vou dizer a todos que  Hermione    minha  prima!"  Hermione
pegou as mos dele com as suas e segurou-as. "Obrigada Rony, mas eu  no
poderia deixar voc-" "Voc no  tem  escolha"  disse  Rony  firmemente,
segurando as mos dela "Eu vou te ensinar a rvore genealgica da  minha
famlia, ento voc pode responder  todas  as    perguntas  sobre  ela!"
Hermione teve um acesso de risos. "Rony, enquanto estivermos  com  Harry
Potter, a pessoa mais procurada  do  pas,  eu  no  acho  que  isso  v
importar. Se eu estivesse voltando para a escola isso faria   diferena.
Quais os planos de Voldemort para Hogwarts?" ela perguntou  a  Lupin.  A
freqncia  agora    compulsria  para  jovens  bruxos  e  bruxas"  ele
respondeu "Isso foi anunciado ontem.   uma  mudana  porque  nunca  foi
obrigatrio antes. Claro, todos  os bruxos e bruxas  na  Inglaterra  tm
sido educados desde cedo em Hogwarts, mas seus pais tinham o direito  de
escolher ensin-los  em  casa  ou  envi-los  para  outra    escola,  se
preferissem. Desse jeito, Voldemort vai ter a populao  bruxa  sob  sua
vigilncia desde tenra idade. E esse  um outro modo de manter longe  os
nascidos  trouxas, porque os estudantes devem ter  Status  de  Sangue  -
Significa  que  eles  tm  que  provar  ao  ministrio  que  eles    so
descendentes de bruxos - antes que eles sejam   autorizados  a  entrar."
Harry se sentiu enojado e zangado; naquele momento, crianas ansiosas de
onze anos de idade estariam comprando montes  de  livros  de  magia  sem
saber que talvez nunca  chegassem a ver a escola, talvez eles nunca mais
vissem suas famlias novamente. "Isso  ...  Isso  ..."  Ele  gaguejou,
tentando achar palavras que descrevessem o  horror  desses  pensamentos,
mas Lupin disse calmamente: "Eu sei" Lupin hesitou "Eu vou  entender  se
voc no puder confirmar isso Harry, mas a Ordem acredita que Dumbledore
te deixou uma misso!" "Ele deixou" Harry respondeu "E Rony  e  Hermione
esto nela comigo e vo vir comigo" "Voc pode me contar  que  misso  
essa?" Harry  olhou  para  aquele  rosto  prematuramente  envelhecido  e
desejou que pudesse dar uma resposta diferente. "Eu no posso, Remo,  Me
desculpe. Se Dumbledore no contou a voc, no acho que  eu  possa"  "Eu
achei que fosse dizer isso" disse Lupin, olhando desapontado "Mas talvez
eu pudesse ser de alguma serventia para voc. Voc sabe o que eu sou e o
que eu posso  fazer. Eu poderia ir com voc para lhe dar  proteo.  No
haveria necessidade de me dizer exatamente o que vai  acontecer."  Harry
hesitou, era uma oferta tentadora, porm como poderiam manter  a  misso
deles em segredo de Lupin se ele estivesse com eles todo o tempo ele no
era capaz de  imaginar. Hermione, porm,  pareceu  bestificada.  "Mas  e
quanto  Tonks?" ela perguntou. "O que  tem  ela?"  disse  Lupin.  "Bem"
disse Hermione franzindo as sobrancelhas "Vocs esto casados! Como  ela
se sentiria se voc fosse embora conosco?" "Tonks  estar  perfeitamente
segura" disse Lupin. "Ela estar na casa  dos  pais  dela!"  Havia  algo
estranho no tom de Lupin, era quase frio. Tambm havia algo de  estranho
no fato de Tonks permanecer escondida na casa dos pais, ela era,  ainda,
um membro  da Ordem e pelo que Harry sabia,  gostava  de  se  manter  em
ao. "Remo" disse Hermione vagarosamente "Est tudo bem... voc sabe...
entre voc e-" "Tudo  est  perfeitamente  bem,  obrigado"  disse  Lupin
prontamente. Hermione ficou rosa. Houve uma outra pausa desconfortvel e
embaraosa, e Lupin disse com um tom de quem est se forando a  admitir
algo  desagradvel.  "Tonks  est    grvida!"  "Oh.   Que    maravilha"
Esganiou-se  Hermione.  "Excelente"  disse   Rony    entusiasticamente.
"Parabns" disse Harry. Lupin deu um sorriso artificial que pareceu mais
uma careta, e ento disse: "Ento... aceita minha oferta?  Vo  trs  se
tornar quatro? Eu no acho que isso desagradaria    Dumbledore,  ele  me
nomeou seu professor de Defesa Contra as Artes da Trevas, alm de  tudo.
E eu preciso te dizer que eu acho que ns estamos encarando mgicas  que
muitos de ns nunca vimos ou imaginamos." Rony e Hermione olharam juntos
para Harry. "S - S para ficar claro" ele disse "Voc quer deixar Tonks
na casa dos pais dela e ir embora conosco?"  "Ela  ficar  perfeitamente
segura l, eles tomaro conta dela" disse Lupin. Ele disse isso  com  um
ar de maante monotonia "Harry eu estou certo de que Tiago iria   querer
que eu ficasse junto com voc!" "Bem" disse Harry vagarosamente "Eu  no
tenho essa certeza. Na verdade, estou certo  que  meu  pai  gostaria  de
saber porque voc no est com o seu prprio filho"  O  rosto  de  Lupin
perdeu a cor. A temperatura na cozinha deve ter  subido  uns  10  graus.
Rony comeou a andar de um lado para o outro do cmodo como se estivesse
tentando  se lembrar de algo, enquanto os olhos de  Hermione  alternavam
entre Harry e Lupin. "Voc no  entende"  disse  Lupin  finalmente.  "Me
explique ento" disse Harry. Lupin engoliu em seco. "Eu - Eu  cometi  um
grave erro ao me casar com Tonks. Eu fiz isso fora de juzo perfeito,  e
eu tenho lamentado desde ento." "Entendo" disse Harry "Ento  voc  vai
apenas abandon-la e fugir conosco?" Lupin encarou seus prprios ps; se
balanou na cadeira para frente e para trs, e ele os encarou de um modo
to violento que Harry viu, pela primeira vez, a  sombra    do  lobo  no
rosto humano. "Voc no entende o que eu fiz para a minha mulher e  para
meu filho? Eu nunca deveria ter me casado  com  ela,  eu  fiz  dela  uma
excluda!" Lupin bateu a cadeira no cho com um baque. "Voc s  me  viu
entre os membros da ordem, ou sob a proteo de Dumbledore em  Hogwarts!
Voc no sabe como o mundo bruxo  v  criaturas  como  eu!  Quando  eles
descobrem  o meu problema,  eles  ficam  apavorados  e  no  falam  mais
comigo! No v  o  que  eu  fiz?  Mesmo  a  prpria  famlia  dela  est
descontente com o nosso casamento, que pais  iriam querer que sua  nica
filha casasse com um lobisomem? E a criana - a criana-"  Lupin  passou
as mos pelos cabelos, e olhou desolado.  "Minha  raa  no  costuma  se
reproduzir! Ele vai ser como eu, eu estou certo disso-- Como eu  poderia
me perdoar, quando eu posso ter passado o vrus da minha  doena    para
uma criana inocente? E se, por algum milagre, a criana  no  for  como
eu, ento ela estar melhor, mil vezes melhor, sem um pai  que  a  deixe
sempre envergonhada!" "Remo" Sussurrou Hermione, com lgrimas nos  olhos
"No diga isso-- Como poderia qualquer criana ter  vergonha  de  voc?"
"Oh, no sei Hermione" disse Harry "Eu estaria com muita vergonha dele!"
Harry no sabia de onde a sua  raiva  estava  vindo,  mas  ela  tinha  o
colocado de p tambm. Lupin o encarava como  se  Harry  tivesse  batido
nele. "Se o novo ministrio acha que nascidos trouxas so  ruins"  disse
Harry "O que iro fazer para um lobisomem mestio que  tem  um  pai  que
trabalha para a Ordem? Meu  pai morreu tentando proteger minha me  e  a
mim, e voc acha que ele concordaria com voc abandonar seu filho e sair
para uma aventura conosco?" "Como- Como voc  se  atreve?"  disse  Lupin
"Isso no  uma questo de desejo por- por perigo  ou  glria  pessoal--
como voc se atreve a  dizer  uma  coisa--?"  "Eu  acho  que  voc  est
querendo ser um homem corajoso" Harry disse "Est seguindo os passos  de
Sirius-"  "Harry,  no!"  Hermione  choramingou,  mas  ele    continuava
encarando o rosto branco de Lupin.  "Eu  no  consigo  acreditar  nisso"
disse Harry "O homem que me ensinou a  lutar  contra  dementadores--  um
covarde!" Lupin levantou sua varinha na mo to  rpido  que  Harry  no
conseguiu se defender; ele ouviu estampido e se sentiu voando para  trs
com a pancada, ento bateu contra  a parede da cozinha e escorregou para
o cho. Ele viu de relance a capa de  Lupin  desaparecendo  pela  porta.
"Remo, Remo, volte!" Hermione choramingou, mas Lupin no  respondeu.  Um
Segundo depois eles ouviram a porta da  frente  bater.  "Harry!"  ralhou
Hermione "Como voc pde?" "Foi fcil" disse  Harry.  Ele  se  levantou,
podia sentir uma  lmpada  brilhando  na  cabea  dele  onde  ela  tinha
atingido a parede. Ele continuava com tanta raiva que   estava  tremendo
"No olhe para mim desse jeito!" ele gritou para Hermione."  "No  grite
com ela!"  gritou  Rony.  "No-no--  Ns  no  devemos  brigar!"  disse
Hermione se colocando entre eles. "Voc no  deveria  ter  dito  aquelas
babaquices para o Lupin" disse Rony a Harry. "Ele mereceu  ouvir"  disse
Harry. Fragmentos de imagens apostavam  corrida  em  sua  mente:  Sirius
caindo pelo vu, Dumbledore caindo da torre, no meio do ar, um flash  de
luz verde e a voz de sua me gritando, implorando misericrdia... "Pais"
disse Harry "No deveriam nunca deixar seus filhos a menos-- a menos que
eles sejam obrigados!" "Harry-" disse Hermione, estendendo  a  mo  para
consol-lo, mas ele empurrou a mo dela e saiu, com os olhos no fogo que
Hermione havia conjurado. Ele uma vez tinha  falado com Lupin de  dentro
daquela lareira, decepcionado com  as  aes  de  seu  pai,  e  Lupin  o
consolara. Agora o rosto branco e magoado de  Lupin  pairava  no  ar  em
frente  a ele. Ele sentiu uma pontada de remorso. Nem Rony nem  Hermione
estavam falando, mas ele podia senti-los se entreolhando atrs  dele,  e
se comunicando silenciosamente.Ele  se virou e os flagrou  se  afastando
rapidamente um do outro: "Eu sei que no deveria  ter  chamado  -  o  de
covarde!" "No, no devia"  disse  Rony  secamente.  "Mas  ele  est  se
comportando como um!" "Mesmo assim..." comeou Hermione. "Eu sei"  disse
Harry "Mas se isso o fizer voltar para Tonks, ser  melhor,  no  ser?"
Ele no podia deixar a splica fora de sua voz. Hermione olhou para  ele
compreensivamente,  Rony estava incerto. Harry olhou  para  os  prprios
ps pensando em seu pai. Ele apoiaria Harry no que ele disse a Lupin, ou
ficaria bravo pelo modo como seu  filho    tratou  seu  velho  amigo?  A
cozinha silenciosa parecia vibrar com o choque da cena que acabara de se
suceder, e com as crticas subentendidas de Rony e Hermione.  O  profeta
Dirio que Lupin  trouxe continuava sobre a mesa.  O  prprio  rosto  de
Harry o encarava da primeira pgina. Ele deu a volta e se sentou,  abriu
o jornal na mesa, e fingiu l-lo. Ele  no conseguia se  concentrar  nas
palavras; sua mente estava muito cheia por causa do encontro com  Lupin.
Ele tinha certeza que Rony  e  Hermione  haviam  voltado    comunicao
silenciosa do outro lado do aposento. Ele virou a pgina  devagar,  e  o
nome de Dumbledore chamou a ateno dele. Foram um ou dois segundos  at
ele entender o significado  da  fotografia,  que  mostrava  uma  famlia
agrupada. Em baixo da fotografia havia a frase: A famlia Dumbledore, da
direita para a esquerda: Alvo, Percival,  segurando    a  recm  nascida
Ariana, Kendra e Alberfoth. Aquilo chamou sua ateno, Harry examinou  a
foto com mais cuidado. O pai de Dumbledore, Percival, era  um  homem  de
boa aparncia com  olhos  que  pareciam  brilhar,  mesmo    nessa  velha
fotografia. O beb, Ariana, era pouco maior que um saco  de  po  e  no
muito diferente. A me, Kendra, tinha cabelos muito pretos,  presos  num
coque apertado.  O rosto dela tinha um olhar fixo. Harry pensou em fotos
de nativo americanos que ele havia visto enquanto ele observava os olhos
negros dela, rosto cheio, o nariz  reto, formalmente completos  com  uma
gola de seda. Alvo e Aberfoth estavam vestindo casacos de gola de  renda
e tinham cortes de cabelo idnticos. Alvo  parecia  alguns    anos  mais
velho, mas fora isso, os dois garotos se pareciam muito,  mas  isso  foi
antes de Alvo ter o nariz  quebrado,  e  antes  que  ele  precisasse  de
culos. A famlia parecia feliz, normal, sorrindo  serenamente  para  os
leitores do jornal.  Os  braos  pequenos  da  beb  Ariana  se  movendo
vagamente fora de sua manta. Harry  olhou para o ttulo acima  da  foto:
Fragmento exclusivo da futura biografia  de  Alvo  Dumbledore  Por  Rita
Skeeter Pensando que isso dificilmente o faria se  sentir  pior  do  que
estava, Harry comeou a ler: Orgulhosa e  arrogante,  Kendra  Dumbledore
no  poderia  continuar  em  Mould-on-the-Wold  depois  que  seu  marido
Percival foi detido em Azkaban. Por isso ela decidiu mover  a famlia, e
se mudar para Godric's Hollow, o vilarejo que alguns anos  depois  seria
famoso pelo estranha escapatria de Harry Potter d'Aquele que  no  deve
ser nomeado.  Como Mould-on-the-Wold,  Godric's  Hollow  era  o  lar  de
inmeras famlias de bruxos, mas como Kendra no conhecia nenhuma delas,
ela manteria afastada a curiosidade  de outros  sobre  o  crime  de  seu
marido, que ela teria enfrentado no seu  vilarejo  original.  Depois  de
inmeras recusas de amizade com seus novos vizinhos, ela logo  assegurou
que sua famlia estivesse completamente sozinha. "Bateu a porta na minha
cara quando eu fui at sua  casa  dar  boas  vindas  com  uma  forma  de
bolinhos", disse Batilda Bagshot. "O primeiro ano em que eles  estiveram
l eu s vi os dois garotos. No saberia que havia  uma  menina  se  no
estivesse colhendo Plangetinas  luz do luar no inverno em que  eles  se
mudaram, e no tivesse  visto Kendra levando Ariana para os  jardins  de
trs. Passeou com ela pela vizinhana, segurando-a firmemente, e ento a
levou de volta para dentro. No sabia o que  fazer com isso." Parece que
Kendra  pensou  que  se  mudar  para  Godric's  Hollow  era  a  perfeita
oportunidade de esconder Ariana de uma  vez  por  todas,  algo  que  ela
provavelmente planejou  por anos. O tempo era significante. Ariana tinha
apenas sete anos de idade quando ela sumiu de vista, e sete  a idade em
que os bruxos mais estudados acham que   a  mgica  vai  se  revelar  se
existente. Ningum se lembra de Ariana ter dado algum  msero  sinal  de
possuir poderes  mgicos.  Parece  claro,  ento,  que  Kendra  preferiu
manter em segredo a existncia da filha do que admitir que ela  houvesse
produzido um aborto. Se mudando para longe dos  amigos  e  vizinhos  que
conheciam, Ariana claro  estava aprisionada em casa. O pequeno nmero de
pessoas que sabia da existncia de Ariana era confivel  para  manter  o
segredo, inclusive os  dois  irmos  dela,  que    fugiam  de  perguntas
relativas  irm com a resposta ensinada pela me: "Minha irm    muito
nova para escola". Semana que vem: Dumbledore em Hogwarts  -  Prmios  e
Recompensas Harry estava errado: o que ele  leu  realmente  fez  ele  se
sentir  pior.  Ele  olhou  de  novo  para  a  fotografia   da    famlia
aparentemente feliz.  Isso  poderia  ser  verdade?    Como  ele  poderia
descobrir? Ele queria ir para Godric's Hollow,  mesmo  que  Batilda  no
estivesse em perfeito estado para conversar com ele; ele queria  visitar
o lugar  onde Dumbledore perdera entes queridos. Ele  estava  pegando  o
jornal, para perguntar a opinio de Rony e  Hermione,  quando  um  rudo
barulhento ecoou pela cozinha. Pela primeira  vez  em  trs  dias  Harry
havia se esquecido de Monstro. Seu primeiro pensamento foi de que  Lupin
havia voltado, e por um segundo, ele no acreditou na  massa  de  trapos
amassados que apareceu bem ao lado de sua cadeira. Ele afastou seus  ps
quando  Monstro  se  revelou  e,  fazendo  uma  reverncia  para  Harry,
crocitou: "Monstro retornou com o ladro  Mundungus  Fletcher,  mestre!"
Mundungus cambaleou e puxou sua varinha;  Hermione,  porm,  era  rpida
demais para ele: "Expelliarmus!" A varinha de Mundungus foi  arremessada
no ar, e Hermione a pegou. De olhos arregalados, Mundungus tentou  fugir
pelas escadas. Rony o agarrou e ele atingiu o cho    de  pedra  com  um
baque seco. "O que?" ele questionou, lutando para se livrar de  Rony  "O
que eu fiz? Mandando um maldito elfo domstico atrs de mim; o que  voc
acha que eu fiz? Deixe me ir!  Deixe me ir  para-"  "Voc  no  est  em
posio de fazer ameaas" disse Harry.  Ele  jogou  o  jornal  de  lado,
cruzou a cozinha em poucos passos e se ajoelhou em frente    Mundungus,
que parou  de lutar e pareceu apavorado. Rony se levantou cambaleando  e
observou  Harry  apontar  sua  varinha  diretamente  para  o  nariz   de
Mundungus. Mundungus e suas vestes estavam  fedendo a  suor  e  cigarro,
seu cabelo estava embaraado e suas vestes estavam  manchadas.  "Monstro
pede desculpas pela demora mestre" crocitou o elfo  "Monstro  sabe  como
foi difcil, teve que procurar em todos os buracos e  esconderijos,  mas
capturou-o  por fim!" "Voc fez muito bem, Monstro." disse  Harry,  e  o
elfo se curvou "Certo, ns temos  algumas  perguntas  para  voc"  Disse
Harry a Mundungus, que comeou a gritar. "Eu entrei em  pnico,  ok?  Eu
nunca quis  seguir  em  frente.  Sem  ofensas  cara,  mas  eu  nunca  me
voluntariei para morrer por voc. E ele estava sangrando, Voc-sabe-quem
veio voando at mim, qualquer um teria dado o fora de  l.  Eu  disse  o
tempo todo que no queria fazer isso-" "Para a  sua  informao,  nenhum
dos outros desaparatou" disse Hermione. "Bem,  vocs  so  um  bando  de
Heris ento, no so? Mas eu nunca  fingi  que  estava  disposto  a  me
sacrificar-" "Ns no estamos interessados na razo de voc  ter  fugido
de Olho-Tonto" disse Harry, colocando sua varinha um  pouco  mais  perto
dos olhos injetados de Mundungus  "Ns sempre soubemos que voc  era  um
irrecupervel monte de bosta!" "Bem, ento por que diabos eu estou sendo
interrogado por vocs? Ou isso  por causa daqueles clices de novo?  Eu
na sei como voc poderia reav-los-" "Isso no  por causa  dos  clices
tambm, voc est me irritando" disse Harry "Cale a boca e escute!"  Era
maravilhoso ter alguma coisa para fazer, algum de  quem  eles  pudessem
extrair um pouco de verdade. A varinha de  Harry  estava  to  perto  do
nariz de Mundungus  que ele tinha  ficado  vesgo  tentando  mant-la  em
vista. "Quando voc limpou essa casa de tudo o que pudesse ser  valioso"
Harry comeou, mas Mundungus interrompeu de novo.  "Sirius  nunca  ligou
para nada daquele lixo-" Ouviram o som de  ps  se  movendo  rpido,  um
barulho de metal tinindo, um baque seco e um grito  de  agonia;  Monstro
havia corrido at Mundungus e bateu na cabea dele   com  uma  caarola.
"Diga para ele parar! Diga para ele parar! Ele  deveria  ser  trancado!"
gritou Mundungus se encolhendo enquanto Monstro  levantou  a  panela  de
ferro de novo. "Monstro, no!" gritou Harry. Os braos magros de Monstro
tremiam com o peso da panela, que ele mantinha levantada. "S mais  uma,
talvez, mestre Harry, pra finalizar?" Rony  riu.  "Ns  precisamos  dele
consciente, Monstro, mas se precisarmos persuadi-lo voc pode  fazer  as
honras" disse Harry. "Muito  obrigada  mestre"  Disse  Monstro  com  uma
reverencia, e se colocou a pouca distncia, com seus olhos  de  bola  de
golfe fixos em Mundungus com repulso. Quando voc limpou essa  casa  de
tudo de valor que voc pode pegar" Harry comeou de novo "Voc pegou  um
monte de coisas que estavam guardadas na despensa. Havia    um  medalho
entre elas" A boca de Harry ficou repentinamente seca; ele podia  sentir
a tenso e excitao de Rony e Hermione tambm "O que voc fez com ele?"
"Por que?"  perguntou  Mundunguss  "  valioso?"  "Voc  ainda  o  tem!"
choramingou Hermione. "No, ele no tem" disse Rony secamente "Ele  est
se perguntando se poderia ter pedido  mais  dinheiro  por  ele.  "Mais?"
disse Mundunguss "Isso no seria realmente difcil... Eu dei embora  no
foi? No tive escolha." "O que quer dizer?" "Eu estava vendendo no  Beco
Diagonal ela veio at mim e me perguntou se eu tinha  uma  licena  para
vender artefatos mgicos. Maldita fiscal. Ela ia me prender, mas  ela me
deu um galeo pelo medalho e disse que ia me deixar ir  aquele  dia,  e
para eu me considerar com sorte."  "Quem  era  essa  mulher?"  perguntou
Harry. "Eu acho que alguma funcionria do ministrio!" Mundungus  pensou
por um momento, de testa  franzida.  "Mulher  baixa.  Lao  no  alto  do
cabelo." Ele franziu testa de novo  e  acrescentou  "parecia  um  sapo!"
Harry abaixou a varinha, ela  bateu  no  nariz  de  Mundungus  e  lanou
fascas vermelhas  nas  sobrancelhas  dele,  que  comearam  a  queimar.
"Aguamenti!" gritou Hermione, e um jato de gua  saiu  de  sua  varinha,
engolfando Mundungus enquanto falava e o afogando. Harry olhou e viu seu
prprio choque refletido nos rostos de Rony e  Hermione.  As  cicatrizes
nas costas de sua mo direita pareceram estar formigando novamente.

Traduo: Gabi Moraes Reviso: Nancy

Captulo 12 - Magia  Poder

        Como Agosto j tinha comeado, um quadrado de grama intocada  no
meio do Largo Grimmauld castigada pelo sol que a tinha deixado at  seca
e marrom. Os habitantes  do nmero 12 no eram  vistos  por  ningum  da
vizinhana, e nem o prprio nmero 12 era visto. Os trouxas  que  viviam
no Largo Grimmauld h muito tempo aceitaram os    erros  divertidos  que
fizeram com que o nmero 11 estivesse ao lado do nmero 13.
     Agora o quarteiro estava atraindo  um  nmero  de  visitantes  que
pareciam achar essa anormalidade muito interessante. No se  passava  um
dia sem que uma ou duas  pessoas chegassem ao Largo Grimmauld sem  outro
propsito, ou assim parecia, mas o de se  curvar  contra  as  grades  da
cerca entre o nmero 11 e 13, s para olhar a    juno  entre  as  duas
casas. Os observadores nunca eram os  mesmos  por  dois  dias  seguidos,
embora todos parecessem no apreciar roupas formais. A maior  parte  dos
londrinos    que  passavam  por  eles  estavam  acostumados      roupas
excntricas e no notavam isso, ocasionalmente um deles talvez  pudessem
notar, se perguntando quem usaria tais  longas capas naquele calor.
            Os observadores  pareciam  ter  uma  pequena  satisfao  em
vigiar. Ocasionalmente um deles se mostrava entusiasmado, mas assim  que
olhavam melhor se desapontavam. 
     No primeiro dia de  setembro  havia  mais  pessoas  de  vigilia  no
quarteiro do que nunca.  Meia  dzia  de  homens  usando  longas  capas
permaneciam em silencio e observando,  encarando como nunca as casas  11
e 13, mas a  coisa  pela  qual  eles  estavam  esperando  ainda  parecia
indefinvel. Enquanto a noite chegava, trazendo uma inesperada  ventania
de chuva fria pela primeira vez em semanas, ocorreram uns  dos  momentos
mais inexplicveis quando eles pareceram ver algo interessante. O  homem
com a face  deformada apontou para  seu  companheiro  mais  prximo,  um
PODGY, um homem magro e plido, comearam a se adiantar, mais um  minuto
depois eles tinham voltado  ao  seu    inicial  estado  de  inatividade,
olhando frustrados e desapontados.
     Enquanto isso, dentro do nmero 12, Harry tinha acabado  de  entrar
no hall. Ele quase perdeu o equilbrio enquanto aparatava fora do degrau
atrs da porta, e  achou que os Comensais da Morte poderiam ter tido  um
relance do seu cotovelo exposto momentaneamente. Fechando cuidadosamente
a porta atrs dele, ele puxou fora  a capa de invisibilidade, a  enrolou
em seu brao e se apressou pela penumbra do corredor em direo   porta
que levava ao poro, com uma cpia roubada do Profeta   Dirio  apertada
em sua mo.
     O murmrio usual de Severo Snape o cumprimentou, um  vento  frio  o
varreu e ento sua lngua rolou para trs por um momento.
      Eu no matei voc, ele disse, uma vez que j  estava  desenrolada,
ento ele prendeu seu flego e a figura de poeira do feitio de proteo
explodiu. Ele esperou  at que tivesse passado  metade  do  caminho  dos
degraus da cozinha, depois do campo de audio da Sra Black, e limpo  da
nuvem de poeira ele gritou:  "Eu  tenho  notcias,    e  vocs  no  vo
gostar!"
     A cozinha estava irreconhecvel. Toda  superfcie  agora  brilhava:
Potes de cobre e panelas tinham sido clareadas para um brilho rosado;  a
mesa de madeira reluzia;  os clices e os pratos  j  arrumados  para  o
jantar brilhavam  luz de uma mera chama de fogo, na qual  um  caldeiro
cozinhava.  Fora  da  sala,  entretanto,  estava  mais    dramaticamente
diferente do que o elfo domstico que agora se apressava  em  direo  
Harry, usando uma toalha branca como a  neve,  seus  cabelos  da  orelha
fofos e  limpos como algodo, o  colar  de  Rgulus  balanando  no  seu
peito.
      "Tire os sapatos por favor, Mestre Harry, e lave as mos antes  do
jantar",  resmungou  Monstro,  tomando  a  Capa  de  Invisibilidade    e
pendurando-a num gancho da  parede, ao lado de um nmero de roupes fora
de moda que tinham sido lavados recentemente.
      "O que aconteceu?" perguntou Ron apreensivamente. Ele  e  Hermione
tinham estado tentando decifrar um mao  de  notas  rabiscadas  e  mapas
desenhados a mo que cobriam  toda longa mesa da cozinha, mas agora eles
assistiam Harry enquanto ele corria em direo a eles e jogava o  jornal
em cima de seus pedaos de pergaminhos.
     Uma grande foto de um homem familiar de  nariz  curvado  e  cabelos
pretos encarava todos eles, atrs de uma manchete que dizia:
     Severus Snape confirmado como Diretor de Hogwarts.
      "No!" Disseram Rony e Hermione alto.
     Hermione foi a mais rpida; ela puxou o  jornal  e  comeou  a  ler
acompanhando a estria em voz alta.
     " Severus Snape, aquele que  ensinou  por  muito  tempo  Poes  na
Escola de Bruxaria e  Feitios  de  Hogwarts,  foi  apontado  hoje  como
diretor na mais importante  de    muitas  mudanas  radicais  na  antiga
Escola. Seguido da demisso da antiga professora de Estudos dos Trouxas,
Alecto Carrow vai tomar o posto enquanto seu irmo,  Amycus, preenche  a
posio de professor de Defesa Contra as Artes das Trevas.
      Eu dou boas vindas  oportunidade  de  preservar  nossas  melhores
tradies e valores Bruxos - Como cometer homicdio e cortar orelhas dos
outros, eu suponho!  Snape, Diretor!"  "Snape no lugar de  Dumbledore  -
Pelas calas de Merlin!" Ela chorou enquanto ambos Harry e Rony pulavam.
Ela se levantou da mesa e correu da sala, gritando enquanto   ia,  Volto
em um minuto!
      "Calas de Merlin?" repetiu Rony, parecendo amuado, Ela deve estar
triste Ele puxou o jornal para si  e  leu  atentamente  o  artigo  sobre
Snape..
      Os outros professores no iro suportar isso, McGonagall, Flitwick
e Sprout, todos sabem a verdade, eles sabem como Dumbledore morreu. Eles
no iro aceitar  Snape como diretor. "E quem so esses Carrows?"
      "Comensais da Morte", disse Harry.  "Tem  fotos  deles  dentro  do
jornal. Eles estavam no topo da torre  quando  Snape  matou  Dumbledore,
ento eles sempre foram  muito amigos." 
     Harry continuou amargamente, puxando uma cadeira: "Eu  no  consigo
ver como os outros professores tm alguma escolha alm de  ficar.  Se  o
Ministrio e Voldemort  esto por trs de Snape, ser uma escolha  entre
ficar e ensinar, ou alguns bons anos em Azkaban  -  e  isso  se  tiverem
sorte. Suponho que eles ficaro pra tentar proteger  os alunos."
     Monstro veio com alvoroo para a mesa com uma larga CURSEN em  suas
mos, e serviu sopa em tigelas antigas, assobiando por entre seus dentes
como ele sempre  fazia.
      "Obrigado, Monstro", disse Harry, virando o Profeta para  no  ter
que olhar para cara  de  Snape.  "Bem,  pelo  menos  agora  ns  sabemos
exatamente onde Snape est."  Ele trouxe a colher de sopa para sua boca.
A qualidade dos pratos de Monstro aumentou dramaticamente desde que  ele
lhe deu o medalho de Regulus: Hoje as cebolas   Francesas  estavam  to
boas quanto Harry jamais tivera provado.
      "Ainda tem vrios Comensais vigiando a casa", disse Rony  enquanto
observava, mais do que o normal. "  como  se  eles  tivessem  esperando
nossa sada carregando  nossos males indo  para  o  Expresso  Hogwarts.
Rony deu uma olhada no seu relgio."
      "Tenho pensado nisso o dia todo. O Expresso saiu  6  horas  atrs.
Estranho no estar nele, no ?"
     Em seus pensamentos Harry parecia  ver  a  locomotiva  escarlate  
vapor o qual ele e Rony uma vez perseguiram pelo ar, serpenteando  entre
campos e montes, lanandos  suas nuvens de fumaa aos montes. Ele estava
certo que Gina, Neville e Luna estavam  sentados  juntos  naquele  exato
momento, talvez imaginando, onde ele,  Rony  e  Hermione    estavam,  ou
debatendo a melhor maneira de minar o novo regime de Snape.
      "Eles quase me viram voltando agora a  pouco",  disse  Harry.  "Eu
aterrissei mal no degrau de cima e a Capa escorregou."
      "Eu fao isso o tempo todo. Oh, aqui  est  ela  completou  Rony",
levantando-se do seu assento para ver Hermione reentrar na cozinha. "E o
qu em nome das calas  de Merlin!! Porqu aquela cara?"
      "Eu lembrei disso", disse Hermione
     Ela estava carregando uma enorme foto emoldurada, a qual ela  agora
tinha abaixado para o cho antes de pegar seu pequeno e redondo saco  no
aparador da cozinha.
     Abrindo-o, ela prosseguiu forando a pintura para dentro, e  apesar
do fato de que claramente era muito grande para o pequeno pacote, dentro
de poucos segundos  tinha sumido, como muitos outros, dentro da profunda
capacidade da sacola.
      "Fineus Nigellus", Hermione explicou assim que jogou a  sacola  na
mesa da cozinha com um som de estrondo costumeiro.
      "Como ?" Disse Rony, mas Harry  entendeu.  A  imagem  pintada  de
Fineus Nigellus Black era capaz de perpassar entre seu retrato  no  Lago
Grimmauld e um que estava  pendurado no escritrio circular  do  diretor
de Hogwarts, onde Snape estava sem dvidas sentado  bem  agora,  em  uma
possesso triunfante da coleo de delicados e prateados    instrumentos
mgicos de Dumbledore, a Penseira de pedra, o Chapu Seletor e, a  menos
que tivesse sido movida para outro lugar, a espada de Gryffindor.
      "Snape poderia mandar Fineus Nigellus olhar dentro desta casa  por
ele", Hermione explicou a Rony assim que ela retomou seu  assento.  "Mas
deixe-o tentar isso  agora, tudo que Fineus Nigellus vai  ser  capaz  de
ver  o fundo da minha bolsa".
      "Boa idia"! disse Rony, impressionado.
      "Obrigada", sorriu Hermione, puxando sua sopa para si.
     "Ento, Harry, o que mais aconteceu hoje?"
      "Nada" disse Harry, "Vigiando a entrada  do  Ministrio  por  sete
horas. Nem sinal dela. Vi seu pai, alis, Rony. Ele parece bem."
     Rony assentiu sua apreciao das novas. Eles tinham concordado  que
era muito perigoso tentar  se  comunicar  com  Sr.Weasley  enquanto  ele
entrava e saa do Ministrio,  pois ele sempre estava cercado por outros
colegas do Ministrio. Isso era, de qualquer modo, reconfortante,  esses
relances, mesmo que ele realmente parecesse cansado  e ansioso.
      "Papai sempre nos disse que muita gente do Ministrio usa  a  Rede
de Flu para chegar ao trabalho", disse Rony " por isso  que  ns  nunca
vimos  Umbridge,  ela    nunca  andava,  ela  pensava  que  era    muito
importante."
     " E aquela bruxa velha engraada e aquele mgico pequeno em robe de
marinheiro ?" perguntou Hermione.
      "Ah sim, eles so da Manuteno Mgica" disse Rony
     "Como voc sabe que ele trabalha na Manuteno  Mgica?"  perguntou
Hermione sua colher de sopa suspensa no ar.
      "Papai disse que todos da Manuteno Mgica vestem  robe  azul  de
marinheiro"
      "Mas voc nunca nos disse isso!"  Hermione  largou  sua  colher  e
pegou seu bloco de notas e mapas que ela  e  Rony  estiveram  examinando
quando Harry voltou para a cozinha.
      "No tem nada aqui sobre robes azuis  de  marinheiro,  nada!"  Ela
disse, passando as pginas febrilmente.
      "Bem, isso  realmente importante?"
      "Rony, tudo  importante! Se ns vamos entrar no Ministrio e  no
queremos ser pegos enquanto eles esto vigiando todo lugar  procura  de
intrusos, cada pequeno  detalhe importa!  Estamos  passando  esse  plano
vrias vezes, quer dizer, qual o  sentido  de  todas  essas  viagens  de
reconhecimento se voc nem ao menos se incomoda de  nos dizer."
      "- Calma, Hermione, Eu esqueci uma coisinha."
      "Voc tem idia, no  ,  que  provavelmente  no  h  lugar  mais
perigoso no mundo para ns estarmos agora do que o Ministrio."
      "Acho que devemos fazer isso amanh disse Harry."
       Hermione parou de repente, ficou com a boca aberta.Rony cuspiu um
pouco de sua sopa.
     - Amanh? - repetiu Hermione - Voc no est falando srio, Harry?
     - Estou - disse Harry -  Eu  no  acho  que  estaremos  muito  mais
preparados do  que  estamos  agora  mesmo  que  rondemos  a  entrada  do
Ministrio por mais um ms. O quanto  mais adiarmos isso, mais  longe  o
medalho pode estar. Tem uma boa chance de Umbridge ter o  jogado  fora,
aquela coisa no abre.
     - Ao menos que - disse Rony -  Ela  tenha  achado  uma  maneira  de
abri-lo e agora esteja possuda.
     - No faria diferena alguma para ela, ela  m em sua  essncia  -
retrucou Harry. Hermione estava mordendo  os  lbios,  perdida  em  seus
pensamentos.
     - Ns sabemos tudo de importante - Harry continuou, direcionando-se
pra Hermione - Ns sabemos que eles impediram a aparatao  para  entrar
ou sair do Ministrio.  Ns sabemos que apenas os  membros  sniores  do
Ministrio tm permisso para usar a Rede de Flu para entrar em  contato
com suas casas agora, porque Rony ouviu aqueles  Inominveis  reclamando
disso. E ns sabemos aproximadamente onde fica o escritrio de Umbridge,
pois voc ouviu o cara dizendo onde seria o seu encontro com ela.
     - Eu vou estar l em cima, Dolores quer me ver -  recitou  Hermione
imediatamente.
     - Exatamente - disse Harry - E  ns  sabemos  como  entrar,  usando
aquelas moedas engraadas, ou fichas, ou o que quer que sejam, porque eu
vi aquela bruxa pegando  uma emprestado
     - Mas ns no temos uma...
     - Se o plano der certo, teremos. - Harry continuou calmamente
     - Eu no sei Harry.. As chances de dar errado so grandes...
      Isso continuaria sendo verdade mesmo que eu gaste mais trs  meses
planejando disse Harry  hora de agir
     Ele poderia dizer pelas caras de Rony e Hermione que  eles  estavam
apavorados, ele no poderia dizer que estava particularmente  confiante,
mas ele tinha certeza  de que tinha chegado a hora de por o plano  deles
em ao.
     Eles tinham gastado as 4 semanas anteriores dividindo turnos com  a
Capa de Invisibilidade e espionado a entrada oficial para o  Ministrio,
que Rony, graas  ao Sr. Weasley,  conhecia  desde  sua  infncia.  Eles
tinham  seguido  funcionrios  do  Ministrio  em  seu  caminho  para  o
trabalho, escutado as suas conversas e aprendido   com  suas  cuidadosas
observaes quais deles poderiam aparecer  sozinhos,  no  mesmo  horrio
todo dia. Uma vez ou outra eles tinham a chance de surrupiar um  Profeta
Dirio da maleta de algum. Vagarosamente eles construram o esboo  dos
mapas e notas que agora se amontoavam em frente da Hermione.
      "Tudo bem" disse Rony devagar "Digamos  que  iremos  l  amanh...
Acho que deveria ser s eu e Harry"
      "Ah, no comece com isso novamente!" suspirou Hermione
       " Pensei que tnhamos resolvido isso"
      "Uma coisa  passear por a pelas entradas debaixo  da  Capa,  mas
isso  bem diferente, Hermione" Rony apontou um dedo  para  a  cpia  do
Profeta Dirio datado  de dez dias antes 
       "Voc est na  lista  de  Trouxas  que  no  se  apresentou  para
interrogao!"
      "E voc deveria estar morrendo de  Pustulose  Aguda  na  Toca!  Se
algum no deve ir,  Harry, que est  com  a  cabea  valendo  dez  mil
galees-"
      "Certo, ficarei  aqui  falou  Harry  Me  avise  se  voc  derrotar
Voldemort, certo?"
      Enquanto Rony e Hermione riam, uma  dor  surgiu  na  sua  cicatriz
Harry, a mo dele foi diretamente para ela, ele viu os olhos preocupados
de Hermione e tentou  disfarar mudando o  movimento  sobre  a  cicatriz
para os seus cabelos, longe dos olhos dela.
      "Bom,  se  todos  ns  concordarmos,   temos    que    desaparatar
separadamente, Rony estava dizendo. No cabemos  todos  ns  embaixo  da
capa."
      A cicatriz de Harry estava ficando cada  vez  mais  dolorida.  Ele
tentava permanecer em  p.  Monstro  logo  apareceu  apressado  em  seus
calcanhares.
      "Mestre no terminou sua sopa, Mestre no gostou desse  sabor?  De
qual o Mestre mais gosta?"
     "Obrigado,  Monstro,  mas  eu  voltarei  em  um  minuto...   er....
banheiro."
     Notando que Hermione ainda o olhava suspeita, Harry se  apressou  a
subir as escadas do corredor e depois o primeiro corredor em direo  ao
banheiro, fechando  a porta aps passar. Gemendo em dor, ele se inclinou
sobre a pia preta cujas torneiras eram na forma de serpentes com a  boca
aberta e fechou seus olhos...
     Ele estava andando por uma longa rua. Os  prdios  dos  dois  lados
eram altos, com grandes suportes; eles pareciam como casas feitas de po
de gengibre.
     Ele se aproximou de uma delas, ento ele viu a  brancura  dos  seus
prprios longos dedos contra a porta. Ele bateu, sentindo uma pontada de
excitao.
     A porta se abriu. Uma mulher sorridente estava parada em  frente  a
ele, sua face simptica se desfez enquanto olhava o rosto de Harry:  seu
sorriso se fora, a  expresso de terror aflorando...
      "Gregorovitch?", disse uma voz alta e glida.
     Ela balanou a cabea, estava tentando fechar a porta. A mo branca
a segurou, impedindo-a de deix-lo do lado de fora.
     "Eu quero Gregorovitch."
      "Ele no estar comigo aqui!", ela chorou, balanando  sua  cabea.
"Ele no morar aqui! Ele no morar aqui! Eu no conhecer ele!"
     Abandonando ao desejo de fechar a porta, ela comeou a  andar  para
trs na sala escura, e Harry a seguiu, bem perto dela,  e  sua  mo  com
dedos longos segurando  a varinha.
     "Onde ele est?"
     Ele ergueu a varinha. Ela gritou. Duas crianas  entraram  correndo
para dentro da sala. Ela tentou  proteg-os  com  os  braos.  Houve  um
lampejo de luz verde...Harry!  HARRY!
     Ele abriu seus olhos, ele havia  afundado  para  o  cho.  Hermione
estava batendo na porta novamente.
     "Harry, abra!"
     Ele havia gritado,  ele  sabia.  Ele  levantou  e  abriu  a  porta;
Hermione entrou no banheiro de uma vez, olhando em volta, suspeita. Rony
estava bem atrs dela,  procurando alguma coisa  enquanto  apontava  sua
varinha para os cantos do frio banheiro.
     "O que voc estava fazendo?" perguntou Hermione preocupada
     "O que voc acha que eu estava fazendo?" perguntou  Harry  com  tom
impaciente.
     - Voc estava gritando! disse Rony
     - Ah, , eu devo ter cochilado ou...
     - Harry, por favor, no insulte nossa inteligncia disse  Hermione,
falando em sussurros Ns sabemos que sua cicatriz doeu l  em  baixo,  e
voc est branco feito  papel
     Harry sentou na beirada da banheira.
      - timo, eu acabei de ver Voldemort assassinando uma  mulher.  Por
agora ele provavelmente matou toda a famlia. E ele no precisava  fazer
isso. Foi como o Cedrico,  tudo de novo, eles s estavam l...
     - Harry, voc no deveria deixar isso acontecer novamente! Hermione
chorou, sua voz ecoando por todo banheiro. Dumbledore  queria  que  voc
usasse oclumncia! Ele achava que a conexo era perigosa, Voldemort pode
us-la, Harry!  De que forma pode ser bom ver ele matar e torturar? como
isso pode ajudar?
     - Porque isso significa que eu sei o que ele  est  fazendo,  disse
Harry
     - Ento voc no vai nem ao menos tentar fazer isso parar?
     - Hermione, eu no consigo. Voc sabe que eu  sou  um  fracasso  na
oclumncia, eu nunca peguei o jeito.
    - Voc nunca realmente tentou, ela disse  triste.  Eu  no  entendo,
Harry, voc gosta de ter essa conexo especial ou relacionamento,  ou  o
que quer que seja...
     Ela parou ao olhar que ele deu ao se levantar.
     - Gosto disso? ele disse calmamente Voc gostaria?
     - Eu... no, me desculpa, Harry, eu no quis dizer..
     - Eu odeio isso, eu odeio o fato de saber que ele  pode  entrar  na
minha mente, que eu tenho que assisti-lo quando ele  mais perigoso. Mas
eu vou usar isso.
     - Dumbledore...? 
    - Esquea Dumbledore, est  minha chance, ningum mais  quer  saber
porque ele est atrs de Gregorovitch
     - Quem?
     - Ele  um arteso de varinha estrangeiro disse  Harry  Ele  fez  a
varinha de Krum, ele diz que o homem  brilhante.
      - Mas de acordo com voc disse Rony Voldemort pegou Olivaras  e  o
trancou em algum lugar. Se ele j tem um arteso de  varinhas,  por  que
ele precisa de outro?
      - Talvez ele concorde com Krum, talvez ele ache que Gregorovitch 
melhor... ou talvez ele pense que Gregorovitch  saber  explicar  o  que
minha varinha fez quando  ele estava atrs de mim, porque  Olivaras  no
sabia.
     Harry desviou o olhar para o quebrado e sujo espelho, e viu Rony  e
Hermione trocando olhares atrs dele.
      - Harry, voc continua falando sobre o que sua varinha fez  ,disse
Hermione. Mas voc fez acontecer! Por que voc est  to  detemrinado  a
no tomar responsabilidade  pelos seus prprios poderes?
    - Por que eu sei que no era eu! E Dumbledore tambm sabe, Hermione!
Ns dois sabemos o que realmente aconteceu!
     Eles piscaram um para o  outro;  Harry  sabia  que  ele  no  tinha
convencido Hermione e que ela estava procurando contra argumentos contra
sua teoria e pelo fato  dele estar se permitindo ver dentro da mente  de
Voldemort. "Para sua sorte", Rony interveio.
     - Esquece, ele a avisou.  deciso dele. E se ns vamos amanh para
o Ministrio, no deveramos revisar mais uma vez o plano?
     Relutante sobre o que  os  outros  dois  poderiam  falar,  Hermione
deixou o assunto de lado, mas ele  tinha  quase  certeza  que  ela  iria
voltar ao  ataque  na  primeira    oportunidade.  No  meio  tempo,  eles
retornaram para a cozinha, onde Monstro serviu a todos strew and treacke
tar
      Eles no foram dormir at tarde da noite, depois de  passar  horas
revendo o plano at recit-lo, palavra por palavra,  um  para  o  outro.
Harry, que agora estava  dormindo no quarto de Sirius,  deitou  na  cama
com a luz de sua varinha voltada para a velha  fotografia  de  seu  pai,
Sirius, Lupin e Pettigrew,  Assim  que  ele  apagou    sua  varinha,  no
entanto, no estava pensando na  poo  polissuco,  vomitilhas,  ou  nos
robes azul marinhos da manuteno  mgica;  ele  pensou  no  arteso  de
varinhas,  Gregorovitch, e  por  quanto  tempo  ele  poderia  permanecer
escondido enquanto Voldemort tentava o capturar com toda determinao.
     O amanhecer pareceu chegar rapidamente aps a meia-noite.
     "Voc est horrvel", anunciou Ron enquanto entrava no quarto  para
acordar Harry.
    "No por muito tempo", disse Harry bocejando.
     Eles encontraram Hermione na cozinha. Ela estava sendo servida  com
caf e bolinhos por Monstro e tinha  uma  expresso  manaca  que  Harry
havia associado  que  ela tinha no perodo das provas.
     "Tnicas", ela disse sem flego, demonstrando que sabia da  chegada
deles com um nervoso aceno com a cabea e continuando  a  mexer  em  sua
bolsa. "Poo polissuco...  capa de invisibilidade...  decoy  detonators
(alguma Gemialidade), nugs sangra-nariz, orelhas extensveis..".
     Eles engoliram seu caf da manh e voltaram para o andar  de  cima,
Monstro sempre se curvando  ou  fazendo  reverncias  e  prometendo  que
cuidaria e deixaria a casa  pronta para quando eles retornassem.
     "Deus o abenoe", disse Ron formalmente. "E s  de  pensar  que  eu
costumava me imaginar cortando a cabea dele e pendurando na parede!"
     Eles podiam ver dois comensais vigiando a casa  do  outro  lado  do
quarteiro. Hermione desaparatou com Ron primeiro, Harry foi logo aps.
     Aps a usual escurido e a sensao de sufocamento, Harry  achou-se
no meio de um pequeno beco onde a primeira parte  do  plano  deles  iria
acontecer. O local estava  deserto, exceto por dois grandes  cofres.  Os
funcionrios do primeiro Ministro no costumavam ir trabalhar antes  das
oito horas. "Ok ento", disse Hermione, olhando seu relgio."  Ela  deve
chegar aqui em... mais ou menos cinco minutos. Quando eu estupora-la..".
     "Hermione, ns sabemos" disse Rony. "E eu pensei  que  ns  iramos
abrir a porta antes dela chegar aqui." Hermione guinchou.
     "Eu quase esqueci! Cheguem para  trs..".Ela  apontou  sua  varinha
para o cadeado dourado e pesada porta com desenho de  fogo  alm  deles,
que abriu com um crash.  O corredor negro  conduzia,  como  eles  sabiam
pelas suas cuidadosas viagens, a um teatro vazio. Hermione puxou a porta
atrs dela, para fazer parecer que ainda estava  fechada.
     "E agora", ela disse, se virando para encarar os outros dois,  "ns
colocamos a capa novamente e esperamos", Rony  terminou,jogando  a  capa
sobre a cabea de hermione  como um cobertor e rolando seus  olhos  para
Harry.
     Pouco mais de um minuto mais tarde, houve um pequeno rudo  seco  e
uma pequena bruxa do ministrio de cabelo  grisalho  aparatou  a  alguns
passos deles, piscando  um  pouco  com  a  claridade  repentina:  o  sol
acabara de sair de trs de uma nuvem. Ela  quase  no  teve  tempo  para
aproveitar o inesperado sol, Hermione acabara  de  lanar    um  feitio
no-verbal estuporante que a atingiu no queixo e a deixou cada no cho;
     "Muito bem, Hermione," disse Rony, emergindo de trs de um ba alm
da porta do teatro, assim que Harry tirou a capa da invisibilidade.
     Juntos, eles carregaram a pequena bruxa para dentro de uma passagem
escura. Hermione arrancou um punhado de fios  de  cabelo  da  cabea  da
bruxa e os colocou dentro  de um frasco de poo polissuco que ela havia
retirado da bolsa. Rony estava revirando a pequena carteira da bruxa,
     "Ela  Mafalda Hopkirk", ele disse, lendo  um  pequeno  carto  que
identificava sua  vtima  como  uma  assistente  do  escritrio  de  Uso
Indevido da Magia. "Voc deveria  pegar essa, Hermione, e aqui esto  as
moedas."
     Ele passou para ela  algumas  moedas  pequenas  e  douradas,  todas
cunhadas com as letras M.O.M, que ele tinha pego da bolsa da bruxa.
     Hermione bebeu a Poo Polissuco, que agora estava com uma bela cor
heliotrpica, e em segundos parada perante  eles,  a  cpia  de  Mafalda
Hopkirk. Enquanto ela  removia os culos de Mafalda e os colocava, Harry
checou seu relgio.
     "Estamos ficando sem tempo, o Sr. Manuteno Mgica estar  aqui  a
qualquer segundo." Eles  correram  para  fechar  a  sala  da  verdadeira
Mafalda; Harry e Ron atravs  da  Capa  de  Invisibilidade  sobre  eles,
porm Hermione continuava  vista, esperando. Um segundo depois, seguido
de outro estalo, um pequeno bruxo com aparncia de  um furo apareceu na
frente deles.
     "Ah, ol, Mafalda".
     "Ol!" disse Hermione com uma voz trmula. "Como voc est hoje?"
     "Pra dizer a verdade, no to bem". Replicou o pequeno  bruxo,  com
um olhar abatido. Enquanto Hermione e o bruxo seguiram em direo a  rua
principal, Harry e  Ron seguiam atrs deles.
     "Sinto muito por saber que voc no est no clima". Disse Hermione,
falando firmemente para o pequeno bruxo enquanto ele tentava expor  seus
problemas; era essencial  par-lo antes que ele alcanasse a rua.
     "Aqui, pegue uma bala."
     "Ahn? Ah, no obrigado"
     "Eu insisto!" disse Hermione agressivamente, sacudindo  o  saco  de
pastilhas na cara dele. Parecendo um pouco  assustado  o  bruxo  aceitou
uma.
     O efeito foi instntaneo. No momento em que a  pastilha  tocou  sua
lngua, o bruxo comeou a vomitar tanto que ele nem  ao  menos  percebeu
quando Hermione arrancou  do topo de sua cabea um monte de cabelos.
     "Ah, querido!", ela  disse  enquanto  ele  vomitava.  "Talvez  voc
devesse tirar o dia de folga."
     "No...  no!",  ele  engasgou  e  tentou  se  recompor,   tentando
continuar seu caminho mesmo que mal conseguisse andar em linha reta.  Eu
devo... hoje... eu devo ir..."
     "Mas isso  tolice!", disse Hermione, alarmada. "Voc no  pode  ir
trabalhar nesse estado. Eu acho que voc deveria ir para o St. Mungus  e
deixar eles cuidarem    de  voc."  O  bruxo  tinha  acabado  de  ceder,
violentamente, caindo de quatro no cho. Ainda tentava engatinhar at  a
rua principal.
     "Voc simplesmente no  pode  ir  para  o  trabalho  desse  jeito!"
Finalmente ele pareceu aceitar a verdade nas palavras dela.  Apoiando-se
em uma Hermione enojada  para conseguir voltar a ficar em p, ele  tomou
o seu posto e sumiu, deixando nada para trs fora a bolsa que Ron  havia
tirado de suas mos e algumas poas de vmito.
     "Ec", disse Hermione, levantando a saia da sua tnica para  evitar
que ela tocasse na sujeira que ele tinha feito. "Teria feito uma baguna
muito menor se tivssemos  estuporado ele tambm."
     "Sim", disse Ron aparecendo de baixo da capa, segurando a  mala  do
bruxo. "Mas eu ainda acho que uma pilha de  corpos  inconscientes  teria
chamado mais ateno.  Queria continuar no seu trabalho,  dedicado  ele,
no? Passa logo o cabelo e a poo, ento." Depois de dois minutos,  Ron
apareceu na frente deles, um furo pequeno  como o bruxo doente, e usava
as tnicas azuis que estavam guardadas na bolsa.
     "Estranho, ele no estava as usando hoje, no  mesmo, viu como ele
queria ir?" "De qualquer jeito, Sou Reg  Cattermole,  de  acordo  com  a
etiqueta nas costas.
     "Agora espere aqui", Hermione  disse  a  Harry  que  estava  quieto
debaixo da Capa de Invisibilidadde. "E ns voltaremos com alguns cabelos
pra voc." Ele teve que esperar dez minutos, mas pareceu muito mais  pra
Harry,  escondido  sozinho  na  viela  ao  lado  da  porta  ocultando  a
estuporada Mafalda. Finalmente Ron e  Hermione reapareceram.
     "No sabemos quem ele  disse Hermione passando  pro  Harry  alguns
cabelos negros e encaracolados,  mas  ele  foi  pra  casa  com  o  nariz
sangrando muito! Aqui, ele     bastante  alto,  voc  ir  precisar  de
tnicas maiores...."Ela puxou algumas das  velhas  tnicas  que  Monstro
lavou para eles e Harry retirou-se para tomar a poo  e trocar-se.
     Uma vez que a dolorosa transformao  estava  completa  ele  estava
alto e com braos  musculosos,  construdos  poderosamente.  Ele  tambm
tinha uma barba. Tirando  a Capa de Invisibilidade e guardando os culos
na sua nova tnica, ele se juntou aos outros dois novamente.
    "Cus, isso  assustador disse Ron," erguendo os olhos  para  Harry,
que tinha o cercado agora.
     "Pegue uma das moedas de Mafalda", Hermione  disse  para  Harry,  e
vamos logo, so quase nove.
     Eles saram do corredor juntos. 50 jardas atravs  do  piso  lotado
havia grades pretas enfiadas no cho ocupando duas escadas, um  rotulado
CAVALHEIROS, e o outro  DAMAS.
     "Vejo  vocs  logo",  ento  disse  Hermione  nervosamente,  e  ela
cambaleou pelos degraus em direo ao DAMAS. Harry  e  Ron  juntaram  um
nmero de homens mal vestidos   descendo  para  o  que  parecia  ser  um
banheiro pblico ordinrio no sub-soblo, com azulejos brancos e pretos
     "Bom dia, Reg!", cumprimentou um outro bruxo em tnica azul marinho
enquanto ela entrava em um  cubculo  depois  de  introduzir  sua  moeda
dourada em uma fenda  na porta. "Um p no saco isso, n? Forando  todos
ns a ir trabalhar desse jeito! Quem  eles  esperam  que  aparea  aqui?
Harry Potter?" O bruxo riu da sua  prpria  piada.  Ron  deu  a  ele  um
sorriso forado.
     "Sim, ele  disse.  Ridculo,  no?"  E  ele  e  Harry  entraram  em
cubculos adjacentes.. Pelos dois lados de Harry veio o som de jatos  de
gua. Ele se baixou e olhou atravs da brecha o  fundo  do  cubculo  em
tempo de ver um par de botas subir no banheiro  ao lado  da  porta.  Ele
olhou para a esquerda e viu Ron piscando para ele.
     "Ns temos que dar descarga em ns mesmos?", ele murmurou.
     "Parece que sim". Harry murmurou de volta; sua voz soou profunda  e
grave.
     Os dois se  levantaram.  Sentindo-se  incrivelmente  idiota,  Harry
subiu e entrou no vaso. Ele soube imediatamente que tinha feito a  coisa
certa, embora parecesse  que ele estivesse em  p  sobre  a  gua,  seus
sapatos, ps e tnica permaneceram secos. Ele  se  endireitou,  puxou  a
descarga e logo em seguida sumiu em uma rpida queda,  emergindo de  uma
lareira dentro do Ministrio da  Magia.  Ele  se  levantou  desajeitado;
tinha muito mais do seu corpo do que ele  estava  acostumado.  O  grande
trio parecia  mais escuro  do  que  Harry  lembrava.  Antes  uma  fonte
dourada enchia o centro da entrada, lanando jatos  de  luz  bruxuleante
por todo o cho polido e pelas paredes.  Agora uma  esttua  gigante  de
pedra preta dominava a cena. Era at intimidante aquela grande escultura
de uma bruxa e um bruxo sentado num  trono  com  ornamentos  entalhados,
olhando para baixo para os  trabalhadores  do  ministrio  surgindo  nas
lareiras. Encravadas em letras garrafais na base da  esttuta  estava  a
frase: MAGIA  PODER. Harry  recebeu  um  pesado  sopro  atrs  de  suas
pernas. Outro bruxo tinha acabado de voar para  fora  da  lareira  atrs
dele.
     "Saia da frente! Voc no pode... Oh, desculpe Runcorn!" Claramente
assustado, o bruxo careca saiu correndo. Aparentemente o homem que Harry
encarnava era algum intimidador.
     "Pssiuuu!" disse uma voz, e ele olhou em  volta  para  uma  pequena
bruxa e um bruxo com cara de furo da Manunteno Mgica o  chamando  de
trs da esttua. Harry  acelerou para encontrar com eles.
     "Voce entrou sem problemas?", Hermione perguntou a ele.
     No, ele ainda est preso no pntano, disse Ron.
     "Oh, muito engraado...  horrvel, no  mesmo?" ela disse a Harry
enquanto esse olhava  para  a  esttua.  "Voce  v  em  que  eles  esto
sentados?" Harry olhou mais de perto e percebeu que o que ele achava ser
tronos entalhados decorativamente eram  na  verdade  pilhas  de  pedaos
humanos: centenas  e  centenas  de    corpos  nus,  homens,  mulheres  e
crianas, todos com rostos estpidos e feios, revirados e amassados para
suportar o peso de bruxos bem vestidos.
    " Trouxas", sussurrou Hermione.  "Colocados  no  seu  devido  lugar.
Vamos logo, vamos resolver isto." Eles se juntaram ao fluxo de bruxos  e
bruxas indo em direo aos portes dourados no fim  do  hall,  parecendo
to normal quanto podiam, mas no havia nenhum sinal  da distinta figura
de Dolores Umbridge. Eles passaram pelo  porto,  e  entraram  num  hall
menor, onde filas estavam se formando na frente de 20  grades  douradas.
Eles mal se juntaram  mais prxima quando  uma voz disse Cattermole!.
     Eles olharam em volta, o estmago de Harry deu uma  volta.  Um  dos
comensais que tinha testemunhado a morte de Dumbledore  estava  correndo
na direo deles. Os  trabalhadores do ministrio atrs deles caram  em
silncio, seus olhos ganharam um tom depressivo.  Harry  pde  sentir  o
medo crescendo entre eles. A expresso  feia,    levemente  brutal,  no
combinava com sua magnificncia, em seu robe impressionante coberto  com
cordas de ouro.
     Algum na multido em volta dos elevadores falou com ele: "Bom dia,
Yaxley.", Yaxley ignorou-o.
     "Eu requeri algum da Manuteno Mgica para dar um  jeito  no  meu
escritrio, Cattermole. Ainda est chovendo l." Ron olhou em volta como
se esperando que algum intervisse na conversa, mas ningum o fez.
     "Chovendo? No seu escritrio? Isso no  muito  bom,  ?"  Ron  deu
risadinhas nervosas, os olhos de Yaxley se arregalaram.
     "Voc acha engraado, Cattermole, no acha?"  Duas  bruxas  abriram
caminho e furaram a fila do elevador.
     'No! Claro que no" disse Ron.
     "Voc sabia que eu estou indo l pra cima  interrogar  sua  esposa,
Cattermole? Na verdade, eu estou surpreso  de  neste  momento  voc  no
estar l segurando a mo  dela enquanto ela  espera.  Voc  j  desistiu
dela, no foi? Provavelmente uma escolha sbia. Tenha certeza  de  casar
com uma puro-sangue da prxima vez."
     Hermione teve um pequeno espasmo de horror. Yaxley  se  virou  para
ela, que deu uma tossidinha assustada e se virou.
     Eu - eu... gaguejou Ron.
     "Mas e se minha esposa fosse acusada de ser uma sangue-ruim", disse
Yaxley, - "no que eu fosse me casar com qualquer mulher  que  estivesse
suja a este ponto  - e a cpula do  Departamento  de  Execuo  de  Leis
Mgicas precisava do trabalho feito. Eu poderia fazer  priorizar  aquele
trabalho, Cattermole. Voc me entende?"
     "Sim," murmurou Ron.
     "Ento  faa-o,  Cattermole,  e  se  meu  escritrio  no   estiver
completamente seco dentro de uma hora, o status do sangue de sua  esposa
estar mais em dvida do  que est agora." A  grade  dourada  em  frente
deles abriu-se. Com um aceno de cabea e  um  sorriso  desgradvel  para
Harry, que evidentemente esperava apreciar isso  de  Cattermole,  Yaxley
moveu-se para outro  elevador.  Harry,  Ron  e  Hermione  entraram,  mas
ningum os seguiu: era como  se  eles  estivessem  infectados.  A  grade
fechou com um estalo e  o  elevador    comeou  a  mover-se  de  maneira
estranha.
     "O que eu vou fazer?" Ron perguntou aos outros  dois,  ele  parecia
profundamente nervoso. "Se eu no voltar, minha esposa - quer  dizer,  a
esposa de Cattermole..."
     "Ns vamos com voc, ns devemos ficar juntos"  --  comeou  Harry,
mas Rony movia sua cabea negativamente.
     "Isso  idiota, ns temos pouco tempo. Vocs vo procurar Umbridge,
e eu vou pro escritrio de Yaxley - mas como eu fao parar de chover??"
     "Tente Finite Incantatem", disse Hermione de uma  vez,  "Isso  deve
fazer parar de chover se for uma maldio ou azarao; se no for alguma
deu errado com o Feitio  Atmosfrico, o que vai  ser  mais  difcil  de
consertar, ento usa o Impervius  como  um  paleativo  pra  proteger  os
pertences dele"
     "Repete tudo, devagar" disse Ron desesperado, procurando  uma  pena
em seus bolsos, mas nesse momento o elevador parou. Uma  cadavrica  voz
feminina disse: "Quarto  Nvel, Departamento de Regulao e Controle  de
Criaturas  Mgicas,  Corporao  de  Bestas,  Criaturas  e  Diviso   de
Espritos, escritrio de Goblin  Liaison  e  Diviso    de  Controle  de
Pestes", e as grades foram abertas novamente, deixando passar uma  dupla
de bruxos e memorandos violetas  interdepartamentais  que  flutuavam  ao
redor  da lmpada do teto do elevador.
     "Bom dia, Albert", disse um homem de barba,  sorrindo  para  Harry.
Ele deu uma olhada para Ron e Hermione e o elevador se mexeu de  maneira
estranha outra vez;  Hermione estava agora sussurrando  instrues  para
Ron. O bruxo se aproximou de Harry, e  com  uma  olhar  malicioso  falou
"Dirk Cresswell, n? De Goblin Liaison? Bom,  Albert. Eu estou certo  de
que consigo o emprego dele agora!" Ele riu, e  Harry  sorriu  de  volta,
esperando que isso fosse suficiente. O elevador parou  e  as  portas  se
abriram mais uma vez.
     "Segundo Nvel, Departamento de Execuo de Leis Mgicas, incluindo
o Escritrio de Uso Imprprio de Magia, Quartel General  dos  Aurores  e
Servios  Administrativos    de  Winzengamot"  disse  a  voz  cadavrica
novamente. Harry viu Hermione dar um empurrozinho em Ron, e ele saiu do
elevador, seguido pelos outros bruxos, o que os fez ficarem sozinhos.
     No momento em que a porta dourada se fechou, Hermione  falou  muito
rpido "Na verdade, eu acho que deveria ir com ele Harry.  Eu  acho  que
ele no sabe o que est  fazendo, ele pode  acabar  fazendo  um  estrago
maior"
     "Primeiro Nvel, Ministro da Magia e  Equipe  de  Apoio."  A  grade
abriu de novo, e  Hermione  engasgou.  Quatro  pessoas  ficaram  em  sua
frente, duas delas profundamente entretidas em uma conversa, um bruxo de
cabelos longos  vestindo um magnfico robe preto e dourado, a outra, uma
bruxa atarracada e com a aparncia de  um  sapo,  usando  uma  tiara  de
veludo e apertando uma prancheta contra  o peito.
       
       Crditos:
       Traduo: Maria e Regina
       Reviso: Rodrigo Cintra
       2 Reviso: Anja Marotta 


Captulo 13 - Comisso de Registro para Nascidos Trouxas
        "Ah Mafalda!" disse Umbridge, olhando para Hermione. "Travers  a
mandou aqui, no foi? "S-sim" gaguejou  Hemione.  "timo!  Voc  servir
perfeitamente bem." Umbridge falou para ao  bruxo  vestido  de  preto  e
dourado. "Ento o problema est resolvido, Ministro,  se  Mafalda  puder
ocupar-se  das anotaes,  ns  poderemos  comear  imediatamente!"  Ela
consultou seu caderno de anotaes. "Dez pessoas hoje e uma  delas    a
esposa de um empregado do Ministrio!  E ainda por cima aqui, no corao
do Ministrio!" Ela se dirigiu para o  elevador  ao  lado  de  Hermione,
assim como dois bruxos que estiveram escutando a conversa de    Umbridge
com o Ministro. "Ns vamos descer, Mafalda,  voc  encontrar  tudo  que
necessita no tribunal. Bom dia, Alberto,  voc  no  estava  de  sada?"
"Sim,  claro" disse Harry na  voz  grave  de  Runcorn.  Harry  saiu  do
elevador. As portas douradas tiniram ao  fechar  atrs  dele.Olhando  de
relance por cima de seu ombro, Harry viu  Hermione  desaparecer  de  sua
viso com  um semblante ansioso, o bruxo mais alto ao seu lado. A  tiara
de Umbridge na altura de seus ombros. "O  que  o  traz  aqui,  Runcorn?"
perguntou o novo Ministro da Magia. Seus longos cabelos  escuros  e  sua
barba  com  linhas  de  cabelos  prateados,  e  uma  protuberante  testa
escondia seus olhos  brilhantes,  Harry  foi  forado  a  pensar  em  um
caranguejo espiando por baixo de uma pedra. "Preciso dar uma  palavrinha
com," Harry hesitou por um segundo "Arthur Weasley. Me disseram que  ele
estava no primeiro andar." "Ah," disse Pio  Thicknesse.  "Ele  foi  pego
fazendo contato com um Indesejvel?" "No" disse Harry, com  a  garganta
seca. "No, nada disso." "Ah, bem.  s uma  questo  de  tempo."  disse
Thicknesse. "Se voc me perguntar, os traidores de sangue so to  ruins
quando os Sangues-Ruins. Bom dia, Runcorn." "Bom dia,  Ministro."  Harry
observou Thicknesse caminhar  sobre  o  carpete  vermelho  do  corredor.
Quando o Ministro sumiu de vista, Harry pegou sua Capa da Invisibilidade
de dentro da sua  pesada capa preta, jogou sobre si mesmo, e  partiu  na
direo oposta no corredor. Runcorn era to alto que Harry foi forado a
se agachar para ter certeza que seus  ps grandes estivessem sob a capa.
O pnico fez seu estmago pular.  medida que ele passava  por  diversas
portas de madeira, cada uma com uma pequena placa com o nome do  dono  e
seu cargo, o poder  do Ministrio, sua complexidade,  impenetrabilidade,
despejou-se sobre dele, fazendo parecer que o plano que ele, com Rony  e
Hermione,  estiveram  planejando  minuciosamente    nas  ltimas  quatro
semanas, parecesse ridiculamente infantil. Eles haviam concentrado  todo
seu esforo em entrar sem serem detectados: no tiveram um  momento  pra
pensar no que iriam fazer se fossem  forados  a  se  separar.  Hermione
estava presa nos procedimentos do tribunal, o  que  sem  dvida  duraria
horas; Rony estava se esforando  para executar mgica que  Harry  tinha
certeza que estava alm de  sua  capacidade,  com  a  liberdade  de  uma
mulher, possivelmente, dependendo do resultado; e ele, Harry,  estava no
andar de cima sabendo perfeitamente bem que sua caa havia descido  pelo
elevador. Ele parou de caminhar, encostado na parede e tentando  decidir
o que fazer. O silncio pressionando-o; no havia  agitao,  conversas,
ou passos por ali; o corredor  de carpete lils  estava  to  silencioso
quanto ficaria se o feitio "Muffliato"  tivesse  sido  lanado  naquele
lugar. "O escritrio dela deve ser por aqui" pensou Harry. Pareceu muito
improvvel que Umbridge guardasse suas jias no seu escritrio, mas  por
outro lado pareceu tolice no  procurar  para  ter  certeza.  Ento  ele
voltou a  caminhar pelo corredor, passando apenas por um bruxo  franzino
que estava murmurando instrues para  uma  pena  que  flutuava  em  sua
frente, que escrevia num pedao  de pergaminho.  Prestando  ateno  aos
nomes nas portas, Harry virou  numa  esquina.  No  meio  do  caminho  do
prximo corredor, ele encontrou um amplo espao aberto onde uma dzia de
bruxas e bruxos sentados em linhas de pequenas mesas  parecidas  com  as
mesas da escola, porm muito mais polidas e sem pichaes.  Harry  parou
para observ-los e sentiu-se    totalmente  hipnotizado.  Todos  estavam
balanando suas varinhas como ondas levemente em unssono,  e  quadrados
de papis coloridos estavam voando em todas as direes   como  pequenas
pipas cor-de-rosa. Depois de alguns segundos, Harry percebeu que era  um
procedimento ritmado, que todos os papis formavam  o  mesmo  padro  e,
depois  de mais alguns segundos, ele  percebeu  que  o  que  ele  estava
assistindo era  criao de  panfletos  -  os  quadrados  eram  pginas,
quando unidas e dobradas, caiam magicamente  em pilhas ao lado  de  cada
bruxo ou bruxa. Harry aproximou-se, pensando que os trabalhadores no  o
notariam o que fazia e duvidando muito que iriam notar passos camuflados
no carpete, e roubou um panfleto  da pilha ao lado de uma  bruxa  jovem.
Ele examinou o panfleto por de baixo da Capa da Invisibilidade. Sua capa
cor-de-rosa possua um ttulo  em  letras  douradas:  SANGUE-RUINS  e  o
Perigo que eles oferecem a pacfica sociedade de Sangue-Puro. Abaixo  do
ttulo havia uma rosa vermelha, com um rosto no  meio  de  suas  ptalas
sendo estrangulado por uma erva com presas e um olhar  de  desaprovao.
No havia nome  de autor na parte de cima do panfleto, mas novamente, as
cicatrizes no dorso de sua mo direita pareceram formigar enquanto ele o
examinava. Ento a bruxa ao seu  lado confirmou  suas  suspeitas  quando
ela disse, ainda balanando sua varinha: "Algum sabe que a bruxa  velha
vai interrogar os sangue-ruins o dia inteiro?" "Cuidado" disse  o  bruxo
ao seu lado, olhando para os lados nervosamente;  uma  de  suas  pginas
escapou e caiu no cho. "O qu? Ela conseguiu orelhas mgicas assim como
o olho?" A bruxa olhou para a porta brilhante  de  madeira  encarando  o
espao cheio de panfletos; Harry olhou  tambm  e  uma  raiva  ergueu-se
dentro dele como uma cobra. No lugar  onde haveria um olho mgico em uma
porta de Trouxas, havia um enorme e  redondo  olho  com  uma  ris  azul
brilhante enfiado na madeira - um olho que era terrivelmente  familiar a
qualquer um que havia conhecido Alastor  Moody.  Por  um  segundo  Harry
esqueceu onde e o que ele estava fazendo: Ele esqueceu  at  que  estava
invisvel. Ele caminhou diretamente para a porta para examinar  o  olho.
No estava se movendo. Estava cegamente fixo, congelado. A placa  abaixo
dele dizia: Dolores Umbridge Subsecretria Snior do Ministrio  Abaixo,
uma nova placa brilhante dizia: Chefe da Comisso de Registro de  bruxos
nascidos  trouxas  Harry  olhou  para  a  dzia  de  bruxos  fazendo  os
panfletos. Apesar de estarem trabalhando, ele dificilmente poderia supor
que no iriam notar que a porta de  um  escritrio    vazio  abrir-se-ia
diante deles. Ele retirou um estranho objeto de seu bolso  interno,  que
possua pequenas pernas ondulantes e uma buzina de borracha como  corpo.
Agachando-se debaixo da Capa, ele colocou o Decoy Detonator no  cho.  O
objeto prontamente colocou-se por entre as pernas das bruxas e bruxos na
sua frente. Alguns momentos depois, durante os quais Harry  esperou  com
sua mo sobre a  maaneta da porta, houve  uma  exploso  e  uma  grande
quantidade de fumaa preta e fedorenta encheu o lugar. A jovem bruxa  na
linha da frente gritou: pginas cor-de-rosa  voaram para todos os  lados
enquanto ela e seus colegas saltaram  das  cadeiras  olhando  ao  redor,
procurando a fonte da confuso. Harry  girou  a  maaneta  e  entrou  no
escritrio de Umbridge, fechando a porta atrs de si. Ele sentiu como se
tivesse voltado no tempo. A sala era idntica ao escritrio de  Umbridge
em Hogwarts: lacinhos, folhas secas e  flores  cobriam  cada  superfcie
disponvel.  As paredes eram enfeitadas pelos mesmo pratos  ornamentais,
muito coloridos, cada um contendo  um  gato,  todos  brincando  com  uma
fofura de enojar. A mesa estava coberta  com um tecido florido. Atrs do
olho do Moody, havia um telescpio que possibilitava   Umbridge  espiar
os trabalhadores do outro lado da porta. Harry olhou atravs  dele e viu
que todos estavam se juntando ao redor do Decoy Detonator. Ele  arrancou
o telescpio da porta, deixando o buraco aparecer, tirando o olho mgico
e guardando-o  em  seu  bolso.  Ento  ele  voltou  a  observar  a  sala
novamente,  levantando  sua  varinha  e  murmurando  "Accio  Caixa   com
fechadura". Nada aconteceu, mas ele no esperava  que  acontecesse;  sem
dvidas  Umbridge  conhecia  tudo  sobre  feitios    e    encantamentos
protetores. Ele se apressou para trs da  escrivaninha e comeou a abrir
as gavetas. Ele viu penas e cadernos de  anotaes  e  ainda  pergamniho
encantado - papis encantados que se  enrolavam  como  cobras  na    sua
gaveta e tinham que ser colocadas de volta  -  uma  caixa  com  pequenos
lacinhos; mas nem sinal de uma caixa com  fechadura.  Havia  um  armrio
atrs da escrivaninha. Harry comeou a procurar dentro dele. Assim  como
os armrios de Filch em Hogwarts, estava  cheio  de  arquivos,  cada  um
etiquetado  com um nome. Somente quando Harry abriu a  ltima  gaveta  
que ele viu algo que o distraiu de sua busca: o arquivo do Sr.  Weasley.
Ele pegou o arquivo e o abriu. Arthur Weasley
       ---------------------------------------------------------------
SANGUE: Puro-Sangue, mas  com  uma  inaceitvel  inclinao  pr-trouxa.
Conhecido membro da Ordem da Fnix.

FAMLIA: Esposa (puro-sangue), sete crianas,  os  dois  mais  novos  em
Hogwarts. Observao: filho mais novo  atualmente  em  casa,  seriamente
doente. Inspetores  do Ministrio confirmaram.

STATUS  DE  SEGURANA:  RASTREADO.  Todos  os  movimentos  esto   sendo
monitorados. Forte possibilidade  que  Indesejvel  N  1  far  contato
(hospedado com a famlia  Weasley anteriormente).  "Indesejvel  N  1",
Harry respirou fundo e devolveu o arquivo do Sr. Weasley para a  gaveta.
Ele tinha uma idia de quem era, e com certeza,    medida  que  ele  se
levantou  e olhou ao redor  do  escritrio  para  procurar  por  lugares
escondidos, ele viu um pster de si mesmo na  parece,  com  as  palavras
INDESEJVEL N 1 escritas no seu peito.  Um pequeno bilhete rosa  estava
preso no pster, juntamente com uma foto de  um  gato  no  canto.  Harry
caminhou para ler e viu o que Umbridge havia escrito:  "A  ser  punido".
Mais furioso do que nunca, ele continuou sua busca em baixo dos vasos  e
cestas de flores secas, mas no era surpresa que a caixa no estava  por
ali. Ele olhou mais  uma vez para o escritrio  e  seu  corao  deu  um
salto. Dumbledore estava observando-o de um pequeno espelho  retangular,
situado  numa  estante  de  livros  ao  lado  da    escrivaninha.  Harry
atravessou a sala e agarrou o espelho, mas percebeu que no  momento  que
ele tocou o objeto, no era um espelho, Dumbledore  estava  sorrindo  na
capa de um grosso  livro. Harry no havia notado de imediato os escritos
verdes em cima de seu chapu "A vida e as mentiras de  Alvo  Dumbledore"
nem a pequena escrita em seu  peito:    "Por  Rita  Skeeter,  autora  do
best-seller Armando Dippet: Diretor ou Idiota?". Harry abriu o livro  no
comeo e viu uma  foto  que  ocupava  toda  a  pgina  de  dois  garotos
adolescentes. Ambos rindo muito com seus braos ao  redor  do  ombro  do
outro.  Dumbledore, com cabelos compridos,  havia  deixado  crescer  uma
pequena barba que lembrava a barba que Krum  tinha  no  seu  queixo  que
havia incomodado tanto Rony. O garoto  que permanecia  em  uma  diverso
silenciosa ao lado de Dumbledore possua uma  aparncia  selvagem.  Seus
cabelos dourados caiam em cachos em seus ombros. Harry se perguntou   se
aquele era o jovem Doge, mas antes que  ele  pudesse  se  certificar,  a
porta do escritrio se abriu. Se Thicknesse no estivesse  olhando  para
trs enquanto entrava, Harry no teria tido tempo de  botar  a  Capa  de
Invisibilidade. Quando  ele  havia  vestido  a  capa,  ele    achou  que
Thicknesse houvesse percebido uma movimentao, pois por um  momento  ou
dois ele permaneceu parado, olhando curiosamente para o local onde Harry
havia desaparecido.  Talvez pensando se aquilo tudo que ele havia  visto
era Dumbledore cutucando seu nariz na capa do livro ao invs de Harry  o
pondo de volta na  estante,  Thicknesse    finalmente  caminhou  para  a
escrivaninha e apontou sua varinha para a pena  que  estava  apoiada  no
pote de tinha. Esta por sua vez, comeou  a  escrever  um  bilhete  para
Umbridge. Muito devagar, mal ousando respirar, Harry saiu do  escritrio
para a ampla rea. Os bruxos  que  faziam  os  panfletos  ainda  estavam
reunidos ao redor dos restos do Decoy Detonador, que continuou  soltando
sua fumaa. Harry se apressou para o corredor     medida  que  a  bruxa
dizia: "Eu aposto que isso veio parar aqui do 'Feitios  Experimentais',
eles so to descuidados. Lembram daquele pato envenenado?" Correndo  em
direo aos elevadores, Harry repensou  suas  opes.  Nunca  foi  muito
provvel que a caixa estivesse no Ministrio e no  havia  esperana  de
enfeitiar  Umbridge enquanto ela estava sentada  num  tribunal  lotado.
Sua prioridade agora deveria ser deixar o Ministrio antes que ele fosse
descoberto e tentar novamente  algum outro dia. A primeira coisa a fazer
seria encontrar Rony e ento eles poderiam pensar numa maneira de  tirar
Hermione do Tribunal. O  elevador  estava  vazio  quando  chegou.  Harry
entrou e tirou a Capa de Invisibilidade assim que ele comeou a  descer.
Para seu alvio, quando ele chegou ao nvel   dois,  um  Rony  de  olhos
arregalados e suado entrou. "B-bom dia!" gaguejou a Harry  assim  que  o
elevador comeava a se mover novamente. "Rony, sou eu,  Harry!"  "Harry!
Nossa, eu tinha esquecido que  voc  estava  parecido  com...Por  que  a
Hermione no est com voc?" "Ela teve que descer para o tribunal com  a
Umbridge, ela no conseguiu negar e..."  Mas  antes  que  Harry  pudesse
terminar o elevador parou novamente.  As  portas  se  abriram  e  o  Sr.
Weasley entrou,  falando  com  uma  bruxa  mais  velha.  "...Eu  entendo
completamente o que voc est dizendo, Wakanda, mas eu receio que eu no
possa fazer parte de..." O Sr. Weasley parou de falar. Ele havia  notado
Harry. Foi muito estranho ver o Sr. Weasley olhando para ele  com  tanto
desgosto. As  portas  do  elevador  fecharam  novamente    e  os  quatro
comearam a descer novamente.  "Oh,  Ol  Reg."  disse  o  Sr.  Weasley,
olhando ao redor para o som das gotas caindo das roupas de Rony. "A  sua
esposa no est sendo interrogada hoje? O que aconteceu  com  voc?  Por
que voc est to molhado?" "Est chovendo  no  escritrio  de  Yexley."
disse Rony. Ele se dirigiu para trs dos ombros do Sr. Weasley  e  Harry
teve certeza que ele estava morrendo  de  medo  que    seu  pai  pudesse
reconhec-lo se ele olhasse diretamente nos  seus  olhos.  "Eu  consegui
fazer parar ento eles me mandaram buscar Bernie - Pillsworth,  eu  acho
que foi o que disseram."  "Sim,  est  chovendo  em  vrios  escritrios
ultimamente" disse o Sr. Weasley. "Voc tentou  o  Meteolojinx  Recanto?
Funcionou para o Bletchley." "Meteolojinx Recanto?" sussurrou Rony "No,
no tentei. Obrigado pa, digo, obrigado Artur." As portas do elevador se
abriram. A velha bruxa saiu e Rony sumiu de sua vista. Harry fez  meno
de segui-lo,  mas  encontrou  seu  caminho  bloqueado  assim  que  Percy
Weasley entrou no elevador, seu nariz enterrado em alguns papis que ele
estava lendo. S quando as portas fecharam foi que Percy  percebeu  quem
estava no elevador com seu pai. Ele olhou de relance, viu  Sr.  Weasley,
ficou rubro e assim que as portas  se abriram ele saiu do elevador. Pela
segunda vez, Harry tentou  sair  mas  dessa  vez  ele  viu  seu  caminho
bloqueado pelo brao do Sr. Weasley. "Um momento, Runcorn." As portas do
elevador se fecharam e eles desceram mais um andar. O Sr. Weasley disse:
"Eu ouvi que voc tem informaes sobre Dirk Cresswell." Harry  tinha  a
impresso que a raiva do Sr. Weasley no era menor por causa do encontro
com Percy. Ele decidiu que  a  sua  melhor  chance  seria  se  fazer  de
desentendido: "Como assim?" ele disse. "No finja, Runcorn." disse o Sr.
Weasley. "Voc rastreou o bruxo que fraudou a  sua  rvore  genealgica,
no  mesmo?" disse o Sr. Weasley baixinho,  medida  que    o  elevador
descia ainda mais. "E se ele sobreviver a Azkaban, voc ter que prestar
contas a ele, sem contar  a  sua  esposa,  seus  filhos,  seus  amigos."
"Arthur," interrompeu Harry "Voc sabe que voc  est  sendo  rastreado,
no sabe?" "Isso  uma ameaa,  Runcorn?"  disse  o  Sr.  Weasley  alto.
"No," disse Harry " um fato! Eles esto vigiando cada passo  seu!"  As
portas do elevador se abriram. Eles  haviam  chegado  ao  trio.  O  Sr.
Weasley olhou rapidamente para Harry e saiu  do  elevador.  Harry  ficou
ali, tremendo. Ele desejava   que  houvesse  se  transformado  em  outra
pessoa diferente de Runcorn...  As  portas  do  elevador  tilintaram  ao
fechar. Harry botou novamente a Capa  de  Invisibilidade.  Ele  tentaria
resgatar Hermione sozinho enquanto Rony estava lidando com  a  chuva  no
escritrio. Quando as portas se  abriram, ele  saiu  para  uma  passagem
iluminada por tochas  um  tanto  quanto  diferente  dos  corredores  com
carpetes nos andares acima. Assim  que  o  elevador  fechava  novamente,
Harry sentiu um calafrio ao olhar para a distante porta preta  que  dava
no Departamento de Mistrios. Ele comeou a  andar,  no  para  a  porta
preta, mas para a porta que ficava ao lado esquerdo, ele se lembrou, que
dava para uma escadaria que levava as cmaras do tribunal.  Sua mente se
encheu de possibilidades  medida que ele  descia.  Ele  ainda  possuda
alguns Decoy Detonadores, mas talvez fosse melhor simplesmente bater  na
porta do  tribunal, entrar como Runcorn e pedir por  uma  breve  palavra
com Mafalda? Claro que ele no  sabia  se  Runcorn  era  suficientemente
importante para se safar com esta,  e ainda que  desse  certo,  Hermione
no voltando poderia desencadear uma busca antes mesmo de eles escaparem
do Ministrio. Absorto em pensamentos, ele  no  notou  imediatamente  o
frio sobrenatural que se aproximava dele, como se ele estivesse descendo
para um nevoeiro. Estava se tornando  cada vez mais frio  a  cada  passo
que ele dava. Um frio que descia pela sua garganta e  se  alastrava  aos
seus pulmes. E ento ele sentiu o desespero tomando conta  de si, assim
como uma falta de esperana, se expandindo dentro dele... "Dementadores"
ele pensou. E  medida que ele chegava ao final  das  escadas  e  virava
para a direita, ele viu uma cena terrvel. A  passagem  escura  fora  do
tribunal estava lotada de figuras altas,  com capuzes negros, suas faces
completamente escondidas, sua respirao ruidosa sendo o  nico  som  do
lugar. Os sangue-ruins que haviam sido convocados para o  interrogatrio
estavam sentados tremendo em bancos duros de madeira.  A  maioria  deles
estavam escondendo suas  faces  em  suas  mos,  talvez  numa  tentativa
instintiva de se proteger  das bocas gulosas  dos  Dementadores.  Alguns
estavam  acompanhados  de  seus  familiares,  outros  estavam   sentados
sozinhos. Os dementadores estavam flutuando para cima  e para  baixo  na
frente deles, e o frio, a falta de esperana  e  o  desespero  do  lugar
tomou conta de Harry como uma maldio. "Lute contra isso",  falou  para
si mesmo, mas ele sabia que ele no poderia conjurar um Patrono  sem  se
revelar imediatamente. Ento ele se moveu o mais  silenciosamente    que
pode, e a cada passo que dava seu crebro parecia mais entorpecido,  mas
ele se forou  a  pensar  em  Hermione  e  Rony,  que  precisavam  dele.
Movendo-se atravs das figuras negras foi algo terrvel.  As  faces  sem
olhos escondidas em baixo do capuz viravam a medida que  ele  passava  e
ele teve certeza que  eles o sentiram. Sentiram,  talvez,  uma  presena
humana que ainda  possua  alguma  esperana,  alguma  resistncia...  E
ento, abruptamente no silncio congelado, uma das portas da masmorra no
corredor direito foi aberta estrondosamente e gritos ecoaram dela. "No,
no! Eu sou mestio! Eu sou mestio, eu lhe digo! Meu pai era um  bruxo,
ele era, olhe para  ele,  Arkie  Alderton,  ele    bem  conhecido  como
designer de vassouras,  olhe para ele, eu lhe digo!  Tire  suas  mos  e
mim, tire suas mos!" "Este  seu aviso final"  disse  a  voz  macia  de
Umbridge, magicamente aumentada para abafar os  gritos  desesperados  do
homem. "Se voc lutar, voc ser submetido ao  Beijo do Dementador."  Os
gritos do  homem  cessaram,  mas  soluos  secos  ecoavam  no  corredor.
"Levem-no embora." disse Umbridge. Dois dementadores apareceram na porta
do tribunal. Suas mos podres, sarnentas, agarraram os braos  do  bruxo
que pareceu desmaiar. Eles deslizaram pelo corredor  carregando-o,  e  o
rastro de escurido que eles deixaram para  trs  o  engoliu.  "Prximo:
Mary Cattermole" chamou Umbridge. Uma pequena mulher  se  levantou;  ela
estava tremendo da cabea aos ps. Seus cabelos escuros estavam alisados
e ela vestia um longo roupo. Seu rosto estava  completamente    plido.
Conforme que ela passava pelos dementadores, Harry a viu estremecer. Ele
o fez instintivamente, sem nenhum tipo de plano, pois ele odiava a viso
dela caminhado sozinha na masmorra: assim  que  a  porta  comeou  a  se
fechar, ele entrou  no tribunal atrs dela. No era a mesma sala que ele
havia estado quando foi interrogado por uso imprprio da magia. Esta era
muito menor, apesar do  teto  ser  bastante  alto,  dando  uma  sensao
claustrofbica  de  estar  preso  no  fundo  de  um  poo.  Havia   mais
dementadores ali, lanando sua aura congelada  no  lugar.  Eles  estavam
parados  como  sentinelas  sem  rosto  nos  cantos  afastados  da   alta
plataforma. Ali, atrs  da balaustrada,  estava  sentada  Umbridge,  com
Yaxley em um de  seus  lados  e  Hermione,  to  plida  quanto  a  Sra.
Cattermole, no outro. No incio da plataforma, um gato  de pelos  longos
e prateados andava para cima e para baixo, e Harry pensou que ele estava
ali para proteger a acusao do desespero que emanava dos  dementadores;
era para o acusado sentir e no os acusadores. "Sente-se" disse Umbridge
em sua voz macia como seda. A Sra. Cattermole tropeou na nica  cadeira
no meio do cho abaixo da plataforma elevada.  No  momento  que  ela  se
sentou, correntes saram dos braos da cadeira e  a prenderam.  "Voc  
Mary Elizabeth Cattermole?" perguntou Umbridge. A Sra. Cattermole acenou
afirmativamente. "Casada  com  Reginal  Cattermole  do  Departamento  de
Manuteno Mgica?" A Sra. Cattermole enrubesceu at as orelhas. "Eu no
sei onde ele est. Ele deveria me encontrar aqui!"  Umbridge  ignorou-a.
"Me de Maisie, Ellie e Alfred Cattermole?" A  Sra.  Cattermole  soluou
mais do que nunca. "Eles esto apavorados, eles pensam que talvez eu no
volte  para  casa."  "Poupe-nos"  vociferou  Yaxley  "Os  pirralhos  dos
Sangue-ruins no merecem nossa simpatia." Os soluos da Sra.  Cattermole
mascararam os passos de Harry conforme ele subia os degraus que  levavam
a plataforma elevada. O momento que ele passou no local onde  o  Patrono
em forma de gato monitorava, ele  sentiu  uma  mudana  de  temperatura.
Estava quente e confortvel ali. O Patrono, ele tinha certeza, pertencia
a Umbridge  e brilhava muito pois ela estava muito feliz ali,  com  seus
conhecimentos, usando as leis esquisitas que ela mesma havia  ajudado  a
escrever. Devagar e  com  bastante    cuidado  ele  chegou  ao  topo  da
plataforma, atrs de Umbridge, Yaxley e Hermione, sentando-se na  ltima
cadeira. Ele estava preocupado em no assustar Hermione. Ele  pensou  em
lanar o feitio Muffliato sobre Umbridge e Yaxley, mas mesmo  sussurrar
a palavra poderia deixar Hermione alarmada. E  ento  Umbridge  levantou
sua voz para  dirigir-se  a  Sra.  Cattermole  e  Harry  visualizou  sua
chance. "Estou atrs de voc" sussurrou no  ouvido  da  Hermione.  Assim
como ele imaginou, ela pulou to  violentamente  que  quase  derramou  o
frasco de tinta com o qual ela deveria estar registrando  a  entrevista,
mas ambos,  Umbridge    e  Yaxley,  estavam  to  concentrados  na  Sra.
Cattermole que isso passou despercebido. "Uma varinha foi tirada de voc
quando voc chegou ao Ministrio hoje, Sra. Cattermole." Umbridge dizia.
"Oito teros de polegadas, cerejeira, pelo de unicrnio.  Voc reconhece
essa descrio?" Sra. Cattermole afirmou, limpando  seus  olhos  em  sua
manga. "Voc poderia, por favor, nos dizer de que bruxo  ou  bruxa  voc
pegou essa varinha?" "Pegou?" soluou  a  Sra.  Cattermole.  "Eu  no  a
peguei  de  ningum.  Eu  co-comprei  quando  eu  tinha    onze    anos.
Ela...Ela...Ela me escolheu." Ela chorou mais  do  que  nunca.  Umbridge
soltou uma gargalhada que fez Harry ter  vontade  de  atac-la.  Ela  se
apoiou na barreira para observar melhor a  sua  vtima  e  algo  dourado
projetou-se tambm  no vazio: a caixa. Hermione havia notado. Ela deixou
escapar um pequeno gritinho, mas Umbridge e Yaxley,  ainda  absortos  em
sua fala, estavam surdos a todo restante. "No" disse Umbridge "No,  eu
acho que no, Sra.  Cattermole.  Varinhas  somente  escolhem  bruxos  ou
bruxas. Voc no  uma bruxa. Eu tenho as respostas ao questionrio  que
foi mandado a voc aqui. Mafalda, entregue-as a mim." Umbridge  estendeu
sua pequena mo. Ela parecia tanto com um sapo que Harry ficou  surpreso
de no ver membranas ao redor  de  seus  dedos  gorduchos.  As  mos  de
Hermione  estavam tremendo com o susto. Ela procurou  em  uma  pilha  de
documentos empilhados na cadeira ao seu lado,  finalmente  encontrado  o
pergaminho com o nome  da  Sra.  Cattermole.  "Isso...  Isso    bonito,
Dolores," ela disse, apontando para o  enfeite  no  bolso  da  blusa  de
Umbridge. "O que?" perguntou Umbridge, olhando para baixo. "Ah sim,  uma
antiga herana da famlia." ela disse, colocando a caixa no peito largo.
"O S  de Selwyn...Sou parente  dos Selwyns...De  fato,  existem  poucas
famlias puro-sangue com as quais eu no seja parente...Uma  pena."  ela
continuou em voz alta, folheando o questionrio da Sra.  Cattermole.  "O
mesmo no pode ser dito a  voc.  'Profisso  dos  pais:  verdureiros'."
Yaxley riu. Abaixo, o fofo gato prateado monitorava  para  cima  e  para
baixo e os dementadores ficavam  de  p  esperando  nos  cantos.  Foi  a
mentira de Umbridge que bombeou o sangue  para  o  crebro  de  Harry  e
obstruiu o seu senso de precauo - aquela era a  caixa  que  ela  tinha
pegado como suborno  de  uma  petio  criminosa,  que  ela  usava  para
guardar  suas  prprias  insgnias  de  puro-sangue.  Ele  levantou  sua
varinha, nem se preocupando em se esconder por de  baixo    da  Capa  de
Invisibilidade e disse: "Estupefaa!" Ouve um claro de luz vermelha.  A
testa de Umbridge bateu na extremidade da balaustrada, os papis da Sra.
Cattermole caram de seu colo para o  cho,  e  l  em  baixo    o  gato
prateado sumiu. O ar congelado  os  atingiu  como  uma  lufada.  Yaxley,
confuso, olhou ao redor para ver  a  fonte  do  problema  e  viu  a  mo
descoberta de Harry e  sua varinha apontando para ele. Ele tentou  pegar
sua prpria varinha, mas era tarde demais: "Estupefaa!" Yaxley caiu  no
cho. "Harry!" "Hermione, se voc achou que eu ia ficar sentando aqui  e
a  deixar  fingir..."  "Harry,  a  Sra.  Cattermole."  Harry  se  virou,
retirando sua Capa de Invisibilidade. L em baixo os dementadores saram
dos cantos, deslizando para a  mulher  acorrentada  na  cadeira.  Talvez
fosse  porque o Patrono havia sumido ou talvez porque eles sentiram  que
seus  chefes  no  estavam  mais  no  controle,  eles  abandonaram  suas
limitaes. A Sra. Cattermole deixou  escapar um terrvel grito de  medo
 medida que uma mo viscosa, sarnenta agarrou seu queixo e empurrou sua
cabea para trs. "EXPECTO PATRONUM!" O patrono prateado saiu  da  ponta
da varinha de Harry e se moveu  em  direo  aos  dementadores,  que  se
afastaram e sumiram na escurido novamente. A luz, mais poderosa  do que
nunca e mais quente do que a proteo do gato, preencheu toda a masmorra
enquanto o patrono dava voltas pela sala. "Pegue o Horcrux" Harry  disse
para Hermione. Ele desceu  correndo  os  degraus,  enfiando  a  Capa  de
Invisibilidade de volta em sua bolsa e aproximou-se da Sra.  Cattermole.
"Voc?" ela sussurrou. "Mas, mas Reg disse que foi voc que  mandou  meu
nome para interrogatrio!"  "Mandei  ?"  respondeu  Harry,  puxando  as
correntes que prendiam seus braos."Bem, eu mudei de idia! Diffindo!" e
nada aconteceu. "Hermione, como eu posso me  livrar  dessas  correntes?"
"Espere,  estou  tentando  algo  aqui  em  cima..."  "Hermione,  estamos
cercados por dementadores!" "Eu sei disso, Harry, mas se ela acordar e a
caixa estiver sumida...eu preciso duplic-la...Geminio! Isso...Isso deve
engan-la." Hermione desceu correndo as escadas.  "Vamos  ver...Ralaxo!"
As correntes tilintaram e soltaram-se. A Sra.  cattermole  parecia  mais
assustada do que nunca. "Eu no entendo" ela sussurrou. "Voc  ir  sair
daqui conosco," disse Harry, puxando-a para ficar de p. "V para  casa,
pegue seus filhos e fuja, fuja do pas se voc  puder!  Se  disfarcem  e
fujam.  Vocs viram como isso funciona, vocs no  tero  um  julgamento
justo por aqui!" "Harry!" disse Hermione "Como  iremos  sair  daqui  com
todos esses dementadores l fora?" "Patronos!"  disse  Harry,  apontando
sua varinha para o seu: o cervo caminhou devagar  em  direo  a  porta,
brilhando. "O mximo que pudermos conjurar! Conjure o  seu    Hermione!"
"Expec...Expecto Patronum!" disse Hermione. Nada aconteceu.  "Este    o
nico feitio em que ela j teve dificuldade" Harry falou para uma  Sra.
Cattermole apavorada. "Um pouco  triste,  realmente...vamos,  Hermione!"
"Expecto Patronum!" Uma lontra prateada saiu  da  ponta  da  varinha  de
Hermione e deslizou suavemente no ar para se juntar ao  cervo.  "Vamos,"
disse Harry, e ele guiou Hermione e a  Sra.  Cattermole  para  a  porta.
Quando os Patronos deslizaram para fora da masmorra houve gritos de medo
das pessoas que esperavam l fora. Harry olhou ao redor. Os dementadores
estavam se afastando,  indo de volta  escurido, fugindo das  criaturas
prateadas. "Foi decidido que  todos  vocs  devem  ir  para  casa  e  se
esconderem com suas famlias." Harry disse aos bruxos  nascidos  trouxas
que aguardavam, que estavam deslumbrados  pela luz que o Patrono  emitia
e ainda tentavam se cobrir. "Vo para o  exterior  se  puderem.  Somente
fiquem bem  longe  do  Ministrio.  Esta    a...  hum...  nova  posio
oficial. Agora, se vocs seguirem o Patrono,  vocs  podero  sair  pelo
trio." Eles deram um jeito de subir  os  degraus  de  pedra  sem  serem
interceptados, mas quando se aproximavam dos elevadores, Harry comeou a
ter um mau pressentimento. Se  eles aparecessem no trio  com  um  cervo
prateado e uma lontra deslizando ao seu lado,  e  mais  ou  menos  vinte
pessoas, metade sendo acusadas como sangue-ruins, ele  no  podia  parar
de pensar que eles iriam atrair ateno  desnecessria.  Ele  mal  havia
chegado a essa concluso quando o elevador tilintou em  frente  a  eles.
"Reg!" gritou a Sra. Cattermole e ela  se  jogou  nos  braos  de  Rony.
"Runcorn me deixou sair, ele atacou Umbridge e Yaxley e disse para todos
sairmos do pas. Eu acho  que devemos fazer isso Reg, eu realmente acho.
Vamos ir rpido para casa e buscar as crianas e... Por  que  voc  est
to molhado?" "gua" disse Rony, soltando-se. Harry, eles sabem  que  h
intrusos dentro  do  Ministrio,  algo  sobre  um  buraco  na  porta  do
escritrio de Umbridge. Calculo que temos  5 minutos se... O Patrono  de
Hermione sumiu com um  "pop"  assim  que  ela  se  virou  com  um  rosto
horrorizado pra Harry. "Harry,  e  se  estivermos  presos  aqui?!"  "No
estaremos se formos rpidos" disse Harry. Ele se dirigiu  ao  silencioso
grupo  atrs  dele,  que  olhava  para  ele.  "Quem    tem    varinhas?"
Aproximadamente a metade deles levantou as mos. "Ok,  todos  vocs  que
no possuem varinhas precisam ficar juntos queles que as possuem.  Bem,
precisamos ser rpidos antes que eles nos  encontrem.  Vamos!"  Eles  se
abarrotaram em dois elevadores. O Patrono de Harry ficou  de  sentinela,
as portas fecharam e os elevadores comearam  a  subir.  "Oitavo  andar"
disse a voz com uma voz fria "trio." Harry sabia que eles  estavam  com
problemas. O trio estava cheio de  pessoas  movendo-se  de  lareira  em
lareira, desaparecendo atravs delas. "Harry!" gritou  Hermione  "O  que
iremos...?" "PARE" Harry vociferou e a voz poderosa de Runcorn ecoou  no
trio. Os bruxos que fugiam  pelas  lareiras  pararam.  "Sigam-me."  ele
sussurrou para o grupo apavorado de  bruxos  nascidos  trouxas,  que  se
juntaram em um monte,  liderados  por  Rony  e  Hermione.  "O  que  est
acontecendo, Alberto?" disse o mesmo  bruxo  careca  que  havia  seguido
Harry para fora da lareira mais cedo. Ele parecia nervoso.  "Este  grupo
precisa sair antes que voc feche as sadas"  disse  Harry  com  toda  a
autoridade que ele podia reunir. O grupo de bruxos na sua frente  olhava
para eles. "Ns fomos informados para  fechar  todas  as  sadas  e  no
deixar ningum sair." "Voc est me contradizendo?" Harry  falou.  "Voc
gostaria  de  ter  sua  famlia  exterminada,  como  eu  fiz  com   Dirk
Cresswell?" "Me desculpe" soluou o bruxo careca, se afastando. "Eu  no
quis dizer nada, Alberto, mas  eu  pensei  que...  Eu  pensei  que  eles
estavam aqui para interrogatrio e..." "O sangue  deles    puro"  disse
Harry e sua voz profunda ecoou por todo o corredor. "Mais  puro  do  que
muitos de vocs. Agora vocs podem ir." ele disse aos bruxos    nascidos
trouxas, que se moveram para as lareiras e sumiram em pares.  Os  bruxos
do Ministrio se afastaram, alguns olhando confusos, outros apavorados e
receosos.  Ento: "Mary!" A Sra. Cattermole  olhou  pelo  seu  ombro.  O
verdadeiro Reg Cattermole, no mais vomitando, mas plido,  havia  sado
correndo de um elevador. "R-Reg?" Ela olhou de seu marido para Rony, que
suspirou. O bruxo careca parou, sua cabea virando de um Reg  Cattermole
para outro. "Hei, o que est acontecendo? O  que    isso?"  "Fechem  as
entradas! FECHEM!" Yaxley saiu de um outro elevador e estava correndo em
direo ao grupo ao lado das  lareiras,  pelas  quais  todos  os  bruxos
nascidos trouxas haviam fugido, com exceo  da Sra. Cattermole.  Quando
o bruxo careca levantava sua varinha, Harry levantou seu pulso enorme  e
o socou, o fazendo sair voando pelos ares. "Ele estava ajudando  eles  a
fugirem, Yaxley!" Harry berrou. Os colegas do bruxo  careca  armaram  um
tumulto, disfarando quando Rony pegou a Sra. Cattermole e a empurrou em
direo a lareira que ainda  estava  aberta  e  desapareceu.    Confuso,
Yaxley olhou de Harry para o bruxo socado,  enquanto  o  verdadeiro  Reg
Cattermole gritou: "Minha esposa! Quem era aquele com a minha esposa?  O
que est acontecendo?" Ele viu a cabea de Yaxley virar, viu  a  verdade
se imprimir no rosto dele. "Vamos!"  gritou  Harry  para  Hermione.  Ele
pegou sua mo e eles pularam juntos na lareira enquanto  a  maldio  de
Yaxley passou raspando ao lado da cabea  de  Harry.  Eles  giraram  por
alguns segundos antes de sarem para um cubculo  violeta.  Harry  saiu,
Rony estava ainda lutando com a Sra. Cattermole. "Reg, eu no  entendo!"
"Esquea, eu no sou seu marido, voc tem que ir para  casa!"  Havia  um
barulho no cubculo atrs dele.  Harry  olhou  ao  redor.  Yaxley  havia
aparecido. "VAMOS!" gritou Harry. Ele agarrou Hermione pela mo  e  Rony
pelo brao e fugiram. A escurido os engolfou, juntamente com a sensao
de serem empurrados por  mos,  mas  algo  estava  errado...  A  mo  de
Hermione parecia estar escapando da sua... Ele imaginou se  ele  estaria
sufocando. Ele no conseguia respirar ou enxergar e a nica coisa slida
no mundo era o brao de  Rony  e  os  dedos  de  Hermione,  que  estavam
escapando vagarosamente... E ento ele viu a porta de nmero 12 do Largo
Grimmauld, com a maaneta em  forma  de  serpente,  mas  antes  que  ele
pudesse agarrar, ouve um grito e uma luz violeta.  A mo de Hermione foi
arrancada da sua e tudo ficou preto novamente.

Crditos Traduo: Marks Jr. Reviso: Gabi Moraes
        

Capitulo 14 - "O Ladro"

Harry abriu seus olhos e foi ofuscado por um brilho  dourado-esverdeado.
Ele no tinha idia do que tinha acontecido,  apenas  sabia  que  estava
deitado no que pareciam  ser folhas e gravetos. Lutando para  encher  os
pulmes de ar, ele piscou e percebeu que o espalhafatoso  brilho  era  a
luz do sol entrando entre as folhas no topo das  rvores. Depois reparou
em um pequeno objeto mexendo-se perto de sua face. Ele se  apoiou  sobre
as mos e joelhos, pronto  para  enfrentar  alguma  pequena  e  perigosa
criatura, mas viu que o objeto era o p de Rony. Olhando ao redor, Harry
viu  que  ele  e  Hermione  estavam  deitados  no  cho  da    floresta,
aparentemente sozinhos.
        Por um momento, o primeiro pensamento de Harry foi de que estava
na Floresta Proibida, embora ele soubesse o quanto tolo e perigoso seria
para eles aparecerem  nos terrenos de Hogwarts, seu corao disparou  em
pensar em se esgueirar atravs das rvores  para  a  cabana  de  Hagrid.
Entretanto, nos poucos instantes que Rony levou   para  dar  um  pequeno
gemido e Harry comear a rastejar em sua direo, ele percebeu que  esta
no era a Floresta Proibida;  as  rvores  pareciam  mais  jovens,  mais
espaadas  e o terreno mais limpo. Ele encontrou Hermione ajoelhada  com
as mos na cabea de Rony. No momento  em  que  seus  olhos  encontraram
Rony, tudo fugiu da mente de Harry, ao ver o sangue que  lhe  encharcava
o lado esquerdo e seu rosto plido, branco-acizentado, em contraste  com
as folhas e a com a terra. O efeito da Poo Polissuco estava  acabando:
Rony  agora aparentava ser composto de duas  partes,  Cattermole  e  ele
prprio, seus cabelos se tornando cada vez  mais  vermelhos  enquanto  a
pouca cor que ainda existia em  seu rosto era sugada. "O  que  aconteceu
com ele?"
            " Estrunchamento" falou Hermione, seus dedos ocupados com  a
camisa de Rony,onde o sangue estava  mais  encharcado  e  escuro.  Harry
assistiu, horrorizado, enquanto ela rasgava a camisa de Rony. Ele sempre
pensou  em  Estrunchamento  como  algo  cmico,  mas  isso...  Sentiu-se
angustiado por dentro  enquanto Hermione levantava o antebrao de  Rony,
onde um grande pedao de carne faltava, como se tivesse sido cortado por
uma faca.
             " Harry, rpido, na minha  bolsa  tem  uma  pequeno  frasco
rotulado 'Essncia de Ditamo..." (planta da famlia do hortel)
        " Bolsa...Certo.."  Harry  correu  para  o  lugar  onde  Hemione
aterrissara, agarrou a pequenina bolsa,  e  enfiou  a  mo.  Objeto  por
objeto comeou a passar pela sua mo: sentiu o dorso de  couro de livros
, mangas de l de um suter, salto de sapatos...
        " Rpido!" Ele agarrou sua varinha do cho e a  apontou  para  o
fundo da bolsa.
        " Accio Ditam" Uma pequena garrafa marrom  saiu  rapidamente  da
bolsa; Harry a pegou e se apressou para junto de Hemione  e  Rony,  cujo
olhos estavam semi cerrados e s dava para ver  a parte branca por  suas
plpebras.
        " Ele est desmaiado." Disse Hermione,que estava tambm um tanto
plida; ela j no mais  se  parecia  com  Mafalda,  embora  seu  cabelo
estivesse grisalho em  alguns pontos.  "Destampe  isso  pra  mim  Harry,
minhas mos esto tremendo"
        Harry arrancou a rolha do pequeno frasco,  Hermione  a  pegou  e
despejou  trs  gotas  da  poo  sobre  a  ferida  aberta.  Uma  fumaa
esverdeada formou-se acima da  ferida e quando ela  se  dissipou,  Harry
viu que o sangramento fora estancado. A ferida agora parecia sido  feita
h vrios dias; nova pele fora formada sobre  o  que    era  uma  ferida
aberta.
        " Uau!"Disse Harry.
        " tudo que eu posso fazer no momento" disse Hermione  tremendo,
"H um encantamento que o curaria completamente,  mas  eu  no  tentaria
nesse caso. Poderia  sair errado e causaria mais danos... Ele j  perdeu
muito sangue ..."
        " Como ele se machucou? Quero dizer..." Harry balanou a cabea,
tentando  organizar  as  idias,  para  que  entender  o    que    tinha
acontecido... "Por que estamos  aqui? Eu pensei que  estvamos  voltando
para o Largo Grimmauld" Hermione respirou fundo. Parecia estar quase  em
prantos.
        "Harry, Eu no acho que poderemos voltar para l."
        "O que voc -- ?"
        "Quando ns desaparatamos, Yaxley me segurou e eu  no  pude  me
esquivar, ele era muito forte e ele ainda estava  segurando  quando  ns
chegamos no Largo Grimmauld,  e depois...Bem, eu acho que ele  deve  ter
visto a porta, e achou que nos estvamos indo parar l, ento diminuiu o
aperto e me livrei dele e os trouxe para c.
        "Mas ento, onde ele est? Segurou e... Voc no quis dizer  que
ele est no Largo Grimmald, quis? Por acaso ele pode entrar l? Os olhos
dela cintilaram cheios de lgrima ao balanar a cabea afirmativamente.
        "Harry, eu acho que ele pode, eu... eu o forcei a me soltar  com
um Feitio de Reverso, mas  eu  j  o  havia  colocado  no  feitio  de
proteo. Desde que Dumbledore  morreu, nos somos os Fiis  do  Segredo,
ento eu lhe dei o segredo, no foi?
        Harry no tinha como negar; sabia que ela estava certa. Fora  um
golpe duro, se agora Yeaxley poderia entrar na casa  no  havia  nenhuma
possibilidade deles  retornarem. No momento, ele poderia estar  trazendo
outros Comensais da Morte por aparatao. Por mais triste e opresiva que
a casa fosse, ela era o seu refgio,    ainda  mais  agora  que  Monstro
estava mais feliz e amigvel, um elfo domstico. E com  aperto  que  no
tinha nada a ver com a comida, ele imaginou Monstro preparando  a  torta
de rim que ele, Rony e Hermione nunca comeriam...

        " Harry,eu sinto muito, eu sinto realmente muito!"
        " No  seja  idiota,  no  foi  sua  culpa!  Se  qualquer  coisa
acontecer, a culpa  minha..." Harry colocou sua mo no bolso e tirou  o
olho  de  Olho  Tonto.  Hermione  se  encolheu,  parecendo  horrorizada.
"Umbriged colocou isso na porta  do  seu  escritrio,  pra  espionar  as
pessoas. Eu no pude deixar l... mas  foi  como  eles  descobriram  que
existiam invasores"" Antes que Hermione pudesse perguntar, Rony gemeu  e
abriu os olhos. Ele ainda estava cinza e sua cara brilhava de suor.
        "Como voc est? "sussurrou Hermione.
        " Pssimo" resmungou Rony, estremecendo ao sentir o machucado no
brao, "Onde estamos?"
        "Na floresta onde eles realizaram A Copa Mundial  de  Quadribol"
disse Hermione. "Eu queria  um  lugar  fechado,  mais  secreto,  e  esse
foi..." "...o primeiro lugar que voc pensou" Harry concluiu, olhando em
volta para a, aparentemente, clareira deserta onde se  encontravam.  Ele
no poderia evitar pensar  no que tinha acontecido  da  ultima  vez  que
Aparataram para o primeiro lugar que Hermione pensou - com Comensais  da
Morte encontrando-os em poucos segundos. Seria  Legilimncia?  Ser  que
Voldemort ou seus seguidores sabiam, at agora, onde Hermione  os  tinha
levado?
        "Para onde voc acha que devemos ir?" Rony perguntou a Harry,  e
ele poderia responder por um olhar que estava pensando a mesma coisa.
        "No sei."
        Rony ainda parecia plido e suado, ele no tinha tentado sentar,
e parecia muito fraco para  faz-lo.  A  perspectiva  de  remov-lo  era
assustadora.
        "Vamos ficar aqui por enquanto" disse Harry
        Parecendo aliviada, Hermione levantou em um pulo.
        "Aonde voc vai?" questionou Rony.
        "Se vamos  ficar,  deveramos  colocar  algum  encantamentos  de
proteo no lugar." ela retrucou, e levantando sua varinha ela comeou a
andar em circulo em volta  de Harry e Rony, murmurando  encantos.  Harry
viu pequenas perturbaes no ar ao  seu  redor;  era  como  se  Hermione
tivesse levantado uma bruma em torno deles.
        "Salvio         Hexia...Protego                Totalum...Repello
Mugletum...Muffliato...Voc pode retirar a barraca Harry?"
        "Barraca?"
        "Na bolsa!"
        "Na.... claro," falou Harry
        Ele no se preocupou em apalpar s cegas na bolsa dessa vez, mas
uso outro Feitio Convocatrio. A barraca emergiu como um  amontoado  de
lona, cordas e hastes.  Harry a reconheceu, particularmente por causa do
cheiro de gatos, como a mesma barraca em que eles dormiram na  noite  da
Copa Mundial de Quadribol.
        "Eu pensei que isso  pertencia  quele  Perkins  do  Ministrio?
perguntou ele, comeando a armar a tenda.
        "Aparentemente ele no a queria  de  volta,  sua  coluna  estava
muito ruim."disse Hermione, agora executando um complicado oito com  sua
varinha."ento o pai  de Rony disse que eu poderia pegar ela emprestado.
Erecto!" disse ela adicionalmente, apontando a varinha para a  bagunada
lona, que em um sutil movimento saltou  no ar  e  pousou  com  um  baque
surdo, totalmente montada, acima do solo na  frente  de  Harry,  que  j
tinha comeado a fixar os pregadores.
        "Cave Inimicum" terminou Hemione com um bonito floreio. "Bem,  
o mximo que eu posso fazer, e no mnino, devemos estar cientes que eles
esto vindo. Eu  no posso garantir que isso manter fora Vol..." 
        "No diga esse nome!"interrompeu Rony atrs dela,num tom rude
        Harry e Hemione se entreolharam.
        "Desculpe" disse  Rony,  lamentando  um  pouco  com  se  tivesse
elevado a voz para que o olhassem."mas parece  uma  ...uma  maldio  ou
algo  assim.  Por  favor  ,  no    podemos    apenas    cham-lo    por
Voc-Sabe-Quem...?
        "Dumbledore disse que o medo de um nome..."comeou Harry.
        "Caso voc no tenho reparado, Harry, chamar Voc-Sabe-Quem pelo
seu nome no fez diferena a Dumbledore no fim,"retrucou Rony  rpido  e
rispidamente"S...S  mostre a Voc -Sabe -Quem algum respeito,certo?"
        "Respeito?" repetiu Harry, mas  Hermione  lhe  lanou  um  olhar
enfurecido; aparentemente ele no poderia  discutir  com  Rony  enquanto
este estivesse em pssimas  condies.
        Harry e Hermione meio que carregaram e arrastaram  Rony  atravs
da entrada da barraca. O interior estava exatamente como Harry lembrava:
um pequeno apartamento  completo, com banheiro e  uma  pequena  cozinha.
Ele colocou de lado uma velha poltrona e  repousou  Rony  cuidadosamente
sobre a cama de baixo de um beliche. Essa curta  aventura havia  deixado
Rony mais branco ainda, e uma vez instalado no colcho, fechado os olhos
de novo, no falou por um momento.
        "Vou fazer um pouco de ch," disse Hermione sem flego,  tirando
uma chaleira e xcaras do  fundo  de  sua  bolsa  e  virando-se  para  a
cozinha.
        Harry achou a bebida quente bem-vinda como o whisky de fogo  foi
na noite em que Olho-Tonto morreu, ela pareceu queimar o ponta  de  medo
que pairava sobre  seus ombros. Aps um minuto ou dois, Rony  quebrou  o
silncio.
        "O que voc acha que aconteceu aos Cattermoles?"
        "Com sorte, eles foram embora," disse  Hermione,  segurando  sua
xcara quente para se reconfortar. "Se o Mr Cattermole tiver juizo,  ele
ter transportado Mrs  Cattermole  por  aparatao  acompanhada  e  eles
devero estar fugindo do pas com seu filhos  agora  mesmo.  Foi  o  que
Harry disse a eles para fazer."
        "Espero que eles tenham escapado," disse Rony, recostando-se  em
seus travesseiros. O ch pareceu estar lhe fazendo bem; um pouco de  sua
cor voltara.  "Eu no estou to  confiante  que  Reg  Cattermole  esteja
totalmente alerta, todo mundo estava falando comigo quando eu  era  ele.
Deus, espero que eles tenham... Se eles  acabarem em Azkaban  por  nossa
culpa..."
        Harry olhou para  Hermione  e  a  questo  que  ele  estava  pra
perguntar---se a falta da varinha de Mrs Cattermole poderia  evitar  sua
aparatao junto com seu  marido ---morreu  em  sua  garganta.  Hermione
estava observando Rony afligir-se com o destino dos Cattermoles, e havia
uma dose de ternura em sua expresso que Harry  sentiu  como  se  ele  a
tinha surpreendido no ato  de  o  beijar.  "Ento,  voc  pegou?"  Harry
perguntou pra ela, parte para lembra-la de que ele estava ali.
        "Pegou --- peguei o qu?" ela falou com um pouco de curiosidade.
        "O qu fez a gente passar por tudo aquilo? O Medalho! Onde est
o medalho?"
        "Voc o pegou? Exclamou Rony, se  levantando  um  pouco  do  seu
travesseiro.  "Ningum  me  conta  nada!  Meu  deus,  vocs  podiam  ter
mencionado isso?" "Bem, ns estvamos  correndo  por  nossas  vidas  dos
comensais da morte, no estvamos? Falou Hermione. "Aqui."
        E ela tirou o medalho o bolso de sua roupa e entregou a Rony.
        Era to grande quanto um ovo de galinha. Com um  S  ornamentado,
com vrias pequenas pedras verdes, brilhando na luz difusa  que  entrava
na barraca.
        "No tem nenhuma chance que algum  tenha  destrudo  desde  que
Monstro o pegou?" perguntou  Rony  esperanosamente.  "Eu  quero  dizer,
temos certeza que ainda   um horcrux?"
        " Eu penso que sim" falou Hermione, pegando de volta  e  olhando
mais cuidadosamente. "Teria algum  sinal  de  dano  se  foi  magicamente
destrudo."
        Ela passou a Harry que o virou em seus dedos. A  coisa  trancada
perfeitamente. Era algo fechado perfeitamente, que ainda no havia  sido
corrompido. Ele se  lembrou das laceraes no dirio, e como a pedra  no
anel ficou quebrada quando Dumbledore destruiu aquela Horcrux.
        "Eu reconheo que Kreacher est certo," falou Harry. "Ns  temos
que nos esforar para abrir o anel antes de destru-lo."
        De repente a cincia de saber o que  estava  segurando,  do  que
vivia atrs daquelas pequenas portas douradas,  atingiu  Harry  enquanto
ele falava. Mesmo depois  de todos os seus esforos para  achar  aquilo,
ele  sentiu  uma  violenta  vontade  de  afastar  o  medalho  de    si.
Controlando-se novamente ele tentou  acariciar  o  medalho    com  seus
dedos, depois tentou o feitio que Hermione usou para abrir a  porta  do
quarto de Regulus, no funcionou. Ele devolveu-o para Rony e  Herminone,
cada um deles  fez o seu melhor,  mas  obtiveram  tanto  sucesso  quanto
Harry em abri-lo.
        " Voc pode senti-lo?" Rony pergunta com uma voz nervosa ,  como
se tentasse se controlar com os punhos cerrados.
        O que voc quis dizer?"
        Rony passou a Horcrux para Harry. Depois de um segundo ou  dois,
Harry achou que entendeu o que Rony  queria  dizer.  Era  o  sangue  que
corria em suas veias que  ele sentia, ou algo pequeno dentro do talism,
como um minsculo corao de metal?
        "O que voc vai fazer com isso?" perguntou Hemione.
        "Mant-lo seguro enquanto pensamos em como destru-lo" respondeu
Harry, e , pensando  em  como  queria  fazer,  pendurou  a  corrente  no
pescoo,deixando fora de  vista, abaixo  das  vestes,  onde,  sobre  seu
peito se encontrava a algibeira que Hagrid tinha lhe dado. "Eu acho  que
ns deveramos fazer turnos para ficar de guarda l fora," ele  disse  a
Hermione, se levantando e espreguiando-se."E precisaremos pensar  sobre
a comida  tambm, e vc fique ai" quando Rony tentou se sentar  novamente
e ficou verde de dor. Com o bisbilhoscpio que  Hermione  tinha  dado  a
Harry como presente de aniversrio, ajustado cuidadosamente sobre a mesa
da barraca,os dois passaram o resto do dia    invertendo  os  papeis  de
observao . Contudo o bisbilhoscpio permaneceu  em  silncio  o  tempo
todo; talvez graas aos feitios protetores ou pelo repelente de trouxas
espalhado por Hermione em volta deles,ou por que as pessoas raramente se
aventuravam por aquele caminho, seu trecho  de  floreta  permanentemente
deserto,exceto pelos  pssaro e esquilos. A  noite  no  trouxe  nenhuma
mudana; Harry ascendeu sua varinha para trocar de lugar com Hemione  s
dez horas, e olhou para a  cena  deserta  do    lado  de  fora,  notando
morcegos sobrevoando o cu estrelado acima da clareira protegida.
        Ele sentia fome agora, e um  pouco  tonto.  Hermione  no  tinha
levado nenhum alimento na sua bolsa mgica,  porque  ela  imaginava  que
eles j teriam retornado  ao Largo Grimmauld  esta  noite,  e  eles  no
tinham imaginado nada melhor pra comer do que  cogumelos  selvagens  que
Hermione tinha colhido entre as arvores mais prximas  e cosidos em  uma
vasilha de metal. Depois de umas colheradas Rony empurrou sua poro pra
longe parecendo enjoado; Harry continuou comendo s para  no  ferir  os
sentimentos  de Hermione.

O silencio a volta havia se quebrado por barulhos que pareciam  gravetos
se partindo: Harry pensou que eles eram causados por animais e  no  por
pessoas, mesmo assim  mantinha sua varinha empunhada firmemente  em  sua
mo. Suas entranhas,  j  meio  perturbadas  por  inadequados  cogumelos
borrachudos,  latejaram  inquietamente.  Ele  pensou  que  se   sentiria
estimulado se conseguisse pegar de volta a Horcrux, mas de alguma  forma
ele no se sentiu assim: tudo o que ele  sentiu  ao  se  sentar  olhando
para a escurido l fora, a qual s era iluminada por uma pequena luz da
varinha, era preocupao sobre o que viria a seguir.  Era  como  se  ele
estivesse desejando  isso por semanas, meses, talvez at anos, mas agora
ele tinha parado abruptamente, sem rumo. Haviam outras horcruxes por a,
em algum lugar, mas ele no tinha a menor idia de  onde  elas  poderiam
estar. Na verdade ele nem sabia o que elas poderiam ser. Entretanto  ele
estava louco para descobrir  como  destruir  a  nica  que  eles  haviam
encontrado, a horcrux que jazia agora sobre a pele  nua  do  seu  peito.
Curiosamente ela no havia  adquirido calor do seu corpo, mas permanecia
como se tivesse acabado de sair de gua  gelada.  De  tempos  em  tempos
Harry pensava, ou talvez imaginava, que ele podia   sentir  uma  pequena
batida irregular de corao junto de seus  prprios  batimentos.  Sentiu
sua  testa  queimar  quando  se  sentou  no  escuro,  tentou   resistir,
esquecer-se  deles, contudo vieram de  qualquer  maneira.  Nenhum  deles
poder viver, enquanto o outro sobreviver. Rony e Hermione  que  estavam
cochichando atrs dele na tenda,  poderiam  abandonar  a  empreitada  se
quisessem: Mas ele no poderia.  E  parecia  para  Harry,  enquanto  ele
estava sentado l tentando dominar seu prprio medo e exausto,   que  a
Horcruxe contra seu peito estava estava marcando o tempo que  ele  tinha
... Idia estpida, ele falou consigo mesmo, no pense isso...
        Sua cicatriz comeou a arder novamente. Ele estava com medo  que
ele estivesse fazendo isso acontecer para ele ter esses  pensamentos,  e
com isso controlar  sua mente. Pensou no pobre Monstro, que  os  esperou
em casa e ao invs foi recebeu Yaxley. Ficaria o  elfo  em  silencio  ou
contaria ao Comensal da Morte tudo o que  sabia? Harry queria  acreditar
que Monstro havia mudado com ele no ms  passado,  que  ele  fosse  leal
agora, mas quem sabe o que  acontecer?  E  se  os  Comensais  da  Morte
torturassem o elfo? As imagens do duende sendo torturado vieram   mente
de Harry e este tentou afasta-las porque no havia nada que ele  pudesse
fazer por Monstro.  Ele e Hermione tambm j se  tinha  decidido  a  no
tentar cham-lo.; e se algum  do  ministrio  viesse  junto?  Eles  no
podiam contar que aparatao de elfos eram livres   do  mesmo  fato  que
levou Yaxley ao lago Grimmauld , onde  ele  se  agarrara  s  mangas  de
Hermione. A cicatriz de Harry estava queimando  agora,  ele  pensou  que
havia tanto  que eles no sabiam...
        A cicatriz  de  Harry  estava  queimando.  Ele  pensou  que  sua
cicatriz agora estava ardendo muito mais  freqentemente.  Havia  tantas
coisas que eles no sabiam.  Lupin estava certo sobre mgicas  que  eles
jamais tinham visto ou imaginado. Porque Dumbledore no tinha  explicado
mais? Tinha ele pensado que haveria muito tempo;  que ele ainda  viveria
por anos, por sculos quem sabe, como  seu  amigo  Nicholau  Flamel?  Se
assim, ele estava errado...Snape, a cobra  adormecida,  quem  atacou  no
topo  da torre...
        E Dumbledore cara...cara...
        "Entregue a mim Gregorovitch."
        A voz de Harry estava alta, limpa, e fria, sua varinha  segurada
na sua frente por uma mo branca de longos dedos. O homem que ele estava
apontando estava  suspenso de ponta cabea no meio do ar, no entanto no
havia nada segurando ele; balanando, invisvel, seus membros envolvidos
sobre ele, sua face estarrecida,   na  mesma  altura  que  a  de  Harry,
vermelho devido ao sangue que se tinha ido a sua cabea. Tinha o  cabelo
puro-branco e  uma  barba  grossa  e  comprida;  parecia  um  verdadeiro
Papai-Noel de cabea para baixo.
        "Eu no tenho isso, eu no tenho mais, foi  roubado  de  mim  h
muitos anos."
        "No  minta  para  o  Lorde   Voldemort,    Gregorovitch.    Ele
sabe...sempre sabe."
        As pupilas do homem  pendurado  estavam  grandes,  dilatadas  de
medo, e elas pareciam inchar, mais e mais, at que  a  escurido  cobriu
Harry por inteiro. ---
        E como Harry corria ao longo de um corredor escuro, o pequeno  e
robusto Gregorovitch acordou enquanto ele segurava uma lanterna no alto:
Com um estouro a  lanterna iluminou a extremidade da  passagem,  e  algo
que pareceu uma oficina: aparadores de madeira, forjadores  de  ouro,  e
uma piscina brilhante, e l,  na  borda  da    janela,  como  um  grande
pssaro, um jovem homem com cabelo dourado. No segundo que a lanterna  o
iluminou , Harry viu o prazer na sua bela face, ento  o  intruso  jogou
um feitio estuporante de sua varinha e pulou pela janela gargalhando.
        E Harry voltou daquela abertura semelhante a um tnel saindo das
pupilas Gregorovitch e viu seu rosto aterrorizado.
        "Quem era o ladro, Gregorovitch?" disse a voz alta e fria.
        " Eu no sei, eu nunca soube, um jovem - no- por  favor  -  POR
FAVOR"
        Um grito q continuou e continuou e ento um raio de  luz  verde.
---
        "Harry"
        Ele abriu os olhos, doloridos, sua testa latejando. Ele desmaiou
e caiu no lado da tenda, escorregou pela lona e  estava  esparramado  no
cho. Ele olhou para    Hermione,  cujo  cabelo  volumoso  obscureceu  o
pequeno pedao de cu visvel atravs das frestas escuras acima deles.
        "Sonho,"Ele  falou,  sentando  rapidamente   tentando    encarar
Hermione com um olhar inocente, "devo ter cado no sono, desculpa."
        "Eu sei que foi a sua cicatriz!Eu posso falar pelo jeito que sua
cara est! Voc estava dentro da mente de Vol---"
        " No fale seu nome!" veio a voz brava  de  Rony  de  dentro  da
barraca.
        " timo, " retrucou Hermione.  "  Na  mente  de  Voc-Sabe-Quem,
ento."
        "Eu no queria que  isso  acontecesse!"  falou  Harry,  "foi  um
sonho!Voc pode controlar o que voc sonha, Hermione?"
        " Se voc tivesse aprendido Oclumncia-"
        Mas Harry no estava interessado em se repreendido;  ele  queria
discutir o que tinha acabado de ver.
        "Ele encontrou Gregorovitch, Hermione,  e  eu  acho  que  ele  o
matou, mas antes de o matar, ele leu sua mente e eu vi ---" "Eu acho que
 melhor eu assumir a guarda se voc est to cansado e caindo de sono,"
disse Hermione friamente.
        "Eu posso terminar a guarda!"
        "No, voc est obviamente exausto. v e descanse."
        Ela se abaixou na porta da barraca, parecendo obstinada. Bravo ,
mas querendo evitar problemas, Harry entrou pra dentro.
        Rony, ainda com a o rosto plido estava  no  beliche  de  baixo.
Harry pulou para o de cima, se deitou,  e  ficou  olhando  para  o  teto
escuro da tenda. Depois de  uns momentos, Rony falou  com  uma  voz  to
baixa que no chegaria aos ouvidos de Hermione, parada na entrada.
        "O que "Voc-sabe-quem" est fazendo?"  Harry  fechou  os  olhos
fazendo um esforo para lembrar de todos os detalhes, ento sussurrou no
escuro.
        "Ele  encontrou  Gregorovitch.  Ele  o  tinha  amarrado,  estava
torturando-o."
        "Como Gregorovitch vai fazer uma nova varinha para ele  se  est
imobilizado?
        "Eu no sei...,  estranho..."
        Harry fechou seus olhos, pensando em tudo que ele tinha visto  e
ouvido. Quanto mais ele repensava, menos sentido fazia... Voldemort  no
tinha dito nada sobre  a varinha de  Harry,  nada  sobre  suas  varinhas
irms, nada sobre Gregorovitch fazer uma nova e  mais  poderosa  varinha
para vencer a de Harry... ...
        "Ele queria algo de Gregorovitch." Harry  falou,  com  os  olhos
ainda fechados. "Ele pediu que entregasse, mas  Gregorovitch  disse  que
tinha sido roubado dele...e  ento..."
        Ele se lembrou como ele, sendo Voldemort, viu atravs dos  olhos
de Gregorovitch, suas memrias...
        "Ele leu a mente de Gregorovitch, e eu  vi  um  jovem  homem  no
parapeito da janela, e ele jogou uma maldio em Gregorovitch e fugiu do
lugar. Ele roubou ,  roubou seja l o que for que Voc-Sabe-Quem quer. E
eu... Acho que o vi em algum lugar..."
        Harry desejava poder ver outro relampejo da cara  do  menino.  O
roubo aconteceu muitos anos antes de acordo com Gregorovitch.  Porque  o
jovem ladro parecia  to familiar?
        Os barulhos de madeira em volta eram inaudveis dentro da tenda;
tudo que Harry podia ouvir era a respirao de Rony. Depois de um tempo,
Rony murmurou,  "Voc no pode ver o que o ladro segurava?"
        "No...Devia ser algo bem pequeno."
        " Harry?"
        As vigas de Madeira da cama  de  Rony  rangeram  quando  ele  se
reposicionou na cama.
        " Harry, voc no acha que Voc-sabe-quem  est  atrs  de  algo
para transformar em Horcrux?"
        " Eu no sei," Falou Harry vagarosamente. "Talvez, mas no seria
perigoso para ele fazer mais uma?  A  Hermione  no  falou  que  ele  j
estendeu sua alma ao limite?"
        "Sim, mas talvez ele no saiba disso."
        " Sim...talvez," falou Harry.Ele tinha certeza  que  Voldemort
tinha procurado uma maneira  de  resolver  o  problema  da  ligao  das
varinhas irms, tinha certeza  que  Voldemort  buscava  uma  soluo  do
antigo produtor de varinhas... e ento ele o  matou,  aparentemente  sem
perguntar sobre isso.Ento o que Voldemort estava tentando  encontrar?
Porque, com o ministrio de Magia e o mundo mgico  aos  seus  ps,  ele
tinha ido to longe, com a inteno de obter  uma  objeto  que  uma  dia
tinha pertencido  a Gregorovicth,  e  que  foi  roubado  por  um  ladro
desconhecido?Harry ainda podia ver o  jovem  de  cabelos  loiros,  foi
prazeroso, ele era alegre, rebelde, tinha um  ar triunfante  de  trapaa
nele, como 'Fred e Jorge'. Ele tinha voado do parapeito da  janela  como
um pssaro e Harry o  tinha  visto  antes,  mas  no  conseguia  lembrar
aonde...Com a morte de Gregorovitch, era o ladro de rosto alegre  que
estava em perigo agora, e era nele que os pensamentos de Harry  recaiam,
assim que os roncos  de Rony comearam a ressoar na cama de baixo e  ele
prprio comeou lentamente a cair no sono mais uma vez.

Creditos: Paulinho12390

Reviso: Nancy


Captulo 15 - A vingana dos Duendes

    Cedo na manha seguinte, antes que os outros dois  acordassem,  Harry
deixou a tenda para  procurar  no  bosque  em  volta  pela  mais  velha,
enrugada e resistente arvore  que pde achar. Ali nas suas  sombras  ele
enterrou o olho de Moody e marcou o lugar incrustando uma  pequena  cruz
na casca da arvore com sua varinha. No era muito,  mas Harry sentia que
Olho-Tonto teria preferido muito mais isso  a  ser  preso  na  porta  de
Dolores  Umbridge.  Ento  retornou    tenda  para  esperar  os  outros
acordarem,  e discutir iriam fazer em seguida.
       
        Harry e Hermione acharam que era melhor no ficar  em  um  lugar
por muito tempo, e Ron concordou, com a nica condio de que o  prximo
movimento os levasse  para perto de  um  sanduche  de  bacon.  Hermione
ento removeu os encantamentos que havia colocado ao redor da  clareira,
enquanto Harry e Ron apagavam todas as marcas  e impresses no solo  que
poderiam dizer que eles  acamparam  ali.  Ento  Desaparataram  para  os
arredores de um mercadinho de uma pequena cidade.

        Assim que armaram a tenda protegida por uma pequeno arbusto e  a
cercaram com feitios defensivos recm lanados, Harry saiu com  a  Capa
de Invisibilidade   para  achar  mantimentos.  Contudo,  no  saiu  como
planejado. Ele mal entrou na cidade quando  um  frio  inesperado,  nvoa
descendo e um sbito escurecimento do cu o fez  paralisar onde estava.

       "Mas voc consegue criar um brilhante  Patrono!"  protestou  Ron,
quando Harry chegou de volta  tenda de mos vazias, sem ar,  e  com  s
uma palavra nos lbios,  dementadores.
       
        "Eu no consegui...  fazer  nenhum."  ele  ofegou,  segurando  a
pontada no lado do corpo. "No... veio."

       As expresses de  consternao  e  desapontamento  deles  fizeram
Harry se sentir envergonhado. Foi uma experincia  assustadora,  ver  os
dementadores sarem deslizando  da nevoa a distancia e perceber,  quando
o frio paralisante entupiu seus pulmes e um grito distante encheu  seus
ouvidos, que ele no seria capaz de se proteger.  Harry usou de toda sua
fora de vontade para sair  do  estupor  e  correr,  deixando  os  cegos
dementadores deslizando por entre os trouxas que  poderiam  no  ve-los,
mas  com certeza sentiriam o desespero que eles causam por onde passam.
       
        "Ento ainda no temos nenhuma comida."

        "Calado,  Ron,"  disse  Hermione  rispidamente.  "Harry,  o  que
aconteceu? Por que voc acha que no conseguiria conjurar  seu  Patrono?
Voc fez isso perfeitamente  ontem!"

        "Eu no sei."
        Ele se sentou  em  uma  das  velhas  poltronas  de  Perkins,  se
sentindo mais humilhado ainda.  Ele  tinha  medo  de  que  alguma  coisa
estivesse errada com ele. 

       Ontem parecia muito tempo atrs: hoje ele  poderia  ter  13  anos
novamente, o nico que desmaiou no Expresso de Hogwarts.
       
        Ron chutou o p de uma cadeira.

        "O que?" ele rosnou para Hermione. "Eu t morrendo de fome! Tudo
que eu comi desde que  eu  sangrei  quase  at  morrer  foi  um  par  de
cogumelos!"

        "Vai voc e abre caminho  por  entre  os  dementadores,  ento."
disse Harry, sentido.

        "Eu iria, mas meu brao ta enfaixado, caso no tenha notado!"

        "Que conveniente."

        "E o que isso quer -?"

        "Mas  claro!" gritou Hermione, dando uma tapa na prpria  testa
e assustando os dois, que ficaram quietos. "Harry,  me  d  o  medalho!
Anda," ela disse impaciente,  cutucando ele, que no reagia, "o Horcrux,
Harry, voc ainda esta usando!".

        Ela esticou as mos, e Harry levantou  a  corrente  dourada  por
cima de sua cabea. No momento que acabou o contato com a pele de  Harry
ele se sentiu livre  e estranhamente leve. Ele nem tinha  percebido  que
estava apreensivo ou que havia um peso muito grande no estomago ate  que
ambas as sensaes se foram.

        "Melhor?" perguntou Hermione.

        "Sim, muito melhor!"

        "Harry," ela disse, agachando na frente  dele  e  usando  a  voz
gentil que era associada a visitas a pessoas muito  doentes.  "Voc  no
acha que voc foi possudo,  acha?"

        "Que? No!"  ele  disse  defensivamente,  "eu  lembro  tudo  que
fizemos enquanto eu estava usando isto. Eu no saberia o que eu  fiz  se
estivesse possudo, no  ? Gina me disse que havia momentos que ela no
lembrava de nada.".

       "Hmm," disse Hermione, olhando  para  o  pesado  medalho.  "Bem,
talvez ns no devssemos usar isto. Ns podemos guard-lo na barraca."
       
       "Ns no vamos deixar esse Horcrux largado em algum lugar," Harry
disse com firmeza. "Se ns o perdermos, se for roubado -".
       "Tudo bem, tudo bem," disse Hermione, e ela o colocou no  prprio
pescoo e escondeu dentro de sua blusa. "Mas ns iremos nos revezar para
us-lo, assim ningum  fica com ele por muito tempo."
       
       "timo," disse Ron irritado, "e agora que  ns  descobrimos  isso
tudo, podemos, por favor, arrumar alguma comida?"
       
       "Certo, mas vamos a outro lugar  para  conseguir  comida,"  disse
Hermione com uma olhadela a Harry. "No faz sentido ficar  onde  sabemos
que h dementadores voando  por ai."
       
       Por fim, eles acabaram por passar a noite em  um  distante  campo
aberto, pertencente a uma fazenda solitria, de  onde  eles  conseguiram
pegar ovos e po.
       
       "Isso no  roubo, ?" perguntou Hermione com uma voz preocupada,
enquanto devoravam ovos mexidos com torrada. "No se eu deixei  dinheiro
embaixo do galinheiro?"
       
       Ron rolou os olhos e disse, com a boca cheia,  "Er-mi-on,  ce  se
pr-cupa d-mas. 'laxa!"
       
       E,  realmente,  era  muito  mais  fcil  relaxar  quando  estavam
confortavelmente bem alimentados. A discusso sobre os dementadores  foi
esquecida no meio das risadas  naquela noite, e Harry se  sentiu  feliz,
at esperanoso, quando pegou a primeira das trs rondas.
       
       Essa era a primeira vez que eles percebiam que uma barriga  cheia
significava felicidade, e uma vazia, brigas e tristeza. Harry no estava
to surpreso por  isso, porque j tinha  passado  por  momentos  em  que
quase morreu de fome nos Dursleys. Hermione suportou  razoavelmente  bem
nas noites em que eles no conseguiam encontrar  nada alem de  frutinhas
ou biscoitos velhos, seu temperamento talvez um pouco mais  instvel  do
que o normal e seu silencio um pouco spero. Com Ron, entretanto, sempre
acostumado com trs deliciosas refeies por dia, cortesia de sua me ou
dos elfos de Hogwarts, ficar com fome o fazia irracional  ou  irascvel.
Quando a falta de  comida coincidia com a vez de Ron  usar  o  medalho,
ele se tornava extremamente desagradvel.
       
       "Ento, pra onde depois?" era o seu constante refro. Parecia que
ele no tinha idias, mas esperava que Harry e Hermione aparecessem  com
planos enquanto  ficava sentado reclamando da  pouca  comida.  Da  mesma
forma que Harry e Hermione gastavam horas infrutferas tentando  decidir
onde eles poderiam encontrar as outras  Horcruxes, e como destruir a que
j possuam, suas conversas se tornavam  cada  vez  mais  repetitivas  a
medida que no descobriam nenhuma nova informao.
       
       Como Dumbledore tinha dito a Harry que acreditava  que  Voldemort
tinha escondido  as  Horcruxes  em  lugares  importantes  pra  si,  eles
continuavam recitando, num  tipo de litania mortal, aqueles  locais  que
sabia que Voldemort tinha vivido ou visitado: o orfanato, onde Voldemort
nasceu e cresceu; Hogwarts, onde foi educado;  Borgins  &  Burkes,  onde
trabalhou depois de completar o colgio; Albnia, onde  esteve  em  seus
anos de exlio. Esses formavam a base de suas especulaes.
       
       "Isso, vamos para Albnia. No levaria mais  de  uma  tarde  para
procurar pelo pas inteiro." disse Ron sarcstico.
       
       "No pode ter  nada  l,  Ele  j  tinha  feito  cinco  das  suas
Horcruxes antes de ir para o exlio, e Dumbledore estava certo de que  a
cobra  a sexta," disse Hermione.  "Ns sabemos que a cobra no est  na
Albnia, normalmente fica com Vol -".
       
       "Eu no pedi para voc parar de falar isso?"
       
       "timo! A cobra normalmente fica com Voc-Sabe-Quem - feliz?"
       
       "Particularmente, no."
       
       "Eu no consigo imagin-lo escondendo algo na Borgins &  Burkes."
disse Harry, que tinha feito essa observao  muitas  vezes  antes,  mas
disse novamente s para  quebrar  o  silncio  desagradvel.  "Borgin  e
Burke eram experts em objetos das Trevas, eles  teriam  reconhecido  uma
Horcrux na hora."
       
       Ron bocejou descaradamente. Suprimindo uma forte vontade de jogar
alguma coisa nele, Harry passou por cima e continuou, "Eu ainda acho que
ele pode ter escondido  alguma coisa em Hogwarts".
       
       Hermione suspirou.
       
       "Mas Dumbledore teria achado Harry!"
       
       Harry repetiu o argumento que continuava usando a  favor  da  sua
teoria.
       
       "Dumbledore disse na  minha  frente  que  ele  nunca  pensou  que
conhecesse todos os segredos de Hogwarts. Eu estou dizendo, se tem algum
lugar que Vol -"
       
       "Oi!"
       
       "VOC-SABE-QUEM, ento!" Harry gritou seu limite j esgotado. "Se
tem um  lugar  que  foi  realmente  importante  para  Voc-Sabe-Quem,  
Hogwarts!"
       
       "Ah, fala serio," zombou Ron. "A escola dele?"
       
       ", a escola dele! Foi seu primeiro lar de verdade, o  lugar  que
dizia que ele era especial: significava tudo para ele, e mesmo depois de
ter sado -".
       
       " de Voc-Sabe-Quem que estamos falando, certo?  No  de  voc?"
inquiriu Ron. Ele estava segurando a corrente da Horcrux no seu pescoo;
Harry foi invadido  por uma vontade de agarrar a corrente e enforc-lo.
       "Voc nos disse que Voc-Sabe-Quem pediu um emprego a  Dumbledore
depois que ele saiu," disse Hermione.
       
       "Certo," disse Harry.
       
       "E Dumbledore achou que ele s queria voltar  para  tentar  achar
alguma coisa, provavelmente outro objeto dos fundadores, para fazer  uma
nova Horcrux?"
       
       "" falou Harry.
       
       "Mas ele no conseguiu o emprego, certo?" disse Hermione. "Ento,
ele nunca teve a chance de encontrar um  objeto  de  um  fundador  l  e
esconde-lo na escola!"
       
       "OK, ento," disse Harry, derrotado. "Esquece Hogwarts."
       
       Sem nenhuma outra pista, eles viajaram at Londres e,  escondidos
pela Capa da Invisibilidade, procuraram pelo orfanato no qual  Voldemort
cresceu. 
       
       Hermione invadiu uma biblioteca e descobriu nos  arquivos  que  o
lugar  foi  demolido  muitos  anos  atrs.  Eles  visitaram  o  local  e
encontraram um edifcio.
       
       "Poderamos tentar cavar nas  fundaes?"  Hermione  sugeriu  sem
muita vontade.
       
       "Ele no teria escondido uma  Horcrux  aqui,"  Harry  disse.  Ele
soube disso o tempo todo. O orfanato  era  o  lugar  de  onde  Voldemort
estava determinado a escapar;  ele nunca teria escondido  uma  parte  de
sua alma ali. Dumbledore tinha mostrado a Harry que  Voldemort  desejava
grandeza ou misticismo em seus esconderijos; essa  deprimente    esquina
cinzenta de Londres  era  to  remota  quanto  poderia  se  imaginar  de
Hogwarts ou o Ministrio ou um edifcio  como  Gringotes,  o  banco  dos
bruxos, com suas portas  douradas e pisos de mrmore.
       
       Mesmo sem nenhuma idia nova, eles continuaram  se  movendo  pelo
campo, armando a tenda em um lugar diferente a cada noite por questo de
segurana. Todas as  manhs eles se asseguravam de que  tinham  removido
todas as pistas de sua presena, ento saiam para encontrar outro  lugar
remoto e solitrio,  viajando  por  Aparatao    para  mais  florestas,
fissuras sombrias em montanhas, charnecas roxas, encostas  de  montanhas
cobertas de tojo, e uma vez para uma escondida baia cheia de pedras.   A
cada doze horas mais ou menos eles trocavam a Horcrux entre si  como  se
estivessem jogando algum tipo perverso e lento de 'passa o embrulho', no
qual morriam de  medo da musica parar porque o prmio eram doze horas de
medo e ansiedade exagerados.
       
       A cicatriz de Harry continuava dando  pontadas.  Acontecia  quase
sempre, ele percebeu, quando ele estava usando a Horcrux. Algumas  vezes
ele no conseguia deixar  de reagir  dor.
       
       "O que? O que  voc  viu?"  exigia  Ron,  sempre  que  via  Harry
estremecer.
       
       "Um rosto," murmurava Harry, sempre. "O mesmo rosto. O ladro que
roubou Gregorovitch." 
       
       E Ron  saia  de  perto,  no  fazendo  esforo  para  esconder  o
desapontamento. 
       
       Harry sabia que Ron estava esperando  ouvir  noticias  sobre  sua
famlia ou sobre o resto da Ordem da Fnix, mas mesmo assim, ele, Harry,
no era uma antena  de televiso; ele  s  podia  ver  o  que  Voldemort
estava  pensando  no  momento,  no  sintonizar   no    que    quisesse.
Aparentemente  Voldemort  estava  sempre  remoendo  sobre  o       jovem
desconhecido com o rosto satisfeito,  cujo  nome  e  localizao,  Harry
tinha certeza, Voldemort sabia no mais do que ele mesmo. 
       
       Como a cicatriz de Harry continuava a queimar e  o  alegre  rapaz
loiro a passar debochadamente por sua mente,  ele  aprendeu  a  suprimir
qualquer sinal de dor   ou  desconforto,  j  que  os  outros  dois  no
demonstravam nada alem de impacincia  meno do ladro. Ele no  podia
culp-los inteiramente, quando estavam to desesperados   por  um  apoio
sobre as Horcruxes.
       
       Enquanto os  dias  se  esticavam  em  semanas,  Harry  comeou  a
suspeitar que Ron e Hermione estivessem tendo conversas  sem,  e  sobre,
ele. Muitas vezes pararam  de falar abruptamente quando Harry entrava na
barraca, e duas vezes ele os descobriu por acidente,  encolhidos  a  uma
pequena distancia, cabeas prximas e falando  rpido;  ambas  s  vezes
eles se calaram quando perceberam que Harry estava se aproximando  e  se
apressaram em parecer que estavam pegando madeira ou gua.
       
       Harry no pde deixar de imaginar se eles  tinham  concordado  em
vir no que agora parecia uma viagem vaga e sem  sentido  somente  porque
acharam que ele tinha  algum plano secreto que eles saberiam  no  devido
tempo. Ron no estava fazendo nenhum esforo em esconder seu mau  humor,
e Harry comeava a temer que Hermione tambm  estivesse desapontada  com
sua fraca liderana. Em desespero ele tentou pensar em mais locais  para
Horcruxes, mas o nico que continuava a lhe ocorrer  era  Hogwarts,    e
como nenhum dos outros dois  sequer  consideravam  isso,  ele  parou  de
sugerir.
       
       Outono passava pelo campo enquanto eles se moviam. Estavam  agora
armando a tenda sobre  montes  de  folhas  cadas.  Nevoas  naturais  se
juntavam s causadas por  dementadores; vento e  chuva  se  somavam  aos
seus problemas. O fato  de  Hermione  estar  melhorando  em  identificar
fungos comestveis no compensava completamente o continuo   isolamento,
a falta da companhia de outras pessoas,  ou  a  total  ignorncia  deles
sobre o que estava acontecendo na guerra contra Voldemort.
       
       "Minha me," disse Ron uma noite, quando estava sentado  a  beira
de um rio em Wales, "pode fazer comida aparecer do nada."
       
       Ele espetava tristemente os pedaos cinza de  peixe  queimado  em
seu prato. 
       Harry olhou automaticamente para o pescoo  de  Ron  e  viu  como
esperava a corrente dourada  da  Horcrux  faiscando  l.  Ele  conseguiu
segurar o impulso de xingar  Ron, cujo  comportamento  iria,  ele  sabia
melhorar levemente quando chegasse a hora de tirar o medalho.
       
       "Sua me no pode criar comida do nada," disse Hermione. "Ningum
pode. Comida  a primeira das cinco Principais Excees da Lei  de  Gamp
sobre Transfigurao  Elemental".
       
       "Ah, fale em ingls, se importa?" Ron disse, tirando um pedao de
peixe dos dentes.
       
       " impossvel fazer boa comida do nada!  Voc  pode  convocar  se
voc souber onde tem,  voc  pode  transformar,  voc  pode  aumentar  a
quantidade se j tiver alguma  -".
       
       "Bem, no se preocupe em aumentar a quantidade disto,  nojento,"
disse Ron.
       
       "Harry pegou o peixe e eu fiz o mximo  que  pude  com  isso!  Eu
percebi que sou sempre eu quem acaba tomando conta da comida, porque sou
garota, eu suponho!"
       
       "No,  porque se espera que  voc  seja  a  melhor  com  magia!"
respondeu Ron.
       
       Hermione se levantou e pedaos de peixe  assado  escorregaram  do
seu prato para o cho.
       
       "Voc pode cozinhar amanha Ron, voc pode achar os ingredientes e
tentar enfeiti-los para virar alguma coisa comestvel, e eu vou  ficar
sentada aqui fazendo  caretas e gemendo e voc vai ver -".
       
       "Silencio!", disse Harry, se  levantando  e  segurando  as  mos.
"Cala a boca agora!"
       
       Hermione parecia indignada.
       
       "Como voc pode ficar do lado dele, ele raramente  faz  a  comida
-".
       
       "Hermione fica quieta, eu posso ouvir algum!"
       
       Ele mal estava ouvindo, suas mos ainda levantadas,  os  avisando
para no falar. Ento, alem dos rudos do rio escuro ao lado, ele  ouviu
vozes outra vez. Ele  olhou para o Bisbilhoscpio,  que  no  estava  se
mexendo. 
       
       "Voc lanou Muffliato sobre  ns,  certo?"  ele  sussurrou  para
Hermione.
       "Eu  lancei  todos,"  ela  sussurrou  de    volta,    "Muffliato,
Anti-Trouxas e Desilusionamento, todos  esses.  Eles  no  deveriam  nos
ouvir ou ver, quem quer que sejam."
       
       Altos barulhos farfalhantes, mais o  som  de  pedras  e  gravetos
soltos, os disseram que  algumas  pessoas  estavam  descendo  a  ladeira
ngreme e cheia de arvores  que levava a  estreita  margem  onde  tinham
acampado. Eles sacaram suas varinhas, esperando. Os feitios lanados ao
redor deles deveriam ser suficientes, na quase   total  escurido,  para
escond-los de Trouxas e  bruxos  e  bruxas  normais.  Se  esses  fossem
Comensais da Morte, ento talvez suas  defesas  estivessem  a  ponto  de
serem  testadas por magia das Trevas pela primeira vez.
       
       As vozes se ficaram mais altas, mas no mais entendveis quando o
grupo de homens chegou  margem. Harry estimou que seus donos estivessem
um pouco mais de  6 metros de distancia,  mas  o  rio  serpenteante  no
permitia ter certeza. Hermione pegou a bolsa e comeou  a  procurar;  um
momento depois ela tirou de l trs Orelhas   Extensveis  e  jogou  uma
para Harry e uma para Ron, que imediatamente inseriram a ponta da  corda
cor de carne no ouvido e colocaram a outra ponta para fora da barraca.
       
       Em segundos Harry ouviu uma voz masculina cansada.
       
       "Deve ter alguns salmes aqui, ou voc acha que ainda no comeou
a temporada? Accio salmo!"
       
       Houve alguns barulhos  na  gua  e  ento  o  som  de  peixes  se
debatendo. 
       
       Algum grunhiu alegremente. Harry pressionou a Orelha  Extensvel
mais fundo no seu ouvido: sobre o barulho do  rio  ele  conseguiu  ouvir
mais vozes, mas elas  no estavam falando ingls  ou  nenhuma  linguagem
humana que ele j  tivesse  ouvido.  Era  uma  linguagem  spera  e  sem
melodia, uma srie de sons quebrados, guturais,  e  parecia  haver  dois
deles falando, um com a voz um pouco mais baixa e devagar que o outro.
       
         Um fogo ganhou vida no outro lado da tela da  barraca,  sombras
grandes passavam entre a barraca e o fogo. O delicioso cheiro de  salmo
cozinhando foi levado  tentadoramente na direo deles. Ento veio o som
de talheres batendo nos pratos, e o primeiro homem falou de novo.
       
       "Aqui, Griphook, Gornuk,"
       
       Duendes, Hermione disse sem som para Harry, que concordou.
       
       "Obrigado," disseram os Duendes juntos, em ingls.
       
       "Ento, h quanto tempo vocs esto fugindo?" perguntou uma nova,
suave e agradvel voz; era vagamente familiar para Harry,  que  imaginou
um homem barrigudo  e de rosto alegre.
       "Seis semanas... Sete... eu  esqueci,"  disse  o  homem  cansado.
"Encontrei com Griphook nos primeiros dias e nos juntamos a  Gornuk  no
muito tempo depois.   bom ter um pouco de companhia." Houve uma  pausa,
enquanto facas arranhavam pratos e canecas de metal eram recolocadas  no
cho. "O que o fez fugir, Ted?" continuou  o homem.
       
       "Eu sabia que viriam me pegar," respondeu Ted com a voz suave,  e
Harry de repente soube quem era: o pai de Tonks. "Ouvi que os  Comensais
estavam na rea semana  passada e decidi sair logo. Recusei-me a fazer o
registro como nascido trouxa no comeo, entende, ento sabia que era uma
questo de tempo, teria que fugir no fim.  Minha esposa deve  estar  OK,
ela  puro-sangue. Ento encontrei  Dino,  o  que,  alguns  dias  atrs,
filho?"
       
       "" disse outra  voz,  e  Harry,  Ron  e  Hermione  se  encararam
calados, mas fora de si de excitao, certamente reconheceram a  voz  de
Dino Thomas, um amigo Grifinrio.
       
       "Nascido-trouxa, ?" perguntou o primeiro homem.
       
       "No tenho certeza," disse Dino. "Meu pai deixou minha me quando
eu era criana. Entretanto no  tenho  nenhuma  prova  que  ele  era  um
bruxo."
       
       Houve  silencio  durante  um  tempo,  exceto  pelos  barulhos  de
mastigao; ento Ted falou novamente.
       
       "Eu tenho que dizer, Dirk, eu estou  surpreso  de  te  encontrar.
Feliz, mas surpreso. Diziam que voc tinha sido pego."
       
       "Eu fui," disse Dirk. "Eu estava a caminho de  Azkaban  quando  e
consegui escapar. Estuporei Dawlish, e roubei  sua  vassoura.  Foi  mais
fcil do que deveria;  eu no acredito que ele estava bem, na hora. Deve
ter sido Confundido. Se foi, eu gostaria de apertar a mo  da  bruxa  ou
bruxo que fez isso, provavelmente salvou  minha vida."
       
       Houve outra pausa na qual o fogo crepitava e o rio fazia barulho.
Ento Ted disse, "E onde vocs se encaixam? Eu, er, tive a impresso  de
que duendes eram  a favor de Voc-Sabe-Quem, como um todo."
       
       "Teve uma falsa impresso," disse o duende com a voz  mais  alta.
"No apoiamos lado nenhum. Isso  uma guerra de bruxos."
       
       "Ento por que esto fugindo?"
       
       "Eu considerei prudente," disse o duende de  voz  mais  profunda.
"Tendo recusado o que eu considero uma proposta impertinente, eu vi  que
minha segurana estava  ameaada."
       
       "O que eles pediram pra voc fazer?" perguntou Ted.
       "Funes dificilmente dignas da minha raa," respondeu o  duende,
sua voz mais spera e menos humana quando disse. "Eu  no  sou  um  elfo
domestico."
       
       "E quanto a voc, Griphook?"
       
       "Motivos parecidos," disse o duende de voz alta.  "Gringotes  no
esta mais sobre o controle exclusivo da minha  raa.  Eu  no  reconheo
nenhuma superioridade  bruxa."
       
       Ele acrescentou alguma  coisa  baixinho  em  'idioma  de  duende'
(gobbledegook, no tenho certeza nenhuma se eh isso) , e Gornuk riu.
       
       "Foi uma piada?" perguntou Dino.
       
       "Ele disse," respondeu Dirk, "que tem coisas que  nem  os  bruxos
reconhecem."
       
       Houve uma pequena pausa.
       
       "Eu no entendi," disse Dino.
       
       "Eu tive minha pequena vingana antes de sair." Disse Griphook em
ingls.
       
       "Bom homem - duende, eu devo dizer," concertou Ted,  rapidamente.
"Voc no prendeu um Comensal em um daqueles velhos cofres  extremamente
seguros, eu suponho?"
       
       "Se eu tivesse, a espada no o teria ajudado a  sair,"  respondeu
Griphook. Gornuk riu de novo e at mesmo Dirk deu uma risada seca.
       
       "Dino e eu ainda estamos perdendo alguma coisa." Disse Ted.
       
       "Severo Snape tambm est, apesar  de  no  saber  disso,"  disse
Griphook, e os dois duendes  deram  gargalhadas  maliciosas.  Dentro  da
barraca a respirao de Harry  estava rasa por conta da excitao: ele e
Hermione se olharam, ouvindo o mximo que conseguiam.
       
       "Voc no ouviu nada sobre isso, Ted?" questionou Dirk. "Sobre as
crianas que tentaram roubar a espada de Gryffindor da sala de Snape  em
Hogwarts?"
       
       Uma corrente eltrica parecia passar por Harry, chacoalhando cada
nervo dele enquanto ele continuava preso no lugar.
       
       "No ouvi uma palavra," disse Ted, "No no Profeta, no ?"
       
       "Dificilmente," riu Dirk. "Griphook aqui me disse, ele ouviu isso
de Gui Weasley que trabalha no banco.  Uma  das  crianas  que  tentaram
roubar a espada era  a irm mais nova de Gui."
       Harry olhou para Hermione  e  Ron,  ambos  estavam  apertando  as
Orelhas Extensveis como se suas vidas dependessem disso.
       
       "Ela e um grupo de amigos entraram na sala de Snape e quebraram a
caixa de vidro que aparentemente  continha  a  espada.  Snape  os  pegou
quando estavam tentando  contrabande-la pela escada."
       
       "Oh, Deus os abenoe," disse Ted. "O que eles  estavam  pensando,
que poderiam usar a espada em Voc-Sabe-Quem? Ou at mesmo em Snape?"
       
       "Bem, o que quer que seja que eles estavam pensando em fazer  com
ela, Snape concluiu que a espada no estava segura onde  estava,"  disse
Dirk.  "Alguns  dias    depois,  assim  que  teve   a    permisso    de
Voc-Sabe-Quem, eu imagino, ele a mandou direto para  Londres  para  ser
mantida em Gringotes."
       
       Os duendes caram na gargalhada outra vez.
       
       "Ainda no vejo a piada," disse Ted.
       
       " falsa," disse Griphook.
       
       "A espada de Gryffindor!"
       
       " sim.  uma cpia - uma excelente cpia,  verdade  -  mas  foi
feita por bruxos. A original foi forjada h sculos por  duendes  e  tem
certas propriedades que  s armas feitas por duendes possuem. Onde  quer
que a verdadeira espada de Gryffindor esteja,  no    em  um  cofre  de
Gringotes."
       
       "Entendo," disse Ted. "E suponho que  voc  no  se  importou  em
contar isso aos Comensais?"
       
       "No vi motivo para  preocup-los  com  essa  informao,"  disse
Griphook satisfeito, e agora Ted e Dino se juntaram a Gornuk e Dirk  nas
risadas.
       
       Dentro da barraca, Harry fechou os olhos,  desejando  que  algum
perguntasse o que ele precisava saber, e depois de um  minuto  que  mais
pareceu dez, Dino o agradou:  ele foi (Harry se lembrou com  um  choque)
um ex-namorado de Gina tambm.
       
       "O que aconteceu com Gina e os outros? Os que tentaram  roubar  a
espada?"
       
       "Oh, foram punidos, e cruelmente." Disse Griphook, indiferente.
       
       "Eles esto bem, no ?" perguntou Ted rapidamente, "Quero dizer,
os Weasleys no precisam de mais um filho ferido, precisam?"
       
       "Eles no sofreram nada de  grave,  pelo  que  eu  saiba."  Disse
Griphook.
       "Sorte deles," disse Ted. "Com o histrico de Snape acredito  que
deveramos ficar agradecidos que ainda esto vivos."
       
       "Ento voc acredita nessa historia, no  Ted?" questionou Dirk.
"Voc acredita que Snape matou Dumbledore?"
       
       "Claro que sim," disse Ted. "Voc no vai me dizer que  acha  que
Potter tem alguma coisa a ver com isso?"
       
       " difcil de saber em que acreditar nesses dias," murmurou Dirk.
       
       "Eu conheo Harry Potter," disse Dino. "E acho que ele  sim -  O
Escolhido, ou como queiram chamar."
       
       ", tem muitos que  gostariam  de  acreditar  que  ele    mesmo,
filho," disse Dirk, "eu inclusive. Mas cad ele? Fugiu, pelo jeito. Voc
pensaria que se ele soubesse  alguma  coisa  que  ns  no  sabemos,  ou
tivesse algo especial o escolhendo, ele estaria l fora  agora  lutando,
formando uma resistncia, ao invs de se  esconder.  E    voc  sabe,  o
Profeta fez uma tima acusao contra ele -".
       
        "O Profeta?" zombou Ted. "Voc merece ser enganado se  ainda  l
aquilo, Dirk. Se quer fatos, tente o Pasquim."
       
       Houve uma exploso de risadas e engasgos, mais um monte de coisas
caindo, pelo som que fez. Dirk  tinha  engolido  uma  espinha.  No  fim,
acabou cuspindo, "O Pasquim?  Aquele lixo luntico do Xeno Lovegood?"
       
       "No est to luntico ultimamente," disse Ted. "Voc  pode  ver,
Xeno est imprimindo tudo o que o Profeta est ignorando, nenhuma  nica
meno a Crumple-Horned  Snorkacks na ultima edio.  Quanto  tempo  vo
deixar ele continuar com isso eu no sei. Mas Xeno diz, na capa de  cada
edio, que qualquer bruxo que est contra  Voldemort    deve  fazer  de
ajudar Harry Potter sua prioridade."
       
       "Difcil ajudar um garoto que sumiu  da  face  da  Terra."  disse
Dirk.
       
       "Oua, o fato de eles no terem  pegado  o  garoto  ainda    uma
grande conquista," falou Ted. "Eu pegaria algumas dicas com ele  de  bom
grado;  o que estamos  tentando fazer, continuar livres, no ?"
       
       ", bem, voc tem razo nesse ponto," disse Dirk firmemente. "Com
todo o Ministrio e seus informantes procurando por ele, eu esperava que
ele j tivesse  sido capturado. Alis, quem garante que j no o pegaram
e mataram sem publicar nada sobre isso?"
       
       "Ah, nem diga isso, Dirk." murmurou Ted.
       
       Houve uma longa pausa cheia de sons de  garfos  e  facas.  Quando
eles falaram novamente era pra discutir se iriam dormir ali mesmo ou  se
subiriam de volta a  encosta cheia de arvores. Decidindo que as  arvores
dariam uma cobertura melhor, eles acabaram com o fogo, ento subiram  de
novo, suas vozes sumindo.
       
       Harry, Ron e Hermione recolheram as Orelhas  Extensveis.  Harry,
que achou que o fato de precisar ficar  calado  ficaria  cada  vez  mais
difcil quanto mais tempo  eles escutavam, agora  se  achou  incapaz  de
dizer algo alm de "Gina - a espada -".
       
       "Eu sei!" disse Hermione.
       
       Ela correu para a pequena bolsa, dessa vez enfiando o brao  todo
dentro.
       
       "Est... aqui..." ela  disse  entre  dentes,  e  puxou  algo  que
evidentemente estava no fundo da bolsa. Lentamente a borda de uma ornada
moldura de quadro saiu  da bolsa. Harry correu para  ajuda-l.  Enquanto
levantavam o quadro vazio de Phineas Nigellus, ela mantinha sua  varinha
apontada, pronta para lanar um feitio a  qualquer momento.
       
       "Se algum trocou a espada verdadeira pela falsa enquanto  estava
na sala de Dumbledore," ela ofegou, enquanto apoiavam o quadro  no  lado
da barraca, "Phineas   Nigellus  deve  ter  visto  acontecer,  ele  fica
pendurado bem do lado da caixa!".
       
       "A no ser que estivesse dormindo," disse Harry, mas ainda  assim
prendeu a respirao quando Hermione ajoelhou em frente  a  tela  vazia,
sua varinha direcionada  ao centro dela, limpou a garganta, ento disse:
       
       "Er - Phineas? Phineas Nigellus?"
       
       Nada aconteceu.
       
       "Phineas Nigellus?" Disse Hermione de novo. "Professor Black? Por
favor, poderamos falar com o senhor? Por favor?"
       
       "Por favor sempre ajuda," disse  uma  fria  e  arrogante  voz,  e
Phineas Nigellus apareceu em seu quadro. De uma vez Hermione gritou:
       
       "Obscura!"
       
       Uma venda preta apareceu sobre os inteligentes, escuros olhos  de
Phineas, fazendo-o bater na borda do quadro e gritar de dor.
       
       "O que - como ousa - o que voc -?"
       
       "Sinto muito,  Professor  Black,"  disse  Hermione,  "mas    uma
precauo necessria!"
       
       "Remova essa adio horrvel agora! Remova, eu disse!  Voc  est
arruinando uma grande obra de arte! Onde estou? O que est acontecendo?"
       "No importa onde  estamos,"  disse  Harry,  e  Phineas  Nigellus
congelou, abandonando suas tentativas de remover a venda pintada.
       
       "Seria essa a voz do arisco Sr. Potter?"
       
       "Talvez," disse Harry, sabendo que isso manteria o  interesse  de
Phineas Nigellus. "Ns temos algumas perguntas para o senhor -  sobre  a
espada de Gryffindor."
       
       "Ah," Disse Phineas, agora virando a cabea de  um  lado  para  o
outro tentando enxergar Harry, "sim. Aquela  garotinha  boba  foi  muito
burra -".
       
       "No fale da minha irm,"  disse  Ron  spero,  Phineas  Nigellus
levantou a sobrancelha.
       
       "Quem mais est ai?" ele perguntou, virando a cabea de  um  lado
pro outro. "Seu tom me desagrada! A garota e seus amigos foram estpidos
ao extremo. Roubando  do Diretor."
       
       "Eles no estavam roubando," disse Harry.  "A  espada  no    de
Snape."
       
       "Ela  pertence    escola  do  Professor  Snape,"  disse  Phineas
Nigellus. "E qual direito tem a menina Weasley sobre  a  espada  afinal?
Ela mereceu o castigo, assim  como o idiota do Longbottom e  a  estranha
Lovegood!"
       
       "Neville no  idiota e Luna no  estranha!" disse Hermione.
       
       "Onde estou?" repetiu Phineas Nigellus, comeando a lutar  contra
a venda de novo. "Para onde vocs me trouxeram? Por que me removeram  da
casa de meus ancestrais?"
       
       "No se preocupe com isso!  Como  Snape  puniu  Gina,  Neville  e
Luna?"  questionou Harry urgente.

       "Professor Snape os mandou para a Floresta Proibida, para fazerem
alguma trabalho para o idiota, Hagrid."
       
       "Hagrid no  idiota!" disse Hermione esganiadamente.
       
       "E Snape deve ter pensado nisso como punio," disse Harry,  "mas
Gina, Neville e Luna provavelmente se divertiram com Hagrid. A  Floresta
Proibida... eles  j enfrentaram coisas piores que a Floresta  Proibida,
grande coisa!"
       
       Ele se sentiu aliviado; estava  pensando  em  horrores,  Maldio
Cruciatus no mnimo.
       
       "O que ns  realmente  queremos  saber,  Professor  Black,    se
algum, hum, pegou a espada afinal?  Talvez  tenha  sido  removida  para
limpeza - ou alguma outra coisa!"
       Phineas Nigellus parou com suas tentativas e segurou uma risada.
       
       "Nascida-trouxa,"  ele  disse,  "Armas  feitas  por  duendes  no
precisam de limpeza, garotinha simples. Prata de duende  repele  sujeira
mundana, absorvendo somente  o que a fortalece."
       
       "No chame Hermione de simples," disse Harry.
       
       "Eu estou farto de contradies," disse Phineas Nigellus. "Talvez
eu devesse voltar  sala do diretor?"
       
       Ainda vendado, ele comeou a tatear o lado  do  quadro,  tentando
sentir o caminho para sair da pintura e de volta a Hogwarts. Harry  teve
uma sbita inspirao.
       
       "Dumbledore! Voc pode nos trazer Dumbledore?"
       
       "Desculpe-me?" questionou Phineas Nigellus.
       
       "O quadro do Professor Dumbledore - voc no poderia traz-lo com
voc, aqui para esse seu?"
       
       Phineas Nigellus virou o rosto para a direo da voz de Harry.
       
       "Evidentemente que  no,  so  s  os  nascidos-trouxas  que  so
ignorantes, Potter. Os quadros de Hogwarts podem se comunicar uns com os
outros, mas no podem  sair do castelo a no  ser  para  visitar  alguma
pintura deles mesmos em  outro  lugar.  Dumbledore  no  pode  vir  aqui
comigo, e depois desse  tratamento  que  recebi  de  vocs,    eu  posso
garantir que no voltarei novamente!"
       
       Ligeiramente deprimido,  Harry  observou  Phineas  redobrar  suas
tentativas de sair do quadro.
       
       "Professor Black," disse Hermione, "voc no poderia somente  nos
dizer, por favor, a ultima vez que a espada foi  tirada  de  sua  caixa?
Antes de Gina pegar,  quero dizer?"
       
       Phineas bufou impaciente.
       
       "Eu acredito que a ultima vez que eu vi a  espada  de  Gryffindor
fora de sua caixa foi quando Professor Dumbledore a usou para quebrar um
anel."
       
       Hermione virou-se de repente para olhar para  Harry.  Nenhum  dos
dois ousou dizer mais na frente de Phineas Nigellus, que enfim conseguiu
localizar a sada.
       
       "Bem, boa noite a vocs," ele disse um pouco irritado, e  comeou
a se mover para fora de  vista  de  novo.  S  a  ponta  de  seu  chapu
continuava a vista quando  Harry deu um grito.
       "Espera! Voc disse a Snape que viu isso?"
       
       Phineas Nigellus colocou sua cabea vendada de volta no quadro.
       
       "Professor Snape tem coisas mais importantes em sua mente do  que
as muitas excentricidades de Alvo Dumbledore. Adeus, Potter!"
       
       E com isso, ele sumiu completamente, deixando para trs nada alem
de seu escuro pano de fundo.
       
       "Harry," Hermione gritou.
       
       "Eu sei!" Harry gritou. Incapaz de se conter, ele deu um soco  no
ar; era mais do que ele ousava esperar. Ele caminhou  de  um  lado  para
outro na barraca, sentindo  que poderia ter corrido uma milha;  ele  nem
sentia mais  fome.  Hermione  estava  empurrando  o  quadro  de  Phineas
Nigellus de volta para dentro da bolsa; quando ela  fechou,    atirou  a
bolsa para o lado e levantou um rosto brilhante para Harry.
       
       "A espada pode destruir Horcruxes! Laminas feitas por duendes  s
absorvem aquilo que as fortalece - Harry, a espada est  impregnada  com
veneno de basilisco!"
       
       "E Dumbledore no me deu porque ele  ainda  precisava  dela,  ele
queria usar no medalho -".
       
       "-e deve ter percebido que no deixariam voc ficar  com  ela  se
ele colocasse no testamento -"
       
       "-ento fez uma copia -"
       
       "-e colocou a falsa na caixa de vidro -"
       
       "-e deixou a verdadeira - onde?"
       
       Eles se olharam, Harry sentia que a  resposta  estava  balanando
invisvel no ar acima deles, tentadoramente perto.  Por  que  Dumbledore
no lhe disse? Ou tinha,  de fato, dito a Harry,  mas  Harry  ainda  no
tinha percebido?
       
       "Pense!" sussurrou Hermione. "Pense! Onde ele teria deixado?"
       
       "No em Hogwarts." Disse Harry, voltando a andar.
       
       "Algum lugar em Hogsmeade?" sugeriu Hermione.
       
       "Na Casa dos Gritos?" disse Harry. "Ningum nunca vai l."
       
       "Mas Snape sabe como chegar l, no seria arriscado?"
       
       "Dumbledore confiava em Snape." Harry a lembrou.
       
       "No o suficiente para lhe dizer que tinha trocado  as  espadas."
Disse Hermione.
       
       ", voc tem razo!" disse Harry, e se sentiu  ainda  mais  feliz
com a idia de que Dumbledore teve  alguma  reserva,  mesmo  que  fraca,
sobre a confiana de Snape.  "Ento, ele poderia ter escondido a  espada
bem longe de Hogsmeade? O que voc acha, Ron? Ron?"
       
       Harry olhou em volta. Por um momento de desespero ele  achou  que
Ron tinha deixado a barraca, ento viu que Ron estava deitado na  sombra
de um beliche, parecendo  frio.
       
       "Oh, se lembraram de mim, no ?" ele disse.
       
       "O que?"
       
       Ron bufou enquanto olhou para a parte de baixo da cama de cima.
       
       "Continuem. No deixem eu estragar a diverso de vocs."
       
       Perplexo, Harry  olhou  para  Hermione  pedindo  ajuda,  mas  ela
balanou a cabea, aparentemente to perdida quanto ele.
       
       "Qual o problema?" perguntou Harry.
       
       "Problema? No tem problema," disse Ron,  ainda  se  recusando  a
olhar para Harry. "No de acordo com voc, de qualquer modo."
       
        Houveram vrios barulhos na tela acima de suas cabeas.  Comeou
a chover.

        "Bem, voc obviamente tem um problema," disse Harry. "Fala logo,
por favor?"

        Ron girou suas pernas compridas para fora da cama e  se  sentou.
Ele parecia malvado, fora de si.

        "Tudo bem, eu falo. No espere que eu fique pulando pela barraca
por termos outra coisa para procurar. S acrescente  lista  das  coisas
que voc no sabe."

        "Eu no sei?" repetiu Harry. "Eu no sei?"

        Plunk, plunk, plunk. A chuva estava mais forte  e  mais  pesada;
caia na margem cheia de folhas cadas em volta deles e  no  rio  fazendo
barulhos pela escurido.  Medo  diminuiu  a  felicidade  de  Harry;  Ron
estava dizendo exatamente o que ele suspeitava e temia que ele pensasse.
        "No  como se eu estivesse tendo a melhor fase  da  minha  vida
aqui," disse Ron, "sabe, com meu brao arruinado e nada para comer e com
as costas congelando  todas as noites. Eu s esperava, sabe,  depois  de
ter rodado por tantas semanas, que tivssemos conseguido alguma coisa."

       "Ron," Hermione disse, mas com uma voz  baixa,  que  Ron  poderia
fingir que no ouviu devido s altas batidas da chuva na barraca.
       
        "Eu achei que voc soubesse para que voc estava  se  dispondo."
disse Harry.

        " eu tambm achei."

        "Ento  que  parte  disso  no  atende  as  suas  expectativas?"
questionou Harry. Raiva vinha em sua defesa agora. "Voc achou  que  ns
ficaramos em hotis cinco  estrelas?  Encontrando  Horcruxes  todos  os
dias? Achou que estaria de volta para a Mame no Natal?"

        "Ns achamos que voc soubesse o  que  estava  fazendo!"  gritou
Ron, se levantando, e suas palavras atingiram Harry como facas em brasa.
"Ns achamos que Dumbledore  tinha te falado o que  fazer,  achamos  que
voc tinha um plano de verdade!"

        "Ron," disse Hermione, dessa  vez  claramente  audvel  sobre  a
chuva barulhenta em cima da barraca, mas novamente, ele a ignorou.

        "Bom, desculpa desapontar vocs," disse Harry, sua voz bem calma
apesar de parecer falsa, inadequada. "Eu fui verdadeiro com vocs  desde
o comeo. Eu disse  tudo que Dumbledore me disse. E no caso de  no  ter
notado, ns achamos uma Horcrux -".

        ", e estamos to prximos de acabar com ela quanto  estamos  de
encontrar as outras - nada perto em outras palavras."

        "Tire o medalho, Ron,"  Hermione  disse  sua  voz  anormalmente
alta. "Por favor, tira isso. Voc no estaria falando desse jeito se no
tivesse usado isso o  dia inteiro."

        "Estaria sim," disse Harry, que  no  aceitaria  desculpas  para
Ron. "Voc acha que eu no percebi vocs dois sussurrando  pelas  minhas
costas? Acha que eu no  percebi o que vocs vm pensando disso tudo?"

        "Harry, ns no estvamos -".

        "No minta!" Ron a cortou. "Voc tambm disse isso,  que  estava
desapontada, disse que pensou que ele saberia mais o que  fazer  do  que
-".

        "Eu no falei assim - Harry, eu no falei!" ela gritou.
        A chuva estava caindo sobre a  barraca,  lgrimas  rolavam  pelo
rosto de Hermione, e a empolgao de alguns minutos desapareceu como  se
nunca tivesse existido,  um fogo-de-artifcio rpido que  brilhou  e  se
apagou, deixando tudo escuro, mido  e  frio.  A  espada  de  Gryffindor
estava escondida no sabiam onde, e eles eram trs  adolescentes em  uma
barraca cuja nica conquista era, ainda, no terem morrido.

        "Ento por que ainda est aqui?" Harry perguntou a Ron.

        "Sei l." respondeu Ron.

        "V pra casa ento," disse Harry.

        ", talvez eu v!" gritou Ron, e andou alguns passos na  direo
de Harry, que no recuou. "Voc ouviu o que eles falaram sobre  a  minha
irm? Mas voc no  liga a mnima, no ,    s  a  Floresta  Proibida,
Harry Eu-Enfrentei-Coisa-Pior Potter no se importa com o  que  acontece
com ela l - bom, eu me importo,  certo,  aranhas    gigantes  e  coisas
psicolgicas -".

        "Eu s estava dizendo - ela estava com os outros,  eles  estavam
com Hagrid".

        ", j vi, voc no se importa! E o resto da minha famlia,  'os
Weasley no precisam de mais um filho ferido', voc ouviu isso?"

        "Sim, eu -"

        "No liga para o que isso significa, ento?"

        "Ron!" disse Hermione, forando o caminho entre  eles.  "Eu  no
acho que isso queira dizer que alguma coisa nova aconteceu algo que  no
sabemos; pensa Ron,  Gui j tem as cicatrizes, muitas pessoas  j  devem
ter visto que George perdeu uma orelha, e acreditam que voc est no seu
leito de morte com pustulose aguda, eu  estou certa de que    isso  que
ele quis dizer -"

        "Ah, voc est certa, no est? Certo ento, bem, eu no vou  me
preocupar com eles mais. Tudo certo pra voc, no  mesmo, com seus pais
seguros fora do  caminho -"

        "Meus pais esto mortos!" berrou Harry.

        "E os meus podem estar indo pelo mesmo caminho!" gritou Ron.

        "Ento VAI!" rugiu Harry. "Volta pra eles ento,  finge  que  se
curou da pustulose e a Mame vai poder te dar comida e-"

        Ron fez um movimento repentino: Harry reagiu, mas antes  que  as
varinhas estivessem fora dos bolsos de seus  donos,  Hermione  j  tinha
levantado a dela.
        "Protego!" ela gritou, e um escudo invisvel cresceu entre ela e
Harry, de um lado, e Ron do outro; todos foram forados uns passos  para
trs pela fora  do feitio, e Harry e Ron se olharam de  cada  lado  da
barreira transparente  como  se  estivessem  se  vendo  claramente  pela
primeira vez. Harry sentiu um dio corrosivo  por  Ron:  algo  havia  se
partido entre eles.

        "Deixe a Horcrux." Harry disse.

        Ron retirou a corrente por cima de sua cabea e jogou o medalho
numa cadeira prxima. Ele se virou para Hermione.

        "O que voc vai fazer?"

        "O que voc quer dizer?"

        "Vai ficar, ou o que?"

        "Eu..." Ela parecia angustiada. "Sim - sim, eu vou  ficar.  Ron,
ns dissemos que iramos com Harry, dissemos que ajudaramos -"

        "Entendi. Voc o escolheu."

        "Ron, no - por favor - volta, volta!"

        Ela foi impedida pelo seu prprio Feitio Escudo; quando  ela  o
removeu, Ron j havia sado pela noite.  Harry  continuou  parado  e  em
silencio, ouvindo-a soluando   e  chamando  o  nome  de  Ron  entre  as
arvores.

        Depois de alguns minutos ela voltou seu cabelo encharcado colado
no rosto.

        "Ele se f-f-foi! Desaparatou!"

        Ela se deixou cair em  uma  cadeira,  enroscou-se  e  comeou  a
chorar.

        Harry se sentia atordoado. Ele se abaixou, pegou a Horcrux, e  a
colocou em volta do prprio pescoo. Ele pegou as cobertas  da  cama  de
Ron e os colocou em  volta de Hermione. Ento subiu para a  sua  cama  e
encarou a tela escura do teto, ouvindo o barulho da chuva.


Captulo 16 - Godric's Hollow
       
  Quando Harry acordou no dia seguinte, levou alguns  segundos  para  se
lembrar do que tinha acontecido. Ento ele esperou,  infantilmente,  que
isso tivesse sido um  sonho, que Rony ainda estivesse l e nunca tivesse
partido. Ainda virando sua cabea no travesseiro ele ainda podia  ver  o
beliche vazio do Rony. Isso era como  um    corpo  morto  no  caminho  e
pareceu cansar seus olhos. Harry pulou de sua cama, mantendo seus  olhos
longe do beliche de Rony. Hermione, que j estava  ocupada  na  cozinha,
no desejou a Harry bom dia,  mas  virou  seu  rosto  em  outra  direo
rapidamente quando ele entrou.
       
       "Ele se foi" - Harry disse a si mesmo - "ele se foi".  Ele  tinha
que se manter pensando nisso enquanto se lavava e se vestia, como  se  a
repetio fosse diminuir  o choque disso. "Ele se foi e no vai voltar".
E essa era simplesmente a verdade disso, Harry  sabia,  porque  os  seus
encantamentos protetores diziam que isso seria   impossvel,  para  Rony
encontr-los de novo, uma vez que eles deixassem este ponto.
       
       Harry e Hermione comeram o caf da manh em silncio. 
       
       Os olhos de Hermione estavam inchados e  vermelhos;  ela  parecia
no  ter  dormido.  Eles  empacotaram  suas  coisas,  Hermione  o  fazia
preguiosamente. Harry sabia  o porqu de ela querer  enrolar;  diversas
vezes ele a viu olhar ansiosamente, e ele tinha certeza que  ela  estava
imaginando ter ouvido passos atravs da chuva forte,  mas nenhuma figura
ruiva apareceu entre as rvores. Toda vez que ele a imitava, olhando  em
volta (para ele ajudava ter um pouco de esperana, secretamente)  e  no
via nada alm de madeira molhada de chuva, mais uma pequena  parcela  de
fria  explodia  dentro  dele.  Ele  podia  ouvir  Rony  dizendo,   "Ns
pensvamos que voc  sabia  o    que  ns  estvamos  fazendo!",  e  ele
recomeou a empacotar com um n apertado na boca de seu estmago.
       
       O  rio  enlameado  ao  lado  deles  estava  subindo   rapidamente
transbordando sobre a margem. Eles enrolaram boas horas  depois  do  que
eles normalmente fariam e decidiriam  desfazer o acampamento. Finalmente
tendo reembrulhado o saco de dormir trs vezes, Hermione parecia incapaz
de achar mais razes para se atrasar: Ela e Harry seguraram  suas mos e
desaparataram, reaparecendo no lado de uma  colina,  coberta  de  urzes,
varrido pelo vento.
       
       No instante que eles chegaram, Hermione largou da mo de Harry  e
saiu de perto dele, finalmente sentando em uma pedra grande, com a  face
sobre os joelhos,  tremendo com o que ele achava serem soluos. 
       
       Ele olhou para ela, supondo que ele deveria ir e  confortar  ela,
mas alguma coisa manteve  ele  enraizado  no  lugar.  Tudo  dentro  dele
parecia frio e apertado:  de novo ele via a  expresso  de  desprezo  no
rosto de Rony. Harry passou atravs das  urzes,  andando  em  um  grande
crculo com a distrada Hermione como centro, lanando  os feitios  que
ela normalmente usava para garantir a proteo deles.
       
       Eles no discutiram sobre Rony nos dias seguintes.  Harry  estava
determinado a nunca mencionar o seu nome novamente, e  Hermione  parecia
saber que no teria  propsito forar o assunto, embora algumas vezes de
noite quando ela achava que  ele  estava  dormindo,  ele  podia  ouvi-la
chorando. Enquanto isso, Harry tirou o Mapa    do  Maroto  e  comeou  a
examin-lo com a luz da varinha. Ele estava esperando  pelo  momento  em
que as pegadas marcadas com o nome de Rony reaparecessem nos  corredores
de Hogwarts, provando que ele  tinha  voltado  ao  confortvel  castelo,
protegido pelo seu status de puro-sangue. Porm, Rony  no  apareceu  no
mapa, e  depois  de  um  tempo    Harry  se  descobriu  pegando  o  mapa
simplesmente para olhar para o nome  de  Gina  no  dormitrio  feminino,
querendo saber se a intensidade com que ele olhava para  ela,    poderia
faz-lo entrar em seu sonho. Assim ela poderia de alguma forma saber que
ele estava pensando nela, desejando que ela estivesse bem.
       
       Durante o dia, eles se empenharam em tentar determinar a possvel
localizao da Espada de Gryffindor, mas quanto mais eles falavam  sobre
os lugares em que  Dumbledore poderia t-la escondido, mais  desesperada
e sem rumo  especulao se tornava. 
       
       Quebravam a cabea como eles podiam Harry no  conseguia  lembrar
de Dumbledore ter mencionado um lugar em  que  ele  poderia  esconder  a
espada. Havia momentos  que ele no sabia se estava mais bravo com  Rony
ou Dumbledore. "Ns pensamos que voc sabia o que  estvamos  fazendo...
ns pensvamos que Dumbledore tinha dito para  voc o que  fazer...  Ns
pensvamos que voc tinha um plano real!"
        Ele no podia esconder  isso  dele  mesmo:  Rony  estava  certo.
Dumbledore  tinha  deixado  ele  literalmente  sem  nada.  Eles   tinham
descoberto um Horcrux, mas eles no tinham    meios  de  destru-lo:  as
outras eram to inatingveis quanto  sempre  tinham  sido.  A  falta  de
esperana ameaava engoli-lo. Ele estava  desnorteado,  agora,  pensando
na sua  prpria  presuno  de  aceitar  a  oferta  de  seus  amigos  em
acompanh-lo nessa jornada sem significado nem objetivo. Ele  no  sabia
nada, ele no tinha idia,  e ele estava constante  e  dolorosamente  em
alerta de qualquer  indicao  de  que  Hermione,  tambm,  estava  para
cont-lo que ela j teve o bastante, que ela estava indo  embora.

       Eles estavam desperdiando muitas noites em silncio, e  Hermione
resolveu tirar o quadro de Phinneas Nigellus da bolsa e  escor-lo  numa
cadeira, de forma  que  ele  pudesse  preencher  o  vazio  deixado  pela
partida de Rony. Apesar de seu comentrio anterior  de  que  nunca  mais
voltaria a visit-los, Phinneas Nigellus no  pareceu resistir   chance
de descobrir mais sobre a que  Harry  estava  fazendo,  e  consentiu  em
reaparecer, vendado, de tantos em  tantos  dias  mais  ou  menos.  Harry
estava  feliz em v-lo, pois ele era  companhia,  apesar  de  seu  jeito
arrogante e sarcstico. Eles  adoravam  qualquer  notcia  sobre  o  que
estava acontecendo em Hogwarts, mesmo  achando que Phinneas Nigellus no
era  um  informante  ideal.  Ele  venerava  Snape,  o  primeiro  diretor
sonserino desde que ele mesmo dirigira a escola,  e  eles  tinham    que
ficar atentos para no criticar ou fazer perguntas  impertinentes  sobre
Snape, ou ele poderia sair de seu quadro instantaneamente.
       
       Entretanto, ele deixou escapar alguns comentrios. Snape  parecia
estar enfrentando um constante ndice  de  pequenas  rebelies  por  boa
parte dos estudantes.  Gina havia sido proibida de ir at Hogsmeade. 
       
       Snape havia reinstaurado o  velho  decreto  de  Dolores  Umbridge
proibindo reunies de trs ou mais estudantes ou qualquer sociedades no
oficiais.
       
       Por todas essas coisas, Harry deduziu que Gina,  e  provavelmente
Neville e Luna, junto com ela, estavam dando seu melhor para continuar a
Armada de Dumbledore.  Essa  limitada  quantidade  de  informaes,  fez
Harry querer tanto ver Gina que era como sentir  dor  de  estomago;  mas
tambm o fez pensar em Rony novamente, e em  Dumbledore    e  a  prpria
Hogwarts, a qual ele sentia tanta falta quanto da  prpria  ex-namorada.
De fato, enquanto Phinneas Nigellus falava das medidas severas de Snape,
Harry  experimentou  um  segundo  de  loucura  quando  ele  se  imaginou
simplesmente voltando para a escola para juntar-se  desestabilizao do
regime de Snape: estando alimentado,  tendo  uma  cama  macia  e  outras
pessoas tendo o dever, parecia ser o mais maravilhoso objetivo do  mundo
naquele momento. 
       
       Mas ento se lembrou que era o Indesejvel n1, de que havia  uma
recompensa de dez mil galees por sua cabea e que  entrar  em  Hogwarts
era to perigoso quanto    entrar  no  Ministrio  da  Magia.  De  fato,
Phinneas Nigellus inadvertidamente enfatizou  isso  ao  fazer  perguntas
duvidosas sobre a localizao de Harry e Hermione. 
       
       Hermione o colocava de volta na bolsa  toda  vez  que  ele  fazia
isso, e ele invariavelmente se recusava a  aparecer  por  dias  seguidos
depois dessas despedidas  sem cerimnia.
       
       O tempo estava cada  vez  mais  frio.  Eles  no  se  atreviam  a
permanecer numa mesma rea por muito tempo, ento, em vez de  permanecer
no sul da Inglaterra,  onde    a  nevasca  forte  era  a  pior  de  suas
preocupaes, eles continuaram indo do norte ao sul do pas, enfrentando
encostas de montanhas, onde o granizo se abatia sobre    a  barraca;  um
largo e raso pntano, onde a barraca foi invadida por gua gelada; e uma
pequena ilha num lago escocs, onde a neve enterrou a barraca durante  a
noite.
       
       Eles j haviam visto rvores de Natal brilhando de muitas janelas
da sala de estar, antes de uma noite  em  que  Harry  resolveu  sugerir,
novamente, o que lhe  pareceu ser a nica alternativa inexplorada.  Eles
haviam acabado de fazer uma refeio extraordinariamente  boa:  Hermione
foi  a  um  supermercado  debaixo  da   capa    de        invisibilidade
(escrupulosamente derrubando dinheiro no caixa aberto ao sair)  e  Harry
pensou que ela poderia ser mais  persuasvel  do  que  o  normal  com  o
estmago  cheio de spaghett  bolonheza e peiras em conserva. Ele tambm
tinha tido a premonio de sugerir que eles tirassem  algumas  horas  de
descanso da guarda Horcrux,  que estava pendurada no fundo da barraca no
beliche ao lado dele.
       
       "Hermione?"
       
       "Hmm?" Ela estava toda enrolada em uma torta poltrona  com  a  As
Histrias de Beedle o Bardo. Ele no podia imaginar o que mais ela podia
tirar do livro, que  no era, sobretudo muito longo,  mas  evidente  ela
ainda estava decifrando algo nele,  porque  o  "Dicionrio  de  Feitios
Humanos" estava aberto no brao da cadeira.
        
       Harry limpou sua garganta. Sentiu exatamente como tinha feito  na
ocasio,  muitos  anos  antes,  quando  tinha  perguntado  a  professora
McGonagall se poderia visitar  Hogsmeade, apesar  do  fato  de  que  no
tinha persuadido o Dursleys para assinar sua permisso de sada.
       
       "Hermione, eu tenho pensado, e -."
       
       "Harry, voc poderia ajudar-me com algo?" 
       
       Aparentemente ela no o tinha escutado. Inclinou-se para frente e
mostrou-lhe As Histrias Beedle o Bardo.
       
       "Veja esse smbolo," disse, apontando  para  o  topo  da  pgina.
Acima do que Harry tinha  suposto,  era  o  ttulo  da  histria  (sendo
incapaz de ler as runas, ele  no poderia ter certeza), havia uma figura
do que parecia ser um olho triangular, sua pupila  atravessada  com  uma
linha vertical.
       
       "Eu nunca fiz Runas Antigas, Hermione."
       
       "Eu sei disso, mas no  uma  runa  e  no  est  no  dicionrio,
tampouco. At agora, eu pensei que era uma figura de um olho, mas eu no
penso que seja! Isso  foi escrito aqui, olhe, algum colocou l, ele no
 realmente parte do livro. Pense se voc j viu isso antes?"
       "No... Ah no... espera um pouco." Harry olhou mais perto. "Este
no  o mesmo smbolo que o pai da Luna tinha em  volta  do  pescoo  no
casamento?" 
       
       "Bem,  o que eu tambm achei!" 
       
       "Ento  a marca de Grindelwald." 
       
       Ela olhou para ele de boca aberta.
       
       "O que?"
       
       "Krum me disse...". 
       
       Ele recontou a  histria  que  Victor  Krum  lhe  tinha  dito  no
casamento. Hermione parecia perplexa.
       
       "A marca de Grindelwald?" 
       
       Ela olhou de Harry para o smbolo estranho e volta de  novo.  "Eu
nunca ouvi que Grindelwald teve uma marca. No h nenhuma  meno  disso
em lugar algum que  eu li sobre ele."
       
       "Bem, como eu disse, Krum sups que o  smbolo  estava  encravado
numa parede em Durmstrang, e Grindelwald ps ele l." 
       
       Ele caiu de volta na velha poltrona, franzindo a testa.
       
       "Isso  muito estranho. Se isso  um smbolo de Magia das Trevas,
o que  que ele faz em um livro de histrias infantis?"
       
       ", isso  estranho," disse Harry. "E voc acha  que  Scrimegeour
deveria t-lo reconhecido. Ele era Ministro, ele devia ser um perito  em
coisas das Trevas!"
       
       "Eu sei... talvez ele tenha achado isso era um olho,  assim  como
eu. Todas as outras histrias tm pequenas figuras sobre os ttulos." 
       
       Ela no falou, mas continuou a observar a estranha  marca.  Harry
tentado outra vez.
       
       "Hermione?"
       
       "Hmmm?" 
       
       "Eu estive pensando. Eu - eu quero ir para Godric's Hollow."
       Ela olhou direto para ele, mas seus olhos  estavam  desfocados  e
ele teve certeza que ela ainda estava pensando sobre a misteriosa  marca
no livro.
       
       "Sim," ela  disse.  "Sim,  eu  tenho  pensado  nisso  tambm.  Eu
realmente acho que ns temos que ir."
       
       "Voc me ouviu direito?" ele perguntou.
       
       "Claro que sim. Voc quer ir para Godric's Hollow.  Eu  concordo,
eu acho que ns devemos. Eu no posso pensar em nenhum outro  lugar  que
possamos ir, tambm.  Isso ser perigoso, mas quanto mais eu penso sobre
isso, mais parece que isso est l."
       
       "Er - que tem l? Harry perguntou. 
       
       Neste momento, ela pareceu  apenas  to  confusa  quanto  ela  se
sentia.
       
       "Bem, a espada, Harry!". Dumbledore deve ter adivinhado que  voc
gostaria de voltar l, e eu quero dizer, Godric's Hollows  onde  nasceu
Goderico."
       
       "Jura? Grifinria veio de Godric's Hollows?"
       
       "Harry, lembre, voc nunca abriu "Uma Hitria da Magia?"
       
       "Er," disse, sorrindo para o que  pareceu  ser  primeira  vez  em
meses: os msculos em seu rosto pareciam estranhamente duros." Eu  posso
t-lo aberto, voc sabe,  quando eu comprei ele... apenas uma vez..." 
       
       "Bem, como o nome da vila foi dado depois  dele,  eu  achei  voc
poderia fazer a conexo," disse Hermione. Soou muito mais como  a  velha
Hermione, do que essa  que ela tem sido ultimamente; Harry meio  esperou
ela anunciar que estava saindo da biblioteca. "Existe muito sobre a vila
em Uma Histria da Magia, espere..." 
       
       Abriu a bolsa de prolas e vistoriou  por  um  tempo,  finalmente
extraiu sua cpia do  velho  livro  texto  Uma  Histria  da  Magia  por
Bathilda Bagshot, o qual folheou  direto at achar pgina que queria.
       
       "Sobre a assinatura do O  Estatuto  Internacional  de  Sigilo  em
1685, bruxos se esconderam por bem. Sendo assim era  natural,  que  eles
formassem suas prprias  pequenas comunidades dentro de uma  comunidade.
Muitas pequenas vilas e vilarejos atraram vrias famlias mgicas,  que
se agruparam juntas por um mtuo  suporte  e    proteo.  As  vilas  de
Tinworth em Cornwall, Upper Flagley em Yorkshire, e Ottery St. Catchpole
na costa sul da Inglaterra foram lares notveis para grupos de  famlias
bruxas que viveram do lado dos tolerantes, e algumas  vezes  confundidos
com Trouxas. A mais clebre  dessas  moradas  meio-mgicos  talvez  seja
Godric's Hollow, a vila  no interior oeste onde o grande bruxo  Goderico
Grifinria nasceu, e  onde  Bowman  Wright,  ferreiro  bruxo,  forjou  o
primeiro Pomo de Ouro. O cemitrio est repleto   de  nomes  de  antigas
famlias mgicas, e  isso  conta,  sem  dvida,  para  as  histrias  de
assombraes que tem assolado a pequena igreja muitos sculos."
       
       "Voc e seus pais no so mencionados," disse Hermione,  fechando
o livro, "porque a professora Bagshot no cobriu nada depois do  fim  do
sculo dezenove. Mas,  voc v? Godric's Hollow, Goderico Grifinria,  A
Espada de Grifinria; voc no acha que  Dumbledore  esperava  que  voc
fizesse a conexo?"
       
       "Ah sim..."
       
       Harry no queria admitir que no  pensasse  sobre  a  espada  at
agora quando sugeriu para irem para Godric's Hollow.  Para  ele,  o  que
chamava a ateno era onde  descansavam os tmulos de seus pais, a  casa
onde escapara por um triz da morte, e Bathilda Bagshot em pessoa.
       
       "Se lembra do que Muriel disse?" ele perguntou casualmente.
       
       "Quem?"
       
       "Voc sabe," ele hesitou. No queria dizer o  nome  de  Rony.  "A
tia-av de Gina. No casamento. Aquela que disse que voc tem  tornozelos
magros."
       
       "Ah," disse Hermione. 
       
       Foi um momento doloroso: Harry sabia que ela  sentiu  o  nome  de
Rony nas entrelinhas. Ele se apressou: " Ela disse que Bathilda  Bagshot
continua vivendo em  Godric's Hollow."
       
       "Bathilda Bagshot," murmurou Hermione correndo o dedo indicador o
nome em relevos de Bathilda na capa da frente de Uma Histria de  Magia.
"Bem, eu suponho  ---"
       
       Ela engasgou to dramaticamente que fez as entranhas de Harry  se
contorcerem; ele  puxou  sua  varinha,  olhando  em  volta  da  entrada,
esperando uma mo forando  seu caminho pela aba  de  entrada,  mas  no
havia nada l.
       
       "O que?" disse ele, meio bravo, meio aliviado. "O fez voc  fazer
aquilo? Achei que tivesse visto um Comensal da Morte abrindo o zper  da
barraca, pelo menos  -"
       
       "Harry, e se Bathilda est com a espada? E se Dumbledore  confiou
isso a ela?"
       
       Harry considerou esta possibilidade.  Bathilda  seria  agora  uma
mulher extremamente velha e de acordo com Muriel, ela era "gaga." E ser
felizmente que Dumbledore  teria escondido a espada  de  Grifinria  com
ela? Se fosse, Harry sentiu  que  Dumbledore  tinha  deixado  um  grande
desafio: Dumbledore nunca tinha revelado que tinha  substitudo a espada
com uma copia, nem to pouco mencionado uma amizade com Bathilda. Agora,
de qualquer forma, no era o momento para lanar  dvida  na  teoria  de
Hermione, no quando ela era to surpreendentemente disposta  a  ir  com
Harry em seu mais querido desejo.
       
       "Sim, ele  pode  ter  feito"  Ento,  ns  iremos  para  Godric's
Hollow?"
       
       "Sim, mas ns temos que pensar nisso cuidadosamente, Harry." 
       
       Ela estava sentada agora e Harry poderia supor que a  perspectiva
de ter um plano novamente tinha levantado sua moral, junto com  a  dele.
"Ns  devemos  praticar    Desaparatao  juntos  embaixo  da  Capa   de
Invisibilidade, para comear, e tambm usar Feitio  de  Desiluso  pode
ser sensato tambm, a menos que voc ache que  devemos    andar  todo  o
caminho e usar a Poo Polissuco? Neste caso precisaremos  pegar  cabelo
de algum. Eu na verdade acho que seria melhor fazer isso, Harry, quanto
maior  disfarce melhor..."
       
       Harry deixou-a falar, acenando e concordando sempre que havia uma
pausa, mas sua mente havia deixado  conversa. Pela primeira vez,  desde
que descobriu que  a espada  em  Gringotes  era  falsa,  ele  se  sentiu
excitado.
       
       Ele estava prestes a voltar para casa, prestes a voltar  parar  o
lugar em que ele tinha tido uma famlia. Era em Godric's Hollow que,  se
no fosse Voldemort,  ele teria  crescido  e  passado  todas  as  frias
escolares. Ele poderia convidar amigos para sua casa... Ele poderia  at
ter tido irmos e irms... Poderia ter sido  a sua me que tivesse feito
o  seu  bolo  de  aniversrio  de  17  anos.  A  vida  que  ele  perdeu,
dificilmente pareceu to real para ele quanto neste momento, quando  ele
soube que ele estava quase para ver o lugar que havia lhe  sido  tirado.
Depois que Hermione foi para a cama naquela noite, Harry silenciosamente
tirou sua mochila  da bolsa de prolas de Hermione, e de dentro dela,  o
lbum de fotografias que Hagrid tinha dado a ele tanto tempo atrs. Pela
primeira vez em meses, ele olhou as  velhas fotos de seus pais, sorrindo
e acenando para ele das imagens, que eram tudo o  que  ele  tinha  deles
agora. 
       
       Harry alegremente partiria para Godric's Holow no  dia  seguinte,
mas Hermione tinha outras idias. Estava  convencida  de  que  Voldemort
iria esperar que Harry  voltasse  cena  da  morte  de  seus  pais,  ela
estava determinada que eles  s  devessem  partir  depois  que  tivessem
certeza de que tinham os melhores disfarces possveis.  Isso foi  depois
de uma semana completa - uma vez que eles tinham sorrateiramente  obtido
cabelos de inocentes trouxas que estavam em compras de Natal,  e  tinham
praticado  Aparatao e Desaparatao embaixo da capa de  invisibilidade
juntos - que Hermione concordou em fazer a viagem.
       
       Eles aparataram na vila coberta pela escurido, j era fim quando
eles finalmente engoliram a Poo Polissuco, Harry se transformou em  um
trouxa careca de  meia idade, de meia idade e Hermione em sua pequena  e
tmida esposa. A bolsa de prola continha todos os bens (fora o  Horcrux
que Harry estava usando em seu pescoo)   foi  comprimida  em  um  bolso
interior do casaco de botes  de  Hermione.  Harry  colocou  a  Capa  de
Invisibilidade sobre eles, ento eles entraram  na  sufocante  escurido
mais uma vez.
       
       Com o corao batendo em sua garganta, Harry abriu os olhos. Eles
estavam parados de mos dadas em um caminho entre a neve debaixo  de  um
cu azul escuro no  qual, as primeiras  estrelas  da  noite  j  estavam
brilhando francamente.
        Cabanas estavam nos dois lados da estreita  estrada,  decoraes
de Natal piscando nas suas janelas. Um curto caminho a frente  deles,  e
um brilho de iluminao dourada  indicou o centro da vila.
       
       "Toda essa neve!" Hermione sussurrou embaixo da capa. "Porque no
pensamos na neve? Depois de todas nossas precaues, deixaremos pegadas!
Ns apenas temos  que escond-las - voc vai na frente, eu fao isso - "
       
       Harry no quis entrar na aldeia  como  um  cavalo  de  pantomima,
tentando mant-los encobertos enquanto magicamente cobriam suas pegadas.
       
       "Vamos,  tire  a  capa,"  disse  Harry  enquanto    ela    olhava
amedrontada, "Oh, venha, ns no parecemos conosco e no h mais ningum
aqui."
       
       Ele colocou a capa embaixo do casaco  e  fizeram  seu  caminho  a
frente firmemente, o ar frio cortava seus rostos enquanto passavam pelas
cabanas: qualquer uma  delas poderia ter  sido  a  que  Tiago  e  Llian
tinham vivido uma vez, ou onde Bathilda vivia agora.  Harry  contemplava
as portas da frente, os telhados carregados de   neve,  as  varandas  da
frente, desejando se lembrar de qualquer uma delas, sabendo l no  fundo
que isso era impossvel, pois ele tinha pouco  mais  de  um  ano  quando
deixou este lugar para sempre. Ele no tinha certeza se seria  capaz  ao
menos de ver a cabana, ele no sabia o que acontece quando os  donos  do
Feitio Fiel morrem.   Ento  o  pequeno  caminho  pelo  qual  eles  iam
encurvou  esquerda e o corao da  vila,  um  quarteiro  pequeno,  foi
visto por eles.
       
       Todo amarrado com luzes coloridas, havia o que se parecia com  um
monumento de guerra no meio, em parte obscurecido pelo soprar  do  vento
em uma arvore de Natal.  Havia vrias lojas, um correio, um  bar  e  uma
pequena igreja cujas janelas de vitrais brilhavam como jias atravs  do
quarteiro.
       
       A neve ali tinha se tornado compacta:  era  dura  e  escorregadia
onde as pessoas tinham pisado nela o dia todo. Aldees estavam  cruzando
em frente a eles, suas  figuradas brevemente iluminadas pelas  luzes  da
rua. Eles escutaram fragmentos de risadas  e  musica  popular  quando  a
porta do pub abriu e fechou; ento eles ouviram  um coral comear dentro
da pequena igreja.
       
       "Harry, eu acho que  vspera de Natal!" disse Hermione.
       
       " ?"
       
       Ele tinha perdido a noo da  data;  eles  no  tinham  visto  um
jornal por semanas.
       
       "Eu tenho certeza que " disse Hermione, com os olhos na igreja. 
       
       "Eles.. Eles esto l, no ? Sua me e seu pai? Eu posso  ver  o
cemitrio l atrs".
       
       Harry sentia vibrao de algo que estava alm de excitao,  mais
parecido ao medo. Agora que ele estava to perto,  ele  pensava  se  ele
queria ver, depois de   tudo.  Talvez  Hermione  soubesse  como  ele  se
sentia, porque ela procurou por sua mo e tomou o comando pela  primeira
vez, puxando-o para frente. No meio do caminho  atravs  do  quarteiro,
de qualquer jeto, ela parou.
       
       "Harry olhe!"
       
       Ela estava apontando ao memorial de guerra. Quando eles  passaram
por ele, ele se transformou. Ao invs de um obelisco coberto por  nomes,
havia uma esttua  de trs pessoas: um homem com  cabelo  desalinhado  e
culos, uma mulher com cabelo longo e um bonito rosto e um  beb  menino
sentado no brao de sua me. A neve caiu    em  todas  as  cabeas  como
macios, gorros brancos.
       
       Harry chegou mais perto, contemplando os rostos de seus pais. Ele
nunca tinha imaginado que havia uma esttua... Quanto  estranho  era  se
ver representado em  uma pedra,  um  beb  feliz  sem  uma  cicatriz  na
testa...
       "Vamos" disse Harry, quando ele pareceu estar  satisfeito,  e  se
viraram de novo em direo  igreja. Quando cruzaram a  rua,  ele  olhou
sobre seu ombro; a esttua  tinha se tornado novamente  um  memorial  de
guerra.
       
       O canto ficou mais alto quando se aproximaram da igreja. Isso fez
a garganta de  Harry  fechar,  isso  fazia  o  lembrar  forosamente  de
Hogwarts, de fantasmas  que berram verses rudes de cnticos  dentro  de
armaduras, das doze rvores de Natal no Salo Principal,  de  Dumbledore
usando um gorro que tinha ganhado em uma bolacha,  de Rony com um suter
tricotado a mo...
       
       Havia um porto vazado entrada do cemitrio. Hermione o  empurrou
abrindo-o o mais devagar possvel e  entraram  atravs  dele.  Dos  dois
lados do caminho  escorregadio    para  as  portas  da  igreja,  a  neve
repousava funda e intocada. Eles se  moveram  direto  atravs  da  neve,
escavando profundas trincheiras atrs deles enquanto andavam   em  volta
da construo, mantendo as sombras embaixo das brilhantes janelas.
       
       Atrs da igreja, filas  e  filas  de  lpides  cobertas  de  neve
sobressaiam de uma manta de azul  plido  manchada  de  um  deslumbrante
vermelho, dourado e verde onde  qualquer que fosse o reflexo dos vitrais
que batessem na neve. Mantendo sua mo  fechada  na  varinha  dentro  do
bolso de seu casaco, Harry moveu-se para a sepultura  mais prxima.
       
       "Olhe isso,  um Abbott, pode ser algum parente distante  perdido
de Anna!"
       
       "Mantenha sua voz baixa" Hermione implorou.
       
       Eles penetraram cada vez mais no cemitrio,  produzindo  caminhos
escuros na neve atrs deles, inclinando-se para investigar  as  palavras
nas velhas lpides,  de vez em quando se esgueirando pela escurido para
ter certeza de que estavam desacompanhados.
       
       "Harry, aqui!"
       Hermione estava duas filas de lpides alm; ele teve  que  voltar
com dificuldade at ela, seu corao  positivamente  explodindo  em  seu
peito.
       
       " a... ?"
       
       "No, mas olhe!"
       
       Ela apontou para a pedra escura. Harry abaixou-se e viu,  atravs
do congelado, num manchado granito as palavras Kendra Dumbledore e,  num
breve espao depois  suas datas de  nascimento  e  morte,  e  sua  filha
Ariana. Havia tambm uma frase:
        "Onde seu tesouro estiver tambm estar o seu corao."

       Ento Rita Skeeter e Muriel falavam algumas verdades de  fato.  A
famlia de Dumbledore realmente viveu  aqui,  e  alguns  deles  morreram
aqui.
       
       Vendo a sepultura era pior do que ter  ouvido  falar.  Harry  no
para de pensar que ele e Dumbledore, ambos tinham razes profundas nesse
cemitrio, e que Dumbledore  deveria ter lhe dito, mas;  ainda  que  ele
nunca tenha  pensado  em  compartilhar  a  conexo.  Eles  poderiam  ter
visitado o lugar juntos; por um momento Harry  imaginou    vir  ali  com
Dumbledore, ou um vnculo  que  poderia  ter  sido,  ou  o  quanto  isso
significava para ele. Mas parecia que para Dumbledore,  que  o  fato  de
suas famlias descansarem  lado a lado no mesmo cemitrio teria sido uma
coincidncia sem importncia, irrelevante, talvez para  o  trabalho  que
ele queria que Harry fizesse.
       
       Hermione estava olhando para Harry, e ele estava  feliz  que  seu
rosto estivesse escondido nas sombras. Ele leu as palavras novamente  na
lpide. Onde seu tesouro  estiver, tambm estar seu  corao.  Ele  no
entendeu o que essas palavras significavam. Certamente Dumbledore  tinha
as escolhido, o membro mais velho da famlia  uma vez que sua morreu.
       
       "Voc tem certeza que ele nunca mencionou?" comeou Hermione.
       
       "No" disse Harry curtamente, ento "vamos continuar  olhando"  e
ele se virou, desejando no ter visto  a  pedra:  Ele  no  quis  a  sua
trepidao entusiasmada  manchada com ressentimento.
       
       "Aqui"  Hermione  gritou  novamente  alguns  segundos  depois  na
escurido." Oh no, desculpa! Eu pensei ter lido Potter."
       
       Ela estava esfregando uma pedra musgosa, vendo embaixo  dela  uma
pequena face franzida.
       "Harry, volte aqui um minuto"
       
       Ele no queria desviar sua ateno novamente, porm retornou  at
ela.
       
       "O qu?"
       
       "Olhe isto"
       
       A sepultura era extremamente velha, de um  jeito  que  Harry  mal
podia entender o nome. Hermione lhe mostrou o smbolo em baixo dela.
       
       "Harry,  a marca que tem no livro!"
       
       Ele olhou atento para o lugar que ela indicava: A pedra  era  to
gasta que foi difcil ler o que estava gravado,  mas  realmente  parecia
haver uma marca triangular  embaixo do nome ilegvel prximo.
       
       "... isso pode ser..."
       
       Hermione acendeu a varinha e apontou para o nome na lpide.
       
       " Ig -- Ignotus, eu acho..."
       
       "Vou continuar procurando meus pais, t bom?"  Harry  lhe  disse,
com desprezo em sua voz, e ele saiu novamente,  deixando-a  agachada  ao
lado da velha sepultura.
       
       De vez em quando ele reconhecia um sobrenome,  tal  qual  Abbott,
que ele tinha conhecido em Hogwarts. s vezes havia vrias  geraes  de
uma mesma famlia bruxa  representada no cemitrio:  Harry  podia  dizer
pelas datas que ou eles haviam morrido todos, ou ento os membros atuais
haviam se mudado de Godric's  Hollow.  Fundo    e  fundo  ao  longo  das
sepulturas ele foi, e toda vez que alcanava uma nova lpide ele  sentia
uma pontada de apreenso e ansiedade.
       
       A escurido e o silncio  pareceram  chegar,  todas  de  repente,
muito profundamente. Harry  olhou  em  volta,  preocupado,  pensando  em
dementadores, e ento percebeu  que o coral  havia  terminado  e  que  o
murmurinho do monte de devotos estava acabando ao longe, enquanto faziam
seu caminho de volta ao quarteiro. Algum na igreja  acabava de  apagar
as luzes.
       
       Ento a voz de Hermione surgiu na escurido  pela  terceira  vez,
aguda e clara vinda de alguns metros de distncia.
       
       "Harry, eles esto aqui... bem aqui."
       E ele soube pelo tom dela, que era a sua me e seu pai esta  vez:
Ele foi at ela, sentindo algo  pesado  apertando  seu  peito,  a  mesma
sensao que ele teve  logo aps Dumbledore ter morrido uma aflio  que
tinha pesado de fato no seu corao e pulmes.
       
       A lpide estava apenas filas atrs de Kendra e Ariana. Era  feita
de mrmore branco, igual a tumba de  Dumbledore,  e  isso  fez  fcil  a
leitura, como se brilhasse  na escurido. Harry no precisou ajoelhar ou
chegar muito perto para entender o que as palavras gravadas nela.
       
       TIAGO JAMES POTTER NASCIDO DIA 27 DE MARO DE 1960 MORTO  DIA  31
DE OUTRUBRO 1981
       
      LILIAN POTTER NASCIDA DIA 30 JANEIRO 1960  MORTA  DIA  31  OUTUBRO
1981

O ltimo inimigo que dever ser destrudo  a morte.
       Harry leu as palavras lentamente, como  se  ele  s  tivesse  uma
chance de entender o seu significado, e ele leu a ltima  parte  em  voz
alta.
       
       "O ltimo inimigo que ser destrudo ser a morte." Um pensamento
horrvel veio a ele, com um tipo de pnico.  "No  seria  uma  idia  de
Comensal da Morte"?  Porque isso est aqui?"
       
       "No significa derrotando a morte igual os  Comensais  da  Morte,
Harry" disse Hermione  com  uma  voz  suave.  "Significa..  Voc  sabe..
Vivendo alm da morte.. Vivendo  depois da morte."
       
       Mas eles no estavam vivos,  pensou  Harry:  eles  se  foram.  As
palavras vazias no puderam  disfarar  o  fato  de  que  os  seus  pais
permaneciam ali embaixo da neve  e da pedra, indiferente, inconsciente. 
       
       E lgrimas vieram antes que  ele  pudesse  par-las,  borbulhando
quente, instantaneamente congelando em seu rosto, e qual era o porqu de
limp-las, ou pretender?  Ele as deixou  cair,  seus  lbios  fortemente
apertados juntos, olhando para a neve a baixo grossa escondendo de  seus
olhos o ltimo lugar que Llian e  Tiago  se  deitaram,    agora  ossos,
certamente, ou p, nem sabendo nem se  importando  que  seu  filho  vivo
estivesse  to  perto,  seu  corao  ainda  batendo,  vivo  por    seus
sacrifcios e quase  desejou,  neste  momento,  que  estivesse  dormindo
abaixo da neve com eles.
       
       Hermione pegou sua mo novamente, e estava segurando-a  apertado.
Ele no pode olhar pra  ela,  mas  devolveu  a  presso,  agora  pegando
profundos goles de ar noturno,  tentando se acalmar, tentando  recuperar
o controle. Ele deveria ter trazido algo para dar-lhes, e ele no  tinha
nem pensado nisso, e cada flor  do  cemitrio  estavam    desfolhadas  e
congeladas. Mas Hermione elevou sua varinha,  moveu  em  circulo  e  uma
grinalda de rosas de  Natal  floresceu  antes  deles.  Harry  pegou-a  e
deitou-as na  sepultura de seus pais.
       
       To logo ele se levantou, ele quis partir:  ele  no  achava  que
podia ficar outro minuto ali. Ele ps seus braos ao redor dos ombros de
Hermione, e ela ps  os seus ao redor de sua cintura, e eles se  viraram
em silncio caminhando para longe atravs da neve, passando pela  me  e
irm de Dumbledore, de volta em direo    igreja,  fora  da  vista  do
porto vazado.


JULY WULFRIC


Captulo 17 - O Segredo de Bathilda

        "Harry, pare."
        " Algo errado?"
        Tinham apenas alcanado a lapide de um desconhecido Abbot .
        "Tem algum ali. Tem algum nos vigiando. Eu posso ver. L sobre
os arbustos." 
        Eles pararam completamente em silncio, um  segurando  no  outro
fitando o escuro e denso limite do cemitrio. Harry no podia ver nada.
        " Voc tem certeza?"
        "Eu vi alguma coisa se movendo, eu poderia jurar que vi..."
        Ela soltou-se dele para deixar livre a mo da varinha.
        "Estamos iguais aos trouxas," disse Harry.
        "Trouxas que acabaram de  deixar  flores  nas  lapides  de  seus
pais"! Harry eu tenho certeza de que h algum ali!"
        Harry pensou em Uma Histria da Magia, o cemitrio  supostamente
devia ser assombrado: E se-- ? Mas ento ele ouviu um farfalhar e viu um
pequeno redemoinho  que expulsava neve na moita a  qual  Hermione  tinha
apontado. Fantasmas no poderiam mover a neve.
        "  um gato" disse Harry, um ou  dois  segundos  depois  "ou  um
pssaro. Se fosse um Comensal da Morte eles j  estariam  mortos  agora.
Mas vamos sair daqui e  ai poderemos vestir a capa".
        Olhavam para trs repetidamente enquanto caminhavam para fora do
cemitrio. Harry, que no tinha se sentido to bem-disposto  quanto  ele
pretendia ao confortar Hermione, estava grato por alcanar o porto e  a
calada escorregadia. Eles puxaram  a capa da Invisibilidade sobre eles.
O pub estava mais cheio do que antes. Quando se aproximaram da igreja  ,
ouviram muitas vozes, que agora cantavam  canes  de    Natal.  Por  um
momento Harry considerou sugerir que eles se refugiassem l dentro,  mas
antes que ele pudesse dizer algo  Hermione  murmurou,  "Vamos  por  este
caminho"  puxando ele para uma rua escura  que  conduzia  para  fora  da
vila, na direo oposta que tinham entrado. Harry poderia marcar o ponto
onde as casas de  campo  terminavam    e  a  ruela  se  transformava  em
territrio aberto de novo. Andaram o mais rpido que  puderam,  passando
por mais janelas reluzentes com pisca-piscas e contornos  escuros    das
arvores de natal atravs das cortinas. 
        " Como iremos encontrar a casa de Bathilda?" perguntou  Hermione
que estava tremendo um pouco e continuava espiando por cima dos  ombros.
"Harry, o que voc  acha? Harry?"
         Ela cutucou seu brao, mas Harry no deu  ateno.  Ele  estava
olhando para a massa escura parada no fim das casas. Neste  momento  ele
se apressou, arrastando  Hermione junto fazendo-a escorregar um pouco no
gelo".
        " Harry ---"
        " Olho.. olhe ali Hermione..."
        " Eu no.. oh!"
        Ele poderia ver; o feitio  Fidelius  havia  morrido  junto  com
James e Lily. O mato cresceu selvagemente durante dezesseis anos,  desde
que Hagrid tirou Harry  dos entulhos  que  se  espalhavam  na  grama  na
altura da cintura. A maior parte da casa ainda estava de  p  apesar  de
estar inteiramente coberto por uma neve escura,  mas o lado  direito  do
assoalho superior tinha sido destrudo. Harry tinha certeza, foi onde  a
maldio explodiu. Ele e Hermione pararam no porto e  contemplaram    a
destruio do que deveria ter sido uma casa igual as que a circundavam.
        " Queria  saber  porque  ningum  reconstruiu  isso?"  sussurrou
Hermione.
        " Talvez no possa ser  reconstrudo"  Harry  respondeu  "Talvez
seja como Magia Negra e no pode ser reconstrudo"
        Ele deslizou uma mo sobre a capa de invisibilidade para segurar
o porto que estava coberto de  neve  e  espessamente  enferrujado,  no
queria abrir, mas simplesmente  segurar alguma parte da casa. 
        "Voc no vai entrar? Parece inseguro, pode - - oh, Harry olhe!"
        O toque  dele  no  porto  parecia  ter  feito  isso.  Um  sinal
ergueu-se para fora do cho em frente  a  eles,  passando  por  cima  da
confuso de urtigas e ervas-daninhas,como  uma flor brotando rapidamente
do cho, e em letras douradas a uma inscrio dizia:

        NESTE LOCAL, NA NOITE DE 31 DE OUTUBRO DE 1981,
        LILY E JAMES POTTER PERDERAM SUAS VIDAS,
        SEU FILHO, HARRY, FOI O NICO BRUXO
        A TER SOBREVIVIDO A MALDIO DA MORTE,
        ESTA CASA, INVISVEL PARA OS TROUXAS, FOI DEIXADA
        EM SEU ESTADO ATUAL COMO UM MONUMENTO DOS POTTERS
        E UMA LEMBRANA DA VIOLNCIA
        QUE ACONTECEU COM SUA FAMLIA.

        E em volta dessas organizadas letras  cultas,  mensagens  tinham
sido adicionadas por outras bruxas e bruxos que tinham vindo ver o lugar
onde o Menino-Que-Sobreviveu  escapou. Alguns tinham meramente  assinado
seus nomes com Tinta Eterna; outros  tinham  marcado  suas  iniciais  na
madeira, ainda outros tinham deixado mensagens. As  mais  recentes,  que
brilhavam durante dezesseis anos  de  dignos  grafites  mgicos,  diziam
coisas similares. 
        BOA SORTE HARRY, ONDE QUER QUE VOC ESTEJA.
        SE VOC LER ISSO, HARRY, NS TODOS TE APOIAMOS!
        LONGA VIDA A HARRY POTTER.

        "Eles  no  deviam  ter  escrito  na  placa!"  disse   Hermione,
indignada.
        Mas Harry riu feliz para ela.
        " brilhante. Estou contente que eles escreveram. Eu..."
        Ele parou. Uma figura pesadamente escondida estava mancando  rua
acima em direo a eles, desenhado como uma silhueta pelas luzes  claras
na praa distante.  Harry pensou, embora fosse  difcil  adivinhar,  que
aquela figura era uma  mulher.  Ela  estava  se  movendo  vagarosamente,
possivelmente com medo de cair no cho coberto  de neve. Sua inclinao,
seu jeito corpulento, seu arrastar de ps enquanto andava, tudo deu  uma
impresso de uma idade extrema. Eles  assistiram  em  silncio  enquanto
ela se adiantou para mais perto. Harry estava esperando para ver se  ela
iria virar em alguma pequena casa pelas quais estava passando,  mas  ele
sabia instintivamente  que ela no iria. Finalmente ela veio e  parou  a
algumas jardas deles  e  simplesmente  permaneceu  no  meio  da  estrada
congelada, encarando-os.
        Ele no precisou do belisco de Hermione em seu brao. Quase no
havia chance que essa mulher fosse uma Trouxa. Ela  estava  parada  ali,
contemplando a casa,  que estaria  invisvel  caso  ela  no  fosse  uma
bruxa. Assumindo que ela era uma  bruxa,  no  entanto,  era  estranho  o
comportamento de sair em uma noite fria simplesmente    para  olhar  uma
runa velha. Por todas regras  de  magia  normal,  no  entanto  ela  no
poderia ver  Hermione  e  ele.  No  obstante,  Harry  teve  a  estranha
impresso que ela  sabia onde estava e que eles estavam  ali.  Justo  na
hora que ele tinha chegado a esta concluso, ela elevou a mo e acenou.
        Hermione se moveu mais perto dele na capa, o brao dela  apertou
contra o seu.
        " Como ela sabe?"
        Ele balanou a cabea dele.  A  mulher  acenou  novamente,  mais
vigorosamente.  Harry poderia pensar em muitas razes para no  obedecer
ao chamado e as suspeitas sobre a identidade dela estavam crescendo mais
e mais a cada momento que eles se  encaravam no meio da rua deserta.

        Ser possvel que ela estivesse esperado por  eles  todos  esses
meses? Que Dumbledore tinha lhe dito que  esperasse,  e  que  que  Harry
fosse ali afinal? No  era possvel que ela tinha se movido nas  sombras
do cemitrio e seguido-os at este ponto? At mesmo  a  habilidade  dela
para os sentir passava a impresso de um poder  de  Dumbledore  que  ele
nunca havia visto.
        Finalmente Harry falou, fazendo Hermione ofegar e saltar.
        "Voc  Bathilda?"
        A figura oculta acenou com a cabea e recuou novamente. Em baixo
da capa de invisibilidade Harry e Hermione se entreolharam. Harry elevou
a capa; Hermione  fez um movimento minsculo,  nervoso.  Eles  foram  em
direo  mulher, e imediatamente, ela virou e mancou para trs de  onde
eles tinham surgido. Conduzindo-os por varias casas, ela  entrou  em  um
porto. Eles a seguiram por um caminho de  um  jardim  to  grande.  Ela
procurou desajeitadamente a chave e colocou na porta da frente, ento  a
abriu e afastou -se para que  eles pudessem entrar.

        Ela cheirava mal ou talvez fosse a casa dela;  Harry  franziu  o
nariz, conforme andavam do seu lado e e puxavam a capa.  Agora  que  ele
estava ao seu lado, percebeu  como ela era pequena, curvada com a idade,
sua altura mal chegava a seu peito. Ela fechou a porta atrs deles; suas
juntas dos dedos em diferentes tons de  azul  de    encontro    pintura
descascada; ento se virou e examinou a face de  Harry.  Os  olhos  dela
estavam  apertados,  com  cataratas  e  afundados  em  dobras  de   pele
transparente,  e a cara inteira dela foi pontilhada com veias estouradas
e manchas marrons. Ele desejou saber  se  ela  poderia  entender  alguma
coisa, mesmo se pudesse, ele era o  Trouxa calvo cuja identidade que ele
tinha roubado que ela veria. 
        O odor da velhice, de p, de roupas no lavadas e  comida  podre
intensificou-se quando ela desenrolou um  xale  rodo  pelas  traas,  e
revelou uma cabea de  cabelos  brancos  e  escassos  na  qual  o  couro
cabeludo mostrou claramente. " Bathilda?" repetiu Harry.
        Ela acenou com  a  cabea  novamente.  Harry  se  deu  conta  do
medalho contra a  pele  dele;  a  coisa  que  estava  dentro  dele  fez
tique-taque; ele poderia sentir   isso  pulsando  pelo  ouro  frio.  Ele
saberia, poderia sentir, que a coisa que o destruiria estava perto?
        Bathilda arrastou alm deles e desapareceu no  que  parecia  uma
sala de estar.
        "Harry, eu no estou certa sobre isso;" disse Hermione 
        " Olhe para o tamanho dela, acho  que  se  quisermos  domina-la,
conseguiremos" disse Harry "Olhe, eu deveria ter lhe  falado.  Eu  soube
que ela no  muito boa.  Muriel chama ela de gag".
        " Venham" chamou Bathilda do prximo quarto.
        Hermione pulou e agarrou com fora o brao de Harry.
        "Tudo bem" disse Harry de maneira tranqilizadora,  conduzindo-a
para o quarto.
        Bathilda estava cambaleando em volta do lugar,  acendendo  velas
mas ainda estava muito escuro sem mencionar extremamente sujo. A  poeira
espessa estalava abaixo  de seus ps, e o nariz de Harry  detectou,  por
trs do cheio forte  de  mofo  algo  pior,  como  carne  estragada.  Ele
imaginou quando havia sido a ltima vez que algum  entrara na  casa  de
Bathilda para checar  o  que  ela  estava  fazendo.  Ela  parecia  haver
esquecido que  poderia  fazer  mgica,pois  estava  acendendo  as  velas
desajeitadamente  com as mos, o punho de renda da sua capa em constante
perigo de pegar fogo. " Deixe-me fazer isso" ofereceu Harry  pegando  os
fsforos dela, ela o ficou observando enquanto ele terminava de  acender
as velas, que repousavam em  pires  em  volta    da  sala.  Empoleiradas
precariamente em pilhas de livros e nas mesinhas abarrotadas com xcaras
rachadas e mofadas.
        A ltima superfcie em que Harry colocou a vela era um ba com a
frente em  forma  de  arco,  no  qual  repousava  um  grande  nmero  de
fotografias. Quando a chama  danou vivamente o reflexo ondulou em  seus
vidros e pratas empoeirados. Ele  viu  alguns  pequenos  movimentos  das
figuras. Enquanto Bathilda se atrapalhava com a lenha  para o fogo,  ele
murmurou "Tergeo": A  poeira  sumiu  das  fotografias,  e  ele  viu  que
fotografias dos  12  dos  maiores  e  mais  ornamentados  quadros  foram
perdidas. Ele  imaginou por que ela Bathilda ou algum mais  os  haveria
removido, ento a viso de uma fotografia prxima ao  fundo  da  coleo
capturou sua viso e ele a agarrou. 
        Era o ladro de cabelo dourado e rosto sorridente, o homem jovem
que  havia  se  empoleirado  no  parapeito  de  Gregorovitch    sorrindo
preguiosamente para Harry  de sua moldura  prateada.  E  veio  a  Harry
instantaneamente onde ele havia visto o garoto antes  :  "A  vida  e  as
Mentiras  de  Alvo  Dumbledore",  de  braos  dados  com  o   Dumbledore
adolescente, devia ser l que todas as fotografias perdidas estavam:  no
livro de Rita.
        " Senhora - Madame - Bagshot?"  Ele  falou,  e  sua  voz  tremeu
entrecortada. - " quem  esse?"
        Bathilda estava de p  no  meio  da  sala,  observando  enquanto
Hermione acendia o fogo pra ela.
        " Madame Bagshot?" Harry repetiu e avanou com  a  fotografia  
frente. Ela observou solenemente e ergueu o olhar pra Harry.
        " Voc sabe quem  esse?" ele repetiu em uma voz muito mais alta
e lenta que o usual. "Esse homem? Voc o conhece? Como ele se chama?" 
        Bathilda apenas olhou vagamente  e  Harry  sentiu  uma  terrvel
frustrao. Como teria Rita Skeeter aberto as memrias de Bathilda?
        " Quem  este homem?" ele repetiu audivelmente.
        " Harry o que voc est fazendo?" Perguntou Hermione.
        " Essa foto. Hermione,  o ladro  que  roubou  Gregorovitch!Por
favor!" Ele disse para Bathilda. "Quem  esse?"
        Mas ela apenas o fitou.
        "  Por  que  voc    nos    pediu    para    vir    com    voc,
Senhora-Senhorita-Bagshot, o que queria nos dizer?" 
        Sem dar nenhum sinal de que ela havia ouvido Hermione,  Bathilda
agora arrastou os ps alguns passos em direo a Harry. Com uma  pequena
sacudida em sua cabea,  ela olhou de volta para o Hall.
        " Voc quer que a gente saia?" Ele perguntou.
        Ela repetiu o gesto, dessa vez apontando frustradamente pra ele,
depois pra ela mesma e ento para a telhado.
        " Ah..certo...Hermione, eu penso que ela quer que a gente v com
ela, escada acima."
        " ok" disse Hermione "Vamos".
        Mas quando Hermione se moveu, Bathilda balanou sua  cabea  com
um vigor surpreendente, mais uma vez apontando, primeiro  para  Harry  e
depois pra ela mesma.
        " Ela quer que eu v com ela, sozinho."
        " Por que?" perguntou Hermione, e sua voz soou forte e clara  na
sala iluminada por velas, a velha senhora balanou um pouco a cabea por
causa do alto barulho.
        " Talvez Dumbledore tenha falado pra ela dar a espada pra mim, e
apenas para mim?"
        " Voc realmente acha que ela sabe quem voc ?"
        " Sim"disse Harry olhando pros seus olhos leitosos fixados  nele
"eu acho que ela sabe"
        " Est bem, ok ento, mas seja rpido Harry."
        " Mostre o caminho" Harry disse a Bathilda.
        Ela pareceu entender, por que arrastou os ps em volta  dele  em
direo a porta, Harry deu uma olhada  de  volta  pra  Hermione  com  um
sorriso tranqilizador,  mas ele no  estava  certo  de  que  ela  havia
visto. Ela permaneceu abraando a si mesma, no meio da sala, olhando  em
direo  estante de livros. Enquanto Harry caminhava  pra fora da sala,
fora da viso de Hermione e Bathilda, ele deslizou a moldura prateada do
desconhecido para dentro de seu casaco. 
        Os degraus eram ngremes e estreitos, Harry estava meio  tentado
a colocar suas mos nas costas de Bathilda pra  assegurar  que  ela  no
casse de costas sobre  ele,  pois  era  o  que  parecia.  Lentamente  e
resfolegando  um  pouco,  ela  subiu  para  o  piso  superior,   virando
imediatamente a direita e o conduzindo a um quarto de teto  baixo.
        Era totalmente escuro  e  cheirava  horrivelmente,  Harry  havia
acabado de visualizar um penico debaixo  da  cama,  antes  que  Bathilda
fechasse a porta, e eles  fossem engolidos pela escurido.
        " Lumos" falou Harry, e sua varinha acendeu. Ele deu  um  salto,
Bathilda havia se movido pra perto  dele  naqueles  poucos  segundos  de
escurido,e ele no havia  ouvido sua aproximao.
        " Voc  o Potter?" Ela murmurou;
        " sim, eu sou"
        Ela concordou lentamente, solenemente, Harry  sentiu  o  Horcrux
bater rapidamente, mais rpido que seu prprio corao, o que  dava  uma
sensao agitada e desconfortvel.
        " Voc tem alguma coisa  pra  mim?"  Harry  perguntou,  mas  ela
parecia distrada pela luz de sua varinha. "Voc tem  alguma  coisa  pra
mim?" Ele repetiu.
        Ento ela fechou seus olhos e vrias coisas aconteceram.
        A cicatriz de Harry formigou  dolorosamente,  o  Horcrux  pulsou
tanto que a frente do seu suter estava agora se  movendo,  o  escuro  e
fedido quarto se dissolveu  momentaneamente. Ele  sentiu  um  assomo  de
alegria e falou em uma voz alta e fria: "Segure-o!"
        Harry oscilou onde ele  estava.  O  escuro,  quarto  malcheiroso
pareceu se fechar em volta dele de novo,  ele  no  sabia  o  que  tinha
acabado de acontecer.
        " Voc tem alguma coisa pra mim?" Ele  perguntou  pela  terceira
vez, bem mais alto. 
        " Por aqui", ela murmurou, apontando o canto. Harry levantou sua
varinha e viu os contornos de uma penteadeira, abaixo de uma janela  com
cortinas.
        Dessa vez ela no o guiou, Harry se esgueirou entre ela e a cama
desfeita, sua varinha erguida. Ele no queria afastar seu olhar dela. 
        " O que  isso" ele perguntou ao alcanar a penteadeira, na qual
parecia estar amontoada uma pilha que fedia como  roupa  suja  "L"  Ela
falou apontando para a massa sem forma.
        E no momento que ele afastou o olhar, seus olhos  vasculharam  o
emaranhando  atrs  de  um  cabo  de  espada,  um  rubi,  ela  se  moveu
estranhamente. Ele viu pelo  canto de seus olhos, o pnico fez  com  que
ele se virasse e o horror o paralisou enquanto ele  via  o  velho  corpo
explodindo e uma cobra gigante surgindo do lugar onde  seu pescoo havia
estado.
        A cobra atacou enquanto ele  erguia  sua  varinha,  a  fora  do
ataque em seu antebrao fez sua varinha girar em direo ao teto sua luz
se projetando fracamente  em  volta  do  quarto  e  apagando,  ento  um
poderoso golpe de cauda em sua barriga lhe tirou todo o ar,  Harry  caiu
pra trs sobre a penteadeira na baguna de  roupas imundas. Ele rolou de
lado, escapando por pouco da cauda da cobra que esmagou o topo  da  mesa
onde ele havia estado um segundo antes. Fragmentos  da  superfcie    de
vidro caram sobre ele quando ele bateu no  cho.  De  baixo  ele  ouviu
Hermione chamar :"Harry?"
        Ele no conseguiu reunir flego suficiente para chamar de volta,
ento uma massa densa o esmagou contra o cho, e ele  sentiu  deslizando
sobre ele, um poderoso  e musculoso -
        " No!" ele engasgou, esmagado contra o cho.
        " Sim", murmurou a voz, "simm...Segurar voc...Segurar voc..." 
        " Accio...Accio varinha..."
        Mas nada aconteceu e ele  precisou  de  suas  mos  para  tentar
afastar a cobra dele enquanto ela se enrolava  em  volta  de  seu  peito
drenando o ar dele, pressionando  duramente o horcrux nele,  um  crculo
de gelo que batia com vida, a  polegadas  de  seu  prprio  e  frentico
corao, seu crebro estava se afogando em uma luz branca  e fria, todos
os pensamentos destrudos, seu prprio flego drenado passos  distantes,
tudo indo....
        Um corao de metal estava batendo do lado de fora do seu peito,
e agora ele estava voando... voando com  triunfo  em  seu  corao,  sem
precisar de vassoura  ou Testralios...
        Ele foi abruptamente acordado  na  ftida  escurido,  Nagini  o
havia libertado. Ele se ergueu e viu o contorno da cobra contra  a  luz,
Ela atacou e Hermione  mergulhou de  lado  com  um  berro,  seu  feitio
protetor atingiu a janela, que estilhaou. Ar  gelado  encheu  o  quarto
enquanto Harry patinava para escapar de outra chuva  de vidro  quebrado,
e seu p escorregou em algo com forma de lpis - Sua varinha - 
        Ele inclinou-se e agarrou-a, mas agora  o  quarto  estava  cheio
pela cobra, sua calda despedaando tudo, Hermione estava fora de viso e
por um momento Harry  pensou o pior mas ento houve um alto estalo, e um
flash de luz vermelha, e a cobra voou no ar, batendo no rosto  de  Harry
enquanto ia enrolando mais e mais em direo  ao teto. Harry ergueu  sua
varinha,  mas  enquanto  fez  isso  sua  cicatriz  pareceu  pulsar  mais
dolorosamente, mais forte do que havia feito em anos.
        " ele est vindo! Hermione, ele est vindo!"
        Enquanto ele gritou a cobra caiu assoviando de  forma  selvagem.
Tudo era um caos, ela  esmagava  as  gavetas  contra  a  parede,  coisas
partidas voando de todos  os lados enquanto Harry pulava sobre a cama  e
prendeu a forma negra que ele sabia ser Hermione...  Ela gritou  de  dor
conforme ela colocou suas costas na cama: a cobra se ps  em  retaguarda
novamente, mas Harry sabia que pior do que a cobra vindo, talvez  at  a
caminho,  era que sua cabea iria explodir com a dor de sua cicatriz.
        A cobra deu o bote assim que ele lanou-se numa corrida, pegando
Hermione com ele; Hermione gritou, "Confringo!" e seu feitio voou  pelo
quarto, explodindo  o espelho do guarda  roupas  e  ricocheteando  atrs
deles, do cho ao teto. Harry sentia o calor da cicatriz das  costas  de
sua mo. O vidro cortou sua bochecha quando  - puxando Hermione com  ele
- Harry saltou da cama para a penteadeira. e  ento,  direto  para  fora
pela janela despedaada, para o nada, o grito dela ressoando pela  noite
enquanto eles giravam no meio do ar....
        E ento, sua cicatriz explodiu e  ela  era  Voldemort  e  estava
correndo atravs do quarto ftido, suas longas mos brancas apertando  o
peitoril da janela conforme  ele controlava cruelmente o homem careca  e
a pequena mulher girava e desaparecia, e ele gritava com raiva, um grito
que se misturava com o da garota, que ecoava  pelos jardins negros sobre
os sinos da igreja soando no dia de Natal...
        E seu grito era o grito de Harry, sua dor era a dor de  Harry...
que isso podia acontecer aqui, onde j tinha acontecido  antes...  aqui,
dentro da viso daquela  casa onde ele havia chegado to perto de  saber
o que era morrer... morrer... a dor era  to  horrvel...  rasgando  seu
corpo... Mas se ele no tinha corpo, por que  sua cabea doa tanto;  se
ele estava morto, como ele podia sentir o frio insuportavel, a  dor  no
cessava com a morte?, no ia embora?...
        A noite mida e o vento, duas crianas  vestidas  como  abboras
'andando como patos' pelo quadrado e as vitrines das lojas cobertas  com
aranhas de papel, todas  as espalhafatosas decoraes dos Trouxas, de um
mundo no qual eles no acreditavam e ele estava deslizando, o  senso  de
objetivo, poder e justia que ele sempre sentia  nessas ocasies..  nada
de raiva... isso era para almas mais fracas que a dele...  mas  triunfo,
sim. Ele tinha esperado por isso, aguardado... " Bela fantasia, senhor"
        Ele viu o pequeno sorriso  do  garoto  hesitando,  enquanto  ele
corria  o  suficiente  perto  para  enxergar  debaixo   da    capa    de
invisibilidade, viu o temor turvando  sua face: ento a criana se virou
e correu... Sob a capa, ele segurou o cabo de sua varinha... Um  simples
movimento  e  a  criana  nunca  mais  encontraria  sua  me...      mas
desnecessrio, um tanto desnecessrio...
        E ao longo de uma rua nova e mais escura ele movia-se,  e  agora
seu destino estava ao alcance finalmente, o Encanto  Fidelius  quebrado,
embora eles ainda no  sabiam... Ele fez menos  barulho  que  as  folhas
mortas que escorregam ao longo do pavimento enquanto ele parava na cerca
viva e se dirigia para cima...
        Eles no tinham puxado as cortinas; ele  os  viu  claramente  no
pequeno cmodo, o homem alto de cabelos  pretos  e  bagunados  em  seus
culos, soltando fumaa  colorida de sua varinha  para  a  distrao  do
pequeno garoto de cabelos tambm pretos em seu pijama  azul.  A  criana
estava rindo e tentando pegar a fumaa, para traz-la  em suas  pequenas
mos... 
        Uma porta se abriu e a me entrou, dizendo palavras que ele  no
podia escutar, os longos cabelos ruivo-escuros caindo  sobre  sua  face.
Agora o pai levantou  o filho em seu colo e o entregou para a  me.  Ele
jogou sua varinha sobre o sof e espreguiou-se, bocejando...
        O porto rangiu um pouco enquanto ele o abria, mas Tiago (James)
Potter no escutou. Sua mo branca puxou a varinha  debaixo  da  capa  e
apontou-a para a porta,  que se abriu com um estouro....  Ele  j  tinha
passado o solado da porta quando Tiago veio correndo para o hall. Estava
fcil, muito fcil, ele nem mesmo tinha pego sua varinha...
        " Lily, pegue o Harry e v!  Ele! V! Corra!  Eu  vou  mant-lo
aqui!" 
        Segur-lo sem varinha na sua mo...Ele riu  antes  de  lanar  o
feitio...
        " Avada Kedavra!"
        A luz verde encheu o apertado Hall,  iluminando  o  carrinho  de
beb encostado contra a parede, fazendo o corrimo brilhar  como  faixas
de luz, e Tiago Potter   caiu  como  uma  marionete  cujos  cordes  so
cortados. 
        Ele pode ouv-la gritando do piso superior, presa, mas  contanto
que ela fosse sensata, ela, pelo menos, no teria  nada  que  temer  Ele
subiu os degraus, ouvindo  com leve prazer  as  tentativas  dela  de  se
proteger, ela tambm no tinha varinha...como  eles  eram  estpidos,  e
quo confiantes, achando que repousavam tranqilos  entre amigos que  as
armas poderia ser descartadas mesmo que por momentos....
        Ele forou a porta empurrando de lado  a  cadeira  e  as  caixas
precariamente empilhadas contra a porta com um movimento  preguioso  de
varinha... e l estava  ela, a criana nos braos. Com a viso dele, ela
colocou seu filho no bero atrs e abriu os braos, como se isso pudesse
ajudar como se protegendo ele da viso  ela esperasse ser  escolhida  ao
invs....
        " no o Harry, No o Harry, por favor, No o Harry!"
        " Saia da frente garota tola...saia da frente agora."
        " O Harry no, por favor, me leve, Mate-me ao invs..."
        " este  o meu ltimo aviso..."
        " Harry no por  favor,  tenha  piedade  tenha  piedade...No  o
Harry!No o Harry por Favor...Eu farei qualquer coisa..."
        " saia da frente saia da frente garota!"
        Ele poderia ter forado ela pra  longe  do  bero,  mas  pareceu
imprudente para acabar com todos....
        A luz verde brilhou em volta do  quarto  e  ela  caiu  como  seu
marido. A criana no havia chorado  todo  esse  tempo.  Ele  ficou  l,
segurando nas barras do seu  bero e levantou o olhar para  o  rosto  do
intruso com um tipo de interesse brilhante. Pensando talvez que era  seu
pai escondido atrs da capa, fazendo mais luzes bonitas, e  sua  me  se
levantaria a qualquer momento, rindo---
        Ele apontou a  varinha  muito  cuidadosamente  para  a  face  do
menino.  Ele  quis  ver  acontecer,  a  destruio  deste,   o    perigo
inexplicvel. A criana ento comeou  a  chorar:  Tinha  percebido  que
aquele no era James. Ele no gostou do choro, ele nunca  foi  capaz  de
engolir os pequenos chorando no orfanato- " Avada Kedavra!"
        Ento ele "quebrou". Ele no  era  nada,  nada  alem  de  dor  e
terror, e ele tinha que se esconder, no  aqui  nos  escombros  da  casa
arruinada aonde a criana que  foi emboscada gritava, mas longe... muito
longe... " No..." ele gemeu
        A cobra sussurrou no cho  imundo,  e  ele  tinha  que  matar  o
menino, e ao mesmo tempo ele era o menino...
        " No..."
        E agora ele encarava a janela  quebrada  da  casa  de  Bathilda,
emergido em recordaes de suas grandes perdas, e aos seus ps a  grande
cobra deslizou sobre  os vidros e porcelana  quebrada.  Ele  olhou  para
baixo e viu algo... viu algo incrvel
        " No.."
        " Harry, est tudo bem, voc est bem!"
        Ele se inclinou e apanhou a fotografia amassada. La estava  ele,
o ladro desconhecido, o ladro que ele vinha procurando...
        " No... eu derrubei... eu derrubei..."
        " Harry, est tudo bem, acorde, acorde!"
        E ele era o Harry... Harry,  no  Voldemort...  E  a  coisa  que
sussurrava no era a cobra...
        Ele abriu os olhos
        " Harry" Hermione sussurrou.  "Voc  est...  est  se  sentindo
bem?"
        " Sim," Ele mentiu.
        Ele estava na  barraca,  deitado  na  cama  debaixo  do  beliche
coberto por vrias mantas. Ele pode perceber que era  quase  manh  pela
quietude e intensidade do  frio e pela posio da luz alem  do  teto  de
lona. Ele estava encharcado de suor, ele podia sentir isso nos lenis e
mantas.
        " Nos escapamos"
        " Sim" disse Hermione "Eu tive que usar o feitio  de  levitao
para leva-lo at o seu beliche. Eu no pude ergue-lo... Voc foi... Voc
no foi totalmente... Havia sombras roxas debaixo de seus olhos marrons,
e ele notou uma pequena esponja na sua mo: Ela tinha estado passando em
sua face.
        " Voc esteve mal..." ela terminou "Bem mal"
        " H quanto tempo partimos?"
        " Horas atrs.  quase manh"
        " Eu estive... o que, inconsciente?"
        " No  exatamente."  Hermione  disse  desconfortavelmente  "Voc
gritava e gemia... e coisas" ela acrescentou em um tom que fez Harry  se
sentir irriquieto. O  que ele fez? Gritou as maldies  como  Voldemort,
chorou como um beb no bero?
        "Eu no consegui tirar a Horcrux do seu pescoo"  ela  disse,  e
ele sabia que ela queria mudar o assunto. "Ela estava grudada  Voc  tem
uma marca, Eu sinto  muito, eu tive que usar um  Feitio  Cortante  para
tirar de voc. A cobra te atingiu tambm, mas eu j limpei  a  ferida  e
coloquei algum Ditamo (planta da famlia do  hortel)..."
        Ele puxou a camiseta suada que estava usando e olhou para si. L
estava, era uma marca  oval  escarlate  acima  de  seu  corao  onde  o
medalho o tinha queimado.  Ele tambm podia ver o buraco meio curado no
antebrao dele.
        " Onde voc ps o Horcrux?"
        " Em minha bolsa. Eu acho que deveramos manter l por um tempo"
        Ele encostou-se aos travesseiros e olhou para o rosto dela.
        "No deveramos ter ido a Godric's Hollow.  minha  culpa,  tudo
minha culpa. Hermione, eu sinto muito."
        " No  sua culpa. Eu quis ir tambm; Eu  realmente  pensei  que
Dumbledore poderia ter deixado a espada l para voc."
        " , bem... Entendemos errado no ?"
        " O que aconteceu Harry? O que aconteceu  quando  ela  te  levou
para o andar de cima? A cobra estava escondida em algum  lugar?  Ela  s
saiu,a matou e atacou  voc?"
        " No" ele disse "Ela era a cobra... ou a cobra era ela... desde
o principio"
        " O-o que?"
        Ele fechou os olhos. Ainda podia sentir  o  cheiro  da  casa  de
Bathilda nele; fez com que tudo se tornasse horrivelmente vivido. 
        "Bathilda deveria estar morta a um tempo. A cobra era...  estava
dentro dela. Voc-sabe-quem  a  colocou  l  em  Godric's  Hollow,  para
esperar. Voc estava certa.  Ele sabia que eu iria voltar."
        " A cobra estava dentro dela?"
        Ele  abriu  os  olhos  novamente.  Hermione  parecia  revoltada,
nauseada.
        " Lupin disse que haveria magias  que  nunca  imaginamos"  Harry
disse "Ela no queria falar na sua frente, porque seria  ofidioglota,  e
eu no perceberia, mas   claro,  poderia  compreende-la.  Uma  vez  que
estvamos no quarto, a cobra enviou uma mensagem para Voc-Sabe-Quem, eu
ouvi isto acontecer dentro da minha cabea,  eu o  senti  excitado,  ele
disse para me manter l... e ento..."
        Ele se lembrou  da  cobra  que  saia  do  pescoo  de  Bathilda.
Hermione no precisava saber dos detalhes.
        " Ela mudou... mudou para cobra e atacou."
        Ele olhou para as feridas
        " Ela no  deveria  me  matar,  apenas  me  manter  l  at  que
Voc-Sabe-Quem chegasse"
        Se ele ao menos tivesse conseguido matar a cobra, teria valido a
pena, tudo... Cansado de tudo aquilo, ele se sentou e jogou as matas.
        " Harry, no, tenho certeza que voc deveria descansar"
        " Voc  que precisa de dormir. Sem  ofensas,  mas  voc  parece
terrvel. Eu estou bem. Eu ficarei de guarda por um tempo. Aonde est  a
minha varinha?" Ela no respondeu, ela meramente olhou para ele.
        " Onde est minha varinha Hermione?"
        Ela estava mordendo os lbios, e as lgrimas brotaram dos  olhos
dela
        " Harry..."
        " Onde est minha varinha?"
        Ela a alcanou debaixo da cama e a ofereceu para ele.
        A varinha de Oliveira e pena de Fnix estava  partida  em  duas.
Uma frgil trana de pena de fnix mantinha os dois  pedaos  unidos.  A
madeira tinha lascado,  estava completamente separada. Harry  levou-a  a
suas mos como se fosse algo vivo que havia sofrido  um  terrvel  dano.
Ele no pode pensar corretamente. Tudo era uma    mistura  de  panico  e
medo.
        Ento ele a ofereceu a Hermione.
        " Repare. Por favor"
        " Harry, eu no acho que quando se quebra assim..."
        " Por favor Hermione... tente"
        " R-Reparo" 
        A metade quebrada da varinha se reparou. Harry a ergueu.
        " Lumus" 
        A varinha brilhou delicadamente, e ento apagou. Harry apontou-a
a Hermione.
        " Expelliarmus!"
        A varinha de Hermione deu uma pequena sacudida, mas no saiu  de
sua mo. O sutil esforo mgico foi demais para a varinha de Harry,  que
se dividiu em duas  de novo.  Ele  a  fitou,  aterrorizado,  incapaz  de
absorver o que estava presenciando... a varinha que tinha sobrevivido  a
tanta coisa... 
        " Harry."  Hermione  sussurrou  to  baixo  que  mal  dava  para
ouv-la. "Eu sinto muito, muito mesmo. Acho que fui eu. Quando estvamos
saindo, voc sabe, a cobra  estava vindo em nossa direo, ento eu usei
um Fetio Explosivo e ela ricocheteou em tudo e ela deve ter -- deve ter
acertado --"
        "  Foi  um  acidente"  Harry  falou,  mecanicamente.  Estava  se
sentindo vazio, atordoado. "Ns vamos --  ns  vamos  dar  um  jeito  de
consert-la."
        " Harry,  no  acho  que  seremos  capazes  de  faz-lo."  disse
Hermione, as orelhas pingando em seu rosto. "Lembra... lembra  de  Rony?
Quando ele quebrou a varinha  ao bater o carro? Nunca mais foi a  mesma,
e ele teve que pegar uma nova."  Harry lembrou de Olivaras,  seqestrado
e mantido refm por Voldemort; de Gregorovitch, que agora estava  morto.
Como  que ele iria conseguir uma nova varinha?
        " Bem," ele disse, num falso tom de  conformidade,  "ento,  por
enquanto eu uso a sua emprestada. Enquanto eu fao a vigia."
        Com o rosto banhado por lgrimas, Hermione entregou sua varinha,
e ele a deixou sentada ao lado de sua cama,  desejando  nada  mais  nada
menos que distncia  dela. 

CREDITOS: Paulinho12390 REVISO: Nancy


Captulo 18 - A vida e mentiras de Alvo Dumbledore

O sol estava surgindo: A pura e incolor imensidade do  cu  se  estendia
acima dele, indiferente a ele e o seu sofrimento.  Harry  se  sentou  na
entrada de barraca inspirou   profundamente  o  ar  limpo.  Simplesmente
estar vivo para assistir a elevao  de  sol  acima  da  ladeira  nevada
cintilante deveria ser o maior tesouro da terra, contudo  ele  no  pde
apreciar isto: Os sentidos dele estavam alerta, excitados pelo  medo  de
perder o que tanto queria. Ele olhou para o vale coberto de neve,  podia
ouvir  de longe os sinos de igreja tocando atravs do silncio. Sem  ter
percebido, ele estava  cavando  seus  dedos  nos  seus  braos  como  se
tentasse resistir  dor que sentia no corpo.  Ele  derramou  seu  sangue
mais vezes do que podia  contar; j tinha perdido os ossos do seu  brao
direito uma vez; essa jornada j lhe tinha dado cicatrizes no seu  peito
e antebrao para se juntar com a da sua mo  e a da testa, mas  nenhuma,
at esse momento, fez ele se sentir fatalmente fraco, vulnervel, e  nu,
porque  parte  do  poder  mgico  havia  sido  levado  dele.  Ele  sabia
exatamente o que Hermione diria se ele expressasse alguma dessas  dores:
A varinha  to boa quanto o bruxo que a possui. Mas ela estava  errada,
seu caso era diferente.  Ela no  sentiu  a  varinha  girando  como  uma
agulha de um compasso e atirando raios  dourados  no  seu  inimigo.  Ele
perdeu a proteo das varinhas gmeas, e s agora que  foi embora ele se
conscientizou que contava muito com aquilo.  Ele  tirou  os  pedaos  da
varinha quebrada do seu bolso e, sem  olhar  para  eles,  prendeu-os  na
bolsa de Hagrid em volta do seu pescoo.  A  bolsa  agora  estava  muito
cheia  de objetos quebrados e sem uso. A mo de Harry apalpou o pomo  de
ouro atravs da abertura e por um momento teve que lutar com a  tentao
de jogar ele fora. Impenetrvel,  sem ajuda, sem utilidade nenhuma, como
todas as coisas que  Dumbledore  deixou  para  trs-  E  sua  raiva  por
Dumbledore estava agora como  lava,  queimando-o  por  dentro,  limpando
todos os outros sentimentos. Fora de um puro desespero eles  chegaram  a
pensar  que Godrics Hollow tinha  respostas,  convencido  de  que  eles
teriam que retornar, que era parte de um segredo trilhado para eles  por
Dumbledore: mas no havia nenhum  mapa, nenhum plano. Dumbledore  deixou
eles tatearem na escurido, lutando corpo a corpo  com  desconhecidas  e
nunca sonhadas criaturas, sozinhos: Nada era explicado,  nada  era  dado
facilmente, eles no tinham espada alguma,  e  agora,  Harry  no  tinha
varinha. E ele deixou cair a foto do ladro, e agora  seria  fcil  para
Voldemort    descobrir  quem  ele  era...  Voldemort  tinha  todas    as
informaes agora... "Harry?" Hermione olhou horrorizada por  ele  quase
t-la enfeitiado com sua prpria varinha. Sua face  estava  molhada  de
lgrimas, ela se agachou atrs  dele,  duas  xcaras    de  ch  estavam
equilibrando-se na mo dela e  alguma  coisa  volumosa  embaixo  do  seu
brao. "Obrigado" disse ele pegando uma das xcaras. "Voc se importa se
eu conversar com voc?" "No" ele disse isso porque no queria magoar os
sentimentos dela. "Harry, voc quer saber quem este homem da  foto  era.
Bem... Eu consegui o livro." Timidamente ela empurrou  o  livro  para  o
colo de Harry, uma  cpia  do  livro  A  Vida  e  as  Mentiras  de  Alvo
Dumbledore. "Onde--- Como---?" " Estava na sala  de  estar  de  Batilda,
estava ali em cima...E essa nota estava em cima dele." Hermione  leu  as
poucas linhas, com letra verde-cido em voz alta: "Cara Bally,  obrigada
por sua ajuda. Aqui est uma cpia do  livro,  espero  que  goste.  Voc
disse tudo, mesmo no lembrando. Rita." Eu acho  que  deve  ter  chegado
enquanto  a verdadeira Batilda estava viva, mas  pensando  bem  ela  no
estava em um  bom  estado  para  l-lo."  "No,  ela  provavelmente  no
estava." Harry olhou pra baixo para a face de Dumbledore e presenciou  o
surgimento de um saudoso prazer: Agora ele iria saber de todas as coisas
que Dumbledore nunca contou    e  nunca  imaginaria  contar,  Dumbledore
querendo ou no. "Voc ainda continua com muita raiva  de  mim  no  ?"
disse Hermione; ele olhou pra cima para ver lagrimas frescas saindo  dos
seus olhos, e se tocou que sua raiva    devia  estar  estampada  no  seu
rosto. "No" disse ele calmamente. "No, Hermione. Eu  sei  que  foi  um
acidente. Voc estava querendo  nos  tirar  de  l  vivos,  e  voc  foi
incrvel. Eu poderia estar morto agora  se voc no estivesse l para me
salvar." Ele tentou devolver o sorriso aguado de Hermione, e voltou  sua
ateno para o livro, sua lombada era espessa; com certeza  nunca  tinha
sido aberto antes. Ele deu  uma  passada  nas  pginas,  procurando  por
fotografias. Ele passou por uma que lhe chamou ateno primeiro, o jovem
Dumbledore e  seu  belo  companheiro,  rindo  de  uma    piada  a  muito
esquecida. Harry olhou para a legenda que dizia: Alvo Dumbledore,  algum
tempo depois da morte de sua me,  com  seu  amigo  Gellert  Grindelwald
Harry fixou na ultima palavra por um tempo considervel. Grindelwald.  O
amigo dele Grindelwald. Ele olhou de  lado  para  Hermione,  que  tambm
contemplava o nome, ela  no podia acreditar em seus olhos. Devagar  ela
olhou para Harry. " Grindelwald!" Ignorando  o  resto  das  fotografias,
Harry procurou as pginas que falassem desse nome fatal.  Ele  em  breve
descobriu e leu com cobia, mas acabou se perdendo: Era   necessrio  ir
bem mais para trs para ter sentido tudo que estava escrito, e por acaso
ele descobriu que estava no incio do captulo intitulado "O Bem Maior".
Juntos,  ele e Hermione comearam a ler: Agora  se  aproximando  do  seu
aniversrio de 18 anos, Dumbledore deixou  Hogwarts  com  um  status  de
glria:  Monitor  Chefe,  Ganhador  do  prmio  Barnab  Frinkley    por
Excepcional  Lista de Feitios executados,  Representante  da  juventude
britnica na Suprema Corte dos Bruxos, ganhador da Medalha de Ouro  pela
Contribuio para com a Conferncia  Internacional de Alquimia no Cairo.
Dumbledore pretendia,  depois,  fazer  uma  grande  viagem  com  Elphias
"Delicado" Doge, o demente porem amigo dedicado  desde  os  tempos    de
escola. Os dois jovens garotos estavam hospedados no Caldeiro Furado em
Londres, preparando a partida para a Grcia  na  prxima  manh,  quando
chegou uma coruja anunciando  a morte da me de  Dumbledore.  "Delicado"
Doge, que recusou-se a ser  entrevistado  para  este  livro,  demonstrou
publicamente seus sentimentos pelo ocorrido. Ele descreveu  a  morte  de
Kendra como um trgico golpe do destino, e a deciso  de  Dumbledore  de
desistir da expedio como um ato  nobre  e  sacrificante.    Certamente
Dumbledore retornou a Godric's Hollow imediatamente,  supostamente  para
tomar conta de seu irmo e irm mais novos. Mas quanta  preocupao  ele
realmente  dispensava a  eles?  "Ele  era  uma  dor  de  cabea,  aquele
Aberforth," disse Enid  Smeek,  cuja  famlia  vivia  nos  arredores  de
Godric's Hollow naquele tempo. "Enfureceu-se. bvio,  com  pai    e  me
ausentes voc sentiria pena dele, e ele s continuou atirando  bosta  de
bode na minha cabea. No acho que Alvo estivesse  agindo  com  ele.  De
qualquer jeito,  eu nunca os vi  juntos."  Ento,  o  que  estaria  Alvo
fazendo, se no confortando seu revoltado irmozinho? A resposta  parece
ser, certificando-se da continuidade da clausura  de  sua  irm.  Embora
sua primeira guardi tivesse morrido, no houve  mudana  na  lamentvel
condio de Ariana Dumbledore. Sua existncia continuou a ser  conhecida
somente por algumas  pessoas de fora que, como "Delicado" Doge, poderiam
contar com para acreditar na histria da  "sade  doentia"  dela.  Outro
amigo  da  famlia  fcil  de  levar  era  Batilda  Bagshot,  a   famosa
historiadora mgica que  viveu  em  Godric's  Hollow  por  muitos  anos.
Kendra, com certeza, havia  rejeitado Batilda quando ela teve a inteno
de recepcion-los  vila. Anos  depois,  de  qualquer  jeito,  a  autora
mandou uma coruja para Alvo em Hogwarts,  positivamente    impressionada
pelo artigo dele em  transformaes  trans-espcies  em  "Transfigurao
Hoje". Esse contato inicial  levou  a  uma  familiarizao  com  toda  a
famlia Dumbledore.  Quando Kendra morreu, Batilda era a nica pessoa em
Godric's  Hollow  que  mantinha  contato  com  a  me  de    Dumbledore.
Infelizmente, o brilho que Batilda exibiu antes em sua vida agora  tinha
se ofuscado. "O fogo esteve aceso, mas o caldeiro est vazio," foi como
Ivor Dillonsby descreveu  para mim, ou, como na  frase  uma  pouco  mais
grosseira de Enid Smeek, "Ela est to louca quanto um esquilo raivoso".
Todavia, uma srie de tentadas-e-testadas tcnicas    de  reportagem  me
permitiram extrair o suficiente de fatos concretos  para  juntar  com  o
resto de toda a escandalosa histria. Como  o  resto  do  mundo  Mgico,
Batilda  associa    morte  prematura  de  Kendra  a  um   feitio    de
contra-exploso, histria repetida por Alvo e Aberforth por muitos anos.
Batilda tambm segue a mesma linha dos familiares a respeito de  Ariana,
chamando-a de "frgil" e "delicada". Em uma coisa,  de  qualquer  jeito,
Batilda valeu a pena  os esforos que tive para achar  Veritaserum  para
ela, j que ela sozinha sabia todos os segredos  jamais  desvendados  da
vida de Alvo Dumbledore. Agora revelados pela  primeira vez, eles trazem
  tona  dvidas  e  todos  aqueles  admiradores  que  acreditavam    em
Dumbledore: suas suposta averso s Artes das  Trevas,  sua  oposio  
opresso  dos Trouxas, at mesmo sua devoo  famlia. No  mesmo  vero
em que Dumbledore voltou para sua casa em Godric's Hollow, agora rfo e
chefe de famlia, Batilda  Bagshot  aceitou  abrigar  em  sua  casa  seu
sobrinho-neto,  Gellert Grindelwald. O nome de Grindelwald   igualmente
famoso: Numa lista dos Mais Perigosos  Magos  das  Trevas  de  Todos  os
Tempos, ele s perdeu o primeiro lugar porque  Voc-Sabe-Quem    chegou,
uma gerao depois,  para  roubar  sua  coroa.  Como  Grindelwald  nunca
espalhou seu terror na Inglaterra, ento, os detalhes de sua ascenso ao
poder no so  amplamente conhecidos aqui. Educado em Durmstrang, escola
famosa por sua infeliz  tolerncia  s  Artes  das  Trevas,  Grindelwald
mostrou-se to precocemente brilhante quanto Dumbledore. Ao  invs    de
canalizar suas habilidades na obteno de trofus e prmios, entretanto,
Gellert Grindelwald devotou-se a outros propsitos. Aos  dezesseis  anos
de idade, at  mesmo Durmstrong sentiu que no poderia mais  fingir  que
no via os distorcidos experimentos de Gellert Grindelwald,  e  ele  foi
expulso. At  aqui,  tudo  que  se  soube  dos  prximos  movimentos  de
Grindelwald  que ele "viajou por a durante uns meses."  Agora  pode-se
revelar que Grindelwald  escolheu  visitar    sua  tia-av  em  Godric's
Hollow, e que l, deixando extremamente chocados todos  os  que  ouviram
isto, ele engatou uma amizade muito prxima com ningum menos  que  Alvo
Dumbledore. "Para mim ele era um garoto  encantador,"  murmura  Batilda,
"seja l o que ele tenha  se  tornado  mais  tarde.  Naturalmente  eu  o
apresentei ao pobre Alvo, que estava  sentindo falta de companhia de sua
idade. Os dois simpatizaram um com o outro de cara."  Eles  com  certeza
simpatizaram. Batilda me mostra uma carta, guardada  por  ela  que  Alvo
Dumbledore mandou para Gellert Grindelwald na  calada  da  noite.  "Sim,
mesmo depois de terem gasto o dia  todo  discutindo  ---  ambos  garotos
brilhantes, eram como um caldeiro no fogo --- eu  s  vezes  ouvia  uma
coruja batendo de  leve na  janela  do  quarto  de  Gellert,  entregando
cartas de Alvo! Uma idia simplesmente havia  brotado  e  ele  precisava
contar a Gellert imediatamente!" E que idias eram essas. Os fs de Alvo
Dumbledore ficaro profundamente chocados ao descobrir isso, ali estavam
os pensamentos do heri de dezessete anos deles,   transmitidos  ao  seu
novo melhor amigo (uma cpia da carta original pode ser vista na  pgina
463.) Gellert--- Sua viso  do  domnio  Bruxo  pelo  BEM  DOS  PRPRIOS
TROUXAS --- esse , penso eu, o ponto crucial. Sim, ns  temos  poder  e
sim, aquele poder nos deu o  direito    regra,    mas  tambm  nos  deu
responsabilidade. Ns devemos enfatizar esse ponto, ele vai ser a base e
o alicerce sobre os  quais  ns  construiremos.  Onde  ns  encontrarmos
oposio,  como certamente encontraremos, esse deve ser o fundamento dos
nossos contra-argumentos. Ns tomamos o controle PELO  BEM  MAIOR.  E  a
partir disso, se encontrarmos  resistncia, ns devemos  apenas  usar  a
fora que for  necessria,  e  nada  mais.  (esse  foi  o  seu  erro  na
Durmstrang! Mas eu no me queixo, afinal, se  voc  no  tivesse    sido
expulso, ns nunca nos encontraramos). Alvo Surpreso e apavorado,  como
muitos dos admiradores ficaro,  essa  carta  constitui  o  Estatuto  do
Sigilo e estabelecia as regras mgicas sobre os Trouxas.  Um  golpe  aos
que sempre retrataram Dumbledore  como  o  maior  campeo  aos  nascidos
Trouxas! Quo vazios os discursos promovendo  os  direitos  dos  Trouxas
pareciam sob a luz dessa  condenvel nova  evidencia!  Quo  desprezvel
Alvo Dumbledore aparecia, ocupado empreendendo sua subida para  o  poder
enquanto ele deveria estar de luto por sua me  e cuidando de sua  irm!
No h dvidas de que  os  determinados  em  manter  Dumbledore  em  seu
pedestal desmantelado gritaro que ele no tinha, apesar de tudo,  posto
seus planos em ao, que    ele  deveria  ter  sofrido  uma  mudana  de
corao, que ele voltara aos seus sentidos. De qualquer forma, a verdade
parece no geral mais chocante. Apenas dois meses na sua  nova  e  grande
amizade, Dumbledore e  Grindelwald  separaram-se,  para  nunca  mais  se
encontrar novamente at o legendrio duelo entre eles (para  saber mais,
leia o captulo 22). O que  causara  essa  abrupta  ruptura?  Dumbledore
tinha voltado aos seu sentidos,  sua razo? Tinha  dito  a  Grindelwald
que no queria  mais participar de seus planos? Ah, no. "Era a pobre  e
pequena Ariana desfalecendo, acredito eu, a causa disso," falou Batilda.
"Veio como um terrvel choque. Gellert estava na casa quando  aconteceu,
e  ele voltou para minha casa cheio de temor, me contou  que  queria  ir
para casa no dia seguinte. Terrivelmente angustiado e aflito, voc sabe.
Ento eu arranjei uma  chave de portal e essa foi a  ultima  vez  que  o
vi." "Alvo estava com ela quando da morte de Ariana.  Foi  to  terrvel
para aqueles dois irmos. Eles haviam perdido  tudo,  s  tinham  um  ao
outro. Melhores temperamentos  no reagiriam melhor.  Aberforth  culpava
Alvo, voc  sabe,  conforme  as  pessoas  iam  escondendo  as  horrveis
circunstncias. Mas Aberforth sempre falava no assunto com  um pouco  de
revolta, pobre garoto. Ao mesmo tempo, o nariz quebrado de Alvo no dava
pr disfarar. Teria destrudo Kendra ver seus filhos  brigando  daquela
forma,  com o corpo de sua filha  ao  lado.  Envergonhado,  Gellert  no
podia ter ficado para o funeral... Ele teria sido um conforto para Alvo,
no fim das contas.... A disputa  ao  lado  do  caixo,  de  conhecimento
apenas dos poucos presentes  ao  funeral  de  Ariana  Dumbledore,  gerou
diversas questes. Por que exatamente Aberforth culpava  Alvo pela morte
da irm? Ser que sua reao foi "loucura" disfarada, ou uma mera forma
de descarregar seu sofrimento? Haveria algum outro motivo concreto  para
sua fria? Grindelwald, expulso de Durmstrang pelos ataques  fatais  aos
estudantes da escola, fugiu do pas horas depois da morte da  garota,  e
Alvo (envergonhado  ou temeroso?) nunca o viu  novamente,  no  at  ser
forado a faz-lo  por  pedido  do  Mundo  Mgico.  Nem  Dumbledore  nem
Grindelwald  jamais  fizeram  referncia    sua  amizade  de  infncia,
posteriormente em suas vidas.  No  entanto,  no  havia  dvida  de  que
Dumbledore    adiou,  por  cinco  anos  de  tumulto,    fatalidades    e
desaparecimento, seu ataque sobre Gellert Grindelwald. Seria uma ligeira
afeio pelo homem ou medo de expor, como  um dia tendo sido seu  melhor
amigo, que fez Dumbledore hesitar? Foi  com  relutncia  que  Dumbledore
tomou a iniciativa de capturar o homem que um dia ele foi to feliz   de
conhecer? E como seu deu a misteriosa morte de Ariana?  Teria  sido  ela
uma vtima inocente de algum rito negro? Teria ela tropeado em algo que
no deveria, enquanto os dois  jovens se preparavam para  sua  tentativa
de glria e  dominao?  Ser  possvel  que  Ariana  Dumbledore  foi  a
primeira pessoa a morrer "por um bem maior"? O captulo terminou aqui  e
Harry ficou observando. Hermione tinha alcanado o final da pgina antes
dele. Ela retirou o livro fora das mos de  Harry,  olhando  um    pouco
alarmou pela expresso dele e fechou o livro sem olhar para ele, como se
escondendo algo indecente. "Harry --- " Mas ele  abanou  com  a  cabea.
Alguma certeza ntima tinha se abatido sobre dele; era  exatamente  como
ele  havia  se  sentido  aps  Rony  deix-lo.  Ele  havia  confiado  em
Dumbledore, acreditado nele como a encarnao da bondade e da sabedoria.
Tudo havia rudo. Quanto mais  ele  iria  perder?  Rony,  Dumbledore,  a
varinha  de  pena  de  fnix...  "Harry"  ela  parecia  ter  ouvido   os
pensamentos  dele  "me  escute.  Isto---  no    uma   leitura    muito
agradvel---" "Sim, voc pode dizer  isso---"  "---mas  no  se  esquea
Harry, isto foi escrito pela Rita  Skeeter."  "Voc  leu  a  carta  para
Grindelwald, no leu?" "  Sim,  eu...  Eu  li"  ela  hesitou,  parecendo
chateada, segurando seu ch em suas mos frias. "Eu acho que  essa    a
pior parte. Eu sei que Batilda achava que isso tudo    era  uma  simples
conversa, mas 'Pelo Bem Maior' se tornou o slogan  de  Grindelwald,  sua
justificativa para todas as atrocidades que ele cometeu mais tarde. E...
a  partir disso... parece que Dumbledore que deu a idia a ele. Disseram
que  'Pelo  bem  maior'  estava  inclusive  gravado  na  entrada    para
Nurmengard." " O que  Nurmengard?"  "A  priso  que  Grindelwald  tinha
construdo para prender seus oponentes.  Ele  acabou  l,  uma  vez  que
Dumbledore o pegou. De qualquer forma,  ---   um  pensamento  horrvel
que as idias de Dumbledore tenham ajudado Grindelwald a subir ao poder.
Mas por outro lado, mesmo Rita no podia fingir que eles se conheciam h
mais do que alguns  meses, num vero quando ambos eram jovens,  e---"  "
Eu achei que voc diria isso," disse Harry. Ele no queria que sua raiva
escapasse e atingisse-a, mas estava difcil de manter a voz estvel. "eu
achei que voc  diria 'Eles eram jovens'. Eles tinham a mesma idade  que
ns temos hoje... E aqui estamos ns arriscando nossas vidas para  lutar
contra a arte das trevas, e l estava  ele, em um grupo,  com  seu  novo
melhor amigo tramando a sua ascenso sobre os Trouxas." Seu temperamento
dele no permaneceria sob controle por muito tempo. Ele  se  levantou  e
se afastou tentando no falar  mais  sobre  o  assunto.  "Eu  no  estou
tentando defender o que Dumbledore escreveu" Hermione disse "Todo aquele
lixo de seguir as regras, e 'Magia  Poder' tudo de novo. Mas  Harry,  a
me  dele h pouco tinha morrido, e ele estava preso sozinho em casa---"
"Sozinho? Ele no estava sozinho! Ele tinha o irmo e a irm para  fazer
companhia, a  irm  abortada  que  ele  mantinha  trancada---"  "Eu  no
acredito nisso" Hermione disse. Ela tambm se levantava "O que quer  que
houvesse de errado com aquela garota, eu no acredito  que  ela  era  um
aborto.  O  Dumbledore    que  ns  conhecamos  nunca,   nunca    teria
permitido---" "O Dumbledore que  ns  conhecemos  no  tentaria  dominar
trouxas pela fora!" Harry gritou, a voz dele ecoou por  todo  vazio,  e
vrios corvos subiram ao ar,  gritando    e  espiralando  contra  o  cu
perolado. "Ele mudou, Harry, ele  mudou!    to  simples  quanto  isso!
Talvez ele acreditasse nessas coisas quando ele  tinha  dezessete  anos,
mas todo o resto da vida dele foi  dedicado lutando contra as Artes  das
Trevas! Dumbledore foi quem parou Grindelwald, aquele que sempre votou a
favor da proteo e direitos de Trouxas e Nascidos-Trouxas,   que  lutou
contra Voc-Sabe-Quem desde o inicio, e morreu tentando  derrub-lo!"  O
livro de Rita estava cado no cho entre eles, de modo  que  a  face  de
Alvo Dumbledore sorria tristemente para ambos. "Harry sinto muito, mas a
real razo pela qual eu penso que voc est to bravo   que  Dumbledore
nunca tenha lhe contado isso sobre ele." "Talvez seja!" Harry berrou,  e
levou as mos at a cabea, quase no sabendo se estava tentando  conter
sua raiva ou se proteger do peso da prpria desiluso. "Olhe  o que  ele
me pediu Hermione! Arrisque sua vida Harry! E de novo! E de novo! E  no
espere que eu explique tudo, apenas confie em mim cegamente, confie  que
eu sei  o que estou fazendo, confie em mim,  embora  eu  no  confie  em
voc! Nunca toda a verdade! Nunca!" A sua voz falhou  com  a  tenso,  e
eles olhavam um para o outro em meio  claridade e  ao  vazio,  e  Harry
sentiu que eram insignificantes como insetos sob esse cu to    imenso.
"Ele o amou" Hermione sussurrou. "Eu sei que ele o amou."  Harry  largou
os braos. "Eu no sei quem ele amou Hermione, mas no era eu. Isto  no
 amor, a confuso que ele me  deixou.  Ele  compartilhou  mais  da  sua
maldita viso e do que ele pensava    com  Gellert  Grindelwald  do  que
comigo." Harry apanhou a varinha de Hermione que ele tinha derrubado  na
neve, e se sentou de costas na entrada da barraca. "Obrigado  pelo  ch.
Vou terminar  a  vigia.  Voc  volte  para  dentro."  Ela  hesitou,  mas
reconheceu a derrota. Ela  apanhou  o  livro  e  ento  caminhou  at  a
barraca, mas como fazia, acariciou o topo da cabea dele com  os  dedos.
Ele fechou  os olhos ao toque dela, e se odiou por desejar que o que ela
havia dito fosse verdade: Que Dumbledore havia se importado.

Crditos: Traduo: Gabi Moraes Reviso: Shadow

Captulo 19 - A Corsa Prateada

   Estava nevando quando Hermione olhou para o seu relgio  de  pulso  
meia-noite. Os sonhos de Harry estavam confusos e perturbadores:  Nagini
passeava por dentro  e por fora dele, atravs de uma guirlanda de  rosas
de Natal. Ele despertou  varias  vezes,  apavorado,  convencido  de  que
algum o chamava  distancia, imaginando que  o chicotear  do  vento  ao
redor da barraca era passos ou vozes.
       Finalmente, ele levantou-se na escurido e juntou-se   Hermione,
que estava de guarda na entrada da barraca lendo A Histria Da Magia com
a luz da sua varinha.  A neve caia densamente, e ela aceitou com  alivio
a sugesto de fazerem as malas cedo e seguir em frente.
       - Iremos para algum lugar  mais  aconchegante  -  ela  concordou,
tremendo enquanto vestia um casaco sobre seu pijama. - Pensei ter ouvido
pessoas se movendo l  fora. E at pensei ter visto algum uma  ou  duas
vezes.
       Harry parou de colocar a blusa e olhou para o silencioso e imvel
bisbilhoscpio na mesa.
       -  Tenho  certeza  que  imaginei  tudo  isso  -  disse  Hermione,
aparentando estar nervosa - A neve e a escurido podem pregar peas  nos
nossos olhos... Mas talvez  devssemos Desaparatar debaixo  da  Capa  da
Invisibilidade, s para garantir, no acha?
       Meia hora depois,  com  a  barraca  empacotada,  Harry  usando  o
Horcrux, e Hermione carregando a bolsa,  eles  Desaparataram.  A  tenso
habitual os engolfou; Os ps  de Harry se separaram do cho  coberto  de
neve, e ento se chocaram em uma coisa que parecia ser  terra  congelada
coberta por folhas.
       - Onde ns estamos? - ele perguntou, investigando envolta  sob  a
sombra fresca das rvores enquanto Hermione abriu a  bolsa  enfeitada  e
comeou a retirar a  barraca.
       - Na floresta de Dino -, ela disse, - Eu acampei uma vez aqui com
minha me e meu pai.
       Havia muita neve caindo das rvores em volta e estava amargamente
frio, mas eles estavam ao menos protegidos do vento.  Passaram  a  maior
parte do dia dentro  da barraca, aconchegados no calor das teis  chamas
azuis que Hermione era tima em produzir, e que podiam ser armazenadas e
transportadas em um vaso. Harry sentiu  que estava se recuperando de uma
breve, mas severa, doena, um sentimento que aumentava pela  preocupao
de Hermione. Naquela tarde, flocos gelados caram sobre  eles, por  isso
que seu abrigo tinha uma camada de neve fresca.
       Depois de duas noites mal dormidas, os sentidos de Harry pareciam
mais alertas do que o normal. A fuga deles de Godric's Hollow tinha sido
to enfadonha que  Voldemort parecia de alguma forma mais perto  do  que
antes, mais ameaador.  Quando  anoiteceu  Harry  recusou  a  oferta  de
Hermione para vigiar e a mandou ir para cama.
       Harry arrastou uma velha almofada  da  tenda  e  sentou-se  nela,
vestindo todos os suteres  que  tinha,  mas  ainda  assim  tremendo.  A
escurido  se  foi  aprofundando    com  passar  das  horas  at   ficar
praticamente impenetrvel. Ele estava a ponto de pegar o Mapa do Maroto,
para ver o pontinho da Gina por um momento,  mas  lembrou-se    que  era
feriado de natal e que ela j devia estar de volta  Toca.
       Cada pequeno movimento parecia ampliado na vastido da  floresta.
Harry sabia que ela deveria estar cheia de criaturas, mas  ele  desejava
que elas continuassem  paradas  e  em  silncio  para  que  ele  pudesse
separar passos e espreitas inocentes de barulhos  que  pudessem  delatar
outros, movimentos sinistros. Ele  se  lembrou  do    som  de  um  casco
escorregando por folhas mortas muitos anos atrs, e que ele  pensou  ter
ouvido de novo antes de tremer.  Os  encantamentos  de  proteo  tinham
funcionado  por semanas; porque parariam agora? Mas, mesmo assim,  ainda
ele no conseguia se livrar do sentimento de  que  alguma  coisa  estava
diferente esta noite.
       Vrias vezes ele se levantava assustado,  com  o  pescoo  doendo
porque havia cochilado, deslizando para um ngulo desconfortvel  ao  se
apoiar na barraca. A  noite estava to escura que ele tinha a  impresso
de estar suspenso naquele limbo entre Desaparatao  e  Aparatao.  Ele
acabara de colocar a mo na frente de seu  rosto para ver  se  conseguia
enxergar os seus dedos quando aconteceu.
       Um brilho prateado apareceu logo a sua frente, se  movendo  entre
as  rvores.  Seja  o  qual  fosse    fonte,    estava    se    movendo
silenciosamente. A luz parecia simplesmente  vir em direo a ele. 
       Ele ficou em  num salto, sua voz congelou  na  garganta,  e  ele
levantou a varinha de Hermione. Ele cerrou seus os olhos assim que a luz
se tornou ofuscante,  as rvores em frente mostravam uma silhueta preta,
que continuava se aproximando...
       E ento a fonte da luz saiu por detrs de um velho carvalho.  Era
uma  cora  branco-prateada,  brilhante  como  a  lua  e   deslumbrante,
examinando seu caminho sobre  o cho, ainda silenciosa, e  no  deixando
pegadas na fina camada de neve. Ela andou em  direo  a  ele,  com  sua
bonita cabea e com seus olhos grandes com longos clios  bem abertos.
       Harry olhou  fixamente  a  criatura,  maravilhado,  no  com  sua
estranheza, mas com sua inexplicvel familiaridade. Ele sentiu  como  se
estivesse esperando pela  sua chegada,  mas  ele  tinha  esquecido,  at
aquele momento, que eles haviam combinado de se encontrar.  Seu  impulso
de gritar por Hermione, to forte a um momento atrs,  foi  embora.  Ele
sabia, ele apostaria sua vida nisso, que ela veio para ele, e  para  ele
apenas.
       Eles se admiraram por longos  momentos,  ento  ela  se  virou  e
comeou a ir embora.
       - No - disse ele com a voz rouca por falta de uso. - Volte.
       Ela continuou andando deliberadamente entres as rvores,  e  logo
seu brilho foi cortado por troncos negros e grossos. Durante um  segundo
ele hesitou. A precauo  murmurou que poderia ser um truque, uma  isca,
uma armadilha. Mas um instinto, um instinto irresistvel lhe contou  que
no era Arte das Trevas. Ento ele comeou  a segui-la.
       A neve era pisoteada pelos seus ps, mas a cora no fez  barulho
enquanto atravessa as rvores, pois ela era nada mais do que  luz.  Cada
vez mais profundamente  ela o conduzia pela  floresta,  Harry  caminhava
rapidamente, certo de que quando  ela  parasse,  ela  permitiria  a  sua
aproximao. E ento ela falaria e a  voz  contaria    tudo  o  que  ele
precisava saber. 
       Finalmente, ela parou. Ela virou sua bonita cabea em  direo  a
ele mais uma vez, e ele desatou a correr, uma pergunta queimando  dentro
dele, mas quando ele  abriu seus lbios para perguntar, ela desapareceu.
       Embora a escurido houvesse tragado-a, a  imagem  brilhante  dela
ainda estava impressa em sua retina; obscurecendo sua  viso,  brilhando
quando ele fechava  suas    plpebras,  desorientando-o.  Ento  o  medo
apareceu. A presena dela havia deixado-o seguro.
       - Lumus - ele sussurrou e a varinha acendeu.
       A imagem da cora sumia a cada piscada  de  olho  que  ele  dava,
enquanto ficava em p, escutando  os  sons  da  floresta,  os  distantes
barulhos de quebras de ramos,  os suaves sussurros de neve  caindo.  Ele
estava prestes a ser atacado? Ele tinha sido atrado para uma emboscada?
Ele estava imaginando algum fora do alcance do  brilho de sua  varinha,
algum o observando?
       Ele levantou a sua varinha mais alto. Ningum correu dele, nenhum
flash de luz verde saiu detrs das arvores. Porque ento, ele foi levado
para l?
       Alguma coisa refletiu o brilho da varinha de Harry, ele a  girou,
mas tudo que havia ali era uma pequena, congelada, e escura piscina  com
uma rachadura luminosa,  ento ele elevou a varinha para examinar. 
       Ele avanou cautelosamente e olhou para baixo.  O  gelo  refletia
sua sombra distorcida e a luz de sua varinha, mas mais abaixo da  densa,
cinzenta carapaa,  algo mais refletiu. Uma grande cruz prateada.
       O corao dele veio parar na boca; ele ajoelhou-se na  margem  da
piscina e colocou a varinha  para  iluminar  o  mais  fundo  da  piscina
possvel. Um reflexo vermelho  profundo...  Era  uma  espada  com  rubis
brilhantes em seu cabo. A espada de Gryffindor jazia no fundo da piscina
na floresta.
       Respirando  com  dificuldade,  ele  encarou-a.  Como  isso    era
possvel? Como a espada poderia ter vindo para a  piscina  na  floresta,
to  perto  do  lugar  onde  eles    acampavam?  Algum  tipo  de   magia
desconhecida levou Hermione a Desaparatar nesse local, o  que  o  trouxe
para l era um Patrono, algo como um guardio da piscina? Ou   a  espada
havia sido colocada na piscina logo  aps  eles  chegarem,  precisamente
porque eles l estavam? Em todo  caso,  onde  estava  pessoa  procuraria
passar a espada  ao Harry? Novamente, ele direcionou sua varinha para as
rvores e arbustos  volta, procurando um humano fugitivo, para o brilho
de um olho. Mas ele no pode ver  ningum. Ao mesmo tempo, um  pouco  de
medo invadiu sua alegria, quando ele voltou sua ateno para  a  espada,
que repousava no fundo da piscina congelada.
       Ele apontou a varinha para a forma prateada e murmurou: 
       - Accio Espada.
       Ela no se moveu. Ele no esperava por isso. Seria fcil  pega-la
se a espada estivesse no cho, mas no quando estava  no  fundo  de  uma
piscina congelada. Ele  comeou a andar ao redor do lago,  pensando  com
fora, na ltima vez que a espada havia sido entregue a ele. Ele  estava
em terrveis apuros, tinha pedido ajuda.
       - Me ajude -, ele murmurou, mas a espada permaneceu no  fundo  da
piscina, indiferente, imvel.
       O que, Harry perguntou-se (caminhando  novamente),  o  Dumbledore
tinha lhe contado na ltima vez que  Harry  esteve  com  a  espada?  Que
Somente um verdadeiro membro  da Grifinria  poderia  ter  a  tirado  do
chapu. E quais so as qualidades que definem um Grifinrio? Uma pequena
voz de dentro da cabea de Harry  respondeu:  ousadia,    sangue-frio  e
nobreza destacam os alunos da Grifinria dos demais.
       Harry  parou  de  andar  suspirou  longamente,  sua    respirao
esfumaada era rapidamente dispersada no ar congelado. Ele sabia  o  que
tinha que fazer. Se ele fosse  honesto consigo  mesmo,  ele  pensou  que
nesse momento ele poderia estar saindo com a espada do gelo.
       Ele olhou ao redor  para  rvores  novamente,  mas  agora  estava
convencido que ningum iria atac-lo. Eles  j  tiveram  chances  demais
enquanto ele caminhou sozinho  pela floresta, tiveram  uma  oportunidade
plena enquanto ele examinava a piscina. A nica razo para  demorar  at
esse ponto, era porque a perspectiva imediata era  de tirar a coragem.
        Com os dedos desajeitados, Harry comeou  a  remover  as  muitas
camadas de roupas. Onde "nobreza" entraria nisso, pensou  pesarosamente,
ele estava totalmente  certo, ao menos que a nobreza estava  em  no  ir
pedir  Hermione para fazer isto em seu lugar.
       Uma coruja piou em algum lugar enquanto  ele  se  despia,  e  ele
sentiu uma pontada pensando em Edwiges. Ele tremia  agora,  seus  dentes
batendo horrivelmente,  mas, mesmo  assim  ele  continuou  tirando  suas
roupas at estar apenas de roupas ntimas, descalo na neve. Ele colocou
sua pequena bolsa que continha sua varinha,   a  carta  de  sua  me,  o
fragmento do espelho de Sirius e o velho Pomo em cima  de  suas  roupas,
apontou a varinha de Hermione para o gelo e disse:
       - Diffindo.
       O gelo se rachou com um barulho de tiro no silncio. A superfcie
da piscina se  quebrou  em  pedaos  grossos  de  gelo  escuro  na  gua
ondulada. Harry deduziu  que no era fundo,  mas  para  pegar  a  espada
teria que submergir completamente. 
       Contemplar sua tarefa, no a  tornaria  fcil  de  execut-la  ou
mesmo aquecer a gua. Ele pisou na borda e deixou a varinha de  Hermione
no cho, iluminando.  Ele, tentando no imaginar o quo  frio  estava  a
gua, e quo violentamente ele tremeria, pulou.
       Todos os poros do seu  corpo  gritaram  em  protesto.  O  ar  dos
pulmes parecia estar congelado quando ele submergiu seu pescoo na gua
congelada. Ele no podia    respirar:  tremendo  to  violentamente  que
derramava gua pela borda da piscina, ele sentiu a lmina com  seus  ps
entorpecidos. Ele procurou mergulhar de uma vez.
       Harry saiu no instante em que mergulhou, tremendo  ofegante,  at
que se convenceu de que devia fazer isso, e, tomando toda  sua  coragem,
ele mergulhou.
       O frio estava agonizante. Atacou-o  como  fogo.  O  crebro  dele
parecia estar congelado, quando  ele  mergulhou  para  o  fundo  escuro,
procurando pela espada. Os  dedos deles se fecharam ao redor do cabo,  e
ele impulsionou-se para cima.
       Ento algo enroscou em seu pescoo. Ele pensou que  fossem  ervas
daninhas na  gua,  mas,  no  entanto,  no  havia  nenhuma  quando  ele
mergulhou, ele tentou se livrar  com a mo. No era uma erva: a corrente
do Horcrux apertava e constringia sua traquia lentamente.
       Harry  se  debatia  de  um  modo  selvagem,  tentando  chegar   
superfcie, mas somente chegou ao lado rochoso da piscina.  Afogando-se,
ele tentou tirar a corrente  que o enforcava, os dedos  congelados  eram
incapazes de arranc-la e agora pequenas luzes estavam estourando dentro
de sua cabea e ele iria se afogar, no havia  ningum ali, nada que ele
pudesse fazer, e os braos que se fecharam ao redor do  seu  trax,  com
certeza, eram da Morte... 
       Sufocando e quase vomitando, ensopado e com um frio que ele nunca
tinha sentido em sua vida, ele colocou a cara na neve. Em  algum  lugar,
perto dele, outra  pessoa estava arquejando e tossindo,  cambaleando  ao
redor, Hermione havia chegado de novo, assim  como  aconteceu  quando  a
cobra o atacou. Entretanto, no parecia  que era ela,  no  com  aquelas
tosses profundas, muito menos julgando pelo peso dos passos. 
       Harry no tinha fora para erguer a cabea e ver quem  o  salvou.
Tudo que conseguiu fazer foi levar sua mo tremendo at a garganta  onde
o medalho tinha cortado  sua carne. Havia sumido. Algum tinha  tirado.
Ento uma voz ofegante falou em cima de sua cabea.
       - Voc - -  - retardado?
       Nada mais como o choque de ouvir essa voz poderia ter dado  fora
para Harry se levantar. Tremendo violentamente, ele cambaleou at os ps
dele. L estava  Rony parado, completamente vestido, mas encharcado, com
a espada de Grifinria em uma mo e a Horcrux com a corrente quebrada em
outra.
       - Por que diabos- , Rony disse, segurando o Horcrux que balanava
pra frente e para trs como numa pardia de hipnose  -  voc  no  tirou
essa coisa antes de  mergulhar?
       Harry no conseguia responder. A cora  prateada  no  era  nada,
nada comparada  reapario de Rony;  ele  no  podia  acreditar  nisso.
Tremendo de frio, ele pegou  sua pilha de roupa que estava  na  borda  e
comeou a coloc-las. Depois  que  colocou  suter  aps  suter,  Harry
encarou Rony, meio que esperando Rony desaparecer, mas   era  real.  Ele
tinha mergulhado na piscina, ele tinha salvado a vida de Harry.
       - Foi vo-voc? -, Harry disse finalmente, com os dentes  batendo,
e a voz mais fraca que o usual devido  estrangulao.
       - Bem, sim - disse Rony olhando confuso.
       - Voc conjurou aquela cora?
       - O que? No, claro que no! Eu pensei  que  voc  tivesse  feito
isso!
       - Meu Patrono  um veado adulto. 
       - Oh sim. Eu vi que estava diferente mesmo. No tinha  chifre.  -
Harry reps a bolsa de Hagrid ao  redor  do  brao,  inclinando-se  para
apanhar a varinha de Hermione  e ficar de frente com Rony novamente.
       - Como voc veio parar aqui?
       Aparentemente, Rony esperava que fossem chegar a esse ponto  mais
tarde.
       - Bem, eu... Voc sabe... Eu voltei. Se - ele limpou a  garganta.
- Voc sabe. Se voc ainda me quiser.
       Houve uma pausa, e o assunto da sada de Rony parecia uma  parede
entre eles. Ele estava ali. Ele tinha  voltado.  Ele  tinha  acabado  de
salvar a vida de Harry. 
       Ron olhou para suas mos. Ele parecia momentaneamente surpreso em
ver o que estava segurando.
       - Oh  sim,  eu  peguei  isso  -  ele  disse,  desnecessariamente,
suspendendo a espada para a inspeo de Harry, -Foi por  isso  que  voc
saltou l dentro, no foi?
       - Sim, disse Harry. -Mas no entendo. Como voc chegou aqui? Como
voc nos achou?
       - Uma longa histria - disse Rony. - Eu tenho procurado vocs por
horas,  uma floresta grande, no ? E eu estava pensando que  iria  ter
que acampar debaixo  de uma arvore e esperar at amanh  para  continuar
na busca, quando vi aquela cora
       - Voc no viu mais ningum?
       - No - disse Rony. - Eu...
       Mas ele hesitou, olhando  para  duas  rvores  juntas  h  alguns
metros de distncia.
        - Eu pensei que tinha visto algo se mover  ali,  mas  eu  estava
correndo para a piscina, porque voc tinha entrado e no  tinha  subido,
assim da eu no ia dar  uma volta e - ei!
        Harry j havia disparado para o lugar que Rony indicou. Os  dois
carvalhos cresceram  muito  perto;  s  havia  uma  abertura  de  alguns
centmetros entre as arvores,  na altura dos olhos, um lugar ideal  para
ver, sem ser visto. Porm, o cho cheio de razes  estava  sem  neve,  e
Harry no pode ver sinal algum de pagadas. Ele caminhou  para onde  Rony
estava ainda segurando a espada e o Horcrux.
       - Alguma coisa ali? - Rony perguntou.
       - No - disse Harry
       - Como essa espada entrou naquela piscina?
       - Quem lanou o Patrono deve ter posto l.
       Eles olharam para a espada ornada e prateada, seu cabo  cheio  de
rubis, refletindo a pequena luz que saia da varinha de Hermione.
       - Voc acha que  a verdadeira? - perguntou Rony.
       - S h um jeito de descobrir, no ? - disse Harry.
       A Horcrux ainda balanava na mo de Rony. O  medalho  estava  se
contraindo ligeiramente. Harry soube que a coisa dentro disso  havia  se
agitado novamente. Tinha  sentido a presena da espada e  tinha  tentado
matar Harry para no deixar que ele a pegasse. Agora no era  hora  para
discusses longas; agora era hora de destruir-la  de uma vez por  todas.
Harry olhou em volta, segurando a varinha de Hermione no alto  e  viu  o
lugar: uma pedra achatada na sombra de uma rvore. 
       - Venha aqui  -  ele  disse  conduzindo,  e  tirando  a  neve  da
superfcie da pedra, ento ofereceu a mo para pegar a  Horcrux.  Porm,
quando Rony ofereceu a espada,  Harry balanou sua cabea.
       - No, voc deveria fazer isso.
       - Eu? - disse Rony, parecendo chocado. - Por qu?
       - Porque voc tirou a espada da piscina. Eu acho que deveria  ser
voc.
       Ele no estava sendo agradvel ou generoso. Certamente  como  ele
sabia que a cora tinha bom corao, ele sabia que Rony era a  pessoa  a
empunhar a espada.  Dumbledore tinha ao menos ensinado Harry algo  sobre
certos tipos de magia, do poder incalculvel de certos atos.
       -  Eu  vou  abrir,  -  disse  Harry,  -  e  voc  vai   atac-lo.
Imediatamente, ok? Por que o que quer que esteja dentro, vai comear uma
luta. A parte de Riddle que  estava no Dirio tentou me matar.
       - Como voc vai  abrir  isso?  -,  perguntou  Rony.  Ele  parecia
aterrorizado.
       - Eu vou pedir para ela se abrir, usando a lngua das  cobras,  -
explicou Harry. A resposta veio to prontamente aos seus lbios que  ele
entendeu que sempre  soubera, no fundo: talvez seu recente encontro  com
Nagini fora para faz-lo  entender.  Ele  olhou  para  o  serpentino  S,
incrustado de pedras verdes brilhantes: Era    fcil  visualizar  aquilo
como uma serpente minscula, enrolada na pedra fria. 
       - No! - disse Rony. - No abra isso! Eu to falando srio!
       - Por que no? - perguntou Harry.  -  Vamos  nos  libertar  dessa
coisa amaldioada, passaram-se meses...
       - Eu no posso Harry!  serio... Voc faz isso...
       - Mas por qu?
       - Porque essa coisa  ruim para  mim!  -  disse  Rony,  dando  as
costas para o medalho que estava sobre a pedra. - Eu  no  posso  tocar
isso! Eu no estou dando  desculpas, mas isso me afeta  mais  do  que  a
voc e a Hermione, isso me faz pensar coisas... Coisas  que  eu  estaria
pensando de qualquer forma, mas isso faz tudo pior.   Eu  no  sei  como
explicar, eu tirava isso e minha cabea  voltava  ao  normal,  ento  eu
tinha que coloc-lo novamente... Eu no posso fazer isso, Harry!
       Ele tinha voltado, a espada se arrastando do  seu  lado,  mexendo
sua cabea.
       - Voc pode fazer -, disse Harry, - Voc pode!!  Voc  acabou  de
conseguir a espada, eu sei que voc deve us-la. Por  favor,  apenas  se
livre disso Rony.
       O som de seu nome pareceu agir como um estimulante. Rony engoliu,
e ainda respirando com dificuldade por seu longo nariz, moveu-se  at  a
pedra.
       - Me diga quando -, ele resmungou.
       - No trs, - disse Harry, olhando para o medalho  e  estreitando
os olhos, concentrando-se na letra S, imaginando uma serpente,  enquanto
o contedo do medalho   agitava-se  como  uma  barata  numa  armadilha.
Estava  sendo  fcil,  exceto  pelo  corte  no  pescoo  de  Harry,  que
continuava queimando.
       - Um... dois... trs.... abra!
       A ltima palavra saiu como um assobio e um ranger,  e  as  portas
douradas do medalho abriram com um pequeno clique. 
       Atrs de ambos os vidros das janelas, piscou um  olho,  escuro  e
bonito,como fora os olhos de Tom Riddle antes de se tornarem vermelhos e
com as pupilas em  fenda.
       - Apunhale! - disse Harry, segurando  o  medalho  firmemente  na
pedra.
       Rony levantou a espada em suas mos, que tremiam: o ponto  atraia
o freneticamente os olhos em rotao, e Harry  segurou  o  medalho  com
fora, j imaginando  sangue sendo derramado das janelas vazias.
       Ento uma voz assobiou para fora da Horcrux.
       - Eu vi seu corao, e ele  meu.
       - No oua essas coisas! - Harry disse duramente. - Apunhale-o!
       - Eu vi seus sonhos, Ronald Weasley, e eu vi seus temores,  todos
os seus desejos so possveis, mas todos seus medos tambm so...
       - Apunhale!! - gritou Harry - sua voz ecoando entre as arvores em
volta, a ponta da espada tremeu, e Rony encarava os olhos de Riddle.
       - O menos amado, sempre, pela me  que  queria  uma  filha....  o
menos amado agora, pela garota  que  prefere  seu  amigo....  O  segundo
melhor, sempre, eternamente  debaixo da sombra....
       - Rony, apunhale agora! - falou Harry, aumentando o tom  da  voz.
Ele podia  sentir  o  medalho  tremendo  em  sua  conteno,  e  estava
assustado com o que estava  vindo. Rony ergueu a espada ainda mais alto,
e enquanto o fazia, os olhos de Riddle brilhavam vermelhos.
       Fora das duas janelas do medalho, fora  dos  olhos,  floresceram
duas bolhas grotescas, as cabeas de  Harry  e  Hermione,  estranhamente
distorcidas.
       Ron berrou em choque e se virou, conforme as  figuras  floresciam
para fora do medalho: primeiro o peito, ento a cintura  e  as  pernas,
at se sustentarem no  medalho, lado a lado, como arvores com  a  mesma
raiz, inclinando-se sobre Rony e o  Harry  real,  que  tinha  soltado  o
medalho, que queimava, de repente, incandescente. 
       - Rony! - ele gritou, mas o Harry-Riddle estava falando com a voz
de Voldemort e Rony estava observando sua face, hipnotizado.
       - Por que voltou? - Nos estvamos melhor sem voc, mais  felizes,
felizes com sua ausncia... Ns rimos da sua  estupidez,  sua  covardia,
sua presuno...
       - Presuno! - ecoou a Hermione-Riddle, que  era  mais  bonita  e
mais terrvel que a  Hermione  real:  ela  inclinou-se  gargalhando,  na
frente de Rony, que olhava  horrorizado, segurando a espada sem olhar ao
seu lado. - Quem poderia olhar para voc, quem iria olhar pra  voc,  ao
lado de Harry Potter?  O  que  voc  algum  dia  fez,    comparado  a'O
Escolhido? O que  voc, comparado a'O Garoto Que Sobreviveu??
       - Rony, apunhale isso! APUNHALE! - Harry gritou, mas Rony no  se
moveu. Seus olhos estavam abertos, e o Harry-Riddle e a  Hermione-Riddle
estavam refletidos  nele, seus cabelos serpeando como chamas, seus olhos
brilhando vermelhos, suas vozes altas em um duelo maligno.
       -  Sua  me  confessou,  -  zombou  o  Harry-Riddle,  enquanto  a
Hermione-Riddle ria dissimuladamente, - que ela preferiria  a  mim  como
filho, que ficaria feliz em  fazer uma troca..
       
       - Quem no iria preferir ele, que mulher iria te querer, voc no
 nada, nada em comparao  ele  -  sussurrou  Hermione-Riddle,  e  ela
desenrolava-se como  uma cobra e enlaava-se em torno  do  Harry-Riddle,
envolvendo-o num abrao prximo: Seus lbios se encontraram.
       No cho a  frente  deles,  a  face  de  Rony  era  preenchida  de
angstia. Ele ergueu a espada alto, seus braos estavam tremendo. 
       - Faa isso, Rony - gritou Harry.
       Ron olhou pra ele e Harry pensou ter visto um trao  vermelho  em
seus olhos.
       - Rony...? 
       A espada flamejou e cravou-se; Harry se jogou, com o  tinido  dos
metais, saiu um grito. Harry girou ao redor enquanto deslizava na  neve,
segurando a varinha  pronto para se defender, mas no havia nada  com  o
que lutar.
       As verses monstruosas dele e de Hermione se foram; S tinha Rony
ali, se levantando com a espada na mo, enquanto olhava para baixo vendo
os restos  quebrados    do  medalho  na  pedra  plana.  Harry  caminhou
lentamente para trs dele, sem saber o que fazer ou dizer.  Rony  estava
respirando pesadamente. Os olhos deles no estavam  mais vermelhos,  mas
sim normalmente azul; eles tambm estavam molhados.
       Harry se inclinou, enquanto fingia no ter visto nada e apanhou a
Horcrux quebrada. Rony tinha perfurado o vidro em ambas as janelas. Seus
olhos curiosos  olhavam o medalho manchado. A coisa que tinha vivido no
Horcrux havia desaparecido; torturar Rony foi seu ultimo ato.  A  espada
tiniu quando Rony derrubou-a. Ele  tinha cado de joelhos com  a  cabea
em seus braos. Ele estava tremendo, mas Harry pensou ser do frio. Harry
colocou o medalho quebrado em seu bolso, se  ajoelhando    ao  lado  de
Rony, e colocou uma mo cautelosamente em seu ombro. Ele tomou isto como
um timo sinal de que Rony tinha se livrado.
       - Depois que voc partiu - ele disse com uma  voz  baixa,  -  ela
chorou durante uma semana, Provavelmente por mais tempo, mas sem que  eu
visse. Havia dia que  no nos falvamos. Depois de sua partida...
       Ele  no  precisou  terminar;  ele  viu  que  agora  Rony  estava
novamente completo e Harry percebeu que ele tambm sentiu a sua falta.
       - Ela  como se fosse minha irm -  ele  disse.  -  Eu  a  amo  e
considero do mesmo modo que ela  me  considera.  Sempre  foi  assim.  Eu
pensei que voc soubesse. 
       Rony no respondeu, mas virou seu rosto para Harry e  esfregou  o
nariz na manga, Harry se levantou e caminhou at  a  enorme  mochila  de
Rony, que ele tinha jogado  para salvar Harry na piscina. Ele a  colocou
sobre suas costas e caminhou at Rony, que o  segurou  quando  Harry  se
aproximou, com o olhar em outro lugar.
       - Sinto muito - ele disse em uma voz grossa. - Eu sinto muito ter
partido. Eu sei que eu fui u - um.
       Ele olhou para a escurido, como se fosse dizer um palavro.
       - Voc teve a sorte de ter  compensado  hoje    noite,  -  disse
Harry. - Comeando pela espada. Terminando no  Horcrux.  Salvando  minha
vida.
       - Isso me fez sentir-me muito melhor - Rony lembrou. 
       - Essencialmente sempre parece melhor do que realmente  -  disse
Harry. - Eu tenho tentado lhe dizer  h  anos.  Simultaneamente  andaram
para frente e se abraaram,  Harry abraando  as  costas  ensopadas  das
vestes de Rony. 
       - E agora, - disse Harry enquanto se separavam, - antes  de  tudo
ns devemos encontrar outra vez a  barraca.-  Mas  no  era  difcil.  A
caminhada atravs da floresta  escura com a cora tinha parecido  longa,
com Rony ao seu lado,  a  viagem  de  volta  pareceu  ser  de  um  tempo
surpreendentemente curto.  Harry  no  poderia  esperar  para    acordar
Hermione, e era com excitamento estimulante que entrou na barraca,  Rony
esperou um pouco atrs dele. Estava gloriosamente quente aps a lagoa  e
a floresta,  a nica iluminao era a lamparina de  chamas  azuis  ainda
crepitando em  uma  bacia  no  assoalho.  Hermione  esteve  ligeiramente
adormecida, sob os cobertores, e no se  moveu at  que  Harry  chamou-a
diversas vezes. 
       - Hermione! 
       Ela se agitou, sentou-se rapidamente, empurrando seu cabelo  para
fora do rosto. 
       - Algo errado? Harry?  voc esta bem?
       - OK, tudo bem. Mais do que bem, eu estou timo. H  mais  algum
aqui. 
       - Como assim? Quem...? 
       Ela viu Rony, que estava l segurando a  espada  e  gotejando  no
tapete da barraca. Harry esperou em um canto na sombra, tirou a  mochila
de Rony, e tentou misturar-se  com a lona. 
       Hermione deslizou de seu beliche e moveu-se  com  um  salto  para
Rony, ela o olhou com seu rosto plido. Parou bem a  frente  dele,  seus
lbios entreabertos, ela  abriu  bem  os  olhos.  Rony  deu  um  sorriso
esperanoso e fraco e levantou seus braos pela metade.
       Hermione lanou-se a ele e comeou-se bater em cada polegada dele
que ela poderia alcanar. 
       - Ai... Ei... me larga! Que M...? Hermione... Ai!
       - Voc... Completo... Desgraado... Ronald... Weasley!
       -  Pontuando  cada  palavra  com  um  sopro:  Rony  afastadou-se,
protegendo sua cabea enquanto Hermione avanou.
        -Voc -- volta -- aqui - depois de -- semanas -- e -- semanas --
oh, onde est minha varinha?
       Olhou como se pronta para tom-la das  mos  de  Harry,  mas  ele
reagiu instintivamente. 
       - Protego! - O escudo invisvel surgiu entre Rony e  Hermione.  A
fora dele forou-la para trs para o assoalho. Cuspiu cabelo  pra  fora
de sua boca, ela foi  para acima outra vez. 
       - Hermione! - Harry gritou. - Calma...
       - Eu no vou me acalmar!- gritou. Ele nunca tinha a visto  perder
o controle como desta vez;  Ela  olhava  completamente  insana.-  Me  d
devolva minha varinha!  Devolva a minha varinha!
       - Hermione, por favor...d para voc --?
       - No me diz o que fazer, Harry Potter!- ela resmungou. - No  se
atreva! Devolva-me agora! E VOC! 
       Estava apontando na direo de Rony  em  acusao:  Era  como  se
fosse uma maldio, e Harry no  poderia  culpar  Rony  por  dar  alguns
passos para trs. 
       - Eu corri atrs de voc! Eu te chamei!  Eu  implorei  para  voc
voltar
       - Eu sei, - Rony disse,  -Hermione,  me  desculpe,  eu  realmente
sinto muito...
       - Oh, voc sente muito!- 
       Ela riu uma voz aguda  e  fora  de  controle;  Rony  olhou  Harry
pedindo ajuda, mas Harry apenas fez uma careta mostrando que  no  havia
soluo para ele.
       - Voc voltou aps semanas -- semanas -- e  voc  pensa  que  vai
ficar tudo bem se voc disser apenas que sente muito?
       - Bem, o que mais eu posso dizer?- Rony sugeriu, e  Harry  estava
contente que Rony estava brigando tambm.
       - Oh, eu no sei!- Hermione gritado com um sarcasmo  terrvel.  -
Use seu crebro, Rony, demorara apenas alguns segundos...
       - Hermione, - interveio  Harry,  que  considerou  este  um  golpe
baixo, - ele acabou de salvar minha...
       - Eu no me importo! - Ela gritou. - No me  importa  o  que  ele
fez! Semanas e semanas, ns poderamos estar mortos e ele nem saberia...
       - Eu sabia que vocs no estavam mortos! - Berrou Rony,  erguendo
sua voz pela primeira vez, e se aproximando o mximo  que  podia  com  o
feitio de proteo  entre eles. -Harry vive no Profeta Dirio, em todas
as rdios, eles esto procurando por voc  em  todas  as  partes,  todos
esses rumores e histrias insanas, eu sabia  que  ouviria  imediatamente
se vocs estivessem mortos, voc no sabe como tem sido.
       - Como tem sido para voc?
       A voz dela era to  estridente  que  logo  s  morcegos  poderiam
ouvi-la, mas ela havia alcanado  um  nvel  de  indignao  que  a  fez
temporariamente muda, e Rony  agarrou a oportunidade.
       - Eu quis  voltar  no  minuto  que  Desaparatei,  mas  eu  entrei
diretamente aonde havia uma gangue de Raptores, Hermione eu no podia ir
a lugar nenhum!
       - Uma gangue de o que? - Perguntou Harry,  enquanto  Hermione  se
jogava em uma cadeira com os braos e pernas cruzados to firmemente que
parecia improvvel  que ela os descruzaria em vrios anos.
       - Raptores - Rony  disse  -Eles  esto  em  todos  os  lugares...
gangues que tentam ganhar ouro reunindo Nascidos-Trouxas e Traidores  do
Sangue, h uma recompensa  no Ministrio para  quem  for  capturado.  Eu
estava sozinho, e aparento estar em idade  escolar,  eles  se  mostraram
realmente  entusiasmados  pensando  que  eu  era    um    Nascido-Trouxa
escondido. Eu tive que falar rpido para ser impedido de  ser  arrastado
at o ministrio...
       - O que voc disse a eles?
       - Eu lhes disse que era Stan Shunpike. Primeira pessoa em que  eu
pensei...
       - E eles acreditaram?
       - Eles no eram muito inteligentes. Um deles definitivamente  era
meio Trasgo, o cheiro dele...
       Ron olhou para Hermione, claramente esperanoso que  ela  poderia
amolecer  a  este  pequeno  exemplo  de  humor,  mas  a  expresso  dela
permaneceu fria sobre seus  membros firmes.
       - De qualquer maneira eles tiveram uma conversa sobre se  eu  era
Stan ou no. Foi um pouco pattico para ser  sincero,  mas  havia  cinco
deles e um nico de mim,  eles tinham levado a minha varinha. Ento dois
deles entraram em uma briga enquanto os outros dois  estavam  distrados
eu consegui bater no que me segurava, agarrei  a varinha dele,  desarmei
o que estava segurando a minha varinha e desaparatei.  Eu  no  fui  to
bem. Rony elevou a mo direita  para  mostrar  que  havia  perdido  duas
unhas. Hermione elevou a sobrancelhas friamente.-  E  voltei  milhas  de
onde vocs estavam. Quando eu voltei para aquele pedao de  margem  onde
estvamos... Vocs tinham  desaparecido.
       - Deus, isso que  uma historia.. .- Hermione disse em um tom  de
voz de quem gostaria de ferir algum. -Voc deveria  estar  simplesmente
apavorado enquanto  ns fomos para Godric's Hollow e, deixe  me  ver,  o
que aconteceu l Harry? Ah Sim, a cobra  de  Voc-Sabe-Quem  acabou  por
quase nos matar, e ento o prprio Voc-Sabe-Quem  chegou  nos  perdendo
por um segundo.
       - O que? - Rony disse com o queixo cado para ela e  para  Harry,
mas Hermione o ignorou.
       - Imagine perder as unhas Harry!! Isso realmente coloca  o  nosso
sofrimento em outra perspectiva no  mesmo?
       - Hermione... - Harry disse calmamente. - Rony  acaba  de  salvar
minha vida...
       Ela pareceu no ter ouvido.
       - Uma coisa que eu gostaria de saber entretanto - Ela  disse  com
os olhos fixos em um ponto sob a cabea de Rony - Como  exatamente  voc
nos encontrou ? Isto   importante. Uma vez que ns estamos  certos  que
no seremos visitados por ningum que no queremos ver.
       Ron olhou fixamente para ela ento puxou um  objeto  prateado  do
bolso da cala jeans dele.
       - Isto.
       Ela teve que olhar para Rony para ver o que ele estava mostrando.
       - O Apagueiro ? - ela perguntou to surpresa que se  esqueceu  da
frieza.
       - Ele no apaga e acende as luzes apenas - Rony disse  -  Eu  no
sei como funciona ou  porque  aconteceu  aquela  hora  e  no  em  outro
momento, porque eu estava  querendo voltar para c desde que  eu  parti.
Mas eu estava escutando o Rdio na manh de Natal e eu ouvi...  Eu  ouvi
voc...
       Ele estava olhando para Hermione
       - Voc me ouviu no Rdio? - Ela perguntou incrdula.
       - No, eu ouvi saindo do meu bolso.  Sua  voz  -  ele  mostrou  o
Apagueiro novamente. - Saiu disso.
       - O que eu disse exatamente?- perguntou Hermione, com seu tom  de
voz entre ceticismo e curiosidade.
       - Meu nome. 'Rony'. E voc disse... algo sobre uma varinha...
       Hermione ficou escarlate. Harry lembrou: foi a primeira vez que o
nome de Rony tinha sido dito em voz alta por qualquer um dos dois  desde
o dia em que ele  partiu; Hermione tinha mencionado isso  quando  estava
concertando a varinha de Harry.
       - Ento eu tirei ele,- Rony continou, olhando para o Apagueiro, -
e ele no parecia diferente nem nada, mas eu tinha certeza que eu  tinha
ouvido voc. Ento  eu apertei. E a luz apagou no meu quarto, mas  outra
luz apareceu do lado de fora da janela.
       Rony levantou sua mo vazia e apontou para sua frente, seu  olhos
focaram em alguma coisa que nem Harry ou Hermione podiam ver.
       - Era uma bola de luz, como se  estivesse  pulsando,  e  azulada,
como a luz que tem em volta de uma chave de portal, sabe?
       - Sei,- disseram Harry e Hermione automaticamente.
       - Eu sabia que era isso,-  disse  Rony.  -Eu  agarrei  as  minhas
coisas e embrulhei-as, ento eu pus a minha mochila e sa para o jardim.
       - A pequena bola de luz estava flutuando l, esperando por mim, e
quando eu sa, ela sacudiu um pouco e eu a segui e ento ela... Bem, ela
entrou em mim.
       -  Como  ?-  disse  Harry,  certo  de  que  no  tinha    ouvido
corretamente.
       - Ela meio que  flutuou  para  mim,-  disse  Rony,  ilustrando  o
movimento com seu dedo indicador, - em direo ao meu peito, e a ela s
atravessou. Ela estava  aqui, - ele tocou um ponto perto de seu corao,
- Eu podia sentir-la, estava quente. E uma vez dentro de mim, Eu sabia o
que eu tinha que fazer. Eu sabia que ela  ia me levar aonde eu tinha que
ir. 
       Ento eu Desaparatei e vim para o lado de uma colina. Tinha  neve
por todos os lados...
       - Ns estvamos l,- disse Harry. - Ns passamos duas noites  l,
e na segunda noite eu pensei que  tinha  ouvido  algum  se  movendo  no
escuro e chamando!
       - , bem, aquele poderia ser eu,- disse Rony. - Seus feitios  de
proteo funcionam, de qualquer jeito, porque eu no conseguia ouvir nem
ver vocs. Eu tinha  certeza que vocs estavam por perto, ento  eu  fui
para o meu saco de dormir e esperei  que  um  de  vocs  aparecesse.  Eu
pensei que vocs iriam aparecer quando desarmassem  a barraca.
       - Na  verdade  no,-  disse  Hermione.  -Ns  temos  Desaparatado
embaixo da Capa da Invisibilidade por precauo extra. E ns samos  bem
cedo, porque como Harry  diz, ns ouvimos algum tropeando por a.
       - Bem, eu estive naquela colina por todo o dia,- disse Rony.  -Eu
continuei  esperando  que  vocs  aparecessem.  Mas  quando  comeou   a
escurecer eu sabia que devia    ter  perdido  vocs,  ento  eu  usei  o
apagueiro de novo, a luz azul saiu  e  entrou  em  mim  de  novo,  e  eu
desaparatei e cheguei aqui nessas rvores. Eu ainda no conseguia    ver
vocs, ento eu s podia esperar que um de vocs aparecesse no final - e
Harry apareceu. Bem, eu vi a cora antes, obviamente.
       - Voc viu o que?- disse Hermione nitidamente.
       Eles explicaram o que  tinha  acontecido,  a  histria  da  cora
prateada e a espada no fundo da piscina, Hermione comeou  andar  de  um
lado para o outro, concentrada.
       - Mas deveria ser um Patrono!- ela  disse.  -Voc  no  viu  quem
lanou? Voc no viu ningum? E ele conduziu at a espada! Eu no  estou
acreditando nisso! Ento  o que aconteceu?
       Ron explicou como ele tinha observado  Harry  pular  na  piscina,
como ele tinha percebido que algo estava errado,  mergulhando,  salvando
ele, ento devolvendo  a espada. Ele foi at  a  abertura  do  medalho,
ento hesitou e Harry o cortou.
       - E Rony apunhalou o medalho com a espada.
       - E .. e foi assim ? Simples assim?- ela sussurrou. 
       - Bem, a coisa...a coisa gritou -,  disse  Harry  com  relance  a
Rony. - Toma.
       Ele colocou o medalho  no  colo  dela,  devagar  ela  apanhou  e
examinou suas janelas perfuradas. Decidindo que estavam seguros  afinal,
Harry removeu o feitio  de Proteo com  um  movimento  da  varinha  de
Hermione e virou para Rony.
       - Voc disse agora pouco que tirou uma varinha de uns Raptores.-
       - O que?- disse  Rony,  que  estava  olhando  para  Hermione  que
analisava o medalho. -Oh. - oh sim.
       Ele colocou a mo dentro da mochila aberta e arrancou uma varinha
escura do bolso dela. 
       -Aqui, eu acho que  sempre bom ter uma reserva.
       - Voc tem razo- disse Harry. -A minha esta quebrada.
       - Voc esta brincando?- disse Rony, mas naquele momento  Hermione
levantou  e  pareceu  preocupada  novamente.  Hermione  ps  o   Horcrux
derrotado na mesa, ento  subiu na cama sem dizer uma palavra.
       Ron passou para Harry a varinha nova.
       - Foi bom voc ter aparecido, eu acho- murmurou Harry.
       - Sim- disse Rony. -Poderia ter sido pior.  Lembra  dos  pssaros
que ela jogou em mim?
       - Eu ainda no descartei a possibilidade-, disse Hermione debaixo
das mantas, mas Harry viu Rony sorrir ligeiramente arrancando os pijamas
castanhos de dentro  da mochila.
       
       Crditos:
       Traduo: Marks Jr.
       Reviso: Anja 

Captulo 20 - Xenfilo Lovegood


        Harry no esperava que a raiva de Hermione diminusse durante  a
noite e foi sem surpresa que ela se comunicou basicamente por olhares de
reprovao e momentos  de silncio na  manh  seguinte.  Rony  respondeu
mantendo uma conduta melanclica que no era sua na presena dela,  alm
de um aparente sinal de um constante remorso.

       De fato, quando os trs estavam juntos, Harry sentia-se  o  nico
que no estava de luto em funeral pouco freqentado. Durante  os  poucos
momentos que passou  sozinho com  Harry,  entretanto  (buscando  gua  e
procurando cogumelos na vegetao rasteira) Rony se tornava alegre,  sem
nenhum tipo de vergonha.
        - Algum nos ajudou, - ele continuava falando. -  Algum  mandou
aquela cora. Algum que est nosso lado. Uma Horcrux menos, cara! -
        Animados pela destruio do medalho, eles debatiam as possveis
localizaes das outras Horcruxes, ainda que eles j tivessem  discutido
o mesmo assunto  tantas vezes antes.

Harry sentia-se otimista,  certo  que  mais  sucessos  iriam  suceder  o
primeiro. O mau humor de Hermione  no  podia  frustrar  seus  espritos
leves; A repentina melhora  na sorte deles, o aparecimento da misteriosa
cora, a recuperao da espada de Gryffindor, e acima de tudo, o retorno
de Rony, fizeram Harry to feliz que era um    tanto  difcil  manter-se
srio.
        No fim da tarde, ele e Rony escaparam da  presena  sinistra  de
Hermione novamente e, sob o pretexto de procurar  na  sebe  por  amoras,
continuaram seu avano  em troca de  notcias.  Harry  tinha  finalmente
decidido contar a Rony a histria completa dos vrios passeios dele e de
Hermione, seguindo para  a  histria  completa    do  que  aconteceu  em
Godric's Hollow; Rony perguntou a Harry tudo o que ele havia  descoberto
sobre o vasto Mundo Bruxo durante as semanas que esteve fora. 
         - E como voc descobriu sobre o Tabu? - ele perguntou  a  Harry
depois  de  explicar  as  muitas  e    desesperadas    tentativas    dos
nascidos-trouxas de fugir do Ministrio
        -O o qu?
        -Voc e Hermione pararam de dizer o nome de Voc-Sabe-Quem!
        -Ah, sim. Bem, foi s um mau hbito pelo qual  ns  passamos.  -
Disse Harry. 
        -Mas eu no tenho problema em cham-lo de V...
        -NO! - berrou Rony, fazendo Harry pular na direo da sebe e de
Hermione (com o nariz enterrado num livro na entrada da  barraca)  olhar
zangada para eles.
        -Desculpa, - disse Rony, tirando Harry dos espinhos.
        -Mas o nome  foi  azarado,  Harry,    como  eles  localizam  as
pessoas! Usar o nome dele quebra feitios de  proteo,  ele  causa  uma
espcie de distrbio mgico  - foi assim que eles nos acharam na Estrada
de Tottenham Court!
        -Porque nos usamos o nome dele? 
        -Exatamente! Voc tem que dar crdito a eles, isso faz  sentido.
S pessoas que eram srias em confront-lo, como Dumbledore, que ousavam
us-lo. Agora eles  colocaram um Tabu nele, qualquer um  que  o  diga  
pode ser rastreado - um meio rpido e  fcil  de  encontrar  membros  da
Ordem! Eles quase pegaram Kingsley...
        -Voc est brincando?
        -, um bando de Comensais da Morte o  encurralaram,  Gui  disse,
mas ele lutou e conseguiu escapar. Agora ele est foragido como ns.
        Rony coou o queixo pensativo com a ponta de sua varinha. 
        -Vocs no acham que Kingsley pode ter nos mandado aquela cora?
        -O Patrono dele    um  lobo-cerval,  ns  vimos  no  casamento,
lembra?
        -Ah ...
        Eles se moveram ao longo da sebe, para longe  da  barraca  e  de
Hermione.
        -Harry... voc no acha que poderia ter sido Dumbledore?
        -Dumbledore o que?
        Rony pareceu pouco embaraado, mas disse numa voz baixa.
        -Dumbledore ... a cora? Eu quero dizer.
        Rony estava observando Harry pelos cantos dos olhos.
        - Ele tinha a espada real antes,no tinha?

        Harry no riu de Rony, porque ele entendeu muito  bem  o  desejo
por trs da pergunta. A idia de que Dumbledore tinha conseguido  voltar
para eles, que ele  estava olhando por  eles,  seria  inexpressivelmente
reconfortante. Ele balanou a cabea.
        -Dumbledore est morto - ele disse - Eu vi acontecer,  eu  vi  o
corpo, ele definitivamente se foi. De qualquer maneira, o  Patrono  dele
era uma fnix, no uma  cora.
        -Patronos podem mudar,acredito, no podem? - disse Rony -  O  de
Tonks mudou, no ?
        -, mas se Dumbledore estivesse vivo por que no  se  mostraria?
Por que ele apenas no nos daria a espada?
        - Deixe-me ver - disse Rony. -Pela mesma razo que ele no a deu
para voc enquanto ele estava vivo? Pela mesma razo que ele deixou  pra
voc um velho Pomo  de  Ouro  e  pra  Hermione  um  livro  de  histrias
infantis?
        -E qual seria? - perguntou Harry, virando  para  olhar  o  rosto
todo de Rony desesperado pela resposta.
        -Eu no sei- disse Rony. -s vezes eu tenho pensado,  quando  eu
estava um pouco frustrado, que ele estava rindo ou - que  apenas  estava
querendo deixar mais  difcil. Mas eu no acho que seja isso, no  mais.
Ele sabia o que estava fazendo quando me deu o Apagueiro, no foi? Ele -
bem, - As orelhas de Rony  tornaram-se    vermelho  claro  e  ele  ficou
profundamente interessado num tufo de grama em seu p, que  ele  cutucou
com seu dedo - Ele devia saber que eu te abandonaria.
        -No, - Harry o corrigiu -Ele deveria saber que voc sempre iria
querer voltar.
        Rony olhou agradecido, mas  ainda  desajeitado.  Em  parte  para
mudar de assunto, Harry disse:
         -Falando no Dumbledore, voc ouviu o que Skeeter escreveu sobre
ele?
        -Ah sim, - disse Rony de uma vez -As pessoas esto falando muito
sobre isso. Claro, se as  coisas  fossem  diferentes  seria  uma  grande
novidade, Dumbledore  sendo amigo de Grindelwald,  mas  agora    apenas
algo engraado para  pessoas  que  no  gostavam  de  Dumbledore,  e  um
pouquinho um tapa na cara de todos que pensaram que    ele  era  um  bom
homem. Eu no acho que isso seja l  grande  coisa.  Ele  era  realmente
jovem quando eles... 
        -Nossa idade- disse Harry, na hora que  ele  replicava  Hermione
algo em seu rosto pareceu ter decidido  Rony  a  no  prosseguir  com  o
assunto.
        Uma aranha grande acomodou-se num  teia  coberta  de  geada  nos
arbustos espinhosos. Harry fez mira com a varinha  que  Rony  tinha  lhe
dado na noite anterior,  a qual Hermione dignou-se a examinar e  decidiu
que era feita de abrunheiro. 
        -Engorgio!
        A aranha teve um pequeno arrepio, saltando  levemente  na  teia.
Harry tentou novamente. Desta vez a aranha ficou levemente maior.
        -Pare com isso - disse Rony rispidamente - Desculpe se eu  disse
que Dumbledore era jovem, ok?
        Harry tinha esquecido a averso de Rony por aranhas.
        -Desculpe... Reducio.
        A aranha no encolheu. Harry olhou para a varinha de abrunheiro.
Todo feitio simples que ele lanou com  ela  at  agora  pareceu  menos
poderoso que os que  ele produziu com sua varinha de pena  de  fnix.  A
nova parecia intrusivamente estranha, como ter a  mo  de  outra  pessoa
costurada no final de seu brao.
        -Voc s precisa praticar-  disse  Hermione,  que  se  aproximou
silenciosamente e ficou assistindo ansiosamente  Harry  tentar  fazer  a
aranha crescer e encolher.
        - s uma questo de confiana, Harry.
        Ele sabia porque ela queria que estivesse tudo  bem.  Ela  ainda
sentia-se culpada por ter quebrado sua varinha. Ele reprimiu a  resposta
que brotou em seus  lbios, que ela podia levar a varinha de  abrunheiro
se ela pensava que no havia diferena, e ele  ficaria  com  a  dela  ao
invs dessa. Como ele estava muito interessado  que eles trs  voltassem
a ser amigos novamente, entretanto, ele concordou, mas quando Rony deu a
Hermione a tentativa de um sorriso, ela  se  moveu  ameaadoramente    e
desapareceu atrs de seu livro novamente.
        Os trs voltaram para a barraca quando a escurido caiu, e Harry
ficou com o primeiro turno de vigia. Sentado na entrada ele tentou fazer
com que a varinha  de abrunheiro levitasse pequenas pedras aos seus ps,
mas a mgica dele ainda parecia desajeitada  e  menos  poderosa  do  que
tinha sido antes.
        Hermione estava deitada em seu  beliche  lendo,  enquanto  Rony,
depois de muitas olhadelas nervosas sobre ela, pegou um pequeno rdio de
madeira sem fio de  sua mochila e comeou a tentar sintoniz-lo.
        - Tem esse programa - ele disse a Harry numa voz baixa -que fala
as notcias como elas realmente so. Todos os outros esto  do  lado  de
Voc-Sabe-Quem e esto  seguindo  a  linha  do  Ministrio  mas  este...
espere at voc ouv-lo,  timo. S que eles no podem fazer  todas  as
noites, eles tem que ficar mudando de lugar no  caso de serem atacados e
voc precisa de uma senha para sintonizar... O problema   que  perdi  a
ltima...
        Rony Tocou levemente no  alto  do  rdio  com  sua  varinha  que
murmurando palavras aleatrias sob sua  respirao.  Rony  jogou  muitas
olhadelas para Hermione, temendo  claramente  um  ataque  irritado,  mas
para Hermione era como se ele simplesmente no  estivesse  l.  Por  dez
minutos ou mais Rony bateu e murmurou, Hermione girou as  pginas de seu
livro, e Harry continuou a praticar com a varinha de abrunheiro. 

        Finalmente Hermione escalou para  baixo  de  seu  beliche.  Rony
parou de bater instantaneamente. 
        - Se  irritante para voc, eu pararei! -  disse  para  Hermione
nervoso. Hermione no se deu ao  trabalho  a  responder,  mas  disse  se
aproximando de Harry: 
        -Ns precisamos conversar.
        Olhou o livro ainda apertado  em  sua  mo.  Era  A  vida  e  as
Mentiras de Alvo Dumbledore.
        -Que? - disse apreensivo. Passou por  sua  mente  que  havia  um
captulo sobre ele l dentro;  ele  sentiu  at  a  verso  de  Rita  do
interrogatrio de seu relacionamento   com  Dumbledore.  A  resposta  de
Hermione, entretanto, era completamente inesperada. 
        -Eu quero ir ver Xenfilo Lovegood.
        Ele olhou fixamente para ela. 
        -H? 
        -Xenfilo Lovegood, pai de Luna. Eu quero ir v-lo e  falar  com
ele!
        -Er...porqu?
        Ela respirou profundamente, como se apoiasse nela mesma e disse:
        -  essa marca, a marca em Beedle o Bardo. Olhe isto!
        Empurrou A Vida e as Mentiras de Alvo Dumbledore  sob  os  olhos
indispostos de Harry e viu uma fotografia com a  mensagem  original  que
Dumbledore tinha escrito  a Grindelwald, com a letra fina de Dumbledore,
inclinada como  lhe  era  familiar.  Odiou  ver  a  prova  absoluta  que
Dumbledore tinha escrito realmente aquelas palavras,    que  no  tinham
sido inveno de Rita. 
        -A assinatura, - disse Hermione. -Olhe a assinatura, Harry!
        Ele obedeceu. Por um momento no teve nenhuma idia  o  que  ela
falava realmente, mas, olhando mais de perto com a ajuda  da  iluminao
da varinha, ele viu  que Dumbledore tinha substitudo o "A" de Alvo  com
uma verso minscula da mesma marca triangular inscrita em  cima  de  Os
Contos de Beedle o Bardo.
        -Er... o que vocs...? -  Rony  tentou  dizer,  mas  Hermione  o
reprimiu com um olhar e voltou-se para Harry. 
        - Ela continua aparecendo, no? - disse. -Eu sei que Victor  lhe
disse que era marca de Grindelwald, mas definitivamente  estava  gravada
naquela sepultura  velha em Godrics Hollow e continua reaparecendo  no
 mesmo? E  as  datas  nas  lpides  eram  muito  antes  de  Grindelwald
aparecer! E agora isso! Bem ns no podemos  perguntar  para  Dumbledore
ou Grindelwald o que significa... Eu nem ao  menos  sei  se  Grindelwald
ainda est vivo...  mas,  ns  podemos  perguntar  ao  Sr.Lovegood.  Ele
estava usando o smbolo no casamento. Eu tenho certeza que   importante
Harry!
        Harry no a respondeu imediatamente. Ele olhou em sua ansiosa  e
intensa face circundada pela escurido pensando.  Depois  de  uma  longa
pausa ele ento disse:
        -Hermione, ns no precisamos de outro Godric's Hollow. Ns  nos
convencemos a ir l e...
        -Mas continua aparecendo Harry! Dumbledore me deixou  Os  Contos
de Beedle, o Bardo, como voc sabe que no   coincidncia  descobrirmos
este sinal?
        -Aqui  vamos  ns  de  novo.  -  Harry  se  sentia  ligeiramente
exasperado. -Ns continuamos a tentar nos convencer que  Dumbledore  nos
deixou sinais secretos e pistas...
        -O Apagador se mostrou bem  til-  piou  Rony  -Eu  acho  que  a
Hermione est certa, eu acho que deveramos ir ver Lovegood.

        Harry lhe lanou um olhar sombrio. Ele  estava  bastante  seguro
que com o apoio de Rony, Hermione teria  pouco  desejo  de  descobrir  o
significado da Runa triangular.
        -No ser como Godric's Hollow -  Rony  adiantou-se  -  Lovegood
est do seu lado Harry, O Pasquim desde o incio continua  falando  para
todos que tm que te  ajudar.
        -Eu estou segura que isso  importante- Hermione disse.
        -Mas voc no acha que se isso fosse, Dumbledore  no  teria  me
dito antes de morrer?
        -Talvez... talvez seja algo que voc precise descobrir sozinho.
        Hermione disse com um ar lnguido
        -... -Rony disse -Isso faz sentido.
        -No, no faz- Hermione o cortou -mas  ainda  acho  que  devemos
falar com o Sr. Lovegood. Um smbolo que liga Dumbledore, Grindelwald  e
Godric's Hollow? Harry,  eu tenho certeza que devemos saber  mais  sobre
isso!
        -Eu acho que deveramos votar - disse Rony. -Esses  a  favor  de
irem ver os Lovegood.
        A mo dele voou para cima antes mesmo da  mo  de  Hermione.  Os
lbios dela tremeram violentamente quando ela prpria elevou a mo.
        -Ganhamos Harry, desculpe.  -  Rony  disse  dando  tapinhas  nas
costas de Harry
        -timo.- Harry disse, meio se divertindo, meio irritado. -S uma
coisa, uma vez que tivermos visto Lovegood, vamos  tentar  procurar  por
mais Horcruxes,no  vamos? Onde os Lovegood moram afinal? Algum de  voc
sabe?
        -No  longe da minha casa- Rony disse -Eu  no  sei  exatamente
aonde, mas meu pai e minha me sempre apontam para as colinas quando  os
mencionam. No deve  ser difcil de achar.
        Quando Hermione voltou para o beliche dela, Harry sussurrou para
ele:
        -Voc s concordou em aceitar para voltar a  ficar  de  bem  com
ela.
        - "Tudo  justo, no amor e na guerra" Rony disse brilhantemente,
- um pouco de cada. Se anime,  feriado de Natal, Luna estar em casa!
        Eles tinham uma viso excelente da vila de Ottery St.  Cachopole
a partir da fresca  colina  de  onde  eles  tinham  aparatado  na  manh
seguinte. De seu alto ponto  de vista, a vila  parecia  uma  coleo  de
casinhas de brinquedo no meio dos gigantes raios de sol que se esticavam
em meio aos espaos de cada nuvem. Eles  ficaram    um  minuto  ou  dois
olhando para a paisagem, suas mos fazendo sombra  em  seus  olhos,  mas
tudo que podiam ver eram as folhas no topo das rvores, que oferecia  s
pequenas  casas proteo contra os olhos de trouxas.
        - estranho estar to perto, mas no ir visitar. - disse Rony.
        -No que voc no os tenha visto. Voc estava l no Natal- disse
Hermione friamente.
        -Eu no fui  Toca! - disse Rony com uma risada incrdula - Voc
acha que eu iria voltar l e dizer a todos  eles  que  eu  deixei  voc?
Claro, Fred e Jorge  ficariam  muito  felizes  com  isso.  E  Gina,  ela
entenderia muito bem.
        - Mas onde voc esteve ento?- Perguntou Hermione surpresa. 
        - Na nova casa de Gui e Fleur. Casa das Conchas. Gui sempre  foi
decente comigo. Ele...no me recriminou quando  ouviu  o  que  eu  tinha
feito, mas no insistiu  nisso. Ele entendeu  que  eu  estava  realmente
arrependido. Ningum da famlia sabia que eu  estava  l.  Gui  e  Fleur
falaram para mame que queriam passar o  Natal  sozinhos.    Voc  sabe,
primeiro feriado depois que casaram. Eu no penso que Fleur achou  ruim.
Voc sabe o quanto ela odeia Celestina Warbeck.

        Rony deu as costas para a Toca - Vamos tentar  aqui  em  cima  -
disse, conduzindo-os sobre o alto do monte. 
        Andaram por algumas horas, Harry, por causa  da  insistncia  de
Hermione, escondido sob a Capa da Invisibilidade. O conjunto  de  montes
baixos parecia ser inabitado,  com somente uma casa  de  campo  pequena,
que parecia deserta. 
        -Voc acha que  deles e eles saram para o  Natal?  -  Hermione
perguntou, observando atravs da  janela  uma  cozinha  pequena  com  os
gernios no peitoril da  janela. 
        Rony bufou: - Escuta, eu acho d para saber quem  viveu  l,  se
olharmos pela janela dos Lovegood. Vamos tentar prximo monte. -
        Assim eles  Desaparataram  para  o  norte  algumas  milhas  mais
distante. 
        -Aha! -Rony berrou, com o vento chicoteando seus cabelo e roupa.
Rony estava apontando para cima, para o alto  do  monte  em  que  tinham
aparecido, onde a mais  estranha  casa  se  levantava  verticalmente  de
encontro ao cu, um cilindro preto grande  com  uma  lua  fantasmagrica
pendurada atrs dele no cu da tarde.
        -Essa tem que ser a casa da Luna, quem mais  viveria  num  lugar
desses? Parece uma gralha!
        -No    nada  parecido  com  um  pssaro  -  disse    Hermione,
desaprovando a torre. 
        -Eu estava falando sobre uma gralha xadrez, - disse Rony.  -  Um
castelo para voc. - As pernas de Rony eram as mais longas e  alcanaram
o alto do monte primeiro. Quando Harry e Hermione o alcanaram, ofegando
e apoiando-se  de lado, encontraram-no sorrindo amplamente  -  dele,  -
disse Ron. -Olhem.

        Trs avisos pintados  mo tinham sido colocados no porto.
        O primeiro, 
       EDITOR DO PASQUIM, X. LOVEGOOD 
       O segundo,
        ESCOLHA SEU PRPRIO VISCO
       O terceiro,
        EVITE AS AMEIXAS DIRIGVEIS!
       
        O porto rangeu quando eles abriram. O caminho em ziguezague  se
dirigindo ao porto da frente estava cercado por uma grande variedade de
plantas mpares,  incluindo um arbusto coberto por frutos tipo rabanetes
laranja que a Luna  usava  s  vezes  como  brincos.  Harry  pensou  ter
reconhecido um Snargaluff e deu-lhe uma batida  com troncos secos.  Duas
velhas macieiras balanaram com o vento, sem folhas,  mas  ainda  fortes
com frutos vermelhos do tamanho de amoras e  uma  espessa  geada  branca
cobrindo.
       - melhor voc tirar a Capa  da  Invisiblidade,  Harry,  -  disse
Hermione, -  a voc que o Sr.Lovegood quer ajudar, no a ns.
       Ele fez como ela sugeriu, e entregou-lhe  a  capa  para  que  ela
guardasse em sua bolsa. Ela ento bateu trs vezes na  porta  negra  que
estava revestida por pregos  de ferro e possua uma aldrava  em  formato
de guia.
       Passados dez segundos  a  porta  se  abriu  ali  estava  Xenfilo
Lovegood, descalo e vestindo pijamas manchados. Seu longo cabelo branco
estava  sujo  e  embaraado.    Por  comparao,  Xenfilo  tinha   sido
positivamente garboso no casamento de Gui e Fleur.
        -O que? O que  isto? Quem  voc? O que voc quer? - Ele  falou
olhando primeiro para Hermione,  depois  para  Rony  e  finalmente  para
Harry, quando ento sua  boca se abriu em um perfeito e cmico "O".

        -Ol, Sr Lovegood- disse Harry estendendo sua  mo.  -Sou  harry
Potter.
        Xenfilo no retribuiu o aperto de mo e seu olhar  mirava  logo
acima do nariz de Harry,para a cicatriz em sua testa.
        -Tudo bem se entrarmos? - perguntou Harry, -Tem  uma  coisa  que
temos que perguntar a voc.
        - Eu...eu no sei se isso   aconselhvel,  sussurrou  Xenfilo.
Ele  deu  uma  rpida  olhada  ao  redor  do  jardim.  -  Realmente   um
choque...Minha palavra...eu..eu    temo  que...realmente  acho  que  no
devo...
        -No vai levar muito tempo- disse Harry desapontado por sua nada
calorosa recepo.
        -Hum..certo, ento, entre rpido, rpido!
        Eles tinham acabado de entrar quando  Xenfilo  fechou  a  porta
logo atrs deles. Eles estavam em p na mais peculiar cozinha que  Harry
j vira.
        A sala era perfeitamente circular e ele sentiu como se estivesse
dentro de um gigante pote de pimenta. Tudo estava curvado para caber nas
paredes - o fogo,  a pia, os  armrios  -  e  todos  eles  tinham  sido
pintados com flores, insetos e pssaros em cores  primrias  brilhantes.
Harry pensou ter reconhecido o estilo de Luna.  O efeito em  tal  espao
era levemente opressor.
        No meio do piso uma  escada  de  ferro  em  espiral  levava  aos
andares superiores. Havia uma grande sensao  de  movimento  e  batidas
vindo de cima: Harry imaginou  o que Luna estaria fazendo.
        -  melhor vocs  subirem  -  Disse  Xenfilo,  ainda  parecendo
extremamente desconfortvel e ele indicou o caminho. A sala  em  seguida
parecia uma combinao  de sala de estar e escritrio, e como  tal,  era
ainda mais amontoado do que a cozinha. Embora muito menor e inteiramente
redonda, a sala se assemelhou um tanto a  Sala Precisa  na  ocasio  que
tinha se transformado em um labirinto  gigantesco  contendo  sculos  de
objetos escondidos. Havia pilhas em  cima  de  pilhas  de  livros  e  de
papis em cada superfcie. Os modelos delicados de criaturas  que  Harry
no  reconheceu,  todas  as  asas  agitando  ou  maxilares    agarrando,
penduradas do teto. Luna no  estava l: A coisa que fazia  tal  barulho
era um objeto de madeira coberto de feitios, ele olhou como  a  bizarra
bancada de um jogo de prateleiras, mas aps um momento    Harry  deduziu
que era uma impressora fora de moda, devido ao fato de expedir Pasquims.
        -Desculpe-me, - disse Xenfilo, que passou por trs da  mquina,
puxou uma toalha de mesa de baixo de uma pilha de livros  e  papis,  os
quais caram no cho,  e cubriu a mquina, abafando os altos  "bangs"  e
estalas. Ento, ele encarou Harry.
        -Porque voc  veio  aqui?  -  Antes  que  Harry  pudesse  falar,
entretanto, Hermione soltou um pequeno grito de choque.
        -Sr. Lovegood - o que  aquilo? - Ela estava apontando  para  um
chifre espiral enorme, cinzento, no de unicrnio,  o  qual  tinha  sido
montado na parede, projetando-se  a diversos metros no quarto.
        - o chifre de um Bufador de Chifre Enrugado, - disse Xenfilo. 
        -No, no ! - disse Hermione. 
        -Hermione,  -  murmurou  Harry,  embaraado,  -agora  no     o
momento... 
        -Mas Harry,    um  chifre  de  Erumpente!    um  material  No
comercivel Classe B e  uma coisa extraordinariamente  perigosa  de  se
ter em uma casa! -
         -Como que voc sabe que    um  chifre  de  Erumpente?  -  Rony
perguntou, desviando para longe do chifre to rapidamente como  poderia,
dado a desordem extrema  do quarto. 

        -H uma descrio em Animais Fantsticos e Onde Habitam.  -  Sr.
Lovegood, voc precisa se livrar dele imediatamente, voc no  sabe  que
pode explodir num simples  toque?
        -O Bufador de Chifre Enrugado - disse Xenfilo muito claramente,
com um olhar obstinado em sua cara, - uma criatura tmida  e  altamente
mgica, e o seu chifre...
        -Sr. Lovegood. Eu reconheo as marcas sulcadas em torno da base,
aquele  um chifre de Erumpente e  incrivelmente perigoso... eu no sei
aonde o senhor  o conseguiu. 
        -Eu o comprei, - disse Xenfilo  dogmaticamente.  -Duas  semanas
atrs, de um jovem  bruxo  que  soube  do  meu  interesse  no  esquisito
Enrugado. Uma surpresa de   Natal  para  minha  Luna.  Agora,  -  disse,
girando para Harry, -porque o exatamente voc veio aqui, Senhor  Potter?
-
        -Ns precisamos de  alguma  ajuda,  -  disse  Harry,  antes  que
Hermione poderia comear outra vez.
        - Ahh...ajuda...hmmm- disse  Xenfilo.  Seu  olho  bom  moveu-se
outra vez para a cicatriz de Harry. Pareceu simultaneamente  estarrecido
e hipnotizado. -Sim.  A questo ... ajudar  Harry  Potter...  um  pouco
perigoso...
        -Voc no  um daqueles que diz para todos que o dever  deles  
ajudar o Harry? - Rony disse. -Nessa sua revista?
        Xenfilo olhou para ele escondido  atrs  da  impressora,  ainda
tagarelando e batendo embaixo da toalha de mesa.
        -Er... sim, eu expressei essa idia antes, no entanto...
        -Isso  para todos fazerem  e  no  voc  pessoalmente?  -  Rony
disse. Xenfilo no o respondeu.  Ele  continuava  engolindo,  os  olhos
esbugalhados entre os trs.  Harry  teve  a  impresso  que  ele  estava
sofrendo uma dolorosa luta interna.
        - Onde est Luna? -Perguntou Hermione -Vejamos o que ela pensa. 
        Xenfilo engoliu em seco.  Ele  parecia  estar  tentando  ganhar
tempo. Finalmente ele disse com uma voz trmula  difcil  de  ouvir  por
cima do barulho da impressora.  -Luna est no crrego pescando  abboras
de gua doce. Ela... ela ir gostar de v-los. Eu irei cham-la...  sim,
muito bem. Eu tentarei ajud-los.
        Ele desapareceu debaixo da escadaria em espiral, e ele ouviram a
porta da frente abrir e fechar. Eles olharam um para o outro.
        -Velho covarde, verruguento- Rony disse -  Luna  tem  dez  vezes
mais coragem do que ele.
        -Ele provavelmente est preocupado com o que  pode  acontecer  a
eles se os Comensais da Morte descobrir o que houve aqui. -Harry disse.
        -Bem,  eu  concordo  com  voc  Rony  -  Hermione  disse  -Velho
hipcrita, dizendo para todos ajudarem voc e  ele  foge  disso.  E  por
Deus, mantenha-o longe daquele  chifre...
        Harry cruzou at a janela pelo lado mais distante do quarto. Ele
podia ver um crrego, fino, brilhando do  outro  lado  da  colina.  Eles
estavam em um local  muito alto, um  pssaro  tremulou  alm  da  janela
enquanto ele olhava em direo  Toca, agora invisvel atrs das  outras
linhas da colina. 
        Gina estava em algum lugar ali. Eles estavam mais prximos um do
outro hoje do que qualquer outro dia depois do casamento de Gui e Fleur,
mas ela no tinha  idia que ele estava olhando por ela, pensando  nela.
Ele supe que deveria estar alegre; qualquer  um  que  ele  entrasse  em
contato hoje estaria em perigo, a atitude  de Xenfilo provava isso.

        Ele levou o olhar para longe da janela, e se deteve em um objeto
peculiar, uma prancha encurvada, uma esttua de uma  austera  bruxa  que
usava um chapu bizarro.  Dois objetos que se assemelhavam    trompetes
de orelha dourados que encurvavam  para  fora  e  de  lado.  Um  par  de
minsculas e brilhantes asas azuis que estava presa  a  uma  correia  de
couro no topo da cabea dela enquanto  dois  rabanetes  laranja  estavam
presos em outra faixa de couro em volta da cabea dela.
        -Olhe isso- Harry disse.
        - Fashion - Rony disse - Estou surpreso que ele no tenha  usado
isso no casamento.
        Eles ouviram a porta da frente e no  momento  seguinte  Xenfilo
subia novamente a escada em espiral at o quarto, em suas  pernas  finas
agora era possvel notar  uma bota Wellington, segurando uma bandeja  de
ch com xcaras sortidas e uma chaleira fervendo.
        -Ah voc achou minha inveno - ele disse empurrando  a  bandeja
para os braos de Hermione e unindo Harry ao lado da esttua. 
        -Modelado, adequado o suficiente, sob a cabea  da  bela  Rowena
Ravenclaw, Inteligncia alm da medida,  o maior tesouro  do  homem!  -
Ele indicou os objetos  semelhantes a trompetes de orelha -Estes so  os
sifes de Wrackpurt, para remover  todas  as  fontes  de  distrao  das
imediaes de onde o pensador se encontra.  Aqui,    -  ele  apontou  as
delgadas asas, -  um  propulsor,  para  induzir  um  elevado  estado  de
esprito. Finalmente, - ele apontou para o  rabanete  laranja  a  ameixa
dirigvel,  -o aumento da habilidade de aceitar o extraordinrio. 
        Xenfilo caminhou de volta para a bandeja de ch,  que  Hermione
tinha  conseguido  equilibrar  precariamente  em  uma  das  desordenadas
mesinhas de lado. 
        -Posso oferecer a  vocs  um  infuso  de  Gurdyroots?  -  disse
Xenfilo -Ns mesmos o fazemos. - Como este comeou a derramar a bebida,
que era de um roxo to  profundo quanto o  de  suco  de  beterraba,  ele
acrescentou, - Luna est mais alm da Ponte  de  Botton,  ela  est  to
excitada que voc est aqui. Ela no deve levar muito  tempo, ela  pegou
abboras quase o suficiente para fazer sopa para todos ns. Sentem-se  e
sirvam-se de acar.
        -Agora, - ele removeu uma pilha de papis de uma poltrona  e  se
sentou, suas botas de Wellington cruzadas, -como eu posso ajud-lo,  Sr.
Potter?
        -Bem-, Harry  disse,  olhando  de  relance  para  Hermione,  que
assentiu encorajando-o, - sobre o smbolo que o senhor usava no pescoo
no casamento de Gui e  Fleur, Sr. Lovegood. Ns gostaramos de  saber  o
que ele significa.
        Xenfilo levantou suas sobrancelhas.
        -Voc est se referindo ao smbolo das Relquias da Morte?


Crditos: Traduo - Anja Reviso - Ops, Anja denovo! Heheheh 

Captulo 21 - O Conto dos Trs Irmos

 Harry virou-se para olhar Rony e Hermione.  Nenhum  deles  parecia  ter
entendido o que Xenophilius havia dito. 

"As Relquias da Morte?"

"Isso mesmo", disse Xenophilius. "Nunca ouviram falar delas? No    uma
surpresa. Poucos,  pouqussimos  bruxos  acreditam.  Testemunhou  aquele
jovem rapaz de cabea-quente  no casamento do seu irmo",  apontou  para
Rony, "que me atacou por caar o  smbolo  de  um  conhecido  Bruxo  das
Trevas.! Quanta ignorncia. No h nada de Trevas nas  Insgnias -  pelo
menos no em imperfeito senso. Um deles simplesmente usa o smbolo  para
se revelar aos outros que acreditam, na esperana  de  que  eles  possam
ajudar  na Conquista."

Ele colocou muitos torres de acar dentro de sua infuso de  gurdyroot
e tomou um pouco.

"Desculpe-me", disse Harry, "eu ainda no consigo entender".

Para ser educado, ele tomou um gole da xcara tambm  e  quase  vomitou:
Aquilo estava muito ruim, como se algum  tivesse  liquefeito  todos  os
tipos de Feijezinhos  de Todos os Sabores.

"Bem, veja, os que acreditam  cobiam  as  Relquias  da  Morte",  disse
Xenophilius,  estalando  os  lbios  numa  aparente  apreciao  daquela
bebida.

"Mas o que so as Relquias da Morte?", perguntou Hermione.

Xenophilius colou sua xcara vazia para o lado.

"Eu presumo que vocs conheam o 'Conto dos Trs Irmos', certo?"

Harry disse "No", enquanto Rony e Mione  disseram,  "Sim".  Xenophilius
apontou gravemente. 

"Bem Sr. Potter, tudo comea com o 'Conto dos Trs Irmos', eu devo  ter
uma cpia por aqui".

Ele olhou vagamente pelo quarto, as pilhas de pergaminhos e livros,  mas
Hermione disse, "Eu tenho uma cpia, Sr. Lovegood, bem aqui".

E ela puxou o livro 'Os Contos de Beedle, o Bardo' de sua pequena  bolsa
enfeitada com contas. 

"O  original?",  perguntou  Xenophilius  prontamente  e,   quando    ela
concordou, ele disse. "Muito bem, por que voc no l para  ns  em  voz
alta?  o melhor caminho para  termos certeza que entenderemos." 

"Bem.. certo", disse Hermione nervosa. Ela abriu o livro e Harry  viu  o
smbolo que eles estavam investigando no topo das pginas  enquanto  ela
dava uma tossida, e  comeou a ler.

"Era uma vez trs irmos que estavam viajando  atravs  de  uma  estrada
solitria e sinuosa no crepsculo-"

"Meia-noite, nossa me sempre nos contou," disse Rony,  que  esticou  os
braos para trs da cabea, acomodando-se para ouvir. Hermione lanou  a
ele um olhar aborrecido. 

"Desculpe, eu s achei que seria  um  pouco  mais  apavorante  se  fosse
meia-noite!", disse Rony.

", porque ns realmente precisamos de mais medo em nossas vidas," disse
Harry antes  que  pudesse  se  conter.  Xenophilius  no  parecia  estar
prestando muita ateno,  mas estava olhando para fora da janela,  vendo
o cu. 

"Continue, Hermione!".

"A tempo, os irmos chegaram  a  um  rio  muito  fundo  para  atravessar
caminhando e muito perigoso para se nadar. Entretanto, os irmos  haviam
aprendido artes mgicas  e simplesmente moveram suas varinhas e  fizeram
uma ponte aparecer cruzando a traioeira gua. Eles estavam na metade da
ponte  quando  encontraram  seu  caminho  bloqueado    por  uma   figura
encapuzada." 

"E a Morte falou  eles-"

"Desculpe", interrompeu Harry, "mas a 'Morte' falou  eles?".

" um conto de fadas, Harry!"

"Ah sim, me desculpe. Continue!"

"E a Morte falou a eles. Ela estava zangada porque havia sido trapaceada
pelas trs novas vtimas enquanto a maioria dos viajantes geralmente  se
afogava no rio.  Mas a Morte era atrativa.  Ela  fingiu  parabenizar  os
trs irmos pela sua mgica e disse  que  cada  um  poderia  receber  um
prmio por serem espertos o bastante para  escapar dela." 

"Ento, o irmo mais velho, que era  um  homem  de  combate,  pediu  uma
varinha mais poderosa do que qualquer uma que existisse: uma varinha que
deveria sempre ganhar  os duelos para  quem  a  possusse,  uma  varinha
digna do bruxo que conquistou a Morte! Ento a Morte se  dirigiu  a  uma
rvore velha na margem do rio e confeccionou uma  varinha  de  um  galho
pendurado, e a deu para o irmo mais velho."

"J o segundo irmo, que era uma pessoa arrogante,  decidiu  que  queria
humilhar a Morte ainda mais e pediu o poder de  ressuscitar  as  pessoas
que j morreram. Ento  a Morte pegou uma pedra da margem do rio  e  deu
ao segundo irmo. Disse a ele que a pedra poderia trazer  os  mortos  de
volta."

"Ento a Morte perguntou ao  terceiro  e  mais  novo  irmo  o  que  ele
gostaria. O irmo mais novo era o mais humilde e tambm o mais sbio dos
irmos. Ele no acreditou  na Morte. Ento ele pediu  alguma  coisa  que
desse a ele a oportunidade de sair daquele lugar sem  ser  seguido  pela
Morte. A Morte, de m vontade,  deu  a  ele  a  sua  prpria    Capa  da
Invisibilidade."

"A  morte  tinha  uma  capa  da  invisibilidade?",  interrompeu    Harry
novamente.

"Ento ela podia espiar as pessoas",  disse  Rony.  "Algumas  vezes  ela
ficava cansada de ficar atrs  deles  e  agitava  as  mos,  gritando...
desculpe Hermione."

"Ento a Morte foi para o lado e deixou  os  trs  irmos  prosseguirem.
Eles se foram conversando sobre o espanto  da  aventura  que  tiveram  e
admirando os presentes recebidos  da Morte."

"No caminho os irmos se separaram, cada um seguindo seu destino."

"O primeiro irmo viajou por  mais  uma  semana,  e  alcanou  uma  vila
distante, avistando um Bruxo com quem travou uma disputa". Naturalmente,
com a "Velha Varinha"  como arma, ele no teria como perder o duelo  que
se seguiria. 

"Deixando seu inimigo morto no cho, o irmo mais velho  prosseguiu  at
uma pousada, onde se gabou da  poderosa  varinha  que  ele  mesmo  havia
conseguido da Morte e como  a mesma o tornava invencvel". 

"Na mesma noite, um outro bruxo se arrastou sobre  o  irmo  mais  velho
enquanto ele dormia, atravessando  sua  cama.  O  ladro  olhou  para  a
varinha com grande satisfao  e a enfiou  na  garganta  do  irmo  mais
velho."

"E a Morte levou o irmo mais velho para ela."

"Enquanto isso, o segundo irmo se dirigiu para sua prpria  casa,  onde
morava sozinho. L ele pegou a pedra que tinha  o  poder  de  trazer  os
mortos de volta e a passou  trs vezes em sua mo. Para  seu  espanto  e
apreciao, a figura da garota que uma vez ele teve a esperana de poder
casar, antes de sua morte, apareceu em  frente    a  ele".  "Ela  estava
triste e gelada, separada dele por um vu.  Apesar  de  ter  voltado  ao
mundo mortal, ela no pertencia de fato a ele e  sofria.  Finalmente,  o
segundo irmo,  enlouquecido e sem esperanas, matou-se  para  poder  se
juntar a ela."

"E a Morte levou o segundo irmo."

"Mas a Morte procurou durante muitos anos pelo terceiro irmo,  nunca  o
encontrando". Somente quando ele atingiu uma idade avanada que o  irmo
mais velho finalmente  tirou a Capa da Invisibilidade e a deu  para  seu
filho. 

Ento ele encontrou a Morte como uma velha companheira  e  a  acompanhou
satisfeito. "Eles, juntos, deixaram esta vida."

Hermione fechou o livro. Passou-se um momento, talvez  dois,  antes  que
Xenophilius percebesse que ela havia parado de ler;  ento  ele  desviou
sua contemplao da janela  e disse: "Ento, a est".

"Como?" Disse Hermione, parecendo confusa.

"Aquelas eram as Relquias da Morte", disse Xenophilius.

Ele pegou uma pena de um pacote debaixo de seu brao e a  colocou  sobre
um pedao de pergaminho entre outros livros.

"'A Velha Varinha'", ele disse, e desenhou uma estreita  linha  vertical
em cima do  pergaminho.  "'A  Pedra  da  Ressurreio'",  ele  disse,  e
adicionou um crculo acima    da  linha.  "A  Capa  da  Invisibilidade",
terminou, contornando a linha e o crculo em um tringulo,  para  juntar
os smbolos que intrigavam Hermione. "Juntos", disse,  "as Relquias  da
Morte". 

"Mas no h meno das palavras 'Relquias da Morte' na histria", disse
Hermione.

"Bem,  claro que no", disse Xenophilius controlado. "Isto   um  conto
infantil, feito mais para divertir do que para instruir. Ns  entendemos
os propsitos, entretanto,  reconhecemos que a histria antiga se refere
aos trs objetos, ou Insgnias, que, quando unidas, torna o proprietrio
dono da Morte".

Houve um curto silncio em que Xenophilius olhou para fora da janela.  O
Sol ainda estava baixo no cu.

"Luna j deve ter suficientes 'Plimpies' logo", sussurrou.

"Quando voc diz dono da Morte-", diz Rony.

Conquistador. Vencedor. Qual termo voc preferir".  "Mas, ento...  voc
quer dizer...", disse Hermione devagar, e Harry pde  perceber  que  ela
estava com um tom de ceticismo na voz, "que acredita que  estes  objetos
- estas Insgnias - realmente existam?"

Xenophilius ergueu novamente suas sobrancelhas.

"Bem, com certeza!".

"Mas", disse Hermione, e Harry pde  ouvir  seu  constrangimento  sumir,
"Sr. Lovegood, como voc pode acreditar que -?"

"Luna me contou tudo sobre voc, senhorita!", disse  Xenophilius.  "Voc
, eu julgo, inteligente, mas dolorosamente limitada.  Reservada.  Mente
fechada." 

"Talvez voc deva abrir sua  mente,  Hermione.",  disse  Rony  apontando
sutilmente seu penteado ridculo. Sua voz foi pronunciada com fora para
no rir.

"Sr. Lovegood", Hermione recomeou, "Ns todos  sabemos  que  h  coisas
como Capas da Invisibilidade. So raras, mas existem. Mas..."

"Ah, mas a terceira Insgnia  uma verdadeira  Capa  da  Invisibilidade,
senhorita Granger"! O que eu digo no   uma  capa  enfeitiada  com  um
Feitio da Desiluso ou  com outro  qualquer,  no  digo  uma  capa  que
esconde  algum  inicialmente,  mas  depois  desaparece  com  o   tempo,
tornando-se opaca. 

Estamos falando de uma  capa  que  realmente  d  ao  portador  completa
invisibilidade, e  dura  eternamente,  dando  constante  e  impenetrvel
privacidade; no importando  os feitios que so lanadas a ela. Quantas
capas voc j viu como esta, senhorita Granger?"

Hermione abriu sua boca para responder, mas  logo  a  fechou,  parecendo
mais confusa que nunca. Ela, Harry e Rony comearam a olhar um ao  outro
e Harry soube  que  estavam    pensando  a  mesma  coisa.  A  capa  como
Xenophilius acabara de descrever estava na sala com eles neste momento.

"Exato", disse Xenophilius, como se os tivesse abatido com um  argumento
incontestvel.

"Nenhum de vocs nunca viu  uma  coisa  destas.  O  possuidor  deve  ser
imensuravelmente rico, no ?".

Ele olhou para fora da janela  outra  vez.  O  cu  agora  estava  sendo
cortando por um fino trao rseo.

"Tudo bem", disse Hermione. "Digamos que a  Capa  exista...  e  sobre  a
pedra, Sr. Lovegood? A coisa que voc chama de 'Pedra da Ressurreio'"?

"O que tem ela?"

"Bem, como pode ser real?"

"Prove que no ", disse Xenophilius.

Hermione olhou ultrajada.

"Mas isso - Me desculpe, mas  completamente  ridculo!  Como  eu  posso
provar que ela no existe? Voc realmente espera que eu faa uma anlise
de - de todas as pedras  do mundo e as  teste?  Quero  dizer  voc  pode
alegar que alguma coisa  real  se  a  nica  base  que  voc  tem  para
acreditar  que ningum provou que ela no existe!"

"Sim, pode!", disse Xenophilius. "Estou  feliz  em  ver  que  voc  est
abrindo um pouco a sua mente."

"Ento, a 'Velha Varinha'", disse Harry rapidamente, antes  de  Hermione
replicar, "voc acha que ela existe tambm?"

"Oh, bem, neste caso h infinitas evidncias.",  disse  Xenophilius.  "A
'Velha Varinha'  a Insgnia mais facilmente rastreada j que o  caminho
pela qual passa  de  mo em mo."

"Como  isso?", perguntou Harry.

"Isso quer dizer que o proprietrio da varinha deve  captur-la  de  seu
proprietrio  anterior,  se  ele  est  destinado  a  ser  o  verdadeiro
possuidor dela", disse Xenophilius.  "Certamente voc ouviu o caminho da
varinha at Egbert, o Egregio, depois de matar Emeric,  o  Terrvel?  Ou
como Godelot morreu em seu  prprio  celeiro  depois  que  seu    filho,
Hereward, pegou a varinha dele? Do temeroso Loxias, que pegou a  varinha
de Baraabas Deverill, matando-o? A trilha de sangue da  'Velha  Varinha'
est salpicada  pelas pginas da Histria da Magia." 

Harry olhou para Hermione. Ela estava zangada com Xenophilius, mas no o
contradizia.

"Ento, onde voc acha que a 'Velha  Varinha'  est  agora?",  perguntou
Rony.

"Pobre de mim, quem  sabe?",  disse  Xenophilius  enquanto  olhava  pela
janela. 

"Quem sabe onde a Varinha jaz escondida? A pista se perde  com  Arcus  e
Livius. Quem pode dizer qual deles  realmente  derrotou  Loxias  e  quem
pegou a varinha? E quem   pode  dizer  quem  pode  ter  derrotado-os?  A
histria no nos conta". Houve uma pausa. Finalmente Hermione perguntou,
"Sr. Lovegood, a  famlia  Peverell  tem  alguma  coisa  a  ver  com  as
Relquias da Morte?"

Xenophilius olhou de volta como se  alguma  coisa  houvesse  surgido  na
memria de Harry, mas no sabia o que era. Peverell... Havia ouvido este
nome antes...

"Mas  voc  est  me  enganando,  mocinha!",  disse  Xenophilius,  agora
sentando mais estreitamente em sua cadeira e arregalando os  olhos  para
Hermione.  "  Eu  pensei  que    voc  fosse  nova  na   'Busca    Pelas
Insgnias'."Muitos dos caadores  acreditavam  que  os  Peverell  tinham
tudo, tudo a ver com as Insgnias.

"Quem so os Peverell?", perguntou Rony.

"Era o mesmo nome na sepultura com a marca nela,  em  Godric's  Hollow",
disse Hermione, ainda observando Xenophilius. "Ignotus Peverell".

"Exatamente!", disse Xenophilius com  seu  dedo  indicador  erguido.  "O
sinal das Relquias da  Morte  na  sepultura  de  Ignotus    uma  prova
conclusiva".

"De que?", perguntou Rony. 

"Porque aqueles trs irmos da histria eram, na verdade, os trs irmos
Peverell: Antioch, Cadmus e Ignotus! Eles foram os originais  donos  das
Insgnias!".

Com outra olhada pela janela, ele colocou-se de p, pegou a bandeja e se
preparou para descer a escada em espiral.

"Vocs ficaro  para  o  jantar?",  ele  convidou  e  foi  desaparecendo
escadaria abaixo.

"Todo mundo sempre pergunta a respeito  da  nossa  receita  de  sopa  de
Plimpy". 

"Provavelmente mostrar o Departamento de Envenenamento no  St.  Mungus",
disse Rony baixinho.

Harry esperou at puderem ouvir Xenophilius chegar a  cozinha  antes  de
comear a falar.

"O que voc acha?", perguntou para Hermione.

"Ah, Harry", disse ela, " s uma pilha de completo lixo. Isso no  pode
ser o que o sinal realmente significa. Este deve ser  apenas  o  destino
dele enxergar assim.  Que perda de tempo!"

"Eu suponho ser este o homem que nos trouxe 'Crumple-Horned Snorkacks.",
disse Rony.

"Voc tambm no acredita nele?", perguntou Harry a ele.

"No, esta histria  s mais  uma  daquelas  coisas  que  se  conta  s
crianas para  ensin-las  algumas  lies,  no  ?  'No  procure  por
problemas, no entre em brigas,  no faa baguna com coisas por a  que
so melhores deixadas sozinhas! Mantenha sua cabea erguida, tenha  seus
objetivos, e estar tudo certo. Pense nisso!", Rony  adicionou,  "talvez
seja uma histria do porqu varinhas velhas possuem m-sorte."

"Do que voc est falando?"

"Uma destas supersties, no ? 'Bruxos nascidos em maio se  casam  com
trouxas', 'Varinhas de cidra nunca prosperam'.  'Voc  deve  ter  ouvido
algum, minha me  cheia  deles!".

"Harry e eu fomos criados por trouxas", Hermione o lembrou. "Ns sabemos
supersties diferentes." Ela suspirou  profundamente  quando  o  cheiro
subia da cozinha. A  coisa boa da sua irritao com Xenophilius foi  que
pareceu faz-la esquecer que estava chateada com o Rony.  "Eu  acho  que
voc est certo", Hermione disse a ele.  " s um conto moral,    bvio
qual seria o melhor presente, qual deles voc escolheria -"

Os trs falaram ao mesmo tempo: Hermione disse "A Capa", Rony  disse  "a
Varinha" e Harry disse, "A Pedra". 

Eles olharam um ao outro, meio surpresos, achando um pouco engraado.

"Voc deveria dizer a Capa",  disse  Rony  a  Hermione,  "mas  voc  no
precisaria estar invisvel se tivesse a varinha. Uma varinha  imbatvel,
Hermione, vamos!"

"Ns sempre tivemos a Capa  da  Invisibilidade",  disse  Harry.  "E  ela
sempre nos ajudou muito, caso  no  tenha  percebido",  disse  Hermione.
"Alm disso, a varinha poderia  nos trazer problemas."

"Somente se voc gritar que a tem", disse Rony. "S se voc for idiota o
suficiente para sair por a danando, chacoalhando-a pela sua  cabea  e
cantando. 'Eu tenho  uma varinha imbatvel, venha e experimente se  voc
se acha duro o bastante. Teria de manter a matraca fechada-"

"Sim, mas voc consegue  manter  sua  boca  fechada?",  disse  Hermione,
fitando-o ctica. 

"Voc sabe que a nica coisa verdadeira que ele disse a ns    que  vem
existindo histrias sobre varinhas super-poderosas h milhares  de  anos
."

"Ah, ?", indagou Harry.

Hermione  parecia  exasperada:  sua  expresso  era  to  carinhosamente
familiar que Harry e Rony fizeram caretas um ao outro.

"O Pauzinho da Morte, a Varinha do Destino, eles  se  apresentam  sob  a
forma de diferentes nomes atravs dos sculos, especialmente em posse de
algum bruxo das Trevas  que est  gabando-se  dela.  O  Professor  Binns
mencionou algumas uma vez, mas - ahhh, isso  to sem sentido.  Varinhas
so to poderosas quanto os  bruxos  que  as  possuem.    Alguns  bruxos
simplesmente gostam de gabar-se por sua varinha ser maior e melhor que a
dos outros." 

"Mas como voc j sabe", disse Harry, "aquelas varinhas  -  Pauzinho  da
Morte, Varinha do Destino - no so a mesma varinha percorrendo o passar
dos sculos com diferentes  nomes?"

"E se todas elas so realmente a "Velha Varinha",  feita  pela  Morte?",
indagou Rony.

Harry riu: a estranha idia que o ocorreu era, de longe,  ridcula.  Sua
varinha, ele se lembrou, foi feita de uma rvore macia,  no  velha,  e
feita por Olivaras,  independente do que era feita, naquela noite em que
Voldemort o perseguiu pelos cus, se ela fosse imbatvel,  como  poderia
ter quebrado?"

"Ento, porque voc quer a Pedra?", perguntou Rony a Harry.

"Bem, ns poderamos trazer pessoas de volta, poderamos  ter  de  volta
Sirius, Olho-Tonto, Dumbledore, meus pais....."

Nem Rony nem Hermione sorriram.

"Mas de acordo com 'Beedle, o Bardo',  eles  no  gostariam  de  voltar,
gostariam?", disse Harry pensando a respeito do conto que haviam acabado
de ouvir. 

"Eu no suponho que eles devam ter muitas  outras  histrias  sobre  uma
Pedra que pode  erguer  algum  da  morte,  no  ?",  ele  perguntou  a
Hermione.

"No", respondeu  triste.  "Eu  no  acho  que  ningum,  exceto  o  Sr.
Lovegood, possa achar que isso  possvel. Beedle provavelmente pegou  a
idia da Pedra Filosofal;  voc sabe, ao  invs  de  pedra  que  te  faz
imortal, uma pedra que reverta a morte". O cheiro que vinha  da  cozinha
estava cada vez mais forte. Era  alguma  coisa  como  cuecas  queimadas.
Harry imaginou se seria possvel comer um pouco daquilo que  Xenophilius
estava cozinhando para driblar seus sentimentos.

"E a respeito da Capa", disse Rony calmamente. "Vocs no vem, ele est
certo? Eu usei a Capa e vi o quanto ela  boa, nunca  parei  de  pensar.
Nunca vi nenhuma outra  igual a de Harry.  infalvel. Ns  nunca  fomos
vistos embaixo dela--"

" claro que no, estvamos invisveis quando a usvamos, lembra Rony?" 

"Mas todas as coisas que ele disse sobre as outras Capas, elas  no  so
exatamente iguais, entende,  verdadeira! No me veio    cabea  antes,
mas eu j havia ouvido  falar de feitios que tiravam a Capa  da  pessoa
quando a mesma fosse velha, ou fosse rasgadas por encantos, ou  buracos.
Harry adquiriu a sua pelo prprio pai, ento  no  exatamente nova, mas
 simplesmente perfeita!"

"Sim Rony,  verdade, mas a Pedra..."

Enquanto  eles  discutiam  em  cochichos,  Harry  andava  pelo   quarto,
parcialmente escutando a conversa. Chegando at a escada em espiral  ele
ergueu seus olhos para o  prximo piso e se distraiu por um momento. Seu
prprio rosto estava olhando de volta a ele do  teto  do  quarto  acima.
Depois de um momento de confuso ele percebeu  que no era  um  espelho,
mas uma pintura. Curioso, ele comeou a subir as escadas.

"Harry, o que voc est fazendo? Eu no acho que voc deva sair  por  a
quando ele no est aqui!". Mas Harry j estava no piso  superior.  Luna
havia decorado o teto    do  seu  quarto  com  cinco  rostos  lindamente
pintados: Harry, Rony, Hermione, Gina e Neville. Elas no se mexiam como
nos quadros de Hogwarts, mas havia uma mgica  sobre eles. Harry parecia
ter visto que respiravam. 

Parecia ter uma fina corrente dourada sobre todos eles juntando-os, mas,
aps examin-los por um minuto ou mais, percebeu que as  correntes  eram
na verdade apenas  palavrinhas juntas repetidas  centenas  de  vezes  em
tinta dourada: amigos... amigos... amigos...

Harry sentiu naquele momento uma extrema afeio  por  Luna.  Ele  olhou
pelo quarto. Havia uma grande fotografia ao lado da cama  de  Luna  mais
jovem e uma mulher que  se  parecia  muito  com  ela.  Elas  estavam  se
abraando. Luna parecia mais feliz nesta  foto  do  que  nunca.  A  foto
estava empoeirada. Harry parecia estranhamente fraco. 

Olhava fixamente a sua volta. Alguma coisa estava errada. O carpete azul
plido  estava  tambm  coberto  com  poeira.  No  haviam  roupas    no
guarda-roupas cujas portas  estavam entreabertas. A cama tinha uma  fria
e pouco amigvel aparncia como se ningum dormisse  nela  por  semanas.
Havia uma teia de aranha perto da janela aberta  para o cu avermelhado.

"O que est  errado?",  perguntou  Hermione  enquanto  Harry  descia  as
escadas. Antes que pudesse responder, Xenophilius j estava no topo  das
escadas vindo da cozinha  segurando uma bandeja cheia de tigelas.

"Sr. Lovegood", disse Harry, "Onde est Luna?"

"Perdo?"

"Onde est a Luna?"

"Eu... eu j te contei. Ela est l embaixo na  ponte  Botions  pescando
alguns Plimpies."

"Ento porque o senhor s trouxe uma bandeja  com  tigelas  para  quatro
pessoas?"

Xenophilius tentou falar mas nenhum  som  saiu  de  sua  boca.  O  nico
barulho que soava era o da impressora  e  um  leve  barulho  da  bandeja
trazida pelo homem.

"Eu acho que Luna no est aqui h semanas", disse Harry.  "Suas  roupas
no esto a, sua cama no parece ter sido utilizada. Onde ela  est?  E
porque voc fica o  tempo todo olhando para fora da janela?"

Xenophilius deixou a bandeja cair. As tigelas pularam e atingiram Harry,
Rony e Hermione que imediatamente sacaram suas varinhas e apontaram para
o pai de Luna.  Xenophilius paralisou sua mo prestes a entrar no bolso.
Naquele momento a impressora soou um  enorme  estrondo  e  numerosos  "O
Pasquim" caram pelo cho sados do  armrio  de  roupas.  Finalmente  a
impressora se ps em silncio. Hermione abaixou-se e pegou uma  de  suas
revistas com sua varinha ainda apontada para o Sr. Lovegood. 

"Harry, olhe isso". Ele virou para ela o mais rpido que  pde  em  meio
quela confuso. Na capa de um "O Pasquim" estava a  prpria  figura  de
Harry, adornada com os  dizeres "Indesejvel Nmero Um"  e  com  uma  um
cartaz de procura-se.

"O 'O Pasquim' est indo para um outro caminho, no?",  Harry  perguntou
friamente, sua mente trabalhando rapidamente. "Era isso o que  voc  foi
fazer quando foi  ao    jardim,  Sr.  Lovegood?  Enviar  uma  coruja  ao
Ministrio?" Xenophilius cerrou os lbios.

"Eles levaram a minha Luna", ele sussurrou,  "Graas  ao  que  eu  tenho
escrito". 

Eles levaram a minha Luna e eu no sei onde ela est, o  que  fizeram  a
ela. Mas eles devem devolv-la a mim se eu.... se eu...."

"Entregar Harry?", Hermione completou a frase.

"Sem chance", exclamou Rony. "Saia do caminho, estamos saindo."

Xenophilius parecia plido, um homem velho, seus lbios cerrados  em  um
olhar malicioso.

"Eles estaro aqui a qualquer momento. Eu devo salvar  a  Luna.  Eu  no
posso perder a Luna. Vocs no podem partir."

Ele estendeu seus braos em frente  escada e Harry teve  uma  repentina
viso de sua me fazendo o mesmo por ele em frente ao bero.

"No nos faa machuc-lo", Harry exclamou. "Saia agora do  meu  caminho,
Sr. Lovegood."

"HARRY!", gritou Hermione assustada.

Pessoas voando em vassouras estavam chegando. Os trs olharam para fora.
Xenophilius sacou sua varinha. Harry percebeu o erro bem a tempo. Ele se
lanou na frente de Ron e Hermione empurrando-os para fora  da  mira  de
Xenophilius bem quando  ele lanou um Feitio Estonteante  pelo  quarto,
acertando o chifre de rinoceronte. Houve uma exploso  colossal.  O  som
parecia estar explodindo o quarto todo. Fragmentos  de madeira, papel  e
cascalho voaram por todas as  direes  juntamente  a  uma  impenetrvel
nuvem  branca  de  poeira.  Harry  voou  pelos  ares  e  caiu  no  cho,
impossibilitado  de enxergar graas aos escombros que caram sobre  ele,
seus braos cobriram sua cabea. 

Ele ouviu Hermione e Rony  gritando  e  pancadas  de  pedaos  de  metal
fazendo-o concluir que Xenophilius havia destrudo o  cho  e  cado  de
costas escada abaixo. Metade  dele  havia  se  tornado  cascalho.  Harry
tentou se levantar, mas apenas conseguia respirar e ver  poeira.  Metade
do teto havia cado e o resto da cama  de  Luna  estava    pendurada  no
buraco. O busto de Rowena Ravenclaw estava cado ao lado dele com metade
do rosto em fragmentos, pedaos de pergaminho rasgado voavam pelo quarto
e  parte da impressora estava bloqueando o topo da escada  que  dava  na
cozinha. Outra figura perto de Harry se mexeu e Hermione,  coberta  pelo
p parecendo uma segunda  esttua, pressionou o dedo sobre os lbios.  A
porta do andar de baixo arrebentou, abrindo-se.

"Eu  no  te  disse  que  no  havia  necessidade  de  nos  apressarmos,
Travers?",  disse uma voz spera, "Eu no te disse que este louco estava
delirando como  sempre?"Ouviu-se  um  barulho  e  um  grito  de  dor  de
Xenophilius.

"No.. no... l em cima... Potter"

"Eu te disse na ltima semana, Lovegood, ns no voltaramos a menos que
houvesse uma informao que valesse a pena.! Se lembra da ltima semana?

Quando voc quis trocar sua filha por aquele ''penteado ridculo''? E  a
semana antes -" outro barulho e outro grito. "Quando voc pensou  que  a
traramos de volta  se voc nos desse uma prova  de  que  h  Crumple  -
bang!!! - Horned - bang!!!! - Snorkacks - bang!!!!!!

"No... no.. eu imploro!", soluou Xenophilius. "Realmente  Potter,  
ele." "E agora vemos que nos chamou aqui para  nos  explodir",  disse  o
comensal' e houve uma srie de estampidos com diversos gritos de  agonia
de Xenophilius.

"O lugar parece que vai desabar, Selwyn", disse  uma  segunda  voz.  "As
escadas esto completamente bloqueadas. Podemos  tentar  desbloque-las?
Isso pode terminar de  trazer a casa abaixo." 

"Seu pedao de sujeira cado", disse um bruxo chamado Selwyn.

"Voc nunca viu Potter alguma vez na sua vida, no ? Pensou que poderia
armar para nos matar,  isso? E ainda imaginou que teria sua  garota  de
volta com isso?"

"Eu juro.... Eu juro... Potter l em cima".

"Homenum revelio", disse uma voz no p da escada. Harry  ouviu  Hermione
engasgar  e  teve  uma  fraca  sensao  de  que  alguma  coisa   estava
golpeando-o, imergindo seu corpo  na sombra.

"Tem algum l em cima, Selwyn", disse o segundo homem.

" Potter, eu te disse,  Potter", soluou  Xenophilius.  "Por  favor...
por favor... d-me a Luna, me deixe ter a Luna...."

"Voc pode ter sua garota,  Lovegood",  disse  Selwyn,  "se  voc  subir
aquelas escadas e me trazer para baixo Harry Potter. Mas se isso for  um
truque, se for uma armadilha,  se voc tem um cmplice esperando  l  em
cima para nos emboscar, ns veremos se podemos guardar um  pedacinho  da
sua filha para voc enterrar."

Xenophilius soltou um lamento de medo e  desespero.  Xenophilius  estava
tentando passar pelos escombros nas escadas.

"Vamos", cochichou Harry, "ns temos que sair daqui."

Ele comeou a retirar os escombros de cima  dele,  aproveitando  todo  o
barulho que Xenophilius fazia na escadaria. Rony era o  mais  soterrado.
Harry e Hermione cavaram,  o mais quieto que conseguiam,  por  todos  os
destroos que estavam  sobre  Rony,  tentando  afastar  uma  bancada  de
gavetas  que  estavam  sobre  suas  pernas.  Enquanto  Xenophilius    se
aproximava cada vez  mais,  Hermione  conseguiu  libertar  Rony  com  um
Feitio.

"Certo" respirou  Hermione,  com  a  impressora  bloqueando  as  escadas
comeando a tremer.  Xenophilius  estava  pertssimo  deles.  Ela  ainda
estava branca de poeira.

"Voc confia em mim Harry?"

Harry acenou que sim. 

"Ok, ento", murmurou Hermione, "me d a capa da  invisibilidade.  Rony,
voc ir coloc-la".

"Eu? Mas Harry..."

"Por favor, Rony"! Harry segure em minha mo, Rony, agarre meu ombro.

Rony desapareceu por baixo da capa. A impressora bloqueando a  escadaria
estava vibrando mais e mais. Xenophilius estava tentando  usar  o  mesmo
feitio de Hermione.  Harry no sabia o que Hermione estava esperando.

"Agente", murmurou ela. "Segure firme, um segundo..."

O rosto branco de Xenophilius apareceu no topo da escadaria.

"Obliviate!", lanou Hermione, apontando sua varinha para o rosto dele e
depois para o cho abaixo dele. "Deprimo!"

Ela havia aberto um buraco no cho da sala. Eles caram como pedras. 

Harry ainda segurava a mo dela. Houve um grito l embaixo e dois homens
passaram de relance tentando fugir da vasta  quantidade  de  cascalho  e
mveis quebrados. Hermione  girou no ar e desviou da casa barulhenta  em
colapso, levando Harry mais uma vez para dentro da escurido. 


Crditos: Traduo - Maria Reviso - Mnica 


Captulo 22 - As Relquias da Morte

Harry sentiu seu rosto contra o cho e levantou de uma vez.  Parece  que
eles tinham aterrissado em um monte e j  era  pr-do-sol;  Hermione  j
estava andando em crculos  por eles, balanando a varinha.

"Protego Totallum...Salvio Hexia"

"Aquele velho sangrento traioeiro" Ron, sentou  emergindo  da  Capa  de
Invisibilidade e jogando-a sobre Harry. "Hermione voc   um  gnio,  um
completo gnio. Eu no  acredito que escapamos dessa".

"Cave Inimiccum... Eu no falei que era chifre de Frumpent, eu no falei
pra ele? E agora a casa dele explodiu".

"Bem feito" falou Ron examinando seu jeans rasgado e os  cortes  na  sua
perna, "O que voc acha que vai acontecer com ele?".

"Oh eu espero que no o matem!" Gemeu Hermione "Por isso eu  queria  que
os Comensais da Morte vissem o Harry antes da  gente  sair,  assim  eles
saberiam que o Xenophilius  no estava mentindo".

"Por que me escondeu ento?" Perguntou Ron.

"Voc devia estar de cama com pustulose aguda, Ron! Eles seqestraram  a
Luna porque o pai dela apoiava  o  Harry!  O  que  aconteceria  com  sua
famlia se eles soubessem  que voc est com ele?".

"Mas e seus pais?".

"Eles esto na Austrlia" falou Hermione "Eles devem estar bem, eles no
sabem de nada".

"Voc  um gnio!" Ron repetiu.

" voc " concordou Harry "Eu no sei o que faramos sem voc"

Ela irradiou, mas ficou solene de repente.

"E a Luna?".

"Bem, se eles estiverem dizendo a verdade e ela ainda  estiver  viva..."
comeou Ron. 

"No fale isso, no fale" guinchou Hermione 

"Ela deve estar viva, ela deve estar!".

"Ento ela est em Azkaban, eu espero" falou Ron "Se ela  sobreviver  ao
lugar...".

"Ela  vai"  falou  Harry  ele  no  podia  esconder  que  contemplava  a
alternativa "Ela  forte, Luna,  mais  forte  do  que  voc  pensa.  Ela
provavelmente deve estar ensinando  aos inimigos  sobre  Wrackspursts  e
Nargels".

"Eu desejo que voc esteja certo" falou Hermione,  ela  passou  as  mos
pelos olhos 

"Eu ficarei to triste pelo Xenophilius se...".

"... se ele pelo menos no tivesse tentando nos vender para os Comensais
da Morte, n" falou Ron.

Eles montaram a barraca e ficaram l dentro, onde Ron fez um ch. Depois
da fuga, aquele frio e velho lugar parecia como se estivessem em casa, a
salvo, familiar  e amigvel.

"Oh porque a gente foi l?" Gemeu  Hermione  depois  de  alguns  minutos
silenciosos "Harry, voc estava certo, foi Godric's Hollows de novo, uma
completa perca de tempo!  As Relquias  da  Morte...  quanta  bobagem...
entretanto," parecia que uma idia tinha  a  paralisado  "ele  deve  ter
planejado tudo  isso,  no?  Provavelmente  ele  nem  acredita    nessas
Relquias Mortais afinal, ele s queria nos manter conversando  at  que
os Comensais da Morte chegassem!".

"Eu no acho" falou Ron " muito mais difcil  parecer  convincente  sob
presso do que voc pensa. Eu  descobri  isso  quando  os  caadores  de
recompensa me pegaram".

"Foi muito mais fcil fingir que era Stan,  porque  eu  sabia  um  pouco
sobre ele, do que  inventar  um  personagem  totalmente  novo.  O  velho
Lovegood estava sobre muita    presso,  tentando  ter  certeza  de  que
ficssemos. Eu reconheo que ele nos contou a  verdade,  ou  o  que  ele
pensa que  verdade, s para nos manter falando".

"Bem, eu acho que isso no importa" disse Hermione "Mesmo que ele  tenha
sido honesto, eu nunca ouvi tanta coisa sem nexo na vida".

"Espera um pouco," falou Ron "Supunha-se que a  Cmara  Secreta  era  um
mito, no?"

"Mas as Relquias da Morte no podem existir Ron!".

"Voc continua dizendo isso, mas uma pode existir sim" disse Ron "A capa
de Invisibilidade do Harry...".

"A Lenda dos Trs Irmos  uma histria" Hermione disse firmemente  "Uma
histria de como os humanos tm medo da morte. Se sobreviver  fosse  to
simples quanto se  esconder embaixo de uma capa da  invisibilidade,  ns
temos  tudo  que  precisamos  ento!".  "Eu  no  sei.  Ns   poderamos
sobreviver se tivssemos a varinha invencvel" falou  Harry,  virando  a
varinha de abrunheiro que ele tanto odiava em seus dedos.

"Isso no  grande coisa Harry!".

"Voc disse que h vrias varinhas... a vara da morte ou como  quer  que
elas sejam chamadas...".

"Est bem, se voc quer enganar a si mesmo  acreditando  que  a  Varinha
Anci  real, o que voc diz  sobre  a  Pedra  da  Ressurreio?"  disse
Hermione, rabiscando seu  nome no  ar,  e  seu  tom  gotejando  sarcasmo
"Nenhuma magia pode levantar os mortos e isso  um fato".

"Quando minha varinha se conectou com a de Voc-Sabe-Quem, ela fez minha
me e meu pai aparecerem... e Cedrico...".

"Mas eles no estavam realmente de volta, estavam?" Falou Hermione "Esse
tipo de... imitao plida no  a mesma coisa que trazer as pessoas  de
volta a vida".

"Mas ela, a menina da histria, ela no voltou  de  verdade,  voltou?  A
histria fala que se uma pessoa morre,  ela  pertence    morte.  Mas  o
segundo irmo ainda conseguiu  v-la e falar com  ela,  no?  Ele  ainda
viveu com ela por um tempo...".

"Ento aquele tmulo do Peverell que est enterrado em Godric's Hollow,"
ele disse rpido, tentando soar fortemente so "voc no sabe nada sobre
ele, ento?"

"No" ela respondeu, parecendo aliviada  pela  mudana  de  assunto  "Eu
procurei por ele, depois de ter visto a marca  no  tmulo,  se  ele  foi
algum famoso ou fez ele  algo importante,  eu  tenho  certeza  que  ele
estaria em um de nossos livros. O nico lugar onde eu encontrei  o  nome
Peverell foi ao livro: Natureza Nobre: Uma Genealogia  Bruxa. Eu  peguei
emprestado do Mostro" ela explicou quando Ron levantou  as  sobrancelhas
"Lista as famlias puros-sangues que agora esto  extintas  na  linhagem
masculina.  Aparentemente os Peverell foram os primeiros a desaparecer".

"Extintos na linhagem masculina?" Repetiu Ron.

"Significa que o nome morreu" falou Hermione "sculos atrs, no caso dos
Peverell. Eles ainda podem ter descendentes, afinal, mas eles devem  ser
chamados de maneira  diferente".

Ento veio a Harry a brilhante pea, o reconhecimento que tinha tido  ao
ouvir o nome Peverell, um velho brandindo um feio anel para  um  oficial
do Ministrio da Magia,  e ele falou alto: "Marvolo Gaunt!".

"Quem?" Disseram Ron e Hermione juntos.

"Marvolo Gaunt, o av de Voc-Sabe-Quem! Na  Penseira!  Com  Dumbledore!
Marvolo Gaunt falou que era descendente dos Peverell!". Ron  e  Hermione
olharam assombrados.

"O anel, o anel que se tornou Horcrux, Marvolo Gaunt disse que  tinha  a
marca de Peverell nele! Eu o vi balanado-o bem na cara do Ministro, ele
quase o atingiu no  nariz!".

"A marca de Peverell" disse Hermione agudamente "Voc conseguiu ver como
era?".

"Na verdade no" disse Harry, tentando se lembrar  "No  tinha  nada  de
valioso nele, de onde eu pude  ver,  talvez  alguns  arranhados.  Eu  s
consegui v-lo de perto quando  j estava quebrado".

Harry viu a compreenso de Hermione s no olhar dela. Ron estava olhando
de um para outro, atnito.

"Voc acha que era aquele sinal de novo? O sinal das Relquias?".

"Por que no?" Harry disse se alterando  "Marvolo  Gaunt  foi  um  velho
ignorante que viveu como um porco, tudo com que se importava era de quem
era descendente. Se  aquele foi passado por sculos, ele no sabia o que
realmente era. No havia livros naquela casa, ele no  era  do  tipo  de
contar lendas a seus filhos. Ele adorava  pensar que  os  arranhados  no
anel eram uma marca, porque at onde ele sabia, ser puro-sangue era como
ser da realeza!".

"... e isso  tudo muito interessante," disse Hermione com cuidado "mas
Harry, se voc estiver pensando o que acho que est pensando..."

"Bem, por que no? Por que no?" Falou Harry abandonando  a  preocupao
"Era uma pedra? No era?" Ele olhou para Ron procurando apoio "E se  for
a Pedra da Ressurreio?".

Ron ficou com a boca aberta.

"Mas ainda funciona se Dumbledore a quebrou?".

"Funciona? Funciona? Ron, nunca funcionou!  No  existe  essa  coisa  de
Pedra da Ressurreio!".

Hermione olhou para os prprios ps,  parecendo  exasperada  e  nervosa.
"Harry, voc est tentando encaixar tudo na histria das Relquias...".

"Tentando  encaixar  tudo?"  Ele  repetiu  "Hermione,  tudo  se  encaixa
sozinho! Eu sei que a marca das Relquias  da  Morte  estavam  no  anel!
Gaunt disse que era descendente  dos Peverell!".

"Um minuto atrs voc disse que no tinha propriamente visto a marca  na
pedra!".

"Onde voc acha que est o anel agora?" Ron perguntou  a  Harry  "O  que
Dumbledore fez com ele depois de t-lo quebrado?".

Mas a imaginao de Harry j estava correndo, para bem longe das de  Ron
e Hermione.

Trs objetos...ou Relquias, que, se unidas, faro de quem as possu-las
Mestre da Morte...Mestre...Conquistador...Vencedor...O ltimo inimigo  a
ser destrudo era  a morte...

E ele se viu si mesmo, dono das Relquias, enfrentando Voldemort, que as
Horcruxes no existiam mais... Um  no  pode  viver,  enquanto  o  outro
sobreviver... Essa era  a resposta? Relquias  versus  Horcruxes?  Havia
uma maneira no final das contas, para que ele fosse aquele  a  triunfar?
Se ele fosse o mestre das Relquias da Morte,  ele estaria a salvo?

"Harry?".

Mas mal ouviu Hermione: ele tinha pegado sua capa da invisibilidade e  a
passava pelos dedos, fria como gua, leve como ar. Ele nunca tinha visto
nada igual em seus  quase sete anos  no  mundo  da  magia.  A  capa  era
exatamente como Xenophilius havia descrito: uma capa que verdadeiramente
deixava seu dono invisvel, e que dura para  sempre, dando  constante  e
impenetrvel esconderijo, no importando qual feitio a atingisse...

E ento, engasgando, ele lembrou...

"Dumbledore tinha minha capa na noite que meus pais morreram!".

A voz dele tinha se agitado e ele sentiu a cor em seu rosto, mas ele no
ligou.

"Minha  me  contou  a  Sirius  que  Dumbledore  tinha  pegado  a   capa
emprestada!  por isso! Ele quis examin-la  porque  achava  que  era  a
terceira  Relquia!  Ignotus  Peverell    est  enterrado  em   Godric's
Hollow..." Harry estava andando pela barraca, sentindo como se  um  novo
mundo de verdades estivesse se revelando a ele "Ele  meu ancestral.  Eu
sou descendente do terceiro irmo! Tudo faz sentido!".

Ele se sentiu armado, com sua crena nas Relquias, como se a mera idia
de possu-las lhe desse proteo, ento virou para os dois.

"Harry," disse Hermione de novo, mas ele estava ocupado mexendo na bolsa
ao redor do pescoo, seus dedos se agitando duramente.

"Leia!" Ele disse a ela, empurrando a carta de sua  me  no  mos  dela
"Leia! 

Dumbledore estava com a capa Hermione! Para que mais ele iria  quer-la?
Ele no precisava da capa, ele podia fazer um feitio de  Desiluso  to
poderoso que ficaria  completamente invisvel sem uma capa!". Algo  caiu
no cho rolando, brilhando, embaixo da cadeira: ele tinha  desalojado  o
Pomo quando retirou a carta.  Ele  inclinou  para  peg-lo,  e  ento  a
torrente fabulosa  de descobertas te deu outro  presente,  e  um  choque
maravilhoso explodiu dentro dele que ele gritou.

"EST AQUI! Ele me deu o anel... est no Pomo!".

"Voc... voc acha?".

Ele no entendia porque Ron parecia to consternado. Era to claro,  to
bvio para Harry. Tudo se encaixava, tudo... Sua  capa  era  a  terceira
Relquia, e quando ele  descobrisse  como  abrir  o  Pomo  ele  teria  a
segunda, e ento tudo que precisaria  fazer  era  encontrar  a  primeira
Relquia, a Varinha Anci, e ento...

Mas foi como se uma cortina casse sobre esse momento luminoso: todo seu
animo, toda sua esperana e alegria foram extintas de  uma  vez,  e  ele
permaneceu sozinho  no escuro, e o glorioso feitio havia se quebrado.

" o que ele est procurando"

A mudana em sua voz fez Ron e hermione ficarem mais assustados.

"Voc-Sabe-Quem este atrs de Varinha Anci"

Ele deu as costas quelas faces que no acreditavam. Ele sabia  que  era
verdade. 

Tudo fazia sentido, Voldemort no estava atrs de uma varinha nova,  ele
estava atrs de uma velha, uma muito velha  certamente.  Harry  caminhou
para a entrada da barraca,  esquecendo de Ron e  Hermione  enquanto  ele
olhava para a noite, pensando...

Voldemort tinha crescido  em  um  orfanato  trouxa.  Ningum  podia  ter
contado a ele as histrias de Bedlle o Bardo quando ele era criana, nem
Harry as tinha ouvido. 

Quase nenhum bruxo acreditava  nas  Relquias  da  Morte.  Era  como  se
Voldemort soubesse sobre elas?

Harry olhou para a noite...se  Voldemort  soubesse  sobre  as  Relquias
Mortais, no  bvio que ele houvesse procurado por elas, feito qualquer
coisa para possu-las:  trs objetos  que  faziam  seu  dono  Mestre  da
Morte? Se ele soubesse das Relquias da Morte, ele  no  precisaria  das
Horcruxes em primeiro lugar. No significa que o  simples fato dele  ter
pegado uma Relquia, a transformado em uma Horcrux,  demonstra  que  ele
no conhecia este ltimo segredo da magia?

O que significa que Voldemort procurou a Varinha  Anci  sem  saber  seu
poder completo, sem compreender que era uma das trs...porque a  varinha
era a Relquia que no  podia ser escondida, cuja existncia era a  mais
conhecida, A linha sangrenta da Varinha Anci est espalhada atravs  da
histria da magia... Harry prestou ateno no cu  nublado,  uma  fumaa
cinzenta deslizando em curvas na face da lua branca. Sentiu-se iluminado
com suas perplexas descobertas.

Ele voltou para a barraca. Ficou chocado de ver Ron e Hermione no  mesmo
lugar que os havia deixado, Hermione ainda segurando a  carta  de  Lily,
Ron ao seu lado parecendo  muito ansioso. Eles no  tinham  percebido  o
quo longe tinham viajado nos ltimos minutos?

" isso?" Falou Harry, tentando traz-los para dentro do brilho  de  sua
atnita descoberta certeza "isso explica tudo. As Relquias da Morte so
reais e ns temos  uma... talvez duas...".

Ele segurou alto o Pomo.

"... e Voc-Sabe-Quem est caando a terceira, mas ele no  sabe...  ele
s acha que  uma varinha poderosa...".

"Harry," disse Hermione, indo at ele e lhe devolvendo a carta  de  Lily
"Eu sinto muito, mas eu acho que voc est enganado, muito enganado"

"Mas voc no v? Tudo se encaixa...".

"No, no se encaixa" ela falou "No se encaixa.  Harry,  voc  s  est
sendo carregado para longe. Por favor," ela disse e comeou a falar "por
favor, apenas me responda   isso:  Se  as  Relquias  Mortais  realmente
existem, e se Dumbledore sabia  sobre  elas,  sabia  que  a  pessoa  que
possusse as trs se tornava o Mestre de Morte...Harry,  porque ele  no
te contou? Por que?"

Ele tinha a resposta pronta.

"Mas voc falou, Hermione! Voc tem que descobrir por si  mesmo!    uma
misso!".

"Mas eu s falei aquilo  para  convencer  voc  a  ir  at  a  casa  dos
Lovegood!" Chorou Hermione exasperada "Eu no acreditava de verdade!".

Harry no prestou ateno.

"Dumbledore geralmente me  deixava  descobrir  as  coisas  sozinho.  Ele
deixava eu testar minhas foras, correr riscos. Isso parece  o  tipo  de
coisa que ele fazia!"

"Harry, isso no  um jogo,  no    prtica!  Isso    a  realidade,  e
Dumbledore deixou a voc instrues muito claras: achar  e  destruir  as
Horcruxes! Aquele smbolo  no  significa  nada,  esquea  as  Relquias
Mortais, no podemos nos permitir sair do caminho...".

Harry mal a estava ouvindo. Ele estava virando, para l  e  para  c,  o
Pomo em suas mos, meio que esperando que ele abrisse,  para  revelar  a
Pedra da Ressurreio,  para provar a Hermione que ele estava certo, que
as Relquias da Morte eram reais. Ela apelou para Ron.

"Voc no acredita nisso, acredita?".

Harry olhou, Ron exitou.

"Eu no sei... quer dizer... muito disso se encaixa," falou Ron duvidoso
"Mas quando voc v a coisa toda..." ele deu um grande suspiro "Eu  acho
que a gente tem  que ir atrs das Horcruxes, Harry. Foi o que Dumbledore
nos falou para fazer."

"Talvez...talvez a gente devesse esquecer essa  coisa  de  Relquias  da
Morte"

"Obrigada, Ron" Falou Hermione "Eu fao o primeiro turno".

Ela foi at a entrada da barraca  e  sentou,  fazendo  com  que  a  ao
tivesse uma parada forada.

Mas Harry mal dormiu aquela noite. A idia das Relquias da Morte  tinha
tomado posse dele, e  no  poderia  descansar  enquanto  os  pensamentos
estivessem girando agitados  em sua mente: a varinha, a pedra e a  capa,
se ele pudesse possuir todas elas...

"Eu abro quando fecho..." Mas o que era o fechar? Porque ele  no  podia
ter aquela pedra agora? Se ele ao menos tivesse  a  pedra,  ele  poderia
fazer a Dumbledore essa  pergunta em pessoa... e Harry murmurou palavras
para o Pomo na escurido, at mesmo lngua de cobra, mas a bola  dourada
ao abriu...

        E a varinha,  a  Varinha  anci,  onde  estava  escondida?  Onde
Voldemort estava procurando-a agora?  Harry  desejou  que  sua  cicatriz
queimasse e mostrasse a ele  os pensamentos de  Voldemort,  porque  pela
primeira vez, ele e Voldemort estavam unidos desejando a mesma  coisa...
Hermione no gostaria daquela idia, com certeza...  Mas afinal, ela no
acreditava...  Xenophilius  estava  certo  em  um  ponto...   "Limitada,
cabea-fechada". A verdade  que ela estava assustada com  a  idia  das
Relquias  da Morte, especialmente com a Pedra da Ressurreio...  Ento
Harry pressionou  sua  boca  novamente  no  Pomo,  beijando-o,  quase  o
engolindo, mas a medalha fria no se  rendeu...

Se ao menos houvesse uma maneira de conseguir uma varinha melhor...

E desejou pela Varinha Anci, a Vara da Morte, imbatvel, invencvel,  o
engoliu novamente...

Eles desfizeram a barraca na manha seguinte e se moveram por um chuveiro
de densa chuva. O aguaceiro  os  perseguiu  a  costa,  onde  montaram  a
barraca quela noite,  e persistiu a semana inteira, nas  paisagens  que
Harry achava nas depresses. 

Ele s conseguia pensar nas Relquias da Morte. Era como  se  uma  chama
houvesse se instalado nele do nada, nem a descrena de Hermione, nem  as
persistentes dvidas  de Ron, podiam extinguir. No entanto quanto mais o
fogo pelas Relquias queimava nele, menos alegre ele ficava. Ele culpava
Ron e Hermione: a determinada indiferena  deles era to ruim  quanto  a
chuva insistente para umedecer seu esprito, mas no podia destruir  sua
certeza, que se mantinha  absoluta.  Harry  acreditava  que  seu  desejo
pelas Relquias o consumia tanto que ele se sentia  isolado  dos  outros
dois e sua obsesso pelas Horcruxes.

"Obsesso?" Disse Hermione  em  uma  voz  baixa  forada,  quando  Harry
descuidadamente usou essa palavra, quando Hermione  comentou  sobre  sua
falta de interesse em localizar   mais  Horcruxes.  "Ns  no  somos  os
nicos com uma obsesso aqui, Harry! Ns somos aqueles que esto fazendo
o que Dumbledore nos pediu para fazer!".

Mas ele  estava  impermevel  ao  criticismo  velado.  Dumbledore  tinha
deixado o sinal das Relquias para Hermione decifrar, e ele ainda tinha,
Harry lembrou-se convencido,  deixado a Pedra da Ressurreio  escondido
no Pomo de Ouro. Nenhum pode viver enquanto o outro  sobreviver...Mestre
da Morte... por que Ron e Hermione no entendiam?

        "O ultimo inimigo  a  ser  destrudo    a  morte"  Harry  citou
calmamente.

"Eu pensei que deveramos estar  enfrentando  Voc-Sabe-Quem?"  Hermione
retorquiu Harry a olhou de cima.

At mesmo o mistrio da cora prateada, que os outros dois insistiam  em
discutir, parecia menos importante para Harry agora. A nica outra coisa
que importava  para    ele    que  sua  cicatriz  comeou  a  incomodar
novamente, embora ele tenha feito de tudo para esconder isso dos  outros
dois. Ele procurava a solido quando isso  acontecia,    embora  ficasse
desapontado com o que  via.  As  vises  que  ele  e  Voldemort  estavam
dividindo mudaram  em  qualidade,  elas  ficaram  embaadas,  deslocando
dentro e fora  de foco quando se moviam. Ele s conseguia distinguir  um
objeto que parecia um crnio, e a viso de  ma  montanha  que  era  mais
sombras do que substncia. Usando as  imagens como  sendo  reais,  Harry
ficou triste com a mudana. Ele ficou preocupado  que  sua  conexo  com
Voldemort estivesse danificada, uma conexo que os dois temiam,   embora
ele tenha dito a Hermione como um prmio. De alguma forma  ele  conectou
essa insatisfao com a destruio de sua varinha, como se  fosse  culpa
da varinha de  abrunheiro que ele no pudesse ver a mente  de  Voldemort
to bem quanto antes.

Enquanto as semanas se arrastavam, Harry  no  podia  deixar  de  notar,
mesmo com sua nova  absoro  de  personalidade,  que  Ron  parecia  ter
pegado. Talvez porque quisesse   compensar  o  tempo  que  esteve  longe
deles, talvez porque a depresso  de  Harry  tivesse  enfraquecido  suas
qualidades como lder, Ron era aquele que agora encorajava    os  outros
dois a ao.

"Faltam trs Horcruxes" ele continuou  falando  "Ns  precisamos  de  um
plano, vamos! Aonde ns ainda no  olhamos?  Vamos  pensar  de  novo,  o
orfanato...". O Beco Diagonal, Hogwarts, a casa  dos  Riddle,  Borgin  e
Burkes, Albnia, todos lugares que eles  sabiam  que  Tom  Riddle  tinha
vivido, trabalhado, visitado ou assassinado,  Ron e Hermione  repassaram
todas novamente, Harry participou s para Hermione parar de aborrec-lo.
Ele ficaria feliz de ficar sozinho em silncio para  tentar  ouvir    os
pensamentos de Voldemort, para saber mais sobre a Varinha Anci, mas Ron
insistia em continuar sua jornada para os  mais  simples  lugares,  para
fazer eles se moverem.

"Voc nunca saber" era o refro constante  de  Ron  "acima  de  Flagley
existe uma vila bruxa, talvez ele  quisesse  morar  l.  Vamos  dar  uma
olhada no lugar".

Esses passeios por territrios bruxos sempre traziam a eles a  ocasional
viso de caadores de recompensa.

"Alguns deles so to maus como Comensais da Morte" falou Ron "os que me
pegaram eram um pouco patticos, mas Gui  reconheceu  que  alguns  deles
eram realmente perigosos.  Eles falaram no potterwatch...".

"No que?" Disse Harry.

"Potterwatch, eu no te falei que era como se chamava? O programa que eu
sempre tento captar no radio, o nico que diz  a  verdade  do  que  est
acontecendo!  Quase  todos    os  outros  esto  seguindo  a  linha   de
Voc-Sabe-Quem, com exceo do Potterwatch, eu gostaria muito  que  voc
ouvisse, mas  complicado encontr-lo...".

Ron desperdiava tardes e tardes usando sua varinha para bater em vrios
ritmos no rdio enquanto mudava de estao. s vezes  ele  podiam  pegar
pedaos de avisos  de como curar catapora de drago, e uma vez um pedao
de "Um caldeiro quente cheio de forte amor".  Ron  continuava  tentando
acertar a senha correta, murmurando vrias  palavras.

"Geralmente elas so algo relacionado  Ordem" ele contou "Gui tinha uma
boa sorte para descobri-las. Eu sou limitado a peg-las no final...".

Mas at maro a sorte no tinha ido ao encontro  de  Ron.  Harry  estava
sentado na entrada da barraca, fazendo a guarda, olhando fixamente  para
um inativo cacho de  uva forando-os a penetrar na  terra  dura,  quando
Ron gritou animado de dentro da barraca.

"Eu consegui! Eu consegui! A senha era Alvo! Entre Harry!".

Contente  pela  primeira  vez  em  dias  que  estivera  contemplando  as
Relquias Mortais, ele entrou correndo na barraca para encontrar  Ron  e
Hermione ajoelhados no cho  ao lado do  pequeno  rdio.  Hermione,  que
estava polindo a espada de Griffindor s para ter o  que  fazer,  estava
sentada com a boca aberta, olhando para o pequeno alto-falante,  de onde
uma voz familiar surgia.

"... nos desculpem pela nossa falta em sua onda de  rdio,  que  ocorreu
devido a nossa constante mudana de casa  por  causa  dos  Comensais  da
Morte".

"Mas  o Lino Jordan!" Falou Hermione.

"Eu sei!" Concordou Ron "Legal, n?".

"... agora encontramos outro local seguro," Lino estava  falando  "e  eu
tenho o prazer de dizer que  dois  de  nossos  regulares  contribuidores
esto junto comigo hoje.  Boa tarde, rapazes!"

"Oi"

"Boa tarde, River".

"River  o Lino" explicou Ron "Todos tem codinome, mas  geralmente  voc
pode saber...".

"Shh!" Disse Hermione.

"Mas antes de falarmos com Royal e Romulus," Lino continuou "vamos nesse
momento reportar as mortes que  Wizarding  Wireless  Network  News  e  O
Profeta Dirio no acham  muito importante de  mencionar.    com  muito
pesar que informamos nossos ouvintes dos assassinatos  de  Ted  Tonks  e
Dirk Creswell"

Harry sentiu-se mal, um gelo em sua barriga. Ele, Ron e Hermione olharam
um para o outro, horrorizados.

"Um  globlin  de  nome  Gornuk  tambm  foi  morto.  Acredita-se  que  o
nascido-trouxa Dino Thomas e um segundo goblin, que estavam viajando com
Ted Tonks e Gornuk, tenham  escapado. Se Dino estiver ouvindo, ou algum
que saiba dele, seus parentes e irms esto desesperados por notcias".

"Entrementes, em Gaddley,  uma  famlia  trouxa  de  cinco  pessoas  foi
encontrada morta em casa, autoridades  deram  como  causa  de  morte  um
vazamento de gs, mas membros  da Ordem da  Fnix  informam  que  foi  a
Maldio da Morte... mais evidncias, se  que precisamos  do  fato  que
matar trouxas passou a ser mais do que uma recreao no  Novo Regime".

"Finalmente, ns infelizmente informamos nossos ouvintes que o corpo  de
Bathilda Bagshot foi encontrado em Godric's Hollow. A  evidncia    que
ela j estava morta  h muitos meses. A Ordem da Fnix  informou  que  o
corpo dela demonstrava machucados com sinais evidentes de Magia Negra".

"Ouvintes, eu queria convid-los para nos acompanhar  em  um  minuto  de
silncio em memria  a  Ted  Tonks,  Dirk  Creswell,  Bathilda  Bagshot,
Gornuk,  e  os  no  nomeados,    mas  no  menos  importantes,  trouxas
assassinados pelos Comensais da Morte". O silncio caiu,  Harry,  Ron  e
Hermione no falaram. Metade de Harry queria  ouvir  mais,  metade  dele
temia o que poderia vir a seguir. Era a primeira vez que ele se   sentia
completamente conectado com o mundo exterior em muito tempo.

"Obrigado," disse a voz de  Lino  "E  agora  podemos  voltar  com  nosso
regular contribuidor Royal, para uma atualizao de como  a  nova  ordem
bruxa est afetando o mundo  trouxa.".

"Obrigado,  River,"  disse  uma  voz  inconfundvel,  tranqilizante   e
profunda.

"Kignsley" explodiu a voz de Ron.

"Ns sabemos" cortou Hermione.

"Trouxas continuam ignorantes de onde vem seu sofrimento  enquanto  eles
continuam  a  sustentar  que  tudo  so  horrendas  casualidades"  desse
Kingsley "Porm temos ouvido  verdadeiras histrias de bons exemplos, de
bruxos e bruxas, arriscando  a  prpria  segurana  para  proteger  seus
amigos trouxas e vizinhos, sem que eles saibam. Eu  gostaria de apelar a
todos nossos ouvintes, para seguirem esse  exemplo,  talvez  um  simples
feitio de proteo sobre suas casas e pela rua. Muitas vidas podem  ser
salvas quando simples medidas so tomadas."

"E o que voc diria, Royal, para aqueles ouvintes que respondem, que  em
tempos perigosos como esses, deveria ser 'bruxos  primeiro'?"  perguntou
Lino.

"Eu diria que  um pequeno passo de 'bruxos primeiro' para 'puros-sangue
primeiro', e depois para 'Comensais da Morte'," replicou Kigsley  "Todos
somos humanos, no  somos? Toda vida humana vale a mesma coisa, e  devem
ser salvas."

"Excelente colocao Royal e voc tem meu voto para Ministro  da  Magia,
se um dia sairmos dessa," disse Lino "E agora, com  Romulus  e  o  nosso
popular 'Amigos de Potter'"

"Obrigado, River," disse outra voz familiar. Ron comeou  a  falar,  mas
Hermione o interrompeu com um sussurro.

"Ns sabemos que  o Lupin!"

"Romulus,  voc  mantm,  como  tem  dito  em  todos  os  programas  que
participou, que Harry Potter ainda est vivo?"

"Sim," disse Lupin firme "No h dvidas, em tudo que h na minha mente,
que sua morte seria proclamada o mais alto que pudesse  pelos  Comensais
da Morte se tivesse  acontecido, porque uma sombra de morte se  abateria
sobre  aqueles  que  ainda  resistem  ao  novo  regime.  'O  Menino  Que
Sobreviveu' continua sendo um smbolo de tudo que   estamos  lutando:  o
triunfo do bem,  o  poder  da  inocncia,  a  necessidade  de  continuar
resistindo". Um misto de gratido e vergonha jorrou Harry. Teria Lupin o
perdoado, ento, pelas terrveis coisas que ele disse da ultima vez  que
se encontraram?

"E o que voc diria a Harry se soubesse que ele est ouvindo, Romulus?"

"Eu diria que todos estamos com ele em esprito,"  disse  Lupin,  depois
hesitou ligeiramente "Eu diria para ele seguir seus instintos,  que  so
bons e quase sempre  esto certos"

Harry olhou para Hermione que estava com os olhos cheios de lgrimas.

"Quase sempre certos" ela repetiu.

"Oh! Eu no falei?" disse Ron surpreso, "Gui me  disse  que  Lupin  est
vivendo com Tonks de novo! E aparentemente ela est ficando muito grande
para..."

"...e nossas usuais novidades daqueles amigos de Harry Potter que  esto
sofrendo suas sujeies?" Lino estava falando.

"Bem, como nossos regulares ouvintes devem saber, muitos dos  que  dizem
apoiar Harry Potter esto agora presos, incluindo Xenophilius  Lovegood,
editor de O Pasquim..."  disse Lupin.

"Pelo menos ele est vivo" murmurou Ron.

"Ns tambm ouvimos, nas ltimas horas, que  Rbeo  Hagrid..."  os  trs
engasgaram, e quase perderam o resto da frase "conhecido guarda-caa  de
Hogwarts, escapou esteritamente  pelos terrenos da escola, onde, segundo
rumores, realizou uma festa 'Apie Harry Potter'  em  sua  casa.  Porm,
Hagrid no foi tomado em custdia, e acreditamos que  tenha fugido".

"Eu suponho que  ajude,  em  escapar  de  Comensais  da  Morte,  ter  um
meio-irmo de dezesseis ps de altura?" perguntou Lino.

"Eu teria que concordar com  voc"  disse  Lupin  gravemente  "Deixe  eu
apenas adicionar, que enquanto estamos aqui no Potterwatch aplaudindo  o
esprito de Hagrid, ns   devemos  avisar,  mesmo  para  os  mais  fiis
seguidores de Harry que no sigam o exemplo  de  Hagrid.  Festas  'Apie
Harry Potter' no so sbias no clima atual".
         "Certamente no so, Romulus" disse Lino "ento  ns  sugerimos
que voc continue demonstrando seu apoio ao menino  com  a  cicatriz  em
forma de raio assistindo ao Potterwacht!    E  agora  vamos  mudar  para
notcias sobre o bruxo que tem sido to elusivo quanto Harry Potter. Ns
gostamos de nos referir a ele como Chefe Comensal da Morte, e aqui  para
nos dar seu ponto de vista sobre os mais insanos rumores que o circulam,
eu gostaria de apresentar nosso novo correspondente, Rodent!".

"Rodent?" falou outra voz familiar, e Harry, Ron e Hermione gritaram  ao
mesmo tempo.

"Fred!"

"No,  o George"

" o Fred, eu acho" disse Ron,  chegando  perto  do  rdio,  para  ouvir
qualquer que fosse dos gmeos.

"Eu no vou ser o Rodent, de jeito nenhum, eu te falei que queria ser  o
Rarpier!"

"Oh, est bem ento, Rarpier, voc pode, por favor, nos dizer sua verso
das vrias histrias que estamos  ouvindo  sobre  o  Chefe  Comensal  da
Morte?"

"Eu posso sim, River" falou Fred "Como nossos ouvintes saibam, a no ser
que eles encontrem refgio no fundo de uma  lagoa  de  jardim  ou  coisa
parecida, a estratgia  de Voc-Sabe-Quem  continuar  nas  sombras  est
criando um clima agradvel de pnico. Imagina voc, que se todos alertas
que ele est presente fossem  genunos,  h  essas    horas  j  haveria
dezenove Voc-Sabe-Quem correndo pelo lugar".

"O que o ajuda, com certeza" disse  Kingsley  "O  ar  de  mistrio  est
criando mais terror do que se mostrar."

"Concordo" falou Fred "Ento, gente, vamos tentar nos acalmar um  pouco.
As coisas j esto bem  ruins  sem  ficarem  inventando  novidades.  Por
exemplo, a idia de que  Voc-sabe-Quem pode matar com apenas um  olhar.
Isso  com o basilisco, ouvinte". 

"Um teste simples: cheque se a coisa que o est seguindo tem pernas.  Se
tiver, ento era seguro olhar  para  seus  olhos,  se  bem  que  se  for
realmente Voc-Sabe-Quem,  continuara sendo a ltima coisa que ver".

Pela primeira vez em semanas Harry estava rindo: ele pode sentir o  peso
da tenso o deixando.

"E os rumores de que ele est viajando?" perguntou Lino.

"Bem, quem no gostaria de um bom fim de semana, depois de todo trabalho
que ele tem nos dado?" perguntou Fred "O  ponto  ,  gente,  no  fiquem
iludidos com a falsa  sensao de segurana s porque ele est  fora  do
pas. Talvez ele esteja, talvez no, o fato  que ele pode se mover  to
rpido quanto Severus Snape fugindo de xampu  quando ele quer, ento no
contem com o fato de ele estar bem  longe  se  pensam  em  correr  algum
risco. Eu nunca pensei que me ouviria dizendo  isso,  mas  segurana  em
primeiro lugar!".

"Muito obrigado por essas sbias palavras, Rapier" falou Lino "Ouvintes,
isso nos leva o fim de mais um Potterwatch. Ns no sabemos quando  ser
possvel transmitir  de  novo,  mas  vocs  podem  ter  certeza  de  que
voltaremos.  Continue  mudando  as  estaes.  A   prxima    senha    
'Olho-Tonto'. Mantenham uns aos outros a salvo. Mantenham    a  f.  Boa
noite".

A frente do rdio brilhou e as luzes do painel se apagaram. Harry, Ron e
Hermione continuaram olhando. Ouvir vozes familiares  foi  um  excelente
tnico. Harry tinha  se acostumado com a solido que quase esqueceu  que
outras pessoas estavam resistindo a Voldemort. Era como  acordar  de  um
longo sono.

"Bom, n?" falou Ron rapidamente.

"Brilhante!" disse Harry.

" to corajoso da parte deles," Hermione falou admirada "Se eles  forem
encontrados...".

"Bem eles continuam se movimentando, no ?" falou Ron "Como ns".

"Mas voc ouviu o que o Fred disse?" perguntou Harry animado, agora  que
o rdio estava desligado seus pensamentos  correram  para  sua  obsesso
"Ele est fora! Ele  ainda est procurando pela Varinha! Eu sabia!"

"Harry..."

"Ora, Hermione, porque voc est to determinada a no admitir? Vol..."

"HARRY, NO!"

"... demort est atrs da Varinha Anci!"

"O tabu do nome!" Ron gritou, ficando de p enquanto  um  som  de  crack
surgia do lado de fora da barraca. "Eu te avisei Harry, eu  avisei,  ns
no podemos mais falar  o nome - temos que colocar a proteo  em  volta
de ns de novo - rpido -  como nos encontram..."

Mas Ron parou de falar e Harry sabia por qu. O Bisbilhoscpio  sobre  a
mesa  comeou  a  rodar  e  a  brilhar;  eles  podiam  ouvir  vozes   se
aproximando: vozes baixas e animadas.  Ron tirou o Apagueiro da blusa  e
o apertou: as lmpadas se apagaram.

"Saiam com as mos para cima" veio uma voz rspida pela  escurido  "Ns
sabemos que esto  a  dentro!  Vocs  tm  praticamente  uma  dzia  de
varinhas apontadas para  vocs    e  ns  no  nos  importamos  de  quem
enfeitiaremos".


Traduzido por: Francini Pereta Revisado por: Monica Souto Maior 
                 
               

Capitulo 23 - Manso dos Malfoy
        Harry olhou em volta at os outros dois, agora meros esboos  na
escurido. Ele viu Hermione apontar a sua varinha, apontando para  fora,
mas no rosto dele; houve  um estrondo, um estouro de luz branca,  e  ele
entrou  em  pnico,  incapaz  de  ver.  Pode  sentir  sua  face   inchar
rapidamente sob suas mos, com duros chutes, como faltas    de  futebol,
sobre seu corpo.

"Levante-se, verme."

Mos desconhecidas levantaram  Harry,  e  antes  que  pudesse  par-las,
algum procurou em seus bolsos e retirou sua varinha. Sentiu a  terrvel
dor em sua face, seus  dedos irreconhecveis, apertados e inchados, como
se estivesse sofrendo uma grave crise alrgica. Seus olhos  tinham  sido
reduzidos a meras molduras por onde mal    conseguia  ver,  seus  culos
caram quando fora empurrado para fora da barraca:  tudo  que  conseguia
ver eram formas borradas de quatro ou cinco pessoas lutando contra  Rony
e Hermione do lado de fora.

"Tire.... as mos... dela!" gritou Rony. Houve um som  inconfundvel  de
golpes: Rony grunhindo de dor e Hermione gritando, "No! Deixe-o em paz,
o deixe em paz!".

"Seu namorado vai se dar mal mais do  que  se  ele  estivesse  na  minha
lista," disse uma voz familiar. "Garota deliciosa.... eu gosto  de  pele
macia.."

O estomago de Harry virou do avesso. Ele sabia quem era Fenrir Greyback,
o lobisomem que tinha permisso para vestir capas de Comensais da  Morte
em troca de uma  recompensa brutal.

"Revistem a barraca!" disse outra voz.

Harry foi jogado de cara para o cho. Ele ouviu algum  dizer  que  Rony
foi jogado ao lado dele. Ele podia ouvir  passos  e  rudos;  os  homens
estavam empurrando  para    longe  as  cadeiras  enquanto  revistavam  a
barraca.

"Agora, deixe me ver que ns pegamos," disse Greyback, e Harry virou  de
costas para ele. Um raio de luz vindo de uma varinha atingiu seu rosto e
Greyback riu. 

"Eu vou precisar de cerveja amanteigada pra  lavar  esse  daqui.  O  que
aconteceu com voc, bicho?"

Harry no respondeu imediatamente.

"Eu disse," repetiu Greyback, e Harry recebeu um soco do diafragma que o
fez sentir o dobro de dor."o que aconteceu?"

"Ferido," murmurou Harry." Estou ferido."

" o que parece" disse uma segunda voz. "Qual  o  seu  nome?"  perguntou
Greyback.

"Duda" disse Harry.

"E o primeiro nome?"

"Eu... Vlter. Vlter Duda."

"Cheque na lista, Scabior" disse Greyback, e a cabea de Harry  moveu-se
para olhar Rony, imediatamente. "E voc, ruivo?"

"Stan Shunpike." Disse Rony.

"Ah, claro que . Ns conhecemos Stan Shunpike, ele nos deu um pouquinho
de trabalho." Disse o homem que se chamava Scabior.

"Eu sou Bardy",disse Rony, e Harry pode dizer a ele que sua boca  estava
cheia de sangue. "Bardy Weasley."

"Um Weasley? Ento voc  parente dos  traidores  de  sangue  mesmo  no
sendo um Sangue-ruim. E por ultimo, sua amiguinha bonita.." O  modo  com
que ele falou fez com  que Harry rastejasse.

"Fcil, Greyback." Disse Scabior seguindo o sarcasmo dos outros.

"Oh, eu no vou morder ainda. Vamos ver se ela vai lembrar de  seu  nome
mais rpido do que Bardy. Quem  voc, garota?"

"Penlope  Clearwater"  disse  Hermione.  Ela  parecia  apavorada,   mas
convincente.

"Qual  o status do seu sangue?"

"Mestia" disse ela.

"Fcil de checar. Mas eles no tm idade para estar em Hogwarts?"  Disse
Scabior.

"Ns abandonamos" disse Rony.

"Abandonaram, foi, ruivo? E decidiram acampar? E voc pensou, apenas por
brincadeira, usar o nome do Lorde das Trevas?" disse Scabior.

"No por brincadeira." - disse Rony. - "Acidente."

"Acidente?" haviam mais risadas de sarcasmo.

"Voc sabe quem costuma gostar de usar  o  nome  do  Lorde  das  Trevas,
Weasley?" grunhiu Greyback, "A ordem da  fnix.  Isso  significa  alguma
coisa para voc?"

"Sim.." "Bem, eles no mostram o devido respeito ao  Lorde  das  Trevas,
ento o nome foi proibido.  Alguns  membros  da  Ordem  foram  seguidos.
Veremos. Coloque-os com outros dois  prisioneiros!"

Algum levantou Harry pelo  cabelo,  arrastado-o  e  o  sentando,  ento
prendeu ele com outra pessoa pelas costas. Harry ainda estava meio cego,
apenas permitido de ver  algo que estivesse  bastante  perto.  Quando  o
homem amarrou o ltimo, Harry sussurrou aos outros prisioneiros.

"Algum tem uma varinha?"

"No" disseram Rony e Hermione de cada lado dele.

" tudo culpa minha. Eu disse o nome. Desculpa.."

"Harry?"

Era uma voz nova, mas familiar e veio diretamente de trs de  Harry,  da
pessoa atada  esquerda de Hermione.

"Dino? So raptores! Esto procurando somente desertores para trocar por
ouro...".

"No  ruim para uma noite" estava dizendo Greyback, quando  um  par  de
ferraduras marchava perto de Harry e ele escutava mais estrondos  vindos
de dentro da barraca.   "Um  sangue-ruim,  um  elfo  fugitivo,  e  esses
desertores. Voc verificou seus nomes na lista ainda, Scabior?" - rugiu.

"Sim, no h nenhum Walter Duda aqui, Greyback"

"Interessante. Isso  interessante" disse Greyback.

Ele se abaixou ao lado de Harry, quem via, atravs  da  infinita  brecha
deixada entre as plpebras dilatadas dele, um rosto coberto  de  cabelos
cinzas e grisalhos,  com a ponta do dente marrom  e  saliva  saindo  nos
cantos de sua boca. Greyback cheirava como no dia no topo da torre  onde
Dumbledore morreu: de sujeira, doce, e sangue.

"Ento voc no  procurado, Walter?  Ou  voc  est  na  lista  com  um
diferente nome? A que casa voc pertencia em Hogwarts?"

"Sonserina" disse Harry automaticamente.

"Engraado como eles dizem o que ns queremos escutar. Mas nenhum  deles
pode nos dizer como era a  sala  comunal  da  Sonserina"  disse  Scaboir
saindo da escurido.

"Era nas masmorras." Disse Harry claramente. "Voc entra pela parede.  
cheio de crnios e coisas do tipo e  debaixo do lago, por isso a luz  
toda verde,"

Houve uma pequena pausa. "Bem, parece que voc realmente    um  pequeno
Sonserino" disse Scabior. "Bom para voc, Valter, porque no  h  muitos
sangues-ruins na Sonserina. Quem  seu pai?"

"Ele trabalha no Ministrio" mentiu Harry. Sabia que toda  sua  histria
poderia ser desmascarada com a menor  das  investigaes,  porm,  tinha
somente um rosto fora  de sua aparncia usual enquanto o jogo  estivesse
valendo. 

"Departamento de Acidentes e Catstrofes Mgicas."

"Quer saber, Greyback" disse Scabior. " Eu acho que tem um Duda l."

Harry pde respirar: Sortudo, pura sorte, ser que  eles  iam  se  safar
dessa?

"Bem, bem" disse Greyback,  e  Harry  pode  ouvir  o  mnimo  tremor  na
calejada voz, e sabia que  Greyback  pensava  se  ele  tinha  atacada  e
amarrado um filho de Oficial do  Ministrio. O corao de Harry  batendo
contra a corda perto da costela; ele no ficaria surpreso em  saber  que
Greyback podia ver isso. "Se voc est dizendo a verdade,  voc no  tem
nada a temer em um passeio ao  Ministrio.  Eu  acho  que  seu  pai  nos
recompensar por tem pegado voc".

"Mas" disse Harry, sua boca seca, " se voc s nos deixassem..."

"Hey!" veio um grito da barraca. " Olhe isso, Greyback!"

Uma figura veio da escurido na direo deles, e Harry viu um reflexo de
ouro da luz da varinha deles. "Eles tm a espada de Gryffindor."

"Mu-uito legal", disse Greyback apreciando-a, pegando para ele. "De fato
muito legal. Aonde foi que vocs pegam coisas assim?"

" do meu pai," mentiu Harry, esperando que estivesse muito escuro  para
Greyback ver o nome marcado embaixo  do  punho.  "Ns  marcamos  com  um
pedao de ferro em brasa."

"Espera um minuto Greyback, olha isso no Profeta!"

 medida que Scabior  dizia,  a  cicatriz  de  Harry,  que  se  alargava
transversalmente na sua testa dilatada, queima ferozmente. Mais claro do
que podia parecer, ele  viu uma construo, uma horrenda  fortaleza:  os
pensamentos de Voldemort de repente tornaram-se aguados  de  novo;  ele
estava deslizando em direo  fortaleza como  um sentimento de  euforia
por tal propsito...

To perto... To perto... 

Com um grande esforo Harry fechou sua  mente  para  os  pensamentos  de
Voldemort, puxando-se para trs onde ele havia sentado, amarrado a Rony,
Hermione, Dino,  e  Griphook    na  escurido,  escutando  a  Scabior  e
Greyback.

"Hermione Granger" , ia dizendo Scabior, " a Sangue-ruim que  conhecida
por estar viajando com Harry Potter." "Sabe do que,  garotinha?  A  foto
parece muito com voc."

"No ! No sou eu!" 

Hermione apavorada grunhiu que acabou sendo uma confisso.

"... conhecida por estar viajando com Harry Potter," repetiu  calmamente
Greyback.

Um silncio levou aquela cena ao fim. A cicatriz de  Harry  doendo,  mas
ele lutava com todo seu empenho  contra  os  pensamentos  de  Voldemort.
Nunca foi to importante  ficar na sua mente certa.

"Bem, ento isso muda as coisas,  no  muda?"  disse  Greyback.  Ningum
falou: 

Harry teve a impresso de toda a gangue de Snatchers estarem observando,
e sentiu o brao de Hermione tremendo contra o dele. Greyback  voltou  e
andou em direo   onde  Harry  estava  sentado,  abaixando-se  de  novo
ficando mais perto de suas feies deformadas. 

"O que  isso  na  sua  testa,  Valter?"  perguntou  ele  calmamente,  a
respirao dele to prxima de Harry quando ele tocou sua  cicatriz  com
seu dedo imundo.

"No encosta nisso!" Harry gritou; ele no se conteve,  ele  pensou  que
ficaria doente da dor que vinha da cicatriz.

"Eu pensei que voc usasse culos, Potter?" soltou Greyback.

"Achei os culos!" uivou um dos saqueadores "Estavam dentro da  barraca,
Greyback, espere..."

E segundos depois os culos de Harry foram colocados nele. Os  Snatchers
estavam perto agora, olhando para ele.

" isso! Pegamos o Potter!" berrou Greyback.

Todos deram um passo a frente, impressionados com o que  tinham  acabado
de fazer. Harry, ainda lutando para ficar no presente e na  sua  prpria
cabea, no podia em  pensar em nada  para  dizer.  Vises  fragmentadas
estavam intervindo em sua mente.

--Ele estava se escondendo ao  redor  das  altas  paredes  da  fortaleza
negra--

No, ele  era  Harry,  fora  capturado  e  estava  amarrado,  em  grande
perigo...

Olhava para cima, para a janela mais alta, da torre mais alta-

Ele era Harry, e eles estavam discutindo seu destino em voz baixa...

Hora de voar

"Para o Ministrio?"

"Para o inferno com o Ministrio! - finalizou Greyback - Eles vo  levar
todo o crdito, e ns no seramos nem lembrados.  Acho  que  deveramos
lev-lo direto para  Voc-sabe-quem."

"Voc vai convoc-lo agora, aqui?" perguntou Scabior,  soando  um  pouco
aterrorizado.

"No!", rosnou Greyback,"Eu no quero. Dizem que  eles  esto  usando  a
Manso dos Malfoy como base. Levaremos o garoto para l."

Harry pensou que sabia o motivo de  Greyback  no  chamar  Voldemort.  O
lobisomem tinha permisso de usar a roupa de Comensal  da  Morte  quando
quisesse, mas apenas o  crculo ntimo de Voldemort era presenteado  com
a Marca Negra: Greyback no tinha sido contemplado com essa honra.

A cicatriz de Harry doeu novamente...

--E ele elevou-se na noite, voando logo acima das da mais alta torre-

"Completamente certo que  ele? Porque se no for,  Greyback,  estaremos
mortos."

"Quem est no comando aqui?" rugiu Greyback, acobertando seu momento  de
incerteza, "Eu digo que  o Potter, e ele mais a sua varinha, so mil  e
duzentos galees  bem ali. Mas se  vocs  so  muito  covardes  pra  vir
junto, qualquer um de vocs, fica tudo pra mim, e com alguma sorte ainda
consigo ficar com a garota de lambujem."

A janela era uma mera fenda na rocha negra, no era grande o  suficiente
para um homem passar... Uma figura esqueltica era visvel atravs dela,
encolhida debaixo  de um cobertor... Morto ou dormindo...?

"Tudo bem!", respondeu Scabior "Tudo bem! Estamos dentro!  E  quanto  ao
resto, Greyback, o que faremos com eles?"

"Melhor levar todos. Ns temos dois sangues-ruins, so mais dez galees.
D-me a espada tambm. Se forem rubis,  mais uma pequena fortuna aqui."

Os prisioneiros foram forados a ficarem de  p.  Harry  podia  ouvir  a
respirao de Hermione, rpida e aterrorizada.

"Segurem e amarrem bem firme. Eu cuido do  Potter!"  ,  disse  Greyback,
segurando uma mo cheia de cabelos de Harry; ele podia sentir as  longas
e amarelas unhas arranhando  seu couro cabeludo. " No  trs.  Um,  dois,
trs!"

Eles desaparataram, puxando os prisioneiros junto com eles. Harry lutou,
tentando afastar a mo de Greyback, mas  era  intil.  Rony  e  Hermione
estavam apertados firmemente  um de cada lado, no podia se  separar  do
grupo, e enquanto o ar  era  espremido  para  fora  dele,  sua  cicatriz
queimou mais dolorosamente ainda. Enquanto ele  se  forava  atravs  da
fresta da janela como se fosse uma cobra e aterrissou, to  leve  quanto
vapor, dentro do cmodo que parecia uma cela...

Os  prisioneiros  se  chocaram  uns  contras  os  outros  quando    eles
aterrissaram numa travessa no campo. Os olhos de Harry, ainda  inchados,
levaram um momento para se  acostumar, ento ele viu um par  de  portes
de ferro forjados aos ps do que parecia  ser  uma  longa  estrada.  Ele
experimentou uma pequena sensao de alvio. O pior    ainda  no  havia
acontecido: Voldemort no estava ali. 

Estava, Harry sabia, pois estava lutando para resistir  viso, em algum
lugar estranho, que parecia uma fortaleza, no topo de uma torre.  Quanto
tempo demoraria  at Voldemort chegar aonde eles estavam, j  era  outra
histria... Um dos raptores foi at o porto e o balanou.

"Como ns entramos? Eles esto trancados, Greyback.  Eu  no  consigo  -
Nossa!"

Ele  retirou  suas  mos  com  medo.  O  ferro  estava  se  contorcendo,
torcendo-se das suas formas abstratas  em  um  rosto  amedrontador,  que
falou numa voz retinindo e ecoando:  "Diga seu propsito!"

"Ns temos o Potter!" rosnou Greyback, triunfante. "Ns capturamos Harry
Potter!".

Os portes se abriram.

"Vamos!" disse  Greyback  aos  seus  homens,  e  os  prisioneiros  foram
empurrados atravs do porto em direo  estrada,  entre  cercas  altas
que abafavam os seus passos.  Harry viu uma forma branca  fantasmagrica
acima dele, e percebeu que era um pavo albino. Tropeou e foi posto  em
p por Greyback; agora ele estava cambaleando de  lado; amarrados costas
a costas  com  os  outros  quatro  prisioneiros.  Fechando  seus  olhos,
permitiu que a dor em sua cicatriz tomasse conta dele  por  um  momento,
querendo  saber o que Voldemort estava fazendo, se ele j sabia  ou  no
que Harry havia sido pego...

A emagrecida figura se espreguiou embaixo do seu fino cobertor e  rolou
em sua profundos olhos abrindo num rosto de caveira... O homem frgil se
sentou, grandes  e fundos olhos fixados nele, em Voldemort, e ento  ele
sorriu. A maioria dos seus dentes no estava mais l...

"Ento voc veio, eu achei que viesse... Um dia. Mas sua jornada  foi  
toa. Eu nunca o tive."

"Voc mente!"

Enquanto a raiva de Voldemort pulsava dentro dele, a cicatriz  de  Harry
ameaava explodir de dor, ento forou sua mente de volta ao seu  corpo,
lutando  para  permanecer    presente  enquanto  os  prisioneiros   eram
empurrados sobre o cascalho. Alguma luz caiu sobre todos eles.

"O que  isso?", perguntou fria voz de uma mulher.

"Ns estamos aqui  para  ver  Aquele-Que-No-Deve-Ser-Nomeado!",  rosnou
Greyback.

"Quem so vocs?"

"Voc me  conhece!"  ,disse  a  ressentida  voz  do  lobisomem.  "Fenrir
Greyback! Ns pegamos Harry Potter!"

Greyback agarrou Harry e  carregou-o  at  a  luz,  forando  os  outros
prisioneiros a se moverem tambm.

"Eu sei que ele est inchado, senhora, mas  ele!", interferiu  Scabior.
"Se voc olhar um pouco mais perto, vai ver sua cicatriz. E  essa  aqui,
v a garota? A sangue-ruim  que estava viajando com ele, senhora. No h
dvida de que  ele, e ns pegamos a sua varinha tambm. Aqui, senhora."

Atravs de suas plpebras inchadas, Harry viu Narcisa Malfoy  examinando
minuciosamente  seu  rosto  inchado.  Scabior  empurrou  a  varinha   de
abrunheiro pra ela. Ela levantou  suas sobrancelhas.

"Traga-os para dentro" disse ela.

Harry e os outros foram empurrados e  chutados  por  largos  degraus  de
pedra para dentro de um corredor alinhado com retratos. 

"Sigam-me", disse Narcisa, liderando o caminho atravs do corredor. "Meu
filho, Draco, est em casa para o feriado da Pscoa. Se esse   o  Harry
Potter, ele vai saber".

A sala de estar deslumbrava depois da escurido l fora; mesmo com  seus
olhos quase fechados, Harry podia assimilar  as  enormes  propores  da
sala. Um lustre de cristal  estava pendurado no teto, mais retratos  nas
paredes roxo-escuro. Duas figuras levantaram-se de poltronas em frente a
uma lareira ornada de mrmore enquanto os prisioneiros    eram  forados
para dentro da sala pelos raptores.

"O que  isso?"

A voz arrastada terrivelmente familiar de Lucio Malfoy caiu nos  ouvidos
de Harry. Estava entrado em pnico agora: no conseguia ver um jeito  de
escapar, e era mais  fcil, na medida em que seu medo aumentava bloquear
os  pensamentos  de  Voldemort,  apesar  da  sua  cicatriz  ainda  estar
queimando. 

"Eles dizem que pegaram o Potter",disse a voz fria de  Narcisa.  "Draco,
venha aqui."

Harry no ousou olhar diretamente para Draco, mas  o  viu  obliquamente:
uma figura pouco mais alta que ele mesmo, levantando  de  uma  poltrona,
seu rosto uma borro  plido e pontudo embaixo de um cabelo loiro  quase
branco. Greyback forou os prisioneiros a girarem de novo para que Harry
ficasse bem abaixo do lustre. 

"Ento, garoto?" perguntou em um rosnado.

Harry estava encarando um espelho, acima da lareira, grande e dourado em
uma moldura intrincadamente enrolada. Atravs das fendas dos seus olhos,
ele se viu pela  primeira vez desde que  deixara  Grimmauld  Place.  Seu
rosto estava gigante, brilhante e  rosa,  cada  feio  distorcida  pelo
feitio de Hermione. Seu cabelo negro alcanava  seus ombros e havia uma
sombra escura ao redor em seu queixo. Se ele no soubesse  que  era  ele
que estava ali, teria imaginado quem estava usando seus culos. Resolveu
no falar, pois sua voz  poderia  entreg-lo,  mas  mesmo  assim  evitou
contato visual com Malfoy quando ele se aproximou.

"Bem, Draco..." disse Lucio Malfoy. Ele soava vido. " ele?   o  Harry
Potter?"

"Eu no... Eu no tenho certeza." disse Draco,  que  estava  mantendo-se
distante de Greyback, e parecia com tanto medo de olhar  para  o  Harry,
quanto o Harry estava  de olhar para ele.

"Mas olhe para ele com cuidado, olhe! Chegue  mais  perto!",Harry  nunca
ouvira Lucio Malfoy to excitado. "Draco se formos ns  que  entregarmos
Harry Potter para o  Lorde das Trevas, tudo ser perdoado".

"Agora, ns no vamos esquecer quem foi que  realmente  o  capturou,  eu
espero, Sr. Malfoy" disse Greyback, ameaadoramente. 

"Claro  que  no,  claro  que  no",  disse    Lucio    impacientemente.
Aproximou-se de Harry, chegando to perto que ele podia  ver  seu  rosto
geralmente lnguido e plido em  pequenos detalhes,  mesmo  atravs  dos
seus olhos inchados. Com seu  rosto  como  uma  mscara  inchada,  Harry
sentia como se estivesse espiando por entra as barras de  uma jaula. 

"O que vocs fizeram com ele?" Lucio perguntou para Greyback. "Como  ele
ficou nesse estado?".

"No fomos ns."

"Parece um Feitio de Ferroadas pra  mim.",  disse  Lucius.  Seus  olhos
cinza  vasculharam  Harry."Tem  alguma  coisa  aqui"  murmurou   Lucius.
"Poderia ser a cicatriz esticada...  Draco, venha aqui, olhe direito!  O
que voc acha?"

Harry viu o rosto de Draco bem perto agora, bem ao lado do de  seu  pai.
Eles eram extraordinariamente parecidos, exceto  que  enquanto  seu  pai
parecia fora de si de  tanta excitao,  a  expresso  de  Draco  estava
cheia de relutncia, at mesmo medo.

"Eu no sei." ele disse, e caminhou em direo  lareira, onde  sua  me
estava assistindo.

" melhor que tenhamos certeza, Lucio." Narcisa chamou por seu marido em
sua clara e fria voz. "Completamente certos de que  o Potter, antes  de
chamarmos o Lorde  das Trevas... Eles dizem que isso  dele" ela  estava
segurando a varinha de abrunheiro "Mas no parece  com  a  descrio  do
Olivaras... Se ns estivermos enganados,    se  chamarmos  o  Lorde  das
Trevas aqui para nada... Lembra o que ele fez com Rowle e Dolohov?"

"E quanto  sangue-ruim, ento?"  grunhiu  Greyback.  Harry  quase  caiu
quando os raptores foraram os prisioneiros a girar novamente para que a
luz casse sobre Hermione.

"Espere!" disse Narcisa prontamente. "Sim, sim,  ela  estava  na  Madame
Malkins com o Potter! Eu vi a sua foto no Profeta! Olhe, Draco, no   a
garota Granger?"

"Eu... Talvez... !"

"Mas ento,  esse    o  garoto  Weasley!"  gritou  Lucio,  rodeando  os
prisioneiros amarrados para  encarar  Rony.  "So  eles,  os  amigos  de
Potter, Draco? Olhe para ele, no   o filho do Arthur Weasley, qual  o
nome dele?"

"! - disse Draco novamente - Pode ser.

A porta da sala de visitas abriu-se atrs de Harry. Uma mulher falou,  e
o som de sua voz feriu o medo de Harry ainda mais.

"O que  isso? O que aconteceu, Cissy?"

Bellatrix Lestrange andou lentamente entre os  prisioneiros  e  parou  
direita de Harry, encarando Hermione, atravs de seus olhos pesados.

"Mas certamente..." ,disse ela "Essa  a garota sangue-ruim?  Essa    a
Granger?"

"Sim, sim, essa  a Granger!" exclamou Lucio "E junto dela, ns  achamos
Potter! Potter e seus amigos, pegos por fim!"

 "Potter?" clamou Bellatrix, ento virou-se para olhar melhor para Harry
"Voc tem certeza? Bem, ento o Lorde das Trevas tem que  ser  informado
de uma vez por todas!"

Ela puxou a manga esquerda: Harry viu a Marca Negra queimada na carne do
brao dela, e sabia que ela estava prestes a toc-la, para notificar seu
amado mestre...

"Eu ia chamar ele!"disse Lucio, e na verdade sua mo segurava o pulso de
Bellatrix, prevenindo-a de tocar na  Marca  "Eu  devo  cham-lo,  Bella.
Potter foi trazido para   a  minha  casa  e  por  isso  est  sob  minha
autoridade..."

"Sua autoridade?!" perguntou em tom de escrnio, cuidando de arrancar  a
mo dela de suas garras. "Voc perdeu sua autoridade quando  perdeu  sua
varinha, Lucio! Como  ousa? Tire suas mos de mim!"

 "Isto no  da sua conta, voc no pegou o garoto..."

"Com o seu perdo, Senhor Malfoy," interferiu Greyback  "mas  fomos  ns
quem capturamos Potter, e somos ns que reclamaremos o ouro..."

"Ouro?!" riu Bellatrix, ainda na tentativa de afastar seu  cunhado,  sua
mo livre apalpando o seu bolso  procura da  varinha."Pegue  seu  ouro,
seu lixo imundo, o que   eu  quero  com  ouro?  Busco  somente  a  honra
dessa... Dessa..."

Ela parou de lutar, seus olhos escuros se fixaram sobre algo  que  Harry
no pde ver. Lucio largou a mo dela de si e  levantou  a  sua  prpria
manga.

"PARE!" Gritou Bellatrix "No toque isso, todos ns iremos morrer  se  o
Lorde das Trevas vier agora!"

Lucio congelou, seu  indicador  suspenso  no  ar  acima  da  sua  Marca.
Bellatrix andou a passos largos para fora do campo de viso de Harry.

"O que  isso? - ouviu ela dizer."

"Espada... - grunhiu um dos raptores fora de vista."

"D-me isso!"

"No  sua, senhorita,  minha, eu creio que fui eu quem achou!"

Houve um barulho e um flash de luz vermelha; Harry sabia  que  um  deles
tinha sido estuporado.

Houve um rugido de raiva dos amigos dele: Scabior pegou a varinha.

"Com quem voc acha que est brincando, mulher?"

"Estupefaa! - ela gritou - Estupefaa!"

Eles no eram preo para ela, mesmo que  houvesse  quatro  deles  contra
ela. Ela era uma  bruxa,  pelo  que  Harry  sabia,  com  uma  habilidade
prodigiosa e sem conscincia.  Eles caram de onde estavam, todos exceto
Greyback, que foi forado a se agachar, seus braos estendidos. Fora dos
cantos de seus olhos, Harry viu Bellatrix indo  contra  o  lobisomem,  a
espada de Gryffindor apertada firmemente  na  mo  dela,  sua  expresso
firme.

"Onde voc pegou essa espada?!"  murmurou  para  Greyback  enquanto  ela
puxava a varinha de sua mo.

"Como voc tem coragem?" rosnou ele, sua boca  era  a  nica  coisa  ele
conseguia mexer enquanto ele era forado a  contempl-la.  Mostrou  seus
dentes pontudos. 

"Liberte-me, mulher!"

"Onde voc achou essa espada?" repetiu, brandindo a varinha em sua  cara
"Snape a enviou para o meu cofre no Gringotes!"

"Ela estava com eles!" falou Greyback "Liberte-me, eu digo!"

Ela brandiu a varinha e o lobo pulou nos seus  ps,  mas  parecia  muito
cauteloso de se aproximar dela. Ele se  escondeu  de  um  armrio,  suas
imundas unhas curvas agarrando  as costas dele.

"Draco, tire essa escria  da!"  disse  Bellatrix,  indicando  o  homem
inconsciente. "Se voc no tiver coragem para dar um fim neles,  leve-os
para o para jardim para  mim."

"Voc no ouse falar para Draco como..." disse Narcisa furiosamente, mas
Bellatrix gritou.

"Fique quieta! A situao est mais grave do voc sequer possa imaginar,
Cissy! Ns temos um srio problema.

 Ela se levantou, ofegando ligeiramente, olhando para baixo  da  espada,
examinando o cabo. Ento tornou a olhar o silencioso prisioneiro.

"Se este  realmente o Potter, ele no pode ser ferido." resmungou, mais
para si que para os outros "O Lorde  das  Trevas  quer  dar  um  fim  no
Potter... Mas se ele descobrir...  Eu tenho... Eu tenho que saber..."

Voltou-se para a irm novamente.

"O prisioneiro tem que ser colocado na cela, enquanto eu  penso  no  que
fazer!"

 "Esta  a minha casa, Bella, e voc no dita ordens na minha..."

"Faa  isso!  Voc  no  tem  idia  do  perigo  que  corremos!"  gritou
Bellatrix. Olhou assustada, louca, e uma fina brasa de fogo saiu de  sua
varinha, queimando um buraco  no carpete.

Narcisa hesitou por um momento, ento se dirigiu ao lobisomem.

"Leve esses prisioneiros para a cela, Greyback!"

"Espere..." disse Bellatrix  violentamente  "Todos  exceto...  Exceto  a
sangue-ruim."

Greyback deu um uivo de prazer.

"No!" gritou Rony "Voc pode ter a mim, fique comigo!"

Bellatrix acertou a face de Rony e o  barulho  da  bofetada  ecoou  pelo
lugar.

"Se ela morrer enquanto a  interrogamos,  pegarei  voc  depois."  falou
"Traidores de sangue so depois de Sangues-ruins  para  mim.  Leve  eles
para baixo, Greyback, e  faa com que eles fiquem seguros, mas no  faa
mais nada com eles, ainda".


Ela jogou a varinha de Greyback de  volta  para  ele,  ento  pegou  uma
pequena faca prateada de dentro de suas vestes.  Libertou  Hermione  dos
outros prisioneiros, ento  arrastou ela pelo cabelo at o meio da sala,
enquanto Greyback forava o resto deles a passar por outra porta em  uma
passagem sombria, sua varinha segura a sua frente,  protegendo-o com uma
invisvel e irresistvel fora.

"Ser que ela me d um pedao da garota quando ela  terminar  com  ela?"
sussurrou Greyback enquanto os forava ao longo do corretor.  "Acho  que
pegaria um pedao ou  dois, no?"

Harry podia sentir Rony  tremendo.  Eles  foram  forados  a  descer  as
escadas, ainda amarrados virados uns para os outros e com  o  perigo  de
escorregar e quebrar seu  pescoo em qualquer momento.  Em  baixo  havia
uma pesada porta. 

Greyback destrancou com um toque de  sua  varinha,  ento  os  forou  a
entrar na mida e mofada sala e depois ficaram em uma escurido total. A
ecoante batida da porta  da cela ainda no havia  morrido  antes  de  um
tenso e terrvel grito os alcanar.

"HERMIONE!" gritou Rony, comeando a se  contorcer  e  lutar  contra  as
cordas que os prendiam.

"Fique quieto! - falou Harry - Cale a boca. Rony,  precisamos  trabalhar
em uma forma de..."

"HERMIONE! HERMIONE!"

"Ns precisamos de um plano,  pare  de  gritar...  Ns  precisamos  sair
daqui..."

"Harry?" veio um sussurro da escurido. "Rony? So vocs?"

Rony parou de gritar. Havia um som de movimentao  perto  deles,  ento
Harry viu uma sombra se movendo perto.

"Harry? Rony?"

"Luna?"

"Sim, sou eu. Ah no, eu no queria ser pega!"

"Luna, voc pode nos ajudar a tirar essas cordas?" perguntou Harry.

"Ah, sim, eu espero que sim... Tem  um  prego  velho.  Podemos  usar  se
precisar quebrar alguma coisa... S um instante...".

Um grito de Hermione  veio  de  novo,  e  eles  podiam  ouvir  Bellatrix
gritando tambm, mas as suas palavras eram inaudveis,  Rony  gritou  de
novo.

"Hermione!Hermione!"

"Sr. Olivaras?" Harry podia ouvir Luna dizendo "Sr. Olivaras, voc tem o
prego? Se voc se mover s um pouco... E eu acho  que  estava  atrs  do
jarro de gua."

Ela voltou em alguns segundos.

"Voc precisa agentar firme" disse ela.

Harry podia a sentir cortando as cordas e o n se afrouxando. Ouviram  a
voz de Bellatrix vindo do andar de cima.

"Eu vou te perguntar de novo! Aonde voc conseguiu essa espada? AONDE?"

"Ns a achamos, por favor!" Hermione gritava de novo; Rony se  esforava
mais do que nunca, e a corda comeou a escorregar para o pulso de Harry.

"Rony, por favor, fique parado." disse Luna "Eu no consigo  enxergar  o
que estou fazendo..."

"Meu bolso!" exclamou Rony "No meu bolso esta o apagueiro,  e  ele  esta
cheio de luz!"

Alguns segundos depois, um som de click, e as esferas luminescentes  que
o apagueiro tinha sugado das lmpadas comearam  a  voar:  incapazes  de
voltar de onde vieram  elas simplesmente ficaram ali como pequenos  sis
enchendo o lugar com luz. Harry viu Luna, todos os olhos focados no  seu
rosto plido, e a figura de Olivaras, o  fabricante de varinhas, curvado
no cho no corredor. Dino  e  Griphook,  o  duende,  que  parecia  pouco
consciente, mantiveram-se parados pelas  cordas  que  os  outros  haviam
colocado neles.

"Assim fica muito mais fcil, obrigada, Rony."  disse  Luna,  ento  ela
comeou a cortar as cordas de novo "Ol, Dino!"

Do andar de cima veio a voz de Bellatrix.

"Voc est mentindo, sua sangue-ruim, e eu sei disso! Voc esteve dentro
do meu cofre em Gringotes! Diga a verdade, a verdade!"

Outro grito terrvel.

"HERMIONE!"

"O que mais voc pegou? O que mais voc pegou? Me diga a verdade ou,  eu
juro, eu irei enterrar em voc essa faca!"

"Ali!"

Harry sentiu as cordas carem,  ento  virou-se  a  tempo  de  ver  Rony
correndo pela priso, olhando para cima da cela,  procurando  uma  porta
para sair. Dino, sua face  coberta de sangue, disse "Obrigado" para Luna
e ficou ali, mas Griphook caiu no  cho,  parecendo  desorientado.  Rony
agora tentava desaparatar sem uma varinha.

 "No h como sair, Rony" disse Luna, olhando os seus  esforos  inteis
"A priso  completamente a prova de fugas.  Eu  tentei.  Primeiro,  Sr.
Olivaras est aqui h  muito tempo e ele j tentou de tudo."

Hermione estava gritando de novo: seu grito atingiu Harry como  uma  dor
fsica, sua cicatriz doa to intensamente que ele chegou ao  limite  da
conscincia. 

Comeou a correr em volta do poro, apalpando as  paredes  em  busca  de
algo que seu corao considerava intil.

"O qu mais voc sabe? O QU MAIS? CRUCIO!"

O grito de Hermione ecoou pelas paredes subterrneas. Rony estava  quase
chorando, enquanto batia na parede com seus prprios pulsos, e Harry, no
pice do desespero,  colocou a bolsa de Hagrid em  volta  do  pescoo  e
tateou s cegas em busca de algo: ele tirou o Pomo  de  Dumbledore  e  o
balanou, esperando qualquer coisa, porm nada   aconteceu.  Apontou  os
fragmentos da varinha de Fnix, mas elas j no funcionavam. O fragmento
do espelho caiu no cho, ento pde ver um lampejo azul brilhante.    Um
olho de Dumbledore estava o encarando. 

"Salve-nos!" gritou desesperado. "Ns estamos no poro da Manso Malfoy,
nos salve!"

O olho piscou para ele e desapareceu. Harry no  tinha  certeza  se  ele
realmente esteve ali. Inclinou o espelho de todas as maneiras  possveis
e no viu nada alm  das paredes e do teto de sua priso, e  logo  acima
Hermione gritava mais forte do que nunca, e prximo a ele  Rony  berrava
"HERMIONE! HERMIONE!".

"Como voc entrou l?" ouviram Bellatrix berrar "Aquele elfo nojento  do
poro lhe ajudou?"

"Ns s o encontramos essa noite!" disse Hermione. "Ns nunca  estivemos
l dentro... No  a espada verdadeira!  uma cpia, s uma cpia!"

"Uma  cpia?"  gritava  Bellatrix  cada  vez  mais  "Ah,  que   histria
emocionante!"

"Mas ns podemos descobrir isso fcil, fcil!" Dessa vez era Lcio  quem
falava 

"Draco, traga o elfo. Ele pode nos dizer se a  espada    verdadeira  ou
no."

Harry se lanou pela cela para onde Griphook estava jogado no cho.

"Griphook," sussurrou para o Duende "voc deve contar  que  a  espada  
falsa, eles no vo saber se ela  a real, Griphook, por favor..."

Ele pode ouvir os passos de algum descendo para a cela,  e  no  prximo
momento, a tremida voz de Draco falou de trs da porta.

- Em p. Fique contra a parede. No tente nada, ou eu te mato!

Eles ficaram como se ainda  estivessem  presos,  e  quando  a  porta  se
fechou, Rony usou novamente o Apagueiro e todas as luzes voltaram para o
objeto, restaurando a  escurido inicial da cela. A  porta  foi  aberta:
Malfoy entrou com a varinha apontada para frente, plido e  determinado.
Segurou o pequeno duende com o brao e  voltou    novamente,  arrastando
Dobby com ele. A porta bateu e no mesmo momento um "crack" ecoou  dentro
da cela.

Rony apertou no Apagueiro. Trs bolas de luz voltaram de seu bolso  para
o ar, revelando Dobby, o elfo domstico, que apareceu aparatando no meio
deles.

- DOB...!

Harry bateu em Rony com o brao para calar ele, e Rony olhou amedrontado
por seu erro. Passos cruzaram o lugar  enquanto  Draco  levava  Griphook
para Bellatrix.

Os enormes largos olhos em forma de bola de tnis de Dobby estavam  ali.
Ele tremia dos ps at as pontas de suas orelhas.  Ele  voltara  para  a
casa de seus velhos  mestres, e estava claro que ele  estava  paralisado
de medo.

-Harry Potter. - guinchou na menor voz que lhe foi possvel - Dobby veio
resgatar voc.

-Mas como voc...?

-Um terrvel grito interrompeu as palavras  de  Harry:  Hermione  estava
sendo torturada novamente. Ele parou para o essencial.

-Voc pode desaparatar dessa cela? - perguntou para Dobby, que aceno com
a cabea.

- E voc pode levar humanos com voc?

Dobby confirmou com um aceno de cabea de novo.

- Certo. Dobby, eu quero que voc pegue Luna, Dean e o  Sr.  Olivaras  e
leve-os daqui... Para... Para...

- Gui e Fleur. - falou Rony  -  Cabana  de  Conchas,  nos  arredores  de
Tinworth!

O elfo acenou positivamente pela terceira vez.

- Ento volte aqui. - falou Harry - Voc pode fazer isso, Dobby?

-Claro, Harry Potter. - sussurrou o pequeno elfo. Ele correu at  o  Sr.
Olivaras, que pareceu levemente consciente. Pegou uma das mos do feitor
de varinhas em sua  prpria, ento deu a outra para Luna e  Dean,  porm
nenhum dos dois se moveu.

-Harry, ns queremos te ajudar! - sussurrou Luna.

-No podemos te deixar aqui! - falou Dean.

-Vo, os dois! Ns veremos vocs na casa do Gui e da Fleur.

Enquanto Harry falava, sua cicatriz pareceu pior que nunca, e por alguns
segundos olhou para baixo, no para o feitor de varinhas, mas para outro
homem que estava  muito velho e magro, mas ria com desdm.

-Mate-me, ento, Voldemort. A morte  bem-vinda! Mas minha morte no ir
trazer o que voc procura... Tem muitas coisas que voc no entende...

Sentiu a fria de Voldemort, mas Hermione havia gritado novamente, ento
retornou para a cela e para o horror de sua prpria pessoa.

-Vo! - ordenou para Luna e Dean - Vo! Vamos seguir  vocs,  mas  agora
vo!

Eles agarraram nos dedos do elfo. Ento houve outro  "crack",  e  Dobby,
Luna, Dean e Olivaras haviam sumido.

- O que foi aquilo? - gritou Lucio Malfoy do  topo  de  suas  cabeas  -
Vocs ouviram isso? O que foi esse barulho na cela?

Harry e Rony se encararam.

-Draco, no, chame Rabicho! Faa ele ir checar!

Passos cruzaram a sala acima deles, e  logo  ficou  em  silncio.  Harry
sabia que as pessoas na sala de cima  haviam  ouvido  mais  barulhos  da
cela.

"Ns teremos que tentar atacar  ele."  sussurrou  para  Rony.  Eles  no
tinham escolha: no momento em quem entrassem no lugar e vissem que  trs
prisioneiros  haviam  sumido,    estariam  perdidos  "Deixe  as    luzes
ligadas..." Adicionou, ento ouviram passos do lado de  fora  da  porta.
Voltaram para perto da parede de cada lado do lugar. 

"Afastem-se." veio a voz  de  Rabicho  "Fiquem  longe  da  porta.  Estou
entrando".

A porta abriu. Por um segundo  Rabicho  observou  a  cela  aparentemente
vazia, incandescente por luzes de trs sis de  miniatura  flutuando  no
ar. Ento Harry e Rony  lanaram-se sobre ele. Rony agarrou o  brao  em
que estava a varinha do homem e forou para cima. Harry  levou  uma  mo
para sua boca, impedindo sua voz. Brigaram silenciosamente:   a  varinha
de Rabicho emitindo centelhas, sua mo fechada em torno da  garganta  de
Harry.

"O que foi, Rabicho?" chamou Lucius Malfoy de cima.

"Nada!" Rony respondeu, numa razovel  imitao  de  voz  esganiada  de
Rabicho 

"Est tudo bem!"

Harry mal conseguia respirar.

"Voc vai me matar?" disse Harry chocado, tentando se livrar  dos  dedos
prateados "Depois que eu salvei sua vida? Voc me deve uma, Rabicho!"

Os dedos prateados se  afrouxaram.  Harry  no  esperava  isso:  ele  se
encontrou livre, atnito, mantendo sua varinha sobre a boca de  Rabicho.
Viu os marejados olhos   do  pequeno  homem  rato  abertos  com  medo  e
surpresa. Parecia to chocado quanto Harry pelo que sua mo tinha feito,
no  fraco  e  misericordioso  impulso  que  teve,  ento    continuou  a
estrangular mais  forte,  como  forma  de  desfazer  aquele  momento  de
fraqueza.

"A gente vai ficar com isso!"  sussurrou  Rony,  tomando  a  varinha  de
Rabicho de sua mo.

Desarmado, acuado, as pupilas de Pettigrew se dilataram  de  medo.  Seus
olhos passaram do rosto de Harry para alguma outra coisa. Seus  prprios
dedos estavam se movendo  pra sua prpria garganta.

"No!".

Sem parar pra pensar, Harry tentou parar a mo, mas no  havia  como.  A
mo prateada que Voldemort deu ao seu servo mais covarde tinha se virado
ao seu desarmado e  fraco dono. Pettigrew estava sendo punido  pelo  seu
momento de hesitao, seu momento  de  misericrdia;  ele  estava  sendo
estrangulado diante dos seus olhos.

"No!" Rony se juntou a Harry tambm, e juntos tentaram separar os dedos
de metal do pescoo de Rabicho, enquanto  Pettigrew  j  estava  ficando
azul.

"Relashio!" falou Rony, apontando a varinha para  a  mo  prateada,  mas
nada aconteceu; Pettigrew caiu de joelhos, e no mesmo momento,  Hermione
deu um grito terrvel  em cima deles. Os olhos de Rabicho viravam em sua
face prpura, ento se debateu pela ltima vez, e ficou imvel.

Harry e Rony olharam-se, ento deixaram o corpo de Rabicho no cho atrs
deles, correram as escadas e voltaram na sombria passagem para  o  lugar
onde estiveram. Cuidadosamente,  arrastaram-se at alcanar  a  Sala  de
Visitas. Agora eles tinham uma clara viso  de  Bellatrix  olhando  para
baixo, onde Griphook estava segurando a espada de Gryffindor    em  seus
longos dedos. Hermione estava deitada aos ps de  Bellatrix,  movendo-se
levemente.

"Ento?" perguntou para Griphook " a espada verdadeira?"

Harry esperou, segurando suas respirao, lutando contra as pontadas  em
sua cicatriz.

"No," falou o duende " falsa!".

"Voc est certo disso?" arquejou Bellatrix "Completamente certo?"

"Sim..." respondeu o duende.

Uma expresso de alvio surgiu em sua face,  tendo  toda  a  sua  tenso
drenada.

"Bom..." falou, e com um casual movimento de sua varinha ela  fez  outro
corte profundo na face do duende, ento caiu, soltando um berro, a  seus
ps. Ela chutou ele.  "E agora..."  falou  triunfante  "Ns  chamamos  o
Lorde das Trevas!" 

Ento ela puxou a manga de suas vestes e tocou com seu dedo indicador  a
Marca Negra.

Novamente, Harry sentiu sua cicatriz como se estivesse sendo aberta. Sua
prpria mente havia desaparecido: Ele era Voldemort,  e  o  bruxo  antes
dele estava rindo desdentadamente  para ele;  ele  estava  enfurecido  
convocao - ele tinha os advertido, ele tinha lhes dito que o chamassem
para nada menos que Potter. Se eles estivessem enganados...

"Mate-me ento! Exigiu o idoso. Voc  nunca  triunfar,  voc  no  pode
vencer!"

"Essa varinha nunca, jamais ser sua..."

E a fria de Voldemort atingiu o seu pice: Uma exploso  de  luz  verde
preencheu o lugar e o frgil e velho  corpo  foi  erguido  do  seu  duro
catre, ento caiu sem vida,  e Voldemort retornou  janela,  sua  clera
mal sendo controlada... Eles sofreriam sua retaliao caso no  tivessem
uma boa razo para o chamarem de volta...

"E eu acho," falou  a  voz  de  Bellatrix  "que  ns  podemos  dispor  a
Sangue-sujo, Greyback, leve ela se quiser". 

"Noo!" 

Rony havia entrado  na  Sala  de  Visitas;  Bellatrix  olhou  em  volta,
chocada; Virou sua varinha imediatamente para o rosto de Rony...

"Expelliarmus! " gritou, apontando a varinha de Rabicho para  Bellatrix,
e a dela voou no ar e foi pega por Harry, que tinha  corrido  depois  de
Rony. Lucio, Narcisa,  Draco e Greyback andaram ao redor; Harry  gritou.
"Estupefaa!" e Lucio Malfoy foi atingido na altura do corao. Jatos de
luz voaram das varinhas de Draco, Narcisa  e Greyback; Harry jogou-se no
cho, rolando para trs rolando para trs de  um  sof  para  evitar  os
disparos deles.

"Pare ou ela morre!"

Ofegante,  Harry  espreitou  de  trs  do  sof.  Bellatrix  estava  com
Hermione, que parecia estar inconsciente, e estava segurando uma pequena
faca de prata na garganta  de Hermione.

"Joguem suas varinhas." falou "Joguem ou veremos exatamente quo sujo  o
sangue dela !".  Rony  ficou  rgido,  segurando  forte  a  varinha  de
Rabicho. Harry se levantou, ainda segurando a varinha de Bellatrix.

"Eu disse para jogarem ela! - gritou, pressionando a lmina na  garganta
de Hermione. Harry viu um pouco de sangue aparecer."

"Tudo bem!" falou, jogando a varinha de Bellatrix no cho, aos seus ps.
Rony fez o mesmo com a varinha de Rabicho. Os dois  levantaram  as  mos
at a altura  de seus ombros.

"Bom!" falou "Draco, pegue as varinhas! O Lorde das Trevas  est  vindo,
Harry Potter! Sua morte se aproxima!"

Harry sabia disso; sua cicatriz explodindo com a dor, e ele podia sentir
Voldemort voando longe no cu, sobre um escuro e tempestuoso mar, e logo
ele poderia estar  perto suficiente para aparatar at eles, e Harry  no
conseguia ver sada alguma.

"Agora," falou Bellatrix suavemente, enquanto Draco corria at  ela  com
as varinhas,"Cissy, eu acho que poderamos amarrar esses pequenos heris
de novo, enquanto  Greyback cuida da Senhorita Sangue-sujo. Estou  certa
que o Lorde das Trevas no ir se  importar  de  lhe  dar  essa  garota,
Greyback, depois do que voc fez essa noite."

Em sua ltima palavra um peculiar  barulho  surgiu  acima  deles.  Todos
olharam para cima na hora em que o candelabro de cristal  tremeu,  ento
com um rangido ameaador,  ele comeou  a  cair.  Bellatrix  estava  bem
embaixo dele, ento largou Hermione,  jogando-se  para  o  lado  com  um
grito. O candelabro quebrou com uma exploso se cristais   e  correntes,
caindo em cima de Hermione e do  duende,  que  ainda  segurava  firme  a
Espada de Grifinria. Pedaos de cristal voaram em  todas  as  direes.
Draco foi atingido,  e logo cobriu a sangrenta face com suas mos.

Quando  Rony  correu  para  puxar  Hermione  para  fora  dos  restos  da
destruio, Harry aproveitou a chance: Saltou  em  cima  da  poltrona  e
arrancou as trs varinhas das  garras de  Draco,  apontando  todas  elas
para Greyback, e gritou, Estupefaa!". O lobisomem foi levantado de seus
ps pelo feitio triplo, voou para o teto e depois  caiu  estatelado  no
cho.

Como Narcisa tirou Draco do caminho de perigos maiores, Bellatrix saltou
sobre seus ps, seu cabelo voando quando ela brandiu  a  faca  prateada;
mas Narcisa tinha  apontado  sua  varinha  para  o  saguo  de  entrada.
"Dobby"  ela  gritou  e  at  Bellatrix  congelou.  "Voc!  Derrubou   o
candelabro...?" 

O minsculo elfo entrou na sala, seu dedo balanando apontado em direo
a suas velhas senhoras.

"Voc no pode machucar Harry Potter!" guinchou Dobby.

"Mate-o, Cissy!" gritou Bellatrix, mas escutou-se outro estalo alto, e a
varinha de Narcisa foi pelos ares e aterrizou no outro lado da sala.

"Seu macaquinho imundo!" vociferou Bellatrix. "Como voc  pde  tirar  a
varinha de  um  bruxo?  Como  voc  teve  a  ousadia  de  desafiar  seus
mestres?!"

A dor na cicatriz cegava Harry. Sombriamente ele sabia que  eles  tinham
segundos antes que Voldemort estivesse com eles.

"Dobby no tem mestre!" guinchou Dobby. "Dobby  um elfo livre, e  Dobby
veio para salvar Harry Potter e seus amigos!"

"Rony, pegue e V!" ele gritou, jogando  uma  das  varinhas  para  Rony.
Depois  voltou  para  rebocar  Griphook  de  debaixo   do    candelabro.
Guinchando, o duende lamentoso  ainda estava agarrando na  espada  sobre
um de seus ombros, Harry segurou na mo de Dobby e girou no  local  para
Desaparatar. Quando ele adentrou a escurido, teve  uma viso plida  da
sala, figuras congeladas de Narcisa e Draco, do resto  de  luz  vermelha
que vinha do cabelo de Rony, e o azul da prata  voando,  quando  a  faca
Bellatrix  atravessou a sala em direo ao local em que ele desapareceu.

Gui e Fleur... Cabana da Concha... Gui e Fleur...

Tinha desaparecido para o desconhecido; tudo que  ele  podia  fazer  era
repetir o nome do destino e esperar que isso  fosse  o  suficiente  para
lev-lo para l. A dor  em sua testa o perfurava, junto com  o  peso  do
duende sustentado por ele; podia sentir a lmina da espada de Gryffindor
ferindo suas costas. Ento a mo de Dobby  sacudiu a  sua;  perguntou-se
se o elfo estava tentando carregar, para empurr-los na direo certa, e
tentou, apertando os dedos, indicar que estava tudo bem...

Ento eles atingiram terra slida e sentiram o cheiro  do  sal...  Harry
caiu sobre seus joelhos, abandonando a mo de  Dobby,  na  tentativa  de
abaixar Griphook gentilmente  at o cho.

"Est tudo bem?" perguntou para o duende, enquanto o estirava  no  cho,
porm o duende apenas choramingou.

Harry forou a vista atravs da  escurido.  Parecia  haver  uma  cabana
pouco depois, debaixo do imenso cu estrelado, e  ele  achou  que  tinha
visto movimento fora dela.

"Dobby, essa  a Cabana de Conchas?" perguntou em um murmrio, agarrando
as duas varinhas que ele tinha trazido dos Malfoy, pronto para lutar  se
precisasse. "Viemos  para o lugar certo, Dobby?" Ele olhou em  volta.  O
pequeno elfo ficou de p em frente a ele. "DOBBY!"

O elfo  balanou  levemente,  estrelas  refletidas  em  seus  grandes  e
brilhantes olhos. Juntos Harry e ele olharam para baixo,  onde  o  punho
prateado da faca saia do peito  do elfo.

"Dobby! No! Ajudem!" Harry saiu correndo em direo da cabana, indo  em
direo as pessoas que estavam se mexendo l. "Ajudem!"  Ele  no  sabia
nem  dava  a  mnima  se    eles  eram  bruxos  ou  trouxas,  amigos  ou
adversrios; tudo que ele ligava era que um filete escuro  se  espalhava
pela frente do rosto de Dobby, e  que  ele  estendeu  seus    braos  em
direo a Harry com um olhar se splica. Harry o segurou e o estendeu de
lado no cho frio. "Dobby! No, no morra, no morra!".

Os olhos do elfo acharam os dele, e seus lbios tremeram com  o  esforo
de formar as palavras.

"Harry... Potter..."

E ento com uma leve tremida o elfo ficou quieto, e em  seus  olhos  no
tinham nada mais do que uma grande rbita espelhada, borrifada com a luz
das estrelas que eles  no poderiam ver.

Crditos Traduo: Cinthia Segantini. Reviso: Monica Souto Maior


Captulo 24 - O Fabricante de Varinhas

Era como afundar em um velho pesadelo;  por  um  instante  Harry  viu-se
ajoelhado novamente ao lado do corpo de Dumbledore ao p  da  mais  alta
torre de Hogwarts, mas  na  realidade  ele  estava  encarando  um  corpo
minsculo e  curvado  na  grama,  perfurado  pelo  punhal  de  prata  de
Belatriz. A voz de Harry continuava dizendo, "Dobby...  Dobby... " ainda
que ele soubesse que o elfo fora para onde no podia responder.

Depois de um minuto ou mais, ele percebeu que, depois  de  tudo,  tinham
ido ao lugar certo, pois l estavam Gui, Fleur, Dino e Luna, e  vigiando
ao  redor,  enquanto    ele  estava  ajoelhado  ao   lado    do    elfo.
 - Hermione? - ele disse de repente - Onde ela est?  - Ron a levou para
dentro - falou Gui. - Ela ficar bem. Harry olhou outra vez para  Dobby.
Esticou uma mo e retirou a afiada lmina do corpo do elfo, ento  tirou
a prpria jaqueta e envolveu a em Dobby, como se fosse  um cobertor. 

O mar arremetia contra as rochas em algum lugar prximo  dali;  Harry  o
ouvia enquanto os outros falavam, discutindo questes  que  ele  no  se
interessava, tomando decises.  Dino levou Grampo, o  duende  machucado,
para dentro da casa. Fleur apressou-se em segui-lo; Gui  dava  sugestes
de como enterrar o elfo. Harry encarava o minsculo  corpo, sua cicatriz
ferroava e queimava, e em uma parte de sua mente ele viu, como se  fosse
o fim de um longo e imprprio telescpio, que  Voldemort  punia  aqueles
que ele havia deixado para trs na Manso dos Malfoy.

A raiva dele era espantosa,  mas  a  dor  de  Harry  por  Dobby  parecia
diminuir isto, como uma tempestade  distante  que  encontrava  Harry  na
travessia de um vasto e silencioso  oceano. 

 - Eu quero fazer isto direito  -  foram  as  primeiras  palavras  ditas
quando Harry j estava completamente consciente - No  por  magia.  Voc
tem uma p?

E rapidamente comeou a trabalhar, sozinho, cavando a sepultura no lugar
que Gui havia lhe mostrado ao final do jardim, entre uns  arbustos.  Ele
cavou com um bocado  de raiva, saboreando o trabalho manual, exaltando a
no-magia disto, cada gota do suor dele e toda bolha  sentida  era  como
uma oferta ao elfo que salvara-lhes as  vidas.

A cicatriz dele queimou, mas ele estava acostumado  com  a  dor;  ele  a
sentia como parte de si. Ele  tinha  aprendido  a  fechar  sua  mente  a
Voldemort, a coisa que Dumbledore  mais queria que aprendesse com Snape.
Da mesma maneira que Voldemort no podia possuir  Harry  enquanto  Harry
foi consumido com a aflio por Sirius, tambm no poderia  penetrar-lhe
os pensamentos enquanto ele lamentava por Dobby.

Aflio,  ao  que  parecia,  mantinha  Voldemort  fora...   ainda    que
Dumbledore,  claro, poderia ter dito que era amor...

Ento Harry cavou cada vez mais fundo na terra dura, fria, enterrando  a
tristeza em suor, renegando a dor em sua  cicatriz.  Na  escurido,  com
nada mais que o som  da sua prpria respirao e o  mar  impetuoso  como
companhia, recordou as coisas s que tinham acontecido com  os  Malfoys,
as coisas que ele tinha ouvido, e a compreenso  comeou a florescer  na
escurido...

O  ritmo  constante  de  seus  braos  ultrapassou   seus    pensamentos
Relquias... Horcruxes... Relquias... Horcruxes... No  mais  consumido
com aquele desejo  estranho  e    obsessivo.  Perda  e  medo  tinham  se
extingido. Ele sentia como se tivesse sido acordado bruscamente. Mais e
mais fundo Harry cavava a sepultura, e ele soube onde  Voldemort  esteve
nesta noite e quem ele tinha matado na cela mais alta de  Nurmengard,  e
por que...

E ele  pensou  em  Rabicho,  morto  por  causa  de  um  pequeno  impulso
inconsciente de clemncia... Dumbledore tinha previsto isto... Quo mais
ele teria sabido? Harry perdeu a noo do tempo.  Ele  s  sabia  que  a
escurido estava diminuindo de intensidade Rony  e  Dino  juntaram-se  a
ele. 

"Como Hermione est?"

"Melhor," disse Ron. "Fleur est cuidando dela."

Harry tinha uma resposta pronta para quando lhe perguntassem por que ele
no tinha criado uma sepultura simplesmente mexendo a varinha,  mas  ele
no precisou. Eles  pularam para dentro do buraco que  ele  tinha  feito
levando suas prprias ps, e juntos trabalharam em silncio  at  que  o
buraco parecesse fundo o bastante.

Harry envolveu o elfo melhor na jaqueta.  Rony  sentou-se  na  borda  da
sepultura tirou seus sapatos e meias, e colocou  nos  ps  descalos  do
elfo. Dino fez um chapude  l que o  Harry  colocou  cuidadosamente  no
alto da cabea de Dobby, encobrindo suas grandes orelhas.

"Ns deveramos fechar os olhos dele."

Harry no tinha ouvido os outros chegando pela escurido. 

Gui estava usando uma capa grande, Fleur um largo avental  branco...  no
bolso havia uma  garrafa  do  que  o  Harry  reconheceu  ser  Esquelece.
Hermione estava embrulhada  em uma camisola  emprestada,  plida  e  sem
conseguir ficar firmee seus ps; Rony abraou-a quando ela  chegou  mais
perto. Luna, que vestia um dos casacos de Fleur,  se abaixou  e  colocou
os dedos carinhosamente nas plpebras do elfo, deslizando-os pelo  olhar
fixo assustado. 

"Pronto", ela disse suavemente, "Agora ele parece estar dormindo."

Harry colocou o elfo na sepultura ajeitando  os  pequenos  membros  para
parecer que ele estava descansando, ento saiu e contemplou pela  ltima
vez seu pequeno corpo.  Forou-se a no perder o controle ao recordar do
funeral de Dumbledore, as filas e filas de cadeiras douradas, o Ministro
da Magia na fila da frente, o discurso  das realizaes de Dumbledore, a
tampa do tmulo de mrmore branco.  Ele  sentia  que  Dobby  merecia  um
grande funeral, e ainda assim continuava sendo apenas um elfo  entre  os
arbustos em um buraco rudemente cavado. 

"Acho que deveramos  dizer  alguma  coisa",  falou  Luna.  "Eu  comeo,
posso?"

E como todo o mundo olhou para ela, ela se  dirigiu  ao  elfo  morto  no
fundo da sepultura.

"Muito obrigada, Dobby, por me salvar daquela cela.  to  injusto  voc
ter que morrer, sendo to bom e valente. Eu sempre lembrarei o  que  fez
por ns. Desejo que  possa ser feliz agora."

Ela virou e olhou com expectativa para Ron que limpou a garganta e disse
em uma voz rouca, "Er... obrigado, Dobby."

"Obrigado", murmurou Dino. 

Harry engoliu em seco. 

"Adeus, Dobby", ele disse. Era tudo que conseguia, mas Luna  tinha  dito
tudo por ele. Gui elevou a varinha, e a pilha de terra ao lado se ergueu
no ar e caiu cobrindo  a sepultura, restando  apenas  uma  rosa  num  um
montinho avermelhado.

"Se importam se eu ficar aqui um momento? " ele perguntou aos outros.

Eles murmuraram palavras que ele no  entendeu;  ele  sentiu  uma  brisa
suave nas costas, e os outros seguiram para  trs  da  cabana,  deixando
Harry s ao lado do elfo.

Ele deu uma olhada: Havia vrias pedras brancas grandes,  alisadas  pelo
mar, marcando a margem dos canteiros de flores. Ele  colheu  a  maior  e
mais vistosa, colocando-a  sobre o lugar onde a cabea  de  Dobby  agora
descansava. Ento sentiu a varinha no bolso.

Havia duas l. Ele no conseguia se lembrar de quem era  cada  uma;  ele
apenas se lembrava de tom-la da mo de algum. Escolheu  a  mais  curta
das duas, que se adaptava  melhor  sua mo, e a apontou para as pedras.

Lentamente  depois  que  ele  murmurou  instrues,  cortes    profundos
apareceram na superfcie da pedra. Ele sabia que  Hermione  poderia  ter
feito mais nitidamente, e  provavelmente    mais  rapidamente,  mas  ele
queria marcar a lpide assim como queria cavar a sepultura. Quando Harry
olhou novamente, a pedra dizia:

AQUI JAZ DOBBY, UM ELFO LIVRE. 

Ele olhou para o seu trabalho manual mais alguns segundos,  ento  saiu,
sua cicatriz ainda ardia um pouco, e sua mente estava cheia  das  coisas
que pensou enquanto  cavava  o  tmulo,  idias  que  tomaram  forma  na
escurido, idias ao mesmo tempo fascinantes e terrveis.

Eles permaneciam sentados na sala de estar quando  entrou  pelo  pequeno
corredor, a ateno deles fixava  em  Gui  que  falava.  A  sala  estava
colorida e iluminada, bonita  com um  fogo  de  flutuante  queimando  na
lareira. Harry no quis sujar o tapete com lama, assim ele ficou  apenas
na entrada, ouvindo. 

"... A sorte de Gina  ser feriado. Se ela estivesse em  Hogwarts,  eles
poderiam captur-la antes da gente a localizar. Agora  ns  sabemos  que
ela tambm est a salvo."

Olhou em volta e viu Harry de p.

"Levei todos embora da Toca", ele explicou. "Os enviei para  Muriel.  Os
Comensais de Morte conhecem Rony, eles vo perseguir a famlia - no  se
desculpe", acrescentou  ao ver a expresso de Harry. "Era uma questo de
tempo, Papai est dizendo  h  meses.  Ns  somos  a  maior  famlia  de
traidores de sangue que existe."

"Como eles esto protegidos?" Harry indagou.

"Feitio Fidelius. O Fiel do Segredo  papai. E ns fizemos isto  tambm
nesta casa; sou o Fiel do Segredo aqui. Nenhum de ns pode ir trabalhar,
mas isso no  a  coisa mais importante. Uma vez que Olivaras  e  Grampo
esto to bem, ns os mandaremos  para  Muriel  tambm.  No  h  muitos
quartos aqui, mas  tudo o que ela conseguiu.  As pernas de Grampo esto
sendo recompostas, Fleur lhe deu Esquelece, ns  poderamos  lev-lo  em
uma hora ou - "

"No." Harry disse, e Gui olhou assustado. "Eu preciso de ambos aqui. Eu
preciso falar com eles.  importante."

Ele reconheceu autoridade em sua prpria voz, a convico, o mesmo senso
de propsito que tinha quando cavou  a  sepultura  de  Dobby.  Todos  os
rostos se dirigiram para  ele, parecendo confusos. 

"Vou me lavar", Harry falou para  o  Gui,  enquanto  olhava  suas  mos,
cobertas de lama e o sangue de Dobby. "Vou v-los em seguida".

Foi para a pequena cozinha, seguindo para a pia em baixo de  uma  janela
de onde se avistava o mar.  O  alvorecer  transpunha  o  horizonte,  uma
aparncia rosa dourado  desbotado e tnue, enquanto se lavava, lembrando
de tudo o que acontecera no jardim escuro.

Dobby nunca poder contar quem o tinha enviado para a  cela,  mas  Harry
sabia o que ele tinha visto. Um penetrante olho  azul  tinha  fixado  do
pedao de espelho, e a  ajuda viera. A ajuda  sempre  vir  de  Hogwarts
para aqueles que a pedem.

Harry enxugou as mos, ignorando a beleza da cena l fora e os sussurros
dos que estavam sentados na  sala.  Ele  olhou  o  oceano  e  se  sentiu
sufocado por amanhecer,  que novamente, endureceu o corao de todos.

E restava a ardncia na cicatriz, ele sabia que  Voldemort  estava  indo
pra l. Harry entendeu e fez que no entendeu. Seu instinto  estava  lhe
dizendo uma coisa, seu  crebro dizia outra. O Dumbledore na  cabea  de
Harry sorriu, enquanto Harry examinava os dedos da mo, e depois uniu-os
como se fosse orar.

Voc deu o Apagueiro para Ron... Voc o compreendeu... Voc lhe  deu  um
meio de voltar... E voc tambm compreendeu Rabicho ... Voc  sabia  que
ele possua um pouco de arrependimento, em  algum  lugar...  E  se  voc
soube isso deles... O que sabia de mim, Dumbledore?  Eu  poderia  apenas
saber  sem  procurar?  Voc  compreendia  como  seria    difcil    para
encontr-las? E por que fez isso ser  to  complicado?  Assim  eu  teria
tempo para conhecer  o mundo l fora? 

Harry ficou parado com os olhos vidrados, olhando  para  onde  havia  um
dourado brilhante no horizonte... era deslumbrante ver  o  sol  subindo.
Quando olhou para baixo  pras mos limpas foi surpreendido sendo chamado
para ver o plano que estavam fazendo. Enxugou as mos e  voltou  para  o
corredor, enquanto sentia a cicatriz pulsando  furiosamente, e  uma  luz
flamejou pela sua mente, rpida como o reflexo de uma liblula  sobre  a
gua, o esboo de um edifcio que ele conhecia muito bem.

Gui e Fleur estavam sentados ao p dos degraus. 

"Eu preciso falar com Grampo e Olivaras", Harry disse.

"No", disse Fleur. "Voc ter que esperar,  'Arry.  Eless  esto  muite
cansadoss--"

"Sinto muito", ele disse sem  entusiasmo,  "mas  no  pode  esperar.  Eu
preciso falar com  eles  agora.  Em  particular  -  e  separadamente.  
urgente."

"Harry, que diabos est acontecendo?" Gui perguntou. "Voc  aparece  com
um elfo-domstico morto e um duende semi-consciente, Hermione parece que
foi torturada e Ron  se recusa a me contar qualquer coisa -"

"Ns no podemos contar o que estamos fazendo", Harry disse calmo. "Voc
est na Ordem, Gui, e voc sabe que Dumbledore nos  deixou  uma  misso.
No podemos falar  sobre isso com ningum"

Fleur resmungou impaciente, mas Gui  no  olhou  para  ela;  ele  estava
fitando Harry. O rosto cicatrizado dele era difcil de olhar. Finalmente
Gui disse, "Tudo bem.  Com quem voc quer falar primeiro?"

Harry hesitou. Achou estranha a deciso. Foi uma deciso  rpida;  agora
era o momento para escolher: Horcruxes ou Relquias?

"Grampo", Harry disse. "Vou falar com Grampo primeiro."

O corao dele estava agitado como se ele tivesse corrido  e  s  parado
por causa de um grande obstculo.

"Suba, ento", disse Gui, saindo do caminho.

Harry subiu vrios degraus antes de parar e olhar pra trs. 

"Eu preciso de vocs dois, est bem?!" ele chamou  Ron  e  Hermione  que
permaneciam  meio  escondidos,  sentados  na  entrada  do  quarto.  Eles
apareceram  luz, enquanto o fitavam estranhamente aliviados.

"Como voc est?" Harry perguntou para Hermione. "Voc  surpreendente -
vindo com aquela histria  quando  ela  estava  machucando  voc  como-"
Hermione deu um sorriso fraco quando Ron lhe beliscou.

"O que vamos fazer agora, Harry? " ele perguntou.

"Voc ver. Venha."

Harry, Ron, e Hermione seguiram Gui pelos  degraus  ngremes  e  curtos.
Trs portas surgiram.

"Aqui", disse Gui, abrindo a porta do quarto dele e de Fleur, havia  uma
vista do mar, agora iluminado com o dourado do amanhecer.  Harry  foi  
janela, admirando a  paisagem espetacular,  e  esperou,  com  os  braos
cruzados, sua cicatriz pulsando. Hermione levou uma cadeira para o  lado
do criado mudo, Ron sentou no brao da cadeira.

Gui reapareceu, carregando o pequeno duende  que  deixou  cuidadosamente
nos ps da cama. Grampo grunhiu agradecido, e Gui  se  foi,  fechando  a
porta totalmente.

"Desculpe por t-lo feito sair da cama", disse Harry. "Como suas  pernas
esto?"

"Doendo", respondeu o duende. "Mas melhorando."

Ele ainda estava apertando a espada de Gryffindor,  e  soltou  um  olhar
estranho: meio grosseiro, meio intrigado. Harry notou a pele  plida  do
duende, os dedos magros  e longos, os olhos pretos. Fleur  tinha  tirado
seus sapatos: seus ps longos estavam sujos. Ele era maior que  um  elfo
domstico, mas no muito. Sua cabea em forma  de cpula era  bem  maior
que a de um humano.

"Voc provavelmente no se lembra - " Harry comeou.

"- que eu era o duende que  mostrou  seu  cofre,  na  primeira  vez  que
visitou Gringotes? " disse Grampo. "Eu me lembro,  Harry  Potter.  Mesmo
entre duendes, voc  bastante  famoso." 

Harry e o duende olharam um ao outro dos ps a  cabea.  A  cicatriz  de
Harry continuava doendo. Ele  queria  acabar  a  entrevista  com  Grampo
depressa, e ao mesmo tempo  tinha medo de fazer um movimento  em  falso.
Enquanto ele tentava decidir o melhor modo para fazer o pedido, o duende
quebrou o silncio.

"Voc enterrou o elfo", ele disse, soando inexplicavelmente  ressentido.
"Eu assisti da janela do quarto ao lado."

"Sim", disse Harry.

Grampo olhou para ele de canto dos olhos pretos.

"Voc  um bruxo incomum, Harry Potter".

"Como assim?" Harry perguntou esfregando a cicatriz distraidamente.

"Voc cavou o tmulo"

"E?"

Grampo no respondeu. Potter imaginou que ele estava  lhe  zombando  por
ter feito como um  Trouxa,  mas  no  importava  se  Grampo  aprovava  a
sepultura de Dobby ou no.  Ele se preparou para o ataque.

"Grampo, eu preciso perguntar - "

"Voc tambm resgatou um duende."

"O que? "

"Voc me trouxe aqui. Me salvou."

"Bem, eu fiz, voc lamenta?" disse Harry um pouco impacientemente.

"No, Harry Potter", disse Grampo, e com um dedo enrolou a  barba  preta
fina no queixo, "mas voc  um bruxo muito estranho."

"Certo", disse Harry. "Bem, eu preciso de ajuda, Grampo, e voc pode  me
ajudar."

O duende no fez nenhum sinal de encorajamento,  mas  continuou  fitando
Harry como se ele nunca o tivesse antes.

"Eu preciso entrar em um cofre de Gringotts."

Harry no pretendia falar to bruscamente: as palavras  saram  foradas
como a dor emanada pela cicatriz e ele viu,  novamente,  o  rascunho  de
Hogwarts. Ele fechou  a mente firmemente. Precisava lidar  primeiro  com
Grampo. Ron e Hermione estavam encarando Harry e pensando  em  como  ele
parecia estar ficando insano. 

"Harry - " disse Hermione, mas ela foi interrompida por Grampo.

"Arrombar um cofre de Gringotes? " repetiu  o  duende,  estremecendo  um
pouco e ento mudando de posio na cama. " impossvel."

"No, no ," Ron o contradisse. "J foi feito." 

"Sim",  disse  Harry.  "No  mesmo  dia  que  o  conheci,  Grampo.    Meu
aniversrio, sete anos atrs".

"O cofre em questo estava vazio naquela vez," interrompeu o  duende,  e
Harry entendeu que embora  Grampo  tivesse  deixado  Gringotes,  ele  se
sentia ofendido  idia  de  contribuir  para  violar  as  regras.  "Sua
proteo era reduzida."

"Bem, o cofre que ns precisamos invadir no est vazio, e acredito  que
sua proteo ser total", disse Harry. "Pertence aos Lestranges."

Ele viu Hermione e Ron olharem um para o outro,  atnitos,  mas  haveria
tempo  bastante  para  explicar  depois  que  Grampo  tivesse  dado  sua
resposta.

"Voc no tem nenhuma chance", disse Grampo calmo. "Nenhuma  chance.  Se
voc busca embaixo de nosso cho, um tesouro que nunca foi seu - "

"Ladro, voc foi advertido, tome cuidado - ok, eu sei, eu  me  lembro",
disse Harry. "Mas no estou tentado a conseguir  qualquer  tesouro,  no
estou tentando levar   qualquer  coisa  para  ganho  pessoal.  Voc  no
acredita nisso?"

O duende olhou de esguelha para Harry, e a cicatriz em forma de raio  na
testa de Harry doeu, mas ele a ignorou, fingindo no sentir a dor.

"Se existe um bruxo  de  quem  que  eu  acredito  que  no  busca  ganho
pessoal", disse Grampo  finalmente,  "este  seria  voc,  Harry  Potter.
Duendes e elfos no costumam receber  a proteo ou o respeito que  voc
demonstrou esta noite. No de portadores-de-varinha."

"Portadores-de-varinha", Harry repetiu, A  frase  pareceu  estranha  aos
seus ouvidos e novamente a  cicatriz  doeu,  ento  Voldemort  mudou  os
pensamentos para o norte,  e Harry decidiu interrogar Olivaras no quarto
ao lado.

"O direito de carregar uma varinha", o duende  disse  brandamente,  "foi
contestado por muito tempo entre bruxos e duendes."

"Bem, duendes podem fazer magia sem varinhas", disse Ron.

"Isso    imaterial!  Bruxos  recusam    compartilhar    segredos    dos
conhecimentos sobre varinha com outros seres mgicos, eles nos  negam  a
possibilidade de expandir nossos  poderes!"

"Bem, duendes tambm no compartilham nada da  sua  magia,"  disse  Ron.
"Voc no nos contaria como forjar espadas  e  armaduras  do  jeito  que
vocs forjam. Duendes sabem  trabalhar metal de uma maneira  que  bruxos
nunca- "

"No importa", disse Harry, notando Grampo  corar.  "Isto  no    sobre
bruxos contra duendes ou qualquer outro tipo de criatura mgica - "

Grampo deu uma risada srdida.

"Mas ,  exatamente sobre isso! Como o Lorde das Trevas vai ficar  mais
poderoso, sua raa ainda  mais dependente  da  minha!  Gringotes  cair
junto com o controle  bruxo, elfos domsticos sero massacrados, e  quem
entrar no meio da briga dos Portadores-de-Varinha?"

"Ns entraremos! " disse Hermione. Ela se ajeitou na cadeira,  os  olhos
brilharam. "Ns brigaremos! E eu sou to caada quanto  qualquer  duende
ou elfo, Grampo! Eu  sou uma Sangue-ruim!"

"No se chame- " Ron murmurou.

"Por que eu no deveria? " disse  Hermione.  "Sangue-Ruim,  e  orgulhosa
disto! Eu no tenho nenhuma posio mais alta do que voc,  Grampo!  Era
eu que eles escolheram  torturar, atrs dos Malfoys!"

Ela disse,e ento puxou o pescoo do roupo pra mostrar o corte fino que
Belatriz fizera avermelhado contra sua garganta.

"Sabia que Harry  libertou  Dobby?  "  ela  perguntou.  "Sabia  que  ns
tentamos libertar elfos durante anos?" (Ron se acomodou melhor no  brao
da cadeira de Hermione.)  "Voc no pode desejar  vencer  Voc-sabe-quem
mais do que ns queremos, Grampo! "

O duende contemplou Hermione com a mesma curiosidade que tinha  mostrado
sobre Harry.

"O que voc quer  dentro  do  cofre  dos  Lestranges?  "  ele  perguntou
bruscamente. "A espada que est l  falsa. Esta  a nica real."  Olhou
cada um deles. "Eu acho  que voc realmente j sabe disso. Voc me pediu
que mentisse para eles."

"Mas a espada falsa no  a nica coisa que est  naquele  cofre,  ?  "
Harry perguntou.  "Talvez voc no tenha visto mais coisas l?"

O corao dele estava batendo mais rpido que  antes.  Ele  redobrou  os
esforos para ignorar a cicatriz pulsando. 

O duende retorceu a barba com os dedos outra vez.

" contra nosso cdigo falar dos segredos de  Gringotes.  Ns  somos  os
protetores de tesouros fabulosos. Temos um dever com  objetos  colocados
sob nosso cuidado, protegidos  em portas forjadas por nossos dedos."

O duende acariciou a espada, e os olhos pretos dele pularam de Harry pra
Hermione e Ron e ento de volta.

"To jovem", ele disse finalmente, "pra lutar tanto."

"Vai nos ajudar? " disse Harry. "Ns  no  temos  nenhuma  esperana  de
arrombar sem a ajuda de um duende. Voc  nossa nica chance."

"Eu preciso... pensar nisto," disse Grampo loucamente.

"Mas - " Ron comeou furiosamente; Hermione o cutucou nas costelas.

"Obrigado", disse Harry.

O duende curvou sua grande cabea em forma de cpula em  reconhecimento,
ento dobrou as pernas curtas.

"Eu acho", ele disse, enquanto se ajeitava ostentosamente na cama de Gui
e Fleur, "que o Esquelece terminou seu trabalho. Eu posso dormir  enfim.
Me perdoe..."

"Sim, claro que pode",  disse  Harry,  mas  antes  de  deixar  o  quarto
abaixou-se e pegou a espada de Gryffindor que estava ao lado do  duende.
Grampo no protestou, mas  Harry  pensou  ter  visto  ressentimento  nos
olhos do duende quando fechou a porta.

"Estpido!", Ron sussurrou. "Ele est gostando de nos ver esperado."

"Harry", Hermione sussurrou, puxando-os para longe da porta, no meio  da
reclamao meio sombria, "voc est dizendo o que acho que est dizendo?
Voc est dizendo  que h uma Horcrux no cofre dos Lestranges?"

"Sim", disse Harry. "Bellatrix estava apavorada  quando  sups  que  ns
tnhamos estado l, ela ficou fora de si. Por que? Ela  pensou  que  ns
tnhamos visto, ou talvez  ela achou que ns tnhamos levado?  Algo  que
pertencia a Voc-sabe-quem eu suponho."

"Mas eu pensei que ns estvamos procurando lugares onde  Voc-sabe-quem
foi, lugares onde ele  possui  algo  importante?"  disse  Ron,  enquanto
olhava confuso. "Ele j  esteve no cofre dos Lestranges? " 

"Eu no sei se ele j esteve em Gringotes", disse Harry. "Ele nunca teve
muito ouro quando era mais jovem porque ningum deixou  nada  para  ele.
Ele viu o banco pelo  lado de fora na  primeira  vez  que  foi  ao  Beco
Diagonal." A cicatriz de Harry doeu, mas ele ignorou-a; ele queria que o
Ron e Hermione entendessem sobre Gringotes antes de falar com Olivaras.

"Eu acho que ele invejava qualquer um que tivesse a chave de um cofre em
Gringotes. Acho que via isso como um smbolo de  fazer  parte  do  mundo
bruxo. E no esquea,  ele confiava em Belatriz e no marido  dela.  Eles
eram os serviais mais dedicados  antes  de  sua  queda,  e  eles  foram
procur-lo depois que ele desapareceu. Ele disse  isso na noite  de  seu
retorno, eu ouvi." Harry esfregou a cicatriz.

"No acho que ele contou para Belatriz que era uma  Horcrux.  Ele  nunca
contou para Lucio Malfoy a verdade sobre  o  dirio.  Provavelmente  ele
falou que era uma coisa  valiosa e pediu que colocasse no cofre dela.  O
lugar mais seguro do mundo algo que  voc  queira  esconder,  Hagrid  me
falou... alm de Hogwarts." Quando  Harry  terminou  a  explicao,  Ron
balanou a cabea.

"Voc realmente o compreende."

"Pedaos dele", disse Harry. "Pedaos... Eu queria ter  entendido  ainda
mais com Dumbledore. Mas ns veremos. Vamos - Olivaras agora."

Ron e Hermione pareciam confusos, mas impressionados  ao  segui-lo  pela
pequena passagem e baterem na porta oposta a de Gui e  Fleur.  Um  dbil
"Entre!" lhes respondeu. 

O fabricante de varinhas estava deitado na cama mais prxima da  janela.
Ele ficara na cela por mais de um ano, e fora torturado, Harry sabia, em
mais de uma ocasio.  Emagrecera, os ossos de sua face estavam salientes
contra a pele amarelada. Os grandes olhos prateados pareciam vastos  nas
covas afundadas. As mos apoiadas na  cama    pareciam  pertencer  a  um
esqueleto. Harry se sentou na cama vazia, ao lado de Ron e  Hermione.  O
sol nascendo no era visvel dali. O quarto ficava em frente  ao  jardim
de entrada, onde h pouco cavaram o tmulo.

"Sr. Olivaras, sinto muito por perturb-lo," Harry disse.

"Meu querido garoto", a voz de Olivaras era fraca. "Voc nos salvou,  eu
pensei que ns morreramos naquele lugar, nunca poderei lhe agradecer...
nunca lhe agradecer...  o suficiente.."

"Ficamos satisfeitos em fazer isto."

A cicatriz de Harry pulsou. Ele sabia, ele tinha certeza, algum no foi
til para Voldemort atingir um objetivo, ou tentaram lhe contrariar. Ele
tinha uma sensao  de pnico...  mas  era  a  sua  deciso  quando  ele
preferiu falar primeiro com Grampo. Fingindo uma calma que  no  sentia,
procurou a bolsa ao redor do pescoo e tirou  as  duas  metades  da  sua
varinha quebrada.

"Sr. Olivaras, eu preciso de ajuda."

"Qualquer  coisa.  Qualquer  coisa."  Disse  o  fabricante  de  varinhas
debilmente.

"Voc pode concertar isto?  possvel? "

Olivaras estendeu uma mo  trmula,  e  Harry  colocou  as  duas  partes
fragilmente conectadas na palma dele.

"A pena de fnix," disse Olivaras em uma voz trmula.  "Onze  polegadas.
Encantador e flexvel."

"Sim", disse Harry. "Voc pode--? "

"No", Olivaras sussurrado.  "Eu  sinto  muito,  muito  mesmo,  mas  uma
varinha que sofreu tal profundidade de dano no pode ser consertada  por
quaisquer meios que conheo." 

Harry estava preparado para  ouvir  isto,  mas  no  o  suficiente.  Ele
guardou a varinha quebrada de volta na bolsa. Olivaras encarou  o  lugar
de onde a varinha desapareceu,  e no desviou at que Harry tinha tirado
do bolso dele as duas varinhas que ele tinha trazido dos Malfoys.

"Voc pode identificar estas? " Harry perguntou.

O fazedor de varinhas elevou a primeira das varinhas e a  segurou  perto
dos  olhos  enfraquecidos,  ento  a  rodou  entre  seus  dedos  velhos,
dobrando-a ligeiramente.

"Nogueira e corda de corao de drago," ele disse.  "Doze  polegadas  e
trs quartos. Inflexvel. Esta varinha pertenceu a Bellatrix Lestrange."

"E esta aqui?"

Olivaras examinou-a.

"Espinheiro  e  plo  de  unicrnio.  Dez  polegadas  exatas.  Um  tanto
elstica. Esta era a varinha de Draco Malfoy."

"Era? " Harry repetiu. "No  mais dele?"

"Provavelmente no. Se voc a trouxe - "

"Eu trouxe - "

"- ento pode ser sua. Claro que, a maneira que a pegou importa.  Tambm
depende da prpria varinha. Porm, em geral quando uma varinha   ganha,
sua obedincia muda."

Havia um silncio no quarto, com exceo das ondas  distantes  quebrando
no mar.

"Voc fala sobre varinhas como  se  elas  tivessem  sentimentos",  disse
Harry, "como se elas pudessem pensar por elas mesmas."

"A varinha escolhe o bruxo", disse Olivaras. "Isso    fundamental  para
ns que estudamos o funcionamento de varinhas."

"Uma pessoa ainda pode usar uma varinha que no o escolheu,  entretanto?
" Harry perguntou.

"Oh sim, se voc  um bruxo, voc  poder  fluir  sua  magia  por  quase
qualquer varinha. Porm, os melhores resultados vm de onde a  afinidade
 mais forte entre o bruxo  e a varinha.  So  ligaes  complexas.  Uma
afinidade no inicio, e logo se aprofunda com a  experincia.  A  varinha
aprende com o bruxo, e o bruxo com a varinha".

O mar bateu mais forte ao longe; era um som melanclico.  "Eu  trouxe  a
varinha de Draco Malfoy a fora",  disse  Harry.  "Eu  posso  us-la  em
segurana?" 

"Acho que sim. Leis sutis governam as propriedades de uma varinha, mas a
varinha conquistada normalmente obedecer a seu novo mestre."

"Ento devo usar esta?" disse Ron, sacando a varinha de Rabicho do bolso
e a entregando a Olivaras.

"Castanha e corda de corao de drago.  Nove  polegadas  e  um  quarto.
Frgil. Eu fui forado faz-la  logo  aps  meu  seqestro,  para  Pedro
Pettigrew. Sim, se voc ganhou  isto,  mais provvel  servir  melhor  a
voc, muito melhor que outra varinha."

"E isto serve para todas as varinhas, no ? " Harry perguntou.

"Acredito que sim", Olivaras respondeu, os olhos protuberantes  dele  na
face de Harry. "Voc faz perguntas  profundas,  Sr.  Potter.  Estudo  do
funcionamento das varinhas   um complicado e misterioso  seguimento  da
magia."

"Logo, no  necessrio matar o dono anterior para tomar a posse de  uma
varinha?" Harry perguntou.

Olivaras engoliu.

"Necessrio? No, eu no diria que  necessrio matar."

"H histrias, porm", disse Harry, e seu corao acelerou  o  ritmo,  a
dor na cicatriz ficou mais intensa;  ele  estava  seguro  que  Voldemort
decidiu colocar uma idia  em ao.  "Lendas  sobre  uma  varinha  -  ou
varinhas - que foram passadas de mo atravs de assassinatos."

Olivaras ficou plido. Contra o travesseiro cinza desbotado, seus  olhos
se arregalaram, injetados, e cheios com o que se parecia medo.

"Somente uma varinha, eu acho", ele sussurrou.

"E Voc-sabe-quem est interessado nela, no est?" Harry perguntou.

"Eu - como? " Olivaras guinchou, e  ele  olhou  apreensivo  para  Ron  e
Hermione pedindo ajuda. "Como voc sabe disto? "

"Ele queria que voc lhe contasse como superar a  conexo  entre  nossas
varinhas", disse Harry.

Olivaras parecia aterrorizado.

"Ele me torturou, voc tem que entender isso! A Maldio Cruciatus, eu -
eu no tinha escolha a no ser lhe contar o  que  eu  sabia,  o  que  eu
achava!"

"Eu entendo", disse Harry. "Voc lhe falou sobre as penas  gmeas?  Voc
disse e ele  tentou  pedir  emprestada  a  varinha  de  outro  bruxo?  "
Olivaras olhou horrorizado, perdido,  por  tudo  que  Harry  sabia.  Ele
acenou a cabea lentamente.

"Mas no funcionou", Harry analisou. "Apenas uniu a minha com a  varinha
emprestada. Voc sabe o porque disso? "

Olivaras agitou a cabea lentamente outra vez.

"Eu tive... nunca ouvi falar de uma coisa parecida. Sua varinha realizou
algo  singular  aquela  noite.  Uma  ligao  de    penas    gmeas    
inacreditavelmente rara, contudo  por que sua varinha  teria  rompido  a
varinha emprestada, eu no sei..."

"Ns estvamos falando sobre a outra varinha, a varinha  que  muda  dono
atravs de assassinato. Quando Voc-sabe-quem percebeu que minha varinha
tinha feito algo estranho,   ele  voltou  e  perguntou  por  essa  outra
varinha, no ? "

"Como sabe? "

Harry no respondeu.

"Sim, ele perguntou",  Olivaras  sussurrou.  "Ele  quis  saber  tudo  eu
poderia lhe falar sobre essa varinha conhecida como Varinha da Morte,  a
Varinha do Destino, ou  Varinha Primognita."

Harry olhou de esguelha para Hermione. Ela olhou de volta.

"O Lorde das Trevas", disse Olivaras com um tom baixo, medroso,  "estava
contente com a varinha que eu fiz -  sim  a  de  pena  de  fnix,  treze
polegadas e meia. - at  que ele descobriu a conexo das  penas  gmeas.
Agora ele quer outra, uma mais poderosa, o nico modo dele vencer."

"Mas ele saber logo, se  que j no sabe, que a minha  quebrou  e  foi
reparada," disse Harry calmamente.

"No! " disse Hermione, soando assustada. "Ele no  pode  saber,  Harry,
como ele poderia --? "

"Priore  Encantato",  disse  Harry.  "Ns  deixamos  sua  varinha  e   a
Blackthorn nos Malfoys, Hermione. Se eles  as  examinarem  corretamente,
podem faz-las recriar os ltimos  feitios, eles  veriam  que  a  minha
quebrou,  e  que  voc  tentou  e  no  conseguiu  consert-la,  e  eles
descobriro que tenho usado a Blackthorn desde ento." 

A pouca cor que tinha recuperado, esvaiu-se da face dela. Ron  deu  para
Harry um olhar de alerta, e disse, "No  precisamos  nos  preocupar  to
cedo --- " Mas Sr. Olivaras interveio.

"O Lorde das  Trevas  j  no  busca  a  Varinha  Primognita  para  sua
destruio, Sr. Potter. Ele est  determinado  a  possu-la  porque  ele
acredita que o far realmente  invulnervel."

"E vai? "

"O dono da Varinha Primognita  sempre  tem  que  temer  ataque",  disse
Olivaras, "mas a idia do Lorde das Trevas possuir a Varinha da Morte ,
tenho que admitir...  formidvel."

Harry lembrou-se de como estava inseguro,  quando  eles  se  encontraram
pela primeira vez, de quanto  gostava  de  Olivaras.  At  mesmo  agora,
depois de ter sido torturado  e preso por Voldemort, a idia de um Bruxo
das Trevas em posse desta varinha  parecia  o  escravizar  tanto  quanto
repuls-lo.

"Voc - voc realmente pensa que esta varinha existe,  Sr.  Olivaras?  "
Hermione perguntou.

"Oh sim", disse Olivaras. "Sim,   perfeitamente  possvel  localizar  o
caminho da varinha pela histria. H pontos em que ela aparece, e depois
desaparece por tempos,  perdida ou escondida; mas  ela  sempre  retorna.
Tem  certas  caractersticas  que  s  podem  ser   identificadas    por
conhecedores de varinha. Elas escreveram fatos, alguns  obscuros, que eu
e outros  criadores  de  varinhas  reconhecemos.  Eles  tm  o  anel  de
autenticidade."

"Ento voc - voc no acha que pode ser um conto de fadas ou um mito? "
Hermione perguntou esperanosamente.

"No",  disse  Olivaras.  "Se  precisa  ser  por  um  assassinato,    eu
desconheo. Sua histria  cheia de sangue, mas isso pode ser pelo  fato
que  um  objeto  desejvel,    e  pode  despertar  paixes  em  bruxos.
Imensamente  poderosa,  perigosa  nas  mos  erradas,  e  um  objeto  de
fascinao incrvel para todos ns que estudamos o poder de varinhas."

"Sr. Olivaras",  falou  Harry,  "voc  contou  para  Voc-sabe-quem  que
Gregorovitch possui a Varinha Primognita, no disse?"  Olivaras  ficou,
na medida do possvel, mais plido. Ele parecia fantasmagrico.

"Mas como - como voc sabe--?"

"No importa como eu soube  disto",  disse  fechando  os  olhos  por  um
momento com o pulsar da cicatriz e  viu,  durante  meros  segundos,  uma
viso da rua principal de Hogsmeade,  ainda  escura,  porque  era  muito
longe ao norte. "Voc disse a Voc-sabe-quem que aquele tal Gregorovitch
possuiu a varinha?"

"Era um boato", Olivaras sussurrou. "Um boato, anos e anos atrs,  antes
de voc nascer e acredito que o prprio  Gregorovitch  o  comeou.  Voc
pode imaginar como seria   timo  para  o  negcio  que  dele  e  estava
espalhando as qualidades da Varinha Primognita!"

"Sim, eu acredito", disse Harry. Ele se  levantou.  "Sr.  Olivaras,  uma
ltima coisa, e ento ns o deixaremos descansar. O que voc sabe  dobre
as Relquias Mortais?"

"O - o que? "  perguntou  o  criador  de  varinhas,  olhando  totalmente
desnorteado.

"As Relquias Mortais?"

"Eu temo no saber o sobre o que  est  falando.  Tem  algo  a  ver  com
varinhas?"

O Harry olhou na face  afundada  e  acreditou  que  Olivaras  no  tinha
entendido. Ele no sabia nada sobre as Relquias.

"Obrigado", disse Harry. "Muito obrigado.  Ns  o  deixaremos  descansar
agora." Olivaras parecia cansado.

"Ele estava me torturando!" ele ofegou. "A  Maldio  Cruciatus...  voc
no tem nenhuma idia..."

"Eu tenho", disse  Harry,  "eu  realmente  tenho.  Por  favor  descanse.
Obrigado por me contar isto." 

Ele levou Ron e Hermione escadaria abaixo. Harry flagrou um olhar rpido
de Gui, Fleur, Luna, e Dean que estavam sentados na mesa da cozinha  com
xcaras de ch.  Todos olharam para Harry ao v-lo aparecer na  entrada,
mas ele apenas acenou com a cabea e seguiu pro jardim, Ron  e  Hermione
atrs. Se aproximaram do montinho  avermelhado    de  terra  que  cobria
Dobby, e Harry caminhou at l, com a dor de cabea se constituindo cada
vez mais forte. Era duro bloquear as  vises  que  estavam  se  forando
contra ele, mas sabia que teria que resistir por mais algum  tempo.  Ele
se renderia em breve, porque precisava saber se a teoria estava correta.
Precisa tentar explicar  a Ron e Hermione.

"Gregorovitch possuiu a Varinha Primognita h muito tempo  atrs",  ele
disse, "eu vi Voc-sabe-quem tentando encontr-lo.  Quando  o  encalou,
ele descobriu que Gregorovitch  no a tinha mais. Ele  foi  roubado  por
Grindelwald. Como Grindelwald descobriu que Gregorovitch a tinha, eu no
sei - mas se Gregorovitch era estpido  o  bastante    para  espalhar  o
rumor, no deve ter sido assim to difcil."

Voldemort estava nos portes de Hogwarts; Harry podia v-lo de p, e ver
o lampio que subia e descia no alvorecer enquanto iluminava aos poucos.

"Grindelwald usou a Varinha Primognita para ficar poderoso. E  no  auge
do seu poder, quando Dumbledore percebeu que ele era o nico que poderia
par-lo, resolveu  duelar com Grindelwald e  o  venceu,  ento  tomou  a
Varinha Primognita."

"Dumbledore possuiu a Varinha Primognita?" disse Ron. "Mas - onde  est
agora?"

"Em Hogwarts", disse Harry, lutando para ficar com  eles  no  jardim  no
alto da colina.

"Ento vamos!" disse Ron apressado. "Harry, vamos peg-la antes que  ele
o faa!"

"J  tarde pra isso", disse Harry. Ele no podia ajudar-se,  apertou  a
cabea, como se isso o fizesse resistir. "Ele sabe onde  ela  est.  Ele
est l agora."

"Harry!" Ron falou furiosamente. "H quanto tempo voc sabia disso - por
que ns desperdiamos esse  tempo?  Por  que  voc  falou  primeiro  com
Grampo? Ns poderamos  ter ido - ns ainda podemos ir -"

"No", disse Harry, e ele  joelhou  na  grama  a  direita  de  Hermione.
"Dumbledore no queria que eu a possusse.  Ele  no  queria  que  eu  a
tivesse. Ele queria que eu pegasse as Horcruxes."

"A varinha  invencvel, Harry!" gemeu Ron.

"Eu no acredito...  s pegar as Horcruxes..."  Agora  o  tempo  estava
fresco e escuro: O sol era pouco visvel no horizonte  como  quando  ele
levitou com Snape, pelos pisos at o lago.

"Eu o encontrarei logo no castelo," ele disse em  voz  alta,  fria.  "Me
deixe agora." Snape se curvou, se virou e partiu subindo  o  caminho,  a
capa preta ondulava atrs. Harry caminhou lentamente, enquanto  esperava
pela figura de Snape desaparecer.  No daria para  Snape,  ou  realmente
qualquer um outro, ver aonde ele ia. No havia nenhuma luz  nas  janelas
de castelo, e ele poderia se esconder... no segundo  seguinte    ele  se
lanou um Feitio de Desiluso que o escondeu at mesmo dos seu prprios
olhos.

Ele andou na beira do lago, recordando o castelo amado, o primeiro reino
dele, seu antigo mundo...

E aqui estava, ao lado do lago, refletindo nas guas escuras. A tumba de
mrmore branco, um borro destoante na  paisagem  familiar.  Ele  sentia
aquela euforia novamente  como um senso  adiantado  do  objetivo  a  ser
destrudo. Ele elevou a velha varinha de teixo no que seria  seu  ltimo
grande ato.

Agora a tumba estava com a tampa aberta. A figura amortalhada era  magra
como quando ainda em vida. Ele ergueu a varinha outra vez

As envolturas caram. A face  era  translcida,  plida,  afundada,  mas
estava  quase  perfeitamente  conservada.  Havia  marcas  em  seu  nariz
quebrado. Ele ficou realmente    feliz.  As  mos  de  Dumbledore  foram
dobradas sobre o peito, e continuaram na mesma posio,  apertada  sobre
ele, enterrada com ele. 

Se o estpido velho imaginasse aquela morte protegeria  a  varinha?  Ele
tinha pensado que o Lorde das Trevas teria medo de arrombar sua tumba? A
sua mo de aranha  desceu e puxou a varinha de baixo  de  Dumbledore,  e
logo aps peg-la, uma chuva de fascas voou de sua ponta, brilhando por
cima do cadver de seu ltimo dono, pronta  para, enfim, servir um  novo
mestre.

Traduo: Kaline Bogard Reviso: Anja

Captulo 25 - Chal das Conchas

       O chal de Gui e Fleur ficava no alto de  um  rochedo  fitando  o
mar, e tinha as paredes cobertas de conchas e com gua de  cal.  Era  um
lugar solitrio e ao mesmo  tempo belo. Aonde quer que  Harry  estivesse
no pequenino chal ou em seu jardim, ele podia ouvir o  constante  ir  e
vir do mar, como a respirao de alguma grande  e  adormecida  criatura.
Ele passou grande parte dos dias que se seguiram criando desculpas  para
escapar da movimentada casa, desejando como nunca a vista do cu  aberto
do penhasco, do vasto mar vazio, e a sensao do vento frio e salgado em
sua face.
       A enormidade de sua deciso de no apostar corrida com  Voldemort
pela posse da varinha ainda assustava Harry. Ele no  podia  lembrar-se,
em nenhum momento  anterior em que  ele  escolhera  por  no  agir.  Ele
estava cheio de dvidas,  dvidas  que  Rony  no  conseguia  evitar  de
comentar toda vez que eles estavam juntos.
       "E se Dumbledore quisesse que  ns  decifrssemos  o  smbolo  em
tempo de pegarmos a varinha?"  "E  se  decifrando  o  que  esse  smbolo
significa fizesse de voc merecedor  das Relquias?" "Harry, se aquela 
mesmo a Varinha Mestra, como diabos ns supostamente iremos  acabar  com
Voc-sabe-quem?"
       Harry  no  tinha  respostas:  Havia  momentos  quando  ele    se
questionava se definitivamente era loucura no tentar impedir  Voldemort
de violar a tumba. Ele nunca  poderia explicar satisfatoriamente  porque
ele decidiu ser contra isso. Toda hora ele que ele  tentava  reconstruir
os argumentos internos que o levaram a essa deciso,  eles  soavam  cada
vez mais fracos para ele.
       O estranho era que o apoio de Hermione  fez  ele  se  sentir  to
confuso quanto as dvidas de Rony. Agora forada a aceitar que a Varinha
Mestra era real, ela  mantinha  a  opinio  que  aquilo  era  um  objeto
maligno, e que o modo como Voldemort tomou sua posse era repulsivo,  no
devendo ser considerado.
       "Voc  nunca  seria  capaz  de  fazer  isso,  Harry"  ela   dizia
repetidamente.  "Voc  no  seria  capaz  de  arrombar  o   tmulo    de
Dumbledore".
       Mas a idia do cadver de Dumbledore assustava Harry muito  menos
que a possibilidade de ele ter interpretado mal intenes de  Dumbledore
quando vivo. Ele  sentia que ainda estava tateando no escuro; ele  tinha
escolhido seu caminho, mas continuava olhando para trs,  perguntando-se
se ele havia interpretado incorretamente  os sinais, se ele no  deveria
ter seguido outro caminho. De tempos em tempos, uma raiva de  Dumbledore
acertava-o de forma violenta novamente, poderosa como as ondas   que  se
batiam contra o penhasco abaixo do chal, uma raiva que  Dumbledore  no
tinha explicado antes de morrer.
       "Mas ele est morto?" disse Rony, trs dias depois de eles  terem
chegado ao chal. Harry estava olhando fixamente por cima  do  muro  que
separava o jardim do  chal, do  penhasco,  quando  Rony  e  Hermione  o
encontraram; ele desejou que eles no tivessem o achado, sem  desejo  de
se juntar aos argumentos dos dois.
       "Sim, ele est, Rony, por favor, no comece de novo!"
       "Olhe os fatos, Hermione," disse Rony, falando  para  Harry,  que
continuava a contemplar o horizonte. "A cora prateada. A espada. O olho
que Harry viu no espelho  -".
       "Harry admitiu que poderia ter imaginado o olho! No foi, Harry?"
       "Eu posso," disse Harry sem olhar para ela.
       "Mas voc no acha que imaginou, acha?" perguntou Rony.
       "No, eu no acho," disse Harry.
       "L vai voc!" disse Rony rapidamente, antes que Hermione pudesse
contestar. "Se no foi Dumbledore, explique como  Dobby  sabia  que  ns
estvamos naquele poro,  Hermione?"
       "Eu no posso - mas voc  consegue  explicar  como  Dumbledore  o
mandou a ns se ele est jazendo em uma tumba em Hogwarts?".
       "Eu no sei, poderia ter sido o seu fantasma!"
       "Dumbledore no voltaria como um fantasma,"  disse  Harry.  Tinha
poucas coisas sobre Dumbledore que ele tinha certeza agora, mas isto ele
sabia. "Ele teria  continuado".
       "O que voc quer dizer com  'continuado'?"  perguntou  Rony,  mas
antes que Harry pudesse dizer algo mais,  uma  voz  atrs  deles  disse:
"'Arry?".
       Fleur tinha sado do chal, seu longo cabelo prateado  voando  na
brisa.
       "'Arry, Grrampo gostarria de falarr com voc. Ele  st'  ne  menor
quarrte, ele disse que nam querr serr escutado."
       O seu desgosto pelo duende estar mandando-a enviar mensagens  era
claro; ela aparentava estar irritada enquanto andava de volta para casa.
       Grampo estava esperando por eles, como Fleur disse, no menor  dos
trs quartos da casa, onde Hermione e Luna dormiram  noite.  Ele  tinha
arrastado a cortina  vermelha de algodo contra a claridade, cu  estava
nublado, o que deu ao quarto um  fulgor  contrastante  em  desacordo  ao
resto do ar leve da casa de campo.
       "Eu j tomei minha deciso, Harry Potter," disse  o  duende,  que
estava sentado de pernas cruzadas em uma cadeira baixa, tamborilando  os
dedos longos e finos  nos braos dela. "Apesar  de  que  os  duendes  de
Gringotes iro considerar pura traio, eu decidi ajudar voc..."
       "Isso  timo!" disse Harry, aliviado e indo em sua direo.
       "... em retorno," ele disse firmemente, "de pagamento."
       Dando um passo para trs, Harry hesitou.
       "Quanto ouro voc quer? Eu tenho ouro"
       "Ouro no," disse Grampo, "Eu tenho ouro."
       Seus olhos negros brilharam; no havia branco neles.
       "Eu quero a espada. A espada de Godric Gryffindor"
       O esprito de Harry deprimiu-se.
       "Voc no pode t-la," ele disse, "me desculpe"
       "Ento," disse o duende suavemente, "temos um problema."
       " Ns podemos lhe dar outra coisa," disse Rony impetuosamente,  "
eu aposto que os Lestrange tem montes de coisas, voc poder pegar o que
quiser quando conseguirmos  entrar no cofre."
       Ele disse a coisa errada. Grampo exaltou-se e disse com raiva:
       "Eu no sou um ladro, menino!  Eu  no  estou  tentando  possuir
tesouros sobre os quais no tenho direitos!
       "A espada  nossa..."
       "No ." disse o duende
       "Ns somos Grifinrios, e era de Godric Gryffindor ..."
       "E antes de ser de Gryffindor, era de quem?" perguntou o  duende,
sentando direito na cadeira.
       "De ningum," disse Rony. "Foi feita para ele, no foi?"
       "No!" gritou o duende, reagindo com raiva enquanto  apontava  um
longo dedo para Rony "Arrogncia dos  bruxos  novamente!  Aquela  espada
pertencia a Ragnuk, e  foi roubada dele por  Godric  Gryffindor!    uma
obra-prima do trabalho dos duendes!  o preo do meu servio!  pegar ou
largar!"
       Grampo os encarou. Harry fitou os outros  dois,  e  ento  disse:
"Ns precisamos discutir isso, Grampo, se isso for possvel. Poderia nos
dar alguns minutos?"
       O duende balanou a cabea  afirmativamente,  com  uma  aparncia
azeda.
       L embaixo, na sala de visitas vazia, Harry  andava  de  um  lado
para o outro, tentando pensar no que fazer. Atrs dele, Rony disse: "Ele
est zombando de ns.  Ns no podemos deixar ele ter aquela espada!"
       " verdade?" Harry perguntou  Hermione. "A  espada  foi  roubada
por Gryffindor?"
       "No sei" ela disse,  sem  esperanas.  "A  histria  dos  bruxos
normalmente omite o que eles fazem com outras  raas  mgicas,  mas  at
onde eu sei, no h nada  que indique que Gryffindor roubou a espada."
       "Deve ser uma dessas histrias de duendes,"  disse  Rony,  "sobre
como os bruxos sempre tentam levar a  melhor  sobre  eles.  Ns  devemos
considerar-nos com muita  sorte, por ele no ter pedido  uma  de  nossas
varinhas."
       "Os duendes tem suas razes para no gostarem dos bruxos,  Rony,"
disse Hermione. "Eles foram tratados com brutalidade no passado."
       "Duendes no so exatamente coelhinhos fofinhos e  pequenininhos,
so?" disse Rony. "Eles mataram muitos dos  nossos.  Eles  jogaram  sujo
tambm."
       "Mas discutir com Grampo qual raa  a mais desonesta e  violenta
no vai faz-lo ajudar-nos mais facilmente, vai?"
       Houve uma pausa em que eles tentaram pensar  em  uma  maneira  de
contornar o problema. Harry olhou o tmulo de Dobby  pela  janela.  Luna
estava colocando lavanda  em um pote de vidro atrs da lpide.
       "OK," disse Rony, e Harry se virou para olh-lo  "Que  tal  isto?
Ns dizemos a Grampo que precisamos da espada at que entremos no cofre,
ento ele pode t-la.  H uma falsa l, no? Ns as trocamos e  damos  a
ele a falsa!"
       "Rony, ele sabe a diferena melhor do que ns!"  disse  Hermione.
"Ele  o nico que sabe que houve uma troca."
       "Sim, mas ns podemos escapar antes que ele perceba."
       Ele se acovardou diante do olhar que Hermione direcionou a ele.
       "Isto," ela disse calmamente, " desprezvel. Pedir sua  ajuda  e
depois passar a perna nele? E voc ainda imagina o porqu de duendes no
gostarem de bruxos,  Rony?".
       As orelhas de Rony ficaram vermelhas.
       "Tudo bem, tudo bem! Foi a nica coisa em  que  eu  pude  pensar!
Qual  a sua soluo, ento?".
       "Ns temos que oferecer  a  ele  outra  coisa,  outra  coisa  to
valiosa quanto a espada".
       "Brilhante. Eu irei e pegarei uma de nossas outras espadas  feita
por duendes e voc pode embrulhar e presentear ele!".
       O silncio caiu de novo entre eles. Harry  tinha  certeza  que  o
duende no aceitaria nada no lugar da espada, mesmo  que  eles  tivessem
algo de mais valor para  oferecer a ele. Contudo  a  espada  era  deles,
arma indispensvel na destruio das Horcruxes.
       Ele fechou seus olhos por um momento ou dois e  ouviu  o  barulho
das ondas. A idia de que Gryffindor talvez houvesse  roubado  a  espada
era desagradvel. Ele    sempre  se  orgulhara  de  ser  um  Grifinrio;
Gryffindor havia sido o campeo dos Nascidos-Trouxas, o bruxo que  havia
combatido o adorador de puros-sangue Slytherin...
       "Talvez ele esteja  mentindo,"  disse  Harry,  abrindo  os  olhos
novamente, "Grampo. Talvez Gryffindor no tenha roubado a  espada.  Como
sabemos que a histria  do duende  verdadeira?"
       "Faz alguma diferena?" perguntou Hermione.
       "Muda o jeito como eu me sinto sobre isso," disse Harry.
       Ele respirou profundamente.
       "Ns vamos dizer a ele que ele ter a espada depois  de  ter  nos
ajudado a entrar no cofre... mas ns seremos cuidadosos para dizer a ele
exatamente quando  ele poder t-la."
       Um sorriso se espalhou o rosto  de  Rony.  Hermione,  entretanto,
olhou alarmada.
       "Harry ns no podemos ..."
        "Ele pode t-la," Harry comeou, "depois de  termos  usado-a  em
todas as Horcruxes. Eu me assegurarei que ele entender  isso.  Manterei
minha palavra."
       "Mas isso pode demorar anos!" disse Hermione.
       "Eu  sei  disso,  mas  ele  no.  Eu  no  estarei    mentindo...
realmente."
       Harry encontrou os olhos  dela  com  uma  mistura  de  desafio  e
vergonha. Ele se lembrou das palavras que estavam gravadas no porto  de
entrada para Nurmengard:  PARA UM BEM MAIOR. Ele ps a  idia  de  lado.
Que outra opo eles tinham?
       "Eu no gosto disso," disse Hermione
       "Eu tambm no gosto muito," admitiu Harry.
       "Bem, eu acho que  genial," disse Rony, levantando se novamente.
"Vamos l contar para ele."
       De volta no menor quarto, Harry props  a  oferta,  formulando  a
frase cuidadosamente, para que no definisse exatamente quando era  para
ele se apoderar da espada.  Hermione franziu a testa olhando para o cho
enquanto ele falava: ele se sentiu irritado com ela,  com  medo  de  que
talvez ela tivesse entregado o jogo. Mas, Grampo  s  tinha  olhos  para
Harry, e para mais ningum.
       "Eu tenho sua palavra, Harry Potter, de que voc me dar a espada
se eu ajud-lo?"
       "Tem," disse Harry.
       "Ento aperte," disse o duende, estendendo sua mo.
       Harry pegou e sacudiu sua mo. Harry imaginou se  algum  daqueles
olhinhos negros viu alguma dvida nos seus olhos. Ento Grampo soltou as
mos e juntou-as,  dizendo: "Ento. Vamos comear!"
       Era como planejar invadir o Ministrio  mais  uma  vez.  Eles  se
estabeleceram para trabalhar no quarto menor, que estava sendo  mantido,
como fruto de uma das  preferncias de Grampo, na meia-luz.
       "Eu visitei apenas uma vez o cofre dos Lestrange," Grampo disse a
eles, "na ocasio em que falaram para eu colocar a falsa  espada  dentro
dele.  uma das cmaras   mais  antigas.  As  antigas  famlias  mgicas
guardavam seus tesouros no nvel mais profundo, onde os cofres eram mais
largos e mais protegidos."
       Eles permaneceram confinados  no  quarto,  que  mais  parecia  um
armrio  de  cozinha,  por  horas.  Lentamente,  os  dias    foram    se
transformando em semanas. Havia problema  depois de problema, e um deles
era a escassez do estoque de Poo Polissuco que eles possuam.
       "Realmente,  s  resta  poo  para  apenas  um  de  ns,"  disse
Hermione, segurando a poo lamacenta contra a luz.
       "Isso bastar," disse Harry, que estava examinando um  dos  mapas
desenhados a mo de Grampo, que ilustrava as passagens mais profundas.
       Os outros habitantes da casa no podiam deixar  de  perceber  que
havia algo acontecendo, agora que Harry, Rony e Hermione s  saiam  para
as  refeies.  Ningum    fazia  perguntas,  embora  Harry  normalmente
sentisse os olhos de Gui sobre  eles  durante  as  refeies,  pensando,
preocupado.
       O quanto mais passavam juntos, mais Harry percebia o  quanto  no
gostava do duende. Grampo era surpreendentemente sedento por sangue, ria
da idia de dor em  criaturas inferiores e parecia adorar a idia de que
eles talvez necessitassem machucar outros bruxos para chegarem ao  cofre
dos Lestrange. Harry tinha certeza de  que  sua  opinio  era  um  fator
comum aos outros  dois,  mas  eles  no  discutiam  esse  assunto.  Eles
precisavam de Grampo.
       O duende s comia com relutncia  com  o  resto  da  casa.  Mesmo
depois de suas pernas melhorarem, ele ainda exigia bandejas  com  comida
em seu quarto, assim como  o ainda-frgil Olivaras, at que Gui (aps um
ataque de raiva de Fleur) subiu at o segundo andar para lhe dizer que a
acomodao no poderia continuar. Mesmo depois  de Grampo  se  juntar  a
eles  mesa cheia, ele  ainda  se  recusava  a  comer  a  mesma  comida,
insistindo, no lugar, carne crua, razes e diversos fungos.
       Harry se sentia responsvel: Era, afinal, ele que havia insistido
que o  duende  permanecesse  no  Chal  das  Conchas  para  que  pudesse
interrog-lo; culpa dele  que a famlia Weasley teve que se esconder,  e
que Gui, Fred, Jorge e o Sr. Weasley no podiam mais trabalhar.
       "Desculpe-me," ele disse  Fleur,  em  uma  barulhenta  tarde  de
Abril enquanto ele a ajudava a preparar o jantar.  "Eu  nunca  quis  que
vocs tivessem que passar  por tudo isso."
       Ela havia posto as facas para  trabalharem  naquela  exata  hora,
cortando pedaos de carne para Grampo e Gui, que desde que fora  atacado
por Greyback, preferia  carne mal passada. Enquanto  as  facas  cortavam
atrs dela, de algum jeito a expresso de irritao dela se amenizou.
       "Arry, voc salvou a vida de minha irrm, eu nam esqueci."
       Isso no era, literalmente falando, verdade,  mas  Harry  decidiu
no lembr-la que Gabrielle nunca esteve em perigo verdadeiro.
       "De qualquerr jeito," Fleur comeou, apontando sua  varinha  para
uma panela de molho, que comeou a borbulhar na hora, "Sr Olivarras saiu
parra Murriel essa  tarrd. Isse farr as  coisas  mais  fceis.  Aquele
duende," ela fez uma cara feia ao mencion-lo,  "pode  virr  aqui  parra
baixo, e voc, Rony e Dino podem pegarr aquele  quarrte."
       "Ns no ligamos dormir na sala,"  disse  Harry,  que  sabia  que
Grampo nunca aceitaria dormir no sof; mante-lo feliz era essencial para
seus planos. "No se  preocupe conosco." E quando ela tentou  protestar,
ele continuou, "Ns estaremos fora de suas mos em breve, Rony, Hermione
e eu. Ns no precisamos ficar aqui por  muito mais tempo."
       "Mas,  o  que  voc  quer  dizer?"  ela  disse,  franzindo   suas
sobrancelhas para ele, sua varinha apontada para a  caarola  que  agora
estava suspensa no ar. " clarre  que vocs  nam  devem  parrtir,  vocs
estam segurres aqui!"
       Ela pareceu muito com a Sra. Weasley enquanto ela dizia  isso,  e
ele ficou aliviado que a porta dos fundos tinha se  aberto  no  momento.
Luna e Dino entraram,  com os cabelos molhados pela chuva  que  caia  do
lado de fora e os braos cheios de lenha.
       "... e  pequeninas  orelhas,"  Luna  estava  dizendo,  "um  pouco
parecido com um hipoptamo, Papai diz, s que roxo e cabeludo. E se voc
quiser cham-los, voc  tem que soltar  um  zunido;  eles  preferem  uma
valsa, nada muito rpido..."
       Parecendo desconfortvel, Dino  encolheu  os  ombros  para  Harry
enquanto ele passava, seguindo Luna dentro da sala  de  jantar  e  estar
combinadas, onde Rony e  Hermione estavam colocando a  mesa  de  jantar.
Vendo a chance de escapar das  perguntas  de  Fleur,  Harry  pegou  duas
jarras de suco de abbora e os seguiu.
       "... e se algum dia voc for  minha casa eu  poderei  mostrar  o
chifre a voc, Papai me escreveu sobre isso mas eu ainda no o vi,  pois
os Comensais da Morte  me tiraram do Expresso de  Hogwarts  e  eu  nunca
cheguei em casa para o Natal," Luna estava dizendo, enquanto ela e  Dino
acendiam o fogo.
       "Luna, ns j lhe dizemos,"  Hermione  chamou-a."  Aquele  chifre
explodiu.  Aquilo  veio  de  um  Erumpente,  no  de  um  Crumple-Horned
Snorcack"
       "No, definitivamente era um  chifre  de  Snornack,"  disse  Luna
serenamente, "Papai me contou. Provavelmente deve estar inteiro, eles se
consertam sozinhos,  voc sabe"
       Hermione sacudiu a cabea e continuou colocando  os  talheres  na
mesa, quando Gui apareceu, ajudando o Sr. Olivaras a descer as  escadas.
O fabricante de varinhas   ainda  parecia  extremamente  frgil,  e  ele
segurou o brao de Gui, enquanto este carregava uma grande mala.
       "Eu sentirei sua falta, Sr. Olivaras," disse Luna, aproximando-se
do velho homem.
       "E eu de voc, minha querida," disse Olivaras, dando  um  tapinha
gentil em seu ombro.
       "Voc foi  um  conforto  inexpressvel  para  mim  naquele  lugar
terrvel."
       "Entam, au revoir, Sr. Olivarras," disse Fleur, beijando  ele  em
ambas as bochechas. "E eu imaginei se o Sr pudesse entrregar  uma  coise
parra a tia de Gui,  Murriel? Eu ainda nam entrreguei a tiarra a ela."
       "Ser uma honra," disse Olivaras, com uma reverencia,  "a  ultima
coisa que posso fazer por sua generosa hospitalidade."
       Fleur retirou um gasto estojo  de  veludo,  que  ela  abriu  para
mostrar ao fabricador de varinhas.  A  tiara  estava  l,  cintilando  e
reluzindo na luz fraca da lmpada.
       "Pedras da lua e diamantes," disse Grampo, que havia  entrado  no
cmodo sem Harry perceber. "Feita por duendes, no?"
       "E paga por bruxos," disse Gui baixo, e o duende lanou um  olhar
ao mesmo tempo furtivo e desafiante a ele.
       Um vento forte  fustigava  as  janelas  do  chal  quando  Gui  e
Olivaras saram para a noite. O resto deles  se  amontoou  ao  redor  da
mesa; cotovelo com cotovelo,   e  com  pouco  espao  restante  para  se
moverem, eles comearam a comer. O fogo estalava no  fogo  atrs  dele.
Fleur, Harry percebeu, estava apenas brincando  com  sua    comida;  ela
lanava  olhares  furtivos  para    janela  a  cada  poucos    minutos;
entretanto, Gui retornou antes deles terem  acabado  de  comer,  com  os
longos cabelos bagunados  pelo vento.
       "Tudo est bem," ele disse   Fleur.  "Olivaras  se  estabeleceu,
Mame e Papai mandaram um oi. Gina mandou para vocs todo o  amor  dela,
Fred e Jorge esto levando  tia Muriel,  eles  ainda  esto  operando  o
negcio por correio-coruja no quarto dos fundos. Ela se animou ao ter de
volta sua tiara. Ele disse que pensou que havamos  roubado dela.
       "Ah, ela  to charrmante, sua tia," disse Fleur  de  mau  humor,
sacudindo sua varinha e fazendo os pratos juntos formarem uma  pilha  no
ar. Ela os pegou e sai  do cmodo com eles.
       "Papai fez uma tiara," disse Luna,  "Bem,  mais  um  diadema,  na
verdade."
       Rony pegou o olhar de Harry e deu um sorrisinho; Harry sabia  que
ele estava lembrando-se do cmico  ornamento  para  a  cabea  que  eles
tinham visto na visita  deles a Xenophilius.
       "Sim, ele est tentando recriar o diadema  perdido  da  Corvinal.
Ele acha que j identificou a maioria dos elementos agora. Adicionar  as
asas de Gira-Gira realmente  fez a diferena ---"
       Houve uma batida estrondosa na porta da frente. Todas as  cabeas
viraram para ela. Fleur veio correndo da cozinha,  parecendo  assustada.
Gui ficou de p em  um salto, sua varinha apontando para a porta; Harry,
Rony e Hermione fizeram o mesmo. Silenciosamente Grampo escorregou  para
debaixo da mesa, fora de vista.
       "Quem ?" Gui chamou.
       "Sou eu, Remo John  Lupin!"  disse  uma  voz  no  meio  do  vento
ruidoso. Harry sentiu um pouco de medo, o que deve ter  acontecido?  "Eu
sou um lobisomem, casado  com Ninfadora Tonks, e voc, o Fiel-Segredo do
Chal das Conchas, me disse o endereo  e  mandou  em  vir  em  caso  de
emergncia!"
       "Lupin," sussurrou Gui, e correu para abrir a porta.
       Lupin caiu sobre o tapete de entrada. Ele estava plido, enrolado
em uma capa de viagem, seu cabelo grisalho bagunado pelo vento. Ele  se
endireitou, olhou  pela sala para ter certeza de quem estava  l,  ento
bradou alto, " um menino! Ns o chamamos de Ted, como o pai de Dora!"
       Hermione deu um gritinho.
       "O q--?Tonks - Tonks teve o bebe?"
       "Sim, sim, ela teve o bebe!" exclamou Lupin. Todos  em  volta  da
mesa soltaram vivas de alegria. Hermione  e  Fleur  soltaram  gritinhos,
"Parabns!" e Rony disse,  "Nossa, um bebe!" como se ele  nunca  tivesse
ouvido falar de tal coisa antes.
       "Sim --- sim --- um menino," disse Lupin novamente,  que  parecia
estupefato com sua prpria felicidade. Ele contornou a  mesa  e  abraou
Harry; como se a cena    no  poro  do  Largo  Grimmauld  nunca  tivesse
acontecido.
       "Voc seria o padrinho?" disse ele enquanto largava Harry.
       "E-eu?" gaguejou Harry.
       "Voc, sim, claro - Dora tambm concorda -- ningum melhor -"
       "Eu - sim - caramba -"
       Harry se sentia surpreso, espantado, encantado; agora Gui  estava
correndo para servir vinho, e Fleur estava persuadindo Lupin para  ficar
para um drinque.
       "Eu  no  posso  me  demorar  muito,  preciso  voltar,"  sorrindo
radiante para todos: Ele parecia anos mais  novo  do  que  Harry  jamais
havia o visto. "Obrigado, obrigado,  Gui"
       Gui havia enchido todos os clices rapidamente, eles pararam e os
levantaram alto em um brinde.
       "A Teddy Remo Lupin," disse Lupin, "um grande bruxo  em  processo
de formao!"
       "com quem ele se parrec? Fleur perguntou.
       "Eu acho que ele se parece com Dora, mas  ela  acha  que  ele  se
parece comigo. No tem muito cabelo. Parecia preto  quando  ele  nasceu,
mas eu juro que virou ruivo  uma hora depois.  Provavelmente  vai  estar
loiro na hora em que eu voltar. Andrmeda diz  que  o  cabelo  de  Tonks
comeou a mudar de cor no mesmo dia em que ela nasceu."  Ele bebeu  todo
o clice. "Oh, ento v, s mais um," ele adicionou radiante, quando Gui
tentou encher o clice novamente.
       O vento castigava o pequeno chal e o fogo tremulava e  estalava,
e Gui pouco tempo depois  estava  abrindo  outra  garrafa  de  vinho.  A
noticia de Lupin parecia    que  havia  tirado  eles  deles  mesmos,  os
removido por pouco tempo de seu estado de preocupao: Notcias  de  uma
nova vida era animador. Apenas o duende parecia intocado  pela atmosfera
festiva, e depois de um tempo ele furtivamente foi  para  o  quarto  que
agora ele ocupava. Harry pensou que ele era o nico que havia  percebido
isso,  at ver os olhos de Gui seguindo o duende pelas escadas.
       "No... no... eu realmente preciso ir," disse Lupin  finalmente,
rejeitando outro clice de vinho. Ele  levantou  e  colocou  a  capa  de
viagem em torno de si.
       "Adeus, adeus - Eu tentarei trazer algumas fotos dentro de alguns
dias - todos estaro felizes de saber que eu os vi --"
       Ele puxou a capa mais pra junto de si e se despediu, abraando as
mulheres e apertando as mos dos  homens,  ento,  ainda  radiante,  ele
retornou para a noite  tempestuosa.
       "Padrinho, Harry!" disse Gui enquanto eles rumavam para a cozinha
juntos, ajudando a tirar a mesa. "Uma verdadeira honra! Parabns!"
       Enquanto Harry colocava os clices vazios que  estava  segurando,
Gui fechou a porta atrs dele, calando as vozes altas  dos  outros,  que
ainda festejavam mesmo  com a sada de Lupin.
       "Eu queria ter uma  conversa  particular  com  voc,  Harry.  No
estava sendo fcil ter uma oportunidade, com a casa cheia de pessoas."
       Gui hesitou.
       "Harry, voc est planejando algo com Grampo."
       Era uma afirmao, no uma pergunta, e Harry no se  incomodou  a
nega-la. Ele meramente olhou Gui, esperando.
       "Eu conheo duendes," disse Gui.  "Eu  trabalhei  para  Gringotes
desde que eu deixei Hogwarts.  At  onde  possa  existir  amizade  entre
bruxos e duendes, eu tenho  amigos duendes - ou, ao menos,  duendes  que
eu conheo bem, e gosto." Novamente, Gui hesitou.
       "Harry, o que voc quer de Grampo, e o que voc  prometeu  dar  a
ele em retorno?"
       "Eu no posso lhe dizer isso," disse Harry. "Desculpe, Bill."
       A porta da cozinha  abriu  atrs  deles;  Fleur  estava  tentando
trazer mais clices vazios.
       "Espere," Gui disse  ela, "s um momento."
       Ela deu meia volta e fechou a porta novamente.
       "Ento eu tenho que lhe dizer isso," Bill comeou. "Se  voc  fez
algum tipo de acordo com Grampo, e mais particularmente se  esse  acordo
envolver tesouro, voc  tem que tomar excepcional cuidado. As noes  de
propriedade, pagamento e reembolso no so iguais as dos humanos."
       Harry sentiu um pouco de desconforto, como se uma  pequena  cobra
tivesse despertado e locomovido-se dentro dele.
       "O que voc quer dizer?" ele perguntou.
       "Ns estamos falando sobre um diferente jeito de ser," disse Gui.
"Negcios entre bruxos e duendes tem sido conturbados por sculos -  mas
voc sabe isso de  Histria da Magia. Tem havido erros dos  dois  lados,
eu nunca afirmaria que os bruxos tenham sido inocentes. Mas  existe  uma
crena entre certos duendes,  e  os  duendes    de  Gringotes  so  mais
propensos  ela, que os bruxos no so dignos de confiana  em  assuntos
que envolvem ouro e tesouros, que eles no respeitam a  propriedade  dos
duendes."
       "Eu respeito -" Harry comeou, mas Gui sacudiu a cabea.
       "Voc no entende, Harry, ningum poderia entender ao  menos  que
tivessem vivido com duendes. Para um duende, o  verdadeiro  dono  de  um
objeto  o seu criador,  no o comprador. Todos os  objetos  feitos  por
duendes so, em seu ponto de vista, deles."
       "Mas foi comprado --"
       "-ento eles considerariam ele emprestado por aquele que pagou  o
dinheiro. Eles tm, no  entanto,  grande  dificuldade  com  a  idia  de
objetos feitos por duendes  passando de bruxo para  bruxo.  Voc  viu  a
expresso de Grampo quando a tiara passou por baixo de seus  olhos.  Ele
desaprova. Eu acho que ele pensa, assim como outros  de  sua  raa,  que
ela deveria ter sido devolvida aos duendes quando o  comprador  original
morreu. Eles consideram  hbito  nosso  ficar  com  objetos  feitos  por
duendes,  passando eles de bruxo para  bruxo  sem  outro  pagamento,  um
pouco mais que roubo."
       Harry tinha um sentimento ameaador agora; ele imaginava  se  Gui
havia descoberto mais do que ele deveria. "Tudo que eu  estou  dizendo,"
disse Gui, colocando  a mo na porta que dava para a sala de  estar,  "
para ser muito cuidadoso com o que promete para  duendes,  Harry.  Seria
menos perigoso invadir Gringotes do que  renegar    uma  promessa  a  um
duende."
       "Certo," disse Harry enquanto Gui abria a porta, "sim.  Obrigado.
Eu vou pensar nisso."
       Enquanto ele seguia Gui de volta aos outros um pensamento irnico
veio a ele, nascido sem duvida  do  vinho  que  ele  havia  bebido.  Ele
parecia ser destinado  a ser um padrinho to negligente  a  Teddy  Lupin
quando Sirius Black fora pra ele.
       
       

Captulo 26 - Gringotes

        Seus  planos  estavam  elaborados,  os   preparativos    estavam
completos; no menor quarto de solteiro, um grosso fio  de  cabelo  negro
(retirado do suter que Hermione  vestia na manso  dos  Malfoy)  estava
guardado dentro de um  pequeno  frasco  de  vidro  sobre  o  consolo  da
lareira.
        - E voc estar usando a varinha verdadeira dela, - disse Harry,
apontando com a cabea em direo a varinha  de  nogueira,  -  ento  eu
creio que voc ser  bem convincente.
        Hermione parecia estar com medo de que varinha  pudesse  pic-la
ou mord-la quando ela a apanhasse.
        - Eu odeio essa coisa - ela disse em voz baixa. -  Eu  realmente
odeio. Parece estar tudo errado, isso no  funciona  adequadamente  para
mim...  como se fosse  uma parte dela. 
        Harry no podia evitar de lembrar como Hermione havia descartado
sua abominao pela varinha de abrunheiro,  insistindo  que  ele  estava
imaginando coisas quando  ela no funcionava  to  bem  quanto  a  dele,
falando para ele simplesmente praticar. Ele preferiu no repetir o mesmo
conselho para ela, afinal, a vspera  da  tentativa    de  assaltarem  o
Gringotes parecia o momento errado para discutir com ela.
        - Ela provavelmente vai te ajudar  a  entrar  no  personagem,  -
disse Rony. - Pense no que esta varinha j fez!
        - Mas essa  a questo! - falou Hermione. - Esta  a varinha que
torturou o pai e me do Neville, e quem sabe mais quantas pessoas?  Esta
 a varinha que  matou o Sirius!
        Harry no havia pensado nisso. Ele olhou para a  varinha  e  foi
atingido por uma urgncia brutal de quebr-la, parti-la ao  meio  com  a
espada de Gryffindor,  que estava apoiada contra a parede ao lado dele.
        - Eu sinto falta da minha varinha. - disse Hermione tristemente.
- Eu gostaria que o Sr. Olivaras tivesse feito outra para mim tambm.
        Sr. Olivaras havia enviado    Luna  uma  nova  varinha  naquela
manh. Ela estava no jardim de trs no momento, testando as  capacidades
dela at o incio da noite.   Dino,  que  perdeu  sua  varinha  para  os
Raptores, estava assistindo particularmente triste.
        Harry observava a varinha de espinheiro que  pertencia  a  Draco
Malfoy. Ele estava  surpreso,  mas  agradecido  por  descobrir  que  ela
funcionava to bem com ele  quanto a  de  Hermione.  Relembrando  o  que
Olivaras contou a eles sobre os poderes  secretos  das  varinhas,  Harry
pensou saber qual era  o  problema  de  Hermione:  ela  no    ganhou  a
fidelidade da varinha de nogueira por ter sido  tomada  pessoalmente  de
Belatriz.
        A porta do quarto se  abriu  e  Grampo  entrou.  Harry  alcanou
instintivamente o cabo da espada trazendo-a para perto  de  si,  mas  se
arrependeu no mesmo instante.  Ele poderia jurar  que  o  duende  notou.
Procurando disfarar o momento inoportuno, ele falou: 
        - Estamos apenas fazendo uma checagem final, Grampo. Dissemos  a
Gui e a Fleur que estamos indo amanh, e dissemos que no era necessrio
que se levantassem  para se despedirem.
        Eles foram insistentes nesta questo, pois  Hermione  precisaria
se transformar em Belatriz antes deles partirem, e o quanto menos Gui  e
Fleur soubessem ou  suspeitassem do que eles estavam  prestes  a  fazer,
melhor. Eles avisaram que no voltariam.  Como  eles  perderam  a  velha
barraca de Perkins na noite em que foram  pegos    pelos  Raptores,  Gui
emprestou a eles uma outra. Agora ela estava na  mochila.  Harry  estava
impressionado em descobrir como Hermione a tinha protegido dos  Raptores
simplesmente escondendo dentro da meia.
        Embora ele fosse sentir falta de Gui, Fleur, Luna  e  Dino,  sem
mencionar os confortos vividos nas ltimas semanas, Harry estava ansioso
para escapar do confinamento  do Chal das Conchas. Ele  estava  cansado
de ficar se certificando de que no estavam sendo  ouvidos,  cansado  de
ficar trancado num pequeno quarto escuro. Alm de  tudo, ele  queria  se
livrar de Grampo. Entretanto, precisamente como e quando  eles  deveriam
partir sem que o duende desse falta da espada  de  Gryffindor,  era  uma
questo  que ficava sem resposta. Era  impossvel  descobrir  como  eles
iriam fazer isso, porque  o  duende  raramente  deixava  Harry,  Rony  e
Hermione a ss por mais de cinco minutos.
        - Ele poderia dar aula para minha me, - murmurou Rony  enquanto
os longos dedos do  duende  apareciam  na  fresta  das  portas.  Com  os
conselhos de Gui em mente,  Harry no  poderia  ajudar  suspeitando  que
Grampo estivesse  espera por uma oportunidade  de  trapacear.  Hermione
desaprovou o que foi planejado to firmemente que    Harry  desistiu  de
colocar os esforos dela na melhor forma de fazer isto; Rony, em um  dos
raros momentos em que eles ficavam  livres  de  Grampo,  veio  com  nada
melhor  que: - Ns simplesmente teremos que proteg-la, companheiro.
        Harry dormiu mal naquela noite. Acordado  durante  as  primeiras
horas, ele pensou em como estava se sentindo na noite anterior  invaso
do Ministrio da Magia  e lembrou com uma determinao quase  excitante.
Agora ele experimentava dvidas surpreendentes: Ele no poderia  afastar
o medo de que tudo estivesse dando errado.  Ele continuava dizendo a  si
mesmo que o plano era bom, que Grampo  sabia  bem  o  que  eles  estavam
armando, que eles estavam bem preparados para todas as dificuldades  que
eles provavelmente encontrariam, mas mesmo assim se sentia inquieto. Uma
ou duas vezes ele percebeu a inquietao de Rony e teve certeza  de  que
ele tambm estava  acordado, mas eles estavam  dividindo  o  quarto  com
Dino, ento eles no disse nada.
        Foi um alvio quando, s seis horas, eles puderem sair dos  seus
sacos de dormir, se vestiram na penumbra, e foram para  o  jardim  aonde
encontraram Hermione  e Grampo. O tempo estava agradvel, mas havia  uma
leve brisa, j que era maio.  Harry  observava  as  estrelas  que  ainda
brilhavam palidamente no cu escuro, ouvindo  o barulho das ondas do mar
batendo contra o penhasco. Ele sentiria falta deste som. 
        Pequenos galhos verdes os foravam  a  subir  atravs  da  terra
vermelha do tmulo de Dobby, em  um  ano  o  monte  estaria  coberto  de
flores. A pedra branca que  escreveu o nome do elfo j  havia  adquirido
uma aparncia desgastada. Ele percebeu que  dificilmente  eles  poderiam
ter conseguido um lugar mais bonito para que  Dobby    descansasse,  mas
Harry sentiu dor e tristeza ao pensar em  deix-lo  para  trs.  Olhando
para o tmulo, ele desejou  saber  como  o  elfo  soube  aonde  ir  para
resgat-los.  Seus dedos se mexeram  inconscientemente  para  a  pequena
bolsa ainda presa em seu pescoo, atravs do qual  ele  podia  sentir  o
fragmento do espelho pontudo no qual  ele teve certeza de  ter  visto  o
olho de Dumbledore. Procurou em volta ao ouvir o som  de  uma  porta  se
abrindo.
        Belatriz Lestrange estava andando rapidamente atravs  da  relva
na direo deles, acompanhada por Grampo. Enquanto ela andava, enfiava a
pequena bolsa dentro  do bolso de dentro de um outro conjunto de  velhas
tnicas que eles trouxeram do Largo Grimmauld.  Apesar  de  Harry  saber
perfeitamente bem que aquela era Hermione,   ele  no  podia  conter  um
calafrio de dio. Ela era mais alta do  que  ele,  seus  negros  cabelos
ondulados descendo pelas costas, plpebras pesadamente desdenhosas, como
se estivessem fixos sobre ele; mas quando  ela  falou,  e  ele  ouviu  a
Hermione atravs da baixa voz de Belatriz.
        - Ela tem um gosto horrvel, pior do que raiz de cuia. Ok, Rony,
venha aqui para que eu possa lhe...
        - Certo, mas no se esquea que eu  no  gosto  da  barba  muito
comprida.
        - Oh, pelo amor de Deus, no se trata de parecer bonito.
        - No  isso,  que atrapalha! Mas eu gostaria do meu  nariz  um
pouco menor, tente, e faa do mesmo jeito que voc fez a ltima vez.
        Hermione suspirou e comeou com a trabalhar, murmurando sob  sua
respirao enquanto transformava vrios aspectos da aparncia  de  Rony.
Ele deveria ganhar  uma identidade completamente falsa, e  eles  estavam
contando com a maligna atmosfera lanada por Belatriz  para  proteg-lo.
Enquanto isso, Harry e Grampo iriam estar   escondidos  sob  a  Capa  da
Invisibilidade.
        - Pronto, - disse Hermione. - Como ele est, Harry?
        Era possvel distinguir Rony debaixo do  seu  disfarce,  mas  s
porque, Harry pensou, ele o conhecia muito bem. O cabelo de  Rony  agora
estava comprido e cheio,  tinha barba e bigode castanhos e grossos,  sem
sardas, nariz pequeno e largo e grossas sobrancelhas.
        - Bem, ele no faz o meu tipo, mas vai servir, - disse Harry.  -
Devemos ir, ento?
        Os  trs  olharam  de  volta  para  o  Chal  das  Conchas,  que
permanecia escura e em  silncio  sob  as  plidas  estrelas,  ento  se
viraram e comearam a caminhar em  direo  ao  ponto,  alm  da  parede
limite, onde o Feitio Fidelius parava  de  funcionar  e  eles  estariam
aptos para Desaparatar.
        Quando passaram do porto, Grampo falou:
        - Eu devo subir agora, Harry Potter, suponho?
        Harry se abaixou e o duende subiu nas  suas  costas,  suas  mos
grudadas no pescoo de Harry. Ele no era pesado mas Harry  no  gostava
da sensao do duende  e da surpreendente fora com que ele se segurava.
Hermione tirou a Capa da Invisibilidade de dentro da  bolsa  e  a  jogou
sobre eles.
        - Perfeito, - ela disse, balanando a capa para conferir os  ps
de Harry. - No d para ver nada. Vamos.
        Harry se virou e continuou  a  caminhada  com  Grampo  nos  seus
ombros, se concentrando totalmente no Caldeiro Furado, a hospedaria que
era a entrada do Beco  Diagonal. O duende  se  segurava  cada  vez  mais
forte conforme eles iam  entrando  na  escurido  compressora;  segundos
depois os ps de Harry encontraram a calada, eles  chegaram  a  Estrada
Charing Cross. Trouxas passavam apressados com expresses derrotadas  no
incio da manh, completamente inconscientes da  existncia  da  pequena
hospedaria.
        O bar do Caldeiro Furado estava quase deserto. Tom, o  corcunda
e desdentado senhorio, estava polindo os copos atrs do balco  do  bar;
dois bruxos que conversavam  em voz baixa  num  canto  distante  olharam
para Hermione e voltaram para a escurido.
        - Madame Lestrange, - murmurou Tom, e  ento  Hermione  parou  e
inclinou a cabea subservientemente.
        - Bom dia, - disse Hermione, e  enquanto  Harry  passava,  ainda
carregando Grampo nas costas debaixo  da  Capa  da  Invisibilidade,  ele
percebeu que Tom parecia  surpreso.
        - Muito educada, - Harry sussurrou no ouvido de Hermione  quando
eles saiam da penso em direo  ao  pequeno  quintal.  -  Voc  precisa
tratar as pessoas como  se elas fossem lixo!
        - Ok, ok!
        Hermione ergueu a varinha de Belatriz e  bateu  rapidamente  num
tijolo indefinvel da parede em frente a eles. De  repente,  os  tijolos
comearam a girar e rodopiar:   um  buraco  apareceu  no  meio  deles  e
crescia cada vez mais formando finalmente um portal  para  uma  estreita
rua, que era o Beco Diagonal.
        Tudo estava quieto, era quase na hora das lojas  abrirem,  havia
apenas alguns poucos compradores. A sinuosa rua estava  muito  diferente
agora comparando com  o lugar animado que Harry conheceu  antes  do  seu
primeiro ano em Hogwarts, muitos anos antes. Mais  lojas  do  que  nunca
haviam sido inauguradas, apesar de alguns estabelecimentos  dedicados as
Artes das Trevas terem sido criados desde a sua ltima visita.  O  rosto
de Harry resplandecia  nos  cartazes  que  estavam  colados  nas  vrias
janelas, todos  titulados com as palavras INDESEJVEL NMERO UM.
        Algumas pessoas maltrapilhas estavam  sentadas  desordenadamente
nas portas. Ele os escutava gemendo para  os  transeuntes,  pedindo  por
ouro, insistindo que  eram  bruxos  de  verdade.  Um  homem  possua  um
curativo ensangentado acima do olho.
        Na medida em que eles caminhavam ao longo da  rua,  os  pedintes
olhavam para Hermione. Eles pareciam desaparecer sem  serem  notados  na
frente dela, esboado  m sorte em seus rostos e fugindo o  mais  rpido
que eles podiam. Hermione olhou curiosamente para eles, at que o  homem
com o curativo ensangentado no olho chegou  atordoado atravessando  seu
caminho. 
        - Minhas crianas, - ele berrou, apontando para ela. A voz  dele
era dissonante e alta, soava perturbado. - Onde esto minhas crianas? O
que ele fez com  elas? Voc sabe, voc sabe!
        - E-eu, realmente... - gaguejou Hermione.
        O homem disparou para cima dela, alcanando seu pescoo.  Ento,
com uma pancada e uma exploso de luzes vermelhas ele  foi  jogado  para
trs, caindo na calada,  inconsciente. Rony estava imvel, sua  varinha
ainda estendida e com uma visvel expresso de choque  por  de  trs  da
barba. Rostos apareceram nas janelas dos dois  lados da rua, enquanto um
pequeno grupo  de  bruxos  com  boa  aparncia,  que  estavam  passando,
reuniram  suas  tnicas  sobre  eles,  comearam  a  andar  rapidamente,
ansiosos  por acabarem com a cena.
        A chegada deles no Beco  Diagonal  no  poderia  ter  sido  mais
notvel; por um momento Harry ponderou se no  seria  melhor  eles  irem
embora agora e tentar pensar  em  um  plano  diferente.  Antes  que  ele
pudesse se mexer ou falar com seus amigos eles escutaram um grito  atrs
deles.
        - Por que, Madame Lestrange?
        Harry olhou a volta e Grampo apertou ainda mais seu pescoo:  um
bruxo alto e magro, com cabelos longos e grisalhos na parte superior  da
cabea, nariz pontudo,  estava andando rapidamente na direo deles.
        - Este  Travers, - assobiou o duende no ouvido  de  Harry,  mas
naquele momento Harry no podia pensar em quem era Travers. Hermione  se
ergueu e disse com  todo o desdm que ela conseguiu reunir:
        - E o que voc quer?
        Travers parou no lugar em que estava, claramente afrontado.
        - Ele  outro Comensal da Morte, -  sussurrou  Grampo,  e  Harry
andou de lado para poder repetir a informao no ouvido de Hermione.
        -  Eu  vim  simplesmente  lhe  cumprimentar,  -  disse   Travers
calmamente, - mas se minha presena no for bem-vinda...
        Harry reconheceu agora sua voz. Travers era um dos Comensais  da
Morte que foram convocados para a casa do Xenfilo.
        - No, no,  de  maneira  nenhuma,  Travers,  -  disse  Hermione
rapidamente, tentando consertar seu erro. - Como vai voc?
        - Bem, confesso que estou surpreso por ver voc fora e to  bem,
Belatriz.
        - Verdade? Por qu? - perguntou Hermione.
        - Bem, - Travers tossiu, - eu ouvi que os habitantes  da  Manso
dos Malfoy estavam confinados na casa, depois do... eh... da fuga.
        Harry desejou que Hermione mantivesse a calma e tivesse  cabea.
E se isso fosse verdade, e Belatriz no devesse estar em pblico...
        - O  Lorde  das  Trevas  perdoa  aqueles  que  o  serviram  mais
fielmente no passado, - falou Hermione numa magnfica imitao  da  mais
impetuosa maneira de Belatriz.  - Talvez, Travers, seu crdito  com  ele
no seja to bom quanto o meu. Apesar do Comensal ter parecido  ofendido
tambm pareceu menos desconfiado. Ele fitou   o  homem  que  Rony  havia
acabado de atordoar.
        - Como isso ofendeu voc?
        - Isso no importa, ele no far  novamente,  -  disse  Hermione
calmamente.
        - Alguns desses sem varinha  podem  ser  preocupantes,  -  disse
Travers. -Enquanto eles no fazem  nada  a  no  ser  pedir,  no  tenho
nenhuma oposio; mas um deles  de fato me pediu  para  defender  o  seu
caso no Ministrio semana passada. "Eu sou uma bruxa, senhor, eu sou uma
bruxa, deixe-me provar isso a voc!"  -  ele  disse  em    uma  imitao
estridente. - Como se eu fosse dar a ela minha varinha... mas a  varinha
de quem, -  disse  Travers  curiosamente,  -  voc  est  usando  agora,
Belatriz? Eu  ouvi dizer que a sua foi...
        - Eu estou com a minha varinha aqui - disse Hermione  friamente,
erguendo a varinha de Belatriz. - Eu no sei quais  rumores  voc  andou
ouvindo, Travers, mas  voc parece bastante mal informado.
        Travers parecia um pouco abatido com aquilo, ento se virou para
Rony.
        - Quem  seu amigo? No o reconheo.
        - Este    Dragomir  Despard,  -  disse  Hermione;  eles  haviam
decidido que um estrangeiro fictcio era o disfarce perfeito  para  Rony
assumir. - Ela fala muito  pouco ingls, mas ele est na simpatia com os
objetivos do Lorde das Trevas. Ele veio da Transilvnia para  ver  nosso
novo regime.
        - No me diga! Como vai Dragomir?
        - E voc? - disse Rony, erguendo a mo.
        Travers estendeu dois dedos e apertou a  mo  de  Rony  como  se
estivesse com medo de se sujar.
        - Ento, o que traz voc e... eh... seu simptico amigo ao  Beco
Diagonal to cedo? - perguntou Travers.
        - Eu preciso ir ao Gringotes, - disse Hermione.
        - Ah, eu tambm! - disse  Travers.  -  Ouro,  imundo  ouro.  No
podemos viver  sem  ele,  eu  confesso  que  lamento  a  necessidade  de
harmonizar com nossos amigos de  dedos longos.
        Harry sentiu Grampo bater as mos apertando sua garganta.
        -  Vamos?  -  disse  Travers,  gesticulando  para  que  Hermione
passasse.
        Hermione no tinha outra escolha se no segui-lo e  acompanh-lo
ao longo da sinuosa rua at o lugar onde  o  Gringotes  branco  de  neve
permanecia acima das  outras pequenas lojas. Rony  inclinou-se  ao  lado
deles, e Harry e Grampo os seguiram.
        Um atento Comensal da Morte os vigiando era a ltima  coisa  que
eles precisavam, e o pior era que  com  Travers  ao  lado  de  quem  ele
acreditava ser Belatriz  Lestrange no teria como Harry se comunicar com
Hermione ou Rony. Logo eles chegaram  base da  escada  de  mrmore  que
levava s grandes portas de bronze. Assim como  Grampo os havia avisado,
os plidos duendes que costumavam guardar a entrada haviam sido trocados
por dois bruxos, ambos seguravam longos e dourados bastes. 
        - Ah, sondas, - apontou Travers teatralmente, - to grosseiro...
mas to eficiente!
        E ele subiu os degraus, abaixando a cabea para direita  e  para
esquerda de forma a cumprimentar os bruxos, que  levantavam  os  bastes
dourados e passavam  de cima a baixo do  seu  corpo.  As  sondas,  Harry
sabia,  que  detectavam  feitios  de  ocultamento  e  objetos   mgicos
escondidos. Ciente de que ele s  teria  alguns  segundos,    apontou  a
varinha de Draco para cada um dos guardas e sussurrou  "Confundus"  duas
vezes. Imperceptvel por Travers, que estava olhando para as  portas  de
bronze no  hall menor, cada um dos guardas deu  um  pequeno  sobressalto
quando o feitio os atingiu.
        Os negros cabelos de Hermione ondulavam atrs dela enquanto  ela
subia as escadas.
        - Um momento, madame! - disse o guarda erguendo sua sonda.
        - Mas se voc acabou de me passar isso! - disse Hermione  com  a
voz  arrogante  de  Belatriz.  Travers  olhou  ao  redor,   sobrancelhas
levantadas. O guarda estava  confuso, olhou para a fina e dourada  sonda
e ento disse para  o  guarda  que  lha  fazia  companhia  com  uma  voz
levemente aturdida:
        - Sim, voc acabou de chec-los, Mrio.
        Hermione desviou adiante. Rony  ao  seu  lado,  Harry  e  Grampo
andando invisveis atrs deles. Harry olhou para os  bruxos  depois  que
passaram pela entrada. Ambos  coavam a cabea.
       Dois duendes haviam levantado ao  final  das  portas  interiores,
feitas de prata, e transmitiam um  aviso  de  horrvel  retaliao  para
potenciais gatunos. Harry  olhava aquilo, e uma lembrana repentina veio
at ele: estava neste mesmo local, no dia que ele tinha completado  onze
anos, o mais maravilhoso aniversrio de sua  vida, Hagrid em p ao  lado
dele dizendo. "Como eu disse, s um  louco  tentaria  roubar  isso  a".
Gringotes tinha parecido um lugar de sonho  nesse  dia,  o  encantamento
aumentou quando descobriu a quantidade de ouro que  ele  tinha  e  nunca
havia tido  conhecimento,  e  nunca  por  um  instante  ele  sonhou  que
retornaria para roubar... Mas  em segundos eles eram levados em um amplo
corredor do banco coberto de mrmore.
       O comprido balco estava repleto de  duendes  sentados  em  altas
cadeiras, atendendo os primeiros  clientes  do  dia.  Hermione,  Rony  e
Travers iam em direo a  um velho duende  que  estava  a  examinar  uma
espessa moeda de ouro atravs de  seus  culos.  Hermione  permitia  que
Travers mantivesse  passo    frente  dela  no  pretexto    de  explicar
caractersticas do lugar para Rony.
       O duende atirou a moeda que segurava de lado, disse a ningum  em
particular "Leprechaun", e ento cumprimentou  Travers,  que  lhe  cedeu
ento uma minscula  chave dourada, que foi examinada e devolvida. 
       Hermione passou adiante.
       - Sra. Lestrange! - disse o duende,  evidentemente  assustado.  -
Perdo! Co-como posso ajud-la?
        - Eu desejo abrir o meu cofre - disse Hermione.
       O velho duende pareceu recuar um pouco. Harry olhou em volta. No
s Travers estava de volta, observando, mas vrios duendes deixaram seus
afazeres para fitar  Hermione.
        - Voc tem... identificao? - perguntou o duende.
       - Identificao?! Eu... Eu nunca fui questionada  a  respeito  de
identificao antes... - disse Hermione.
       - Eles desconfiam! - sussurrou Grampo ao ouvido de Harry. -  Eles
temem ser enganados por um impostor!
       - Sua varinha  suficiente, madame, - disse o duende. Ele conteve
um leve tremor na mo, e Harry sabia que os duendes de Gringotes estavam
cientes de que  a varinha de Belatriz havia sido furtada.
       - Agora, agora, - disse Grampo ao ouvido de Harry, -  a  maldio
Imperius!
       Harry levantou a varinha por baixo  da  capa,  mirando  no  velho
duende, e sussurrou, pela primeira vez na sua vida "Imperius!".
       Uma curiosa sensao passou pelo brao de Harry, uma impresso de
formigamento, calor que parecia fluir a partir de sua mente, as artrias
e veias lhe conectando  at a varinha e a maldio foi lanada. O duende
pegou a varinha de Belatriz, examinado-a de perto, e dizendo:
       - Ah , voc tem uma nova varinha, Sra. Lestrange!
       - O que? - disse Hermione. - No, no, essa  minha...
       - Uma nova varinha? - disse Travers, aproximando-se do balco  de
novo; ainda com os duendes a observ-lo  por  toda  parte.  -  Mas  como
poderia ter feito, com  que fabricante de varinhas voc conseguiu?
       Harry agiu sem pensar: Apontando sua varinha  para  Travers,  ele
murmurou "Imperius!" mais uma vez.
       - Oh sim, eu vejo, - disse Travers , olhando para  a  varinha  de
Bellatriz, - sim, muito bonita. E est trabalhando bem? Eu sempre pensei
que varinhas precisam  ser "amansadas", no ?
       Hermione olhou completamente confusa, mas para o enorme alvio de
Harry ela aceitou a bizarra reviravolta dos acontecimentos sem comentar.
       O velho duende atrs do balco bateu  palmas  e  um  duende  mais
jovem se aproximou.
        - Eu devo precisar os  Clankers,  -  disse  ao  duende,  que  se
afastou e regressou a seguir com uma bolsa de couro  que  parecia  estar
cheio de metal tilintando,  que ele entregou ao  seu  Sr.  -  Bom,  bom!
Assim, queira seguir-me, Sra. Lestrange, - disse o velho duende saltando
do seu assento e desaparecendo de vista. -  Eu  devo    lev-la  ao  seu
cofre.
       Ele apareceu  no  final  do  balco,  caminhando  alegremente  em
direo a eles, o contedo da bolsa de couro ainda estrepitava.  Travers
estava agora levantando  silenciosamente ainda  de  queixo  cado.  Rony
estava  prestando  ateno  para  este  estranho  fenmeno  que  era   a
desateno de Travers com confuso.
        - Espere... Bogrod!
       Outro duende veio apressado em torno do balco.
        - Ns temos instrues, - ele dizia com um olhar para  Hermione.
- Perdoe-me, Senhora, mas tem havido recomendaes especiais a  respeito
do cofre dos Lestrange.
       Ele sussurrou urgentemente no ouvido de Bogrod, mas o duende  sob
a maldio Imperius o ignorou, desligado.
       - Estou ciente das instrues. Sra. Lestrange deseja visitar  seu
cofre. Famlia muito antiga... velhos clientes... Por aqui, por favor...
       E, ainda tilintando, apressou-se em  direo  a  uma  das  muitas
portas do salo. Harry olhou atrs para Travers, o qual era ainda fixava
o local com um olhar  anormalmente perdido, e tomou sua deciso. Com  um
toque em sua varinha ele fez Travers vir com eles, andando mansamente no
encalo deles ao alcanarem a porta e  atravessar uma passagem de  pedra
adiante, que era acesa com archotes flamejantes.
       - Estamos em apuros: eles suspeitam, - disse Harry  assim  que  a
porta fechou atrs deles e ele puxou sua Capa da Invisibilidade.  Grampo
deu de ombros: nem    Travers  nem  Bogrod  mostraram  sequer  uma  leve
surpresa ao repentino aparecimento de Harry Potter ao  centro  deles.  -
Eles esto sob Imperius, - ele adicionou, em resposta  a Hermione e Rony
que estavam confusos sobre Travers e Bogrod, estavam ambos agora olhando
o vazio. - Eu no acho que eu fiz aquilo fortemente o suficiente, eu no
sei...
       E outra lembrana veio  em  sua  mente,  a  verdadeira  Bellatriz
Lestrange gritando a ele quando ele tinha pela primeira vez tentado usar
uma Maldio Imperdovel:  "Voc precisa desejar, Potter!"
       - O que faremos? - perguntou Rony. -  Ns  deveramos  cair  fora
enquanto podemos?
       - Se ns podemos, - disse Hermione , olhando para trs em direo
a porta que dava para o salo principal, alm do qual eles sabiam o  que
estava acontecendo.
       - Ns j fomos longe, eu digo  que  devemos  continuar.  -  disse
Harry.
       - Bom! - disse Grampo. - Ento  ns  precisamos  do  Bogrod  para
controlar o carrinho; eu no tenho  a  autoridade.  Mas  l  no  haver
aposentos para o bruxo.
       Harry apontou sua varinha para Travers.
        - Imperius!
       O bruxo desviou e saiu ao longo da  escurido  a  caminho  em  um
caminhar elegante.
        - O que voc est fazendo com ele?
        - Esconda-se, - disse Harry apontando sua varinha para Bogrod, o
qual apitou para convocar um carrinho que veio  em  direo  a  eles  na
escurido. Harry estava  certo que ele podia ouvir berros atrs deles no
salo principal, eles  subiram  com  dificuldade,  Bogrod    frente  de
Grampo, Harry, Rony, e Hermione abarrotados atrs.
       Com um solavanco o carrinho se moveu, ganhando  velocidade:  eles
passaram rapidamente por Travers, que estava se retorcendo  para  dentro
de uma rachadura na  parede, quando ento o carrinho comeou a rodar e a
girar pelo labirinto das passagens,  escorregando  para  baixo  o  tempo
todo. Harry no conseguia escutar nada alm  do chacoalhar  do  carrinho
nos trilhos: seu cabelo voava para  trs,  enquanto  eles  desviavam  de
estalactites*, voando cada  vez  mais  para  baixo  da  terra,  mas  ele
continuava  olhando para trs. Eles deveriam tambm ter  deixado  vrias
pegadas para trs; quanto mais ele pensava a respeito, mais tola parecia
a idia de ter disfarado Hermione   de  Bellatriz,  de  ter  trazido  a
varinha  dela,  quando  os  comensais  da  morte  sabiam  quem  a  havia
roubado...
       Eles estavam mais profundo do que Harry jamais havia penetrado em
Gringotes; eles olharam para o marcador de velocidade na curva e viram 
sua frente, com  alguns segundos  de  distancia,  uma  cascata  de  gua
caindo sobre os trilhos. Harry ouviu Grampo gritar "No!", mas no havia
freio. Eles passaram zunindo atravs ela.  A gua encheu os  olhos  e  a
boca de Harry: ele no podia ver ou respirar. Ento, com uma virada para
o lado terrvel, o carrinho sacudiu, eles foram  todos  lanados    para
fora. Harry ouviu o carro se estraalhar em  pedaos  contra  a  parede,
ouviu Hermione gritar alguma coisa, e se viu deslizar para o  cho  como
se no tivesse peso,  caindo sem dor no solo rochoso da passagem.
       - Feitio de amortecimento, - Hermione balbuciou, enquanto Rony o
levantava, mas para o terror de Harry ele  viu  que  ela  no  era  mais
Belatriz: ao contrrio,  ela estava parada l, com vestes muito  largas,
encharcada e completamente ela mesma; Rony  estava  ruivo  e  sem  barba
novamente. Eles estavam percebendo isso olhando   uns  para  os  outros,
sentindo suas prprias faces.
       - A Runa do Ladro! - disse Grampo, levantando-se e  olhando  de
volta para o dilvio sobre os trilhos, o qual, Harry saiba agora,  havia
sido mais do que gua.  - Ela lava  todos  os  encantamentos,  todas  as
ocultaes mgicas. Eles sabem que  h  impostores  em  Gringotes,  eles
mandaram defesas contra ns.
       Harry viu Hermione checar se ainda tinha a bolsa,  e  rapidamente
enfiou a mo dentro da jaqueta para se assegurar de que  ainda  tinha  a
capa de invisibilidade.  Ento ele se virou para  ver  Bogrod  balanado
sua cabea de perplexidade: A Runa do Ladro parecia t-lo libertado da
Maldio Imperius.
        - Ns precisamos dele, - disse Grampo, - Ns no podemos  entrar
no cofre sem um duende de Gringotes. E ns precisamos dos Clankers.
       - Imperius! - disse Harry novamente; sua voz ecoou pela  passagem
de pedra enquanto ele sentia novamente a sensao de controle mental que
flua do crebro  para a varinha. Bogrod submeteu-se mais uma vez   sua
vontade, a expresso confusa  de  seu  rosto  foi  substituda  por  uma
educada indiferena, enquanto Rony se apressava  em  pegar  a  bolsa  de
couro com as ferramentas de metal.
       - Harry, eu acho que estou escutando pessoas  chegando!  -  disse
Hermione e apontou a varinha de Belatriz para a parede de gua e  gritou
"Protego!". Eles viram  o feitio escudo  quebrar  a  corrente  de  gua
encantada enquanto bloqueava a passagem.
       - Boa idia! - disse Harry. - Mostre-nos o caminho Grampo!
       - Como    que  ns  vamos  conseguir  sair  daqui  novamente?  -
perguntou Rony enquanto eles apressavam seus ps na direo  do  duende,
Bogrod ofegando como um cachorro  velho.
       - Vamos nos preocupar com isso somente quando tivermos que fazer.
- Disse Harry. Ele estava tentando escutar: achava que estava  escutando
alguma coisa batendo  e se movendo nas proximidades.  -  Grampo,  quanto
mais?
       - No muito, Harry Potter, no muito.
       Ento eles dobraram em uma esquina e  viram  a  coisa  que  Harry
estava preparado para ver, mas que ainda assim fez com que eles parassem
sobressaltados. Um drago gigante estava amarrado ao solo  em  frente  a
eles, barrando o acesso a quatro ou cinco dos cofres mais  profundos  do
lugar. As escamas da fera haviam  se    tornado  plidas  e  esfoliadas,
durante seu longo crcere sob o solo, seus olhos eram rosa  leitoso;  as
duas patas traseiras estavam caladas com  pesados  punhos  dos    quais
saiam correntes  levando  at  pregos  enormes,  cravados  profundamente
dentro do cho rochoso. Suas grandes asas espetadas,  dobradas  fechadas
perto de seu corpo,  encheriam a cmara se ele as espalhasse,  e  quando
ele virou sua feia cabea da direo dos garotos, rosnou com um  barulho
que fez a rocha tremer, abriu sua boca  e cuspiu um  jato  de  fogo  que
mandou os garotos correndo de volta pela passagem.
       - Ele  parcialmente cego, - ofegou  Grampo,  -  mas  ainda  mais
selvagem por causa disso, no entanto, ns temos  meios  de  control-lo.
Ele foi ensinado sobre  o que esperar quando os  Clankers  aparecem,  me
entregue eles.
       Rony passou a maleta para Grampo, e o duende puxou para  fora  um
grande nmero de pequenos instrumentos metlicos que  quando  balanados
faziam um longo barulho  como se  miniaturas  de  martelos  batessem  em
bigornas. Grampo entregou-os: Bogrod aceitou docilmente.
       - Vocs sabem o que fazer, - Grampo  falou  para  Harry,  Rony  e
Hermione. - Ele vai esperar pela dor quando escutar o barulho.  Ele  vai
recuar, e Bogrod deve  colocar a palma dele sob a porta do cofre.
       Eles avanaram pela esquina novamente, balanando os Clankers,  e
o barulho ecoou pelas paredes rochosas, enormemente ampliado, tanto  que
a o crnio de Harry  pareceu vibrar com ele. O drago  soltou  um  outro
rugido rouco, ento recuou. Harry podia v-lo tremendo, e quando eles se
aproximaram ele pde ver as cicatrizes  feitas por vrias queimaduras na
sua face, e adivinhou que  ele  havia  sido  ensinado  a  temer  espadas
quentes quando escutasse o som dos Clankers.
       - Faa-o pressionar sua mo contra a porta, - Grampo gritou  para
Harry, que virou sua varinha  na  direo  de  Bogrod.  O  velho  duende
obedeceu, pressionando  sua palma contra a madeira, e a porta  do  cofre
derreteu, revelando a entrada de uma caverna, abarrotada do cho ao teto
por moedas e globos de ouro, armaduras de    prata,  pele  de  estranhas
criaturas - algumas com longas caudas,  outras  com  asas  encurvadas  -
poes em frascos de jias, e uma caveira  ainda  usando  uma  coroa.  -
Procurem rpido! - disse Harry quando eles todos  entraram  correndo  no
cofre. Ele havia descrito a taa de Hufflepuff para Rony e Hermione, mas
se tambm houvesse  a outra Horcrux desconhecida naquele cofre, ele  no
sabia como ela se pareceria. Ele mal teve tempo para olha ao  redor,  no
entanto, antes que houvesse um barulho  abafado  atrs  deles:  a  porta
tinha reaparecido, selando-os dentro do cofre, mergulhando-os numa total
escurido. 
       - No tem problema, Bogrod vai ser capaz de nos libertar! - disse
Grampo, quando Rony deu um grito de surpresa. - Acendam  suas  varinhas,
vocs no podem fazer  isso? Vamos, no temos muito tempo!
       - Lumus!
       Harry percorreu sua varinha iluminada ao redor do cofre:  o  raio
de luz  caa  sobre  jias  cintilantes;  ele  viu  a  espada  falsa  de
Gryffindor deitada em uma estante  alta entre uma confuso de correntes.
Rony e Hermione haviam acendido suas varinhas tambm,  e  estavam  agora
examinando a pilha de objetos que os rodeava.
       - Harry, isto poderia ser... ? Aargh!
       Hermione gritou de dor, e Harry virou  sua  varinha  para  ela  a
tempo de ver um globo de jia caindo de sua mo. Mas quando ele caiu,  o
cho foi coberto com  globos idnticos, rolando em  todas  as  direes,
impossvel de distinguir o original entre eles.
       - Isso me queimou! - lamentou Hermione,  chupando  os  dedos  com
bolhas.
       - Eles acrescentaram as maldies Germino e  Flagrante!  -  disse
Grampo.
       - Tudo aquilo que voc tocar vai queimar e se multiplicar, mas as
cpias so sem valor... e se voc continuar a segurar  o  tesouro,  ser
certamente esmagado  at a morte pelo peso do ouro se expandindo.
       - Ok, no toquem em nada! -  disse  Harry  desesperadamente,  mas
enquanto ele dizia isso,  Rony  acidentalmente  cutucou  um  dos  globos
cados com o seu p, e vinte  novos explodiram enquanto Rony saltava  no
lugar, parte de seus sapatos queimados pelo contato com o metal quente.
       - Fiquem parados, no se mexam! - disse Hermione, agarrando-se em
Rony.
       - Apenas olhem ao redor, - disse Harry. - Lembrem-se,  a  taa  
pequena e dourada, tem um texugo gravado nela, duas asas... de  qualquer
forma vejam se conseguem  localizar o smbolo  de  Ravenclaw  em  alguma
coisa, uma guia... 
         Eles direcionaram suas varinha para cada canto  e  cada  fenda,
girando cuidadosamente no mesmo lugar. Era impossvel  no  encostar  em
alguma coisa: Harry mandou  uma grande cascata de falsos galees para  o
cho, onde eles se juntaram aos globos, e agora havia  escassos  lugares
em que ele poderiam colocar seus ps, o ouro em   brasa  emanava  calor,
ento aquele cofre parecia uma fornalha.  A  luz  da  varinha  de  Harry
passando por escudos  e  capacetes  feitos  por  duendes,  colocados  em
estantes  que iam at o teto, eles levantavam o feixe de  luz  cada  vez
mais alto, at que de repente  ele  encontrou  um  objeto  que  fez  seu
corao e suas mo tremerem.
       - Est ali, ali em cima!
       Rony e Hermione apontaram suas varinhas para l tambm,  ento  a
pequena taa cintilava sob trs focos de luz: a  taa  que  pertenceu  a
Helga Hufflepuff, que  passou para a posse de Hepzibah  Smith,  de  quem
foi roubada por Tom Riddle.
       - E como diabos  que ns vamos chegar l em cima  sem  tocar  em
nada? - perguntou Rony.
       -  Accio  taa!  -  gritou  Hermione,  que  evidentemente   havia
esquecido o que Grampo  havia  lhe  contado  durante  a  preparao  dos
planos, por causa do desespero.
       - No adianta, no adianta! - resmungou o duende.
       - Ento o que a gente faz?! -  disse  Harry,  olhando  ferozmente
para o duende. - Se voc quer a espada, Grampo, ento voc vai  ter  que
nos ajudar mais do que...  espere!  Eu  posso  tocar  uma  coisa  com  a
espada? Hermione, me d ela aqui!
       Hermione remexeu atrapalhadamente suas vestes, puxou a  bolsa  de
contas, buscou minuciosamente por alguns  segundos  e  ento  retirou  a
brilhante espada. Harry  a agarrou por seu cabo de rubi e tocou a  ponta
da lmina em uma bandeira de prata que estava prxima,  a  qual  no  se
multiplicou.
       - Se ao menos eu pudesse passar a espada pela asa... mas  como  
que eu vou chegar at l em cima?
       A estante na qual a taa repousava  estava  fora  do  alcance  de
qualquer um deles, mesmo Rony, que era o mais alto. O calor dos tesouros
encantados subia  em ondas, e o suor descia pelo rosto e pelas costas de
Harry enquanto ele se esforava para encontrar um caminho rumo  taa, e
ento eles ouviram o drago rugir  do outro lado da porta do cofre, e  o
som tinindo mais e mais alto.
       Eles estavam verdadeiramente encrencados agora: no havia  nenhum
jeito de sair exceto  atravs  da  porta,  e  uma  multido  de  duendes
pareciam estar se aproximando  do outro lado da porta. Harry olhou  para
Rony e Hermione e sentiu o terror em seus rostos.
       - Hermione, - ele disse, enquanto o barulho ia ficando  cada  vez
mais alto, - eu preciso chegar ali em cima, ns  temos  que  nos  livrar
disso...
       Ela levantou  sua  varinha,  apontou  para  Harry,  e  sussurrou,
"Levicorpus."
       Suspenso no ar pelo  tornozelo,  Harry  atingiu  uma  armadura  e
replicas brotaram como brancos corpos  quentes,  enchendo  o  espao  j
abarrotado. Com gritos de  dor, Rony e Hermione, e os dois duendes foram
jogados para o lado na direo dos objetos, que tambm  comearam  a  se
replicar. Parcialmente enterrados em uma montanha  de tesouros vermelhos
e quentes, eles se esforaram e gritaram enquanto Harry enfiava a espada
pela asa da taa de Hufflepuff, prendendo-a na lmina.
       - Impervius! - guinchou Hermione numa tentativa de proteger a  si
mesma, Rony e os duendes do metal que queimava.Ento  o  pior  grito  de
todos fez Harry olhar  para baixo; Rony e Hermione estavam  perdidos  no
meio do tesouro, esforando-se para evitar que  Bogrod  deslizasse  para
baixo da montanha que crescia, mas Grampo havia  afundado para  fora  da
viso, e nada alm da ponta de longos dedos estava  mostra.
       Harry apanhou os dedos de Grampo  e  puxou.  O  duende  cheio  de
bolhas emergiu gradualmente, uivando.
       - Liberatucorpus! - gritou Harry, e com a  batida  ele  e  Grampo
caram na superfcie do tesouro que se avolumava, e a  espada  voou  das
mos de Harry.
       - Pegue ela! - Harry gritou, lutando contra a  dor  que  o  metal
quente  produzia  em  sua  pele,  quando  Grampo  escalou  seus   ombros
novamente, determinado a evitar  a crescente massa de objetos quentes. -
Onde est a espada? Ela est com a taa enganchada na lmina!
       O  barulho  do  outro  lado   da    cmara    estava    crescendo
assustadoramente... era tarde demais...
        - Aqui! 
       Foi Grampo que avistou ela e foi Grampo que deu o bote, e naquele
momento Harry soube que o duende nunca esperou que  eles  fossem  manter
sua palavra. Uma das  mos segurando firmemente um punhado de cabelo  de
Harry, para ter certeza de que ele no afundaria no  mar  de  calor  que
vinha do ouro que queimava, Grampo agarrou  o cabo da espada e  lanou-a
para fora do alcance de Harry.  A  pequena  taa  dourada  cortada  pela
lmina da espada foi arremessada pelo ar. O duende montou em Harry,  que
mergulhou e pegou a taa, e ainda que ele sentisse  ela  escaldando  sua
carne, ele no soltou  o  objeto,  mesmo  quando  inumerveis  taas  de
Hufflepuff caram de  seus pulsos, chovendo sobre ele quando  a  entrada
do cofre abriu e ele se viu caindo incontrolavelmente em  uma  avalanche
de ouro e prata ardentes, que trouxe ele,  Rony e Hermione para a cmara
externa.
       Pouco atento  dor das queimaduras que cobriam seu corpo, e ainda
suspenso sobre o volume de tesouros duplicados, Harry  empurrou  a  taa
para dentro de seu  bolso e tentou resgatar a espada, mas  Grampo  havia
partido. Deslizando pelos ombros de Harry no momento em  que  pde,  ele
saiu correndo rapidamente,  procurando  cobertura    entre  os  duendes,
brandindo a espada e gritando "Ladres! Ladres!  Ajuda!  Ladres!"  ele
desapareceu em meio  multido que avanava, todos eles usavam adagas  e
aceitaram-no  sem questionar.
       Deslizando pelo metal quente, Harry esforou-se para se  levantar
e sabia que o nico caminho para fora era por entre eles.
       - Estupefaa! - ele gritou, e Rony e Hermione se juntaram a  ele:
jatos de luz vermelha voaram na direo dos duendes,  e  alguns  caram,
mas outros avanaram,  e Harry viu vrios guardas bruxos  correndo  pela
esquina.
       O drago amarrado deixou escapar um  rugido,  e  uma  golfada  de
chama sobre os duendes; os bruxos voaram, tontos, de volta pelo  caminho
do qual eles haviam vindo.  E  uma  inspirao,  ou  loucura,  veio  at
Harry. Apontando sua varinha para os punhos que acorrentavam a  fera  ao
solo, ele gritou, "Relashio!" 
       Os punhos abriram-se com uma exploso alta.
       - Por aqui!  -  Harry  gritou,  e  continuou  a  lanar  feitios
estuporantes nos duendes que avanavam, ele correu rpido na direo  do
drago cego.
       - Harry... Harry... o que voc est fazendo? - gritou Hermione.
       - Sobe, sobe, vamos!
       O drago no tinha percebido que estava  livre.  O  p  de  Harry
encontrou o Grampo de suas pernas escondidas e puxou  a  si  mesmo  para
cima das costas do bicho.  As escamas  eram  duras  como  ao,  ele  nem
pareceu sentir isso. Ele esticou um brao; Hermione iou a si mesma para
cima, Rony escalou atrs deles e um segundo depois   o  drago  percebeu
que estava desamarrado.
       Com um rugido ele se levantou: Harry  afundou  em  seus  joelhos,
agarrando o mais forte que podia as escamas esfoliadas enquanto as  asas
se abriam, derrubando  os duendes que gritavam como pinos de boliche.  E
ento ele levantou vo.  Harry,  Rony  e  Hermione,  agarrados  em  suas
costas, roando o teto quando ele mergulhou atravs  da passagem aberta,
enquanto os duendes perseguidores atiravam adagas que  ricochetearam  em
seu flanco.
       - Ns nunca vamos sair daqui, ele    muito  grande!  -  Hermione
gritou, mas o drago abriu a boca e cuspiu fogo novamente,  queimando  o
tnel, cujo teto e cho  racharam e se despedaaram. Pela simples fora,
o drago encontrou seu caminho para fora.  Os  olhos  de  Harry  estavam
fechados fortemente por causa da poeira e  do    calor:  protegido  pela
quebra da rocha e pelos rugidos do drago ele apenas podia se agarrar s
costas do animal, esperando ser derrubado a qualquer momento, ento  ele
escutou Hermione gritar "Defodio!".
       Ela estava ajudando o drago a alargar a passagem,  entalhando  o
teto no esforo de  subir  em  direo  ao  ar  livre,  para  longe  dos
barulhentos e ruidosos duendes:  Harry e Rony a copiaram,  derrubando  o
teto com outros feitios. Eles passaram pelo lago subterrneo e a grande
besta rastejante que rosnava, pareceu sentir a liberdade  e o  espao  
sua frente, atrs deles a passagem estava cheia dos estragos do  drago,
destroados pela cauda, grandes pedaos de rocha, estalactites  gigantes
quebradas,  e o barulho dos duendes parecia ficar mais abafado, enquanto
 frente, o fogo do drago mantinha o progresso da fuga.
       E finalmente, por conta de seus constantes feitios  e  da  fora
bruta do drago, eles foraram seu caminho para fora  da  passagem  para
dentro do hall de mrmore.  Duendes e bruxos gritaram, correndo atrs de
proteo, e finalmente o drago tinha espao  para  esticar  suas  asas.
Virando sua cabea chifruda na direo do ar gelado  l de fora que  ele
podia sentir atravs da entrada, levando Harry, Hermione e  Rony,  ainda
agarrados s suas costas, ele forou seu caminho atravs das  portas  de
metal,  deixando-as  presas  e  balanando  pelas  dobradias,  enquanto
cambaleava para dentro do Beco Diagonal, lanando-se para o cu aberto.



       Crditos
       Traduo: Anja
       Reviso: Anja de novo! Hehehe


Captulo 27 - O Esconderijo Final


No havia formas de guiar, o drago no podia ver onde  estava  indo,  e
Harry sabia que se ele virasse bruscamente  ou  "rolasse"  no  ar  seria
impossvel manter-se nas  suas largas costas. Sem contar que eles subiam
cada vez mais alto, Londres se abria abaixo deles como  um  grande  mapa
cinza-esverdeado surgia em Harry um sentimento  de  gratido  pela  fuga
que tinha parecido impossvel. Abaixando-se ao longo do pescoo da fera,
ele se agarrou ainda mais s escamas metlicas e a brisa fresca era   um
blsamo para as suas queimaduras e sua pele empolada, as asas do  drago
batendo no ar como ps de moinhos.  suas costas, sem poder dizer se  de
prazer ou medo.  Ron continuava xingando com o mximo do volume  de  sua
voz e Hermione parecia estar chorando. 

Por volta de 5 minutos depois, Harry perdeu um pouco do medo inicial  do
drago derrub-los, pois parecia que o drago tinha a inteno de querer
lev-los o mais  longe da sua priso subterrnea quanto fosse  possvel,
mas a questo de como e quando eles iriam descer permanecia assustadora.
Ele no fazia idia de quanto tempo  drages podiam voar  sem  pousar  e
nem  como  este  drago  particularmente,  que  mal   podia    enxergar,
localizaria  um  bom  local  para  pousar.  Ele    olhava    em    volta
constantemente,  enquanto ele podia sentir  pinicar  o  lugar  onde  ele
estava sentado. 

Quanto tempo levaria para Voldemort descobrir que eles haviam  arrombado
o cofre dos Lestrange? Em quanto tempo os duendes de Gringotes avisariam
Bellatrix? Em quanto  tempo eles perceberiam o que havia  sido  roubado?
E,  ento,  quando  eles  descobririam  que  a  taa    dourada    havia
desaparecido? Voldemort saberia, finalmente, que eles   estavam  caando
as horcruxes. 

O drago parecia querer ar fresco e frio. Ele subiu at  estarem  voando
pelas frias nuvens e Harry no podia mais ver os  pontos  coloridos  que
representavam os carros  entrando e saindo da  capital.  Eles  voaram  e
voaram sobre campos que nada mais eram do que borres verdes e  marrons,
sobre estradas e rios que formavam a paisagem   atravs  de  listras  de
tons opacos e brilhantes.

"O que voc acha que ele esta  procurando?"  Ron  gritou  enquanto  eles
voavam cada vez mais ao norte.

"No tenho idia", Harry respondeu. Suas mos estavam  amortecidas  pelo
frio, mas ele no ousava trocar de posio. Ele tinha estado  ponderando
por algum tempo o  que eles poderia fazer  se  vissem  a  costa  do  mar
embaixo deles, se o drago se dirigisse para mar aberto, ele estava  com
frio e entorpecido, sem mencionar desesperadamente  faminto  e  sedento.
Quando, ele pensou, o drago havia feito sua ltima refeio? Certamente
ele precisaria se alimentar em pouco tempo?  E  o  que  aconteceria  se,
neste    ponto,  ele  percebesse  que  tinha  trs  humanos    altamente
comestveis sentados em suas costas? O sol desaparecia no cu que estava
se tornando ndigo; e enquanto o drago  continuava  voando,  cidades  e
vilarejos permaneciam longe do campo de viso bem embaixo    deles,  uma
enorme sombra deslizando sobre a terra como uma grande e  escura  nuvem.
Todas as partes do corpo de Harry doam com o esforo de se  agarrar  s
costas do  drago.

" minha imaginao" gritou Ron depois de um momento em silncio "ou ns
estamos perdendo altura?".

Harry olhou para baixo e  viu  montanhas  de  profundo  verde  e  lagos,
acobreados pelo pr-do-sol. A paisagem parecia ficar cada  vez  maior  e
detalhada assim que ele espiou  sobre o lado do drago, e  ele  imaginou
se o drago havia percebido a presena de gua fresca pelos  flashes  do
reflexo da luz do sol na gua.

Cada vez mais baixo o drago voava, em grandes  espirais,  parecendo  se
dirigir para um dos menores lagos.

"Minha opinio  de que pulemos quando ele  estiver  baixo  o  bastante"
Harry disse aos outros. "Direto  na  gua  antes  que  ele  perceba  que
estamos aqui".

Eles concordaram Hermione um pouco relutante, e agora Harry podia ver  a
grande barriga amarela do drago agitando a superfcie da gua.

"AGORA!"

Ele escorregou pelo lado do  drago  e  mergulhou  os  ps  primeiro  na
superfcie da gua; a queda foi maior do que ele estimava e ento  bateu
forte na gua, afundando  como uma pedra num mundo gelado, verde e cheio
de algas. Ele nadou em direo a  superfcie  e  emergiu  ofegante,  viu
enormes ondulaes circulares na gua onde Ron  e Hermione haviam cado.
O drago no parecia ter notado nada, e j estava a uns cinqenta metros
de distncia, voando baixo sobre o lago para  abocanhar  gua  em    seu
focinho cheio  de  cicatrizes.  Assim  que  Ron  e  Hermione  emergiram,
respirando com dificuldade e ofegando, das profundezas do lago, o drago
voou, suas asas batendo  forte, e pousou por fim em uma margem distante.

Harry, Ron e Hermione se dirigiram  margem oposta. O lago  no  parecia
ser fundo, logo era mais uma questo de conseguir passar pelas  algas  e
lama do que de nadar,  por fim, eles se jogaram, encharcados,  ofegantes
e exaustos, na grama escorregadia.

Hermione caiu, tossindo e tremendo.  Embora  Harry  pudesse  sentir  que
poderia deitar e dormir  feliz,  ele  cambaleou,  puxou  sua  varinha  e
comeou a conjurar os feitios  protetores de sempre ao redor deles.

Quando terminou, ele se juntou aos outros. Era a primeira vez que ele os
via propriamente desde que escaparam do cofre.  Os  dois  tinham  srias
queimaduras vermelhas  por todo o rosto e braos, e suas roupas  estavam
chamuscadas em  algumas  partes.  Eles  se  contraiam  de  dor  enquanto
aplicavam a essncia de mortio em suas muitas  feridas. Hermione passou
a garrafa para Harry, e depois pegou trs garrafas de suco  de  abbora,
que ela havia trazido do Chal das Conchas, e  tnicas  secas  e  limpas
para todos eles. Eles se trocaram e beberam o suco.

"Bem, vendo pelo lado bom," disse Ron  finalmente,  que  estava  sentado
vendo a pele de sua mo crescer novamente, "ns conseguimos  a  Horcrux.
Pelo lado ruim..."

"...sem espada," disse Harry, com os dentes cerrados,  enquanto  pingava
essncia de mortio atravs do buraco chamuscado do seu  jeans,  em  uma
sria queimadura.

"Sem espada", repetiu Ron. "Aquele duende nanico nos enganou...".

Harry puxou a Horcrux do bolso da jaqueta molhada que ele tinha  acabado
de tirar e sentou na grama em frente deles. Reluzindo ao sol, ela atraia
seus olhos, enquanto  bebiam seus sucos.

"Pelo menos no podemos coloc-la em ns  desta  vez,  iria  parecer  um
pouco esquisito t-la pendurada em nossos pescoos," disse Ron, limpando
sua boca nas costas  de sua mo.

Hermione olhou para a outra margem do lago onde o  drago  ainda  estava
bebendo gua.

"O que vai acontecer com ele, vocs  acham?"  ela  perguntou,  "que  ele
ficar bem?".

"Voc parece o Hagrid," disse Ron, " um drago, Hermione, ele  sabe  se
cuidar.  com ns mesmos que temos que nos preocupar.".

"O que voc quer dizer?"

"Bem, eu no sei como contar isso para vocs" disse Ron,  "mas  eu  acho
que eles podem ter notado que ns invadimos Gringotes".

Todos os trs comearam a rir, e uma vez comeado, era difcil parar.

As costelas de Harry doam, ele sentia uma  leve  tontura  causada  pela
fome, mas ele deitou de costas na grama embaixo do cu avermelhado e riu
at sua garganta doer.

"O que  faremos?"  disse  Hermione  finalmente,  soluando  de  volta  a
seriedade. "Ele sabe, no sabe? Voc-sabe-quem ir descobrir que estamos
atrs de seus Horcruxes!"

"Talvez eles ficaro com medo de dizer a ele!" disse  Rony  esperanoso.
"Talvez eles iro encobrir...."

O cu, o cheiro da gua do lago,  o  som  da  voz  de  Ron  estava  tudo
desaparecendo. 

A dor transpassou a cabea de Harry como um golpe de espada. Ele  estava
parado em uma sala sombria, e um semi-crculo de bruxos o  encaravam,  e
no cho, aos seus  ps se ajoelhava uma pequena e tremulante figura.

"O que voc me disse?" sua voz  era  alta  e  fria,  mas  fria  e  medo
queimavam dentro dele. A nica coisa que ele tinha temido - mas isso no
podia ser verdade, ele  no podia ver como...

O duende estava tremendo, incapaz de encarar os  olhos  vermelhos  acima
dele.

"Diga novamente!" murmurou Voldemort "Diga novamente".

"M-Meu Lorde," gaguejou o  duende,  seus  olhos  negros  arregalados  de
terror, "m-meu Lorde... ns t-tentamos pa - parar eles... Im-impostores,
meu Lorde... invadiram  - invadiram - o cofre dos Lestrange..."

"Impostores! Que impostores? Eu pensei  que  Gringotes  tinha  meios  de
descobrir os impostores? Quem eram eles?"

"Era... era... o menino P-Potter e seus dois cmplices...."

"E eles levaram...?" sua voz aumentando, um terrvel medo se  apoderando
dele. 

"Diga-me! O que eles levaram?"

"Uma... uma pe - pequena ta - taa dourada, meu - meu Lorde". 

O grito de raiva, de negao saiu dele como se fosse de um estranho. Ele
estava louco, frentico, isto no podia  ser  verdade,  era  impossvel,
ningum sabia. Como  era possvel que o garoto  tivesse  descoberto  seu
segredo?

A 'Mais Velha Varinha' cortou o ar e uma luz verde atravessou o  quarto;
o trmulo e ajoelhado duende rolou morto; os  bruxos  que  assistiam  se
espalharam antes dele,  assustados. Bellatrix e Lcio Malfoy  empurravam
os outros enquanto corriam para a porta, e vrias vezes a varinha cortou
o ar e esses que ficaram para trs foram  todos mortos, todos eles,  por
trazerem aquela noticia, por ouvirem sobre a taa dourada.

Sozinho entre os mortos ele andou pela sala, e todos eles passaram  como
uma viso diante de seus olhos:  seus  tesouros,  suas  protees,  suas
ncoras de imortalidade  - o  dirio  tinha  sido  destrudo  e  a  taa
roubada. E se, e se o garoto soubesse sobre os outros? Ele podia  saber,
teria ele j agido, teria localizado mais deles?    Dumbledore  seria  o
responsvel por isto?

Dumbledore que sempre tinha suspeitado dele; Dumbledore, morto  por  sua
ordem; 

Dumbledore, cuja varinha era sua agora, podia ainda agir alm da infmia
de sua morte atravs do garoto, o garoto.

Mas, certamente, se o garoto tivesse destrudo alguma de suas Horcruxes,
ele, Lorde Voldemort, poderia ter sabido, poderia ter sentido isto? Ele,
o maior bruxo de  todos; ele, o  mais  poderoso;  ele,  o  assassino  de
Dumbledore e muitos outros inteis e  indigentes  homens.  Como  poderia
Lord Voldemort no ter sabido,  se  ele  prprio,    mais  importante  e
precioso, houvesse sido atacado e mutilado?

Verdade, ele no tinha sentido quando o dirio foi  destrudo,  mas  ele
pensou que era porque no possua um corpo para sentir,  por  ser  menos
que um fantasma... No,  certamente os demais estavam seguros. As outras
horcruxes deveriam estar intactas... 

Mas ele  tinha  que  saber,  tinha  que  ter  certeza...  Ele  continuou
caminhando no quarto, chutando o corpo do duende quando passava por ele,
e as imagens obscurecidas  e  queimadas  continuavam  passando  por  seu
crebro em ebulio: o lago, a cabana e Hogwarts.

Uma onda de calma esfriou sua raiva agora. Como o garoto  poderia  saber
que ele tinha escondido o anel na cabana de Gaunt? Ningum  nunca  soube
que ele era parente  dos Gaunts,  ele  havia  escondido  a  conexo,  os
assassinatos nunca haviam sido ligados a ele. O anel, certamente, estava
seguro.

E como poderia o garoto, ou  algum  mais,  saber  sobre  a  caverna  ou
penetrar na sua proteo? A idia de  algum  roubando  o  medalho  era
absurda.

Quanto  escola: somente ele sabia em que lugar de  Hogwarts  ele  havia
escondido o Horcrux, somente ele conhecia  os  mais  profundos  segredos
daquele lugar.

E ainda existia Nagini, que deveria ficar perto agora,  no  sendo  mais
enviada em misses, sobre sua proteo.

Mas para ter certeza, completa certeza, ele retornaria  a  cada  um  dos
esconderijos, ele redobraria a proteo sobre cada uma das Horcruxes. Um
trabalho como a busca  da 'Mais Velha Varinha', que  ele  deveria  fazer
sozinho.

Qual ele deveria visitar primeiro, qual estava em  mais  perigo?  E  uma
velha inquietao se apoderou dele. Dumbledore sabia seu nome  do  meio.
Dumbledore teria feito  a conexo com os  Gaunts.  Sua  casa  abandonada
era, talvez, o esconderijo menos seguro de todos, l ele iria primeiro.

O lago... com  certeza  impossvel...  apesar  de  existir  uma  pequena
possibilidade  que  Dumbledore  tivesse  sabido  de  algumas  de    suas
desventuras passadas enquanto no  orfanato.

E Hogwarts... mas ele sabia que  a  Horcrux  dali  estava  salva;  seria
impossvel Potter entrar em Hogsmeade sem ser detectado, quanto mais  na
escola. Mesmo assim seria  prudente alertar  Snape  do  fato  de  que  o
garoto tentaria entrar no castelo. Mas dizer a  Snape  porque  o  garoto
tentaria retornar seria tolice,  claro; havia  sido    um  grande  erro
confiar em Bellatrix e Malfoy. A estupidez e o descuido deles provaram o
quo idiota era confiar em algum deles!

Ele visitaria a cabana dos Gaunts primeiramente, ento, e levaria Nagini
com ele. 

Ele no se separaria mais dela... e ele saiu  do  quarto,  atravessou  o
hall, saiu at o jardim escuro onde uma  fonte  jorrava;  ele  chamou  a
serpente usando a linguagem  das cobras e  deslizando  como  uma  enorme
sombra ela apareceu a seu lado.

Os olhos de Harry abriram e ele foi jogado de  volta  ao  presente.  Ele
estava deitado  beira do lago ao pr-do-sol, enquanto  Ron  e  Hermione
olhavam para ele. Julgando  por seus olhares preocupados e o latejar  de
sua cicatriz, sua inesperada excurso pela mente de Voldemort no  tinha
passado despercebida. Ele se mexeu, tremendo,   vagamente  surpreso  que
sua pele ainda estava molhada, viu a taa deitada inocentemente na grama
a ser lado, e o lago, profundamente azul com raios dourados do sol   que
desaparecia.

"Ele sabe." Sua prpria voz soava estranha  e  baixa  depois  dos  altos
gritos de Voldemort. "Ele sabe e ele est indo verificar onde as  outras
esto, e a ltima," ele  j estava em p, "est em Hogwarts.  Eu  sabia.
Eu sabia".

"O que?"

Ron estava olhando pra ele boquiaberto,  Hermione  sentou-se,  parecendo
preocupada.

"Mas o que voc viu? Como voc sabe?"

"Eu o vi descobrir sobra a taa, eu estava na cabea dele, ele  est"  -
Harry se lembrou das mortes - "ele est  realmente  bravo,  e  assustado
tambm, ele no consegue  entender como ns sabemos, e  agora  ele  est
indo ver se as outras esto a salvo, primeiro o anel. Ele acha que a  de
Hogwarts  a que est mais segura, porque Snape  est l,  porque  seria
to difcil no ser visto entrando. Eu acho que ele vai  verificar  essa
por ltimo, mas ele ainda poderia chegar l em poucas horas."

"Voc conseguiu ver em que lugar de Hogwarts ela est?"  Ron  perguntou,
agora se levantando tambm.

"No, ele estava se concentrando em avisar Snape, ele  no  pensou  onde
exatamente ela est."

"Espere, espere!" gritou Hermione assim que Ron pegou a Horcrux e  Harry
tirava a Capa da Invisibilidade de novo. "Ns no  podemos  simplesmente
ir, ns no temos  um plano, ns precisamos -"

"Ns precisamos ir," disse Harry firmemente. Ele tinha esperado  dormir,
com esperanas de usar a barraca nova, mas isso  era  impossvel  agora,
"Voc pode imaginar  o que ele vai fazer assim que ele  perceber  que  o
anel e o medalho desapareceram? E se ele mudar a Horcrux  de  Hogwarts,
decidir que no est segura o suficiente?"

"Mas como ns vamos entrar?"

"Ns iremos para Hogsmeade," disse Harry, "e tentar fazer  alguma  coisa
quando vermos como funciona a proteo fora da escola. Entre embaixo  da
Capa, Hermione, eu  quero que ns fiquemos juntos dessa vez."

"Mas ns no cabemos."

"Vai estar escuro, ningum vai notar nossos ps."

O bater de enormes asas ecoou atravs da gua  escura.  O  drago  tinha
bebido o quanto precisava e levantado vo. Eles pararam  sua  preparao
para v-lo subir cada  vez mais alto,  agora  negro  contra  o  cu  que
rapidamente estava escurecendo, at que o drago  desapareceu  atrs  de
uma montanha prxima. Ento, Hermione seguiu em    frente  e  tomou  seu
lugar entre os outros dois, Harry desceu  a  Capa  at  o  mais  prximo
possvel do cho, e juntos eles giraram sem sair do lugar e para  dentro
da  escurido esmagadora. 

By Maria e Regina Reviso: Monica Souto Maior

Captulo 28 - O Espelho Perdido

Os ps de Harry tocaram a estrada. Ele viu dolorosamente a familiar  Rua
de Hogsmeade: a  fachada  das  lojas  escuras,  a  nvoa  sinalizava  as
montanhas escuras alm da  aldeia, a  curva    frente  na  estrada  que
levava a Hogwarts, a luz vinda das janelas dos Trs Vassouras, e com uma
sacudida da cabea, ele se lembrou com exata preciso,  como  ele  tinha
pousado aqui  aproximadamente  um  ano  antes,  apoiando  um  Dumbledore
desesperadamente fraco, tudo isso em um segundo, ao pousar...  E  ento,
quando relaxou  o aperto dos braos de Ron e Hermione, aconteceu.

O ar foi rasgado por um grito que pareceu como quando Voldemort percebeu
que a taa tinha sido roubada: Rasgou todos os nervos do corpo de Harry,
e ele soube que  o aparecimento deles tinha causado isto. 

Enquanto ele olhava para os outros dois embaixo da  capa,  a  porta  dos
Trs Vassouras se abriu e uma dzia de Comensais da Morte usando capas e
capuzes se atiraram  pelas ruas, com suas varinhas erguidas. 

Harry agarrou o pulso de Ron que  estava  erguendo  sua  varinha;  havia
muitos deles correndo. Tentando isto entregariam  sua  posio.  Um  dos
Comensais da Morte ergueu  sua varinha, e o grito parou,  ainda  ecoando
ao redor das montanhas distantes.

"Accio Capa da Invisibilidade!" urrou um dos Comensais da Morte.

Harry agarrou as dobras dele, mas a capa no fez nenhuma tentativa  para
escapar. O feitio convocatrio no tinha funcionado.

"No esta debaixo de sua capa, ento,  Potter?"  gritou  o  Comensal  da
Morte que tinha tentado o feitio, e ento para  os  seus  companheiros.
"Espalhem-se. Ele est  aqui".

Seis Comensais da Morte  correram  para  eles:  Harry,  Ron  e  Hermione
voltaram-se o mais depressa possvel para a rua lateral mais prxima,  e
os Comensais da Morte os  erraram por poucos centmetros. Eles esperaram
na escurido, escutando os passos que corriam para cima  e  para  baixo,
raios de luz voavam ao longo da rua vindos das  varinhas  dos  Comensais
da Morte.

"Vamos partir agora!" sussurrou Hermione. "Desaparatar agora!"

"Boa idia", disse Ron,  mas  antes  que  Harry  pudesse  responder,  um
Comensal da Morte gritou.

"Ns sabemos que voc est aqui, Potter, e no h como  escapar!  Ns  o
acharemos!"

"Eles estavam esperando por ns", Harry sussurrou. "Eles fizeram  aquele
feitio para lhes falar onde ns poderamos vir.  Eu  calculo  que  eles
fizeram algo para nos  manter aqui, para nos apanhar".

"E os dementadores?" perguntou o outro Comensal da  Morte.  "Vamos  lhes
dar carta branca, eles o achariam bem rpido!".

"O Lorde da Trevas quer matar Potter com suas prprias mos, mas..."

"Um dementador no o matar! O Lorde das Trevas quer Potter vivo no sua
alma. Ser  mais  fcil  para  ele  matar  se  ele  tiver  sido  Beijado
primeiro!"

Havia murmrios de acordo. Harry se encheu  de  medo:  para  repelir  os
dementadores eles teriam que produzir o Patrono,  o  que  os  entregaria
imediatamente.

"Ns vamos ter que tentar a desaparatar, Harry!" Hermione sussurrou.

Enquanto ela falava, ele sentiu o frio que no era natural se espalhando
pela rua. 

A luz foi sugada  do  ambiente  e  at  as  estrelas  desapareceram.  Na
escurido, ele sentiu Hermione agarrar seu brao e juntos, eles  giraram
no mesmo lugar.

O ar pelo qual eles precisavam se mover parecia ter ficado slido:  Eles
no puderam desaparatar; os  Comensais  da  Morte  tinham  lanado  seus
feitios muito bem. O  frio estava penetrando cada  vez  mais  fundo  no
corpo de Harry. Ele, Ron e  Hermione  se  retiraram  pela  rua  lateral,
enquanto tateavam pelas parede procurando um caminho    e  tentando  no
fazer nenhum barulho. 

Ento, ao redor da  esquina,  planando  silenciosamente,  estavam  vindo
dementadores, dez ou mais deles, visveis, pois eram  de  uma  escurido
mais densa que o ambiente,  com capas pretas e suas mos  incrustadas  e
apodrecidas. 

Eles poderiam sentir o medo por perto? Harry estava seguro  disto:  Eles
pareciam estar vindo mais depressa agora, vinham se  arrastando,  com  a
respirao que ele detestava,  espalhando desespero no ar.

Ele ergueu  sua  varinha:  Ele  no  podia,  no  sofreria  o  Beijo  do
Dementador, no depois de tudo que tinha acontecido.

Pensou em Ron e Hermione quando sussurrou "Expecto Patronum!"

O veado prateado saltou de sua varinha  e  correu:  Os  Dementadores  se
espalharam e houve em algum lugar longe de  suas  vistas,  um  grito  de
triunfo.

" ele, l embaixo, l embaixo, eu vi o Patrono dele, era um veado!"

Os Dementadores se retiraram, as estrelas estavam brilhando novamente  e
os passos dos Comensais da Morte estavam ficando mais altos;  mas  antes
que Harry, em pnico,  pudesse decidir o que  fazer,  houve  um  rangido
prximo, e uma porta se abriu no lado esquerdo da rua  estreita,  e  uma
voz spera disse:  "Harry, aqui, rpido!"

Ele obedeceu sem hesitao, os trs se apressaram pela porta aberta.

"Suba, mantenha a capa, e  fique  quieto!"  murmurou  uma  figura  alta,
enquanto saia para rua e batia a porta atrs dele.

Harry no tinha idia de onde eles estavam, mas agora ele viu, pela  luz
trmula de uma nica vela, o sujo bar Cabea de Javali. Eles correram na
direo oposta e  passaram por uma segunda entrada que  conduzia  a  uma
escadaria de madeira pela qual eles subiram o mais rpido que puderam. A
escadaria dava em uma sala de estar  com um tapete durvel e uma lareira
pequena sobre qual havia pendurado um nico grande quadro a leo, de uma
menina loira que contemplava o quarto com um tipo de  uma doura vazia.

Gritos os alcanaram vindos das ruas abaixo.  Ainda  usando  a  capa  de
invisibilidade, eles se apressaram para a  janela  encardida  e  olharam
para baixo.

O salvador deles, quem Harry reconheceu, agora,  como  o  balconista  do
Cabea de Javali, era a nica pessoa que no usa um capuz. 

"Como assim?" ele estava berrando com  uma  das  faces  cobertas.  "Como
assim? 

"Voc envia dementadores para minha rua, eu conjurei um Patrono! Eu  no
os quero perto de mim! Eu tinha avisado!".

"Aquele no era seu Patrono", disse um Comensal da Morte. "Era um veado.
Era de Potter!"

"Veado!" rugido o balconista, e ele saltou da minha varinha. "Veado! Seu
idiota - Expecto Patronum!"

Algo enorme e cornudo estourou da varinha. Cabea baixa, correu  para  a
rua principal e logo sumiu da viso.

"Isso no  o que eu vi" disse o  Comensal  da  Morte,  entretanto,  no
tinha certeza.

"O toque de recolher  foi  quebrado,  voc  ouviu  o  barulho",  um  dos
companheiros dele falou para o  balconista.  "Algum  estava  fora,  nas
ruas, contra o regulamento".

"Se eu quiser colocar meu gato para fora, eu vou colocar, e que se  dane
o seu toque de recolher!".

"Voc quebrou o encanto do Grito?"

"E se eu fiz? Iro me prender em Azkaban? Me mate por colocar meu  nariz
para fora da minha prpria casa? Faa  isto,  se  voc  quiser!  Mas  eu
espero para o seu prprio   bem  que  voc  no  tenha  pressionado  sua
pequena Marca Negra, e chamado ele. Ele no vai gostar  de  ser  chamado
aqui, por minha causa e pelo meu velho gato,  ele,    agora?"  "No  se
preocupe conosco." disso um dos Comensais  da  Morte,  "preocupe-se  com
voc, por quebrar o toque de recolher!".

"E onde voc ir realizar o trfico de poes e venenos quando  meu  bar
fechar? O que acontecer ento com suas pequenas linhas secundrias?" 

"Voc est ameaando?"

"Eu mantenho minha boca fechada,  por isso que voc vem aqui, no ?"

"Eu ainda digo que vi um Patrono em forma de veado!" gritou  o  primeiro
Comensal da Morte.

"Veado?" urrou o balconista. " uma cabra, idiota!"

"Certo, ns cometemos um engano", disse o segundo Comensal da Morte. 

"Quebre  o  toque  de  recolher  novamente  e  ns  no   seremos    to
indulgentes!"

Os Comensais da Morte voltaram para  a  rua  principal.  Hermione  gemeu
aliviada, saiu debaixo da capa, e sentou-se em uma cadeira  de  balano.
Harry puxou as cortinas  e ento tirou a capa dele e de Ron. Eles podiam
ouvir o balconista l em baixo,  trancando  a  porta  do  bar,  e  ento
subindo os degraus.

A ateno de Harry foi prendida por  algo  no  console  da  lareira:  um
pequeno espelho retangular, apoiado ali em cima, embaixo do  retrato  da
menina.

O balconista entrou no quarto.

"Vocs so tolos", ele disse bruscamente, enquanto olhava de um  para  o
outro. "O que estavam pensando, vindo aqui?"

"Obrigado", disse o Harry. "Ns no temos como  agradecer.  Voc  salvou
nossas vidas!"

O balconista grunhiu. Harry observou sua  face:  tentando  ver  alm  da
barba longa, pegajosa e prateada.  Ele  colocou  os  culos.  Atrs  das
lentes sujas, os olhos eram  de um penetrante brilho azul.

"So seus olhos que eu tenho visto no espelho."  Houve  um  silncio  no
quarto. Harry e o balconista se olharam.

"Voc enviou Dobby." O balconista acenou com a cabea e deu  uma  olhada
procurando pelo elfo.

"Pensei que ele estaria com voc. Onde voc o deixou?"

"Ele est morto", disse o Harry, "Bellatrix Lestrange o matou."

A face do balconista estava impassvel. Depois de  alguns  momentos  ele
disse, "eu sinto muito, eu gostei daquele elfo." Ele se  virou,  acendeu
abajures de raio com  um toque de sua varinha, sem olhar  para  qualquer
um deles.

"Voc  Aberforth", disse Harry ao homem. 

Ele no confirmou e nem negou isto, mas se curvou a  fim  de  acender  o
fogo. 

"Como voc conseguiu  isto?"  Harry  perguntou,  enquanto  caminhava  em
direo ao espelho de Sirius, o par de um que tinha  se  quebrado  quase
dois anos antes. 

"Comprei isto do Mundungus, h cerca de um ano atrs", disse  Aberforth.
"Alvo me contou o que era. Estava usando para manter os olhos em voc."

Ron ofegou.

"A cora prateada", ele disse excitado, "Era voc tambm?"

"Sobre o que voc est falando?" perguntou Aberforth.

"Algum nos enviou um Patrono em forma de cora!"

"Com um crebro como esse voc poderia ser um Comensal da Morte,  filho.
No pode ter sido eu, eu no provei h  pouco  que  meu  Patrono    uma
cabra?"

"Oh", disse o Ron, "Sim... bem, eu estou  com  fome!",  ele  acrescentou
defensivamente quando seu estmago fez um estrondo enorme.

"Eu vou pegar comida", disse Aberforth, e saiu do  quarto,  reaparecendo
momentos depois com um grande po, um pouco de queijo,  e  um  jarro  de
peltre de hidromel o  qual ele colocou em uma pequena mesa em frente  ao
fogo.

Vorazes, eles comeram e beberam, e durante algum tempo s mastigaram. 

"Certo ento", disse Aberforth quando  eles  j  estavam  satisfeitos  e
Harry e Ron sentaram-se em suas  cadeiras.  "Ns  precisamos  pensar  na
melhor maneira de sair daqui.  No pode ser  noite, voc  ouviu  o  que
acontece a qualquer um que sai a noite: dispara o alarme do  Encanto  do
Grito, e eles estaro sobre voc como urubus na carnia.  Eu acho que  o
veado no passar por uma cabra uma segunda vez. Esperem pelo amanhecer,
quando o toque de recolher acabar, ento vocs  podem  repor  a  capa  e
partir  a p. Saiam de Hogsmeade, direto para as montanhas, e  l  sero
capazes de desaparatar. Podem ver Hagrid. Ele se esconde l em  cima  em
uma caverna com Grope desde  que tentaram prend-lo.

"Ns  no  iremos  partir",  disse  Harry.  "Ns  precisamos  entrar  em
Hogwarts."

"No seja estpido, menino", disse Aberforth.

"Ns temos que entrar", disse Harry.

"O que voc tem que fazer", disse Aberforth, enquanto se inclinava  para
frente, " ficar o mais longe daqui possvel." "Voc no entende. No h
muito tempo. Ns temos que entrar no castelo.  Dumbledore - quero dizer,
seu irmo - queria que ns..."

A luz  do  fogo  fez  as  lentes  encardidas  dos  culos  de  Aberforth
momentaneamente opaco, ficarem um branco luminoso, e  Harry  se  lembrou
dos olhos cegos da gigantesca  aranha, Aragogue.

"Meu irmo Alvo queria muitas coisas", disse Aberforth,  "e  as  pessoas
tinham o hbito de se machucar enquanto ele  executava  seus  grandiosos
planos. Voc deveria  ir para longe desta escola, Harry, fora do pas se
voc puder. Esquea meu irmo e os seus planos  inteligentes.  Ele  est
onde nada pode fer-lo, e voc no deve  nada a ele."

"Voc no entende." Harry falou novamente.

"Oh, eu no? disse Aberforth calmamente. "Voc acha que eu no  conhecia
meu prprio irmo? Voc acha que conhece Alvo melhor que eu?"

"Eu no quis dizer que", disse Harry cujo crebro estava lento devido  a
exausto e pela comida e vinho. " ... ele me deixou um trabalho."

"Ele fez isto agora?" disse Aberforth. "Trabalho agradvel,  eu  espero?
Agradvel? Fcil? O tipo de coisa que se  espera  que  um  garoto  bruxo
possa fazer sem se arriscar  demais?"

Ron deu uma risada bem amarga. Hermione parecia cansada.

"Eu... isso no  fcil, no", disse o Harry. "Mas eu tenho ... "

"Tem?  Por  que,  tem?  Ele  est  morto,  no  esta?"  disse  Aberforth
asperamente. "V, menino, antes que acontea o mesmo que  aconteceu  com
ele! Salve-se!"

"Eu no posso."

"Por que no?"

"Eu...- "Harry se sentiu oprimido; ele no podia explicar,  ento  ficou
na ofensiva. 

"Mas voc tambm est lutando, voc est na Ordem da Fnix"

"Eu estava", disse Aberforth. "A Ordem da Fnix  acabou.  Voc-sabe-quem
ganhou, terminou, e qualquer um que pretendia algo diferente deles.  No
 seguro para voc  aqui, Harry, ele o quer muito mal. Ento v  para  o
exterior, v se esconder salve-se. E    melhor  levar  estes  dois  com
voc." Ele apontou um dedo polegar ao Ron e  a Hermione.

"Eles esto em grande perigo como vivem agora, pois todo mundo sabe  que
eles tm trabalhado com voc."

"Eu no posso partir", disse o Harry. 

"Eu tenho um trabalho"

"D a outra pessoa!"

"Eu no posso. Eu tenho que fazer, Dumbledore me explicou tudo"

"Oh, ele fez isso? E ele lhe contou tudo, ele foi honesto com voc?"

Harry quis com todo seu corao dizer que "Sim", mas  como  uma  simples
palavra no pode sair de seus lbios, Aberforth parecia saber o que  ele
estava pensando. 

"Eu conhecia meu irmo, Potter. Ele aprendeu a ser  discreto  com  nossa
me. Segredos e mentiras, foi como ns  crescemos,  e  Alvo...  ele  era
natural."

Os olhos do homem velho viajaram ate  pintura  da  menina  em  cima  do
console da lareira. Era agora, Harry deu uma olhada ao  redor,  o  nico
quadro na sala. 

No havia nenhuma fotografia de Alvo Dumbledore, nem de qualquer  outro.
"Senhor Dumbledore" disse Hermione bastante  timidamente.  "Esta    sua
irm? Ariana?

"Sim."  Disse  Aberforth  brevemente.  "A  senhorita  anda  lendo   Rita
Skeeter?" 

Mesmo pela luz rsea do fogo  ficou  claro  que  Hermione  tinha  ficado
vermelha.

"Elphias Doge  mencionou  ela  a  ns",  disse  Harry,  tentando  poupar
Hermione. 

"Aquele velho" murmurou  Aberforth,  tomando  outro  gole  de  hidromel.
"Pensava que os trabalhos de meu  irmo  foram  todos  brilhantes.  Bem,
muitas pessoas, incluindo  vocs trs, pelo que parece."

Harry  se  manteve  quieto.  Ele  no  queria  expressar  as  dvidas  e
incertezas sobre Dumbledore que tinha perdurado por meses at agora. Ele
tinha feito sua escolha enquanto  cavava a sepultura de Dobby, ele tinha
decidido continuar o sinuoso e perigoso caminho indicado a ele por  Alvo
Dumbledore, aceitar que ele no tinha contado tudo   o  que  ele  queria
saber, mas simplesmente confiar. Ele no desejava duvidar novamente; ele
no queria ouvir nada que  pudesse  declin-lo  de  seu  propsito.  Ele
encontrou  o olhar de Aberforth que era to notvel como o de seu irmo.
O  brilho  azul  de  seus  olhos  dava  a  mesma  impresso  de    estar
radiografando o objeto detalhadamente,  e  Harry  pensou  que  Aberforth
soubesse o que ele estava pensando e o menosprezou por isto. 

"O professor Dumbledore se preocupava muito com Harry",  disse  Hermione
em um tom de voz baixo. 

"Como agora?" disse Aberforth. "Que coisa engraada, quantas pessoas meu
irmo se preocupava terminaram pior do que se  ele  as  tivesse  deixado
s."

"O que voc quer dizer?" perguntou Hermione sem respirar. 

"Vocs nunca notaram", disse Aberforth.  "Mas isso  uma coisa realmente
sria de se dizer!" disse Hermione.  "Voc  esta...  voc  est  falando
sobre sua irm?"

Aberforth olhou furioso para ela: Os lbios dele se moveram como se  ele
estivesse  mastigando  as  palavras  que  estava  segurando.  Ento  ele
disparou a falar. 

"Quando minha irm tinha seis anos, ela foi atacada,  por  trs  meninos
Trouxas. Eles tinham-na visto  fazendo  magia,  enquanto  espiavam  pela
cerca - viva da parte de  trs do quintal: Ela era uma criana, ela  no
podia controlar isto, nenhum bruxo ou feiticeiro com aquela idade  pode.
O que eles viram os assustou, eu acho. Eles  foraram sua passagem  pela
cerca - viva, e quando ela no conseguiu mostrar a  eles  a  mgica  que
tinha feito, eles a carregaram tentando assust-la para que parasse   de
fazer o que eles consideravam uma aberrao."

Os olhos de Hermione estavam enormes sob a  luz  do  fogo;  Ron  parecia
ligeiramente doente. Aberforth se levantou alto como Alvo, e de  repente
uma raiva terrvel demonstrava  a intensidade de sua dor.

"O que eles fizeram, destruram-na: Ela nunca mais foi a mesma. Ela  no
podia usar magia, ela no conseguia  se  livrar  disto;  isso  a  deixou
fechada e a enlouqueceu,  e explodia quando ela no podia  controlar,  e
s vezes ela era estranha e perigosa. Mas na maioria da vezes era  doce,
assustada e inofensiva. Meu pai perseguiu  os    bastardos  que  fizeram
isto", disse Aberforth, "e os atacou. E eles o trancaram em Azkaban  por
isto. Ele nunca disse o porqu de ter  feito  isso,  pois  o  Ministrio
saberia no que Ariana tinha se tornado, ela teria sido internada no  St.
Mungus para o seu bem. Eles a teriam visto  como  uma  sria  ameaa  ao
Estatuto Internacional  de Sigilo,  desequilibrada  como  ela  era,  com
magia explodindo em momentos quando ela no conseguia se  controlar  por
muito tempo. Ns tivemos que a manter segura e  calma. Ns  nos  mudamos
de casa, dissemos que ela estava doente, e  minha  me  cuidou  dela,  e
tentou mant-la calma e feliz. Eu era o favorito  dela",  ele  disse,  e
quando  ele disse isto, um aluno sujo parecia olhar atravs das rugas  e
barbas de Aberforth. "Alvo no, ele sempre ficava l  em  cima,  em  seu
quarto quando estava em  casa,    lendo  seus  livros  e  contando  seus
prmios, se correspondendo com os nomes mgicos mais notveis  do  dia",
esclareceu Aberforth. 

"Ele no queria se aborrecer com ela. Ela me amava. Eu poderia conseguir
que  ela  comesse  quando  minha  me  no   conseguia,    eu    poderia
tranqiliz-la quando ela estava  em uma de  suas  crises  de  raiva,  e
quando ela estava calma, ela me ajudava a alimentar  as  cabras.  Ento,
quando ela tinha quatorze anos...  Veja,  eu  no  estava  l."    disse
Aberforth. "Se eu tivesse l, eu poderia ter acalmado  ela".  "Ela  teve
uma de suas crises, e minha me j no era to jovem quanto  era  antes,
e... foi um acidente.  Ariana no conseguiu se controlar. Mas, minha me
foi morta."

Harry sentia uma horrvel mistura de piedade e repulso; ele no  queria
ouvir mais nada, mas Aberforth continuou falando, e Harry desejou  saber
quanto tempo fazia  que ele no falava sobre isto; na  verdade,  se  ele
alguma vez j tinha falado sobre isto.

"Ento isto acabou com a viagem de Alvo ao redor do mundo  com  o  jovem
Doge. Os dois vieram para casa para o funeral de minha me e ento  Doge
foi para sua viagem  sozinho,  e  Alvo  se  estabeleceu  como  chefe  da
famlia." 

"Ha!" Aberforth cuspiu no fogo. "Eu teria cuidado dela,  eu  falei  para
ele, eu no me preocupava com a escola, eu teria ficado em casa e  teria
feito isto. Ele me  falou que eu tinha que terminar minha educao e ele
assumiria o lugar de minha me. Pouco para o senhor Brilhante, no havia
nenhum prmio por cuidar de sua irm  louca, impedindo ela de explodir a
casa a cada dois dias." Mas ele conseguiu durante alguns semanas...  At
que ele chegou. "E agora um olhar positivamente perigoso  surgiu na face
de Aberforth. "Grindelwald. E afinal,  meu  irmo  teve  um  igual  para
conversar, algum brilhante e talentoso como ele era. 

"E cuidar de Ariana  ficou  em  segundo  plano,  enquanto  eles  estavam
programando todos seus planos para a nova ordem de Bruxos  e  procurando
pelas Relquias, e em qualquer   coisa  mais  que  eles  pudessem  estar
interessados. Grandes planos para  o  benefcio  de  toda  a  comunidade
bruxa, e se uma jovem  menina  fosse  negligenciada,  o  que  importava,
quando Alvo estava trabalhando para o bem maior?"

"Mas depois de algumas semanas, eu tinha visto o bastante, ah eu  tinha.
J estava se aproximando o dia de eu  voltar  para  Hogwarts,  ento  eu
falei para eles, ambos,  cara a cara, como se fosse voc e eu, agora", e
Aberforth olhou para baixo para Harry, que usou um pouco de imaginao e
pode ver um adolescente, forte e bravo,   confrontando  seu  irmo  mais
velho. 

"Eu lhe falei, melhor voc deixar isto agora. Voc no pode mud-la, ela
no est ajustada, voc no pode lev-la com voc, onde quer que  esteja
planejando ir, quando  voc est fazendo  seus  discursos  inteligentes,
tentando congregar partidrios para segui-lo.  Ele  no  gostou  disso."
disse Aberforth, e os olhos se fecharam brevemente  pela luz do fogo sob
as lentes de seus culos: Eles ficaram brancos e se fecharam novamente.

"Grindelwald no gostou nada disso. Ele ficou bravo. Ele me disse que eu
era um garoto estpido, tentando  ficar  no  caminho  entre  ele  e  meu
brilhante irmo... Eu  no entendi minha pobre irm no deveria ter  que
se esconder uma vez  que  eles  iriam  mudar  o  mundo,  e  conduzir  os
feiticeiros para fora de seus esconderijos, e ensinar  para os trouxas o
seu lugar?"

"E havia um argumento... eu puxei minha varinha, e ele puxou a sua, e eu
tive a Maldio Cruciatus usada em mim pelo melhor amigo de  meu  irmo,
Alvo estava  tentando    faz-lo  parar,  e  ento  ns  trs  estvamos
duelando, as luzes flamejando e um estrondo a acertou, ela no conseguiu
ficar em p".

A cor estava se esvaindo da  face  de  Aberforth  como  se  ele  tivesse
sofrido uma ferida mortal.  "Eu  acho  que  ela  quis  ajudar,  mas  ela
realmente no sabia o que estava  fazendo, e eu no sei qual de ns  fez
isto, poderia ter sido qualquer um de ns - e ela estava morta".

A voz dele se quebrou na ltima palavra e ele se deixou cair na  cadeira
mais prxima. A face de Hermione estava molhada pelas  lgrimas,  e  Ron
estava quase to plido  quanto Aberforth. Harry no  sentia  nada  mais
que revolta: Ele desejou no ter ouvido isto, desejou poder  limpar  sua
mente disto.

"Eu sinto... Eu sinto muito" sussurrou Hermione.

"Ela se foi", resmungou Aberforth. "Ela se foi para sempre."

Ele assoou seu nariz no punho de manga e limpou a garganta.

" claro que Grindelwald fugiu. Ele j era fugitivo no seu prprio pas,
e ele no quis a responsabilidade pela morte de Ariana em suas costas. E
Alvo estava livre,  no estava? Livre do fardo que sua  irm  era  livre
para se tornar o maior bruxo do...".

"Ele nunca esteve livre", Harry disse.

"Desculpe, como assim?" disse Aberforth.

"Nunca", disse Harry. "Na noite que seu  irmo  morreu,  ele  bebeu  uma
poo que lhe tirou a conscincia. Ele  comeou  gritando,  implorava  a
algum que no estava l.  'No os machuque,  por  favor...  machuque  a
mim, ao invs deles."

Ron e Hermione estavam encarando Harry. Ele nunca tinha dito em detalhes
o que tinha acontecido na ilha  do  lago.  Os  eventos  que  aconteceram
depois que  ele  e  Dumbledore    tinham  retornado  a  Hogwarts  haviam
eclipsado isto completamente.

"Ele pensava que tinha voltado anos atrs, l com voc e Grindelwald, eu
sei o que ele fez", disse Harry,  enquanto  se  lembrava  de  Dumbledore
sussurrando, murmurando.  "Ele achava que estava assistindo  Grindelwald
ferir voc e Ariana"... 

"Era tortura para ele, se voc o tivesse visto ento, voc no diria que
ele estava livre."

Aberforth parecia perdido contemplando suas  prprias  mos,  nodosas  e
cheias de veias. Depois que uma longa pausa ele disse.

"Como voc pode estar seguro Potter,  que  meu  irmo  no  estava  mais
interessado em um bem maior do que em voc? Como voc pode  ter  certeza
de que no  dispensvel,  igual minha pequena irm era?"

Um pedao de gelo parecia perfurar o corao de Harry.

"Eu no acredito nisso. Dumbledore amava Harry", disse Hermione.

"Ento por que ele no lhe disse para se esconder?" Aberforth falou logo
atrs. 

"Por que ele no disse, 'Cuide-se, aqui esta como sobreviver?"

"Porque", disse Harry antes que Hermione pudesse  responder,  "s  vezes
voc tem que pensar em algo mais alm de sua prpria segurana! s vezes
voc tem que pensar  em um bem maior! Isso  uma guerra!".

"Voc tem dezessete anos, menino!"

"Eu sou maior de idade, e eu vou continuar lutando mesmo que voc  tenha
desistido!"

"Quem diz que eu desisti?"

"A Ordem  da  Fnix  acabou",  repetiu  Harry,  "Voc-sabe-quem  ganhou,
terminou, e qualquer um que pretenda algo diferente deles".

"Eu no disse que eu gosto, mas  a verdade!".

"No,  no  ."  disse  Harry.  "Seu  irmo  sabia  como   acabar    com
Voc-sabe-quem e ele me ensinou. Eu vou continuar at ter sucesso...  ou
morrer. No pense que eu no  sei como isto  poderia  terminar.  Eu  sei
disso h anos".

Ele esperou que Aberforth zombasse ou discutisse, mas ele no  fez.  Ele
somente se mexeu.

"Ns precisamos entrar em Hogwarts", disse Harry novamente. "Se voc no
puder nos ajudar, ns iremos esperar at o amanhecer, e o deixaremos  em
paz, e tentaremos  achar um modo ns mesmos. Se voc puder nos ajudar...
bem, agora seria um excelente momento para isso".

Aberforth permaneceu fixo em sua cadeira, enquanto contemplava Harry com
os olhos os quais eram to extraordinariamente parecidos com os  de  seu
irmo. 

Finalmente ele limpou sua garganta, ficou de  p,  contornou  a  pequena
mesa, e se aproximou do retrato de Ariana. 

"Voc sabe o que fazer", ele disse. Ela sorriu, virou, e  caminhou  para
fora, no como pessoas em retratos normalmente fazem, para um dos  lados
das molduras, mas  atravs do que parecia um longo tnel  pintado  atrs
dela. Eles assistiram a figura dela  se  retirando  at  finalmente  ser
engolida pela escurido. 

"Er - o que...?" comeado Ron.

"H somente uma maneira agora" disse Aberforth. 

"Voc deve saber que  eles  tm  todas  as  antigas  passagens  secretas
vigiadas, ambos os lados, no inicio  e  fim,  dementares  ao  redor  das
paredes de fora do castelo,  patrulhas regulares dentro da  escola  pelo
que minhas fontes me contam". 

"O lugar nunca foi to vigiado. Como voc espera  fazer  qualquer  coisa
depois de entrar, com Snape no comando e os Carrows como seus aliados...
bem, assim parece,  no  ?  Voc  diz  que  voc  est  preparado  para
morrer."

"Mas, o que...?" disse Hermione, enquanto franzia a testa ao olhar  para
o retrato de Ariana. 

Um minsculo ponto branco reapareceu no fim do tnel  pintado,  e  agora
Ariana estava caminhando de volta para eles, crescendo  cada  vez  mais.
Mas agora havia outra  pessoa com ela, algum mais  alto  que  ela,  que
estava mancando, parecendo  entusiasmado.  O  cabelo  dele  estava  mais
comprido do que Harry j tinha visto antes Ele apareceu   e  lacrimejou.
As duas figuras cresceram cada vez mais,  at  que  s  suas  cabeas  e
ombros enchessem o retrato.

Ento tudo se transformou em uma parede, com  uma  pequena  porta,  e  a
entrada para um tnel real foi revelada. E como um de  ns,  seu  cabelo
estava comprido, a face  cortada, sua tnica rasgada, escalado no  tnel
o Neville Longbottom real, deu um urro de felicidade e saltou abaixo  do
console da lareira e gritou. "Eu sabia que  voc viria! Eu sabia Harry!"

By Maria e Regina Reviso: Monica Souto Maior Captulo 29  -  O  diadema
perdido

"Neville -- o que -- como?" Mas Neville havia avistado Rony e  Hermione,
e entre gritos de alegria, os abraava. Quanto mais  Harry  olhava  para
Neville, pior ele parecia: Um de seus olhos estava  inchado, com manchas
roxas e amarelas, havia marcas de corte em seu rosto e todo o seu  jeito
desarrumado sugeria que ele  estava  vivendo  dificilmente.  Entretanto,
seu rosto machucado brilhava de felicidade e enquanto  soltava  Hermione
disse novamente: - Sabia que vocs viriam! Falei para o Simas que era s
uma                questo                de                      tempo!
 "O que? Isso?" Neville ignorando seus ferimentos com um aceno de cabea
"Isso no  nada, Simas est pior. Vocs vo ver.  Podemos  ir  andando,
ento? Oh" Ele se  virou para Abeforth "Ab, tem mais algumas  pessoas  a
caminho"
        - Algumas? - repetiu Aberforth ameaadoramente - O que voc quer
dizer com mais algumas, Longbottom? H o toque de  recolher  e  Feitios
Caterwauling (espcie  de alarme, disparando um grito alto e  estridente
quando algum ultrapassar o permetro que ela  estabelece)  por  todo  o
vilarejo! "Eu sei! E  por isso que eles vo aparatar diretamente dentro
do bar" disse Neville. "S os mande pela passagem quando chegarem  aqui,
ok? Muito obrigado!" Neville estendeu a mo para ajudar Hermione a subir
na lareira e entrar no tnel; Rony seguiu, e  logo  atrs  foi  Neville.
Harry se virou para Abeforth. "No sei como   agradec-lo.  Voc  salvou
nossas vidas  duas  vezes!"  "Cuide  delas  direito,  ento!"  resmungou
Abeforth "Eu posso no ser capaz de salv-los uma  terceira  vez"  Harry
subiu na lareira e entrou no buraco atrs do retrato de Ariana. Do outro
lado haviam degraus de pedra polida; parecia que aquela passagem  estava
ali h anos.  As paredes eram  iluminadas  por  pequenas  luminrias  de
lato e o cho estava gasto e liso. Enquanto eles andavam, suas  sombras
se moviam contra a parede.  "H  quanto  tempo  isto  est  aqui?"  Rony
perguntou enquanto se moviam. "No est no mapa do maroto, no   Harry?
Eu achava que s haviam sete passagens para entrar  e sair  da  escola."
"Eles lacraram todas elas antes do incio do ano" disse Neville "No  h
chance de  passar  por  nenhuma  delas  agora,  no  com  todas  aquelas
maldies na entrada e com  Comensais da Morte e Dementadores  esperando
nas sadas" Ele comeou a andar de costas para falar com os outros trs,
sorrindo  "Mas  deixa  isso  pra  l...    verdade?    Vocs  invadiram
Gringotes? Vocs escaparam em um drago? Est  em  toda  parte...  Todos
esto falando disso, Carrow azarou Terry Boot por gritar isso no  Grande
Salo  durante o jantar." "Sim,  verdade" Disse Harry. Neville  riu  de
felicidade. "O que vocs fizeram com o drago?" - O  soltamos.  -  disse
Rony - Hermione estava toda assanhada para mant-lo como um bichinho  de
estimao. "No exagera, Rony..." "Mas o que vocs tem feito? As pessoas
esto dizendo que vocs s esto fugindo, Harry, mas eu no acredito! Eu
acho que vocs esto fazendo alguma coisa." ", voc est certo.." disse
Harry "Mas  conte-nos  sobre  Hogwarts,  Neville,  ns  no  temos  tido
notcias..." "Tem sido... Bem, no  mais  como  Hogwarts.  "  respondeu
Neville, o sorriso desaparecendo de seu  rosto  conforme  ele  falava...
"Vocs sabem sobre os Carrows?" "Os dois comensais que esto dando  aula
aqui?" "Eles fazem mais do que  ensinar"  disse  Neville  "Eles  so  os
responsveis pela disciplina. Eles gostam de punies, os Carrows" "Como
a Umbridge?" "No. Eles a fazem parecer um anjo.  Os  outros  pofessores
devem nos entregar para os Carrow se fizermos algo errado.  Eles  no  o
fazem, contudo, se puderem evitar.  Pode-se dizer que eles odeiam  tanto
os Carrows como ns. " "Amycus, o cara, ele ensina o que  costumava  ser
Defesa Contra as Artes das Trevas, s que agora  s Artes  das  Trevas.
Ns devemos praticar a maldio cruciatus  em quem receber  deteno..."
"O que?" As vozes de Harry, Rony e Hermione ecoaram por  todo  o  tnel.
"" disse Neville "Foi como eu consegui isso aqui" ele apontou  para  um
corte particularmente fundo em sua bochecha, "Eu me recusei  a  faz-lo.
Mas algumas pessoas  gostam disso, contudo; Crabbe e Goyle adoram!    a
primeira vez que eles so os melhores em alguma coisa. Eu acho."
        - Aleto, a irm do Amyco,  quem ensina Estudo dos Trouxas,  que
 obrigatrio para todos. Ns todos temos que ouvi-la explicar  como  os
Trouxas se parecem  com animais burros e sujos, e como eles foraram  os
bruxos a se esconder, sendo cruis com eles, e como a ordem natural est
sendo restabelecida. E ganhei isso,  - indicou outro corte em seu  rosto
- por perguntar quanto de sangue Trouxa ela e o irmo tm."
        - Caramba, Neville, - exclamou Rony - tem horas e lugares que  
bom manter a boca fechada.  "Voc no a viu" disse Neville "voc  tambm
no teria agentado. O que acontece  que quando alguem os enfrenta e se
recusa a engolir isso, todos se enchem  de  esperanas.    Eu  costumava
reparar nisso quando voc o fazia, Harry." - Mas  eles  tm  usado  voc
como um afiador de facas. - disse Rony, se curvando  levemente  enquanto
passava sob uma luminria, que salientava ainda mais os ferimentos    de
Neville.  Neville deu de ombros.  "No importa. Eles no querem derramar
muito sangue puro, ento, eles nos torturam um pouco quando somos  muito
respondes, mas eles no vo realmente nos matar." Harry no sabia o que
era pior, as coisas que Neville falava ou o modo indiferente com o  qual
ele falava.  "As nicas pessoas realmente  em  perigo  so  as  que  tem
parentes e amigos que esto causando  problemas  l  fora.  Esto  sendo
feitos de refns. O  velho  Xeno  Lovegood    estava  ficando  um  pouco
tagarela demais no Pasquim, ento eles tiraram a Luna do trem quando ela
estava voltando para o Natal. "Neville, ela  est  bem.  Ns  a  vimos."
"Sim, eu sei. Ela conseguiu me mandar uma mensagem." De  seu  bolso  ele
tirou uma moeda de ouro, e Harry a reconheceu como um dos Galees falsos
que a Armada de Dumbledore  usou  para  mandar  mensagens  uns  para  os
outros.  Tm sido muito teis. - disse Neville, sorrindo para Hermione -
Os Carrows nunca descobriram como nos comunicvamos, isso os  tirava  do
srio. Costumvamos escapulir   noite e escrevamos nas paredes  Armada
de Dumbledore, Continuamos Recrutando, coisas assim. Snape odiava.
        - Costumavam? - comentou Harry, que havia notado o tempo  verbal
no passado.
        - Bem,  que ficou mais difcil com o tempo. - disse  Neville  -
Perdemos a Luna no Natal e a Gina  no  voltou  das  Frias  de  Pscoa,
ramos uma espcie de lderes.  Os Carrows pareciam saber que eu  estava
por detrs de tudo, ento comearam  a  me  pressionar,  e  da  pegaram
Michael Corner soltando um aluno  do  primeiro  ano  que  eles    haviam
acorrentado, ento eles o torturaram feio.  Isso  assustou  as  pessoas.
 "No brinca," resmungou Rony, quando a passagem comeou  a  subir.  ",
bem, eu no podia pedir para as pessoas  passarem  pelo  que  o  Michael
passou, ento ns paramos com esse tipo de coisa.  Mas  ainda  estvamos
lutando, fazendo as  coisas por baixo dos panos, at umas  duas  semanas
atrs. Foi ento que eles decidiram que s tinha uma forma de  me  fazer
parar, eu acho, e eles foram atrs da  Vov."  "Eles  o  qu?"  disseram
Harry, Rony e Hermione juntos.  "," disse Neville, ofegando  um  pouco,
porque a passagem se tornava inclinada a cada  passo,  "bem,  voc  pode
entender  o  que  eles  estavam  pensando.  Tinha  dado  muito    certo,
seqestrando garotos para forar seus  familiares  a  se  comportar.  Eu
acredito que era uma questo de tempo  antes  deles  fazerem  o  caminho
inverso. O problema  foi que," ele os encarou, e Harry  estava  surpreso
de ver que o garoto estava sorrindo, "eles tentaram  abocanhar  mais  do
que podiam engolir com a Vov. Bruxinha velha    morando  sozinha,  eles
provavelmente pensaram que no precisava mandar ningum muito  poderoso.
De qualquer forma," Neville riu, "Dawlish ainda est no So Mungos  e  a
Vov foragida. Ela me enviou uma carta," ele deu uma palmada no bolso de
suas vestes, "me dizendo que estava orgulhosa de mim, que eu  sou  filho
dos meus pais,  e para continuar assim."  "Que legal." Disse Rony.  ","
disse Neville feliz. "o nico problema , assim que eles perceberam  que
no tinha como me ameaar, eles decidiram que Hogwarts podia  ficar  sem
mim, afinal.  Eu no sei se eles  estavam  planejando  me  matar  ou  me
mandar para Azkaban, de  qualquer  forma,  eu  sabia  que  era  hora  de
desaparecer." "Mas," disse Rony, parecendo totalmente confuso, "ns  no
estamos indo direto para Hogwarts?" "Claro que sim," disse Nevile. "Voc
vai ver. J chegamos." Eles viraram em um corredor e l na frente  deles
estava o fim da passagem. Outro pequeno lance de degraus  levava  a  uma
porta como a que estava escondida atrs do  retrato de  Ariana.  Neville
abriu-a e atravessou. Quando Harry seguiu, ele ouviu Nevile se dirigindo
 pessoas que estavam fora de vista:  "Olha quem est aqui! Eu no falei
para vocs?"  quando Harry entrou na sala que ficava atrs da  passagem,
houve vrios  gritos:  "HARRY!"  "  o  Potter,    o  POTTER!"  "Rony!"
"Hermione!" Harry se sentia  estranhamente  confuso  com  as  tapearias
coloridas, os lustres e muitos, muitos rostos. No momento seguinte, ele,
Rony e Hermione foram tragados,  abraados, levaram tapinhas nas costas,
seus cabelos desarrumados, suas mos chacoalhadas pelo que  parecia  ser
mais de vinte pessoas. Parecia que haviam acabado  de ganhar a final  de
Quadribol. "OK, OK, acalmen-se!" Nevile gritou, e a multido se afastou,
e  Harry  foi  capaz  de  observar  o  lugar  em  que  estavam.    Harry
definitivamente no reconhecia o dormitrio. Era enorme e parecia  muito
com o interior de uma suntuosa casa-na-rvore, ou talvez, uma gigantesca
cabine de  algum navio. Redes de dormir coloridas estavam fixas no  teto
e nos pilares que percorriam o aposento de madeira escura,  paredes  sem
janelas, que estavam cobertas  por tapearias. Harry viu o leo  dourado
da Grifinria ornado com vermelho; o texugo negro da Lufa-Lufa sobre  um
fundo amarelo e a guia em bronze da Corvinal, sobre  o  azul.  A  nica
tapearia que faltava era a verde e prateada da Sonserina. Havia grandes
caixas de livros, algumas vassouras encostadas nas paredes e num  canto,
um radiofone em uma caixa  de  madeira.  "Onde  ns  estamos?"  Na  Sala
Precisa,  claro!" disse Nevile. "Superou-se, no ? Os Carrows  estavam
me perseguindo, e eu sabia que s tinha uma chance para me esconder:  eu
consegui  passar pela porta e foi isso que eu encontrei!  Bem,  no  era
exatamente assim quando eu cheguei, era bem menor, s tinha uma  rede  e
s as cores da Grifinria. Mas  ela cresceu quando mais e  mais  membros
da A. D. chegaram." "E os Carrow  no  podem  entrar?"  perguntou  Harry
olhando ao redor a procura da porta. "No,"  disse  Simas  Finegan,  que
Harry no  tinha  reconhecido  at  que  ele  falou:  seu  rosto  estava
machucado e inchado. " um esconderijo perfeito, desde que um  de    ns
fique aqui, eles no podem nos pegar, a porta no abre.  tudo graas ao
Nevile. Ele realmente entende essa sala. Voc tem que  pedir  exatamente
aquilo que voc  precisa - tipo, 'Eu no quero que  nenhum  simpatizante
dos Carrows seja capaz de entrar' - e a sala faz isso por voc! Voc  s
tem que se certificar se fechou bem  as passagens. Neville  o cara!"

Isso foi bem direto, srio. - disse Neville modestamente -  Estava  aqui
fazia um dia e meio e estava ficando faminto, ento  desejei  algo  para
comer e foi a que a  passagem para o Cabea de Javali se  abriu.  Segui
por ela e foi quando encontrei Aberforth. Ele nos tem fornecido  comida,
pois, por alguma razo,  a nica coisa  que a sala  no  fornece  "Sim,
bem, comida  uma das cinco excees  Lei da  Transfigurao  Elementar
de Gamp," disse Rony para surpresa geral. Ento estamos escondidos  aqui
por quase duas semanas. - disse Simas - E a  sala  sempre  fornece  mais
redes sempre que precisamos delas, e ela at forneceu um banheiro  muito
bom quando as garotas  comearam  a  aparecer.  ....e  pensou  que  elas
gostariam de se lavar, sim. - complementou Lil Brown, quem Harry  ainda
no havia notado at o momento. Agora que ele olhava atentamente,  havia
muitos rostos conhecidos, as gmeas Patil, Terry Boot, Ernie  Macmillan,
Anthony Goldstein e Michael Corner. Mas nos diga o que vocs tm  estado
fazendo,"  disse  Ernie.  "H  tantos  rumores,  ns    temos    tentado
acompanh-lo pela Vigia de Potter (Potterwatch)." Ele apontou  para    o
rdio. "Vocs no invadiram  Gringotes,  n?"  "Eles  invadiram!"  disse
Nevile. "E o drago  verdade tambm!" Houve alguns  aplausos  e  alguns
uivos; Rony fez uma reverncia. "Do que vocs estavam atrs?"  perguntou
Simas com ansiedade. Antes que qualquer um  deles  pudesse  responder  a
questo, Harry sentiu uma terrvel dor na cicatriz. Harry deu as  costas
para as caras curiosas e alegres, a Sala   Precisa  desaparecera  e  ele
estava em p, dentro de uma casa de pedras em runas, o assoalho decado
estava  arrancado  sob  seus  ps,  ao  lado  de  um  buraco  no   cho,
desenterrada, estava uma caixa dourada, aberta e vazia e o grito furioso
de Voldemort vibrou dentro de sua cabea.  Com  um  enorme  esforo  ele
deixou a mente de Voldemort, voltando para onde estava, na Sala Precisa,
o suor escorria pelo seu rosto e Rony o segurava em p.  "Voc est bem,
Harry?" Nevile dizia. "Voc quer se sentar? Eu imagino que  voc  esteja
cansado, n?" "No," disse  Harry.  Ele  olhou  para  Rony  e  Hermione,
tentando contar a eles sem  palavras  que  Voldemort  tinha  acabado  de
descobrir a perda de uma de suas Horcruxes.   O  tempo  estava  passando
rpido: se  Voldemort  escolhesse  visitar  Hogwarts  em  seguida,  eles
perderiam sua chance. "Ns precisamos ir," ele disse,  e  as  expresses
deles indicavam que tinham entendido. "O  que  ns  vamos  fazer  ento,
Harry?" perguntou Simas. "Qual  o plano?" "Plano?" repetiu  Harry.  Ele
estava usando toda a sua fora de vontade para evitar sucumbir    raiva
de Voldemort, novamente: sua cicatriz estava queimando ainda.  "Tem algo
que ns - Rony, Hermione e eu - precisamos fazer,  e  depois  ns  vamos
sair daqui." Ningum mais estava rindo ou dando  uivos.  Nevile  parecia
confuso. "O que voc quer dizer, 'sair daqui?'" "Ns no  voltamos  para
ficar," disse Harry, esfregando sua cicatriz, tentando  acalmar  a  dor.
"Tem algo importante que ns precisamos fazer -" "O que  ?"  "Eu...  eu
no posso te contar." Ouve uma  onda  de  murmrios:  Nevile  franziu  o
senho. "Por que voc no pode nos contar? Tem algo  a  ver  com  a  luta
contra Voc-Sabe-Quem, certo?" "Bem, sim -" "Ento ns vamos te ajudar."
Os  outros  membros  da  Armada   acenavam    afirmativamente,    alguns
entusiasticamente, outros solenemente. Dois deles se levantaram de  suas
cadeiras para mostrar que estavam  preparados para  agir  imediatamente.
"Voc no entende," Harry parecia ter dito isso muitas vezes nas ltimas
horas. "Ns... ns no podemos contar para vocs.  Ns  temos  de  fazer
isso... sozinhos." "Por que?" perguntou  Nevile.    "Porque..."  Em  seu
desespero por comear a procurar a Horcrux desaparecida, ou ao menos ter
uma discusso particular com Rony e Hermione sobre  onde  eles  deveriam
comear  a  busca;  Harry  estava  achando  difcil   concentrar    seus
pensamentos. Sua cicatriz ainda esta ardendo.  "Dumbledore  deixou  para
ns trs uma misso," ele disse  cuidadosamente, "e ns  no  deveramos
contar... eu quero dizer, ele queria que ns  fizssemos  isso,  s  ns
trs." "Ns somos sua Armada," disse Nevile. "A  Armada  de  Dumbledore.
Ns todos estvamos nisso juntos, ns temos continuado com ela  enquanto
vocs trs estavam fora -"  "No  tem  sido  exatamente  um  piquenique,
cara." Disse Rony. "Eu nunca disse isso,  mas  no  vejo  o  porqu  no
confiar em ns. Todos nesta sala tm lutado e esto nessa sala porque os
Carrows os  estavam  perseguindo.  Todos  aqui    se  provaram  leais  
Dumbledore, leais a voc.." "Olhem... - comeou Harry, sem saber  o  que
iria dizer, mas no importava. A porta do  tnel  se  abriu  logo  atrs
dele. "Ns recebemos sua mensagem,  Nevile!  Ol  para  vocs  trs,  eu
pensei que estariam aqui!" Era Luna  e  Dino.  Simas  deu  um  grito  de
alegria e correu para abraar seu melhor amigo.  "Ol,  pessoal!"  disse
Luna felizmente. "Oh,  to bom est  de  volta!"  "Luna,"  disse  Harry
distraidamente. "O que voc est  fazendo  aqui?  Como  voc  ...?"  "Eu
mandei pra ela," disse Neville, segurando o galeo  falso.  "Eu  prometi
para ela e para Gina que se voc voltasse eu iria avis-las.  Todos  ns
pensamos que se  voc voltasse,  significaria  uma  revoluo.  Que  ns
iramos derrotar Snape e Carrows." " claro que  isso  que  significa,"
disse Luna animada. "no  Harry? Ns vamos  expuls-los  de  Hogwarts?"
"Ouam... - disse Harry, com uma  crescente  sensao  de  pnico  -  Me
desculpem, mas no foi por isso que voltamos. Tem  algo  que  precisamos
fazer e depois..." "Voc vai nos  abandonar  no  meio  dessa  confuso?"
disse Michael Corner.  "No!" disse Ron. "O  que  ns  vamos  fazer  ir
beneficiar todos no final,    tudo  para  conseguirmos  nos  livrar  de
Voc-Sabe-Quem -" "Ento deixo-nos ajudar!" disse Neville irritado. "Ns
queremos fazer parte disso!" Houve outro barulho detrs deles,  e  Harry
se virou. Seu corao pareceu parar. Gina estava passando pelo buraco na
parede, seguida de perto por Fred, George e Lino  Jordan. Gina lanou  a
Harry um sorriso radiante que ele havia  esquecido,  ou  nunca  o  havia
apreciado por completo, o quo bonito ele era, mas ele nunca se  sentira
to pouco animado em v-la "Aberforth est comeando a ficar  irritado,"
disse Fred, levantando sua mo respondendo a vrios  cumprimentos.  "Ele
queria dormir, mas seu bar est parecendo uma  estao de  trem."  Harry
ficou boquiaberto. Logo depois de Lino Jordan veio sua antiga  namorada,
Cho Chang. Ela sorria para  ele.  "Eu  recebi  a  mensagem,"  disse  ela
segurando o prprio galeo falso e ela caminhou at sentar  ao  lado  de
Michael Corner. "Qual  o plano Harry?" disse Jorge. "No existe nenhum,"
disse Harry, ainda  desorientado  pelo  surgimento  repentino  de  todas
aquelas pessoas, incapaz de absorver tudo enquanto  sua  cicatriz  ardia
to  forte. "Vamos bolando o plano conforme for  acontecendo?    o  meu
tipo favorito. - disse Fred "Voc tem que parar com isso!" disse Harry a
Neville. "Para que voc chamou todo mundo de volta? Isso    loucura  -"
"Ns vamos lutar, no vamos?" disse Dino, mostrando seu Galeo falso. "A
mensagem dizia que Harry estava de volta e que iramos lutar!  Eu  tenho
que pegar uma varinha,  ento -" "Voc no tem uma varinha --?"  comeou
Seamus. Ron virou-se para Harry. "Por que eles  no  podem  ajudar?"  "O
que?" "Eles podem ajudar."  Ele  abaixou  sua  voz  e  disse,  para  que
ningum, a no ser Hermione que estava entre eles, pudesse  ouvir.  "Ns
no sabemos onde est. Temos que  encontrar-lo  rpido.  No  precisamos
contar para eles que  uma Horcrux!"  - Eu acho que Rony est certo. Ns
nem sabemos o que estamos procurando. Precisamos deles. - E quando Harry
no parecia ter se convencido, - Voc no precisa fazer   tudo  sozinho,
Harry. Harry pensava rpido, sua cicatriz ainda incomodando. Sua  cabea
ameaava ceder novamente. Dumbledore havia dito para ele  no  contar  a
ningum sobre os Horcruxes,  a no ser para Rony e Hermione. Segredos  e
mentiras foi assim que crescemos,  e  Alvo...  ele  era  especialista...
Estaria ele se tornando Dumbledore, mantendo seus  segredos presos sob o
peito, com receio de confiar? Mas Dumbledore confiou em  Snape,  e  onde
isso levou? A ser assassinado no topo da torre mais  alta.  "Tudo  bem,"
ele disse baixo para os dois. "OK," ele disse alto para e todo o barulho
cessou: Fred e Jorge, que estavam contando piadas em beneficio  daqueles
que  estavam  perto,  ficaram  em  silencio  e  todos  olhavam  atentos,
excitados. "Tem algo que precisamos encontrar.  -  disse  Harry  -  Algo
que... algo que nos ajudar a  vencer  Vocs-Sabem-Quem.  Est  aqui  em
Hogwarts, mas no sabemos onde. Deve  ter pertencido  Corvinal.  Algum
ouviu falar de algo semelhante? Algum, por um  acaso,  se  deparou  com
algo com a guia gravada nele, por exemplo?"  Ele  olhou  com  esperana
para o pequeno grupo de alunos da Corvinal, para Padma, Michael, Terry e
Cho, mas foi Luna que respondeu, sentada no brao da cadeira da    Gina.
"Bom, tem o seu diadema perdido. Eu lhe disse  sobre,  lembra  Harry?  O
diadema perdido de Corvinal? Papai est tentando duplic-lo." "Sim,  mas
o diadema perdido," disse Michael, virando os olhos,  "  perdido  Luna.
Esse  problema!" "Quando foi perdido?" perguntou  Harry.  "H  sculos,
eles dizem" disse Cho e o corao de Harry deu uma remexida.  "Professor
Flitwick disse que o diadema sumiu com a  Corvinal.  Muitos  procuraram,
mas,"  ela apelou para seus companheiros de casa. "Ningum  nunca  achou
nem uma pista, no ?" Todos balanaram suas cabeas.  "Desculpa, mas  o
que  um diadema?" perguntou Ron. " um tipo de tiara, de coroa,"  disse
Teddy Boot. "Supostamente a tiara de Corvinal tinha poderes mgicos  que
aumentava a sabedoria de quem usasse." "Sim, "Os Sifes  de  zonzbulos"
do papai -" Mas Harry interrompeu Luna. "E nenhum  de  vocs  nunca  viu
nada que se parea com isso?" Todos negaram novamente. Harry olhou  para
Rony e Hermione e o mesmo desapontamento foi devolvido pelos olhares dos
amigos. Algo que fora perdido h tanto tempo,  aparentemente sem  deixar
rastro, no parecia um forte candidato  Horcrux escondida  no  castelo.
Antes que pudesse formular uma nova  pergunta,  Cho  falou:  -  Se  voc
quiser saber com o que o diadema se parece, Harry, posso lev-lo   Sala
Comunal de Corvinal e te mostrar. Ela  est  usando  o  diadema  em  sua
esttua. A cicatriz de Harry queimou novamente. Por um  momento  a  Sala
Precisa saiu do seu redor, e ao invs ele viu o solo escuro  e  revirado
sob seus ps, ele podia sentir  a  gigantesca  cobra  enrolada  em  seus
ombros. Voldemort estava voando novamente, fosse para o lago subterrneo
ou para o castelo, ele no sabia. Mesmo assim,  de  qualquer    maneira,
restava pouco tempo  "Ele  est  a  caminho."disse  baixo  para  Rony  e
Hermione. Ele olhou de relance para  Cho  e  depois  voltou  para  eles.
"Escutem, eu sei que no  muito para um lder, mas    eu  vou  dar  uma
olhada nessa esttua, pelo menos para saber como essa tiara  .  Esperem
por mim aqui, e vocs sabem, mantenham um ao outro em segurana."    Cho
tinha ficado de p, mas Gina disse um tanto quanto  rispidamente,  "No,
Luna vai levar o Harry, no vai Luna?"  "Ah  sim,  eu  gostaria  disso."
disse Luna feliz, enquanto Cho se sentava parecendo  desapontada.  "Como
ns samos daqui?" Harry perguntou a  Neville.  "Por  aqui."  Ele  guiou
Harry e Luna at um canto onde um  armrio  se  abriu  para  uma  escada
ngreme. "Sai cada dia em um lugar diferente, ento eles nunca conseguem
acha-la," Ele   disse.  "O  nico  problema    que  ns  nunca  sabemos
exatamente onde vai dar quando  samos".    Tenha  cuidado  Harry,  eles
sempre patrulham os corredores a noite."  "Sem problema."  disse  Harry.
"Vejo vocs num instante." Ele  e  Luna  subiram  correndo  a  escadaria
comprida e iluminada por tochas, com curvas nos locais mais inesperados.
Finalmente eles alcanaram o que parecia ser uma  parede slida.  "Entre
aqui em baixo." Harry disse a Luna, pegando a capa da  invisibilidade  e
jogando-a  por  cima  deles.  Harry  empurrou  a  parede  de  leve.  Ela
desapareceu ao simples toque e eles saram. Harry olhou para trs e  viu
que ela havia se fechado novamente. Estavam parados num corredor escuro.
Harry puxou  Luna para as sombras, apalpando a bolsa  ao  redor  de  seu
pescoo e retirou o Mapa do Maroto. Segurando-o  prximo  ao  nariz  ele
procurou e localizou os pontos dele  e de Luna. "Ns estamos  no  quinto
andar." ele sussurrou, vendo Filch se distanciar deles,  um  corredor  a
frente. "Vamos, por aqui." Eles foram se  esgueirando.  Harry  j  tinha
perambulado pelo castelo muitas vezes a noite,  mas  seu  corao  nunca
tinha batido nessa velocidade, sua segurana nunca tinha dependido tanto
de passar  por ali. Atravs dos reflexos da  luz  da  lua  no  cho,  os
capacetes das armaduras rangiam  ao  som  dos  passos  macios  deles  no
corredor, por alm dos cantos  quem  poderia    saber  o  que  estava  a
espreitar. Harry e Luna andaram, conferindo o Mapa do Maroto sempre  que
a luz permitia, e duas vezes parando para  deixar  um  fantasma  passar,
sem chamar sua ateno para eles. Ele esperava encontrar um obstculo  a
qualquer momento; Seu pior medo era Pirraa, e ele apurava seus  ouvidos
a cada pesso tentando   reconhecer  qualquer  sinal  de  aproximao  do
poltergeist.  "Esse  o caminho, Harry". - murmurou Luna,  segurando  na
manga  do  garoto  e  o  guiando  por  uma  escada   em    espiral.    "
 Eles subiram apertados, por crculos  que  os  deixavam  tontos.  Harry
nunca tinha estado ali antes. Eles alcanaram a porta. No tinha nenhuma
maaneta ou buraco de  fechadura: nada alm de uma simples  extenso  de
madeira velha,e uma aldrava de bronze em forma de guia. Luna levou  sua
plida mo  aldrava, que pareceu singularmente sinistra,  flutuando  no
ar, sem um brao ou um corpo. Ela bateu uma vez, mas no  silncio,  soou
como  uma exploso de um canho. O bico da guia se abriu, mas ao  invs
de um canto de ave, uma voz suave e musical falou: "O que vem  primeiro:
o fogo ou a fnix?" "Hum.. O que voc acha Harry?" disse Luna, parecendo
pensativa.  "O que? No tem uma senha?" "Ah no, voc tem que  responder
a pergunta." disse Luna "Mas e se voc responder  errado?"  "Bom,  ento
voc vai ter que esperar algum que acerte a resposta."  Luna  explicou.
"Uma maneira de aprender, entende?" "Entendo.. O problema  que ns  no
podemos realmente esperar por mais ningum, Luna."  "No, eu sei  o  que
voc quer dizer." disse Luna sria. "Bom, ento eu acho que a resposta 
que um crculo no tem comeo."  "Bem concludo." disse a voz, e a porta
se abriu. A Sala Comunal da Corvinal deserta, era ampla, circular,  mais
espaosa do que qualquer outra que Harry j vira em Hogwarts. Janelas em
arcos delicados pontuavam  as paredes,  com  cortinas  de  seda  azul  e
bronze.  Durante  o  dia,  os  alunos  da  Corvinal  tinham  uma   vista
espetacular das montanhas l fora. O teto era abobadado e pintado    com
estrelas, que  se  destacavam  no  carpete  azul  escuro.  Havia  mesas,
cadeiras, estante de livros, e num nicho, do lado oposto  porta, estava
uma esttua alta de  mrmore branco. Harry reconheceu  Rowena  Revenclaw
do busto que tinha visto na casa de Luna. A esttua ficava  ao  lado  de
uma porta que levava, pensou ele, aos dormitrios. Ele se  aproximou  da
figura em mrmore e ela  pareceu  retribuir  o  olhar,  com  um  sorriso
zombeteiro no rosto, bonito e ao mesmo tempo levemente  intimidador.  Um
delicado diadema  fora reproduzido em mrmore, no topo  de  sua  cabea.
No era como a tiara que Fleur usara em seu  casamento.  Havia  pequenas
palavras gravadas na pedra. Harry saiu   debaixo  da  Capa  e  subiu  no
pedestal da esttua de modo que pudesse l-las "Inteligncia sem  medida
 o maior tesouro do homem."  "O  que  o  faz  parecer  bem  encrencado,
estpido! - disse uma voz entre risos.. Harry girou o corpo,  escorregou
do pedestal e caiu no cho. A figura  curvada  de  Aleto  Carrow  estava
parada em frente a ele. E antes que Harry pudesse puxar a varinha,   ela
pressionou, com um dedo curto e grosso, a cobra e o crnio,  gravados  a
fogo em seu brao.

Crditos: Marcela Souza Reviso: Nancy

Captulo 30 - A demisso de Severo Snape
     No momento em que seu dedo tocou  a  marca,  a  cicatriz  de  Harry
queimou como fogo, o quarto estrelado sumiu de vista, e ele estava de p
em cima de uma rocha  sobre um penhasco, e o mar estava   sua  volta  e
havia um sentimento de triunfo em seu corao - Eles tm o garoto. 
     E barulho enurdecedor trouxe Harry  de  volta  a  onde  ele  estava
parado. Desorientado, ele levantou a sua varinha,  mas  a  bruxa    sua
frente j estava caindo; ela  atingiu o cho to fortemente que o  vidro
na estante tiniu. 
     - Eu nunca estuporei ningum a no ser em nossas  lies  da  AD  -
disse Luna, parecendo docemente interessada. - Isso foi mais  barulhento
do que pensava que seria.

           Dito e feito, o teto comeou a tremer rapidamente, ecoando os
passos cada vez mais altos e crescentes por trs da porta que levava aos
dormitrios. O  feitio de Luna havia acordado toda a casa Corvinal  que
dormia logo acima.

- Luna, cad voc? Eu preciso me esconder embaixo da capa!.
        Os ps de Luna apareceram do nada; ele se apressou  para  o  seu
lado e ela colocou a capa sobre eles enquanto a porta j se  abria  e  o
barulho dos alunos da  Corvinal, todos em suas roupas de dormir, inundou
a sala comunal. Soluos e choros de surpresa ecoaram quando  eles  viram
Aleto deitada l inconsciente. Devagar eles    se  arrastaram  ao  redor
dela, um monstro  brutal  que  poderia  acordar  a  qualquer  momento  e
atac-los. Ento um bravo e pequenino primeiro-anista lanou-se  frente
e espetou o traseiro dela com o dedo do p.
          - Eu acho que talvez esteja morta! - Ele gritou com prazer. 

        -Oh, olhe! - sussurrou Luna feliz, enquanto a  Corvinal  inteira
estava em volta de Aleto. - Eles esto contentes.
          -Sim...legal...

           Harry fechou seus olhos,  e  sua  cicatriz  vibrou  novamente
fazendo-o mergulhar novamente na  mente  de  Voldemort...Ele  estava  se
movendo pelo tnel da primeira   caverna....Ele  quis  certificar-se  do
medalho antes de vir...mas ele no se demoraria por muito tempo... 
        Houve uma pancada na porta  da  sala  comunal  e  cada  Corvinal
congelou-se. Do outro lado, Harry ouviu a voz macia, musical que  emitiu
da aldrava em forma de  guia: 
         - Para onde os objetos desaparecidos vo?
          - E eu vou saber?  Cale-se  -  resmungou  uma  voz  furiosa  e
incomum que Harry conhecia como do irmo Carrow, Amico,  "Aleto?  Aleto?
Voc est a? Voc o pegou?  Abra a porta! 

        Os Corvinais estavam sussurrando entre eles, horrorizados. Ento
sem aviso, veio uma srie de altos estampidos, como se algum  estivesse
disparando uma  arma na porta.

         - ALETO! Se ele vier, e ns no tivermos pegado o Potter - voc
quer ficar do mesmo jeito que os Malfoys? RESPONDA-ME! -  berrou  Amico,
sacudindo a porta  com intensidade, mas mesmo assim ela no se abriu.  A
Corvinal estava toda recuando e  alguns  dos  mais  assustados,  estavam
retornando  escada que levava aos seus  quartos.

        Enquanto isso, Harry estava pensando se poderia destruir a porta
e estuporar Amico antes que o Comensal da Morte  fizesse  alguma  coisa,
uma segunda e muito  familiar voz soou pela porta.
 
     - Posso saber o que voc est fazendo, Professor Amico?
     - Tentando - passar - por essa droga - de porta!- gritou  Amico.  -
V e chame o professor Flitwick! Traga-o para abri-la agora! 
      - Mas a sua irm no est a  dentro?  -  perguntou  a  professora
McGonagall. - O professor Flitwick no a  deixou  entrar  ainda  hoje  
tarde, seguindo a um pedido  urgente seu? Talvez ela possa abrir a porta
para voc? Assim voc no precisar acordar metade do castelo.

- Ela no est atendendo, sua velha! Voc abre! Bolas! Faa isso  agora!
- Certamente, se voc deseja  -  disse  a  professora  McGonagall,  numa
frieza horrorosa. Houve uma gentil batida ma maaneta e uma voz  musical
perguntou novamente. - Para onde os objetos desaparecidos vo?
         - Para o inexistente,  como  todas  as  coisas  -  respondeu  a
professora McGonagall.

         - Bem respondido, disse a aldrava de guia da porta, abrindo-a.
          Os poucos alunos da  Corvinal  que  tinha  ficado  para  trs,
correram para as escadas enquanto Amico explodiu pela entrada, brandindo
a sua varinha. Assim  como sua irm, tinha um rosto plido, macilento  e
olhos minsculos, que recaram sobre  Aleto,  inerte  no  assoalho.  Ele
deixou sair um grito de fria e espanto.
     - O que esses pestinhas fizeram? - ele gritou. - Eu vou tortur-los
at que me falem quem fez isso - e o que dir o Lord das Trevas?  -  ele
tremeu, parado sobre  sua irm batendo com o punho em sua testa.  -  Ns
no o pegamos, e eles se foram e a mataram!
     
         - Ela s foi estuporada  -  disse  a  Professora  McGonagall  i
impacientemente, que tinha se abaixado para examinar Aleto. - Ela ficar
perfeitamente bem. 

     - No, com certeza ela no ficar. - berrou Amico. - No depois que
o Lord das Trevas peg-la! Ela o chamou, eu senti minha marca queimar  e
ele acha que ns  estamos com o Potter!
     -  Que  esto  com  Potter?  -  disse  a   Professora    McGonagall
severamente. - O que voc quer dizer com ESTO COM O POTTER?
     - Ele nos disse que o Potter poderia  tentar  entrar  na  torre  da
Corvinal e que era para o chamar caso o pegssemos!
     - Por que Harry Potter tentaria entrar na Torre da Corvinal! Potter
pertence  minha Casa!

     Apesar da falta de crena e da raiva, Harry ouviu um pequeno  sinal
de orgulho na voz dela e a sua afeio por  Minerva  McGonagall  cresceu
dentro dele.  - Disseram-nos  que  ele  talvez  viesse  para  c!  disse
Carrow. - Eu no sei o porqu.
      A Professora McGonagall levantou-se e seus  quenos  e  brilhantes
olhos varreram a sala. Por duas vezes eles passaram justamente no  lugar
em que Harry e Luna  estavam. 
     
          - Ns podemos pressionar as crianas - disse  Amico,  com  sua
cara de porco maligna. - Sim, isso  o que faremos.  Diremos  que  Aleto
foi atacada de surpresa  pelas crianas, aquelas crianas l em  cima  -
ele  olhou  para  cima,  encarando  o  teto  estrelado  em  direo  aos
dormitrios - e diremos que eles a foraram a tocar  a Marca e por  isso
que ele recebeu um alarme falso... Ele poder puni-las. Afinal,  algumas
crianas  mais ou  menos, qual a diferena?
     
        - S a diferena entre a verdade e a mentira, coragem e covardia
-  disse  a  Professora  McGonagall,  que  tinha  ficado  plida  -  uma
diferena, pequena,  qual  voc e a sua irm parecem ser  incapazes  de
apreciar. Mas permita-me deixar uma coisa  muito  clara:  Voc  no  ir
jogar as suas muitas idiotisses nos estudantes  de    Hogwarts.  Eu  no
permitirei.
     
         - Como ? 
      Amico moveu-se para  frente  at  ficar  ofensivamente  prximo  a
Professora McGonagall, seu rosto  milmetros do dela. Ela se recusou  a
se afastar, mas o olhou  como se ele fosse  algo  desagradvel  que  ela
encontrou num assento sanitrio. 

     - No  o caso do qu voc ir permitir,  Minerva  McGonagall.  Seu
tempo acabou. Somos ns que estamos no comando aqui agora, e voc ir me
apoiar ou pagar o  preo.
     E ele deu um bofeto no rosto dela
          Harry arrancou a capa, empunhou sua varinha e disse:
     - Voc no deveria ter feito isso!
     
          Enquanto Amico se virava rapidamente, Harry gritou "Crucio!"
          O Comensal da Morte se elevou. Ele se contorceu no ar como  se
estivesse se afogando, debulhando e gritando de  dor  e  ento,  com  um
barulho de vidros quebrados,  ele se esmagou contra a estante disforme e
insensvel, caindo ao cho. 
      - Agora sei o que a Belatriz quis dizer - disse Harry, o sangue em
fervendo em seu crebro - Voc precisa realmente querer.
     -  Potter!-  sussurrou  a  Professora  McGonagall,  com  o  corao
apreensivo - Potter voc est aqui! O qu?...Como?  -  Ela  se  esforou
para se recompor. - Potter,  isso foi idiotice!
         - Ele te deu um tapa!- disse Harry.
         -  Potter,  eu...isso  foi  muito...muito  gentill    de    sua
parte...mas voc no entende...?"
          - Sim, entendo- Harry lhe assegurou. De alguma forma o  pnico
dela se aquietou. - Professora McGonagall, Voldemort est vindo!
          - Oh, agora ns podemos dizer o nome dele?  -  Perguntou  Luna
com um ar de interesse, saindo da capa da invisibilidade. A apario  de
mais um fugitivo pareceu   oprimir  a  Professora  McGonagall  que  caiu
desconcertada numa cadeira  prxima,  apertando  a  gola  de  seu  velho
vestido.
           - Eu no acho que far qualquer diferena  como  o  chamamos"
Harry disse  Luna. - Ele j sabe que estou aqui. - Numa parte  distante
do crebro de Harry,  aquela parte conectada com a raiva, a cicatriz que
queima como fogo, ele pode ver Voldemort navegando rapidamente  sobre  o
lago negro no  fantasmagrico  barco  verde...Ele    estava  prximo  de
alcanar a marina de pedra...
         - Voc precisa se apressar - sussurrou a Professora McGonagall,
-Agora Potter, o mais rpido que puder!
         - No posso - disse  Harry.  -  Tem  algo  que  preciso  fazer.
Professora, a senhora sabe onde a diadema da Corvinal est?
         - O d-diadema da Corvinal? Claro que no...no est  perdido  
sculos? - Ela se endireitou um pouco mais na cadeira - Potter,  isso  
loucura, loucura total,  para voc entrar neste castelo...

     - Eu precisei- disse  Harry.  -  Professora,  existe  alguma  coisa
escondida que tenho de encontrar, e pode ser o  diadema...Se  a  senhora
puder falar com o professor  Flitwick...
      Houve o som de um movimento, de vidro quebrado.  Amico  estava  de
volta. Antes que Harry ou Luna pudessem fazer alguma coisa, a Professora
McGonagall se levantou,  apontando a sua varinha para o grogue  Comensal
da Morte, e disse "Imperius".

     Amyco se levantou, passou por sua irm, pegou sua varinha e depois,
se esgueirou obedientemente  Professora McGonagall e a  entregou  assim
como a dele prprio.  Depois, ele se deitou no cho ao lado de Aleto.  A
Professora McGonagall acenou com a varinha novamente e  uma  fina  corda
prateada apareceu no ar e serpenteou em volta  dos Carrows, amarrando-os
firmemente.

     - Potter - disse a Professora McGonagall virando-se para  encar-lo
com  uma  incrvel  indiferena  para  os  perplexos  Carrows,   -    se
aquele-que-no-deve-ser-nomeado  souber realmente que voc est aqui...

     Enquanto ela falava, uma raiva  crescente,  como  uma  dor  fsica,
flamejou atravs de Harry, fazendo com que sua cicatriz queimasse e  por
um segundo, ele olhou  atravs de uma bacia cuja poo tornara-se  clara
e  viu  que  nenhum  medalho  dourado  permaneceria    salvo  sob    a
superfcie... 
     - Potter, voc est bem - disse a voz, e Harry voltou.  Ele  estava
se agarrando aos ombros de Luna para se manter em p.
     - O  tempo  est  se  esgotando.  Voldemort  est  se  aproximando.
Professora, eu estou agindo de acordo com as ordens  de  Dumbledore.  Eu
preciso encontrar o que ele  queria que eu  encontrasse!  Mas  temos  de
tirar os alunos daqui enquanto eu procuro pelo castelo...Voldemort  quer
 mim, mas ele no se importar em matar alguns   mais ou  menos,  no
agora...- no agora que ele sabe que eu  estou  atacando  as  Horcruxes,
Harry completou a frase em sua mente.
     - Voc est agindo sobre ordens de Dumbledore? - ela repetiu com um
olhar pensativo.
     Ento - ela se levantou, parecendo mais alta. - Ns asseguraremos a
escola contra Aquele-que-no-deve-ser-nomeado enquanto voc porcura  por
este...objeto.

     - Isso  possvel?
     - Acho que sim -  disse  a  Professora  McGonagall  secamente-  ns
professores somos bem treinados em magia, sabe.  Tenho  certeza  de  que
poderemos segura-lo por um  tempo se todos nos esforarmos nisso.  Claro
que alguma coisa ter de ser feita  respeito do Professor Snape...

     - Deixe-me...

     -...e se Hogwarts est prestes a  ser  sitiada,  com  o  Lorde  das
Trevas em seus portes, ser realmente prudente tirarmos o maior  nmero
de inocentes possveis  do caminho. Com a rede de Flu sob superviso e a
aparatao sendo impossvel nesse terreno...
     - Existe uma maneira - disse  Harry  rapidamente,  e  ele  explicou
sobre a passagem secreta que levava  Cabea de Javali.
     - Potter, ns estamos falando de centenas de estudantes...
     - Eu sei Professora, mas se Voldemort e os Comensais da Morte esto
concentrados nas fronteiras da escola, eles no estaro interessados  em
ningum Desaparatando  do Cabea de Javali.
     -, voc pode ter razo, ela concordou.  Ela  apontou  sua  varinha
para os Carrows  e  uma  rede  prateada  caiu  em  seus  corpos  inertes
amarrando-se  sua volta, iando-os  no ar indulgentemente acima do azul
e dourado do teto como duas grandes e feias criaturas do mar.  -  Vamos.
Precisamos alertar os diretores das outras casas.  melhor  voc colocar
a capa novamente.
     Ela andou em direo    porta  e  assim  que  saiu,  levantou  sua
varinha. De sua ponta, estouraram trs gatos prateados com espetaculares
marcas em seus olhos. Os  Patronos saram buscando  frente,  iluminando
com uma luz prateada as espirais  da  escadaria  enquanto  a  Professora
McGonagall, Harry e Luna se apressavam a desc-la.  Eles correram  pelos
corredores e um  um os patronos os deixaram. O  vestido  de  tartan  da
Professora McGonagall se arrastava  pelo  cho  enquanto  Harry  e  Luna
corriam  atrs dela embaixo da capa.

     Eles haviam descido mais dois andares quando uma quietude  estranha
os alcanou. Harry cuja cicatriz ainda cutucava, ouviu-os primeiro.  Ele
sentiu na bolsinha  em volta de seu pescoo pelo  mapa  do  Maroto,  mas
antes que ele pudesse pega-lo, McGonagall tb pareceu se conscientizar da
companhia. Ela parou, levantou sua varinha  pronta para duelar e disse:
     - Quem est a?
     - Sou eu, disse uma voz baixa.
     Detrs de uma armadura, Severo Snape apareceu. 
     O sangue de Harry ferveu  menor vista dele. Tinha se esquecido dos
detalhes  da  aparncia  de  Snape  com  a  magnitude  dos  seus  crimes
esquecido, como seu cabelo  preto, gorduroso, emoldurando como  cortinas
seu rosto fino, como seus olhos pretos  tinham  um  olhar  impenetrvel,
frio. Ele no usava pijamas, mas estava vestido  em sua usual capa preta
e mantinha sua varinha pronta para a luta.

     - Onde esto os Carrows? - ele perguntou silenciosamente.
     - Onde quer que voc mandou-os estar, eu espero, Severo -  disse  a
Professora McGonagall.
     Snape aproximou-se a ela e  seus  olhos  passaram  pela  Professora
McGonagall para o ar  sua volta, como se ele soubesse que Harry  estava
l. Harry aprontou sua  varinha, pronto para atacar.

     - Eu estava com uma  impresso  -  disse  Snape,  -  de  que  Aleto
aprisionou um intruso.
     - Jura? - disse McGonagall. - E o que lhe deu essa impresso?
     Snape fez um movimento rpido em seu brao esquerdo, onde  a  marca
negra estava queimada em sua pele.
     - Oh, mas naturalmente - disse a  Professora  McGonagall.  -  Vocs
Comensais da Morte  tm  seus  prprios  meios  de  comunicao,  eu  me
esqueci.
     Snape fingiu no ouvi-la. Seus olhos ainda procuravam o ar   volta
dela e ele estava se movendo gradualmente mais perto,  com  ar  de  quem
estava duramente anunciando  o que iria fazer.

     - Eu no sabia que  era  sua  noite  de  patrulhar  os  corredores,
Minerva.
     - Voc faz alguma objeo?
     - Eu fico me perguntando o que fez com que voc sasse  da  cama  
essa hora?
     - Pensei ter ouvido um distrbio - disse a Professora McGonagall.

     - Verdade? Mas tudo parece calmo. Snape olhou-a nos olhos.  -  Voc
viu Harry Potter, Minerva? Porque se voc viu, eu devo insistir... 
     A Professora McGonagall moveu-se mais  rpido  do  que  Harry  pde
acreditar. Sua varinha cortou rapidamente o ar e por meio segundo  Harry
achou que Snape iria  cair subitamente inconsciente,  mas  velozmente  o
seu  encantamento  escudo  foi  to  forte  que  McGonagall  perdeu    o
equilbrio. Ela brandiu sua varinha com o toque contra  a parede  e  ela
voou contra as estantes.
     Harry, prestes  amaldioar Snape, foi forado  puxar Luna fora do
caminho das flamas descendentes, que se tornaram um  anel  de  fogo  que
encheu o corredor e  voou como um lao at Snape...

     E ento no havia mais nenhum fogo, mas uma grande e negra serpente
que McGonagall explodiu em fumaa, que se re-formou e se solidificou  em
segundos para se  transformar num  enxame  de  adagas.  Snape  evitou-os
somente forando o peitoral da armadura em frente dele, e com o ecoar de
estampidos elas se afundaram uma aps  a outra, em seu peito... 
     - Minerva!- disse uma voz esganiada  e  olhando  s  suas  costas,
ainda protegendo Luna dos feitios voadores, Harry  viu  os  Professores
Flitwick e Sprout correndo    pelo  corredor,  ainda  em  seus  pijamas,
seguidos pelo professor Slughorn em seu encalo.
     - No!- gritou Flitwick, levantando sua varinha. "Voc no  causar
mais mortes em Hogwarts!
     O feitio de Flitwick bateu na armadura na qual Snape estava usando
como escudo: com um rudo ela veio  vida.  Snape  esforou-se  para  se
livrar de seus braos  esmagados e lanou-a de volta a  seus  atacantes.
Harry e Luna tiveram que mergulhar lateralmente para evitarem  de  serem
esmagados contra a parede e as estantes. Quando  Harry olhou  para  cima
novamente, Snape estava voando em cheio enquanto McGonagall, Flitwick  e
Sprout avanavam sobre ele. Ele forou sua entrada  pela  porta  de  uma
sala de aula e, momentos depois, ele ouviu McGonagall gritar,  "COVARDE!
COVARDE!"
     - O que aconteceu? O que aconteceu? - perguntou Luna.
     Harry arrastou-a para seus  ps  e  eles  correram  pelo  corredor,
arrastando a Capa da Invisibilidade atrs deles, na deserta sala de aula
onde os professores McGonagall,  Flitwick e  Sprout  estavam  sobre  uma
janela quebrada. 
     - Ele pulou - disse a professora McGonagall enquanto Harry  e  Luna
adentravam a sala. 
     - Voc quer dizer que ele est morto? - Harry  apressou-se  para  a
janela, ignorando os gritos chocados dos professores Flitwick  e  Sprout
com a sua repentina  apario. 
     - No,  ele  no  est  morto  -  disse  McGonagall  amargamente  -
Diferentemente de Dumbledore, ele ainda estava  com  a  sua  varinha...e
parece que aprendeu alguns truques  com o seu mestre - Com um tremor  de
horror, Harry viu  distncia algo como  um  enorme  morcego  voando  na
escurido pelos permetros do muro.
     Haviam passos atrs deles e uma respirao ofegante. Slughorn havia
acabado de chegar. 
     - Harry! - disse ele ainda ofegante, massageando seu peito sob  seu
pijama verde esmeralda de seda.

     -  Meu  querido  garoto...que   surpresa...Minerva,    por    favor
explique...Severus...o qu...?
     - Nosso diretor est tirando um breve recesso - disse a  Professora
McGonagall, apontando ao buraco na janela com a forma de Snape.

     - Professora! - Harry apertou veementemente  sua  cicatriz  em  sua
testa, ele podia ver o lado repleto de Inferi deslizando abaixo dele,  e
sentiu o fantasmagrico  barco verde colidir com a costa logo  abaixo  e
Voldemort deixando-o com a morte em seu corao... 
     - Professora, temos de proteger a escola, ele est vindo agora!

     Tudo bem. Aquele-que-no-deve-ser-nomeado est vindo -ela disse aos
outros professores. Sprout e Flitwick soltaram  um  suspiro  em  choque.
Slughorn deixou escapar  um pequeno gemido - Potter tem  um  trabalho  
fazer no castelo segundo ordens de  Dumbledore.  Precisamos  colocar  em
prtica cada proteo que pudermos enquanto Potter  faz  o  que  precisa
fazer.
     - Voc tem conscincia que  nada  do  que  fizermos  poder  manter
Voc-sabe-quem fora do castelo indefinidamente? - esganiou o  Professor
Flitwick.
     - Mas podemos atrasa-lo - disse a Professora Sprout.
     - Obrigada, Pomona - disse a Professora  McGonagall  e  entre  elas
houve um olhar mrbido de entendimento - Eu sugiro que estabeleamos uma
proteo bsica pelo  castelo  e  ento,  reunir  os  estudantes  e  nos
encontrarmos no Salo Principal. A maior parte dever ser evacuada,  mas
todos aqueles que forem maiores de idade  e  quiserem    ficar  e  lutar
devero receber a sua chance.
     - Concordo - disse a Professora Sprout, j correndo  em  direo  
porta - Eu os encontrarei no Salo Principal com a minha casa  em  vinte
minutos. 
     E enquanto ela saa de  vista,  eles  puderam  ouvi-la  murmurando,
"Tentculas, Visgo do Diabo e sementes de  "Snargaluff"...sim,  gostaria
de ver os Comensais da  Morte lutando contra isso."
     - Eu posso agir daqui - disse Flitwick  e  apesar  dele  quase  no
poder enxergar nada l fora, ele  apontou  a  sua  varinha  pela  janela
quebrada e comeou a murmurar   encantamentos  de  grande  complexidade.
Harry ouviu um estranho  barulho  estrondoso,  enquanto  Flitwick  havia
liberado o poder do vento no terreno. 
     - Professor - disse  Harry  aproximando-se  do  pequeno  mestre  de
feitios - Professor desculpe a interrupo, mas isso    importante.  O
Senhor tem alguma idia  de onde o diadema da Corvinal est?
      -....Protego Horribillis...o diadema de Corvinal?  -  esganiou-se
Flitwick. - Sabedoria demais nunca  errado, Potter, mas eu no acredito
que ter muito uso  nessa situao!
     - Eu s quis dizer...o senhor sabe onde est? Alguma vez o senhor a
viu?
     - Ver - nenhuma pessoa viva j a  viu!  -  Est  perdida  h  muito
tempo, garoto. 

     Harry sentiu uma mistura de desespero, desapontamento e  pnico.  O
que, ento, seria a Horcrux?

     -  Devemos  encontrar  voc  e  os  alunos  da  Corvinal  no  Salo
Principal, Filius! disse a Professora McGonagall, pedindo  que  Harry  e
Luna a seguissem.

     Eles tinham acabado de chegar prximo  porta, quando  o  professor
Slughorn bradou.

     - Minha palavra - ele ofegou, plido e suando, seu bigode de  morsa
se agitando. - Quanta coisa a fazer! No estou  completamente  certo  de
que isso seja certo,  Minerva. Ele conseguir achar um jeito  de  entrar
e,  qualquer  um  que  ficar  em  seu  caminho  encontrar   um    grave
arrependimento...
     - Eu espero voc e a Sonserina no Salo principal em vinte  minutos
tambm - disse McGonagall. - Se voc deseja deixar o  castelo  com  seus
alunos, no o impediremos.  Mas se algum de vocs tentar  sabotar  nossa
resistncia ou levantar armas contra ns neste castelo,  ento  Horcio,
duelaremos para matar. 
     - Minerva! - ele disse horrorizado.
     - A hora chegou para a casa  de  Sonserina  se  decidir  sobre  sua
lealdade - interrompeu a Professora McGonagall - V  e  acorde  os  seus
alunos, Horcio.
     Harry no ficou para ver o confuso  Slughorn.  Ele  e  Luna  haviam
parado quando a Professora McGonagall, que se postou no meio do corredor
e empunhou a sua varinha.

      - Piertotum...oh, pelos cus, Filch, no agora...
     O velho guardio tinha acabado de chegar  se  arrastando,  gritando
"Alunos fora da cama! Alunos pelo corredor!"
     - Eles tm que estar seu idiota tagarela  -  gritou  McGonagall.  -
Agora v e faa algo til! Encontre Pirraa!
     -P-Pirraa? - gaguejou Filch como se nunca tivesse  ouvido  o  nome
antes.
     - Sim, Pirraa, seu imbecil, Pirraa! Voc no tm se queixado dele
 mais de um quarto de sculo? V busca-lo de uma vez!
     Filch evidentemente pensou que a Professora  McGonagall  perdera  a
noo,  mas  foi  se  afastando  arrastadamente,  murmurando  sobre    a
respirao afetada. 
     "E agora...Piertotum Locomator!", gritou a Professora McGonagall. E
por todo o corredor as esttuas e armaduras pularam de seus pedestais, e
os rudos estrondosos  ecoando acima e abaixo no cho, Harry  soube  que
seus companheiros pelo castelo fizeram o mesmo. 
     -  Hogwarts  est  ameaada!-  gritou  McGonagall.  -  Assumam    o
permetro, protejam-nos, cumpram seu dever com a escola!
     Tinindo e gritando, a horda de estatuas se  movia  desordenadamente
depois de Harry, algumas delas menores, outras maiores que a vida. Havia
animais tambm e  o tilintar das  armaduras  brandindo  suas  espadas  e
esferas presas em correntes.
     - Agora Potter, disse  McGonagall,  voc  e  a  senhorita  Lovegood
precisam voltar aos seus amigos e traze-los ao Salo Principal...Eu devo
trazer os outros Grifinrias."  Eles partiram para  o  topo  da  prxima
escadaria, Harry e Luna voltaram-se para a passagem secreta que levava 
sala precisa.  Enquanto  eles  corriam,  encontraram-se    com  diversos
alunos, usando capas de viagem sobre seus pijamas, sendo levados para  o
Salo principal pelos professores e pelos monitores.

     - Aquele era o Potter!
     - Harry Potter!
     - Era ele, eu juro, acabei de v-lo!
     Mas Harry no se virou para olhar, e finalmente eles  alcanaram  
entrada da sala  precisa,  Harry  se  inclinando  em  direo    parede
encantada, que se abriu para  admiti-los, e ele  e  Luna  se  apressaram
pelos degraus ngremes da escadaria.

     - O q...?

     Quando a vista de Harry se acostumou  ao  ambiente,  ele  j  havia
descido alguns degraus em choque. Estava mais lotada do  que  na  ltima
vez que havia estado l.  Kingsley e Lupin  estavam  olhando  para  ele,
assim como Olvio Wood, Ctia Bell, Angelina Johnson e  Alicia  Spinnet,
Gui e Fleur, e Sr. e Sra. Weasley. 
     - Harry o que est acontecendo? - disse Lupin, encontrando-o ao  p
da escada.
     - Voldemort est a caminho, eles esto protegendo a  escola...Snape
fugiu...O que vocs esto fazendo aqui? Como vocs souberam?
     - Mandamos mensagens  para  o  resto  da  Armada  de  Dumbledore  -
explicou Fred. - Voc realmente  no  esperava  que  fssemos  perder  a
diverso, Harry, e a A.D. deixou  que a Ordem soubesse e foi  meio  como
uma bola de neve.
     - Mas e a, Harry? - perguntou Jorge.- O que est rolando?
     - Eles esto  evacuando  as  crianas  menores  e  todos  esto  se
reunindo no Salo Principal para se organizar -  disse  Harry.-  Estamos
Lutando.
     Houve um grande rugido pela escada, ele foi  pressionado  contra  a
parede enquanto os outros minguados membros da Ordem, a A.D. e o  antigo
time de quadribol de  Harry passavam por ele, todos com suas varinhas em
punho, pelo castelo principal.
     - Vamos Luna - Dino chamou-a quando passou por ela,  oferecendo-lhe
a mo livre, a qual ela pegou e o seguiu pelas escadas. A  multido  foi
diminuindo. Somente  um pequeno grupo ficou para trs na sala precisa  e
Harry se juntou a eles. A Sra Weasley ralhava com  Gina.    sua  volta,
permaneceram Lupin, Fred, Jorge, Gui e Fleur.

     - Voc  menor de idade! - Gritou o Sra. Weasley conforme Harry  se
aproximava. - No vou permitir! Os garotos tudo bem, mas voc, voc  tem
de voltar para casa!.
     - No vou! - O cabelo de Gina  esvoaou  enquanto  ela  puxava  seu
brao do aperto de sua me. 
     - Sou da Armada de Dumbledore...
     - Um grupo de adolescentes
     - Um grupo de adolescentes que se arriscou a persegui-lo, coisa que
ningum mais se ousou a fazer - Disse Fred.
     - Ela tem dezesseis anos!- gritou a Sra  Weasley.  -  Ela  no  tem
idade suficiente! No que vocs dois estavam pensando quando a  trouxeram
com voc vocs...

     Fred e Jorge se entreolharam envergonhados. 
     - Mame est certa, Gina - disse Gui gentilmente. - Voc  no  pode
fazer isso. Todos os menores de idade tero de sair,  o certo!
     - No posso ir para casa! -  gritou  Gina  com  lgrimas  de  raiva
saindo de seus olhos. - Minha famlia inteira est aqui, no posso ficar
esperando l sozinha  sem saber e...
     Seus olhos encontraram com os de Harry  pela  primeira  vez  .  Ela
olhou-o implorando, mas ele desviou-se dela e ela virou-se amarga.

     - Ta -disse ela, encarando a entrada do tnel que levava ao  cabea
de javali. - Direi adeus agora, por enquanto e...
     Houve uma batida alta  e  confusa.  Algum  mais  subia  com  certa
dificuldade  pelo  tnel,  cambaleante  e  caindo.  Ele   se    arrastou
vagarosamente  para  a  cadeira  mais    prxima,   olhou    ao    redor
assimetricamente pela margem dos chifres de vidro e disse.
     - Estou muito atrasado? J comeou. Eu acabei de  descobrir,  ento
eu...eu...- Percy parou de repente em silncio.  Evidentemente  ele  no
esperava encontrar  com toda a sua famlia. Houve um longo momento de um
silncio atordoante, quebrado por  Fleur  que  se  virou  para  Lupin  ,
dizendo numa tentativa transparentemente descontralada  tentando quebrar
a tenso.
     - Ento, como estarrrr o pequeno Teddy?
     Lupin piscou para ela,  alarmado.  O  silncio  entre  os  Weasleys
pareceu se solidificar, como gelo. 
     - Eu...ah sim...ele est bem - Lupin disse elevando sua voz. - Sim,
Tonks est com ele...na casa da sua me...
     Percy e os outros Weasleys ainda se encaravam, petrificados.
     - Aqui, eu tenho uma foto!  Lupin  disse  de  forma  descontrolada,
tirando a fotografia do bolso de sua jaqueta e  mostrando-a    Fleur  e
Harry, que viu um pequeno  beb com um tufo de cabelo turquesa, passando
pela primeira vez na cmera.
     - Eu fui um idiota!- Percy rugiu to alto que  Lupin  quase  deixou
cair a fotografia. - Eu fui um  idiota,  pomposo  e  orgulhoso,  eu  fui
um...um...
     -Um  amante  do  ministrio,  um  destruidor   de    famlia,    um
grandessssimo imbecil - disse Fred. Percy engoliu secamente.

     - Sim, eu fui!
     - Bom, voc no poder  ser  mais  justo  que  isso  -  disse  Fred
oferecendo sua mo  Percy.
     A Sra Weasley caiu em lgrimas. Ela correu para empurrar Fred  para
o lado e puxando Percy para um abrao apertado, enquanto ele dava  leves
tapinhas em suas  costas, olhando para seu pai.

     - Me desculpe, papai - disse Percy.
     O Sr Weasley deu uma piscaleda rpida e  ento  ele  tambm  correu
para abra-lo.
     - O que o fez ver a realidade, Percy - perguntou Jorge. 
     - J tenho percebido faz um tempo  -  disse  Percy,  limpando  seus
olhos sob os culos com um canto de sua capa de viagem. - Mas  eu  tinha
de encontrar uma maneira  e no  to fcil no  Ministrio,  eles  esto
prendendo os traidores o tempo  todo.  Eu  fiz  de  tudo  para  contatar
Aberforth e ele me deu a dica a uns 10 minutos de que   Hogwarts  estava
se preparando para lutar, ento, aqui estou eu!
     - Bem, ns realmente esperamos que nossos  monitores  liderem  numa
poca como essas. - disse Jorge numa imitao perfeita do jeito  pomposo
de Percy. - Agora,  vamos subir e lutar, ou todos os bons  Comensais  da
Morte j tero sido pegos.
     - Ento voc  minha cunhada agora? - disse Percy, dando as mos  
Fleur enquanto eles se apressavam  pelas  escadarias  com  Gui,  Fred  e
Jorge.
     - Gina! - bradou a Sra Weasley.
     Gina havia  aproveitado  a  distrao  com  a  reconciliao,  para
disfaradamente tambm descer as escadas de fininho.

     - Molly, o que voc acha disso? - disse Lupin. - Porque a Gina  no
fica aqui, assim pelo menos ela  estar  presente,  sabendo  do  que  se
passa, mas no estar  no meio da luta?
     - Eu...
     -  uma boa idia - disse o Sr Weasley  firmemente.  -  Gina,  voc
fica nesta sala, me ouviu?
     Gina pareceu no gostar nem um pouco da  idia,  mas  sob  a  olhar
extremamente forte e incomum de seu pai, ela concordou. O  Sr  e  a  Sra
Weasley e Lupin desceram  as escadas tambm.
     - Onde est o Ron? - perguntou Harry "E a Hermione?
     - Eles j devem ter ido para o Salo Principal - disse o Sr Weasley
pelos seus ombros. 
     - Eu no os vi passar por mim - disse Harry.
     - Eles disseram algo sobre o banheiro -  disse  Gina  -  no  muito
depois de voc sair.
     - Um banheiro?
     Harry andou firmemente pela sala em direo a uma porta aberta fora
da sala precisa, para checar o banheiro alm. Estava vazio.

     - Tem certeza que eles disseram banh...?
     Mas ento, sua cicatriz queimou e a sala precisa  desapareceu.  Ele
estava olhando pelo alto e pesado porto de ferro, com barcos alados  em
cada lado dos pilares,  procurando pelos escuros  terrenos    volta  do
castelo, que estavam brilhando iluminados. Nagini se esgueirou por  seus
ombros. Ele foi possudo por aquele frio,  aquele    sentido  cruel  que
precede o assassinato. Crditos Traduo: Marcela Reviso: Anja 



                                                    Captulo  31  -    A
Batalha de Hogwarts

        O teto encantado do Salo Principal estava escuro e salpicado de
estrelas, e abaixo as quatro longas mesas das Casas  estavam  revestidas
de alunos desgrenhados,  alguns em capas de viagem, outros em roupas  de
dormir. Aqui e ali brilhavam as figuras brancas aperoladas dos fantasmas
da escola. Todo olho, morto  ou  vivo,  estava    fixado  na  Professora
McGonagall, que estava falando de cima da elevada plataforma  no  comeo
do Salo. Atrs dela  estavam  os  professores  restantes,  incluindo  o
centauro  palomino, Firenze, e os membros da Ordem da Fnix  que  tinham
chegado para lutar
       - .... a  evacuao  ser  monitorada  por  Sr.  Filch  e  Madame
Pomfrey.Monitores, quando eu der a palavra, vocs  iro  organizar  suas
Casas e comand-las, de maneira  ordeira, para o ponto de evacuao.
       
        Muitos dos estudantes pareciam petrificados. No  entanto,  assim
que Harry contornava as paredes, procurando na mesa  da  Grifinria  por
Rony e Hermione, Ernie Macmillian levantou-se na  mesa  da  Lufa-Lufa  e
gritou, "E se ns quisermos ficar e lutar?
         Houve um nicio de alguns aplausos.
         - Se vocs forem maiores de idade, vocs podem  ficar  -  disse
Professora McGonagall. 
        - E as nossas coisas? - gritou uma menina na mesa da Corvinal. -
Nossos bas, nossas corujas?
       - Ns no  temos  tempo  para  recolher  nossas  posses  -  disse
Professora McGonagall. - O importante  sair daqui com segurana. 

        - Onde est Professor Snape? - gritou  uma  menina  da  mesa  da
Sonserina.
        - Ele, para usar um termo  popular,  deu  o  fora,  -  respondeu
Professora McGonagall, e uma grande  torcida  entrou  em  erupo  entre
Grifinrios,Lufa Lufas, e  Corvinais. 
        Harry avanou no Salo lado a lado a mesa da  Grifinria,  ainda
procurando por Rony e Hermione. Assim que ele passou, rostos viraram  na
direo dele, e uma  grande quantidade  de  cochichos  estourou  em  seu
astro. 
        - Ns j colocamos proteo em volta  do  castelo  -  Professora
McGonagall estava dizendo - mas  improvvel que vai agentar por  muito
tempo a no ser que a reforamos. Eu devo pedi-los, portanto, para mover
rapidamente e calmamente,  e fazer o que seus monitores.
        Mas as palavras finais dela foram afogadas  assim  que  uma  voz
diferente ecoou pelo Salo. Era alta, fria, e clara: No tinha jeito  de
saber de onde veio,  parecia ser narrada pelas prprias paredes. Como  o
monstro que um dia a comandou, parecia estar dormindo ali por sculos.
        - Eu sei que vocs esto preparando para lutar. -  Houve  gritos
entre os estudantes, alguns vindo daqueles  que  se  agarraram  uns  nos
outros, olhando com terror  em volta pela fonte da voz. - Seus  esforos
so fteis. Vocs no podem lutar contra mim. Eu no quero matar  vocs.
Eu  tenho grande respeito pelos professores de Hogwarts.  Eu  no  quero
derramar sangue mgico.
        Havia um silncio no Salo agora, aquele tipo  de  silncio  que
pressiona os tmpanos, que parece ser  muito  grande  para  ser  contido
pelas paredes.
        "Me d Harry Potter," disse a voz de Voldemort, "e ningum  ser
ferido. Me d Harry Potter, e eu deixarei a escola intacta. Me d  Harry
Potter, e vocs sero recompensados."
        "Vocs tem at meia-noite."
        O silncio engoliu a todos. Toda  cabea  virou,  todo  olho  no
local pareceu ter achado Harry, para fix-lo  congelado  no  reflexo  de
milhares de raios invisveis.    Ento  uma  figura  ergueu-se  da  mesa
Sonserina e ele reconheceu Pansy Parkinson assim  que  ela  levantou  um
brao tremido e berrou, "Mas ele est ali! Potter  est  ali!  Algum  o
agarre!"
        Antes que Harry pudesse falar, houve um movimento em  massa.  Os
Grifinrios na frente dele tinham se levantado e permaneciam  encarando,
no Harry, mas os Sonserinos. Ento os Lufa  Lufas    se  levantaram,  e
quase na mesma hora, os Corvinais, todos eles com as costas para  Harry,
todos eles olhando para Pansy, e Harry,  estonteado e  maravilhado,  viu
varinhas surgindo por tudo lugar, puxadas por debaixo de capas e por  de
dentro das mangas.
        "Obrigada, Senhorita Parkinson," disse Professora McGonagall  em
uma voz precisa. "Voc deixar o Salo primeiro com o  Sr.  Filch  se  o
resto da sua Casa puder seguir."
        Harry escutou o  ranger  dos  bancos  e  depois  o  barulho  dos
Sonserinos marchando pra sair no outro lado do Salo.
        "Corvinais, sigam!" gritou Professora McGonagall.
        Devagar as quatro mesas se esvaziaram. A mesa  Sonserina  estava
completamente deserta, mas alguns  Corvinais  mais  velhos  permaneceram
sentados enquanto seus companheiros saam; muito mais Lufa Lufas ficaram
pra trs, e metade da Grifinria permaneceu em  seus  assentos,  fazendo
necessrio Professora McGonagall descer da  plataforma  dos  professores
para perseguir os de menores de idade para seguirem o seus caminhos.
        "Absolutamente no, Creevey, v! E voc, Peakes!"
        Harry se  apressou  em  direo  aos  Weasleys,  todos  sentados
juntos na mesa da Grifinria.
        "Onde esto Rony e Hermione?"
        "Voc  no  achou  -?"comeou   Senhora    Weasley,    parecendo
preocupada. 
        Mas ele parou assim que Kinsgley foi  para  cima  da  plataforma
elevada e comeou a dirigir-se queles que tinham ficado para trs.
        "Ns temos apenas meia hora  at  meia-noite,  ento  precisamos
agir rpido! Um plano de batalha foi aprovado entre  os  professores  de
Hogwarts e a Ordem da Fnix. Professores Flitwick, Sprout, e  McGonagall
iro levar grupos  de  lutadores  para  as  trs  mais  altas  torres  -
Corvinal, Astronomia, e Grifinria - aonde eles iro ter uma boa  viso,
posies excelentes para fazer funcionar feitios. Nesse  meio    tempo,
Remo" - ele indicou Lupin - "Arthur" - ele apontou na direo do  Senhor
Weasley, sentado na mesa da Grifinria - "e eu iremos levar grupos  para
os campos. Iremos  precisar  de  algum  para  organizar  a  defesa  das
entradas das passagens para dentro da escola-"
        "Soa como um trabalho para  ns,"  gritou  Fred,  indicando  ele
mesmo e Jorge, e Kingsley concordou balanando a cabea.
        "Tudo bem, lderes aqui em cima e vamos dividir as tropas!"
        "Potter", disse Professora McGonagall, se apressando em  direo
a ele, enquanto estudantes enchiam a plataforma,  se  contorcendo    por
posies, recebendo instrues, "No era pra voc  supostamente    estar
procurando por alguma coisa?"
        "O que? Ah," disse Harry, "ah sim!"
        Ele quase tinha esquecido sobre a Horcrux, quase esquecido que a
batalha estava sendo lutada para que ele pudesse procurar por  ela:  Uma
inexplicavl ausncia de Rony e Hermione tinha momentaneamente expulsado
quase todo pensamento de sua mente. 
        "Ento vai, Potter, vai!"
        "Certo - sim -"
        Ele sentiu olhares o seguindo assim que  ele  saiu  de  novo  do
Grande  Salo  para  dentro  do  saguo  de  entrada  ainda  lotado  com
estudantes em evacuao. Ele se permitiu ser  varrido  para  o  alto  da
escada de mrmore junto com eles,  mas    no  topo  ele  correu  por  um
corredor deserto. Medo e pnico estavam ofuscando os  processos  do  seu
pensamento. Ele tentou se acalmar, para concentrar em achar  a  Horcrux,
mas seus pensamentos zuniam  freneticamente  e  futilmente  como  vespas
presas debaixo de um vidro.  Sem  Rony  e  Hermione  para  ajud-lo  ele
parecia no organizar suas  idias. Ele desacelerou, parando  na  metade
do caminho de uma passagem vazia, onde se sentou em um pedestal  de  uma
esttua desaparecida e puxou o mapa do maroto do  saquinho em  volta  do
seu pescoo. Ele no conseguia ver os nomes do Rony  e  da  Hermione  em
nenhum lugar, mesmo porque a densidade da multido  de  pontos  seguindo
para  a Sala Precisa poderia, ele pensou,  estar  camuflando  eles.  Ele
guardou o mapa, pressionou suas mos sobre seu rosto, e fechou os olhos,
tentando se concentrar...
        Voldemort achou que eu iria para a torre da Corvinal.
        Ali estava: um fato slido, um  lugar  para  comear.  Voldemort
tinha estacionado Aleto Carrow na sala comunal da Corvinal,  l  poderia
conter somente uma explicao:    Voldemort  tinha  medo  que  Harry  j
soubesse que sua Horcrux estava conectada a aquela Casa.
        Mas o nico  objeto  que  todo  mundo  parecia  associar  com  a
Corvinal era o diadema  perdido...  e  como  a  Horcrux  poderia  ser  o
diadema?  Como  era  possvel  que  Voldemort,  o  Sonserino,    tivesse
encontrado o diadema que  teria  iludido  geraes  de  Corvinais?  Quem
poderia ter lhe contado onde procurar, quando   ningum  tinha  visto  o
diadema em memria viva?
        Em memria viva ...
        Por debaixo  de  seus  dedos,  os  olhos  de  Harry  se  abriram
novamente. Ele pulou do pedestal e disparou de volta  pelo  caminho  que
ele tinha vindo,agora em perseguio de sua ltima esperana. O  som  de
centenas de pessoas marchando em  direo a Sala Precisa aumentou mais e
mais enquanto ele retornava  para  a  escadaria  de  mrmore.  Monitores
gritavam instrues, tentando no perder a conta  dos  estudantes    das
suas prprias Casas; houve muito empurra-empurra;  Harry  viu  Zacharias
Smith movendo por cima dos alunos do primeiro ano para chegar na  frente
da fila; aqui e  ali estudantes mais novos estavam em lgrimas, enquanto
os mais velhos chamavam desesperadamente por amigos ou irmos...
        Harry avistou uma figura branca aperolada vagando pelo saguo de
entrada abaixo e gritou o mais alto  o  quanto  ele  pde  por  cima  do
barulho da confuso.
        "Nick! NICK! Eu preciso falar com voc!"
        Ele forou  seu  caminho  de  volta  pela  mar  de  estudantes,
finalmente alcanando o fim  dos  degraus,  onde  Nick-Quase-Sem-Cabea,
fantasma da torre da Grifinria,  permanecia esperando por ele.
        "Harry! Meu garoto querido!"
        Nick fez agarrar as mos de Harry com  suas  prprias  mos:  As
mos do Harry sentiram se como estivessem sido enfiadas em gua gelada.
        "Nick, voc tem que me ajudar. Quem  o  fantasma  da  torre  da
Corvinal?" 
        Nick-Quase-Sem-Cabea pareceu surpreso e um pouco ofendido.
        "A Senhora Cinzenta, claro; mas se so servios  fantasmagricos
que voc requer - ?" 
        "Tem que ser ela - voc sabe onde ela est?"
        "Vamos ver ..."
        A cabea do Nick cambaleou um pouco no  seu  colarinho  enquanto
ele se virava pra l e pra  c,  por  cima  das  cabeas  do  enxame  de
estudantes.
        " ela ali, Harry, a mulher jovem com cabelos longos."
        Harry olhou na direo do dedo transparente de Nick apontando  e
viu uma fantasma alta que avistou Harry  olhando  para  ela,  ergueu  as
sobrancelhas, e vagou  para longe atravs de uma parede slida.
        Harry correu tras dela. Uma vez pela  porta  do  corredor  pelo
qual ela tinha desaparecido, ele a viu bem no  final  de  uma  passagem,
ainda flutuando suavemente  pra longe dele.
        "Hey - espera - volte!"
        Ela consentiu pausar, flutuando algumas polegadas do cho. Harry
sups que ela era bonita, com seu cabelo na cintura e capa que ia at no
cho, mas ela tambm  parecia ser arrogante e orgulhosa. Por perto,  ele
a reconheceu como o fantasma por qual ele tinha passado vrias vezes  no
corredor, mas com qual ele nunca tinha  conversado.
        "Voc  a Senhora Cinzenta?"
        Ela concordou com a cabea, mas no falou.
        "O fantasma da torre da Corvinal?"
        "Isso  correto!"
        O tom dela no era encorajador.
        "Por favor: Eu preciso de ajuda. Eu preciso  saber  de  qualquer
coisa que voc pode me contar sobre o diadema perdido."
        Um sorriso frio fez uma curva nos lbios dela.
        "Eu receio," ela disse, virando se para ir embora," que  eu  no
posso te ajudar."
        "ESPERE!"
        Ele no queria ter gritado, mas raiva e pnico estavam ameaando
domin-lo. Ele deu uma olhada em seu relgio enquanto ela flutuava    na
frente dele: Eram quinze para meia-noite.
        "Isso  urgente," ele disse bruscamente. "Se o diadema  est  em
Hogwarts, eu tenho que ach-lo e rpido."
        "Voc no  o primeiro estudante a cobiar o diadema." ela disse
desdenhosamente. "Geraes de estudantes me atormentaram -"
        "Isso no  sobre tentar ter melhores notas!" Harry gritou  para
ela. "Isso  sobre Voldemort - derrotar Voldemort -  ou  voc  no  est
interessada nisso?"
        Ela no pde ficar vermelha, mas  suas  bochechas  transparentes
ficaram mais opacas, e a sua voz estava intensa  quando  ela  respondeu,
"Claro, eu - como se atreve a sugerir - ? 
        "Bem, ento me ajude!"
        A compostura dela estava se disfazendo.
        "Isso - isso no  uma questo de - " ela guaguejou. "O  diadema
da minha me -"
        "Da sua me?"
        Ela parecia estar com raiva dela mesmo.
        "Quando eu era viva,"  ela  disse  firmemente,  "Eu  era  Helena
Ravenclaw." 
        "Voc  filha dela? Mas ento, voc deve saber o  que  aconteceu
com o diadema."
        "Enquanto o diadema  d  sabedoria,"  ela  disse  com  um  bvio
esforo  para  manter  a  prpria  compostura,  "Eu  duvido  que    iria
grandemente  aumentar suas chances de  derrotar  o  bruxo  que  se  auto
intitula Lord -"
        "Eu j no acabei de dizer, eu no estou interessado em us-lo."
Harry disse bruscamente. "No h tempo para explicar - mas  se  voc  se
preocupa com Hogwarts, se voc quer ver Voldemort  liquidado,  voc  tem
que me contar qualquer  coisa que voc sabe sobre o diadema."
        Ela continuou bem quieta, flutuando em pleno  ar,  olhando-o  de
cima, e um sentimento de desesperana  consumiu  Harry.  Claro,  se  ela
sabia de alguma coisa,  ela teria contado para Flitwick  ou  Dumbledore,
que certamente j teriam perguntando  ela a mesma pergunta. Ele sacudiu
a cabea e ia se virar quando ela falou em  voz baixa.
        "Eu roubei o diadema de minha me."
        "Voc - o que voc fez?"
        "Eu roubei o diadema," repetiu Helena Ravenclaw em um  sussurro.
"Eu procurei me tornar mais sbia, mais importante  que  minha  me.  Eu
fugi com o diadema."
        Ele no sabia como ele conseguiu  ganhar  a  confiana  dela,  e
tambm  no  perguntou;  ele  simplesmente  escutou,   determinadamente,
enquanto ela continuava:
        "Minha me, como  dizem,  nunca  admitiu  que  o  diadema  tinha
sumido, mas fingiu que ainda o tinha.  Ela  camuflou  sua  perda,  minha
horrvel traio, at mesmo  dos fundadores de Hogwarts."
        "Ento minha me ficou doente -  fatalmente  doente.  Apesar  da
minha deslealdade, ela ficou desesperada para me ver mais uma  vez.  Ela
mandou um homem que tinha  por muito tempo me amado, mas no  entanto  eu
rejeitei esforos dele para me achar. Ela sabia que ele no  descansaria
at que o fizesse."
        Harry esperou. Ela respirou fundo e jogou a cabea para trs. 
        "Ele seguiu meu rastro at a floresta onde eu estava escondendo.
Quando eu me neguei a retornar com ele, ele se tornou violento. O  Baro
sempre foi um homem    de  temperamento  agressivo.  Furioso  com  minha
recusa, com cimes da minha liberdade, ele me apunhalou."
        "O Baro? Voc quer dizer - ?"
        "O Baro Sangrento,  sim."  disse  a  Senhora  Cinzenta,  e  ela
levantou a capa que vestia para revelar uma nica ferida escura  em  seu
trax branco. "Quando ele  viu o que ele tinha feito, ele se inundou  em
remorso. Ele pegou a arma que tinha tirado a minha vida, e  usou-a  para
matar a ele mesmo. Todos esses sculos  depois,    ele  ainda  usa  suas
correntes como um ato de penitncia ...  como  deveria,"  ela  adicionou
amargamente.
        "E ... o diadema?"
        "Permaneceu onde eu o tinha escondido  quando  escutei  o  Baro
cambaleando pela floresta em minha  direo.  Escondido  dentro  de  uma
rvore oca."
        "Uma rvore oca?" repetiu Harry. "Que rvore? Onde estava?"
        "Uma floresta na Albania.  Um  lugar  solitrio  que  achei  que
estaria bem longe do alcance da minha me."
        "Albania,"  repetiu  Harry.  Sensatez   estava    milagrosamente
surgindo daquela confuso,  e  agora  ele  entendeu  porque  ela  estava
contando para ele tudo aquilo  que ela negou   Flitwick  e  Dumbledore.
"Voc j contou essa histria para algum, no contou? Outro estudante?"
        Ela fechou os olhos e acenou com a cabea.
        "Eu no ... fazia idia ... Ele  era  lisonjeante.  Ele  parecia
entender ... simpatizar."
        Sim, Harry pensou,  Tom  Riddle  teria  certamente  entendido  o
desejo de Helena Ravenclaw de possuir objetos fabulosos  por  quais  ela
tinha pouco direito. 
        "Bem, voc no seria a primeira pessoa  de  quem  Riddle  tentou
descobrir informaes," Harry murmurou. "Ele sabia ser  charmoso  quando
queria ..."
        Ento Voldemort conseguiu  persuadir  a  Senhora  Cinzenta  pelo
local do diadema perdido. Ele  tinha  viajado  para  aquela  distante  e
isolada floresta e tirou o  diadema do seu esconderijo, talvez assim que
ele tinha deixado Hogwarts, mesmo antes de ter comeado a  trabalhar  na
Borgin and Burkes.
        E aqueles reclusos bosques  Albaneses  no  teriam  parecido  um
refgio excelente, quando bem mais tarde,  Voldemort  precisasse  de  um
lugar para se esconder,  sem perturbaes, por dez longos anos?
        Mas se o diadema, uma vez que virou sua  preciosa  Horcrux,  no
tivesse sido deixado naquela modesta rvore  ....  No,  o  diadema  foi
retornado secretamente  para sua verdadeira casa, e Voldemort deve o ter
colocado l -
        "Na noite que ele pediu um emprego!" disse Harry, terminando seu
pensamento.
        "Perdo?" 
        "Ele escondeu o diadema no castelo, na noite em  que  ele  pediu
Dumbledore para deix-lo lecionar!" disse Harry. Dizendo em voz alta fez
com que tudo fizesse  sentido para Harry.  "Ele  deve  ter  escondido  o
diadema quando estava subindo, ou descendo do escritrio do  Dumbledore!
Mas ainda valia a pena tentar conseguir o emprego  -  ento  ele  tambm
deve ter tido a chance de furtar a espada da  Grifinria  -  obrigado  
voc, obrigado!
        Harry a deixou flutuando, parecendo extremamente confusa.  Assim
que ele virou a curva de volta para o saguo de entrada, ele  olhou  seu
relgio. Era cinco  pra meia-noite, e apesar de saber o que era a ltima
Horcrux, ele no estava nem perto de descobrir onde ela estava ...
        Geraes de estudantes tinham falhado em  encontrar  o  diadema,
isso sugeria que ele no estava na torre Corvinal - mas  se  no  estava
l, onde estaria? Que  esconderijo Tom Riddle tinha descoberto dentro do
castelo de Hogwarts no qual ele acreditava que ia permanecer em  segredo
para sempre?
        Perdido em especulaes desesperadoras, Harry fez uma curva, mas
ele tinha dado apenas alguns passos ao longo do novo corredor  quando  a
janela  sua esquerda  se quebrou com um  ensurdecedor  estrondo.  Assim
que ele pulou pro lado, um corpo gigante voou pela  janela  e  bateu  na
parede oposta. Algo grande e peludo se desembaralhou,  e ganindo da nova
chegada se lanou at Harry.
        "Hagrid!" Harry gritou, se  defendendo  contra  as  afeies  de
Canino, o co de caa, enquanto uma figura barbada ficava de p. "Que  
-?"
        "Harry, voc est aqui! Voc est aqui!"
        Hagrid se inclinou, presenteou Harry com um abrao brusco  e  de
trincar as costelas, ento correu de volta para a janela despedaada.
        "Bom garoto, Grope!" ele gritou pelo buraco na janela. "Te  vejo
em um momento, esta a um bom rapaz!"
        Atrs de Hagrid, l fora no escuro, Harry viu exploses de luzes
distantes e escutou um estranho  grito  de  lamentao.  Ele  olhou  seu
relgio: Era meia-noite.  A batalha tinha comeado.
        "Caramba, Harry," respirou fundo Hagrid "ento  isso,  ?  Hora
de lutar?"
        "Hagrid, de onde voc veio?"
        "Ouvi Voc-Sabe-Quem de nossa caverna," disse Hagrid triste.  "A
voz se espalhou, no? 'Voc tem at a meia-noite pra me dar Potter'  Ele
sabia que voc deveria estar  aqui,  sabia  o  que  estava  acontecendo.
Desce, Canino. Ento viemos para uni-lo, eu,  Grope  e  Canino.  Abrimos
nosso caminho pela fronteira  na floresta, Grope estava nos  carregando,
Canino e eu. Disse a ele para me deixar descer no castelo, ento ele  me
arremessou pela janela, abenoado o seja.  No  exatamente  o  que  quis
dizer, mas - Onde est  Rony e Hermione?"
        "Essa," Harry disse, " uma boa pergunta. Vamos."
        Eles se apressaram ao longo do corredor, Canino chacoalhando  ao
lado deles. Harry pde ouvir  movimentos  por  todos  os  corredores  ao
redor: passos apressados,  gritos; pelas janelas, ele via mais raios  de
luz no campo escuro.
        "Onde estamos indo?" ofegou Hagrid, pisando com fora junto  aos
calcanhares do Harry, fazendo o piso de madeira tremer.
        "Eu no sei exatamente," disse Harry, fazendo  uma  outra  curva
aleatriamente, "mas Rony e Hermione devem estar por aqui em algum lugar
..."
        As primeiras casualidades da  batalha  estavam  espalhadas  pela
passagem adiante: Duas grgulas de pedra que vigiavam a entrada da  sala
de professores, tinham  sido esmagadas por uma azarao que tinha  sado
por uma outra janela quebrada. Os restos se mexiam fragilmente, e  Harry
pulou sobre uma das cabeas sem corpo, que  gemeu fracamente,  "Oh,  no
me d ateno ... Eu s irei deitar aqui e esfarelar ..."
        Sua cara feia de pedra de repente fez Harry pensar sobre o busto
de mrmore de Rowena Ravenclaw na casa  do  Xenophilius,  usando  aquele
louco acessrio de  cabea -  e  ento  sobre  a  esttua  na  torre  da
Corvinal, aquele diadema de pedra sobre seus cachos brancos...
        E assim que ele alcanou o fim da passagem,  a  mmoria  de  uma
terceira escultura de pedra voltou   sua  mente:  aquela  de  um  velho
feiticeiro feio, a cabea  em que Harry tinha colocado uma peruca e  uma
velha e usada tiara. Um choque passou por Harry como o calor  do  usque
de fogo, e ele quase tropeou.
        Ele sabia, finalmente, onde a Horcrux estava esperando por   ele
....
        Tom Riddle, que no confiava em ningum e operava sozinho,  deve
ter sido arrogante o suficiente para assumir que  ele,  e  somente  ele,
tinha penetrado os mais  profundos mistrios  do  castelo  de  Hogwarts.
Claro, Dumbledore e Flitwick, os alunos modelos, nunca  tinham  colocado
os ps naquele lugar em particular, mas ele, Harry,  tinha  se  desviado
dos trilhos marcados nos tempos de  escola  -  aqui  finalmente  est  o
segredo que ele e Voldemort sabiam, que Dumbledore nunca descobriu - 
        Ele foi despertado pela Professora Sprout, que estava fazendo um
estrondo ao passar, seguida por Neville e meia dzia de  outros  alunos,
todos usando tapa-orelhas  e carregando o que parecia ser grandes  vasos
de plantas.
        "Mandrgoras!" Neville gritou para Harry por cima de  seu  ombro
enquanto corria. "Vou coloc-las nas paredes  -  eles  no  iro  gostar
disso!"
        Harry sabia agora aonde ir: Ele acelerou, com  Hagrid  e  Canino
galopando tras dele. Eles passaram por pinturas  aps  pinturas,  e  as
figuras pintadas corriam  com eles, bruxos e bruxas  vestidos  em  golas
franzidas e bombachas, em armaduras e capas, espremendo  nas  telas  uns
dos outros, gritando noticias de outras partes  do castelo.
       Assim que alcanaram o fim do corredor, o castelo inteiro tremeu,
e Harry sabia, que estava sob a fora de encantamentos mais sinistros do
que aqueles usados  pelos professores e por aqueles da Ordem.
        "T tudo bem Canino - est  tudo  bem!"  gritou  Hagrid,  mas  o
grande co de caa tinha corrido assim que tiras  de  porcelana  chinesa
voaram como estilhaos pelo  ar, e Hagrid saiu pisando  forte  atrs  do
amedrontado cachorro, deixando Harry sozinho.
        Ele continuou pelas passagens trmulas, sua varinha armada, e ao
longo do comprimento de um corredor um  pequeno  cavalheiro  pintado,Sir
Cadogan, corria de  pintura para pintura ao lado dele, tilintando em sua
armadura, gritando frases de encorajamento, seu pnei gordinho  arriando
tras dele.
        "Fanfarres e trapaceiros,  cachorros  e  salafrrios,  mande-os
pra fora, Harry Potter, veja-os at a sada!"
        Harry acelerou em uma curva e achou Fred e um pequeno  grupo  de
estudantes, incluindo Lino Jordan e Ana Abbott, em p ao lado  de  outro
pedestal vazio, onde  uma esttua camuflava uma passagem  secreta.  Suas
varinhas estavam  mo e eles estavam escutando pelo buraco escondido.
        "Boa noite para isso!" Fred gritou assim que o castelo tremeu de
novo, e Harry passou correndo, animado e assustado  em  medidas  iguais.
Mais na frente por outro corredor ele entrou, e havia corujas  por  toda
parte, e Madame Norra estava fazendo barulho e tentando bater nelas  com
suas patas, sem dvida  para  mand-las  de  volta  para  seus  prprios
ugares.
        "Potter!"
        Aberforth Dumbledore de p bloqueava  o  corredor  adiante,  sua
varinha armada.
        "Eu j tive  milhares  de  crianas  trovejando  pelo  meu  bar,
Potter!"
        "Eu sei, estamos evacuando," Harry falou, "Voldemort est -"
        "-  atacando  porque  eles  no  te  entregaram,  sim,  "  disse
Aberforth "Eu no sou surdo, toda Hogsmeade ouviu.  E  nunca  ocorreu  a
nenhum de vocs a manterem alguns Sonserinos como refns? Tem filhos  de
Comensais da Morte que vocs acabaram  de salvar.  No  seria  um  pouco
mais esperto mant-los aqui?"
        "Isso no pararia Voldemort," disse Harry, "e seu irmo nunca  o
teria feito." 
        Aberforth resmungou e saiu desparado na direo oposta.
        Seu irmo nunca o teria feito ...Bem, isso  era  verdade,  Harry
pensou enquanto ele corria  adiante;  Dumbledore,  que  tinha  defendido
Snape por tanto tempo,  nunca manteria estudantes por um resgate ...
        E ento ele deslizou pela ltima curva e com um  grito  mesclado
de alivio e fria ele os viu: Rony e Hermione, os  dois  com  os  braos
cheios de objetos grandes,  curvados, amarelados, Rony com uma  vassoura
debaixo do brao.
        "Inferno, onde vocs estavam?" Harry gritou.
        "Cmara Secreta," disse Rony.
        "Cmara - o que?" disse Harry, parando bruscamente perante eles.
        "Foi do Rony, foi  tudo  idia  do  Rony!"  disse  Hermione  sem
flego. "No foi absolutamente brilhante? Ali estavmos ns, depois  que
voc saiu, e eu falei com  Rony, mesmo se acharmos outra, como vamos nos
livrar dela? A gente no tinha se livrado da taa!E a ele pensou nisso!
O Basilisco!
        "O que -?"
        "Alguma coisa para nos livrarmos  das  Horcruxes,"  simplesmente
disse Rony.
        Os olhos do Harry caram nos  objetos  apoiados  nos  braos  de
Rony  e  Hermione:  grandes  presas  curvadas,  arrancadas,  agora   ele
percebia, do crnio do Basilisco morto.
        "Mas como voc entrou l?" ele  perguntou,  olhando  das  presas
para o Rony. "Voc precisa falar a lngua das cobras!"
        "Ele falou!" sussurrou Hermione. "Mostre pra ele, Rony!"
        Rony fez um horrvel indistinto som de assobio. 
        " o que voc fez para abrir  o  medalho,"  ele  disse  pedindo
desculpas a Harry. "Eu tive que tentar algumas vezes para acertar, mas,"
ele levantou os ombros  modestamente, "a gente entrou l  no  final  das
contas."
        "Ele foi incrvel!" disse Hermione. "Incrvel!"
        "Ento ..." Harry estava se esforando para  acompanhar.  "Ento
..."
        "Ento que ns estamos com uma Horcrux a menos," disse  Rony,  e
por debaixo da sua jaqueta ele retirou os restos destrudos da  taa  da
Lufa Lufa. "Hermione  apunhalou-a. Achou que deveria. Ela no tinha tido
o prazer ainda."
        "Genial!" gritou Harry.
        "No foi nada," disse Ron, entretando  ele  parecia  maravilhado
consigo mesmo. "Ento, o que h de novo com voc?"
        Enquanto ele falava, houve uma exploso vinda do alto: Todos  os
trs olharam para cima enquanto poeira caa do teto e  eles  ouviram  um
grito distante. 
        "Eu sei como o diadema , e eu sei onde ele est,"  disse  Harry
falando rpido. "Ele escondeu exatamente onde eu escondi meu velho livro
de Poes, aonde  todo mundo vem escondendo as coisas por  sculos.  Ele
achou que ele era nico a ach-lo. Vamos."
        Assim que as paredes tremeram novamente, ele liderou  os  outros
dois de volta pela passagem escondida e escadaria  abaixo  para  a  Sala
Precisa. Estava vazia  exceto por trs  mulheres:  Gina,  Tonks,  e  uma
bruxa idosa usando o chapu comido por traas,  quem  Harry  reconheceu
imediatamente como a av do Neville.
        "Ah, Potter" ela disse claramente como se tivesse esperando  por
ele. "Voc pode nos contar o que est acontecendo?"
        "Est todo mundo bem?" disse Gina e Tonks juntas.
        "At o que a gente sabe," disse Harry.  "Ainda  tem  pessoas  na
passagem para o Cabea de Javali?"
        Ele sabia que a sala no seria capaz de se transformar  enquanto
houvesse pessoas usando-a.
        "Eu fui a ltima a entrar," disse Sra. Longbottom. "Eu a  selei,
eu achei que seria imprudente deixa-la aberta agora que Aberforth  tinha
deixado seu bar.  Voc viu meu neto?"
        "Ele est lutando." disse Harry.
        "Naturalmente, " disse a velha dama orgulhosa. "Me  d  licena,
eu devo ir e ajud-lo."
        Com surpresa velocidade, ela moveu bruscamente diretamente  para
os degraus de pedra.
        Harry olhou para Tonks.
        "Pensei que era para voc estar com Teddy na sua me -?"
        "Eu no aguentava no saber -" Tonks  parecia  angustiada.  "Ela
cuidar dele - voc viu Remo?"
        "Ele estava planejando liderar um grupo  de  lutadores  para  as
reas terrenas -"
        Sem outra palavra, Tonk saiu.
        "Gina, " disse Harry, "Me  desculpe,  mas  precisamos  que  voc
saia tambm. Por um momento. Da voc pode voltar."
        Gina pareceu simplesmente maravilhada ao deixar seu santurio.
        "Da voc pode voltar!" ele  gritou  para  ela  depois  que  ela
correu pelos degraus atrs da Tonks. "Voc tem que voltar!"
        "Aguarde  um  momento!"  disse  Rony  bruscamente.   "Esquecemos
algum!"
        "Quem?" perguntou Hermione.
        "Os elfos domsticos, eles estaro l embaixo  na  cozinha,  no
estaro?"
        "Voc quer dizer que temos  quer  faz-los  lutarem?"  perguntou
Harry.
        "No," disse Rony seriamente, "Eu quero dizer que devemos  falar
para eles fugirem. Ns no queremos mais Dobbies, queremos? No  podemos
orden-los a morrerem  por ns -"
        Houve um barulho enquanto as presas do Basilisco caram como uma
avalanche dos braos da Hermione. Correndo at Rony, ela se pendurou  em
seu pescoo o beijando  em cheio na boca. Rony jogou de lado as presas e
a vassoura que ele estava segurando e respondeu com tanto entusiasmo que
ele ergueu os ps da Hermione do cho.
        "Esse  o momento?" Harry perguntou fracamente,  e  quando  nada
aconteceu a no ser Rony e Hermione que se agarravam ainda mais firme  e
se balanavam no mesmo  lugar, ele aumentou sua voz. "OI! Tem uma guerra
acontecendo aqui!"
        Rony e Hermione se soltaram, braos ainda em volta um do outro.
        "Eu sei, parceiro," disse Rony, que parecia  ter  sido  atingido
recentemente por um Balao, "ento  agora ou nunca, no ?" 
        "Esquea isso, e a Horcrux?" Harry gritou. "Voc  no  acha  que
vocs - apenas poderiam aguentar at que a gente consiga o diadema?"
        "Sim - certo - desculpe-" disse Rony, e ele e Hermione comearam
a juntar as presas, os dois com as faces rosadas.
        Estava claro, que enquanto os trs voltaram para o  corredor  no
andar de cima, que nos minutos que  eles  gastaram  na  Sala  Precisa  a
situao no castelo tinha  piorado muito: As paredes e  o  teto  tremiam
mais do que nunca; o ar encheu-se de poeira, e pela mais prxima janela,
Harry viu estouros de luz verde e vermelha  to    prxima  dos  ps  do
castelo que ele soube que os Comensais da Morte estavam perto de  entrar
ali.  Olhando  para  baixo,  Harry  viu  Grope  o  gigante  que  passava
circulando,  balanando o que parecia ser uma grgula de pedra arrancada
do telhado e grunindo seu desgosto.
        "Vamos torcer que ele pise em alguns deles!"  disse  Rony  assim
que mais berros ecoavam por perto.
        "Contanto que no seja ningum do nosso grupo!" disse  uma  voz:
Harry virou e viu Gina e Tonks, ambas com as varinhas apontadas  para  a
janela mais prxima, da  qual  tinha  vrias  vidraas  faltando.  Mesmo
enquanto ele assistia,  Gina mandou uma azarao bem mirada na  multido
de lutadores ali abaixo.
        "Boa menina!" rugiu uma figura correndo  atravs  da  poeira  em
direo aeles, e Harry viu Aberforth novamente, o cabelo grisalho  dele
voando enquanto ele  liderava um pequeno grupo de  estudantes  por  ali.
"Parece que eles podem estar  rompendo  as  barricadas  ao  norte,  eles
trouxeram seus prprios gigantes."
        "Voc viu Remo?" Tonks chamou por ele.
        "Ele estava duelando com o Dolohov," gritou Abertforth,  "no  o
vi desde ento!"
        "Tonks," disse Gina, "Tonks, tenho certeza que ele est bem -"
        Mas Tonks correu no meio da poeira tras de Aberforth.
        Gina virou, desamparada, para Harry, Ron e Hermione.
        "Eles ficaro bem," disse Harry, no entanto ele sabia  que  eram
palavras vazias. "Gina, ns voltaremos em  um  momento,  fique  fora  do
caminho deles, mantenha-se  segura -  vamos!"  ele  disse  para  Rony  e
Hermione, e eles correram para o espao na parede de onde a Sala Precisa
estava esperando para conceder o pedido do prximo  que ia entrar. 
        Eu preciso do lugar onde tudo  est  escondido,  Harry  implorou
dentro de sua cabea, e a porta se materializou na terceira vez que eles
passaram correndo por  ali.
        O furor da batalha morreu no momento  em  que  eles  cruzaram  o
limiar e fecharam a porta atrs deles: Tudo era silncio.  Eles  estavam
em um lugar do tamanho  de uma catedral com a aparncia de  uma  cidade,
suas paredes altas construdas de objetos  escondidos  por  milhares  de
alunos que h muito j tinham partido.
        "E ele nunca percebeu que qualquer  um  poderia  entrar?"  disse
Ron, sua voz ecoando no silncio.
        "Ele pensou que ele era o nico," disse Harry. "Pssimo pra  ele
que eu escondi minhas coisas na minha poca ... desse mesmo jeito,"  ele
acrescentou, "Acho que est por aqui ..."
        Ele passou pelo Trasgo de plucia e pelo Armrio  Sumidouro  que
Draco  Malfoy  havia  consertado  no  ano  passado  com    conseqncias
desastrosas, ento hesitou,  olhando de cima para baixo  dos  corredores
de coisas jogadas fora; ele no podia lembrar aonde ir agora ....
        "Accio Diadema!" gritou Hermione em desespero, mas nada voou  no
espao na direo deles. Parecia que, como o cofre de Gringotes, a  sala
no iria entregar  seus objetos escondidos to facilmente.
        "Vamos nos separar," Harry falou para os outros dois.  "Procurem
por um busto de pedra de um homem velho usando uma peruca e  uma  tiara!
Est em cima de um  armrio e est definitivamente em algum lugar  perto
daqui..."
        Eles correram para os corredores adjacentes; Harry podia escutar
os passos dos outros ecoando pelas altas pilhas de  coisas  descartadas,
de garrafas, chapus,    gaiolas,  cadeiras,  livros,  armas,  cabos  de
vassouras, bastes ...
        "Algum lugar perto daqui," Harry sussurrou pra  ele  mesmo.  "Em
algum lugar ... algum lugar..."
        Mais e mais  profundamente  no  labirinto  ele  foi,  procurando
objetos que ele  reconhecia  de  sua  ltima  visita  quela  sala.  Sua
respirao estava alta em seus  ouvidos, e a sua prpria  alma  pareceu
arrepiar: L estava, bem a sua frente, o velho armrio cheio de defeitos
no qual ele tinha escondido seu velho livro de Poes,  e em cima  dele,
o feiticeiro de pedra esburacado usando uma velha peruca empoeirada e  o
que parecia ser uma antiga tiara desbotada.
        Ele j tinha esticado a mo, faltavam  alguns,  quando  uma  voz
tras dele disse: "Pare por a, Potter." 
        Ele derrapou para parar e se virou. Crabbe e Goyle estavam de p
atrs dele, ombro a ombro, varinhas apontadas direto  para  Harry.  Pelo
pequeno espao entre  seus rostos zombeteiros ele viu Draco Malfoy. 
        "Essa  a minha varinha que voc est  segurando,  Potter,"disse
Malfoy, criando seu prprio espao entre Crabbe e Goyle. 
        "No    mais"  ofegou  Harry,  apertando  a  varinha  feita  de
espinheiro. "Achado no  roubado, Malfoy. Quem te emprestou essa?"
        "Minha me." disse Draco. 
        Harry riu, entretanto no havia nada  muito  engraado  sobre  a
situao.
       Ele no conseguia ouvir Rony ou Hermione mais. Eles pareciam  ter
corrido fora do alcance de seus ouvidos, procurando o diadema. 
        "Ento como vocs  trs  no  esto  com  Voldemort?"  perguntou
Harry. 
        "Ns  seremos  recompensados,"  disse  Crabbe:  sua   voz    era
surpreendentemente macia para uma pessoa to grande; Harry  quase  nunca
tinha o ouvido falar antes.  Crabbe estava  sorrindo  como  uma  criana
pequena a quem tinham prometido uma grande sacola de doce. "Ns ficamos,
Potter. Ns decidimos no ir. Decidimos te entregar  para ele." 
        "Bom plano,"  disse  Harry  fingindo  admirao.  Ele  no  pde
acreditar que ele estava to perto, e que seria atrapalhado por  Malfoy,
Crabbe, e Goyle. Ele comeou a mover de lado lentamente  para  trs,  em
direo ao lugar onde a Horcruxe estava cada de lado sobre o busto.  Se
ele pudesse apenas colocar suas mos  nela antes que a luta comeasse...
        "Ento,  como  voc  entrou  aqui?"  ele  perguntou,    tentando
distra-los.
        "Eu praticamente morei na Sala das Coisas Escondidas por todo  o
ano passado," disse Malfoy , sua voz frgil. "Sei como entrar."
        "Ns estvamos escondidos no corredor l  fora"  grunhiu  Goyle.
"Ns podemos fazer Feitios Desilusrios agora! E ento," seu  rosto  se
abriu em um sorriso bobo, "voc apareceu bem na nossa frente e disse que
estava procurando  um dia-dum! O que  um dia-dum?"
        "Harry?" a voz de Rony ecoou de repente do outro lado da  parede
 direita de Harry. "Voc est conversando com algum?"
        Com um movimento de chicote, Crabbe apontou a varinha dele  para
a montanha de moblia velha, de bas quebrados, livros velhos e roupas e
entulhos indistinguveis,  e gritou, "Descendo!"
        A parede comeou a balanar, e um tero da pilha  se  desfez  no
corredor ao lado onde estava Rony.
        "Rony!" Harry berrou, enquanto em  algum  lugar  longe  de  suas
vistas Hermione gritava, e Harry ouviu inmeros objetos  se  espatifando
no cho do outro lado  da parede instvel: Ele apontou  sua  varinha  ao
montante, gritou "Finite!" ele se estabilizou.
        "No!" gritou Malfoy, segurando o brao de Crabbe j que ele fez
que ia repetir o feitio. "Se voc destruir  a  Sala  voc  pode  acabar
enterrando esse tal  diadema!"
        "Qual  o problema?" disse Crabbe, se libertando. " Potter  que
o Lorde das Trevas quer, quem se importa com esse dia-dum?"
        "Potter, veio at aqui peg-lo" disse Malfoy com  uma  pacincia
mal  disfarada  com  a  lerdeza  de  seus  colegas,  "ento  isso  deve
significar-"
        "Deve significar'?" Crabbe se virou para Malfoy  com  uma  bvia
ferocidade, "Quem se preocupa com o que voc pensa? Eu no mais  obedeo
s suas ordens, Draco.Voc  e seu pai esto acabados."
        "Harry?" gritou Rony  novamente,  do  outro  lado  da  pilha  de
entulho. "O que est acontecendo?"
        "Harry?" imitou Crabbe."O que est acontecendo...  no,  Potter!
Crucio!"
        Harry tinha pulado para pegar a tiara; o feitio de Crabbe no o
acertou, mas atingiu o busto de pedra que voou pelo ar; o  diadema  voou
alto e caiu no meio  da pilha de objetos onde o busto havia cado, longe
de sua vista.
        "PARE!" Malfoy gritou para  Crabbe,  a  voz  dele  ecoando  pelo
enorme aposento. "O Lorde das Trevas o quer vivo -"
        "E da? Eu no o estou matando, estou?" gritou Crabbe,  livrando
se do brao de Malfoy que o continha. "Mas se eu puder,  eu  matarei,  o
Lorde das Trevas oquer  morto de qualquer maneira, qual  a dif- ?"
        Um jato de luz escarlate havia passado a centmetros  de  Harry:
Hermione correu pelo canto tras dele e mandou  um  Feitio  Estuporante
direto na cabea do  Crabbe. S no lhe acertou porque  Malfoy  o  puxou
fora da reta.
        " aquela sangue-ruim! Avada Kedavra!"
        Harry viu Hermione mergulhar para o lado, e a fria pelo  Crabbe
por ele ter mirado para matar apagou tudo de sua mente.  Ele  lanou  um
Feitio Estuporante no Crabbe, que se  desviou,  jogando  a  varinha  de
Malfoy fora da sua mo; que rolou para longe da vista dele  por  debaixo
de uma montanha de moblia quebrada e caixas.
        "No o mate! NO O MATE!" Malfoy gritava para  Crabbe  e  Goyle,
que estavam ambos apontando a Harry: Um segundo de  hesitao  era  tudo
que Harry precisava.
        "Expelliarmus!"
        A varinha de Goyle voou para longe da mo dele e desapareceu  no
montante de objetos ao lado dele; Goyle pulou idiotamente  de  uma  vez,
tentando reav-la;  Malfoy  saltou  para  fora  do  alcance  do  segundo
Feitio Estuporante de Hermione, e Rony, aparecendo de repente no fim do
corredor, atirou um Feitio de Corpo Preso em cheio  em  Crabbe,que  por
muito pouco no o acertou.
        Crabbe girou e gritou, "Avada Kedavra!"  novamente.  Rony  pulou
para longe do jato de luz verde. Malfoy sem varinha se agachou com  medo
tras do guarda-roupa  de trs pernas enquanto  Hermione  os  perseguia,
atingindo Goyle com um Feitio Estuporante quando ela passou.
        "Est em algum lugar aqui!" Harry gritou a ela,  apontando  para
pilha de entulhos na qual a tiara velha tinha cado.  "Procure  por  ela
enquanto eu vou ajudar  R -"
        "HARRY!" ela gritou. 
        Um rangido  extensivo  atrs  dele  lhe  deu  um  aviso  naquele
momento. Ele virou e viu Rony e Crabbe correndo mais do que podiam  pelo
corredor emque estavam. 
        "Gosta de calor, escria?" rugiu Crabbe enquanto corria.
         Mas ele parecia no ter nenhum controle sob o que tinha  feito.
Chamas de tamanho anormal os estavam perseguindo, lambendo os lados  dos
montantes de entulho, que estavam  se  disfazendo  em  cinzas  ao  toque
deles.
        "Aguamenti!" Harry gritou, mas o jato de gua que voou da  ponta
da varinha dele evaporou no ar. 
        "CORRAM!"
        Malfoy  agarrou  o  atordoado  Goyle  e  o   arrastou;    Crabbe
ultrapassou todos  eles,  parecendo  apavorado  agora;  Harry,  Rony,  e
Hermione acompanharam seu rastro,  e o fogo os  perseguiu.  No  era  um
fogo normal; Crabbe havia usado uma maldio da  qual  Harry  no  tinha
conhecimento: Assim que  eles  viraram  em  uma  curva  as  chamas    os
perseguiram  como  se  estivessem  vivas,  atentas  e  intencionadas  em
mat-los. Agora o fogo estava mutando, formando uma  gigante  manada  de
bestas de fogo: Serpentes,    monstros  e  drages  flamejantes  subiam,
desciam e  subiam  de  novo,  e  o  detrito  de  sculos  pelo  qual  se
alimentavam foi lanado ao ar para dentro de bocas  cheia  de    presas,
jogado ao alto por garras, antes de ser consumido pelo Inferno.
        Malfoy, Crabbe, e Goyle haviam sumido de vista:  Harry,  Rony  e
Hermione pararam de uma vez; os monstros de  fogo  circulando  em  volta
deles, chegando cada vez  mais perto,  garras  e  chifres  e  caudas  se
lanaram, e o calor ficou slido com a parede em volta deles.
        "O  que  podemos  fazer?"  Hermione  gritou  sob   o    grunidos
ensurdecedores do fogo. "O que podemos fazer?"
        "Aqui!"
        Harry agarrou um par de pesadas vassouras da  pilha  de  entulho
mais prxima e jogou uma para Rony, que  puxou  Hermione  pra  cima  bem
tras dele. Harry lanou  sua perna sobre  a  segunda  vassoura  e,  com
fortes impulsos no cho, eles subiram  pelo  ar,  desviando  por  alguns
metros do bico curvado de um raptor flamejante que  tentou abocanh-los.
A fumaa e o calor estavam ficando intensos: Logo abaixo  deles  o  fogo
amaldioado estava consumindo o contrabando de  geraes  de  estudantes
perseguidos, o resultado censurado de milhares de experincias  banidas,
os segredos de incontveis almas que tinham  procurado  refgio  naquela
sala. Harry no conseguia  ver vestgios de Malfoy, Crabbe, or Goyle  em
lugar nenhum: Ele mergulhou o mais baixo que  ousou  sobre  os  monstros
marotos de fogo para tentar ach-los, mas no tinha nada a no ser fogo:
Que jeito horrvel de morrer ... Ele nunca quis isso ... 
        "Harry, vamos sair daqui, vamos sair daqui!"gritou Rony,  embora
fosse impossvel ver onde estava a porta atravs da fumaa negra.
        Ento Harry ouviu um som fraco  e  lastimoso  grito  humano  por
entre a terrvel comoo, o trovo da chama devoradora. 
        " - muito - perigoso -!" Rony gritou, mas Harry girou no ar. Os
culos dando aos seus olhos uma certa proteo da fumaa, ele  varreu  a
tempestade de fogo  abaixo, procurando por um sinal de vida, um brao ou
uma face que ainda no havia torrado como madeira...
        E a ele os viu: Malfoy  com  seus  braos  em  volta  do  Goyle
inconsciente, o par se apoiando em uma  frgil  torre  de  escrivaninhas
queimadas, e Harry mergulhou.  Malfoy o viu vindo e levantou  um  brao,
mas mesmo quando Harry o agarrou, ele soube de uma vez que no seria uma
boa idia: Goyle era muito pesado e a mo do Malfoy,  coberta  de  suor,
escorregou instantaneamente da mo do Harry -
        "SE NS MORRERMOS POR ELES, EU TE MATO, HARRY!" gruniu  Rony,  e
assim que um grande monstro flamejante se conduziu pra cima deles, ele e
Hermione arrastaram  Goyle pra cima da vassoura e subiram, se enroscando
e se inclinando no ar mais uma vez  enquanto  Malfoy  montava  tras  de
Harry.
        "A porta, v para a porta, a porta!" gritou Malfoy no ouvido  de
Harry, e Harry acelerou, seguindo Rony, Hermione,  e  Goyle  atravs  da
abundante fumaa escura,  quase sem conseguir respirar: e em volta deles
os poucos objetos poupados pelas chamas devoradoras foram  lanados  pro
alto, assim que as criaturas do fogo amaldioado   os  arremessavam  bem
alto em celebrao: taas e escudos, um colar brilhante, e uma  velha  e
desbotada tiara - 
       "O que voc est fazendo, o que voc est fazendo, a porta  para
aquele lado!" gritou Malfoy, mas Harry fez uma  manobra  de  cabea  pra
baixo e mergulhou.  O diadema parecia cair em cmera  lenta,  girando  e
brilhando enquanto caa em direo ao estmago de uma serpente  de  boca
aberta, e ento ele o possua, e o pegou  em volta do seu pulso -
        Harry desviou novamente enquanto a  serpente  deu  o  bote;  ele
levantou vo para o lugar onde, ele suplicou,  a  porta  estava  aberta:
Rony, Hermione e Goyle haviam  desaparecido; Malfoy  estava  berrando  e
segurando Harry to forte que doa. Ento, atravs da fumaa, Harry  viu
uma marca retangular na parede e guiou a vassoura  at ela,  e  momentos
depois ar fresco encheu seus pulmes e eles colidiram com  a  parede  do
corredor logo  frente. 
        Malfoy caiu da vassoura e ficou deitado com o rosto virado  para
o cho, engasgando, tossindo e com nsia de vmito. Harry se virou e  se
levantou: A porta  da Sala  Precisa  havia  sumido  e  Rony  e  Hermione
estavam sentados no cho, ofegantes ao lado de Goyle, que  ainda  estava
inconsciente.
        "C-Crabbe,"  gaguejou  Malfoy  assim  que  ele    pde    falar.
"C-Crabbe..."
        "Ele est morto..."
        Havia um silncio a no ser pela  tosse  e  fortes  respiraes.
Ento um nmero de grandes estrondos sacudiu o  castelo,  e  uma  grande
cavalgada de figuras transparentes  passaram galopando em seus  cavalos,
suas cabeas debaixo dos braos  gritando  com  sede  de  sangue.  Harry
derrapou quando a Caada dos Sem-Cabea passou e  olhou  ao  redor:    A
batalha ainda acontecia em volta dele. Ele podia ouvir mais gritos  alm
daqueles dos fantasmas que se retiravam. Pnico queimou dentro dele.
        "Onde est Gina?" disse ele de uma vez. "Ela  estava  aqui.  Era
pra ela estar voltando pra Sala Precisa."
        "Caramba, voc acha  que  ainda  vai  funcionar  depois  daquele
fogo?"  perguntou  Rony,  mas  ele  tambm  levantou-se,  massageando  o
peitoral, e olhando pra l e pra c. "Vamos nos separar e procurar -?"
        "No," disse Hermione,  levantando-se  tambm.  Malfoy  e  Goyle
permaneceram cados sem esperana no  cho  do  corredor;  nenhum  deles
tinham varinhas. "Vamos permanecer  juntos. Eu digo que vamos - Harry, o
que  isto no seu brao?"
        "O que? Ah sim -"
        Ele puxou o diadema do pulso e segurou  no  alto.  Ainda  estava
quente, escurecido pela fuligem, mas ao olhar  de  perto  ele  conseguiu
discernir as pequenas palavras  gravadas nele: PERSPICCIA ALM DA CONTA
 O MAIOR TESOURO DO HOMEM.
        Uma substncia parecida com sangue,  escura  e  com  aspecto  de
pixe, parecia estar vazando do diadema. De repente Harry sentiu a  coisa
vibrar violentamente  e ento se quebrar em  suas  mos  e  quando  isso
aconteceu, ele achou que tinha ouvido o mais fraco,  distante  grito  de
dor, ecoando no dos campos  do  castelo,  mas  da    coisa  que  estava
despedaada em suas mos.
        "Deve ter sido o Fiendfyre!" choramingou Hermione, seus olhos na
peas quebradas.
        "Desculpe me?"
        "Fiendfyre - fogo  amaldioado  -    uma  das  substncias  que
destri horcruxes, mas eu nunca, nunca ia me atrever  a  usar,    muito
perigoso - como Crabbe sabia  como - ?"
        "Deve ter aprendido dos Carrows."disse Harry morbidamente
        "Pena que ele no estava  concentrado  quando  eles  mencionaram
como parar o fogo, realmente,"  disse  Rony,  cujo  cabelo,  como  o  da
Hermione, estava chamuscado  e o rosto estava escurecido.  "Se  ele  no
tivesse tentado matar a todos ns, eu ficaria muito triste por  ele  ter
morrido."
        "Mas voc no percebe?" murmurou Hermione. "Isso  significa  que
se ns pudssemos pegar a cobra -"
        Mas ela parou enquanto gritos e berros e o inconfundvel barulho
de duelos enchia o corredor. Harry olhou ao redor e seu corao  pareceu
falhar: Comensais da Morte  tinham  penetrado  Hogwarts.  Fred  e  Percy
tinham aparecido de volta, os  dois  duelando  os  homens  mascarados  e
encapuzados.
        Harry, Rony e Hermione correram adiante pra ajudar: jatos de luz
voavam em todas as direes e o homem duelando com Percy recuou  rpido:
Ento seu capuz escorregou e eles viram uma  testa  alta  e  cabelo  com
mechas -.
        "Ol Ministro!" gritou Percy, mandando uma perfeita azarao at
Thicknesse,que deixou cair sua varinha e  agarrou  as  suas  vestimentas
aparentemente em horrvel  desconforto. "Eu mencionei que estou  pedindo
demisso?"
        "Voc est brincando, Perce!" gritou Fred assim que Comensal  da
Morte com quem ele estava lutando caiu  com  o  peso  de  trs  feitios
estuporantes.  Thicknesse havia cado no cho com pequenas erupes  por
todo ele; ele parecia estar se transformando em algum tipo de ourio  do
mar. Fred olhou para Percy com prazer.
        "Voc est realmente brincando, Perce! Acho que  no  ouo  voc
brincar desde que voc era -"
        O ar explodiu. Eles tinham  se  agrupado  juntos,  Harry,  Rony,
Hermione, Fred e Percy, os dois Comensais da  Morte  aos  seus  ps,  um
estuporado, outro transfigurado;  e naquele pequeno  momento,  quando  o
perigo parecia temporariamente ter sido advertido, o mundo foi destrudo
em pedaos.  Harry sentiu-se voando pelo ar, e tudo o que ele pde fazer
era agarrar o mais forte possvel naquele basto de madeira que era  sua
nica arma, e proteger sua cabea  com seus braos: Ele ouviu  gritos  e
berros dos seus  companheiros  sem  esperana  de  saber  o  que  estava
acontecendo com eles- 
        E ento o mundo se dissolveu em dor e meia-escurido: Ele estava
com metade do corpo soterrado nos destroos de  um  corredor  que  tinha
sofrido um terrvel  ataque. Um ar gelado disse a ele  que  um  lado  do
castelo tinha sido detonado, e algo viscoso e quente em sua bochecha lhe
dizia que ele  estava  sangrando  copiosamente.    Ento  ele  ouviu  um
terrvel lamento que revirou suas entranhas, que expressou uma agonia de
um tipo que nenhuma chama ou maldio poderia causar, e ele levantou-se,
cambaleando, mais amedrontado do que  tinha  estado  naquele  dia,  mais
amedrontado, talvez, do que jamais havia estado em toda sua vida...
        E Hermione se esforava para tirar os ps dos destroos, e  trs
ruivos estavam agrupados  no  cho  aonde  a  parede  se  abrira  com  a
exploso.  Harry  agarrou  a    mo  de  Hermione  enquanto   eles    se
esequilibravam e tropeavam sobre pedra e madeira.
        "No - No - No!" algum estava gritando. "No! Fred! No!"
        E Percy chacoalhava seu irmo, enquanto  Rony  se  ajoelhava  ao
lado deles, e os olhos de  Fred  olhavam  arregalados  sem  enxergar,  o
fantasma de seu ltimo sorriso  ainda estava gravado em seu rosto.

Tradutora: Isabella D. Revisora: Anja

Captulo 32 - A varinha mais velha O mundo tinha acabado, ento porque a
batalha no cessou, o castelo caiu silenciosamente em  horror,  e  todos
combatentes deixaram cair seus braos? A mente de Harry estava em  queda
livre,  rodopiando  fora  de  controle,  incapaz  de    compreender    a
impossibilidade, porque Fred Weasley no podia estar morto, a  evidncia
de todos seus sentidos deveria estar mentindo.

E ento um corpo sentiu a diante todo o estouro  no  lado  da  escola  e
feitios voando para eles da escurido, batendo na parede atrs de  suas
cabeas.

"Abaixem-se" Harry gritou, enquanto  mais  feitios  voavam  atravs  da
noite: ele e Rony agarraram Hermione e puxaram  ele  para  o  cho,  mas
Percy  deitado  sobre  o  corpo    de  Fred,  protegendo-o  de   maiores
ferimentos, e quando Harry gritou, "Percy,  venha,  ns  temos  que  nos
mexer", ele mexeu sua cabea.

"Percy!" Harry viu lgrimas escorrendo e cobrindo o triste rosto de Rony
enquanto ele agarrou o ombro de seu irmo mais velho e puxou, mas  Percy
no queria se mover.  "Percy voc no pode fazer nada por ele! Ns temos
que ir para..."

Hermione gritou, e Harry se virou, no precisou perguntar por  que.  Uma
aranha monstruosa do tamanho de um pequeno carro estava  tentando  subir
atravs de um enorme  buraco na parede: um dos descendentes de  Aragogue
estava se juntando  batalha.

Rony e Harry gritaram juntos, seus feitios colidiram e  o  monstro  foi
explodido para trs, suas pernas mexendo horrivelmente, e desapareceu na
escurido.

"Aquilo trouxe amigos!" Harry chamou os outros, olhando sobre a borda do
castelo atravs do buraco na parede que  os  feitios  explodiram:  mais
aranhas gigantes estavam    subindo  o  lado  do  castelo,  libertas  da
floresta proibida no qual os Comensais da  Morte  devem  ter  penetrado.
Harry disparou Feitios  estuporantes  para  baixo  neles,    jogando  o
monstro lder nos seus seguidores, ento rolaram abaixo do prdio e fora
de viso. Ento mais feitios vieram soando sobre a cabea de Harry, to
perto  que sentiu a fora deles passando pelos seus cabelos.

Vamos sair daqui, AGORA!

Empurrando Hermione antes dele com Rony, Harry inclinou-se para levantar
o corpo de Fred. Percy, entendendo o que Harry  estava  tentando  fazer,
parou de aderir ao  corpo e ajudou: juntos,  agachando  para  evitar  as
maldies que passavam voando por eles vindo dos jardins,  eles  levaram
Fred para fora do caminho.

"Aqui" Disse Harry, e eles o colocaram no vo onde uma armadura estivera
antes. Ele no conseguiria olhar para Fred nem um segundo a mais do  que
teve que olhar,  e depois de ter certeza que ele estava  bem  escondido,
foi atrs de Rony e Hermione.

Malfoy e Goyle tinham sumido, mas no final do corredor, que agora estava
cheio de poeira e alvenaria cada, vidro que caiu dadas janelas, ele viu
muitas pessoas  correndo para frente e para  trs,  se  eram  amigos  ou
inimigos ele no podia dizer. 

Virando a esquina, Percy  rugiu  como  urso,  "ROOKWOOD",  e  correu  na
direo de um homem alto, que estava perseguindo um grupo de estudantes.

"Harry, aqui!" Hermione gritou.

Ela puxou Rony para baixo de uma tapearia. Ele pareciam  estar  lutando
entre si, e por um louco segundo Harry pensou que eles estavam  de  novo
abraados; ento ele  viu que Hermione estava tentando  parar  Rony,  de
tentar correr para o Percy.

"Me escuta - ESCUTE, RONY!"

Seu rosto estava contorcido, encoberto por poeira e fumaa, e ele estava
tremendo de raiva e aflio.

"Rony, ns somos os nicos que podemos parar isso! Por favor  -  Rony  -
ns precisamos da cobra, ns temos que matar a cobra!" disse Hermione.

Mas Harry sabia o que Rony sentia; perseguir  outra  Horcrux  no  podia
trazer a satisfao de revanche; ele tambm queria lutar,  puni-los,  as
pessoas que tinham matado  Fred, e ele queriam achar os outros  Weasley,
e acima de tudo ter certeza, ter quase certeza, de que Gina no estava -
mas ele no podia permitir aquela idia formar  em sua cabea.

"Ns vamos lutar" Hermione disse "Ns temos que , temos que  alcanar  a
cobra! Mas no vamos perder o foco,  agora,  do  que  era  suposto  para
fazermos! Ns somos os  nicos que podemos terminar isso!"

Ela estava chorando tambm, e ela limpou seu rosto zunindo em sua  manga
enquanto falava, mas ela teve que pegar grandes, profundos goles  de  ar
para se acalmar, enquanto  mantinha um firme pulso em Rony, ele se virou
para Harry.

"Voc precisa descobrir onde Voldemort est, por que ele vai estar com a
cobra junto dele, no vai? Faa isso Harry - olhe dentro dele!"

Por que isso era to fcil? Porque sua  cicatriz  estava  queimando  por
horas, desejando mostrar  ele os pensamentos de Voldemort?  Ele  fechou
seus olhos no comando  dela, e de primeira,  os  gritos  e  estrondos  e
todos  sons  discordantes  da  batalha  foram  diminudos  at   ficaram
distantes, como se ele estivesse, muito, muito longe  deles...

Ele estava no meio de uma desolada, mas estranhamente familiar sala, com
papel de parede descascando nas paredes e todas janelas lacradas  exceto
por uma. Os sons  do assalto ao castelo eram  abafados  e  distantes.  A
nica desbloqueada janela revelava distantes exploses de luzes  onde  o
castelo estava, mas dentro da sala esta  escuro exceto por uma solitria
lmpada de  leo.  Ele  estava  rolando  sua  varinha  entre  os  dedos,
olhando-a, seus pensamentos na Sala do castelo, a Sala  secreta  somente
ele havia descoberto a Sala, como a  Cmara,    que  voc  tem  que  ser
esperto, e astuto, e inquisitivo para descobrir... Ele estava  confiante
que aquele garoto no poderia achar o diadema... no entanto a  marionete
de Dumbledore tinha ido  muito  alm  do  que  sempre  esperou...  muito
alm...

"Meu Lorde," disse uma voz, desesperada e aguda. Ele se virou: l estava
Lucio Malfoy sentado em um canto escuro, esfarrapado e ainda  suportando
as marcas das punies  que ele havia recebido  depois  da  escapada  do
garoto. Um de seus olhos permanecia fechado e inchado. "Meu Lorde... por
favor... meu filho..."

"Se seu filho esta morto, Lucio, no  minha culpa. Ele no  veio  e  se
juntou a mim como os outros da  Sonserina.  Talvez  tenha  decidido  ser
amigvel com Harry Potter?"

"No - nunca", murmurou Malfoy.

"Voc espera que no."

"No est - no est pensando, meu Lorde, que Potter  pode  ter  morrido
por outras mos que no as suas?" perguntou Malfoy,  sua  voz  tremendo,
"No seria melhor...  Desculpe-me... mais prudente seria  terminar  essa
batalha, entrar no castelo e procurar por ele v - voc mesmo?".

"Voc no quer, Lucio. Voc quer que  a  batalha  cesse  para  que  voc
descubra o que aconteceu com  seu  filho.  E  eu  no  preciso  procurar
Potter, Antes da noite acabar,  Potter vir para me encontrar!"

Voldemort deixou cair seu olhar mais uma vez em  sua  varinha  nos  seus
dedos. 

Isso o preocupava... e essas  coisas  que  preocupavam  Lorde  Voldemort
precisavam ser rearranjadas...

"V e traga Snape."

"Snape, m - meu Lorde?"

"Snape. Agora. Eu preciso dele. Existe um - servio - que eu quero dele.
V."

Amedrontado, tropeando um pouco direto na  escurido,  Lucio  deixou  a
sala. 

Voldemort continuou em p l, rodopiando a  varinha  entre  seus  dedos,
olhando para ela.

"Esse  o nico jeito, Nagini" ele murmurou, e  olhou  em  volta,  e  l
estava a enorme, grossa cobra, agora suspensa no  meio  do  ar,  mexendo
graciosamente com o encantamento,  um espao protetor que ele  fez  para
ela, uma brilhante, transparente esfera em algum lugar entre  uma  caixa
luminosa e um aqurio.

Com um engasgo, Harry voltou e abriu os olhos, neste mesmo momento  suas
orelhas foram assaltadas com gritos  e  choros,  o  quebrar  e  cair  da
batalha.

"Ele est na Casa dos Gritos. A cobra est com ele, ela tem um  tipo  de
proteo mgica em volta dela. Ele acabou de mandar Lucio  Malfoy  achar
Snape."

"Voldemort est na Casa dos Gritos?" disse Hermione, ultrajada. "Ele no
est - ele no est lutando?".

"Ele no acha que precisa lutar", disse Harry. "Ele acha que eu vou  at
ele".

"Mas por qu?".

"Ele sabe que estou atrs das Horcruxes - ele est mantendo Nagini perto
dele - obviamente eu vou ter que  ir  para  ele  para  chegar  perto  da
coisa".

"Certo", disse Rony, abaixando seus ombros "Voc no pode ir, isso    o
que ele quer, o que ele est  esperando.  Voc  fica  aqui  e  cuida  de
Hermione, e eu vou e pego  a cobra".

Harry cortou Rony.

"Vocs dois ficam aqui, eu vou embaixo da capa e eu estaria de volta to
rpido quanto eu".

"No," disse Hermione, "Isso faz mais sentido se eu pegar a Capa e...".

"Nem pense nisso", Rony brigou com ela.

Antes que Hermione pudesse ir mais longe do que isso, "Rony, eu sou  to
capaz..." a tapearia no topo da escada na qual eles estavam se rasgou.

"POTTER!"

Dois Comensais da Morte  mascarados  estavam  l,  mas  antes  que  suas
varinhas estivessem completamente levantadas, Hermione gritou "Glisseo"!

A escada embaixo de seus ps alisou-se em um tobog e ela, Harry e  Rony
dispararam para baixo nela, incapazes de controlar suas velocidades, mas
to rpidos que  os Feitios Estuporantes dos Comensais da Morte  voavam
longe de suas cabeas. Dispararam  atravs  da  tapearia  escondendo  no
fundo e girando no assoalho, batendo na  parede oposta.

"Duro!" Hermione choramingou, apontando sua  farinha  pra  tapearia,  e
houve dois altos rudos de triturao  nauseante  como  se  a  tapearia
tivesse virado pedra e os  Comensais da Morte puxavam-na de  encontro  a
eles.
         "Voltem!" gritou Rony, e ele Harry  e  Hermione,  encolheram-se
atravs da porta enquanto um alvoroo estrondoso de carteiras galopantes
passava pastoreadas  por  uma    corredora  Professora  McGonagall.  Ela
parecia no os ter notados: seu cabelo estava solto, e havia um corte em
sua  bochecha.  Enquanto  ela  virou  a  esquina,   eles    escutaram-na
gritar:"ATACAR!"

"Harry, voc pe a Capa," disse Hermione. "No se preocupe conosco...".

Mas ele jogou a capa sobre os  trs;  grandes  do  jeito  que  eram  ele
duvidou que algum fosse ver seus ps com toda a poeira  que  estava  no
ar, das pedras caindo, do  lanamento de feitios.

Eles correram o prximo lance de escadas e se viram num  corredor  cheio
de duelos. Os retratos dos dois lados dos lutadores se acotovelavam  com
figuras gritando conselhos   e  encorajamento,  enquanto  os  Comensais,
mascarados e no-mascarados duelavam com estudantes e professores.  Dean
tinha conseguido uma varinha, que estava duelando  com Dolohov,  Parvati
com Travers. 

Harry, Rony e Hermione ergueram suas varinhas de uma vez,  prontos  para
golpear, mas os lutadores estavam lanado e arremessando tanto em  volta
que havia uma forte  probabilidade de machucar  algum  de  seu  prprio
lado se eles lanassem  azaraes.  Enquanto  eles  estavam  suportando,
olhar para a oportunidade de agir, veio um grande  "wheeeeeeeeeeee!"  e,
olhando para  cima,  Harry  viu  Pirraa  zunindo  sobre  eles,  jogando
Snargaluff pra baixo nos  Comensais  da  Morte,  cujas  cabeas  estavam
imediatamente  envoltas em contorcidos, tubos verdes como gordos vermes.

"Argh!".

Uma mo cheia de tubos  bateu  na  capa  sobre  a  cabea  de  Rony,  as
viscosas, razes verdes estavam suspensas improvavelmente no maio de  ar
Rony tentava balan-las  para carem.

"Algum est invisvel ali!" gritou  um  Comensal  da  Morte  mascarado,
apontando.

Dean fez o mximo para distrair momentaneamente  o  Comensal  da  Morte,
abatendo-o com um Feitio Estuporante; Dolohov atento a relao teve  um
Feitio de Corpo Colado  atirado por Parvati.

"VAMOS!" Gritou Harry, e ele, Rony e Hermione reuniram a  Capa  apertada
envolta  deles  e  unidos,  cabeas  abaixadas,  atravs  da  nuvem   de
lutadores, escorregando um  pouco um poas de suco de Snargaluff, para o
topo da escada de mrmore no Hall de Entrada.

"Eu sou Draco Malfoy, eu sou Draco Malfoy, eu estou do seu lado!"

Draco estava no topo das escadarias, com outro Comensal. Harry estuporou
o Comensal assim que passaram. Malfoy olhou em  volta,  assustado,  para
sua salvao, e Ron  o puxou para debaixo da capa. Malfoy caiu  em  cima
do outro Comensal, sua boca sangrando, completamente perplexo.

"E essa  a segunda vez que salvamos sua  vida  esta  noite,  seu  falso
nojento!" 

Ron disse amargamente. Havia mais duelos sobre toda a escada e no  Hall,
Comensais da Morte em todo lugar que  Harry  olhava:  Yaxley,  perto  da
porta de  entrada,  em  combate  comFlitwick,  um    Comensal  da  Morte
mascarado duelando com Kingsley bem ao lados deles. Alunos  correndo  em
todas direes, alguns carregando ou puxando  amigos  machucados.  Harry
direcionou  um feitios Estuporante direto  para  o  Comensal  da  Morte
mascarado, ele errou e quase acertou  Neville,  que  tinha  emergido  de
algum lugar acenando uma mo cheia de    Tentculos  Venenosos,  o  qual
arremessou-se feliz envolta do mais prximo Comensal da Morte e  comeou
a se enrolar nele.
       Harry, Rony e Hermone correram abaixo na  escadaria  de  mrmore:
vidros quebrados na sua esquerda e o relgio de vidro da  Sonserina  que
tinha pontos recordes   jogou  esmeraldas  por  todos  os  lados,  ento
pessoas escorregavam e deslizavam assim que corriam. Dois corpos  cados
do mezanino acima das cabeas assim que atingiram  a grama e  um  borro
cinza que Harry tomou com um animal de quatro  veloz,  atravs  do  hall
para enfiar seus dentes em um dos corpos cados.
       "NO!" gritou Hermione,  e  com  ensurdecedora  exploso  de  sua
varinha Fenir Greyback foi atirado para trs do fraco e trmulo corpo de
Lil Brown. Ele bateu   no  corrimo  de  mrmore  e  se  esforou  para
retornar a ficar de p. Ento,  com  um  brilhante  flash  branco  e  um
quebrar, uma bola de cristal caiu no topo de sua cabea  e  ele  enrugou
no cho e no se moveu.
       "Eu  tenho  mais!"  gritou  Professora  Trelawney  por  sobre   o
corrimo, "mais para quem quiser! Aqui - "
       E com um movimento com saque de tnis, ela removeu  outra  esfera
de cristal enorme de sua bolsa, moveu sua varinha direto no ar, e fez  a
bola atravessar veloz  o hall quebrando na janela. Neste mesmo instante,
a pesada porta da frente de madeira explodiu aberta, e mais das  aranhas
gigantes foraram seu caminho para o Hall  de Entrada.
       Gritos de terror encheram  o  ar,  os  lutadores  se  espalharam,
Comensais da Morte e "Horgwartianos" igualmente, e jatos de luz verde  e
vermelha voou no meio  dos  monstros  descomunais,  que  tremeram  e  se
empinaram, mais aterrorizantes do que nunca.
       "Como vamos sair?" Gritou Rony sobre todos os gritos,  mas  antes
ambos Harry e Hermione poderem  responder  foram  golpeados  pelo  lado:
Hagrid veio estrondoso  pelas escadas, mexendo no ar  seu  guarda  chuva
rosa florido.
       "No machuque eles, no machuque eles!" Ele gritou.
       "HAGRID, NO !"
       Harry esqueceu tudo: ele  correu  para  fora  da  Capa,  correndo
abaixado para evitar azaraes que iluminavam todo o hall.
       "HAGRID, VOLTE!"
       Mas eles ainda no estavam nem no meio  do  caminho  para  Hagrid
quando ele viu acontecer: Hagrid desapareceu entre as aranhas, e com uma
enorme correria, um  traioeiro movimento da  aglomerao  das  aranhas,
eles se retiraram no meio dos feitios, com Hagrid encoberto no meio.

"HARRY!"

Harry ouviu algum chamar seu prprio  nome,  se  foi  um  amigo  ou  um
inimigo ele no se importou: Ele estava descendo as escadarias  correndo
rumo ao jardim escuro,  e as aranhas  estavam  indo  embora  com  a  sua
presa, e ele no pode ver mais nada do Hagrid.

Ele pensou poder sair dos enormes braos movendo no meio da multido  de
aranhas, mas ao comear persegui-las, seu caminho foi  impedido  por  um
enorme p, que caiu  da escurido e fez a terra onde ele estava  tremer.
Ele olhou para cima: um gigante estava diante dele, vinte ps acima, sua
cabea escondida na sombra, mais nada  alm do queixo cabeludo iluminado
pela luz vinda das portas do castelo. Com um brutal, elstico movimento,
despedaou uma janela superior com seu punho macio,  e    vidro  choveu
sobre Harry, o forando de volta pra de baixo da cobertura da entrada.

"Oh, meu..."! Berrou Hermione, enquanto  ela  e  Rony  pegavam  Harry  e
olhavam acima para o gigante agora tentando agarrar pessoas  atravs  da
janela acima.

"NO!" Gritou Rony, agarrando a mo de Hermione enquanto  ela  levantava
sua varinha "Estupore ele e ele vai quebrar metade do castelo".

"HAGRID?"

Grope apareceu de um canto do castelo

Grope veio balanando virando a esquina do castelo, apenas  agora  Harry
percebeu que Grope era, de fato, um gigante pequeno. O  monstro  tentava
puxar pessoas do andar  superior olhou em volta e rugiu. Os  degraus  de
pedra tremeram, enquanto ele andava duro em direo ao parente  pequeno,
e a boca torta de Grope caiu  aberta,  mostrando    dentes  amarelos  do
tamanho de tijolos, e ento eles se lanaram em direo um ao outro como
uma selvageria de lees.

"CORRAM!" Harry urrou;  a  noite  estava  cheia  de  gritos  medonhos  e
exploses de lutas gigantescas, e ele pegou a mo de Hermione, e  desceu
os degraus at a grama,  Rony protegendo a retaguarda. Harry  no  tinha
perdido a esperana de resgatar e salvar Hagrid; ele correu  to  rpido
que eles estavam a meio caminho da Floresta  antes que  fossem  trazidos
de volta.

O ar em volta deles estava congelado: a  respirao  de  Harry  bateu  e
solidificou em seu peito. Formas se moveram saindo da escurido, figuras
giravam concentrando  a escurido, movendo em uma grande onde  negra  em
direo ao castelo, seus rostos encapuzados e o respirar rufando...

Rony e Hermione se aproximaram ao seu lado  enquanto  os  sons  da  luta
atrs deles de repente se silenciou, morreu, porque  o  silncio  apenas
que o Dementador podia  trazer estava caindo pesado atravs da noite...

"Vamos Harry!" disse  a  voz  Hermione,  de  um  lugar  muito  distante,
"Patrono, Harry, vamos!"

Ele ergue sua varinha, mas uma triste desesperana estava se  espalhando
atravs dele. Fred tinha partido, e Hagrid  estava  quase  morto  ou  j
estava morto; quantos  mais estavam cados  mortos  que  ele  ainda  no
sabia; ele sentiu como se sua alma estivesse metade fora de seu corpo...

"HARRY, VAMOS!" gritou Hermione. Uns cem Dementadores estavam avanando,
deslizando em direo  eles, sugando  seu  caminho  para  desespero  de
Harry, o que era como a promessa de um banquete..

Ele viu o co Terrier prateado de Rony explodir o ar, num estalo  frgil
em espiral; ele viu a lontra de Hermione guinar no meio do ar e murchar,
e sua prpria varinha  tremendo em sua mo,  e  ele  quase  agradeceu  a
enorme perda, a promessa de nada, de no sentir...

E ento uma lebre prateada, um porco do  mato,  e  uma  raposa  planaram
sobre as cabeas de Harry, Ron e Hermione: os dementadores se  afastaram
antes mesmo das criaturas  chegarem. Mais trs pessoas tinham  sado  da
escurido para  postarem-se  ao  seu  lado,  suas  varinhas  estendidas,
continuando a avanar seus patronos: Luna, Ernie e  Simas.

"Esta tudo bem," disse Luna encorajando, como se tivessem voltado  Sala
Precisa e esse era um feitio simples praticado pela  AD.  "Est  bem...
vamos l, pense em  algo feliz...".

"Alguma coisa feliz?" ele disse, sua voz quebrada.

"Ns ainda estamos aqui," ele  sussurrou  "ns  ainda  estamos  lutando.
Vamos, agora...".

Houve uma fasca prateada, depois uma luz oscilante,  e  ento,  com  um
esforo fenomenal que lhe custou, o veado explodiu do final  da  varinha
de Harry. Ele foi para  frente, e agora os  Dementadores  se  espalharam
com fervor, e imediatamente a noite estava suave de novo, mas os sons da
batalha prxima estavam altos em seus ouvidos.

"No posso agradecer o bastante", disse Rony trmulo,  se  virando  para
Luna, Ernie e Simas, "vocs acabaram de salvar...".

Com um rugir e um temendo  tremor,  outro  gigante  veio  balanando  da
escurido na direo da Floresta, agitando um taco maior do que qualquer
um deles.

"CORRAM"! Gritou Harry, mas os outros  no  precisaram  de  aviso:  eles
todos se espalharam, e no um segundo depois, pelo prximo segundo o  p
vasto da criatura caiu  exatamente onde eles tinham estado. Harry  olhou
em volta: Rony e Hermione estavam o seguindo, mas os outros trs  tinham
desaparecido de volta  batalha.

"Vamos sair do alcance"! gritou Rony, enquanto o gigante  mergulhou  seu
taco de novo e seu berrou ecoou atravs da noite, atravessando o gramado
onde explodiam luzes  vermelhas  e  verdes  continuamente  iluminando  a
escurido.

"O Salgueiro Lutador", disse Harry. "Vamos!"

De alguma forma ele tinha guardado tudo isso em sua  mente,  completando
um pequeno espao que ele no podia olhar agora: pensamentos sobre  Fred
e Hagrid, e seu temor  sobre todas as pessoas que ele amava,  espalhadas
dentro e fora do castelo, deviriam todos esperar, porque eles precisavam
correr, como Hermione disse, o nico jeito  de parar isso.

Ele  correu  meio  acreditando  que  poderia  se  distanciar  da  morte,
ignorando os jatos de luz voando na escurido a sua volta, e  o  som  do
lago negro batendo como o mar,  e o ranger  da  Floresta  Proibida  pela
noite sem ventos; atravs dos jardins que pareciam eles  mesmos  ter  se
levantando em revolta, ele correu  o  mais  rpido  que  jamais    havia
corrido em sua vida, e ele foi o primeiro dos trs a  ver  a  rvore,  o
salgueiro que era protegido pelo segredo de tocar em um ndulo,  e  seus
galhos paravam.

Ofegando e arfando, Harry diminuiu, contornando o salgueiro  e  o  golpe
dos galhos, espiando na escurido para seu tronco, tentando ver o  nico
ndulo da rvore velha  que a paralisaria. Rony e Hermione o alcanaram,
Hermione com sua respirao to entrecortada que no conseguiria falar.

"Como--Como  ns  vamos  entrar  ai?"  ofegou  Rony.  "Eu  posso--ver  o
lugar--se a gente ao menos tivesse... um galho novamente...".

"Ala de madeira?" ofegou Hermione, ainda meio  encurvada.  "Voc    um
bruxo ou o que?".

"Ah! certo"

Rony olhou em volta, e direcionou sua varinha para um galho  no  cho  e
disse "Wingardium Leviosa". O galho voou do cho, girou no  ar  como  se
pego por um golpe de  ar,  e  zuniu  direto  no  tronco  passando  pelos
enormes galhos balanando do Salgueiro.  E  bateu  no  lugar  perto  das
razes de primeiro, e o tremor da rvore se transformou  em silncio.

"Perfeito", ofegou Hermione

"Espere."

Por um momento de hesitao, enquanto o quebrar e  estourar  da  batalha
enchiam o ar, Harry hesitou. Voldemort  queria  que  ele  fizesse  isso,
queria que ele viesse...  ele estava levando Rony e  Hermione  para  uma
armadilha?

Mas ento, a realidade pareceu perto dele, cruel  e  completa:  o  nico
caminho a frente era matar a cobra, e  a  cobra  estava  onde  Voldemort
estava, e Voldemort estava  no final deste tnel...

"Harry, ns estamos indo, apenas entre!" disse Rony, puxando Harry  para
frente.

Harry espreme-se em uma passagem na terrra escondida  e  nas  razes  da
rvore.  Estava mais apertado para esgueirar-se do  que  tinha  sido  na
ltima vez que eles tinham entrado ali. O tnel era de teto baixo:  eles
tiveram que se dobrar para se  mover por ele h quatro anos antes, agora
no tinha como no rastejar. Harry foi primeiro, sua varinha iluminando,
esperando a qualquer momento encontrar barreiras,  mas nada  veio.  Eles
se moveram em silencio, o olhar de Harry fixo no balanar do raio de luz
de sua varinha segura em seu punho. No final  do  tnel  ele  comeou  a
virar para cima e Harry viu um trao fino  de  luz  a  frente.  Hermione
arrastou-se at seus calcanhares.

"A Capa!" ela murmurou "Coloque a Capa!"

Ele tateou atrs dele e ela forou o pacote escorregadio de roupa na sua
mo livre. Com dificuldade ele jogou isso sobre ele, murmurou, "Nox",  e
a luz da varinha  apagou, continuando sobre as mes e  joelhos,  o  mais
silencioso possvel, todos seus sentidos se esforando,  esperando  cada
segundo por ser descoberto, escutar uma  fria e clara voz, vir um  flash
de luz verde.

E ento ele ouviu vozes vindo do cmodo diretamente  frente  deles,  s
ligeiramente abafado pelo fato de que a abertura no final do tnel tinha
sido bloqueada por  o que parecia ser um caixote.  Dificilmente  ousando
respirar, Harry contornou a direita na abertura e espiou por uma pequena
fresta entre o caixote e a parede.

O cmodo a frente tinha uma luz  embaada,  mas  ele  pode  ver  Nagini,
girando e enrolando como serpente dentro da gua, salva em sua encantada
esfera brilhante, que  flutuava sem suporte no meio do ar. Ele podia ver
a beirada de uma mesa, e uma mo com  longos  dedos  brincando  com  uma
varinha. Ento Snape falou, e o corao de  Harry balanou: Snape estava
centmetros de distncia de onde ele abaixado e escondido.

"... meu Lorde, a resistncia deles est se desfazendo...".

"e isso est acontecendo sem a sua ajuda" disse Voldemort, em  sua  lata
voz clara. 

"Habilidoso como voc , Severus, eu no acho que voc vai  fazer  muita
diferena agora. Ns estamos quase l... quase".

"Deixe-me achar o garoto. Deixe-me trazer Potter para o senhor.  Eu  sei
que posso ach-lo, meu Lorde. Por favor."

Snape passou pela fresta, e Harry se afastou  um  pouco,  mantendo  seus
olhos fixos em Nagini, questionando se havia  algum  feitio  que  podia
penetrar na proteo que  a envolvia, mas no podia pensar em  nada.  Um
deslize, e ele poderia revelar sua posio...

Voldemort parou. Harry podia v-lo agora, ver os olhos vermelhos, a lisa
cara de serpente, um brilho plido na semi-escurido.

"Eu tenho um problema, Severus" disse Voldemort calmamente.

"Meu Lorde?" disse Snape.

Voldemort  levantou  a  Varinha  mais  Velha,  segurando   delicada    e
precisamente.

"Por que ela na funciona para mim, Severus" No silencio, Harry  imaginou
poder ter ouvido a cobra assobiar ligeiramente enquanto  se  enrolava  e
desenrolava, ou era o sibilante assobio de Voldemort no ar?

"Meu - meu Lorde!" disse Snape branco. "Eu no entendo. Voc - Voc  tem
feito mgicas extraordinrias com esta varinha".

"No" disse Voldemort. "Eu  tenho  feito  minha  mgica  usual.  Eu  sou
extraordinrio, mas esta varinha... no. Ela no  revelou  os  prodgios
que prometeu. Eu no sinto  diferena entre esta varinha e aquela que eu
procurei de Olivaras todos esses anos atrs."

O tom de Voldemort era sem alterao, calmo, mas  a  cicatriz  de  Harry
tinha comeado a latejar e pulsar: a dor estava crescendo em sua testa e
ele pode sentir  que    o  senso  de  controle  de  fria  crescendo  em
Voldemort.

"Nenhuma diferena." disse Voldemort de novo.

Snape no falou. Harry no podia ver seu rosto: Ele quis saber se  Snape
havia detectado  o  perigo,  estava  tentando  encontrar  palavras  para
tranqilizar seu mestre.
  Voldemort comeou a andar em torno da sala: Harry o  perdeu  de  vista
por alguns segundos, enquanto falando naquela mesma voz, a dor e a fria
se apoderaram de Harry.

"Eu estive pensando serio, Severus, voc sabe por que  eu  o  chamei  de
volta por trs daquela batalha?" E por um momento Harry viu o perfil  de
Snape. 

E por um momento Harry viu o perfil de Snape: seus olhos  estavam  fixos
na cobra enrolada em sua gaiola encantada.

"No, meu Lorde, mas eu lhe imploro para me  deixar  retornar.  Deixe-me
encontrar Potter."

"Voc soa como Lucio. Nenhum de vocs entende Potter como  eu.  Ele  no
precisa ser encontrado.  Potter  vai  vir  para  mim.  Eu  conheo  suas
fraquezas, voc v, sua nica  grande falha. Ele vai odiar ver os outros
cairem em volta dele, sabendo que  por ele que tudo  est  acontecendo.
Ele vai querer para isso a qualquer custo. Ele vai  vir."

"Mas meu Lorde, ele pode ser morto acidentalmente por algum que  no  o
senhor mesmo..."

"Minhas instrues para os Comensais da Morte foram bem claras.  Capture
Potter. Mate seus amigos - quanto mais melhor - mas no mate ele."

Mas  sobre voc que eu quero falar, Severus, no Harry Potter. Voc tem
sido muito valioso para mim. Muito valioso".

"Meu Lorde sabe que eu procuro s servi-lo. Mas deixe-me ir  e  achar  o
garoto, meu Lorde. Deixe-me traz-lo para voc. Eu sei que posso...".

"Eu j te disse, no!" disse Voldemort, e Harry pegou o brilho  em  seus
olhos vermelhos quando se virou de novo, e o farfalhar de sua  capa  era
como o deslizar de  uma cobra, e ele sentiu a impacincia  de  Voldemort
em sua cicatriz.  "Minha  dvida  no  momento,  Severus,    o  que  vai
acontecer quando eu finalmente encontrar o garoto!".

"Meu Lorde, no deve haver dvida, certamente..."

"Mas h uma dvida, Severus, H!".

Voldemort parou, e Harry podia  v-lo  completamente  de  novo  enquanto
deslizava a Varinha mais Velha em seus dedos e olhava para Snape.

"Por que ambas varinhas falharam quando  eu  as  direcionei  para  Harry
Potter"

"Eu - eu no posso responder isso meu Lorde."

"No pode?"

Um golpe de fria sentido como uma lana direto na cabea de Harry:  ele
forou seu prprio punho em sua boca para evitar chorar alto de dor. Ele
fechou seus olhos,  e de repente  ele  era  Voldemort  olhando  na  face
plida de Snape.

"Minha varinha fez tudo que eu pedi  para  ela  fazer,  Severus,  exceto
matar Harry Potter, Duas vezes falhou. Olivaras me disse sob tortura das
essncias Gmeas, me  disse para fazer outra  varinha.  Eu  fiz,  mas  a
varinha de Lucius se desolou ao encontrar a de Potter."
        "Eu - eu no tenho explicao, meu Lorde".

Snape no estava olhando para Voldemort agora. Seus olhos negros estavam
fixos na serpente enrolada em sua esfera protetora. 

"Eu peguei uma terceira  varinha,  Severus.  A  Varinha  mais  Velha,  a
Varinha do Destino,  o  Galho  da  Morte.  Eu  peguei-a  de  seu  mestre
anterior. Eu a peguei da sepultura  de Albus Dumbledore."

E agora Snape olhou para Voldemort, e a  face  de  Snape  era  como  uma
mscara morta. Era um mrmore branco e at  quando  ele  falava  era  um
choque ver que ningum vivia  atrs dos olhos negros.

"Meu Lorde - deixe-me ir ao garoto -"

"Toda essa longa noite, quando eu estou  perto  da  vitria,  eu  estive
sentado aqui".  Disse Voldemort, sua voz praticamente como um  sussurro,
"pensando,pensando, por que a Varinha mais Velha recusa a fazer o que em
que fazer, recusa a fazer  os  ditos    legendrio  feitos  por  quem  a
possui... e eu acho que eu tenho a resposta".

Snape no falou.

"Talvez voc j saiba disso? Voc  um homem esperto, contudo,  Severus.
Voc tem sido um  bom  e  leal  servidor,  e  eu  sinto  pelo  que  deve
acontecer."

"Meu Lorde".

"A varinha mais velha no me serve propriamente, Severus, porque eu  no
sou seu mestre verdadeiro. A Varinha Mais Velha pertence  ao  bruxo  que
matou seu dono anterior.  Voc matou  Albus  Dumbledore.  Enquanto  voc
viver Severus, a Varinha Mais velha no pode ser verdadeiramente minha".

"Meu Lorde!" Snape protestou, levantando sua varinha.

"Isso no pode ser de outro jeito," disse  Voldemort.  "Eu  devo  ser  o
mestre da varinha, Severus. Dominando a  varinha,  eu  domino  Potter  a
final."

E Voldemort deslizou pelo ar com a Varinha Mais Velha. Isso no fez nada
 Snape, que por um segundo pareceu pensar ter sido repelido: mas  ento
a inteno de Voldemort  se tornou clara. A gaiola que a  cobra  enrolou
no ar, e antes que Snape pudesse  fazer  alguma  coisa  a  mais  do  que
gritar, ela tinha envolvido ele, cabea e ombros,  e Voldemort disse  em
Parseltongue.

"Mate".

Houve um terrvel grito. Harry viu a face de Snape perder o pouco de cor
que ela tinha, ficou branco e seus  olhos  negros  largos,  enquanto  as
presas da cobra perfuravam  seu pescoo, quando ele falhou em empurrar a
gaiola encantada fora dele, seus joelhos falharam e ele caiu no cho.

"Eu sinto por isso." Disse Voldemort friamente.

Ele se virou, no havia tristeza nele, nem remorso. Era hora de deixar a
cabana e atacar,  com  uma  varinha  que  poderia  agora  fazer  todo  o
esperado. Ele a apontou  para a brilhante gaiola prendendo a cobra,  que
cambaleou acima de Snape, que caiu de lado no cho,  o  sangue  jorrando
das feridas em seu pescoo. Voldemort deslizou  pelo  cmodo  sem  olhar
para trs, e a enorme serpente flutuando depois  dele  em  sua  proteo
esfrica imensa. 

De volta ao tnel em sua prpria mente,  Harry  abriu  seus  olhos:  ele
cuspiu sangue, batendo seus ns dos dedos  no  esforo  de  no  gritar.
Agora ele estava olhando  na pequena fresta entre o caixote e a  parede,
vendo um p dentro de uma bota preta tremendo no cho.

"Harry!" respirou Hermione atrs dele, mas ele  j  tinha  apontado  sua
varinha para o caixote que  bloqueava  a  viso.  Ele  se  levantou  uma
polegada no ar e caiu de lado,  silenciosamente. A mais  silenciosamente
quanto podia, ele entrou no cmodo.

Ele no sabia por que estava fazendo isso, porque estava se  aproximando
do homem morto: ele no sabia o que sentir quando ele via a face  branca
de Snape, e os dedos  tentando estancar o  sangue  das  feridas  no  seu
pescoo. Harry tirou a Capa da Invisibilidade e olhou para baixo, para o
homem que ele odiava, onde seus largos olhos  negros  encontraram  Harry
enquanto tentava falar. Harry se curvou sobre ele,  e  Snape  agarrou  a
frente de suas roupas e puxou ele perto.

Um trmulo e abafado barulho saiu da garganta de Snape.

"Pegue isso...isso...Pegue...isso..."

Alguma coisa a mais do que sangue estava  escoando  de  Snape.  Prateado
azul, nem lquido nem gs, isso jorrou de sua boca e de suas  orelhas  e
de seus olhos, e Harry  sabia o que isso era, mas no sabia o que  fazer
- 

Um frasco conjurado no meio do ar foi empurrado em  suas  mos  trmulas
por Hermione. Harry colocou a substncia prateada nele com sua  varinha.
Quando o frasco estava  cheio at a borda, e  Snape  parecia  no  haver
mais sangue dentro dele, seu punho nas roupas de Harry afrouxou.

"Olhe... para... mim..." ele murmurou.

Os olhos verdes acharam os negros, mas depois de um segundo alguma coisa
no fundo da  escurido  desapareceu,  deixando-os  fixos,  em  branco  e
limpos. A mo segurando  Harry bateu no cho, e Snape no se moveu mais.

Traduo: July Wulfric Reviso: Monica  Souto  Maior  Captulo  33  -  A
Histria do Prncipe  Harry  permaneceu  ajoelhado  ao  lado  de  Snape,
simplesmente olhando para ele, at que de repente uma voz alta  e  fria,
falou to perto deles que Harry pulou e ficou  em p, o frasco  apertado
firmemente em suas mos, pensando que Voldemort havia  entrado  na  sala
novamente. A voz de Voldemort ecoou  das  paredes  e  do  cho  e  Harry
percebeu que ele estava falando para Hogwarts e  para  toda  a  rea  ao
redor, os moradores de Hogsmeade e todos aqueles que continuavam lutando
no castelo puderam ouv-lo  claramente, como se ele  estivesse  ao  lado
deles, sua respirao atrs de seus pescoos,  como  se  o  ambiente  se
enchesse de uma brisa estranha antevendo um golpe mortal.

"Voc lutou" disse a voz alta e fria bravamente, "Lorde  Voldemort  sabe
como valorizar a bravura".

"Contudo, voc tem  sustentado  grandes  perdas.  Se  voc  continuar  a
resistir a mim, vocs todos vo morrer, um por um. Eu no quero que isso
acontea. Toda gota de   sangue  mgico  derramada    uma  perda  e  um
desperdcio".
  "Lorde Voldemort  misericordioso. Eu ordeno minhas  foras  a  recuar
imediatamente. Voc tem uma hora. Disponha de sua morte  com  dignidade.
Cuide de suas feridas.  Eu falo agora, Harry  Potter,  diretamente  para
voc. Voc permitiu que seus amigos morressem por voc, ao invs de voc
mesmo me enfrentar pessoalmente. Eu esperarei  por uma hora na  Floresta
Proibida. Se, no final dessa uma hora, voc no vier at a mim,  se  no
tiver desistido, ento a batalha recomea. Dessa vez, eu  entrarei    na
luta, Harry Potter, e encontrarei voc, e punirei todo homem,  mulher  e
criana que escondeu voc de mim. Uma hora".

Rony e Hermione balanaram suas  cabeas  freneticamente,  olhando  para
Harry.

"No d ouvidos a ele." Disse Rony.

"Vai dar tudo certo" disse Hermione descontroladamente  "Vamos  -  Vamos
voltar  para  o  castelo,  se  ele  est  indo  para  a  floresta,   ns
precisaremos de um novo plano".

Ela olhou para o corpo de Snape ento correu de volta para a entrada  do
tnel. 

Rony a seguiu. Harry vestiu a capa de invisibilidade e olhou para Snape.
Ele no sabia o que sentir exceto o choque pela maneira como Snape havia
sido assassinado  e a razo pela qual isso havia sido feito. 

Eles voltaram ao tnel. Enquanto  nenhum  deles  falava,  Harry  desejou
saber se Rony ou Hermione ainda poderiam ouvir Voldemort em suas cabeas
como ele podia.

Voc permitiu que seus amigos morressem por voc, ao invs de voc mesmo
me enfrentar  pessoalmente.  Eu  esperarei  por  uma  hora  na  Floresta
Proibida... Uma hora...

Pacotes pequenos pareciam cobrir o gramado como se fosse lixo    frente
do castelo. Poderia ter se passado apenas uma hora  ou  mesmo  j  estar
prxima a hora do amanhecer,  apesar de  ainda  estar  tudo  negro  como
piche. Os trs  correram  em  direo  aos  degraus  de  pedra.  Um  co
solitrio, do tamanho de um pequeno barco, jazia em frente   deles.  No
havia nenhum sinal de Grope ou de seu atacante. 

O castelo estava silencioso de uma maneira que nunca havia  estado.  No
havia flashes de luz, estrondos ou gritos agora. O assoalho  do  deserto
hall de entrada estava  banhado de sangue. Havia  esmeraldas  espalhadas
pelo cho, bem como pedaos de mrmore e resqucios de madeira  lascada.
Partes dos corrimes haviam sido arrancadas...

"Onde esto todos?" sussurrou Hermione.

Rony os conduziu para  o  Salo  Principal.  Harry  parou  na  porta  de
entrada. As mesas das Casas haviam  sido  retiradas  e  o  Salo  estava
aglomerado de pessoas. 

Os sobreviventes permaneciam em grupos, com seus  braos  ao  redor  dos
pescoos dos outros.  Os  feridos  estavam  sendo  tratados  por  Madame
Pomfrey num lugar reservado,  com a ajuda de um grupo de apoio.  Firenze
era o mais ferido deles: seu flanco vertia sangue,  e  ele  tremia  onde
estava deitado, incapaz de ficar de p.

Os mortos permaneciam enfileirados no meio do Hall. Harry no podia  ver
o corpo de Fred porque sua famlia cercava-o. George estava ajoelhado  
sua cabea; Sra.  Weasley estava deitada  sobre  seu  peito,  seu  corpo
tremia. Sr. Weasley, mexia no cabelo de  seu  filho,  enquanto  lgrimas
escorriam de suas faces. 

Sem dizer uma palavra a Harry, Rony  e  Hermione  se  foram.  Harry  viu
Hermione ir ao encontro de Gina, cuja face estava inchada e manchada,  e
abra-la. Rony se juntou  a Gui, Fleur e Percy, que tinha seu brao  ao
redor dos ombros de Rony. 

Como Gina e Hermione se aproximaram do resto da famlia, Harry teve  uma
clara viso dos corpos prximos ao de  Fred:  Lupin  e  Tonks,  plidos,
porm com  um  semblante    de  paz,  aparentemente  adormecidos  sob  a
escurido do teto encantado.

O  Salo  Principal  parecia  voar,  tornando-se  pequeno,   encolhendo,
enquanto Harry retornou  porta de  entrada.  Ele  no  conseguiu  tomar
flego. No pde continuar olhando  qualquer um dos outros corpos, vendo
quem mais havia morrido por ele. No conseguia se  juntar  aos  Weasley,
olhar em seus olhos, pensar que se ele tivesse  tido  uma    iniciativa,
Fred poderia nunca ter morrido.

Ele se virou e correu para  a  escada  de  mrmore.  Lupin.  Tonks.  Ele
desejou  no  sentir...  Ele  desejou  poder  tirar  seu  corao,  suas
vsceras. Tudo aquilo que estava  gritando dentro dele.

O castelo estava completamente vazio; at os fantasmas pareciam  ter  se
juntado aos que lamentavam no Salo Principal. Harry correu  sem  parar,
enquanto apertava  firmemente    o  frasco  cristalino  com  os  ltimos
pensamentos de Snape, e ele no parou at alcanar a  grgula  de  pedra
que guardava o escritrio do diretor.

"Senha?"

"Dumbledore!", disse Harry sem pensar, porque era quem ele desejava ver,
e para sua surpresa a grgula deslizou para o lado revelando a escada em
espiral que o levaria  ao escritrio.

Mas quando Harry entrou no escritrio  circular  percebeu  mudanas.  Os
retratos pendurados  nas  paredes  estavam  vazios.  Nenhum  diretor  ou
diretora  havia  permanecido    para  v-lo  ali,  todos  pareciam   ter
desaparecido por entre as pinturas que revestiam o castelo, de modo  que
eles poderiam ter uma viso do que estava acontecendo.

Harry passou os olhos sem esperana pela moldura  vazia  de  Dumbledore,
que estava pendurada exatamente atrs da cadeira  do  diretor,  e  ento
virou de costas para ela.  A penseira de pedra  estava  no  gabinete  no
local onde sempre estivera.

Harry a colocou na mesa e despejou as memrias de Snape na  bacia  larga
com suas marcas de Runas nas bordas. Escapar para dentro  da  cabea  de
outra pessoa seria um  alvio abenoado. Nada que at mesmo Snape  tenha
deixado para ele poderia ser pior  que  seus  prprios  pensamentos.  As
memrias giravam, branco-prateadas e estranhas,  e sem hesitao, com um
sentimento de abandono despreocupado, como se  isso  pudesse  aliviar  a
aflio que o torturava, Harry mergulhou. 

Ele caiu de cabea na luz do sol, e seus  ps  encontraram  cho  morno.
Quando se levantou, viu que estava em um playground quase  deserto.  Uma
nica imensa chamin    dominava  o  horizonte  distante.  Duas  meninas
estavam se balanando para frente e para trs,  e  um  menino  magro  as
observava detrs de  alguns  arbustos.  Seus  cabelos    negros  estavam
compridos  demais  e  suas  roupas  eram  descombinadas   que    parecia
intencional: calas jeans curtas demais, um casaco velho e roto,  grande
demais que poderia  ter pertencido a um  homem  adulto  e  uma  camiseta
muito estranha que mais parecia um jaleco.

Harry se aproximou do menino. Snape parecia no ter mais que nove ou dez
anos, plido, pequeno, pegajoso. Havia uma inveja no disfarada em  seu
rosto magro enquanto  ele  observava  a  mais  nova  das  duas  meninas,
balanando mais e mais alto que sua irm.

"Llian no faa isso!" gritou a mais velha das duas.

Mas a menina havia se soltado do balano justamente no ponto  mais  alto
do arco e voado pelo ar, literalmente voado, se lanando em  direo  ao
cu com uma enorme  gargalhada, e em vez de se esborrachar no asfalto do
parque, ela flutuou como uma trapezista pelo ar, ficando assim por muito
tempo, e aterrissando com muita leveza.

"A mame disse pra voc no fazer isso!" 

Petnia parou seu balano pelo atrito dos saltos de  suas  sandlias  no
cho, fazendo um som quebrado e arranhado, e se levantou num salto,  com
as mos nos quadris.

"Mame disse que no  permitido voc fazer isso, Llian!"

"Mas eu estou bem," disse Llian, ainda rindo. "Tnia olhe isso. Olhe  o
que eu posso fazer."

Petnia olhou  sua volta. O parque estava deserto, tirando as  duas  e,
ainda que as meninas no soubessem Snape. Llian havia pegado  uma  flor
cada de um arbusto  atrs do qual  Snape  espreitava.  Petnia  avanou
evidentemente dividida  entre  a  curiosidade  e  a  reprovao.  Llian
esperou at Petnia estar perto o suficiente para    ver  claramente,  e
ento estendeu a palma da mo. A flor estava  ali,  abrindo  e  fechando
suas ptalas, como uma ostra bizarra com muitos lbios.

"Pare com isso!" choramingou Petnia.

"No est te machucando," disse Llian, "mas ela fechou sua mo no boto
e o jogou de volta ao cho". 

"Isso no est certo" disse Petnia, mas seus olhos seguiram  as  flores
que voavam para o cho e pousaram sobre elas. "Como voc faz isso?"  ela
acrescentou, e definitivamente  sua voz demonstrava o desejo em saber.

"Isso  bvio, no ?" Snape no pode se conter, ele pulou fora de  trs
dos arbustos. Petnia choramingou  e  correu  de  volta  para  perto  do
balano, mas Llian, apesar  de claramente  assustada,  permaneceu  onde
estava. Snape pareceu arrependido de seu visual, Um rubor incmodo tomou
conta das bochechas plidas enquanto ele olhava  para Llian.

"O que  bvio?" perguntou Llian.

Snape tinha um ar de ansiedade e  nervosismo.  Com  uma  olhada  para  a
distante Petnia que agora pairava ao lado dos balanos, ele baixou  sua
voz e disse, "Eu sei o  que voc "

"O que voc quer dizer?"

"Voc ... voc  uma bruxa" sussurrou Snape.

Ela parecia ofendida "No  educado dizer isso para algum"

Ela se virou, com o nariz em p e marchou para o lado de sua irm.

"No" disse Snape. Ele estava corado agora, e Harry se perguntou por que
ele no tirava aquele casaco ridculo, a no ser que  fosse  porque  ele
no queria revelar  o jaleco embaixo. 

Ele seguiu as meninas num salto, de uma forma ridiculamente parecida com
um morcego, como quando mais velho. As irms  o  analisaram,  unidas  em
reprovao, ambas se  segurando em uma das barras do  balano,  como  se
fosse um lugar seguro.

"Voc " Disse Snape para  Llian  "Voc    uma  bruxa,  eu  estive  te
assistindo por um momento, mas no h nada de errado com isso. Minha me
 uma, e eu sou um bruxo".  A risada de Petnia foi como gua gelada.

"Bruxo" ela ganiu, sua coragem havia voltado  agora  que  ela  havia  se
recomposto do choque da inesperada apario do jovem 'Eu sei  quem  voc
. Voc  o menino Snape!  eles moram l  no  Spinner's  End,  perto  do
rio"' ela disse  a  Llian,  e  estava  evidente  em  seu  tom  que  ela
considerou o endereo uma fraca recomendao. 

"Porque voc esteve nos espiando?"

"No estava espiando," disse Snape, quente  e  desconfortvel  com  seus
cabelos sujos em plena luz do  dia.  "No  espiaria  voc,  de  qualquer
forma," emendou quase cuspindo,  "voc  uma Trouxa".

Ainda que Petnia evidentemente no tivesse entendido a palavra, ela no
poderia se enganar em relao ao tom de voz.

"Llian, vamos,  ns  estamos  indo!"  ela  disse  rispidamente.  Llian
obedeceu a sua irm na hora, encarando Snape  enquanto  ia  embora.  Ele
ficou em p as observando  enquanto elas passavam pelo porto do parque,
e Harry, o nico que ali restou para observ-lo, reconheceu  a  decepo
amarga de Snape, e reconheceu que Snape esteve  planejando esse  momento
por um bom tempo, e que tudo tinha sado errado...

A cena de  dissolveu  e,  antes  que  Harry  tomasse  conta,  se  formou
novamente ao seu redor. Ele agora estava em uma pequena mata. Ele  podia
ver um rio iluminado pelo  sol brilhando entre os troncos  das  rvores.
As sombras das rvores faziam uma orla fresca  de  sombras  esverdeadas.
Duas crianas sentavam-se uma  de  frente  para  a    outra,  de  pernas
cruzadas no cho. Snape  havia  tirado  seu  casado  agora;  seu  jaleco
estranho parecia menos peculiar na meia-luz.

"E o Ministrio pode te punir se voc usar magia fora  da  escola,  voc
recebe cartas."

"Mas eu tenho feito magia fora da escola!"

"Ns no temos problema. No  temos  nossas  varinhas  ainda.  Eles  no
fiscalizam quando voc ainda  criana e no tem como controlar. Mas uma
vez que voc fizer  11    anos,"  ele  acenou  com  a  cabea  mostrando
importncia "e eles comearem a trein-la, ento voc ter que ter  mais
cuidado".

Houve um curto silncio. Llian  havia  pegado  um  graveto  cado  e  o
balanou pelo ar, e Harry  soube  que  ela  estava  imaginando  fagulhas
brilhantes saindo de sua ponta. 

Ento ela derrubou o graveto, se inclinou na direo do menino e  disse,
"Isso  verdade, no ? No  uma brincadeira? Petnia  disse  que  voc
est mentindo pra mim.  Petnia diz que no existe uma Hogwarts. Isso  
real, no ?".

" real para a gente," disse Snape. "No para ela. Mas ns vamos receber
a carta, voc e eu."

"Verdade?" sussurrou Llian. 

"Com certeza," disse Snape, e mesmo com seu cabelo mal  cortado  e  suas
roupas estranhas, ele parecia uma  figura  estranhamente  impressionante
espreguiado na frente  dela, cheio de confiana do seu destino.

"E ir realmente chegar por coruja?" Llian sussurrou.

Normalmente, disse Snape. "Mas voc  nascida trouxa,  ento  algum  da
escola ter de vir e explicar para seus pais."

"Faz alguma diferena, ser nascida-trouxa?"

Snape hesitou. "Seus olhos negros, vidos numa melancolia esverdeada, se
movimentaram sobre a pele plida, os cabelos ruivos escuros".

"No" ele disse. "No faz diferena alguma."

"timo," disse Lilly. Estava claro que ela tinha estado preocupada.

"Voc tem muita magia" disse Snape "Eu vi isso.  Todo  o  tempo  que  eu
estava assistindo voc...".

A voz dele foi sumindo; ela no estava escutando, mas havia  se  deitado
no cho coberto de folhas e estava olhando a multido  de  folhas  sobre
sua cabea. Ele a observou  com a mesma cobia com que a havia observado
no parquinho.

"Como esto as coisas na sua casa?" Llian perguntou.

Uma leve ruga apareceu entre os olhos dele.

"Bem." Ele disse.

"Eles no esto mais brigando?"

"Ah sim, eles tm brigado," disse Snape. Ele  pegou  uma  mo  cheia  de
folhas e comeou a rasg-las, aparentemente sem perceber  o  que  estava
fazendo. "Mas daqui a pouco  tempo eu vou embora."

"Seu pai no gosta de magia?".

"Ele no gosta de quase nada, na verdade," disse Snape.

"Severo?"

Um pequeno sorriso torceu os lbios de Snape quando ela disse seu nome.

"Oi?"

"Me conte sobre os dementadores de novo."

"Por que voc quer saber sobre eles?"

"Se eu usar magia fora da escola...".

"Eles no vo te entregar para os dementadores  por  isso!  Dementadores
so para pessoas que fazem coisas realmente ruins. Eles guardam a priso
dos bruxos, Azkaban.  Voc no vai  acabar  indo  pra  Azkaban,  voc  
muito...".

Ele ficou rubro e  rasgou  mais  folhas.  Ento  um  barulho  de  folhas
rachando atrs de Harry o fez se virar: Petnia, se escondendo atrs  de
uma rvore, havia perdido  equilbrio.

"Tnia!" disse Llian, com surpresa e um ar de boas vindas em  sua  voz,
mas Snape havia se levantado em um salto.

"Quem est espiando agora?" ele gritou. "O que voc quer?"

Petnia estava sem flego, surpresa ao ter sido pega. Harry podia  v-la
tendo dificuldades em achar algo ofensivo para dizer.

"O que  isso que voc est vestindo,  de  qualquer  forma?"  ela  disse
apontando para o peito de Snape. "A blusa da sua me?"

Houve um estrondo. Um galho sobre  a  cabea  de  Petnia  tinha  cado.
Llian gritou. O galho atingiu Petnia no ombro, e  ela  cambaleou  para
trs e irrompeu em lgrimas.

"Tnia!"

Mas Petnia estava correndo para longe. Llian se voltou para Snape.

"Voc fez isso acontecer?"

"No." Ele parecia ao mesmo tempo insolente e assustado.

"Voc fez!" Ela estava se afastando dele. "Voc fez! Voc a machucou!"

"No - no, eu no fiz isso!"

Mas a mentira no  convenceu  Llian.  Depois  de  um  ltimo  olhar  de
reprovao, ela correu da pequena mata atrs de sua irm, e Snape  ficou
parecendo atordoado e confuso... 

E a cena se dissolveu e se formou novamente. Harry olhou    sua  volta.
Ele estava na plataforma nove e trs quartos, e Snape estava a seu lado,
levemente encurvado,  prximo a uma mulher  magra,  plida,  de  aspecto
azedo, que o lembrava muito.  Snape  estava  encarando  uma  famlia  de
quatro pessoas no muito distante. As duas meninas  estavam pouco  longe
dos pais. Llian parecia estar implorando com a irm. Harry se aproximou
para ouvir. 

"Eu sinto muito, Tnia, sinto muito! Oua - ela pegou a mo de sua  irm
e segurou com firmeza, mesmo que Petnia tentasse se soltar. "Talvez uma
vez que eu esteja  l... No, escute Tnia! Talvez quando eu estiver l,
eu possa conversar com o professor Dumbledore e persuadi-lo a  mudar  de
idia!".
  "Eu - no - quero - ir!" disse Petnia, e ela puxou de volta  sua  mo
do aperto de sua irm. "Voc acha que eu quero ir pra um castelo  idiota
e aprender a ser uma  - uma...".

Seus olhos plidos giraram para a plataforma, sobre os gatos miando  nos
braos de seus donos, sobre as corujas batendo asas e piando  umas  para
as outras em suas  gaiolas, sobre os alunos, alguns j  em  seus  longos
trajes, carregando as bagagens  no  Trem  vermelho  escarlate  ou  ento
cumprimentando uns aos outros com gritos felizes   depois  de  um  vero
distantes.

"Voc acha que eu quero ser uma... Aberrao?"

Os olhos de Llian encheram-se  de  lgrimas  conforme  Petnia  obtinha
sucesso em livrar sua mo.

"Eu no sou uma aberrao," disse Llian. "Isso  algo  horrvel  de  se
dizer."

" pra onde voc est indo,"  disse  Petnia  com  acidez.  "Uma  escola
especial para aberraes. Voc e aquele menino Snape... bizarros,  isso
que vocs so.  bom  que vocs sejam separados das pessoas  normais.  
para a nossa segurana."

Llian  olhou  na  direo  de  seus  pais,  que  estavam  olhando  pela
plataforma com um ar de satisfao do fundo do corao, como se  bebendo
a cena. Ento ela olhou de  volta para Petnia, e sua voz  era  baixa  e
firme.

"Voc no achava que era uma escola de aberraes quando escreveu para o
diretor e implorou para ele aceit-la."

Petnia ficou rubra.

"Implorar? Eu no implorei!" "Eu vi a resposta dele. Foi muito gentil."

"Voc no devia ter lido - " sussurrou Petnia, "aquilo  era  pessoal  -
como pde?"

Llian se entregou quando olhou meio de  lado  para  onde  Snape  estava
esperando, prximo. Petnia engasgou.

"Aquele menino encontrou! Voc e aquele menino estavam espiando  em  meu
quarto!"

"No, no espiando - " agora Llian estava na defensiva  "Severo  viu  o
envelope, e ele no podia acreditar que um Trouxa pudesse ter  contatado
Hogwarts,   s  isso!    Ele  diz  que  deve  haver  magos  trabalhando
disfarados nos correios que tomam conta de - "

"Aparentemente os  magos  metem  seus  narizes  em  todo  lugar!"  disse
Petnia, agora to plida quanto  esteve  ruborizada.  "Aberrao!"  ela
disparou para a irm e correu  para onde seus pais esperavam... 

A cena dissolveu-se mais uma vez. Snape corria pelo corredor do Expresso
de Hogwarts enquanto este viajava pelo campo. Ele j tinha colocado suas
vestes da escola,  tinha talvez se agarrado a primeira  oportunidade  de
livrar-se de suas horrorosas roupas trouxas, Finalmente  ele  parou,  do
lado de fora de uma cabine na qual um  grupo    de  meninos  desordeiros
estava conversando. Apertada em um assento no canto estava  Llian,  sua
face comprimida contra o vidro da janela.

Snape abriu a porta da cabine e sentou-se do lado oposto de Llian.  Ela
lanou-lhe um olhar e  logo  voltou-se  novamente  para  a  janela.  Ela
estivera chorando.

"Eu no quero falar com voc," ela disse em uma voz apertada.

"Por que no?"

"Petnia me odeia. Porque ns vimos a carta do Dumbledore."

"E da?"

Ela olhou-o com profundo desgosto.

"Ela  minha irm!"

"Ela  s uma -"  Ele  se  pegou  rapidamente;  Llian,  ocupada  demais
tentando enxugar seus olhos sem que notassem, no o ouviu.

"Mas ns estamos indo!" ele disse, incapaz de conter a excitao em  sua
voz. " isso! Ns estamos indo para Hogwarts!"

Ela assentiu, esfregando seus olhos, mas apesar de si mesma ela  deu  um
meio sorriso.

" melhor que voc v para a Sonserina," disse Snape, encorajado por ela
ter se animado um pouco.

"Sonserina?"

Um dos garotos dividindo a  cabine,  que  no  tinha  mostrado  o  menor
interesse nem em Llian nem em Snape at aquele momento, olhou ao  redor
ao ouvir aquela palavra.  Harry que  estivera  inteiramente  focado  nos
dois ao lado da janela viu seu pai: pequeno, cabelos negros como  Snape,
mas com um ar indefinvel de quem tinha sido bem  cuidado, at  adorado,
algo que Snape obviamente no possua.

"Quem quer cair na Sonserina? Eu acho que  eu  abandonaria  voc  no?",
Tiago perguntou ao garoto no assento oposto  ao  seu,  e  Harry  com  um
sacolejo notou que era Sirius.  Sirius no sorriu.

"Toda minha famlia esteve na Sonserina." ele disse.

"Oh cus," disse Tiago, "e eu  que  pensei  que  voc  parecia  um  cara
legal!".

Sirius riu.

"Talvez eu rompa com a tradio. Para onde voc vai se puder escolher?".

Tiago ergueu uma espada imaginria, "Grifinria, onde moram os de  bravo
corao! Como meu pai".

Snape emitiu um pequeno barulho destoante. Tiago virou-se para ele.

"Voc tem algum problema com isso?"

"No," disse Snape, embora seu pequeno som de desprezo o contradissesse.
"Se voc prefere ser musculoso do que ser esperto".

"Para onde voc  espera  ir,  uma  vez  que  no    nenhum  dos  dois?"
intrometeu-se Sirius.

Tiago gargalhou. Llian sentou-se, bastante corada, e olhou para Tiago e
Sirius com desgosto.

"Venha, Severus, vamos achar outra cabine."

"Ooooo..."

Tiago e Sirius imitaram a elevada voz de Llian; Tiago tentou fazer  com
que Snape tropeasse ao passar.

"Vejo voc por a, Snivellus!" uma voz chamou enquanto a porta da cabine
se fechava...

A cena dissolveu mais uma vez... Harry estava atrs de  Snape,  enquanto
eles encaravam as  iluminadas  mesas  das  Casas,  alinhadas  com  faces
enlevadas. Ento a Professora McGonagall disse "Evans, Lilian!".

Harry assistiu sua me andar com  as  pernas  tremendo  e  sentar-se  no
pequeno banco. A Professora  McGonagall  colocou  o  Chapu  Seletor  na
cabea dela e quase um segundo  depois de ter tocado seus cabelos ruivos
escuros, o chapu anunciou, "Grifinria!".

Harry escutou Snape deixar escapar um pequeno gemido. Llian  retirou  o
chapu, devolveu-o a McGonagall, ento  dirigiu-se  rapidamente  at  os
animados alunos da Grifinria,  mas enquanto estava indo, ela  olhou  de
relance para Snape, e havia um triste e pequeno sorriso no  rosto  dela.
Harry viu Sirius se mover para abrir espao para ela.  Ela  olhou-o  uma
vez, parecendo reconhec-lo do trem, cruzou seus  braos,  e  firmemente
virou as costas para ele.
  A seleo continuou. Harry assistiu Lupin,  Pettigrew  e  seu  pai  se
juntarem a Lilian e Sirius na mesa da  Grifinria.  At  que  finalmente
faltava  selecionar  apenas    cerca  de  uma  dzia  de  estudantes,  a
Professora McGonagall chamou Snape. Harry caminhou com ele at o  banco,
assistiu o chapu ser posto na cabea dele.  "Sonserina!"    anunciou  o
Chapu Seletor.

E Severo Snape encaminhou-se para o lado oposto do Salo, para longe  de
Llian, para onde os Sonserinos o felicitavam, onde Lucio Malfoy com  um
distintivo de monitor  no peito, bateu nas  costas  de  Snape,  enquanto
este se sentava ao lado dele...

E a cena mudou

Llian e Snape estavam caminhando pelo ptio do  castelo,  evidentemente
discutindo. Harry se apressou a  aproximar-se  deles,  para  escut-los.
Assim que ele os alcanou,  ele percebeu quo mais  alto  eles  estavam.
Alguns anos pareciam ter se passado desde a Seleo.

"...achei que ns fossemos  amigos?"  Snape  estava  dizendo.  "Melhores
amigos?"

"Ns somos, Sev, mas eu no gosto de algumas das pessoas com  quem  voc
est andando! Desculpe-me, mas eu detesto Avery e Mulciber!.

O que voc v nele, Sev, ele  esquisito! Voc sabe  o  que  ele  tentou
fazer com Mary McDonald outro dia?"

Llian alcanara um pilar e se apoiara contra  ele,  encarando  o  rosto
fino, plido.

"Aquilo no foi nada," disse Snape. "Foi uma brincadeira, s isso -"

"Foi Magia Negra, e se voc acha isso divertido...".

"E o que voc diz das coisas que  Potter  e  seus  amigos  esto  sempre
aprontando?" perguntou Snape. Ele ficava vermelho enquanto  dizia  isso,
incapaz ao que parecia  de esconder seu ressentimento.   "O  que  tem  o
Potter com isso?" disse Llian.

"Eles escapam durante a noite, Tem algo estranho com  esse  Lupin.  Para
onde ele vai sempre?"

"Ele est doente,"disse Llian. "Eles dizem que ele  doente -"

"Todo ms durante a lua cheia?" disse Snape.

"Conheo sua teoria," disse Llian, e ela soava fria. "Por que voc est
to obcecado com eles? Por que se importa com o que eles fazem durante a
noite?"

"Eu estava somente  tentando  mostrar  a  voc  que  eles  no  so  to
maravilhosos quanto todos pensam que so."

A intensidade do olhar dele fez com que ela corasse.

"Eles no usam Magia Negra, contudo."

Ela abaixou a voz. "E voc est sendo realmente mal agradecido. Eu  ouvi
o que aconteceu na outra noite.  Voc  foi  escondido  at  o  Salgueiro
Lutador, e Tiago  Potter    salvou  voc  do  que  quer  que  esteja  l
embaixo...".

A cara inteira de Snape se contorceu e ele  balbulciou,  "Salvo?  Salvo?
Voc pensa que ele estava brincando de  heri?  Ele  estava  salvando  o
prprio pescoo e de seus  amigos tambm! Voc no est indo  -  Eu  no
deixarei voc..."

"Me deixar? Me deixar?

Os olhos brilhantes de Llian pareciam fendas. Snape recuou de imediato.

"Eu no quis dizer - Eu apenas no a quero ver saindo com um tolo -  Ele
gosta  de  voc,  Tiago  Potter  gosta  de  voc!"  As  palavras   saiam
arrebatadas contra o seu controle.  "E  ele  no  ...  todos  pensam...
grande heri de quadribol -" A amargura e o desagrado de Snape o  faziam
incoerente, e as sobrancelhas de Llian estavam subindo cada   vez  mais
perto de sua testa.

"Eu sei que Tiago Potter  um apanhador arrogante," ela disse,  cortando
Snape.

"Eu no preciso que voc me fale isso. Mas a idia de humor de  Mulciber
e de Avery  diablica. Diablica, Sev. Eu no entendo  como  voc  pode
ser amigo deles."

Harry duvidou que Snape sequer tenha ouvido as crticas dela a  Mulciber
e Avery. No momento que ela insultou Tiago  Potter,  seu  corpo  inteiro
estava relaxado, e enquanto  eles caminhavam Snape andava  de  uma  nova
forma, mais leve, solta...

E a cena se dissolveu...

Harry observou novamente Snape deixar o Salo Principal aps seus  NOM's
de Defesa Contra as Artes das Trevas, e observou como ele  vagueou  para
fora do castelo e    sentou-se  inadvertidamente  perto  do  lugar  onde
embaixo da copa da rvore  estavam  Tiago,  Sirius,  Lupin  e  Pettigrew
sentados. Mas Harry manteve a distncia dessa  vez, porque ele  sabia  o
que  aconteceria  depois,  Tiago  teria  suspendido  Severo  no  ar    e
ridicularizado ele; ele sabia o que havia sido feito e dito, e  no  lhe
deu  nenhum prazer ouvir isso novamente... Ele observou Llian se juntar
ao grupo e sair em defesa de Snape. Distante ele  ouviu  Snape  disparar
nela sua humilhao e sua  fria, a palavra imperdovel: Sangue-ruim.

A cena mudou...

"Eu sinto muito."

"Eu no estou interessada."

"Eu sinto muito."

"Poupe-me"

J era noite. Llian, que  estava  usando  um  roupo,  sustentava  seus
braos cruzados em frente ao retrato da  Mulher  Gorda,  na  entrada  da
torre da Grifinria.

"Eu somente vim aqui porque Mary me  disse  que  voc  estava  ameaando
dormir aqui."
  "Eu estava. E eu teria dormido. Eu nunca quis cham-la de sangue-ruim,
eu apenas..."

"Deixou escapar?" No havia piedade na voz de Llian. " muito tarde".

Eu aceitei suas desculpas  por  muitos  anos.  Nenhum  dos  meus  amigos
entende porque eu ainda falo com voc.  Voc  e  seus  preciosos  amigos
Comensais da Morte veja, voc  nem ao menos nega  isso.  Voc  no  nega
porque voc  tudo o que aparenta ser! Voc mal  pode  esperar  para  se
juntar a Voc-sabe-quem, no  mesmo?

Ele abriu a boca, mas fechou sem dizer uma palavra.

"Eu no posso mais fingir. Voc escolheu o seu caminho, e eu  escolhi  o
meu."

"No - escute, eu no quis te chamar..."

"...me chamar de Sangue-Ruim? Mas voc chama todos com linhagens  iguais
a minha de Sangue-Ruim, Severo. Porque comigo seria diferente?

Ele lutou pra se manter a margem  do  discurso,  mas  com  um  olhar  de
desprezo ela se virou e passou atravs do buraco do retrato...

A cena se dissolveu novamente, e demorou um pouco mais  a  se  formar...
pareceu que Harry estava voando atravs de formas e cores  at  que  seu
ambiente se solidificou  de novo e ele se levantou em  uma  colina  onde
era frio e estava escuro.

O vento soprava atravs dos galhos das  poucas  rvores  sem  folhas.  O
Severo adulto estava  ofegante,  voltando  ao  local,  com  uma  varinha
firmemente apertada em sua  mo, esperando por alguma coisa ou algum...

Seu medo contaminou Harry tambm, embora  ele  soubesse  que  no  podia
haver malefcio para ele, e ele olhava sobre seu ombro, desejando  saber
o que Snape estava esperando...

Ento um jato de luz branca atravessou o ar ziguezagueando. Harry pensou
que era um relmpago, mas Snape tinha cado  ajoelhado,  e  sua  varinha
tinha voado de suas  mos.

"No me mate!!!"

"No  essa a minha inteno!".

Qualquer  som  que  Dumbledore  tinha  feito  ao  aparatar,  tinha  sido
encoberto pelo som do vento nos galhos.

Ele se posicionou antes de Snape com sua tnica enroscada a volta dele ,
e seu rosto estava iluminado por uma luz vinda de sua varinha.

"Bem, Severo? Que mensagem Lorde Voldemort tem pra mim?"

"No, no   nenhuma  mensagem,  vim  aqui  por  conta  prpria",  disse
apertando as mos. Ele parecia um pouco  transtornado,  com  seu  cabelo
preto desalinhado.

"Eu - Eu venho com um aviso - no, um pedido - por favor..."

Dumbledore  fez  sua  varinha  cintilar.  Ainda  que  folhas  e   galhos
estivessem voando ao redor deles atravs da noite, o  silncio  caiu  no
lugar onde ele e Snape se  encaravam.

Que pedido poderia um Comensal da Morte me fazer?

"A - A profecia... a vidente... Trewlaney..."

"Ahn sim..." disse Dumbledore. "Quanto voc relatou ao Lorde Voldemort?"

"Tudo!!! Tudo o que eu ouvi! Disse Snape. Que   porque  -    por  esta
razo - ele pensa que se refere a Llian Evans!"

"A profecia no se refere a uma mulher", disse Dumbledore. "Falou de  um
menino nascido no final de julho..."

"Voc sabe o que significa! Ele pensou que significava  seu  filho,  ele
est indo atrs dela - vai mat-los todos -!"  "E se ela significa tanto
para voc, disse Dumbledore, com certeza Lorde Voldemort  ir  poup-la?
Voc no poderia pedir misericrdia pela me, em troca do filho?"

"Eu pedi, eu pedi ..."

"Voc me enoja" disse Dumbledore,  e  Harry  nunca  havia  ouvido  tanto
desgosto em sua voz. Snape pareceu se encolher um pouco,  "voc  no  se
importa ento com as mortes  do marido  e  do  filho  dela?  Eles  podem
morrer se voc conseguir o que voc quer?".

Snape no disse nada, ele apenas olhou para Dumbledore.

"Esconda todos eles ento", ele retrucou.  "Mantenha  ela  -  eles  -  a
salvo.Por favor".

"E o que voc me daria em troca, Severo?"

"Em - em troca", disse Snape agarrado a Dumbledore, e Harry esperou  que
ele protestasse, mas depois de um longo  momento  ele  disse,  "Qualquer
coisa."

A colina sumiu, e Harry estava  no  escritrio  de  Dumbledore,  e  algo
estava fazendo um som terrvel, como um animal. Snape estava sentado  em
uma cadeira e Dumbledore  estava parado a sua frente,  parecendo  cruel.
Depois de um momento ou dois. Snape levantou seu  rosto  e  ele  parecia
como um homem que havia vivido cem anos de misria  desde  que  deixaram
as colinas

"Eu pensei... que voc iria... mant-la... a salvo."

"Ela e Tiago confiaram na pessoa errada  disse  Dumbledore,  assim  como
voc Severo. Voc no esperava que Lorde Voldemort iria poup-la?"

A respirao de Snape era superficial.

"O menino dela sobreviveu", disse Dumbledore.

Sacudindo  levemente  a  cabea,  Snape  golpeava  o  ar  parecendo  no
acreditar.

"O filho dela vive, ele tem os olhos dela, precisamente os  olhos  dela.
Voc lembra da forma e da cor dos olhos de Llian Evans, tenho certeza?"

"NOO!!!", gritou Snape, "Esto... mortos..."

"Isso  o remorso Severo?"

"Eu desejo... eu gostaria de estar morto..."

"E que serventia isto poderia ter para qualquer um?",  disse  Dumbledore
friamente, "Se voc amava Llian Evans, se voc realmente a amava, ento
seu caminho a frente  est claro". Snape parecia sucumbir  pela  tamanha
dor e as palavras de Dumbledore pareceram demorar um  longo  tempo  para
atingi-lo.

"O - o que voc quer dizer?"

"Voc sabe como e porque ela foi morta, faa com que isso no tenha sido
em vo, me ajude a proteger o filho de Llian".

"Ele no precisa de proteo agora que o Lorde das Trevas se foi".

"O Lorde das trevas vai retornar, e Harry Potter  vai  estar  em  grande
perigo quando isso acontecer".

Houve uma grande pausa, e lentamente Snape recuperou o controle sobre si
mesmo, controlando sua prpria respirao, por  fim  ele  disse,  "muito
bem, muito bem. Mas  nunca - nunca  diga  Dumbledore!  Isto  deve  ficar
entre ns! Jure! Eu no suportaria... especialmente do filho do  Potter,
eu quero a sua palavra".

"Minha palavra, Severo, de que eu nunca irei revelar o melhor de  voc?"
disse Dumbledore olhando baixo para o rosto feroz e angustiado de Snape.
"Se voc insiste..."

O escritrio se  dissolveu,  mas  se  reformou  instantaneamente.  Snape
estava andando pra cima e pra baixo em frente de Dumbledore.

"Medocre  e  arrogante  como  o  seu  pai,  um  quebrador  de   regras,
deleitando-se em se achar famoso, buscando ateno e impertinente".

"Voc v o que voc quer ver Severo", disse  Dumbledore,  sem  tirar  os
olhos de uma cpia do Transfigurao Hoje. "Outros professores dizem que
o garoto  modesto,  amvel e razoavelmente talentoso. Pessoalmente,  eu
o acho uma criana encantadora".

Dumbledore virou a pgina e disse sem olhar pra  cima,  "Voc  no  quer
manter os olhos no Quirrell?".

Houve um redemoinho de cores,  e  agora  tudo  estava  escuro,  Snape  e
Dumbledore estavam perto da entrada do hall, enquanto as ltimas pessoas
vindas da ceia de Natal  passaram por eles em seu caminho para a cama.

"Bem?", murmurou Dumbledore.

"A marca de Karkaroff est se tornando mais negra tambm,  ele  est  em
pnico, ele teme vingana, voc sabe o quanto ele  ajudou  o  Ministrio
depois da queda do Lorde  das Trevas." Snape olhou  de  perfil  o  nariz
torto de Dumbledore. "Karkaroff pretende fugir se a marca dele queimar".

"Ele pretende?", disse Dumbledore mansamente, enquanto Fleur Delacour  e
Roger Davies vinham dos terrenos. "E voc est tentado a  ir  junto  com
ele?".

"No", disse Snape, seus olhos pretos olhando para as figuras de Fleur e
Roger, "eu no sou to covarde."

"No", concordou Dumbledore, "voc  um homem muito  mais  corajoso  que
Igor Karkaroff. Voc sabe, eu s vezes  penso  que  ns  julgamos  muito
rpido...".

Ele foi embora deixando Snape parecendo ferido.

E agora Harry estava no escritrio do diretor novamente,  era  noite,  e
Dumbledore estava cado na cadeira parecida com um trono atrs  da  mesa
aparentemente semi-consciente.  Sua mo direita estava jogada  de  lado,
enegrecida e queimada.

Snape estava murmurando encantamentos, apontando sua varinha para a mo,
enquanto com a mo esquerda ele pegou  um  clice  cheio  de  uma  poo
dourada e fez Dumbledore  engolir. Depois de  um  momento  ou  dois,  as
plpebras de Dumbledore se mexeram e abriram.

"Porque", disse Snape sem rodeios, "por que voc  colocou  aquele  anel?
Isto  carrega  uma  maldio,  com  certeza  voc  sabia  disso.  Porque
toc-lo?"

O anel de Marvolo Gaunt estava pousado sobre a mesa de  Dumbledore,  ele
estava quebrado, a espada de Grifinria estava ao lado."

Dumbledore estava fazendo uma careta.

"Eu... fui um tolo. Fui tentado..."

"Tentado pelo que?"

Dumbledore no respondeu.

" um milagre que voc  tenha  conseguido  voltar  aqui!",  Snape  disse
furioso.

"Esse anel carregava uma maldio de poder  extraordinrio,  cont-la  
tudo o que ns podemos fazer; eu tranquei a maldio em uma mo  por  um
tempo."

Dumbledore levantou sua enegrecida e  intil  mo  e  examinou-a  com  a
expresso de algum que mostra uma curiosidade interessante.

"Voc fez muito bem Severo, quanto tempo voc acha que eu tenho?"

O tom de Dumbledore era de conversa, ele parecia pedir por uma  previso
do tempo, Snape hesitou, e ento disse, "eu no posso dizer.  Talvez  um
ano.  No  existe  nada    que  segure  um  encantamento  para   sempre.
Eventualmente isso ir se soltar, esse  o efeito da magia com o tempo".

Dumbledore sorriu. As noticias de que ele tinha menos de um ano de  vida
pareciam ser o menor dos problemas para ele.

"Eu sou afortunado, extremamente  afortunado,  por  que  eu  tenho  voc
Severo."

"Se voc tivesse me chamado um pouco mais  cedo  eu  poderia  ter  feito
mais, ganho mais tempo pra voc!", disse Snape furiosamente.  Ele  olhou
para baixo para o anel  quebrado e  para  a  espada.  "Voc  pensou  que
quebrar o anel quebraria a maldio?"

"Algo  como  isso...  eu  estava  delirando,  sem   dvida...",    disse
Dumbledore. Com  um  suspiro  ele  recostou-se  em  sua  cadeira.  "Bem,
realmente isso faz as coisas muito  mais fceis".

Snape parecia completamente perplexo. Dumbledore sorriu.

"Eu me refiro ao plano que Lorde Voldemort tem sobre mim. O  plano  dele
de mandar o pobre menino Malfoy me assassinar".

Snape sentou-se na cadeira que Harry freqentemente  tinha  ocupado,  na
frente da mesa de Dumbledore. Harry poderia dizer que ele  queria  ouvir
mais sobre a mo amaldioada  de Dumbledore, mas ele educadamente no  o
fez.

Franzindo a testa, Snape disse, "O Lorde das Trevas no espera que Draco
consiga. Isto  apenas uma punio pelas falhas recentes do  Lucio,  uma
tortura lenta para  os pais de Draco, enquanto eles assistem ele  falhar
e pagar o preo.", disse Snape.

"Em resumo, o garoto tem uma sentena de morte sobre ele assim  como  eu
tenho", disse Dumbledore. "Agora, eu devo presumir  que  o  sucessor  do
trabalho, caso Draco  falhe, ser voc?"

Houve uma pequena pausa

"Esse, eu penso,  o plano do Lorde das Trevas."

"Lorde Voldemort enxerga um futuro prximo em que ele no  precisar  de
um espio em Hogwarts?".

"Ele acredita que a escola vai estar logo sobre o seu comando sim."

"E se ela cair em suas mos", disse Dumbledore, fazendo  um  comentrio,
"Eu tenho a sua palavra de que voc far tudo  o  que  voc  puder  para
proteger os estudantes  em Hogwarts?"

Snape acenou com a cabea.

"Bom. Agora ento, sua primeira prioridade ser descobrir  o  que  Draco
est fazendo. Um adolescente assustado  um perigo para os outros como 
para si mesmo. Oferea  ajuda e direo, ele deve aceitar, ele gosta  de
voc."

"Muito menos depois que pegaram seu pai. Draco me culpa, ele acha que eu
roubei a posio de Lucio".

"De qualquer forma, tente. Eu estou menos preocupado comigo do  que  com
as vtimas acidentais que podem ocorrer nas tentativas  do  garoto.  Por
ltimo,  claro, existe  apenas mais uma coisa que  devemos  fazer  para
livrar o garoto das garras do Lorde Voldemort."

Snape levantou suas sobrancelhas e  em  seu  tom  sarcstico  perguntou,
"Voc est pretendendo deixar ele te matar?"

"Certamente que no. Voc deve me matar". 

Foi um longo silncio, quebrado apenas por um estranho  click.  A  fnix
Fawkes estava roendo um pequeno osso de peixe.

"Voc gostaria que eu fizesse agora?" perguntou Snape, sua voz alta  com
ironia. 

"Ou gostaria de alguns momentos para compor um epitfio?"

"Oh, no ainda," disse  Dumbledore,  sorrindo.  "Eu  ouso  dizer  que  o
momento aparecer na hora certa. Levando em conta o que  foi  dito  essa
noite" ele indicou sua mo  ferida, "ns podemos  estar  certos  de  que
acontecer dentro de um ano". 

"Se voc no se preocupa  em  estar  morrendo"  -disse  Snape  rudemente
aproximando-se "porque no deixa Draco fazer isso?"

"A alma desse garoto ainda no est danificada." Disse  Dumbledore.  "Eu
no gostaria que ela fosse partida por minha causa."

"E a minha alma, Dumbledore? E a minha?".

"S voc sabe se sua alma ser machucada por ajudar  um  velho  homem  a
evitar a dor e a humilhao." Disse Dumbledore.  "Eu  peo  esse  grande
favor a voc, Severo, porque  a minha morte est to certa quanto o fato
de que os Chudley Cannons ganharo o campeonato este  ano.  Eu  confesso
que eu preferiria uma sada rpida e indolor, ao  invs da  baguna  que
seria se Greyback  estivesse  envolvido,  por  exemplo  -  Eu  ouvi  que
Voldemort esteve recrutando ele? Ou a querida Bellatrix,  que  gosta  de
jogar  com a comida antes de com-la".

Seu tom era suave, mas seus olhos azuis perfuravam Snape da mesma  forma
que frequentemente perfuravam Harry, como se a alma  que  discutiam  era
visvel a ele. Por  ltimo Snape assentiu brevemente. Dumbledore pareceu
satisfeito.

"Obrigado, Severo..." 

O escritrio desapareceu e agora Snape e Dumbledore  estavam  dando  uma
volta juntos nas terras desertas do castelo pelo crepsculo.

"O que voc tem feito com o Potter, todas  essas  noites  em  que  vocs
esto juntos?" - Snape perguntou abruptamente.

Dumbledore olhou cansado.

"Por qu? Voc no est tentando dar-lhe mais detenes, Severo? Logo  o
garoto ter gasto mais tempo com detenes do que fora delas!".

"Ele tornou-se seu pai outra vez -"

"Parece, talvez, mas em sua natureza mais profunda  muito mais como sua
me".
  "Eu gasto o tempo com Harry porque eu tenho coisas a discutir com ele,
informao que eu devo lhe dar antes que seja tarde de mais."

"Informao" repetiu Snape "Voc confia nele... Voc no confia em mim!"

"Isso no  questo de confiana! Eu tenho, como ns dois sabemos, tempo
limitado.  essencial que eu d ao menino informao suficiente para ele
faa o que ele  necessita fazer."

"E porque eu no posso ter a mesma informao?"

"Eu  prefiro  no  colocar  meus  segredos  em    uma    nica    cesta,
particularmente no numa cesta que gasta muito  tempo  arriscando-se  no
crculo do Lorde das Trevas".

"Que eu fao s suas ordens!"

"E voc o faz extremamente bem. No pense que eu  no  estimo  o  perigo
constante em que voc se coloca, Severo. Para  dar  a  Voldemort  o  que
aparenta ser valiosa  informao    enquanto  retm  o  essencial    um
trabalho que eu no confiaria a ningum a no ser a voc!". 

"Contudo voc confia muito mais em um garoto que  incapaz de utilizar a
Oclumncia, cuja mgica  medocre, e que tem conexo direta com a mente
do Lorde das Trevas!"

"Voldemort teme essa conexo." disse Dumbledore. "No foi h muito tempo
atrs que  ele  teve  uma  pequena  prova  do  que  significa  realmente
compartilhar a sua mente  com a do Harry. Foi uma dor tal como ele nunca
experimentou. Ele no tentar possuir Harry  outra  vez,  tenho  certeza
disso. No dessa maneira".

"Eu no entendo."

"A alma de Lorde Voldemort, dividida como est, no pode ter contato com
uma alma como a do Harry.  como se a lngua estivesse  grudada  em  uma
chapa de metal congelada,  como se a carne estivesse em chamas".

"Almas? Ns estvamos falando de mentes!"

"No caso de Harry e Lorde Voldemort, falar  de  uma  coisa    falar  da
outra."

Dumbledore olhou de relance ao redor para certificar-se de  que  estavam
sozinhos. Estavam prximos da Floresta Proibida  agora,  mas  no  havia
nenhum sinal de ningum  perto deles. 

"Depois que voc tiver me matado, Severo".

"Voc se recusa a me  dizer  tudo,  contudo  voc  espera  esse  pequeno
servio de mim!" - grunhiu Snape e uma raiva real alargou-se em sua cara
fina.

"Voc conta com muita coisa,  Dumbledore!  Talvez  eu  tenha  mudado  de
idia!" 

Voc me deu sua palavra, Severo. E enquanto ns  estivermos  falando  de
servios que voc deve a mim, eu penso que voc concordou  em  manter-se
de olho no seu jovem  amigo Sonserino?"

Snape pareceu irritado, revoltado. Dumbledore suspirou.

"Venha ao meu escritrio est noite, Severo, s  onze,  e  voc  no  se
queixar que eu no tenho nenhuma confiana em voc." 

Estavam de volta ao escritrio de Dumbledore, as janelas escuras, Fawkes
estava sentada  to  silenciosamente  como  Snape,  enquanto  Dumbledore
andava em volta dele,  falando.

"Harry no deve saber, no at  o  ltimo  momento,  no  at  que  seja
necessrio, se no como poderia ter a fora para fazer o  que  deve  ser
feito?"

"Mas o que ele deve fazer?"

"Isto  entre Harry e eu. Escute com ateno, Severo. Vir  um  tempo  -
aps a minha morte - no discuta, no interrompa! Vir uma poca em  que
Lorde Voldemort temer  pela vida de sua cobra".
  "A Nagini?" - Snape pareceu atnico.

"Precisamente. Se vier uma poca em que Lorde Voldemort parar de  enviar
a cobra para executar seus servios, mas mant-la em  segurana  ao  seu
lado sob proteo mgica,  ento, eu  penso  que  ser  seguro  dizer  a
Harry."

"Dizer a ele o qu?" 

Dumbledore respirou fundo e fechou os olhos.

"Dizer a ele que na noite em que Voldemort tentou mat-lo, quando Llian
colocou sua prpria vida entre eles como um escudo, a maldio da  Morte
se voltou para Lorde  Voldemort e um fragmento de sua alma foi  separada
do resto e se alojou na nica alma viva  naquele  local.  Uma  parte  de
Lorde Voldemort vive dentro de Harry, e  isso  que d a ele o poder  de
falar com as cobras e uma conexo com a mente de Lorde Voldemort a  qual
ele nunca entendeu. E enquanto  esse  fragmento  de  alma,  perdido  por
Voldemort continuar atado e protegido em Harry, Lorde Voldemort no pode
morrer".

Harry pareceu estar assistindo os dois  homens  do  final  de  um  longo
tnel, eles estavam to longe dele, suas vozes ecoando estranhamente  em
seus ouvidos.

"Ento o garoto...o garoto deve morrer?", perguntou Snape calmamente

"E o prprio Voldemort deve fazer isso Severo. Isso  essencial"

Outro longo silncio. E ento Snape disse "Eu pensei... depois de  todos
esses anos.... Que ns estvamos protegendo ele por ela. Por Llian"

Ns o temos protegido porque tem sido essencial para ensin-lo,  faz-lo
amadurecer, deix-lo testar suas foras, disse  Dumbledore,  seus  olhos
ainda estavam apertados.  Enquanto isso, a  conexo  entre  eles  cresce
cada vez mais forte, como um parasita em crescimento. Algumas  vezes  eu
tenho pensado se ele suspeita de si mesmo.

"Se eu o conheo, ele ter organizado as coisas de modo que  quando  ele
encontrar sua morte, ser verdadeiramente o final de Voldemort".

Dumbledore abriu seus olhos. Snape olhou para ele horrorizado. 

"Voc o tem mantido vivo para que ele possa morrer no momento certo?"

"No fique chocado, Severo. Quantos homens e mulheres voc viu morrer?"

"Infelizmente, s aqueles que eu  no  pude  salvar,  disse  Snape.  Ele
parou. "Voc me usou".

"como?"

"Eu tenho espionado por voc e mentido por voc, coloquei minha vida  em
perigo mortal por voc. Tudo foi supostamente para  manter  o  filho  de
Llian Potter seguro."
  "Agora voc me diz que voc tem estado criando ele como um porco  para
o abate?"

"Mas isso  comovente Severo," disse Dumbledore  seriamente.  "Voc  tem
ajudado a proteger o garoto, afinal de contas?"

"Por ele?" Gritou Snape. "Expecto Patronum!!" 

De sua varinha saiu um fluido prateado. Ela saiu do cho do  escritrio,
e fez uma ligao atravs do escritrio, saindo atravs da janela...

Dumbledore olhou para ela voando e se afastando,  e  com  um  brilho  de
prata desvanecendo, ele tornou a olhar para Snape, e seus olhos  estavam
cheios de lgrimas.

Depois de todo este tempo? 

"Sempre" disse Snape.

E a cena se modificou. Agora Harry viu Snape conversando com  o  retrato
de Dumbledore atrs de sua mesa. 

"Voc ter de dar a Voldemort a data correta da partida de Harry da casa
do seu tio e da sua  tia,  disse  Dumbledore.  Para  no  haver  nenhuma
suspeita enquanto Voldemort  acreditar que voc est to bem  informado.
Contudo, voc deve plantar a idia  das  cpias;  que,  eu  penso,  dar
segurana  Harry. Tente confundir Mundungus Fletcher.    E  Severo,  se
voc for forado a fazer parte da perseguio, no se esquea de fazer a
sua parte convincentemente... Eu estou contando com voc para lembrar  a
Lorde  Voldemort, como longas so as possibilidades,  ou  Hogwarts  ser
deixada a merc dos Carrows...

Agora Snape  estava  frente  a  frente  com  Mundungus  em  uma  taverna
familiar. A face de Mundungus parecendo curiosamente  branca,  Snape  em
forte concentrao. 

"Voc ir sugerir  Ordem da Fnix". Snape murmurou...  "Que  eles  usem
cpias. Poo Polissuco. Idnticos Potters. Isso   a  nica  coisa  que
deve ser feita. Voc  esquecer    que  eu  tenha  sugerido  isto.  Voc
apresentar esta idia como sendo sua. Voc entendeu?"

"Eu entendi" Murmurou Mundungus, seus olhos estavam desfocados...

Agora Harry estava voando ao lado de Snape, numa  vassoura  atravessando
uma limpa noite escura. Ele estava acompanhando por outros Comensais  da
Morte, e  frente  estava Lupin e Harry que era, na verdade, Jorge... Um
comensal da morte moveu-se a frente  de  Snape  e  apontou  sua  varinha
diretamente para as costas de Lupin. 

"Sectumsempra!", Gritou Snape.

Mas o feitio, enviado para o Comensal da Morte, bateu na varinha da sua
mo e atingiu Jorge ao invs dele... 

Em seguida, Snape estava ajoelhado no antigo quarto de dormir de Sirius.

Lgrimas caam de seu rosto enquanto ele lia uma velha carta de Llian. 

A segunda pgina continha somente umas poucas palavras

"podia ter como amigo algum como Gellert Grindelwal; Eu penso  que  ele
mentia...pessoalmente

Muito amor, 

Lilian" 

Snape pegou a pgina contendo a assinatura de Llian e  o  seu  amor,  e
guardou dentro do suas vestes . Ento ele partiu em  duas  a  fotografia
que ele tambm estava  guardando, pegou  a  parte  onde  Llian  sorria,
jogando a parte que mostrava Tiago e Harry de volta no cho  debaixo  da
cmoda... E agora Snape estava de  novo  no  escritrio  quando  Phineas
Nigellus veio correndo em seu retrato.

Diretor! Eles esto acampando na floresta de Dean! A sangue-ruim...

"No use essa palavra!!!!"

A menina Granger, mencionou o lugar quando ela abriu sua bolsa  e  eu  a
ouvi.

"Bom, muito bom!", Disse o  retrato  de  Dumbledore  atrs  da  mesa  do
diretor. 

"Agora, Severo, a espada! No se esquea que isso tem deve ser  dado  em
condies de preciso e valor, e ele no pode saber que voc a  levou  a
ele! Se Voldemort puder  ler a mente de Harry e ver voc ajudando ele".

"Eu  sei"  disse  Snape  disse  secamente.  Ele  retirou  o  retrato  de
Dumbledore e colocou de lado, em  sua  frente  revelou-se  uma  cavidade
escondida, atrs da cavidade ele  pegou a espada de Grifinria.

"E voc no vai me contar por que  to  importante  entregar  a  espada
para o Potter?", disse Snape enquanto ele colocava uma  capa  de  viagem
sobre suas roupas.

"No, eu acho que no", disse o retrato de Dumbledore. "Ele saber o que
fazer com isso e Severo, tenha muito cuidado, eles no vo  aceitar  uma
apario sua depois  da orelha de George Weasley."

Snape voltou a porta.

"No  se  preocupe  Dumbledore",  ele  disse  friamente,  "eu  tenho  um
plano..."

E Snape deixou a sala. E Harry saiu da  penseira,  momentos  depois  ele
estava deitado no cho exatamente na  mesma  sala  em  que  Snape  havia
acabado de fechar a porta.

Traduo: Maria e Regina Reviso: Monica Souto Maior

Captulo 34 - A floresta novamente

       Finalmente, ele sabia a verdade. Cado com o rosto pressionado no
carpete empoeirado do escritrio onde, outrora pensara estar  aprendendo
os segredos para  a vitria, Harry compreendeu finalmente  que  ele  no
deveria sobreviver. A sua funo era encaminhar-se para a  Morte  que  o
esperava de braos abertos. No caminho,    ele  teria  que  destruir  as
ligaes restantes de Voldemort  vida, para que, quando finalmente eles
estivessem frente a frente, e ele no levantasse a sua varinha  para  se
defender, o fim seria fcil e o trabalho que deveria ter sido  feito  em
Godrics  Hollow  poderia  ser  terminado.  Nenhum  poderia  viver,  nem
sobreviver.
       Ele sentiu o seu corao bater velozmente no seu peito. Como  era
estranho  que  no  seu  medo  da  morte,  ele  bombeava    to    forte,
corajosamente, mantendo-o vivo.  Mas ele teria que parar, e em breve. As
suas batidas acalmaram. Quanto mais tempo ele levaria, para se erguer  e
encaminhar-se pelo castelo, uma ltima vez,  para    os  terrenos  e  em
direo  floresta?
       O terror apoderou-se dele enquanto estava estendido no cho,  com
aquele tambor fnebre que soava dentro dele. Morrer seria  doloroso?  Em
todas aquelas vezes  em que havia pensado que estava prestes a acontecer
e ele conseguia escapar, ele percebeu que nunca havia pensado  na  coisa
em si: a sua vontade de viver sempre foi   mais  forte  que  o  medo  de
morrer. Porm, no pensou que poderia  fugir  ou  escapar  de  Voldemort
agora. Acabou-se, ele sabia, e tudo o que lhe sobrava  era  a  coisa  em
si: a morte.
       Se ele pudesse ter morrido naquela noite de vero, quando  deixou
a Rua dos Alfaneiros pela ltima vez, quando a sua varinha  de  pena  de
Fnix o havia salvado!  Se ele pudesse ter morrido,  como  Edwiges,  to
rpido que nem tivesse percebido o que acontecera.  Ou  se  ele  pudesse
ter-se lanado na  frente  de  uma  varinha  para  salvar    algum  que
amasse... ele invejou os seus pais j mortos. O sangue-frio com  que  se
encaminhava, para a sua prpria  destruio,  exigia  dele  uma  coragem
diferente.  Sentiu os seus dedos tremerem ligeiramente e fez um  esforo
para control-los, embora ningum pudesse v-lo. Os retratos  na  parede
encontravam-se vazios.
       Lentamente, muito lentamente, ele  sentou-se,  e  quando  o  fez,
sentiu-se mais vivo e mais consciente do seu corpo vivo  do  que  nunca.
Porque  que jamais soubera  apreciar o milagre que era. Crebro, nervos
e corao? Tudo iria acabar... ou pelo menos, ele os abandonaria. A  sua
respirao ficou lenta e pesada, e  a  sua  boca    e  garganta  estavam
completamente secas, assim como seus olhos. 
       A traio de Dumbledore no foi quase nada. Claro  que  havia  um
plano maior e Harry havia sido demasiado tolo para v-lo,  entendeu  ele
agora. Ele nunca tinha  se questionado do porqu de Dumbledore o  querer
vivo. Agora ele percebeu que a sua vida estava dependendp do  tempo  que
levaria para eliminar todos os  Horcruxes.    Dumbledore  passara-lhe  o
trabalho de destru-los, e, obediente, ele havia continuado  eliminando,
no s sua ligao com Voldemort, mas a ligao dele mesmo, com  a vida!
To puro e to elegante, no desperdiar mais  vidas,  mas  para  dar  a
perigosa tarefa ao rapaz que j tinha sido marcado pela  morte,  e  cuja
morte no seria  uma calamidade, mas outro sopro contra Voldemort.
       E Dumbledore sabia que Harry no iria desistir, e que continuaria
at o fim, mesmo sabendo que seria o seu fim, porque ele tinha  se  dado
ao trabalho de conhec-lo,  no  tinha?  Dumbledore  sabia,  assim  como
Voldemort tambm sabia, que Harry no deixaria que mais ningum morresse
agora que descobrira que estava em seu poder par-lo.    As  imagens  de
Fred, Lupin e Tonks mortos no Salo Principal foraram-no a  recuar  nos
pensamentos e por  um  momento  mal  conseguiu  respirar.  A  morte  era
impaciente...
       Mas Dumbledore havia o avaliado mal. Ele havia falhado:  a  cobra
estava viva. Um Horcrux continuaria a prender Voldemort    vida,  mesmo
depois de Harry morrer.   verdade que  isso  significaria  um  trabalho
facilitado para algum.  Ele  pensou  quem  poderia  faz-lo...  Rony  e
Hermione saberiam como agir,  claro... Por isso   que Dumbledore  quis
que ele partilhasse tudo com eles... para que se o destino  o  apanhasse
mais cedo, os outros poderiam continuar...
       Como a chuva a bater numa janela fria, os seus pensamentos batiam
contra a superfcie difcil da verdade  irreversvel  -  ele  tinha  que
morrer. Eu tenho que  morrer. Aquilo tinha que terminar. 
       Rony e Hermione pareciam estar  longe,  num  pas  distante;  ele
sentiu-se como  se  estivesse  separado  deles  h  muito.  No  haveria
despedidas nem explicaes,  ele estava determinado. Era um caminho  que
no poderiam partilhar juntos e as tentativas que fariam para  impedi-lo
tomariam tempo precioso. Ele olhou para o relgio    dourado  que  havia
recebido no seu 17 aniversrio. Quase  metade  da  hora  que  Voldemort
tinha dado para a sua rendio tinha se passado. 
       Ele levantou-se. O seu corao batia contra as suas costelas como
um pssaro frentico. Talvez soubesse  que  tinha  pouco  tempo,  talvez
estivesse cumprindo  os batimentos de uma vida antes do fim.  No  olhou
para trs quando fechou a porta do escritrio. 
       O castelo estava vazio. Ele sentiu-se um fantasma  a  percorr-lo
sozinho, como se j tivesse morrido. As pessoas dos retratos continuavam
sumidas; tudo estava  quieto,  como  se  a  vida  do  castelo  estivesse
concentrada no Salo Principal, onde jaziam os mortos  na  companhia  de
seus familiares e amigos inconsolveis.
       Harry  se  cobriu  com  a  Capa  da  Invisibilidade  e    desceu,
percorrendo, por fim, a escadaria de mrmore para o Salo Principal. Uma
parte dele desejou que os  outros o vissem e o  parassem,  mas  a  Capa,
como sempre, estava impenetrvel e ele alcanou as portas facilmente.
       Ento, Neville quase bateu nele. Ele  carregava,  juntamente  com
outro, um corpo para dentro do Castelo. Harry olhou de relance e  sentiu
um n no estmago:  Colin Creevey, embora menor de idade, deveria ter-se
esgueirado tal como Malfoy, Crabbe  e  Goyle.  Faltava  pouco  para  sua
morte.
       
       - Quer saber? Eu dou conta dele sozinho, Neville -  disse  Olvio
Wood, e levantou-o at seus ombros, carregando-o para o salo.
       Neville inclinou-se para a ombreira da porta por uns  momentos  e
limpou a testa com as costas de sua mo. Ele  parecia  um  homem  velho.
Partiu, de novo, para  a escurido a fim de encontrar mais corpos.
       Harry olhou a entrada do salo. As  pessoas  moviam-se,  tentando
confortarem-se umas com as outras, bebendo, ajoelhando-se  ao  lado  dos
mortos, mas ele no conseguia  ver nenhuma das pessoas  que  ele  amava,
nenhum vestgio de Hermione, Rony, Gina, ou dos outros Weasley,  nem  de
Luna. Ele teria dado todo o tempo restante para apenas   poder  dar  uma
ltima olhada neles; mas e depois ele teria fora suficiente para deixar
de olhar? Era melhor assim.
       Ele desceu os degraus e entrou na escurido. Eram quase quatro da
manh, e a calma mortal que emanava dos campos o fez sentir-se  como  se
algo lhe prendesse  a respirao, esperando para  ver  se  faria  o  que
devia.
       Harry moveu-se em direo a Neville, que se debruava sobre outro
corpo.
       - Neville.
       - Caramba, Harry, voc quase me matou de susto.
       Harry tinha tirado a capa. A idia tinha surgido do nada, nascida
do desejo de ter absoluta certeza.
       -  Onde  voc  est  indo  sozinho?    -    perguntou    Neville,
duvidosamente.
       -  uma parte do plano. - disse Harry  -  H  uma  coisa  que  eu
preciso fazer. Escute Nevillhe-
       - Harry! - Neville pareceu repentinamente assustado - Harry, voc
no est pensando em se entregar, est?
       - No - mentiu Harry -  Claro  que  no...    outra  coisa.  Mas
possivelmente ficarei sem aparecer por um tempo. Voc sabe  a  cobra  do
Voldemort, Neville? Ele tem  uma grande cobra... chamada Nagini...
       - Sim, eu ouvi falar dela... O que tem ela?
       - Tem que ser morta. O Rony e a Hermione sabem disso, mas no caso
deles...
       Aquela possibilidade horrvel sufocou-o  por  instantes,  fazendo
com que fosse impossvel continuar falando.  Mas  ele  esforou-se  para
continuar: aquilo era  crucial,  ele  tinha  que  ser  como  Dumbledore,
manter a cabea fria, certificar-se de  que  haveria  alternativas,  que
haveria outros para continuar. Dumbledore tinha    morrido  sabendo  que
trs pessoas sabiam dos Horcruxes. Agora  Neville  tomaria  o  lugar  de
Harry - continuavam trs sabendo do segredo.
       -  S  no  caso  de  eles  estarem-  ocupados-  e   voc    tiver
oportunidade--.
       - Matar a cobra?
       - Matar a cobra. - repetiu Harry.
       - Tudo bem, Harry. Voc est bem?
       - Sim. Obrigado, Neville.
       Mas Neville agarrou o pulso de Harry, obrigando-o a parar. 
       - Ns vamos continuar lutando, Harry. Sabe disso, no ?
       - Sim, eu-.
       O sentimento estrangulado no o permitiu acabar a frase; ele  no
poderia continuar. Neville pareceu no o achar estranho. Batendo de leve
no ombro de Harry,  libertou-o e foi procurar mais corpos. 
       Harry colocou a Capa da Invisibilidade de novo e comeou a andar.
Algum se movia perto de outro corpo no cho, no muito  longe  de  onde
ele se encontrava.  Estava a alguns passos de distncia quando  percebeu
que era Gina.
       Ele parou. Gina agachava-se por cima de uma menina que sussurrava
pedindo pela sua me.
       - Est tudo bem - dizia Gina - Est tudo bem. Vamos para dentro.
       - Mas eu quero ir para casa - sussurrou a  menina.  -  No  quero
lutar mais!
       - Eu sei - disse Gina, e sua voz falhou - Vai ficar tudo bem.
       Correntes de frio percorreram o corpo de Harry. Ele quis  gritar,
ele queria que Gina soubesse que ele se encontrava ali, ele  queria  que
ela soubesse para  onde ele se  dirigia.  Ele  queria  ser  parado,  ser
arrastado para trs, ser mandado para casa...
       Mas ele estava em casa. Hogwarts foi  a  sua  primeira  e  melhor
casa. Ele, Voldemort e Snape, os rapazes abandonados, que se sentiam  em
casa ali.
       Gina ajoelhara-se junto da menina ferida,  segurando-lhe  a  mo.
Com um enorme esforo, Harry continuou. Ele pensou ter visto Gina  olhar
ao redor quando ele  passou, e imaginou  se  ela  teria  sentido  algum
caminhar prximo, mas ele no falou nada, nem olhou para trs. 
       A cabana de Hagrid apareceu na escurido. No  havia  luzes,  nem
rastro  do  Canino  arranhando  a  porta  nem  ladrando  em  sinal    de
boas-vindas. Todas aquelas visitas  a Hagrid, a  caldeira  de  cobre  no
fogo, os bolos de pedra e larvas gigantescas, a sua grande cara barbuda,
Rony vomitando lesmas, Hermione o ajudando a salvar Norberto...
       Ele continuou. Chegando  orla da floresta, ele parou.
       Um grupo de  dementadores  pairava  por  cima  das  rvores;  ele
conseguia sentir frio que eles  causavam,  e  no  tinha  a  certeza  se
poderia passar em segurana.  No tinha foras para lanar  um  Patrono.
J nem sequer conseguia parar de  tremer.  Afinal,  no  era  to  fcil
morrer. Cada segundo que respirava o cheiro da grama,  o  ar  fresco  em
seu rosto, era tudo precioso. Pensar que as pessoas tinham anos  e  anos
de vida, tempo para gastar, tanto  tempo,  e  ele  aproveitava  os  seus
ltimos  segundos. Ao mesmo tempo, ele pensava que  no  iria  conseguir
continuar, mas que  tinha  o  que  fazer.  O  jogo  havia  terminado,  o
pomo-de-ouro fora capturado, era hora  de regressar a solo firme.
       O pomo-de-ouro. Os seus dedos nervosos dirigiram-se    bolsa  no
seu pescoo e a tiraram.
       Eu abro ao fechar...
       Respirando mais rpido e forte, ele o fitou. Agora que  precisava
de tempo para se mover o  mais  lentamente  possvel,  ele  parecia  ter
acelerado, e a compreenso  veio to rpido que parecia ter ultrapassado
a velocidade de um pensamento. Isto era o fechar,  o  fim.  Este  era  o
momento. 
       Ele pressionou o metal dourado contra os seus lbios e  sussurrou
- Estou a ponto de morrer.
       Este se abriu. Ele baixou a mo trmula, levantou  a  varinha  de
Draco por baixo da capa e murmurou - Lumus.
       A pedra negra com um corte no centro, ajustou-se nas duas metades
do pomo. A Pedra  da  Ressurreio  tinha  quebrado  na  linha  vertical
representando  a  Varinha    Mestra.  O  tringulo  e  o  crculo    que
representavam a capa e a pedra ainda eram visveis. 
       E,  novamente,  Harry  percebeu  sem  sequer  pensar.  No  tinha
importncia traz-los de volta, para ele era apenas ir para junto deles.
Ele no os procurava. Eles   que o procuravam.
       Ele fechou os olhos e virou a pedra trs vezes na sua mo. 
       Ele sabia que tinha funcionado, porque ouviu suaves movimentos ao
seu redor que pareciam ser frgeis corpos que tocavam o cho que marcava
o limiar da floresta.  Ele abriu os olhos e observou. 
       Eles no eram nem fantasmas nem seres vivos, podia ver  isso.  Se
pareciam muito com o Riddle que surgira no dirio h  algum  tempo,  que
era uma memria tornada  slida. Menos slidos  que  corpos  vivos,  mas
mais do que fantasmas, eles avanaram at ele. E, em cada um, estava  um
sorriso terno. 
       Tiago era da mesma altura que Harry. Ele usava as roupas  com  as
quais morrera, o seu cabelo estava desarrumado e ondulado, e seus culos
estavam um pouco  tortos, como o senhor Weasley. 
       Sirius estava alto e bonito, e muito mais jovem do  que  Harry  o
conhecera. Ele andava com graa, com as mos nos bolsos e um sorriso  no
seu rosto.
       Lupin estava mais novo tambm e muito  menos  desgastado.  O  seu
cabelo estava mais grosso e mais escuro. Ele parecia feliz em  voltar  a
este lugar to familiar,  espao de tantas aventuras adolescentes.
       O sorriso de Lilian era o mais largo de todos.  Ela  empurrou  os
seus cabelos longos para trs  medida que se aproximava dele, e os seus
olhos  eram  verdes,    iguais  aos  seus.  Ela  procurava  seu    rosto
ansiosamente como se nunca mais o pudesse fazer.
       - Voc tem sido to corajoso.
       Ele no conseguia falar. Seus olhos a fitaram, e ele  pensou  que
poderia ficar ali a olhando para sempre, e aquilo seria suficiente.
       - Voc est quase chegando -  disse  Tiago  -  Muito  perto.  Ns
estamos... muito orgulhosos de voc.
       - Di?
       A pergunta infantil saiu dos  lbios  de  Harry  sem  que  ele  a
conseguisse segurar.
       - Morrer? De jeito nenhum - disse Sirius - Mais  rpido  e  fcil
que adormecer.
       - E ele vai querer que seja  rpido.  Ele  quer  acabar  logo.  -
afirmou Lupin.
       - Eu no queria que voc morresse - afirmou Harry. Estas palavras
saram sem sua vontade - Nenhum de vocs. Sinto muito--.
       Ele dirigiu-se a Lupin, mais que a qualquer um dos outros.
       - --logo depois de ter seu filho... Remo, sinto muito--.
       - Sinto tambm - disse Lupin - Lamento  no  poder  conhec-lo...
mas ele saber o porqu que eu morri e espero  que  entenda.  Eu  estava
lutando por um mundo onde  ele pudesse ter uma vida mais feliz.
       Uma brisa gelada que parecia vir do corao da floresta, levantou
os cabelos de Harry. Ele sabia que ningum o iria pressionar, tinha  que
ser sua a deciso.
       - Vocs ficaro comigo?
       - At o fim - disse Tiago.
       - Eles no conseguem v-los? - perguntou Harry.
       - Ns somos parte de ti - assegurou Sirius - Invisveis  para  os
outros.
       Harry olhou para sua me.
       - Fique perto de mim - ele disse calmamente.
       E ele comeou a andar. O frio dos dementadores no o dominou; ele
passou por eles com os seus companheiros. Estes atuavam  como  Patronos,
e, juntos, seguiam,  passando pelas velhas rvores que cresceram juntas,
os seus ramos entrelaados, as suas razes rangeram e  se  torceram  aos
seus ps. Harry ajustou mais a capa   sua    volta  na  escurido,  sem
qualquer idia  onde  Voldemort  pudesse  estar,  mas  confiante  que  o
encontraria. Junto dele, mal fazendo um som, caminhavam  Tiago,  Sirius,
Lupin  e Lilian, e a presena deles o encorajou. Eles eram a razo que o
fazia continuar pondo um p em frente ao outro.
       O seu corpo e a sua  mente  sentiram-se  desconectados,  os  seus
membros caminhavam  sem  instruo  consciente,  como  se  ele  fosse  o
passageiro e no o motorista,  no  corpo  que  ele  estava  a  ponto  de
deixar. Os mortos que andavam com ele eram muito mais  reais  do  que  a
vida que ele deixara no castelo: Rony,  Hermione,  Gina,  e    todos  os
outros. Ele sentia-os como espritos,    medida  que  ele  tropeava  e
deslizava em direo ao fim de sua vida, em direo a Voldemort...
       Uma batida e um sussurro: alguma outra  criatura  viva  tinha  se
agitado perto. Harry parou por debaixo  da  capa,  perscrutando  em  sua
volta, e sua me, seu pai,  Lupin e Sirius pararam tambm.
       - Algum ali - veio um sussurro spero perto de sua mo - Ele tem
uma capa da invisibilidade. Poderia ser -?
       Duas figuras apareceram por detrs de uma rvore prxima. As suas
varinhas lanavam fascas, e Harry  viu  Yaxley  e  Dolohov  olharem  na
escurido, diretamente  para o lugar onde ele  e  seus  companheiros  se
encontravam. Aparentemente, eles no conseguiam v-los. 
       - Tenho certeza que ouvi algo. - disse Yaxley - Um  animal,  voc
acha?
       - Aquele caso em que o Hagrid guardou um grupo de bichos  aqui  -
disse Dolohov, olhando de relance sobre seu ombro.
       Yaxley olhou para o relgio.
       - O tempo est se esgotando. O Potter teve a sua hora. Ainda  no
apareceu. 

        -  melhor regressarmos - disse Yaxley -  Vamos  ver  como    o
plano agora.
        Ele e Dolohov viraram e entraram mais profundamente na floresta.
Harry seguiu-os, sabendo que eles o levariam exatamente  para  onde  ele
queria. Ele lanou  um olhar para o lado, e viu que sua me sorria  para
ele e seu pai acenou com a cabea o encorajando.
        Eles tinham andado uns minutos quando Harry viu uma luz adiante.
Yaxley e Dolohov saram em uma clareira que Harry sabia ter sido a  casa
da monstruosa Aragogue.  Os rastros da sua teia ainda estavam l, mas os
seus descendentes tinham sido expulsos pelos Comensais da Morte, lutando
por sua causa.
        Um fogo ardia no centro da clareira, e a sua luz brilhava  sobre
uma multido de Comensais de Morte, que se  encontravam  em  silncio  e
vigilantes. Alguns deles   continuavam  mascarados  e  cobertos,  outros
mostravam as caras. Dois gigantes sentaram-se nos  arredores  do  grupo,
lanando sombras macias na clareira. As  suas  faces    eram  cruis  e
speras, talhadas como rochas. Harry viu  Fenrir,  escondido,  que  roia
suas unhas. O grande loiro Rowle tocava o seu lbio sangrento. Viu Lcio
Malfoy,  que parecia derrotado e estarrecido,  e  Narcisa,  cujos  olhos
estavam dissipados e cheios de apreenso.
        Todos os olhos estavam postos em Voldemort, que tinha sua cabea
curvada, e suas mos  brancas  estavam  dobradas  por  cima  da  Varinha
Mestra. Ele poderia estar  rezando, ou pensando silenciosamente  em  sua
mente. Harry permaneceu imvel no limiar da clareira, como  uma  criana
que espera no jogo de esconde-esconde. Atrs de  sua cabea,  girando  e
enrolando, a grande cobra  Nagini  flutuou  com  seu  brilho,  na  jaula
mgica, como um halo monstruoso. 
        Quando Dolohov e Yaxley se reuniram  multido, Voldemort  olhou
para cima.
        - Nenhum sinal dele, meu Senhor. - disse Dolohov.
        A expresso de Voldemort no  se  alterou.  Os  olhos  vermelhos
pareciam arder no fogo. Lentamente ele segurou a Varinha Mestra entre os
seus longos dedos.
        - Meu senhor--.
        Belatriz tinha falado.  Sentou-se  mais  prxima  de  Voldemort.
Estava despenteada e com a cara sangrenta, embora inclume.
        Voldemort levantou a mo para silenci-la, e ela no disse  mais
nada, os olhos dele olhavam as chamas. - Eu pensei que ele viesse.
       Ningum falou. Pareciam to assustados quanto Harry, cujo corao
batia em completo descompasso, como se estivesse determinado a  escapar.
As suas mos estavam  suando, enquanto retirava a capa da invisibilidade
e a colocava dentro do seu manto, juntamente com a varinha. Ele no quis
ser tentado a lutar.
       - Eu estava, parece que... enganado. - disse Voldemort.
       - No estava no.
       Harry falou o mais alto possvel, com toda a fora que conseguira
juntar. Ele no queria parecer medroso. A Pedra da Ressurreio  escapou
por entre os seus  dedos, e pelo canto dos seus olhos ele viu seus pais,
Sirius e Lupin desaparecendo  medida que se aproximava do fogo. Naquele
momento, ningum importunaria Voldemort.  Eram somente os dois.
       A iluso passou assim que ele  chegou  mais  perto.  Os  gigantes
rugiram e os Comensais de  Morte  ergueram-se  juntos,  e  houve  muitos
gritos, arquejos e at risadas.  Voldemort tinha se congelado  onde  ele
estava, mas seus olhos vermelhos  encontraram  Harry.  Ele  o  olhava  
medida que Harry se aproximava e apenas o fogo os separava.
       Em seguida, uma voz gritou - HARRY! NO!
       Ele voltou-se: Hagrid estava sendo arrastado  e  amarrado  a  uma
rvore prxima. O seu corpo macio sacudiu os ramos enquanto ele lutava,
desesperado.
       - NO! NO! HARRY O QUE VOC EST --?
       - SILNCIO! - gritou Rowle, e com uma chicotada da  sua  varinha,
Hagrid silenciou.
       Belatriz  que  estava  de  p  arfando,  olhava  ansiosamente  de
Voldemort para Harry. As nicas coisas que se moveram foram as chamas  e
a cobra, se enrolando e  desenrolando na jaula brilhante,  por  trs  de
Voldemort.
       Harry sentia a sua varinha contra seu peito, mas  ele  no  tinha
inteno de retir-la. Ele sabia que a cobra estava  bem  protegida.  Se
ele sequer tentasse erguer  a varinha para Nagini,  cinquenta  maldies
seriam lanadas contra ele. Entretanto, Voldemort  e  Harry  olharam  um
para o outro. Voldemort inclinou a cabea para o  lado, olhando o  rapaz
que estava na sua frente. Um sorriso particularmente  triste  surgiu  no
canto da sua boca.
       - Harry Potter - disse ele, suavemente. A  sua  voz  poderia  ter
sido parte do fogo que cuspia - O Menino-Que-Sobreviveu.
       Nenhum dos Comensais da Morte  se  moveu.  Eles  esperavam.  Tudo
esperava. Hagrid esforando-se, Belatriz arquejava e Harry s  conseguiu
pensar em Gina, no seu  olhar ardente, no sabor dos seus lbios--.
       Voldemort ergueu a varinha. A sua cabea continuava de lado, como
uma criana pensando no que aconteceria se continuasse. Harry olhou  nos
olhos  vermelhos,    ele  queria  que  acontecesse  agora,  rapidamente,
enquanto ele ainda  conseguia  se  manter  em  p,  antes  de  perder  o
controle, antes de ser trado pelo medo.
       Ele viu boca de Voldemort se mover e uma luz verde. E depois tudo
se esvaiu.
       


Captulo 35 - King`s Cross
        Estava deitado com o rosto  para  baixo,  prestando  ateno  no
silncio. Ele estava completamente sozinho. Ningum  o  olhava.  Ningum
mais estava l. Ele no  tinha total certeza da presena de si mesmo.
        Um bom tempo depois, ou talvez tempo  algum,  percebeu  que  ele
devia existir, devia ser mais que pensamento sem  corpo,  porque  estava
deitado, definitivamente    deitado  sobre  algo.  Portanto,  tinha  uma
sensao do toque, e a coisa sob a qual estava deitado existia tambm.
        Quase no instante em que  chegou  a  esta  concluso,  Harry  se
tornou consciente de sua nudez. Convencido de sua  solido  total,  isto
no o perturbou, mas o intrigou  ligeiramente. Ele imaginava  que,  como
podia sentir, poderia tambm ver. Ento, descobriu que  tinha  olhos  ao
abri-los.
        Estava deitado numa nvoa clara, embora no fosse como  qualquer
outra nvoa a qual tivesse visto. O ambiente ao  seu  redor  no  estava
coberto pelo vapor,  o ambiente ao seu redor era formado pelo  vapor.  O
cho em que ele deitava parecia ser branco, nem  quente  nem  frio,  mas
simplesmente estava l, algo branco e achatado.
        Ele se sentou. Seu corpo parecia ileso. Ele tocou sua face.  No
estava mais usando culos.
        Ento um barulho chegou at ele atravs do nada que  o  cercava:
batidas pequenas, macias, que abanavam, giravam e se  debatiam.  Era  um
som penoso, e ainda  assim ligeiramente indecente. Ele tinha a  sensao
desconfortvel de estar bisbilhotando algo furtivo, vergonhoso.
        Pela primeira vez, desejou estar vestido.
        Este  desejo  mal  se  formara  em  sua  cabea  quando   vestes
apareceram numa curta distncia.  Ele  as  pegou  e  vestiu:  elas  eram
macias, limpas e quentes. Foi  extraordinrio    como  elas  apareceram,
simples assim, no momento em que ele as quis...
        Ele se levantou, olhando ao redor. Ser que ele  estava  em  uma
grande Sala Precisa? Quanto mais ele olhava, mais  tinha  para  ver.  Um
teto grande de vidro,  abobadado, reluzia bem acima dele na luz do  sol.
Talvez fosse um palcio. Tudo estava silencioso  e  parado,  exceto  por
aquela batida esquisita e os barulhos chorosos  vindo de algum lugar  na
nvoa...
       Harry se virou devagar onde estava, e os arredores  pareceram  se
criar diante de seus olhos. Um espao aberto e amplo, brilhante e limpo,
com teto de  vidro    abobadado;  um  salo  muito  maior  que  o  Salo
Principal. Estava vazio. Ele era a nica pessoa ali, exceto por...
        Ele se voltou,  tinha  visto  a  coisa  que  estava  fazendo  os
barulhos. Ela tinha a forma de uma criana  nua,  pequena,  enrolada  no
cho, sua pele crua e dura,  como se  a  estivesse  trocando,  tremendo,
deitada debaixo de um banco, desnecessria, escondida fora de vista,  se
esforando para respirar.
        Ele estava com medo dela. Embora fosse pequena, frgil e parecia
machucada, ele no queria se aproximar. Contudo ele  foi  chegando  mais
perto, vagarosamente,  pronto para recuar a qualquer momento.  Logo  ele
estava perto o bastante para toc-la, embora  no  conseguisse  faz-lo.
Sentiu-se um covarde. Ele devia confort-la,  mas ela o enojava.
        - Voc no pode ajudar.
        Ele se virou. Alvo Dumbledore caminhava em sua direo, enrgica
e firmemente, usando longas vestes azul meia-noite.
        - Harry. - Ele abriu bem os braos, e  suas  mo  estavam  ambas
inteiras, brancas  e  ilesas.  -  Garoto  maravilhoso.  Corajoso,  homem
corajoso. Vamos dar uma volta.
        Atnito, Harry o seguiu enquanto Dumbledore se afastava do local
onde a criana estava, choramingando, o levando at duas  cadeiras,  que
Harry at o momento  no tinha notado, um pouco  distante  daquele  teto
alto e brilhante. Dumbledore se sentou em uma delas, e Harry se jogou na
outra, encarando o seu antigo diretor.  A barba e os  cabelos  longos  e
prateados, os olhos azuis penetrantes por traz dos culos de meia lua, o
nariz torto: tudo estava como se lembrava. E ainda...
       - Mas voc est morto - disse Harry.
       - Ah sim - disse Dumbledore casualmente.
        - Ento... Eu morri tambm?
        - Ah, - disse Dumbledore, sorrindo  ainda  mais  abertamente.  -
esta  a questo, no  mesmo? Contudo, meu garoto, eu acho que no.
        Eles se entreolharam, o velho ainda sorrindo radiante.
        - No? - repetiu Harry
        - No. - disse Dumbledore.
        - Mas... - Harry levou sua  mo  instintivamente  em  direo  
cicatriz em forma de raio. Ela no parecia estar l. - Mas eu  devo  ter
morrido, eu no me defendi!  Eu quis que ele me matasse!
        - E isso... - disse Dumbledore - ir, eu creio, ter feito toda a
diferena.
        Felicidade parecia irradiar de Dumbledore como luz,  como  fogo:
Harry nunca tinha visto um homem to  completamente,  to  palpavelmente
contente.
        - Explique. - disse Harry
        - Mas voc j sabe. - disse Dumbledore, girando os polegares.
        - Eu deixei ele me matar. - disse Harry - No deixei?
        - Deixou. -  disse  Dumbledore,  concordando  com  a  cabea.  -
Continue!
        - Ento a parte da alma dele que estava em mim...
        Dumbledore  balanou  a  cabea  ainda  mais  entusiasticamente,
encorajando Harry a continuar, com um sorriso largo em seu rosto.
        - ...se foi?
        - Ah, sim! - Disse Dumbledore. - Sim, ele a destruiu.  Sua  alma
agora est inteira e  completamente sua, Harry.
        - Mas ento...
        Harry  olhou  por  sobre  seus  ombros,  para  onde  a  pequena,
desfigurada criatura tremia debaixo da cadeira.
        - O qu  aquilo, professor?
        - Algo que est alm de nossa ajuda. - disse Dumbledore.
        - Mas se Voldemort usou a Maldio da Morte, - Harry  recomeou.
- e ningum morreu por mim dessa vez, como posso estar vivo?
        - Eu acho que voc sabe. - disse Dumbledore. - Tente se lembrar.
Lembre-se do que ele fez, em sua ignorncia, sua ganncia e crueldade.
        Harry pensou. Deixou sua vista vagar  pelo  local.  Se  era,  de
fato, um palcio onde eles estavam, era um tanto esquisito, com cadeiras
arrumadas em fileiras  pequenas e pedaos de balaustradas aqui e ali,  e
ainda assim, ele e Dumbledore e a criatura sob o banco  eram  os  nicos
seres ali. Ento a  resposta  veio  em  seus  lbios    facilmente,  sem
esforo.
        - Ele usou meu sangue. - disse Harry
        - Precisamente! - Disse Dumbledore. - Ele usou seu  sangue  para
reconstruiu o corpo em que ele vive! Seu sangue  est  nas  veias  dele,
Harry, a proteo de  Llian est dentro de vocs dois!  Sua  vida  est
amarrada  dele!
        - Eu vivo... enquanto ele viver! Mas eu pensei... eu pensei  que
era ao contrrio! Eu pensei que ambos devamos  morrer?  Ou    a  mesma
coisa?
        As batidas e o  choro  da  criatura  agonizante  atrs  deles  o
distraia, seus olhos se voltaram para ela mais uma vez.
        - Tem certeza de que no podemos fazer nada?
        - No existe ajuda possvel.
        - Ento explique... mais. - disse Harry, e Dumbledore sorriu.
        - Voc era o stimo Horcrux, Harry, o Horcrux que ele nunca teve
inteno de criar. Ele tinha tornado sua alma to instvel, que  ela  se
quebrou quando cometeu  aqueles atos de um mal inominvel, o assassinato
de seus pais e a tentativa de matar uma criana. Mas o que fugiu daquela
sala era ainda menos do que ele sabia.  Ele deixou mais do que seu corpo
para trs. Ele deixou parte de sua prpria alma atada a voc. A possvel
vtima que sobreviveu.
        -  E  seu  conhecimento  continuou  lamentavelmente  incompleto,
Harry! Aquilo que Voldemort no d valor, ele no se d ao  trabalho  de
compreender. Sobre elfos-domsticos   e  contos  infantis,  sobre  amor,
lealdade e inocncia, Voldemort no conhece e no  entende  nada.  Nada.
Eles tm um poder alm do seu, um poder alm de qualquer magia,     uma
verdade da qual ele nunca soube.
        - Ele usou seu sangue  acreditando  que  isso  o  deixaria  mais
forte. Ele tem em seu corpo uma pequena parte do  encantamento  que  sua
me deixou em voc quando  morreu por voc.  Seu  corpo  mantm  vivo  o
sacrifcio dela, e enquanto este  encantamento  existir,  ser  a  nica
esperana para voc e para Voldemort.
        Dumbledore sorriu para Harry, e Harry o encarou.
        - E voc sabia disso? Voc sabia... o tempo todo?
        - Eu adivinhei. Mas minhas adivinhaes so, geralmente, boas. -
disse Dumbledore alegremente,  e  eles  ficaram  em  silncio  pelo  que
pareceu um bom tempo,  enquanto a  criatura  atrs  deles  continuava  a
chorar e tremer.
        - Tem mais. - disse Harry. -  Tem  mais  coisa.  Por  que  minha
varinha quebrou a varinha que ele havia emprestado?
        - Quanto a isso, no posso ter certeza.
        - Adivinhe, ento. - disse Harry, e Dumbledore riu.
        - O que voc deve entender, Harry,  que voc e Lorde  Voldemort
rumaram juntos  por  reas  da  magia  at  agora  desconhecidas  e  no
testadas, e nenhum fabricante  de varinhas poderia, creio eu, alguma vez
ter previsto ou explicado isso a Voldemort.
        - Sem mencionar que,  como  voc  agora  sabe,  Lorde  Voldemort
duplicou o lao entre vocs quando retomou a forma humana. Uma parte  de
sua  alma  ainda  estava    atrelada  a  sua,  e,  pensando  estar    se
fortalecendo, ele tomou uma parte do sacrifcio de sua me. Se  ele,  ao
menos, pudesse entender o poder exato e terrvel desse  sacrifcio,  ele
no teria, talvez, ousado tocar seu sangue... mas ento, se ele  tivesse
sido capaz de entender, ele no seria Lorde Voldemort, e  poderia  nunca
ter  matado. 
        - Tendo assegurado esta conexo, tendo entrelaado seus destinos
como  nunca  dois  bruxos  entrelaaram  na  histria,  Voldemort  agiu,
atacando voc com uma varinha  que compartilhava o mesmo cerne da sua. E
algo muito estranho aconteceu, como sabemos. Os cernes reagiram  de  uma
forma que Lorde Voldemort, que nunca soube que sua  varinha era gmea da
dele, nunca esperou.
        - Ele estava mais amedrontado do que voc naquela noite,  Harry.
Voc tinha aceitado, talvez at abraado,  a  possibilidade  de  morrer,
algo que Lorde Voldemort  nunca foi capaz de fazer. Sua coragem  venceu,
sua varinha sobrepujou a dele. E  agindo  assim,  algo  aconteceu  entre
estas varinhas, algo que repetiu o relacionamento  entre seus mestres.
        - Eu acredito que sua varinha  absorveu  um  pouco  do  poder  e
qualidades da varinha de Voldemort naquela noite, o que quer  dizer  que
ela continha um pouco  do    prprio  Voldemort.  Ento  sua  varinha  o
reconheceu quando ele o perseguiu,  reconheceu  um  homem  que  era  seu
parente e inimigo mortal, e ela regurgitou algumas de sua  prpria magia
contra ele, magia muito mais poderosa que qualquer coisa que  a  varinha
de Lcio j tivesse produzido. Sua  varinha  continha  o  poder  de  sua
enorme coragem  e habilidade mortal do  prprio  Voldemort:  que  chance
tinha aquela pobre varinha de Lcio Malfoy?
        - Mas se minha varinha era to poderosa, como Hermione conseguiu
quebr-la? - perguntou Harry.
        -  Meu  caro  garoto,  os  efeitos  notveis  da  varinha   eram
direcionados apenas  Voldemort, quem tinha  rompido,  inadvertidamente,
com as mais profundas leis  da magia. Somente com ele aquela varinha era
to anormalmente poderosa. De outra  forma  ela  era  uma  varinha  como
qualquer outra... embora, uma varinha  muito  boa,    tenho  certeza.  -
Dumbledore concluiu gentilmente.
        Harry pensou por um longo tempo, ou talvez segundos,  era  muito
difcil ter certezas de coisa como o tempo, aqui.
        - Ele me matou com sua varinha.
        - Ele falhou em matar  voc  com  minha  varinha.  -  Dumbledore
corrigiu Harry. - Eu acho que podemos concordar que voc no est morto,
embora,  claro, - ele  adicionou, como se temesse ter sido descorts, -
eu no  subestime  seu  sofrimento,  dos  quais,  tenho  certeza,  foram
severos.
        - Me sinto timo neste momento, de  qualquer  forma...  -  disse
Harry, olhando para baixo em direo a suas mos limpas, sem manchas.  -
Onde estamos, exatamente?
        - Bem, eu ia te perguntar isso. - disse Dumbledore,  olhando  ao
redor. - Onde voc diria que estamos?
        At Dumbledore perguntar, Harry no sabia.  Agora,  no  entanto,
ele achou que tinha uma resposta para dar.
        - Parece, - ele disse devagar - com a Estao King's  Cross.  S
que parece mais limpa e vazia, e  no  h  trens  pelo  menos  at  onde
consigo ver.
        - Estao  de  King's  Cross!  -  Dumbledore  estava  rindo  sem
moderao. - Minha nossa, srio?
        - Bem, onde  voc  acha  que  estamos?  -  perguntou  Harry,  na
defensiva.
        - Meu caro garoto, eu no fao idia. Esta , como  eles  dizem,
sua festa.
        Harry no tinha idia do que isso significava; Dumbledore estava
sendo irritante. Ele olhou para ele, e ento se lembrou de  uma  questo
muito mais urgente  do que a de sua localizao atual.
        - As Relquias da Morte. - ele disse, e estava feliz de ver  que
as palavras limparam o sorriso da face de Dumbledore.
        - Ah, sim. - ele disse. Ele at parecia um tanto preocupado.
        - Bem?
        Pela primeira vez  desde  que  Harry  conheceu  Dumbledore,  ele
parecia menos que um velho, muito menos. Ele parecia, furtivamente, como
um garoto pequeno que  foi pego fazendo travessuras.
        - Pode me perdoar? - ele  disse.  -  Pode  me  perdoar  por  no
confiar em voc? Por no te contar? Harry, eu simplesmente  receava  que
voc falhasse como eu falhei.  Eu s  receei  que  voc  cometeria  meus
erros. Eu imploro o seu perdo, Harry. Eu sei, j h algum tempo  agora,
que voc  um homem melhor.
        - Do que  que voc est falando? -  perguntou  Harry,  alarmado
pelo tom de Dumbledore, pelas lgrimas repentinas em seus olhos.
        - As Relquias, as Relquias. - murmurou Dumbledore. -  O  sonho
de um homem desesperado!
        - Mas elas so reais!
        -  Reais,  e  perigosas,  e  uma  iluso  para  tolos.  -  disse
Dumbledore. - E eu fui tal tolo. Mas voc sabe, no sabe? Eu no escondo
mais segredos de voc. Voc  sabe.
        - O que eu sei?
        Dumbledore  virou  seu  corpo  inteiro  para  encarar  Harry,  e
lgrimas ainda cintilavam nos brilhantes olhos azuis.
        - Mestre da Morte, Harry, mestre da Morte! Ser que fui  melhor,
ultimamente, do que Voldemort?
        -  claro que foi. - disse Harry. -    claro.  Como  voc  pode
perguntar isso? Voc nunca matou se pudesse evitar!
        - Verdade, verdade. - disse  Dumbledore,  e  ele  era  como  uma
criana procurando certeza. - Ainda assim, eu tambm procurei um meio de
dominar a Morte, Harry.
        - No da mesma forma que ele. -  disse  Harry.  Apesar  de  toda
raiva por Dumbledore, quo estranho era sentar aqui, entre o  alto  teto
fechado, e defender Dumbledore  dele mesmo. - Relquias, no Horcruxes.
        -  Relquias,  -  murmurou  Dumbledore,   -    no    Horcruxes.
Precisamente.
        Houve uma pausa. A criatura atrs deles chorava, mas  Harry  no
olhou mais para traz.
        - Grindelwald estava procurando por elas tambm? - perguntou
        Dumbledore fechou seus olhos por um momento, e concordou.
        - Isso foi o  que,  acima  de  tudo,  nos  juntou  -  ele  disse
quietamente. - Dois garotos inteligentes, arrogantes, com  uma  obsesso
compartilhada. Ele queria  ir a Godric's Hollow, como eu  tenho  certeza
que voc imaginou, por causa do tmulo de Ignotus Peverell.  Ele  queria
explorar o lugar em que o terceiro irmo morrera.
        - Ento    verdade?  -  perguntou  Harry.  -  Tudo?  Os  irmos
Peverell...
        -  ...eram  os  trs  irmos  do  conto.  -  disse   Dumbledore,
concordando com a cabea. - Ah, sim, eu acho que  sim.  Agora,  se  eles
encontraram a Morte em uma estrada  solitria... eu acho  mais  provvel
que os irmo Peverell eram simplesmente talentosos, bruxos perigosos que
tiveram sucesso em criar aqueles objetos poderosos. A  histria de  elas
serem as Relquias da prpria Morte me parece o tipo de lenda  que  pode
ter originado tais criaes.
        - A capa, como voc agora sabe, viajou atravs das eras, de  pai
para filho, me para filha, direto at  o  ltimo  descendente  vivo  de
Ignotus, que nasceu,  assim como Ignotus, na vila de Godric's Hollow.
        Dumbledore sorriu para Harry.
        - Eu?
        - Voc. Voc imaginou, eu sei, porque a Capa  estava  comigo  na
noite em que seus pais morreram. Tiago havia me mostrado  apenas  alguns
dias antes. Isso explicava  muito de  suas  travessuras  no  detectadas
pela escola! Eu mal podia acreditar no que via. Eu  a  pedi  emprestada,
para examin-la. Eu tinha, h tempos, desistido de  meu sonho de unir as
Relquias, mas eu no pude resistir, no pude evitar dar uma olhada mais
de perto... era uma Capa como eu nunca tinha visto, imensamente  antiga,
perfeito em cada aspecto... e ento seu pai  morreu,  e  eu  tinha  duas
Relquias afinal, todas para mim!
        Seu tom era insuportavelmente amargo.
        - No entanto, a Capa no teria  ajudado  eles  a  sobreviver,  -
Harry disse rapidamente, - Voldemort sabia onde  minha  me  e  meu  pai
estavam. A Capa no podia  t-los tornado a prova de maldies.
        - Verdade. - suspirou Dumbledore. - Verdade.
        Harry esperou, mas Dumbledore no falou, ento ele o impeliu.
        - Ento voc tinha desistido de  procurar  pelas  Relquias  at
quando viu a Capa?
        - Ah, sim. - disse Dumbledore baixo. Parecia que  ele  tinha  se
forado a encontra os olhos de Harry. - Voc sabe o que aconteceu.  Voc
sabe. No pode me desprezar  mais do que eu me desprezo...
        - Mas eu no te desprezo...
        - Pois deveria - disse Dumbledore. Ele  respirou  bem  fundo.  -
Voc sabe o segredo da pssima  sade  de  minha  irm,  o  que  aqueles
Trouxas fizeram, o que ela  se tornou. Voc  sabe  como  meu  pobre  pai
procurou vingana, e pagou o preo, morreu em Azkaban.  Voc  sabe  como
minha me desistiu de sua prpria vida para cuidar   de  Ariana.  Eu  me
sinto culpado por isso, Harry.
             Dumbledore disse isso ousadamente, friamente.  Ele  olhava,
agora, por cima da cabea de Harry, para o alm dele.
        -  Eu  era  talentoso,  brilhante.  Eu  queria  escapar.  Queria
brilhar. Queria glria. No me interprete mal, - ele disse, e dor cruzou
sua face de tal forma que agora ele parecia  velho  de  novo.  -  Eu  os
amava. Amava meus pais, amava meu irmo  e  minha    irm,  mas  eu  era
egosta, Harry, mais egosta que voc, que    uma  pessoa  notavelmente
altrusta, pode imaginar.
        - Tanto que, quando minha me morreu, e  eu  fiquei  responsvel
por uma irm deteriorada e um irmo teimoso, eu retornei  a  minha  vila
com raiva e amargura.  Enjaulado e desperdiado, eu pensei! E  ento,  
claro, ele veio...
        Dumbledore olhou diretamente nos olhos de Harry, mais uma vez. 
        - Grindelwald. Voc  no  pode  imaginar  como  suas  idias  me
cativaram, Harry, me  inflamaram.  Trouxas  forados  a  submisso.  Ns
bruxos, triunfantes. Grindelwald  e eu, os gloriosos jovens  lderes  da
revoluo.
        - Ah, eu tinha alguns escrpulos. Eu suavizei minha  conscincia
com palavras vazias. Seria tudo pelo bem maior, e qualquer dano cometido
seria reparado centenas  de vezes mais em  benefcios  para  os  bruxos.
Sabia eu, no fundo de meu corao, o que  Gellert  Grindelwald  era?  Eu
acho que sabia, mas fechei meus olhos. Se os planos  que fazamos dessem
frutos, todos os meus sonhos se realizariam.
        - E no centro de nossos esquemas, as Relquias  da  Morte!  Como
elas o fascinavam, como elas nos fascinava a ambos! A Varinha Imbatvel,
a arma que nos levaria  ao poder! A Pedra da Ressurreio...  para  ele,
embora eu fingia no saber, significava um exrcito de Inferi! Para mim,
eu confesso, significava o retorno de meus  pais, e a retirada de toda a
responsabilidade de meus ombros.
        - E a Capa... de alguma forma, ns nunca discutimos muito  sobre
a Capa, Harry. Ambos podamos nos esconder  suficientemente  bem  sem  a
Capa, a verdadeira mgica  dela  que ela pode ser usada para proteger e
cobrir outros to bem quanto seu dono. Eu pensei que se alguma  vez  ela
fosse encontrada, ela seria usada  para  esconder    Ariana,  mas  nosso
interesse pela Capa era principalmente porque  ela  completava  o  trio,
pois a lenda dizia que o homem que unisse todos os  trs  objetos  seria
verdadeiramente    mestre  da  Morte,  o  que  para   ns    significava
invencibilidade.
        - Mestres da Morte, invencveis, Grindelwald e Dumbledore!  Dois
meses de insanidade, de  sonhos  cruis,  e  negligncia  daqueles  dois
nicos membros restantes  de minha famlia. E ento... voc sabe  o  que
aconteceu. A realidade retornou, na forma  de  meu  bruto,  iletrado,  e
infinitamente mais admirvel irmo. Eu no quis  ouvir as  verdades  que
ele gritou para mim. Eu no quis ouvir que  eu  no  podia  partir  para
procurar as Relquias com uma irm frgil e instvel na bagagem.
        - A discusso se  transformou  numa  briga.  Grindelwald  perdeu
controle. Aquilo que eu sempre senti  nele,  embora  tenha  fingido  no
sentir, agora se mostrara  como um ser terrvel. E Ariana...  depois  de
todo o cuidado de minha me... jazia morta sobre o cho.
        Dumbledore deu um pequeno soluo,  e  comeou  a  chorar.  Harry
esticou a mo, e ficou feliz de descobrir que podia toc-lo: ele apertou
seu  brao  firmemente,    e  Dumbledore  gradativamente  reassumiu  seu
controle.
        - Bem, Grindelwald fugiu, como qualquer  um,  exceto  eu,  teria
previsto. Ele desapareceu, com planos para tomar o poder, e suas  idias
de torturar Trouxas,  e seus sonhos com as Relquias  da  Morte,  sonhos
dos quais eu o encorajei e ajudei. Ele fugiu, enquanto  eu  fui  deixado
para enterrar minha irm e aprender a viver  com minha  culpa,  e  minha
terrvel lstima, o preo de minha vergonha.
        - Anos se passaram. Houve rumores sobre ele. Eles diziam que ele
procurava uma varinha  de  imenso  poder.  Eu,  enquanto  isso,  me  foi
oferecido o cargo de Ministro  da Magia, no uma vez somente, mas vrias
vezes. Naturalmente, eu recusei. Eu aprendi que no devia  ser  confiado
com poder.
        -  Mas  voc  teria  sido  melhor,  bem  melhor,  que  Fudge  ou
Scrimgeour! - explodiu Harry.
        - Seria? - perguntou Dumbledore pesarosamente. -  Eu  no  estou
certo. Eu tinha provado, quando jovem, que o poder era minha fraqueza  e
minha tentao.  uma  coisa curiosa, Harry, mas talvez aqueles que  so
melhores encaixados no poder so aqueles que nunca o procuraram. Aqueles
que, como voc, tem a liderana encravada  em si, e tomam o manto porque
eles devem, e descobrem para a prpria surpresa que  lhes  cai  bem.  Eu
estava mais seguro em Hogwarts. Eu achava que era um bom professor...
        - O senhor era o melhor.
        - Voc  muito gentil, Harry. Mas  enquanto  eu  me  ocupava  em
treinar jovens bruxos, Grindelwald estava  formando  um  exrcito.  Eles
dizem que ele tinha medo  de mim, e talvez temesse, mas menos, eu  acho,
do que eu o temia.
        - Ah, no a morte. - disse  Dumbledore,  em  resposta  ao  olhar
questionador de Harry. - No o que ele podia causar em mim  magicamente.
Eu sabia que ns nos  comparvamos igualmente, talvez eu fosse um  pouco
mais habilidoso. Era a verdade o que eu temia. Veja, eu nunca soube qual
de ns, naquela ltima, horrorosa luta,   tinha  na  verdade  lanado  a
maldio que matou minha irm. Voc pode  me  chamar  de  covarde:  voc
estaria certo. Harry, eu temia alm de todas as  coisas  o  conhecimento
de que tinha sido eu que havia provocado a  morte  dela,  no  meramente
atravs de minha arrogncia e estupidez, mas que  eu  na  verdade  havia
dado o golpe que a havia  tirado sua vida.
        - Eu acho que ele sabia disso, eu acho que ele sabia  o  que  me
assustava. Eu adiei nosso encontro  at  que,  finalmente,  percebi  que
seria vergonhoso resistir  por mais tempo. Pessoas  estavam  morrendo  e
ele parecia invencvel, e eu tive que fazer o que devia. Bem, voc  sabe
o que aconteceu depois. Eu venci o duelo. Eu ganhei  a varinha.
         Outro silncio. Harry no  perguntou  se  Dumbledore  chegou  a
descobrir quem havia matado Ariana. Ele no queria saber, e menos  ainda
queria que Dumbledore  contasse  a  ele.  Finalmente  ele  soube  o  que
Dumbledore tinha visto quando olhou  no  Espelho  de  Osejed,  e  porqu
Dumbledore tinha compreendido tanto a fascinao que   o  espelho  havia
exercido sobre Harry.
          Eles sentaram em silncio por  um  longo  tempo,  o  choro  da
criatura atrs deles no mais perturbava Harry.
          Finalmente ele disse:
        - Grindelwald tentou impedir Voldemort de ir atrs  da  varinha.
Ele mentiu, voc sabe, fingiu que nunca a possuiu.
          Dumbledore acenou com a  cabea,  olhando  para  o  seu  colo,
lgrimas ainda brilhando em seu nariz torto.
        - Eles dizem que  ele  mostrou  remorso  nos  anos  posteriores,
sozinho em sua cela em  Nurmengard.  Eu  espero  que  seja  verdade.  Eu
gostaria de pensar que ele sentiu  o horror e a  vergonha  do  que  fez.
Talvez mentir para Voldemort foi sua tentativa de  fazer  reparos...  de
impedir Voldemort de tomar as Relquias...
        - ...ou  talvez  de  violar  seu  tmulo?  -  sugeriu  Harry,  e
Dumbledore enxugou seus olhos.
        Depois de uma pequena pausa, Harry disse:
        - Voc tentou usar a Pedra da Ressurreio.
        Dumbledore concordou com a cabea.
        - Quando eu a descobri, depois de todos aqueles anos,  enterrada
na casa abandonada dos Gaunts, a Relquia que  eu  ansiei  mais  do  que
todas, embora em minha  juventude eu a quisesse por  diferentes  razes,
eu perdi minha cabea, Harry. Eu esqueci que ela era agora  um  Horcrux,
que o anel com certeza  carregava  uma  maldio.    Eu  o  peguei  e  o
coloquei, e por um segundo eu imaginei que estava prestes a ver  Ariana,
e minha me,  e  meu  pai,  e  diz-los  o  quanto,  quanto  arrependido
estava...
        - Eu fui to tolo, Harry. Depois de todos  esses  anos,  eu  no
havia aprendido nada. Eu no era digno de unir as Relquias da Morte, eu
havia provado isso  de novo e de novo, e ali estava a prova final.
        - Por qu? - disse Harry. - Era natural! Voc queria  v-los  de
novo. O que h de errado nisso?
        - Talvez um homem em um milho possa reunir as Relquias, Harry.
Cabia a mim apenas possuir a pior delas, a menos extraordinria. Cabia a
mim ter a Varinha  Mestra, e no se gabar  disso,  no  matar  com  ela.
Foi-me permitido dom-la e us-la, porque eu a tomei, no por ganho, mas
para salvar outros de sua influncia.
        - Mas a Capa, eu tomei  por  curiosidade  v,  ento  ela  nunca
poderia funcionar para mim como funciona para voc, seu verdadeiro dono.
A Pedra, eu a teria usado  para trazer de volta  aqueles  que  esto  em
paz, ao contrrio de us-la como auto-sacrifcio, como voc fez. Voc  
merecidamente o dono das Relquias da Morte.
        Dumbledore deu um tapinha na mo de Harry, e  Harry  olhou  para
cima para o rosto velho e sorriu; ele no podia evitar. Como ele poderia
continuar bravo com  Dumbledore agora?
        - Por que voc fez tudo parecer to difcil?
        O sorriso de Dumbledore estava trmulo.
        - Receio que contei com a senhorita Granger  para  lhe  atrasar,
Harry. Eu temia que sua cabea quente pudesse dominar seu  bom  corao.
Eu tinha medo de que,  se apresentado diretamente aos fatos sobre  estes
objetos tentadores, voc poderia agarrar as Relquias assim como eu,  na
hora errada, pelas razes erradas. Se voc   tivesse  que  pr  as  mos
nelas, queria que voc as possusse de forma segura. Voc  o verdadeiro
mestre da Morte, por que  o  verdadeiro  mestre  no  procura  fugir  da
Morte. Ele aceita que tm que morrer, e entende que existem coisas  bem,
bem piores em viver do que em morrer.
        - E Voldemort nunca soube das Relquias da Morte?
        - Eu acredito que no,  pois  ele  no  reconheceu  a  Pedra  da
Ressurreio que ele transformou numa Horcrux. Mas mesmo se ele soubesse
sobre elas, Harry, eu  duvido que ele tenha se interessado  em  qualquer
uma exceto pela primeira. Ele no acharia que precisasse da Capa, quanto
a Pedra, quem ele gostaria de trazer dos  mortos? Ele  teme  os  mortos.
Ele no ama.
        - Mas voc esperava que ele fosse atrs da varinha?
        - Eu estava certo de que ele iria tentar, desde que sua  varinha
venceu a dele no cemitrio em Little Hangleton. No comeo, ele temia que
voc o tivesse vencido  devido a habilidades superiores. Depois  de  ter
seqestrado Olivaras, de qualquer forma, ele descobriu a existncia  dos
cernes gmeos. Ele pensou que  isso  explicava    tudo.  Ainda  assim  a
varinha emprestada no funcionou melhor contra a sua!  Ento  Voldemort,
ao invs de se perguntar qual era a qualidade que existia  em  voc  que
fez de sua varinha  to  forte,  que  dom  voc  possua  que  ele  no,
naturalmente saiu em procura daquela nica varinha  que,  assim  diziam,
iria subjugar qualquer outra.  Para ele, a Varinha Mestra se tornou  uma
obsesso que rivalizava a  obsesso  por  voc.  Ele  acreditava  que  a
Varinha Mestra removeria sua ltima fraqueza e o faria   verdadeiramente
invencvel. Pobre Severo...
        - Se voc planejou sua  morte  com  Snape,  voc  quis  que  ele
terminasse com a Varinha Mestra, no queria?
        - Eu admito que era essa a minha inteno. - disse Dumbledore. -
Mas no funcionou como eu quis, funcionou?
        - No. - disse Harry. - Essa parte no deu certo.
        A criatura atrs deles esperneou e reclamou; Harry e  Dumbledore
ficaram sem falar durante um perodo maior. A compreenso  do  que  ele,
Harry, teria que fazer   em  seguida  descia  gradativamente  sobre  ele
ltimos longos minutos, como neve caindo.
        - Eu tenho que voltar, no tenho?
        - Essa  sua deciso.
        - Eu tenho uma escolha?
        - Ah, sim. - Dumbledore sorriu para ele. - Ns estamos em King's
Cross, voc disse?  Eu  acho  que  se  voc  decidir  no  voltar,  voc
estaria... vamos dizer...  apto a pegar um trem.
        - E onde ele me levaria?
        - Para frente. - disse Dumbledore, simplesmente.
        Silncio mais uma vez.
        - Voldemort tm a Varinha Mestra.
        - Verdade. Voldemort tm a Varinha Mestra.
        - Mas voc quer que eu volte?
        - Eu acho, - disse Dumbledore. - que se voc escolher  retornar,
existe uma chance que ele possa ser liquidado mesmo. No posso prometer.
Mas eu sei, Harry,  que voc tem menos medo de retornar para c  do  que
ele tem.
        Harry olhou mais uma vez para a criatura de aparncia  crua  que
tremia e sufocava na sombra entre a cadeira distante.
        - No tenha pena dos mortos, Harry. Tenha  pena  dos  vivos,  e,
acima de tudo,  aqueles  que  vivem  sem  amor.  Retornando,  voc  pode
assegurar que  menos  almas  sejam    divididas,  menos  famlias  sejam
separadas. Se isso parece a voc um objetivo que vale a pena, ento diga
adeus para o presente.
        Harry concordou e suspirou. Deixar este lugar no seria  nem  um
pouco mais difcil do que seu caminhar para a Floresta, mas era quente e
luminoso e pacfico  aqui, e ele sabia que ele estava  voltando  para  a
dor e o medo de mais perdas. Ele se levantou, e Dumbledore fez o  mesmo,
e eles se olharam nos rostos por um longo  momento.
        - Me diga uma ltima coisa. - disse Harry. -  Isso    real?  Ou
est tudo acontecendo na minha cabea?
        Dumbledore sorriu para ele, e sua voz  soou  alta  e  forte  nos
ouvidos de Harry mesmo com a nvoa clara descendo de novo,  obscurecendo
sua imagem.
        -  claro que isso est acontecendo dentro de sua cabea, Harry,
mas por que isso deve significar que no seja real?

Captulo 36 - A falha no plano


        Ele estava voando de encontro ao cho outra  vez.  O  cheiro  da
floresta encheu suas narinas. Ele podia  sentir  a  terra  dura  e  fria
tocando sua face, as dobradias  de seus culos  bateram  de  lado  pela
queda cortando-o. Cada centmetro de seu corpo doa, e  o  lugar  que  a
Maldio da morte havia o atingido, ele sentia a contuso   de  um  soco
ingls. Ele no se moveu, ficou parado exatamente onde havia cado,  com
seu brao esquerdo dobrado em um ngulo desajeitado e sua  boca  aberta.
Ele esperava  ouvir exclamaes de triunfo e jbilo por sua  morte,  mas
em  vez  disso,  apressados  passos,  sussurros  e  solcitos  murmrios
preencheram o ar.
        - Meu Senhor, meu Senhor...
        Era a voz de Belatriz, e ela falava como se fosse a  um  amante.
Harry no ousou abrir os olhos,  mas  usou  seus  outros  sentidos  para
explorar sua situao.  Ele sabia que  sua  varinha  estava  entre  suas
vestes,  pois  a  sentia  pressionada  entre  seu  peito  e   o    cho.
 Um efeito de leve proteo em sua rea do estmago o disse que  a  Capa
da Invisibilidade tambm estava l, desmaterializada de vista.
        - Meu Senhor...
        - Aquilo vai fazer, - Disse a voz de Voldermort.
        Mais passos. Vrias pessoas estavam  se  distanciando  do  mesmo
local. Desesperado para ver o que estava acontecendo e  por  que,  Harry
abriu seus olhos um milmetro.
        Voldemort parecia estar chegando a seus ps. Vrios Comensais da
Morte estavam se apressando rapidamente para longe dele, retornando para
a multido que  forrava a clareira. Belatriz permaneceu  sozinha  atrs,
ajoelhando-se ao lado de Voldemort.
        Harry fechou seus olhos  novamente  e  considerou  o  que  tinha
visto. Os comensais de morte se reuniram em volta de Voldemort,  a  quem
parecia ter cado no cho.  Alguma coisa aconteceu  quando  ele  atingiu
Harry com a Maldio da Morte. Voldemort estava tendo um colapso?  Assim
parecia. E os dois numa palavra caram inconscientes  e  os  dois  agora
retornaram...
        - Meu Senhor, deixe-me --
        - Eu no pedi ajuda - Disse Voldemort friamente, e ainda que no
pudesse ver, Harry imaginou Belatriz retirando a mo que oferecia ajuda.
- O garoto...ele  est morto?

        Estava um completo silncio na clareira. Ningum  se  dirigiu  a
Harry, mas ele sentia seus olhares fixamente concentrados; isso  pareceu
o pressionar mais ainda  contra o cho, e foi estarrecido um dedo ou uma
plpebra pde contrair-se.
        - Voc - Disse Voldemort, e  houve  um  estrondo  e  um  pequeno
guincho de dor. - Examine-o, diga se ele est morto.
        Harry no soube quem foi mandado para verificar. Poderia somente
encontrar-se l, com seu corao batendo rapidamente, mas ao mesmo tempo
nada, o pequeno  conforto era que,  Voldemort  estava  com  medo  de  se
aproximar, Voldemort suspeitava que  tudo  no  tinha  sido  conforme  o
plano...
        Uma mo mais macia que o esperado,  tocou  a  face  de  Harry  e
sentiu seu corao. Ele pode ouvir a respirao rpida da mulher.
        - Draco est vivo? Ele est no castelo?
        O sussurro era quase inaudvel, seus lbios a um  centmetro  de
sua cicatriz, sua cabea dobrada to para baixo  que  seu  cabelo  longo
protegeu-o dos espectadores.
        -Sim  -  respirou  de  volta.  Sentiu  as  mos  em  seu   peito
contraindo: suas unhas o furaram. Ela havia sentado.
        - Ele est morto -  Narcisa  chamou  os  observadores.  E  agora
gritavam, guinchavam de triunfo e estamparam seus ps, e atravs de suas
plpebras, Harry pode  ver tiros de  luz  vermelha  e  prata  no  ar  em
comemorao. Continuando a fingir  sua  morte  no  cho,  ele  entendeu.
Narcisa sabia que a  nica  maneira  de  ser  permitida    a  entrar  em
Hogwarts, e achar seu filho, era conquistando parte do exrcito. Ela no
se importava mais se Voldemort havia ganhado.
        - Vocs vem? - Guinchou Voldemort  sobre  o  tumulto.  -  Harry
Potter est morto pelas minhas mos e nenhum homem vivo pode me  ameaar
agora! Assistam! Crucio!
        Harry esperava isso, sabia que seu corpo no podia continuar sem
manchar o cho da floresta; ele tinha que ser sujeito  humilhao  para
provar a vitria  de Voldemort. Foi levantado no  ar  e  usou  toda  sua
determinao para se manter desacordado, mas a dor que ele esperava  no
veio. Ele foi jogado uma, duas, trs vezes  no ar. Seus culos voaram  e
sentiu sua varinha deslizar um pouco entre suas vestes, mas  se  manteve
flexvel e sem vida, e quando caiu no cho pela ltima vez, a    lareira
ecoou com zombaria e guinchos de risadas.
        - Agora - disse Voldemort, - Ns vamos ao castelo mostrar o  que
aconteceu com seu heri. Quem deveria levar o  corpo?  No  -  Espere  -
Houve uma leve pausa  de risos, e poucos momentos depois Harry sentiu  a
terra tremendo embaixo dele. - Voc o carrega - disse Voldemort. -  Ser
agradvel e visvel em seus  braos,  no?    Pegue  seu  pequeno  amigo
Hagrid. E os culos- coloque os culos- ele precisa estar reconhecvel.
        Algum colocou os culos de Harry  de  volta  a  seu  rosto  com
deliberada fora, mas as mos que o  levantaram  no  ar  estavam  gentis
demais. Harry podia sentir  os braos de Hagrid tremendo com  os  fortes
soluos, grandes lgrimas caindo sobre ele. Harry no se  atreveu,  seja
por palavra ou movimento,contar a Hagrid que tudo   no  estava,  ainda,
perdido.
        -Ande - disse Voldemort, e Hagrid tropeou para frente, forando
seu caminho entre as rvores atravs da floresta. Os galhos travavam nos
cabelos e vestes    de  Harry,  mas  ele  permanecia  quieto,  sua  boca
entreaberta, olhos fechados, na  escurido,  enquanto  os  Comensais  da
Morte se amontoavam em torno deles, e quando Hagrid  soluou  cegamente,
ningum viu uma pulsao no pescoo de Harry. Os dois gigantes  seguiram
atrs dos comensais de morte, Harry podia ouvir as rvores  quebrando  e
caindo enquanto passavam, eles fizeram tanto  barulho  que  os  pssaros
voaram gritando no cu, e os  guinchos  dos  Comensais  da  Morte  foram
abafados. A vitoriosa procisso  marchou para o campo aberto, e aps  um
momento Harry poderia dizer, que, pela luz atravs da escurido de  suas
plpebras fechadas, as rvores estavam comeando a  ficar mais finas.
        -MAS QUE CRUELDADE!
        Hagrid gritou inesperadamente forando o olho de Harry a  abrir.
- Felizes agora n? No tiveram que  lutar,  bando  de  mulas  covardes.
Vocs esto felizes com  a m-morte de Harry Potter? - Hagrid  no  podia
continuar,  caa  de  novo  aos  prantos.  Harry  se  perguntou  quantos
centauros assistiam  procisso passar; ele no se    atreveu  abrir  os
olhos. Alguns Comensais da Morte gritavam  insultos  para  os  centauros
conforme iam os deixando para trs. Um pouco depois, Harry  sentiu  pelo
frescor  do ar, que tinham alcanado a orla da floresta.
        - Pare.
        Harry achou que Hagrid tinha sido forado por Voldemort a parar,
pois balanou um pouco. Um ar frio fixou sobre eles, e Harry pode sentir
a respirao spera  dos dementadores que patrulhavam as outras rvores.
Eles no poderiam o afetar agora. O fato de  sua  prpria  sobrevivncia
queimou dentro dele,  um  talism  contra  eles,  como  se  seu  Patrono
continuasse o protegendo dentro de seu corao.
        Algum passou perto de Harry, e ele  sabia  que  era  o  prprio
Voldemort, porque ele falou um momento  depois,  sua  voz  to  ampliada
magicamente, que aumentou  alm do cho, colidindo nos ouvidos de Harry.
        -Harry Potter est morto. Morreu enquanto fugia, enquanto  vocs
apostavam sua vida por ele. Ns trouxemos seu corpo como prova  que  seu
heri se foi.
        -A batalha est ganha. Vocs perderam metade de seus guerreiros.
O nmero de meus Comensais da  Morte    maior  que  o  de  vocs,  e  o
"garoto-que-sobreviveu"  morreu. No h mais guerra. Aquele  que  tentar
resistir, seja homem, mulher ou criana, ser massacrado assim  como  os
membros de sua famlia. Saiam do castelo, ajoelhem-se  diante de mim,  e
voc ser poupado. Seus pais e filhos vivero e sero perdoados, e  voc
se unir a mim nesse novo mundo que construiremos juntos.
        Houve silncio dentro e fora do castelo.  Voldemort  estava  to
perto que Harry no se atreveu a abrir os olhos novamente.
        -Venha. - Disse Voldemort, e Harry o sentiu  andando,  e  Hagrid
foi forado a seguir. Agora Harry abriu uma frao de seus olhos, e  viu
Voldemort dando largos  passos na frente deles, com a grande  Nagini  em
seus ombros, agora livre e fora de sua gaiola encantada. Mas  Harry  no
tinha a chance de tirar sua varinha debaixo   de  suas  vestes  sem  ser
notado pelos Comensais da Morte, que marchavam de seus dois lados.
        - Harry - Soluou Hagrid. -Oh Harry...Harry...
        Ele  fechou  seus  olhos  novamente.  Sabia  que   estavam    se
aproximando do castelo e apurou os seus ouvidos para  distinguir,  sobre
as prazerosas vozes dos Comensais  da Morte e  seus  passos,  sinais  de
vida daqueles de dentro.
        -Pare.
        Os Comensais da Morte pararam. Harry ouviu-os se  espalhando  em
uma linha, encarando a porta de entrada da escola. Ele podia ver,  mesmo
com os olhos fechados,  que a luz do saguo de entrada  aumentava  sobre
ele. Ele esperou. A qualquer momento, as pessoas pelas quais ele  tentou
morrer vo querer v-lo, aparentemente morto,  nos braos de Hagrid.
        -NO!

        O som foi mais terrvel, porque ele nunca esperou ou sonhou  que
a professora McGonagall pudesse fazer sequer um barulho. Ele pde  ouvir
uma risada, e soube  que era de Belatriz glorificando sobre o  desespero
de McGonagall.
        Espiou de novo e viu a porta aberta ser preenchida por  pessoas,
conforme os sobreviventes vinham de fora para saber  se  era  verdade  a
morte de Harry Potter.  Viu Voldemort parado  um  pouco  a  frente  dele
passando a mo na cabea de Nagini com um nico dedo branco. Fechou seus
olhos novamente.
        -No!
        -No!
        -Harry!HARRY!
        As vozes  de  Rony,  Hermione  e  Gina  eram  piores  que  a  de
McGonagall; No tinha nada mais do que Harry queria do que responder  de
volta; ainda que tivesse que  mentir silenciosamente, o choro deles  era
como um gatilho; a multido de sobreviventes tomou a causa,  gritando  e
guinchando para os comensais de morte, at -
        - SILNCIO- gritou Voldemort, e ouve um estalo e  um  brilho  de
luz, e forou o silncio de todos. Acabou! Coloque-o no cho Hagrid, aos
meus ps, onde ele  merece.
        Harry sentiu ser colocado na grama.
        - Vocs vem? - disse Voldemort, e Harry o sentiu  dando  largos
passos para frente e para trs bem a  seu  lado.  -  Harry  Potter  est
morto! Vocs entendem agora,  desiludidos? Ele no era nada alm  de  um
garoto que contava com os outros para sacrificar suas vidas por ele!
        - Ele te superou! - gritou Rony, e o silncio foi quebrado, e os
defensores de Hogwarts estavam falando e gritando novamente at  que  um
segundo a mais, outra  exploso mais forte extinguiu as vozes outra vez.
        - Ele foi morto tentando sair dos terrenos do  castelo  -  disse
Voldemort, e havia um gosto de mentira em sua voz -  morto  tentando  se
salvar-
        Mas Voldemort se calou. Houve uma briga e um grito, ento  outro
estrondo e um flash de luz, e um grunhido de dor; abriu seus  olhos  uma
quantia mnima. Algum  saiu da aglomerao e  atacou  Voldemort:  Harry
viu a figura cair no cho. Desarmando-o,  Harry  viu  Voldemort  jogando
longe a varinha do desafiador e rindo.
        - E quem  este? - disse Voldemort com seu silvo de cobra - quem
foi o voluntrio a demonstrar o que acontece com a aqueles que continuam
lutando quando  a batalha est perdida?
        Belatriz deu uma gargalhada prazerosa.
        -  Neville Longbottom, meu  Senhor!  Aquele  que  estava  dando
muito problema ao Carrows! O filho dos aurores, lembra?
        - Ah, sim, me lembro - disse Voldemort, olhando para Neville que
estava se arrastando para trs, desarmado e desprotegido,  parado  entre
os comensais de morte  e os sobreviventes.
        - Mas voc  sangue puro, no , meu bravo garoto? - perguntou a
Neville, que estava o encarando, suas mos vazias, onduladas no pulso.
        - E da se eu for? - disse Neville alto.
        - Voc mostra esprito e bravura, vem  do  estoque  nobre.  Voc
dar um valioso Comensal da Morte. Ns precisamos de pessoas como  voc,
Neville Longbottom.
        - Eu me juntarei a voc quando o inferno  congelar  -  respondeu
Neville  -Armada  de  Dumbledore!  -  gritou,  e  houve  um  apoio    da
aglomerao, a quem os feitios  silenciadores de Voldemort pareciam no
fazer efeito.

        - Muito bem - disse Voldemort, e Harry sentiu mais perigo em sua
voz que na mais  poderosa  maldio.  -  Se    sua  escola  Longbottom,
revertemos o plano original.  Em sua cabea - ele  disse  quietamente  -
assim seja.
        Ainda  prestando  ateno,  Harry  viu  Voldemort  agitando  sua
varinha. Segundos depois algo que parecia um  pssaro  disforme,  entrou
por uma  das  janelas  quebradas,    voando,  e  aterrissou  na  mo  de
Voldemort. Agitando-o pela extremidade,  viu  o  objeto  que  carregava,
vazio e spero: o Chapu Seletor.
        - No haver mais seleo em Hogwarts, - disse Voldemort  -  no
haver mais casas. O emblema, escudo e cores  de  meu  nobre  ancestral,
Salazar Slythering vai  suprir a todos. No vo  Neville  Longbottom?  -
ele apontou sua varinha em Neville, forando o chapu em sua cabea, at
que deslizou em  seus  olhos.  Havia  uns  movimentos    da  aglomerao
prestando ateno  na  frente  do  castelo,  e  os  Comensais  da  Morte
levantaram suas varinhas, prendendo os defensores de Hogwarts na baa.
        - O Neville aqui vai demonstrar o que acontece a quem   tolo  o
bastante pra continuar a me opor. - Disse Voldemort e com  um  movimento
em sua varinha, fez  com que Chapu Seletor estourasse em chamas.
        Gritos rasgaram o amanhecer, e Neville estava em chamas, incapaz
de se mover. Harry no podia suportar: tinha que agir -
        Ento vrias coisas aconteceram no mesmo momento.
        Eles ouviram um tumulto que vinha  dos  limites  da  escola,  as
pessoas estavam se amontoando na parede, atirando em direo do castelo,
clamando gritos de guerra.  Grope  veio  se  arrastando  nas  bordas  do
castelo e gritando "HAGGER!"
        Seu  grito  foi  respondido  com  um  rugido  dos  gigantes   de
Voldemort: eles correram at Grope como se  fossem  touros  e  elefantes
fazendo um terremoto. Ento houve  rudo  de  arcos,  e  flechas  caram
repentinamente entre os Comensais da Morte, os quais perderam a  classe,
exclamando surpresa. Harry aproveitou e tirou a Capa da   Invisibilidade
de dentro de suas vestes, colocando sobre si mesmo.
        Rapidamente, soltou Neville do feitio que o prendia;  o  chapu
em chamas caiu de sua cabea e tirou de seu fundo algo prata,  reluzente
-
        O som da lmina de prata no podia ser ouvido sobre o rugido  da
aglomerao ali perto, ou pelo conflito dos gigantes, ou  o  dos  cascos
dos centauros, no entanto,  ele parecia estar em cada olho.  Como  nico
recurso, Neville cortou a cabea da grande cobra, a qual girou altamente
no ar, brilhando na luz que inundava o salo  de entrada, e  a  boca  de
Voldemort estava aberta em um grito de fria que ningum poderia  ouvir,
e o corpo da serpente bateu  terra em seus ps.
        Escondido embaixo da Capa da  Invisibilidade,  Harry  lanou  um
Feitio Protetor entre Neville e Voldemort antes que este levantasse sua
marca para a luta dos  gigantes. O grito de Hagrid veio antes de tudo.
        - HARRY! -, Hagrid gritou. -HARRY - AONDE EST O HARRY?
        O caos dominava.  O  carregamento  de  centauros  dispersava  os
Comensais da Morte, e  todos  estavam  sentindo  os  fortes  passos  dos
gigantes, cada vez mais prximos,  trovejando  contra  os  reforos  que
chegavam de algum lugar; Harry viu  grandes  criaturas  aladas  planando
sobre as cabeas dos gigantes de Voldemort,  testrlios  e  Bicuo,    o
Hipogrifo, arranhando seus olhos enquanto Grope os esmurrava e socava. E
agora os bruxos, defensores de  Hogwarts  e  Comensais  da  Morte  foram
forados a  entrar  no    castelo.  Harry  estava  atirando  feitios  e
maldies em qualquer Comensal da Morte  que  ele  podia  ver,  e  eles,
machucados, no sabiam o que e quem os acertara, e  seus    corpos  eram
atropelados pela multido  em  fuga.  Ainda  escondido  sob  a  Capa  da
Invisibilidade, Harry adentrou o Hall de Entrada: Estava procurando  por
Voldemort e  o viu do outro lado da sala,  disparando  feitios  de  sua
varinha enquanto voltava para o Salo Principal,  continuando  a  gritar
instrues para seus seguidores, enquanto  mandava maldies para  todos
os lados; Harry jogou mais Feitios Escudo, e Voldemort era sua provvel
vtima. Simas Finnigan e Anna Abbott encontravam-se perto dele  no Salo
Principal, onde entraram na luta j formada l dentro.
        Havia agora mais pessoas lutando, e Harry viu Carlinhos  Weasley
alcanando Horcio Slughorn, que ainda vestia  seus  pijamas  esmeralda.
Parecia que as famlias  e os amigos de  todos  os  alunos  de  Hogwarts
haviam ficado para lutar junto dos moradores de Hogsmeade e  dos  outros
que estavam ali. Os centauros Bane, Ronan e Magorian   entraram  com  um
estouro no Hall com grande barulho de seus  cascos,  enquanto  atrs  de
Harry as porta que levavam para a cozinha eram explodidas.
        Os elfos domsticos de Hogwarts entraram em  massa  no  Hall  de
Entrada, gritando e balanando facas, e em seu comando,  Monstro  com  o
medalho de Black balanando  em seu  peito.  Sua  voz  de  sapo  sempre
audvel:
        - Lutem! Lutem!  Lutem  pelo  meu  Mestre,  defensor  dos  elfos
domsticos! Lutem contra o Lorde das Trevas, em nome do corajoso Rgulo!
Lutem!
        Estavam alcanando os Comensais da Morte, e tinham suas pequenas
faces lvidas de maldade, e aonde quer que Harry olhasse,  Comensais  da
Morte estavam caindo  em quantidade, submetidos  por  feitios,  andando
com dificuldade devido as feridas, apunhalados nas pernas  por  duendes,
ou ento simplesmente  tentando  escapar,  mas    foram  engolidos  pela
aproximao da multido.
        Mas isso no havia acabado ainda: Harry  se  apressou  entre  os
combatentes, passando pelos prisioneiros, at o Salo Principal.
        Voldemort  estava  no  centro  da  batalha,  e  parecia    estar
destruindo tudo ao  seu  alcance.  Harry  no  poderia  dar  um  feitio
certeiro nele, mas poderia lutar  a sua maneira, uma vez que  continuava
invisvel, e o Salo Principal parecia cada vez mais e mais  cheio  como
se todos que pudessem andar tivessem sido forados a  entrar.
        Harry viu Yaxley sendo surrado no cho por Jorge e Lino  Jordan,
viu Dolohov cair com um grito pelas mos do  Flitwick,  viu  o  carrasco
Macnair ser jogado atravs  do salo por  Hagrid,  bater  na  parede  do
outro lado, e deslizar  inconscientemente  rumo  ao  cho.  Viu  Rony  e
Neville derrubarem Fenrir Greyback. Aberforth atacando  Rookwood, Arthur
e Percy derrotando  Thicknesse,  e  Lucio  e  Narcisa  Malfoy,  correndo
atravs do salo, nem ao menos  atentos    batalha,  gritando  por  seu
filho.
        Voldemort estava  agora  duelando  com  McGonagall,  Slughorn  e
Kingsley juntos, e havia um dio frio em  seus  rostos  quando  eles  se
moveram e mergulharam em volta  dele, incapazes de derrot-lo.
        Belatriz tambm  continuava  lutando,  alguns  metros  longe  de
Voldemort, e, como seu mestre, duelava com trs de  uma  vez:  Hermione,
Gina e Luna, todas elas  dando seu mximo,  mas  Belatriz  se  esforava
tanto quanto elas, e a ateno de Harry foi desviada por uma Maldio da
Morte que passou to prximo de Gina que a errou  por um  dedo-    Harry
mudou seu trajeto, indo de encontro a Belatriz assim como Voldemort, mas
antes que ele pudesse dar alguns passos, sentiu  algo  passando  ao  seu
lado.
        -A MINHA FILHA NO, SUA PUTA!* A Sra.  Weasley  jogou  fora  seu
casaco enquanto corria, deixando os braos livres, Belatriz deu um giro,
rindo estridentemente ao ver a nova desafiante.
        - FIQUEM FORA DO MEU CAMINHO - A Sra.  Weasley  berrou  para  as
trs garotas, e com um simples balanar de varinha ela comeou a duelar.
Harry observava com  seu terror aumentando enquanto a varinha  de  Molly
torceu  e  reluziu,  e  o  sorriso  de  Belatriz  Lestrange  hesitou   e
transformou-se em um ranger de dentes. Os jatos de  luz voavam de  ambas
as varinhas, o cho em volta dos ps das bruxas rachou; as duas  estavam
duelando para matar.
        - No! - A  Sra.  Weasley  gritou  para  alguns  estudantes  que
pareciam vir em sua ajuda. - Se afastem! Se afastem! Ela  minha!
        Centenas de pessoas estavam prximas s paredes,  observando  as
duas lutas, Voldemort com seus trs oponentes, e  Belatriz  e  Molly,  e
Harry continuava parado,  invisvel, entre as  duas  batalhas,  querendo
atacar e ao mesmo tempo proteger, incapaz de  ter  certeza  de  que  no
acertaria um inocente.
        - O que acontecer com seus filhos quando eu tiver te matado?  -
provocou Belatriz, to irada quanto seu  mestre,  saltando  como  se  os
feitios de Molly estivessem  danando  em  torno  dela.  "Quando  mame
tiver ido embora da mesma forma que Fred?"
        -Voc...  nunca...  mais...  tocar...    nossos...    filhos...
novamente! - gritou a Sra. Weasley.
        Belatriz gargalhou da mesma forma como quando seu primo, Sirius,
havia atravessado o vu, e surpreendentemente Harry  sabia  o  que  iria
acontecer antes que  acontecesse.
        O feitio de Molly passou por debaixo do brao de Belatriz  e  a
acertou em cheio no peito, exatamente sobre seu corao.
        O sorriso zombeteiro de Belatriz congelou, seus olhos  pareceram
esbugalhar: Em um  pequeno  espao  de  tempo  ela  soube  o  que  havia
acontecido, e ento  ela  caiu    no  cho,  e  a  multido  de  pessoas
assistindo e Voldemort gritou.
        Harry sentiu como se  tudo  estivesse  girando:  viu  McGonagal,
Kingsley e Slughorn explodindo para trs, caindo no ar,  e  a  fria  de
Voldemort estava no seu  auge, explodindo com  a  fora  de  uma  bomba,
Voldemort ergueu sua varinha na direo de Molly Weasley.
        -Protego! - gritou Harry, e o Feitio Protetor  se  expandiu  no
meio do salo, Voldemort olhou fixamente para a fonte do feitio  quando
Harry finalmente retirou  a Capa da Invisibilidade.
        O grito de choque, de prazer, os gritos  de  todos:  "Harry!!ELE
EST VIVO!" eram imensos. A multido estava com medo, e o silencio  caiu
bruta e completamente,  enquanto Voldemort e Harry  olhavam  um  para  o
outro, e comearam, no mesmo momento, a circular um ao outro.
        - Eu no quero que mais ningum me ajude, - Harry disse  em  voz
alta, e no silncio total sua voz foi levada como o barulho de tambores.
- Tem que ser desse  jeito. Tem que ser eu. - Voldemort assobiou.
        - Potter no quer dizer isso, - ele disse, seus olhos  vermelhos
bem abertos. -  assim que isso funciona, no   mesmo?  Quem  voc  vai
usar como escudo hoje,  Potter?
        - Ningum, - disse Harry de forma simples. -  No  existem  mais
Horcruxes.  apenas voc e  eu.  Nenhum  pode  viver  enquanto  o  outro
sobreviver, e um de ns est  prestes a ir embora para sempre...
        - Um de ns? - zombou Voldemort, com todo o seu corpo  confiante
e seus olhos vermelhos encarando, a cobra estava  para  atacar.  -  Voc
acha que ser voc,  no  mesmo. O menino que sobreviveu por  acidente,
e porque Dumbledore estava puxando suas cordinhas?
        - Acidente, foi quando, minha  me  morreu  para  me  salvar?  -
perguntou Harry. Ainda havia sombras se movimentando,  os  dois,  em  um
perfeito circulo, mantendo  a mesma distncia um do outro, e para  Harry
no existia nenhum rosto a no ser o de Voldemort. -Acidente, quando  eu
decidi lutar no cemitrio? Acidentalmente, que  eu no me  defendi  essa
noite, e ainda sobrevivi, e voltei para lutar novamente?
        -Acidentes! - gritou Voldemort, mas ainda sim ele no acertou, e
a multido estava paralisada como se estivessem petrificados, e de todas
as pessoas que  havia no Hall, ningum parecia respirar  a  no  ser  os
dois. - Acidente, chance e o fato que voc  se  encolheu  e  choramingou
atrs de grandes homens e mulheres, e me  permitiu te matar!
        - Voc no ir matar mais ningum  est  noite,  -  disse  Harry
enquanto eles circulavam, e se encaravam um nos olhos do outro, verde no
vermelho. Voc no ser  capaz de matar mais ningum. Voc no  entende?
Eu estava pronto pra morrer, pra te impedir de machucar essas pessoas-
        - Mas voc no o fez!
        -Eu acho que sim e foi o que fiz. Fiz o que minha me fez.  Eles
esto protegidos de voc. No notou  que  nenhum  de  seus  feitios  os
acertou? Voc no pode  tortur-los.  Voc  no  aprendeu  com  os  seus
erros, Riddle, aprendeu?
        - Voc me desafia?
        - Sim eu te desafio - disse Harry. - Eu sei de coisas  que  voc
no sabe, Tom Riddle. Eu sei um monte de coisas que voc no sabe!  Quer
ouvir mais, antes  de cometer outro grande erro?
        Voldemort no falou, andou em crculos, e Harry  sabia  que  ele
estava temporariamente na mesmice de sempre, preso a menor possibilidade
que Harry tinha em  saber um segredo final...
        -  o amor de  novo?  -  disse  Voldemort,  sua  cara  de  cobra
zombando. - Soluo favorita do Dumbledore, amor, o que  pode  vencer  a
morte, acho que o amor no  parou sua falha na torre parecendo um boneco
de cera? Amor, que no me impediu de matar sua me sangue-ruim como  uma
pedra, Potter - e ningum, parece que ama voc  o suficiente para entrar
na frente do meu feitio e par-lo Ento  o  que  ir  parar  sua  morte
quando eu lan-lo?
        -S uma coisa - disse Harry circulando junto  ao  outro,  seguro
por nada mais que pelo ltimo segredo.
        - No ser o amor que salvar voc agora. -  disse  Voldemort  -
voc deve acreditar que sabe magias que eu no sei, ou tem uma arma mais
poderosa que a minha?
        - Eu acredito em ambos - disse Harry, e ele viu um choque passar
no  rosto  de  cobra,  pensando  que   ele    estava    se    dissipando
instantaneamente, Voldemort voltou  a si, e o  som  mais  do  que  medo,
insanidade e humor, ecoou no Hall silencioso.
        - Voc acha que sabe mais magias do que eu? - ele  disse.  -  Do
que o Lorde Voldemort, que fez magias que  Dumbledore  nunca  sonhou  em
fazer?
        - Ah, ele sonhou com isso. - disse Harry - Mas ele sabia mais do
que voc, sabia o suficiente para no fazer o que voc fez. 
        - Fraco, voc quer dizer! - gritou Voldemort. -Muito fraco  para
se atrever, muito fraco para pegar o que podia ter sido dele, o que ser
meu!
        -No, ele era mais esperto que voc,  -disse  Harry,  -um  bruxo
melhor, um homem melhor.
        - Fui eu que ordenei a morte de Dumbledore!
        -Voc pensou que  fez  isso,  -  disse  Harry,  -mas  voc  est
enganado.
        Pela primeira vez, a multido  se  movimentou  enquanto  as  cem
pessoas em volta das paredes respiravam como um.
        - Dumbledore est morto! - Voldemort gritou para Harry -ele est
em um tmulo de mrmore nas terras desse castelo, eu vi, Potter,  e  ele
no ir retornar!
        - Sim, Dumbledore est morto, -disse Harry. - Snape era a  favor
Dumbledore desde o momento em que voc comeou a caar a  minha  me.  E
voc nunca percebeu,  porque era uma coisa que voc no podia  entender.
Voc nunca viu, Snape lanar um Patrono, viu, Riddle? 
        Voldemort no respondeu. Eles continuaram em circulo como  lobos
prestes a rasgar outro ao meio.
        -O Patrono de Snape era uma cora, - disse Harry, -o mesmo que o
da minha me, porque ele a amou por praticamente toda  sua  vida,  desde
que eles eram crianas.    Voc  deveria  ter  percebido,  -  ele  disse
enquanto ele via as narinas de Voldemort se alargarem, -ele  pediu  para
voc poupar a vida dela, no pediu?
        -Ele a desejava, isso era tudo, -zombou Voldemort,  -mas  quando
ela se foi, ele concordou que haveria outra mulher, uma de Puro  Sangue,
digna para ele -
        - claro que ele lhe disse isso, - disse Harry, -mas ele  era  o
espio de Dumbledore desde  o  momento  que  voc  a  ameaou,  e  vinha
trabalhando contra voc desde   ento!  Dumbledore  j  estava  morrendo
quando Snape o matou!
        -No importa! - gritou Voldemort,  que  tinha  ouvido  todas  as
palavras com ateno, mas agora deixava  escapar  uma  gargalhada.  -No
importa se Snape era meu  ou de Dumbledore, ou que patticos  obstculos
eles tentaram colocar no meu caminho! Eu os esmaguei como  esmaguei  sua
me, e o suposto grande amor de  Snape!  Oh,  mas    tudo  faz  sentido,
Potter, em jeitos que voc no entenderia!  Dumbledore  estava  tentando
manter a Varinha Mestra longe de mim! Ele pretendia que  Snape  fosse  o
verdadeiro  Mestre da varinha! Mas eu  a  consegui  antes  que  voc,  a
pequena Varinha Mestra, a Varinha da  Morte,  a  Varinha  do  Destino  
verdadeiramente minha! O ltimo plano de  Dumbledore saiu errado,  Harry
Potter!
        -Sim, saiu. - disse Harry. -Voc est certo. Mas antes  de  voc
tentar me matar, eu aconselho voc a pensar  sobre  o  que  voc  fez...
pense, e sinta algum remorso,  Riddle...
        - O que  isso?
        De todas as coisas que  Harry  havia  dito  para  ele,  alm  de
qualquer revelao ou insulto, nada havia chocado Voldemort  como  isso.
Harry viu suas pupilas se  contraindo, viu a  pele  em  volta  dos  seus
olhos ficando brancas -  a sua ltima chance, - disse Harry, -    tudo
que sobrou pra voc... eu no vejo outra  forma...    seja  um  homem...
tente... tente sentir algum remorso... 
        - Voc se atreve--? - disse Voldemort novamente.
        - Sim eu me atrevo, - disse Harry, - porque o  ltimo  plano  de
Dumbledore no saiu pela culatra de jeito nenhum. Saiu pela culatra  com
voc Riddle.

        As mos de Voldemort estavam tremendo com a  Varinha  Mestra,  e
Harry segurou a de Draco muito forte. Ele sabia que o momento  decisivo,
estava a segundos de  acontecer.
        - A varinha ainda no est funcionando direito pra  voc  porque
voc assassinou a pessoa errada. Severo Snape  nunca  foi  o  verdadeiro
mestre da Varinha Mestra.  Ele nunca derrotou Dumbledore.
        - Ele matou--
        - Voc no estava ouvindo? Snape nunca  derrotou  Dumbledore!  A
morte de Dumbledore  foi  planejada  entre  eles!  Dumbledore  pretendia
morrer, vitorioso, como  o ltimo verdadeiro mestre da varinha! Se  tudo
tivesse sado como ele havia planejado, o poder da varinha teria morrido
com ele. Porque ningum nunca havia ganhado  dele!
        -Mas a Potter, Dumbledore era to bom que me deu a varinha. - A
voz de Voldemort saiu com um qu de malcia. - Eu roubei  a  varinha  no
tumulo do ltimo mestre!  Eu a removi contra o desejo de seu mestre! Seu
Poder  meu!
        - Voc no ganhou poder, Riddle, Ganhou? Possuir a varinha no 
o suficiente! Segur-la, us-la, isso realmente  no  te  pertence.  No
ouviu ao Olivaras?  A  varinha  escolhe  o  bruxo...  A  Varinha  Mestra
reconheceu um novo mestre antes de Dumbledore morrer, algum  que  nunca
tocou nela. Um novo mestre removeu a varinha  de Dumbledore  contra  seu
desejo, no realizando assim o que ele fez, neste mundo a mais  perigosa
varinha foi totalmente fiel a ele!
        O peito de Voldemort rosnou rapidamente, e Harry pode  sentir  a
maldio vindo, sentindo dentro de si a varinha apontada para seu rosto.
        -O verdadeiro mestre da Varinha Mestra era Draco Malfoy 
        Um branco passou na  face  de  Voldemort  por  um  momento,  mas
rapidamente sumiu.
        -Mas o que isso importa? -  ele  disse  mansamente.  -  Se  voc
estiver certo, no faz diferena para voc ou para mim. Voc no  tem  a
varinha de fnix h um  tempo: Vamos duelar com habilidades apenas...  e
depois de eu te matar, passo para Draco Malfoy. 
        - Mas  tarde demais. - disse Harry. - Voc perdeu  sua  chance.
Eu o peguei primeiro. Eu  derrotei  Draco  semanas  atrs.  Eu  tirei  a
varinha dele.
        Harry puxou a varinha de unicrnio, e viu que os olhos  de  todo
mundo no Hall estavam nela.
        -Ento tudo acaba aqui, no ? - disse Harry  -  A  varinha  que
est em sua mo sabe que seu ultimo mestre foi desarmado? Porque se  ela
souber... Eu sou o novo  mestre da Varinha Mestra.
        Um brilho dourado passou subitamente no cu acima deles e a  luz
solar ia aparecendo prximo  janela, iluminando todas as faces ao mesmo
tempo. Harry ouviu  uma voz alta e ento tambm gritou:
        - Avada Kedavra!
        - Expelliarmus! 
        A coliso pareceu um tiro de canho, e as  chamas  douradas  que
saram entre eles, na parte  central  do  circulo  que  ambos  formavam,
marcaram o ponto onde os  feitios colidiram. 
        Harry viu o jato de luz verde de Voldemort bater no seu  prprio
peito, viu a Varinha Mestra voar alto, girando atravs do teto encantado
como na cabea de  Nagini, girando pelo ar no mataria seu  mestre,  mas
quem no tomasse posse total dela por ltimo. E Harry,  com  sua  enorme
agilidade de apanhador, pegou a varinha  com sua mo livre  e  Voldemort
caiu para trs, braos arqueados,  as  pupilas  vermelhas  rolaram  para
cima, Tom Riddle bateu no cho com um fim mundano, seu  corpo  espalhado
e vazado, as mos brancas vazias, sua aparncia de cobra tinha sado  de
sua cara. Voldemort estava morto, morto por  seu  prprio  ricochete  de
feitio, e Harry ficou  com as duas  varinhas  nas  mos,  aonde  abaixo
jazia o corpo de seu inimigo.
        Um segundo de silncio, o choque momentneo suspendeu-se: e ai o
tumulto quebrou sobre Harry, ento os gritos, os berros,  e  os  rugidos
dos que assistiam  encheram o ar. Uma nova luz solar  ainda  mais  forte
rompia da janela trovejando nela, e os primeiros a alcan-lo foram Rony
e  Gina,  e  isso  era,  seus  braos  estavam    agarrados   nele,    o
incompreensvel acontecia com ele. Gina, Neville, e Luna estavam  l,  e
todos os Weasleys e Hagrid. E Quim e McGonagall e Flitwick e  Sprout,  e
Harry  no podia ouvir uma palavra que qualquer  um  falava,  no  sabia
quantas mos estavam nele, puxando-o, tentando  pegar  em  alguma  parte
dele, centenas delas  apertando-o,    todos  determinados  em  tocar  no
Menino-Que-Sobreviveu, a razo ento veio  tona. 
        O sol nasceu firmemente sobre  Hogwarts,  e  o  Salo  Principal
brilhava com  vida  e  luz.    Harry  era  uma  indispensvel  parte  da
aglomerao da festa na manh, de pesar e celebrao. Eles o queriam  l
com eles, o seu lder e smbolo, seu salvador e guia,  e aquele que  no
havia dormido, aquele que havia ansiado por companhia de  apenas  alguns
deles, parecia no pedir auxlio a ningum. Ele precisava falar para  os
corajosos,  batendo palmas, testemunhando suas lgrimas, recebendo  seus
obrigados, ouvindo as notcias que agora se espalhavam enquanto a  manh
se estendia; aqueles que estavam  sendo controlados com o Imperius foram
libertados, e voltaram a si, os Comensais da Morte  estavam  fugindo  ou
sendo capturados, os inocentes que estavam em  Azkaban    estavam  sendo
libertados naquele mesmo instante, e  Kingsley  Shacklebolt  havia  sido
nomeado temporariamente a ministro da magia.
        Eles moveram o corpo de Voldemort e o deitaram  numa  cmera  do
Hall, longe dos corpos de Fred, Tonks, Lupin, Colin  Creevey,  e  outros
quinze que haviam morrido  lutando com ele. McGonagall havia trocado  as
mesas das casas, ningum mais estava sentado de acordo com  suas  casas:
todos se misturaram,  professores  e  alunos,  fantasmas    e  parentes,
centauros e meio-elfos e Firenze deitou  se  recuperando  num  canto,  e
Grope olhava por trs de uma  janela  quebrada,  e  as  pessoas  estavam
arremessando comida  em sua boca sorridentes. 
        Depois de um tempo, exausto, Harry estava sentado em um banco ao
lado de Luna. 
        - Eu quero um pouco de paz e  silncio,  se  voc  estiver  aqui
comigo, - ela disse.
        - Eu adoraria um pouco, - ele respondeu.
        - Eu vou distra-los -ela disse, - Use sua capa.
        E antes que ele dissesse uma palavra ela gritou, -Ohh, olhem, um
Blibbering Humdinger! - e apontou para janela. Todos que ouviram olharam
ao redor, e Harry  colocou a capa sobre ele, e levantou. 
        Agora ele poderia se mover  no  Salo  sem  interferncias.  Ele
localizou Gina duas mesas a diante; ela estava sentada com a  cabea  no
ombro de sua me: Eles  teriam tempo para conversar depois, hora e  dias
e talvez anos para  poder  conversar.  Ele  viu  Neville,  a  espada  de
Gryffindor estava ao lado do seu prato enquanto  ele comia, cercado  por
um grupo de fervorosos admiradores. Enquanto  ele  andava  ao  longo  do
corredor entre as mesas, ele  identificou  os  trs  Malfoys,  abraados
juntos  e amedrontados como se eles no devessem estar ali, mas  ningum
estava prestando ateno. Em qualquer lugar que ele olhasse via famlias
reunidas, e finalmente,    ele  viu  duas  pessoas  cuja  companhia  ele
desejava mais q tudo.

        -Sou eu- ele murmurou, encurvando-se entre eles.  -Vocs  querem
vir comigo? -

       Eles se levantaram imediatamente, e juntos, ele, Rony e  Hermione
deixaram o Salo Principal. Faltavam  grandes  pedaos  de  mrmore  nas
escadarias, parte da  balaustrada tinha sumido, havia cascalho e manchas
de sangue pela escada enquanto eles subiam.   Em  algum  lugar  distante
eles podiam ouvir Pirraa zumbir pelos corredores cantando uma cano de
sua prpria composio: 
        "Ns conseguimos, ns os vencemos, Potter  o cara,
        E o perdedor Voldemort est morto, ento vamos ter um  pouco  de
diverso!"
        -Realmente passa um sentimento da tragdia que foi, no? - disse
Rony, empurrando uma porta para deixar Harry e Hermione passarem.
        A felicidade viria, Harry pensou, mas no momento ele  estava  se
arrastando de to exausto, e a dor de ter perdido Fred e Lupin  e  Tonks
perfurava-o como se  fosse uma ferida fsica a cada passo. Grande  parte
dele se sentia estupendamente aliviado, e ansiando por dormir. Mas antes
de tudo ele devia uma explicao a Rony  e Hermione, que  tinham  estado
com ele por tanto tempo, e mereciam a verdade. Detalhadamente ele contou
o que havia visto na penseira e o que aconteceu na floresta,  e eles no
tinham nem comeado  a  expressar  seu  choque  e  perplexidade,  quando
chegaram ao ltimo degrau, embora  nenhum  deles  tivesse  mencionado  o
destino. 
        Da ltima vez que ele a tinha visto, a Grgula do escritrio  do
diretor, ela tinha sofrido uma pancada de lado, estava torta,  parecendo
ter apanhado e Harry  quis saber se poderia descobrir mais senhas.
        - Ns podemos subir? - Harry perguntou  Grgula.
        - Sintam-se livres! - gemeu a Grgula.
        Eles subiram e a escada de pedra em espiral se moveu  lentamente
para cima liberando a  passagem.  Harry  empurrou  a  porta  que  estava
aberta.
        Ele deu um olhar breve na Penseira em cima da mesa onde a  tinha
deixado e um rudo ensurdecedor o fez  chorar,  pensando  nas  maldies
imperdoveis e no retorno  dos Comensais da Morte e no  renascimento  de
Voldemort.
        Mas eram aplausos. Todos em torno das paredes,  os  diretores  e
diretoras de Hogwarts davam-lhe aplausos; acenaram  seus  chapus  e  em
alguns casos suas asas.
        Alcanaram atravs de seus quadros para dar-se as mos; danaram
para cima e para baixo em  suas  cadeiras  onde  foram  pintados:  Dilys
Derwent comeou a chorar  sem vergonha. Dexter  Fortescue  escutava  com
sua corneta apertada na orelha; e Fineus Niggelus chamou, em sua  pronta
voz elevada, "e que seja anotado que a casa de  Sonserina fez sua parte!
No deixe nossa contribuio ser esquecida!"
        Mas Harry manteve seus olhos no homem que esteve no quadro  logo
atrs da cadeira do direto. Lgrimas estavam escorrendo por de trs  dos
culos da meia lua  at a grande e prateada barba,  e  o  orgulho  e  as
congratulaes emanavam dele enchendo Harry com a mesma tranqilidade da
cano da fnix. Por ltimo, Harry levantou  suas mos e o porta retrato
silenciou-se respeitavelmente, esfregou seus olhos enquanto esperava que
ele falasse. Ele direcionou suas palavras para  Dumbledore,  entretanto,
as escolheu com um enorme cuidado. Exausto e com sua viso  turva,  teve
que fazer um ltimo esforo, procurando por uma ltima parte do aviso.
        -O que estava escondido no pomo de ouro-,  ele  comeou,  -Eu  o
deixei cair na floresta. No exatamente  aqui,  mas  no  vou  voltar  a
procurar por isso de novo.  Voc concorda?

        - Eu  concordo,  meu  garoto.  -  Disse  Dumbledore,  quando  os
retratos de seus companheiros olharam confusos e curiosos. - Uma deciso
sbia e corajosa, mas eu  no esperava menos de voc.
        - Mas algum sabe onde caiu?
        -  No  ningum-,  disse  Harry,  e  Dumbledore  demonstrou  sua
satisfao.
        -Estou indo pegar o presente de Ignotus, penso. - disse Harry, e
Dumbledore irradiou felicidade.
        - Mas  claro, Harry,  seu para sempre, a no ser  que  voc  o
passe!
        - E ento tem isto
        Harry levantou a Varinha Mestra, e Rony  e  Hermione  olharam-na
com reverncia, que nem em seus mais confusos sonhos, Harry gostaria  de
ver.
        - Eu no a quero. Disse Harry.
        -O que??? - Rony falou alto. -Voc  doido.
        - Eu sei que ela  poderosa, - falou Harry  cansado.  -  Mas  eu
estou feliz com a minha. Ento...
        Ele vasculhou a bolsa em volta de seu pescoo,  e  puxou  a  sua
varinha quebrada, as duas partes de azevinho conectadas  apenas  por  um
fino pedao de pena da  fnix. Hermione  disse  que  eles  no  poderiam
repar-la, o dano tinha sido grande. Tudo o que ele sabia  que se  isso
no funcionasse, mais nada funcionaria.
        Ele ps a varinha quebrada sobre a mesa do diretor,  encostou  a
ponta da Varinha Mestra nela e murmurou - Reparo.
        Conforme  as  partes  de  sua  varinha  se  juntaram,   fagulhas
vermelhas saram  de  sua  varinha.  Harry  sabia  que  tinha  sido  bem
sucedido. Ele  pegou  de  azevinho  e    fnix  e  sentiu  um  repentino
aquecimento em seus dedos,  como  se  a  varinha  e  a  mos  estivessem
restaurando sua unio.
        -Colocarei a Varinha Mestra. - ele disse  a  Dumbledore,  que  o
assistia com enorme afeio e admirao, - de volta pra onde  ela  veio.
Ela poder ficar aqui.  Se eu morrer por  morte  natural  como  Ignotus,
este poder  ser  quebrado,  no  ser?  O  ltimo  mestre  jamais  ser
derrotado. Ento ser o fim disso tudo
        Dumbledore assentiu. Eles sorriram entre si.
        - Voc tem certeza? - disse Rony. Tinha um trao mais  fraco  em
sua voz enquanto olhava a Varinha Mestra.
        -Eu acho que Harry est certo! - disse Hermione baixo.
        -Essa varinha  no  causar  mais  dano!  -  disse  Harry.  -  E
honestamente - ele virou-se para a os  quadros  pintados,  pensando  que
agora s resta uma cama de  dossel    esperando  por  ele  na  torre  da
Grifinria, e desejando que Monstro pudesse levar a ele um sanduche  l
- Eu tive danos o suficiente por toda minha vida!


* Nota da Anja: Desculpem o Palavro, mas se eu no o colocasse perderia
todo o brilho da frase...toda a fria de Sra Weasley,  j  que  a  frase
original era: NOT MY  DAUGHTER...YOU BITCH


Eplogo - Dezenove anos depois

        O outono pareceu chegar  sem  aviso  naquele  ano.  A  manh  de
Primeiro de Setembro estava fresca e dourada como uma ma,  enquanto  a
pequena famlia cruzava   a  barulhenta  estrada  em  direo    grande
estao, as chamins  das  locomotivas  fumegavam  e  a  respirao  dos
pedestres condensava no ar frio, como uma teia de aranha.  Duas  gaiolas
estavam empilhadas sobre dois males nos carrinhos, que eram  empurrados
pelos pais. As corujas dentro  delas  piavam  zangadas;  uma  garota  de
cabelos vermelhos  passou chorosa por seus irmos e se segurou no  brao
do pai.
        - No vai demorar muito para voc embarcar tambm. - Harry disse
a ela.
        - Dois anos, - choramingou Llian - eu quero ir agora!
        As pessoas olhavam  curiosamente  para  as  corujas  enquanto  a
famlia se dirigia para a barreira entre as plataformas nove  e  dez.  A
voz de Alvo chamou a ateno  de  Harry  para  uma  discusso  que  seus
filhos haviam comeado ainda no carro.
        - No vou! No serei da Sonserina!
        - Tiago, d um tempo! - disse Gina.
        - Eu s disse que ele poderia ser! - disse Tiago, sorrindo  para
seu irmo mais novo. - No tem nada de errado nisso.  Ele  pode  ser  da
Sonse...
        Mas os olhos de Tiago encontraram os da me e ele ficou  quieto.
Os cinco Potters se aproximaram da  barreira.  Sorrindo  convencidamente
para seu irmo, por  cima do ombro, Tiago pegou o carrinho das  mos  da
me e se ps a correr. Segundos depois, ele havia desaparecido.
        - Vocs vo me escrever, no vo? -  Alvo  perguntou  para  seus
pais, aproveitando a ausncia de seu irmo.
        - Todo dia, se quiser. - disse Gina.
        - No todo dia. - respondeu rapidamente Alvo - Tiago disse que a
maioria s recebe uma carta por ms da famlia.
        - No ano passado escrevamos para ele trs vezes por  semana.  -
disse Gina.
        - E no queira acreditar em tudo o que ele diz sobre Hogwarts. -
complementou Harry. - Seu irmo gosta de algumas travessuras.
        Lado a  lado,  eles  empurraram  o  segundo  carrinho,  ganhando
impulso e, quando chegaram  barreira, Alvo fechou os  olhos,  esperando
por uma coliso que no  veio. Ao invs  disso,  a  famlia  emergiu  na
plataforma Nove e Meia  que  estava  coberta  pelo  vapor  lanado  pela
locomotiva vermelha do Expresso de Hogwarts.  Figuras    indistintas  se
moviam atravs da nvoa, na qual Tiago j havia desaparecido.
        - Onde eles esto? - quis saber  Alvo,  ansioso,  observando  as
pessoas entre a fumaa enquanto eles cruzavam  plataforma.
        - Ns vamos ach-los. - disse Gina, tranqilizando-o.
        Mas o vapor era denso, tornando difcil distinguir  o  rosto  de
algum. Separada de seus donos, as vozes  pareciam  anormalmente  altas,
Harry pensou ter ouvido   Percy  discursar  sobre  a  Regulamentao  de
Vassouras e ficou agradecido por ter uma desculpa para no ter que parar
e cumpriment-lo...
        - Eu acho que so eles ali, Al. - disse Gina de repente.
        Um grupo de quatro pessoas saiu da neblina, prximos  ao  ltimo
vago. Seus rostos s se tornaram ntidos quando  Harry,  Gina,  Alvo  e
Llian se aproximaram  deles.
        - Ol. - disse Alvo, imensamente aliviado.
        Rose, que j estava usando os trajes novos de  Hogwarts,  sorriu
para o garoto.
        -  Ento,  estacionou  bem?  -  Rony  perguntou  a  Harry  -  Eu
estacionei. Hermione no acreditou que eu pudesse  passar  no  exame  de
direo dos Trouxas, no ? Ela  achava que eu  teria  que  Confundir  o
examinador.
        - No, no achei. - disse Hermione - Depositei minha f em voc!
        - De fato, eu o Confundi um pouco. - Rony sussurrou para  Harry,
enquanto ambos colocavam o malo e a coruja de Alvo no trem. - Eu s  me
esqueci de usar o  espelho retrovisor, mas na real,  eu  posso  usar  um
Feitio Supersensorial para isso.
        De volta  plataforma, eles encontraram Llian e Hugo,  o  irmo
mais novo de Rose,  tendo  uma  conversa  animada  sobre  em  qual  Casa
ficariam quando finalmente  fossem para Hogwarts.
        - Eu o deserdo se voc no for da Grifinria, - disse Rony - mas
nada de presso!
        - Rony!
        Llian e Hugo riram, mas Alvo e Rose permaneceram srios.
        - Ele no quis dizer isso! - disseram Gina e Hermione, mas  Rony
no estava mais prestando ateno. Olhando para Harry ele indicava com a
cabea um local  a alguns metros dali. A nvoa parecia ter diminudo  um
pouco, tornando  possvel  ver  trs  pessoas  paradas,  aliviadas  pela
neblina que se movia.
        - Olha quem .
        Draco Malfoy estava em p, com sua mulher  e  filho,  um  casaco
abotoado at o pescoo. Seu cabelo estava com uma entrada, te  tal  modo
que acentuava seu queixo  fino. O filho lembrava tanto Draco assim  como
Alvo lembrava Harry. Draco percebeu que Hermione,  Harry,  Rony  e  Gina
olhavam para ele, acenou brevemente, e deu as  costas ao grupo.
        - Ento aquele  pequeno Scorpio. - disse Rony entre os dentes -
Arrase-o em todos os testes, Rose. Graas a Deus que voc tem o  crebro
de sua me.
        - Pelo amor de Deus, Rony. - disse Hermione, um  pouco  nervosa,
um pouco sorridente. - No os tente colocar  um  contra  o  outro  antes
mesmo de as aulas comearem!
        - Voc est certa, desculpe. - disse Rony,  mas  incapaz  de  se
segurar, completou, - Mas  no  fique  muito  amiga  dele,  Rosie,  vov
Weasley nunca a perdoaria  se voc se casasse com um puro-sangue!
        - Ei!
        Tiago havia retornado. Tinha se livrado do carrinho, do malo  e
da coruja e agora parecia explodir com novidades.
        - Teddy est l atrs. - disse sem flego, apontando  por  sobre
os ombros, para uma cortina de fumaa. - Acabei de v-lo! E  adivinha  o
que ele estava fazendo?  Beijando a Victoire!
        Ele olhou para os adultos, evidentemente desapontado pela  falta
de reao.
        - Nosso Teddy! Teddy Lupin! Beijando  a  nossa  Victoire!  Nossa
prima! E eu perguntei o que ele estava fazendo...
        - Voc os interrompeu? - quis saber Gina - Voc   to  parecido
com o Rony...!
        - ... e ele disse que estava aqui para v-la partir! E  da  ele
me mandou embora. Ele a estava beijando! - completou Tiago, achando  que
no havia sido claro  o bastante.
        - No seria lindo  se  eles  se  casassem.  -  murmurou  Llian,
extasiada - Da sim o Teddy realmente faria parte da famlia.
        - Ele j janta em casa umas quatro  vezes  na  semana.  -  disse
Harry - Por que no o convidamos para morar conosco e acabamos logo  com
isso?
        - Boa! - disse Tiago,  entusiasmado  -  Eu  no  me  importo  em
dividir o quarto com o Al....Teddy poderia ficar com o meu!
        - No. - disse Harry firmemente - Voc s ir dividir um  quanto
com o Al quando eu decidir demolir a casa.
        Ele olhou para o relgio gasto que antes  pertencera  a  Fabiano
Prewett.
        - J so quase onze,  bom subirem a bordo.
        - No se esquea de dar um abrao em Neville! -  disse  Gina  ao
filho mais velho enquanto o abraava.
        - Me! Eu no posso dar um abrao em um professor!
        - Mas voc conhece o Neville...
        Tiago girou os olhos.
        - Fora de escola sim, mas l, ele  o Professor Longbottom,  n?
Eu no posso entrar na aula de Herbologia e lhe oferecer carinho...!
        Balanando a cabea para as bobagens da  me,  ele  aliviou  seu
aborrecimento dando um chute no irmo.
        - Te vejo mais tarde, Al. E cuidado com os testrlios!
        - Pensei que eles fossem invisveis? Voc me disse que eles eram
invisveis!
        Mas Tiago simplesmente sorriu e deixou que a me o beijasse, deu
um abrao rpido no pai e entrou no trem. Ele acenou e depois atravessou
o corredor, em  busca de seus amigos.
        - No se preocupe com os testrlios. - disse Harry  -  Eles  so
bem dceis, no precisa ter medo deles. Alm disso, voc no vai para  a
escola em carruagens  esse ano, voc vai de barco.
        Gina deu um beijo de despedia em Alvo.
        - Te vejo no Natal.
        - At mais, Al. - sussurrou Harry enquanto seu filho o  abraava
- No se esquea que o Hagrid convidou voc para tomar ch na sexta. No
se meta com o Pirraa.  No duele com ningum  at  voc  ter  aprendido
como, e no deixe o Tiago te incomodar.
        - Mas se eu for para a Sonserina?
        Sussurrou somente para o pai, que percebeu que s o  momento  da
partida revelou o verdadeiro e sincero medo que Alvo estava sentindo.
        Harry agachou-se, seu rosto um pouco abaixo ao rosto de Alvo.  O
nico entre os seus trs filhos que herdou os olhos de av. 
        - Alvo Severo. - disse Harry to baixo que somente eles  e  Gina
puderam ouvir, embora ela  fingisse,  discretamente,  que  acenava  para
Rose, que j havia embarcado.  - Voc tem o nome de  dois  diretores  de
Hogwarts. Um deles  era  da  Sonserina  e  provavelmente  o  homem  mais
corajoso que j conheci.
        - Mas e se...
        - A Casa de Sonserina ganhar um excelente aluno,  no  ?  Isso
no  importante para ns, Al. Mas se  importante para voc, voc  pode
escolher a Grifinria  ao invs da Sonserina. O Chapu Seletor considera
a sua escolha.
        - Srio?
        - Ele considerou a minha. - disse Harry.
        Ele nunca havia contado isso a nenhum de seus filhos, e ele  foi
capaz de ver a surpresa no rosto de Alvo  quando  o  fez.  Mas  como  as
portas estavam se fechando  pelos vages e  os  pais  davam  os  ltimos
beijos de despedida, Alvo correu para seu vago e Gina  fechou  a  porta
atrs dele. Os estudantes estavam debruados na janela,    olhando  para
deles. Um grande nmero de rostos, dentro ou fora do trem, parecia estar
voltado para Harry.
        - O que eles esto olhando? - quis saber Alvo,  enquanto  ele  e
Rose olhavam em volta, para os outros estudantes.
        - No se preocupe. - disse Rony -  que eu sou muito famoso.
        Alvo, Rose, Hugo e Llian riram. O trem comeou  a  se  mover  e
Harry se ps a andar ao seu lado, vendo  o  rosto  do  filho,  cheio  de
excitao. Harry continuou  sorrindo e acenando,  mesmo  que  no  fosse
realmente uma despedida, vendo seu filho se distanciar dele....
        O ltimo vestgio da fumaa sumiu no ar do outono. O trem fez  a
curva. Harry ainda tinha a mo erguida, se despedindo.
        - Ele ficar bem. - murmurou Gina.
        Harry olhou para ela, abaixou a mo  distraidamente  e  tocou  a
cicatriz em forma de raio em sua testa.
        - Eu sei.
        H dezenove anos a cicatriz no o incomodava mais.  Tudo  estava
bem.
